Created with Sketch.
Susana Pinto

À conversa com: Vanessa & Ivo, filmes de casamento

Regressamos às entrevistas pessoais com os fornecedores seleccionados Simplesmente Branco, com uma bela conversa com a dupla Vanessa & Ivo, que fazem filmes de casamento muito bonitos.

Juntem-se a nós, porque a forma como esta dupla construíu a sua assinatura e fez o seu caminho é muito interessante e consciente. Como dizemos sempre, a viagem é mais interessante que o destino, e o sítio onde a Vanessa & Ivo se encontram agora é muito, muito bom.

 

A melhor parte de ser videógrafo de casamentos é poder fazer aquilo que mais gostamos (…). É ter liberdade e confiança absoluta para fazermos a nossa “arte” e gerir o nosso negócio. É ser contactado por pessoas que seguem o nosso trabalho há imenso tempo e dizem que somos a primeira e única escolha, que nos recebem nos seus corações e nos levam consigo naquele que é um dos dias mais importantes das suas vidas. Ter clientes-amigos. Estar fechado num dia de chuva no escritório, mas com a certeza que estamos a criar uma coisa que vai fazer parte daquela família para sempre. Editar um momento no filme em que “eles vão chorar tanto”.

 

Contem-nos um pouco da vossa viagem profissional até aqui, ao video de casamento.

Estudamos na Universidade da Beira Interior na Covilhã e ficámos por lá a trabalhar algum tempo, o Ivo trabalhava numa produtora de cinema e dava aulas ao curso de cinema na UBI e eu, Vanessa, trabalhava numa companhia de teatro.

 

Há quanto tempo filmam? E porquê casamentos?

O Ivo , em conjunto com três sócios, criou uma produtora de cinema. Com esta produtora ganharam alguns trabalhos importantes nas áreas da publicidade institucional e ao mesmo tempo começaram a receber pedidos de fotógrafos locais para fazerem alguns vídeos de casamento. O que começou como um cash flow para uma pequena produtora em início de vida, de repente ganha uma marca, a Something Blue, e os filmes começam a ganhar os contornos dos filmes americanos de casamento que víamos no blogue Green Wedding Shoes – filmes curtos e cheios de emoção.

Numa tarde de férias passada em Guimarães, eu e o Ivo começámos a sonhar trazer a produtora para esta cidade natal do Ivo. Meses depois, com alguns casamentos marcados, decido deixar o meu emprego e embarcar nesta aventura, numa nova cidade!

O Ivo filma desde sempre e eu comecei a filmar em 2013.

 

Como construíram a vossa assinatura? Como é que a definem?

Quando se começa bebe-se inspiração de qualquer lado. Tentámos seguir o caminho que víamos outros seguir com sucesso, e achávamos que por fazer igual teríamos também o mesmo sucesso. Quando se começa é natural passar por essa fase, e seguimos tendências que nem sempre são as melhores para nós. Os primeiros anos foram um pouco assim – muita tentativa e erro. Aos poucos fomos percebendo que gravitávamos numa direcção, numa confluência entre a nossas personalidades (enquanto indivíduos e enquanto casal) e o nosso trabalho. O melhor de tudo é que começamos a atrair casais que procuravam exactamente isso. Talvez o passo mais importante tenha sido o de “abandonar” a marca Something Blue e abraçarmos a nossa individualidade, dando o primeiro passo nesta proximidade que queremos criar com os casais. Hoje é fácil para nós definirmos o nosso estilo em duas palavras – íntimo e romântico. Não só nos filmes, mas em todo o processo de relação com cada casal.

 

O vosso trabalho junta os pontos de vista de cada um de vocês. Achas que o ponto de vista feminino, os detalhes que escolhes captar e como o fazes, a narrativa que constróis, é diferente das escolhas que o Ivo faz, do seu ponto de vista masculino? Como convergem?

Depois deste tempo juntos a trabalhar, nós sabemos o que gostamos de filmar e o que outro vai filmar. Estamos já a filmar quando percebemos que vai haver risos ou que a lágrima vai cair. Por esta altura, a maneira de filmar de cada um complementa-se na perfeição – se um filma o geral, o outro está no pormenor, se um filma a noiva a vestir-se, o outro filma a mãe emocionada.

As diferenças existem na escolha das lentes, se um faz lens whacking e o outro usa uma tilt shift, há determinados movimentos de câmara que o Ivo faz e outros que faço eu, mas sermos uma equipa e um casal já há tanto tempo faz com que nos complementemos num resultado final incrível!

 

É chegarmos a casa cansados depois um fim-de-semana cheio de trabalho, mas saber que temos imagens tão boas! Aterrar num país diferente e pensar que alguém nos levou lá só porque gosta do que fazemos. É chorarmos ao editar o momento em que o pai com esclerose múltipla faz questão de percorrer os últimos metros até ao altar com a filha para a entregar ao noivo (e ficarmos embargados só de o mencionar agora). É receber um email ou telefonema com a reacção casal ao seu filme. É comer bolo de noiva. É dançarmos os dois num casamento ao som da música do momento com as câmaras na mão. É tudo tão bom.

 

Nestes tempos globais, em que as imagens circulam a uma velocidade vertiginosa e todos temos acesso a tudo, a qualquer hora, onde vão buscar inspiração?

Os editoriais são agora a nossa forma de experimentar coisas novas sem pressão – coisas que vimos em peças de teatro, filmes, em séries, em videoclips ou em fotografias. E os casamentos são todos diferentes, todos exigem de nós de forma diferente, e felizmente essa diversidade de casais, cerimónias, convidados levam-nos àquele momento de inspiração que de repente transforma o filme de casamento.

 

Quando precisam de fazer reset, para onde olham, o que fazem?

Para tudo e para nada! Apesar de passarmos o ano em movimento, viajar em passeio é sempre bom. Sempre que o trabalho nos leva a um destino novo, gostamos também de passar uns dias a mais para o conhecermos melhor, se o calendário o permitir. Quando estamos em casa há sempre aquele escape típico dos filmes, séries e espetáculos de teatro. Um dia passado a jogar computador é um dia bem passado para o Ivo. A Vanessa vai ao ioga, o Ivo meteu-se no triatlo e gostamos muito de nadar juntos. A Kira (a nossa cadela) obriga-nos sempre a sair de casa, faça chuva ou faça sol, e às vezes também é bom descomprimir e dar um passeio mais longo. Quando vivíamos em Aveiro ainda experimentámos o surf mas em Guimarães não há ondas!

 

De Aveiro para o mundo, ou o mundo em Aveiro: filmar um casamento estrangeiro é diferente de filmar um casamento nacional?

Quando saímos da Covilhã em 2013 fomos para Guimarães. Aqui, vivemos dois anos e decidimos seguir depois para Aveiro, onde está a família da Vanessa. Ano e meio depois, voltámos a Guimarães, a cidade que, para já, nos enche as medidas e porque percebemos que podemos estar em qualquer sítio desde que estejamos felizes, o trabalho chegará até nós!

Filmamos casamentos em Portugal de norte a sul e até às ilhas, e felizmente já filmámos casamentos nos mais variados sítios, desde casas particulares na Costa Brava, Menorca ou Ibiza, até castelos na França rural, ou grandes centros urbanos como Londres ou até o Ritz em Paris, com noivos oriundos de todos os continentes. A isto acrescenta-se ainda o facto de Portugal ser um país de emigrantes que gostam de regressar ao seu país para casar mas não abdicam de algumas imagens feitas nos países onde estão a viver.

Em Portugal, o nosso país de mar e sol, filmamos tantas outras nacionalidades e religiões. Depois de aprendermos sobre os rituais de cada cultura, a essência é a mesma – nervos ao início do dia enquanto se preparam para o momento de dizer sim, emoção na troca de alianças e muitos romance na hora em que levamos os noivos para fazer umas imagens bonitas e para finalmente estarem juntos e (quase) sozinhos no seu dia de casamento.

 

Qual é o vosso processo de trabalho, como acontece a ligação ao cliente?

Tal como já mencionámos, a mudança para “Vanessa & Ivo” foi um passo natural para estreitar a relação com os casais. No nosso site temos uma área dedicada a nós, e fazemos regularmente posts pessoais nas redes sociais da “Vanessa & Ivo”. Se queremos que os casais nos recebam nas suas vidas, temos também de partilhar um pouco de nós – as relações saudáveis constroem-se assim.

Tentamos ser transparentes – temos disponível no formulário de contacto o valor base dos nossos serviços, e nas perguntas frequentes (FAQs) cobrimos também a maior parte das questões que nos colocam e que estão abrangidas no contrato que mais tarde os casais assinam. Esta prática não é muito comum neste mercado. Queremos que quem nos contacta esteja munido do máximo de informação possível para tomar sua decisão, mesmo que seja para decidir que não nos quer contactar. Logo numa primeira resposta gostamos também de colocar algumas questões sobre o casamento, e enviamos a nossa apresentação com todos os serviços, uma breve descrição e respectivos valores. Encorajamos uma reunião skype e temos sempre prazer em receber casais em nossa casa (se não se importarem de conhecer os nossos gatos e a cadela). Depois vamos mantendo o contacto com os casais que nos contratam e gostamos de ser envolvidos no planeamento do casamento. Em alguns casos uma sessão prévia ao casamento ajuda a quebrar o gelo com as câmaras!

Felizmente podemos dizer que muitos dos casais que nos contratam, acabam por ficar nossos amigos.

 

Casamentos grandes ou pequeninos, nacionais ou estrangeiros, cerimónias emotivas, festas de arromba – qual é o tipo de festa que mais gostam de registar?

O casamento ideal é aquele em que os noivos se divertem! Já fizemos elopements com apenas o casal, casamentos com 9 convidados (e dois cães!) , casamentos com mais de 300 convidados, e até já fizemos dois casamentos na mesma festa. No final são todos especiais, e têm todos qualquer coisa única.

Posto isto, e apenas por questões de logística e porque pela nossa experiência o dia corre com menos stress, preferimos casamentos pequenos que acontecem na totalidade num só local. Permite-nos dedicar mais tempo a cada pormenor, estar mais atentos ao que acontece à nossa volta, e podemos concentrar-nos no que é realmente importante.

 

Qual é a melhor parte de ser videógrafo de casamentos? E o mais desafiante e difícil?

A melhor parte de ser videógrafo de casamentos é poder fazer aquilo que mais gostamos – contar histórias – sem ter de lidar com a burocracia associada ao cliente empresarial, e sem depender de grandes orçamentos e equipas como na publicidade e no cinema. É ter liberdade e confiança absoluta para fazermos a nossa “arte” e gerir o nosso negócio. É trabalhar em casa e fazer os próprios horários. É ser contactado por pessoas que seguem o nosso trabalho há imenso tempo e dizem que somos a primeira e única escolha, que nos recebem nos seus corações e nos levam consigo naquele que é um dos dias mais importantes das suas vidas. Ter clientes-amigos. Estar fechado num dia de chuva no escritório, mas com a certeza que estamos a criar uma coisa que vai fazer parte daquela família para sempre. Editar um momento no filme em que “eles vão chorar tanto”. Fazer o upload de um filme terminado e enviar o email ao casal com a novidade. Ver o pai da noiva a chorar no discurso. Ver o noivo envergonhado pelo discurso do amigo. A reacção das amigas ao verem a noiva vestida… e a reacção do pai! Chegar a casa cansado depois um fim-de-semana cheio de trabalho, mas saber que temos imagens tão boas! Aterrar num país diferente e pensar que alguém nos levou lá só porque gosta do que fazemos. É chorarmos ao editar o momento em que o pai com esclerose múltipla faz questão de percorrer os últimos metros até ao altar com a filha para a entregar ao noivo (e ficarmos embargados só de o mencionar agora). É receber um email ou telefonema com a reacção casal ao seu filme. É comer bolo de noiva. É dançarmos os dois num casamento ao som da música do momento com as câmaras na mão. É tudo tão bom.

O mais desafiante e difícil? Por favor ler a resposta outra vez!

 

Escolham um filme favorito do vosso portfolio e contem-nos porquê:

Isto é como escolher um filho preferido, não é justo! Por isso, mostramos o que nos caracteriza melhor, muito romance, confiança em nós e na nossa visão.

O primeiro, o favorito do Ivo, é o da Lynn e do Matt. Eles são americanos e vieram casar a Portugal, a um dos nossos sítios favoritos, o Bussaco Palace Hotel. Foi um elopement, eles fugiram (literalmente) da organização de um grande casamento e vieram até cá para se casarem um com o outro e este ser verdadeiramente um momento só deles os dois.

 

O segundo, favorito da Vanessa, é da Jessie e do Jonathan que casaram no Algarve, na praia da Luz. Este traz, não só as raízes portuguesas do Jonathan, mas também uma história de família. São do Canadá, mas há três anos vieram passar férias ao Algarve. Nestas férias, foram jantar ao restaurante Fortaleza da Luz e o pai da Jessie brincou dizendo que eles podiam casar-se ali, um dia. O ano passado, o pai da Jessie morreu e em sua honra casaram no restaurante da praia da Luz que tão boas memórias trazia a todos. Foi lindo e foi um dia de felicidade e não de tristeza, como se poderia pensar.

 

Os contactos detalhados da dupla Vanessa & Ivo estão na sua ficha de fornecedor. Espreitem a galeria, demorem-se pelos filmes e contactem-nos directamente através do formulário: é só preencher com os vossos dados e mensagem, e na volta do correio, terão uma resposta simpática.

 

Acompanhem estas nossas conversas longas com fornecedores seleccionados Simplesmente Branco, sempre à quarta-feira!

 

 

 

Comentar

  • Vanessa & Ivo

    Obrigado pela oportunidade de falarmos um pouco de nós!

    Bem hajam!