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Susana Pinto

À conversa com: Jenny Makeup Land, maquilhagem para noivas

Hoje conversamos com a Jennifer Miranda, que assina como Jenny Makeup Land, maquilhagem para noivas e, nos últimos tempos – e muito bem – profssional de penteado também.

A Jenny, como é conhecida no meio, é uma profissional empenhada e muito dinâmica, com um belo trabalho. Consegue equilibrar o papel de mãe de dois energéticos miúdos pequenos, com o de vegetariana convicta e fornecedora de qualidade irrepreensível e muito profissionalismo. Fá-lo com um despacho e elegância admiráveis , é presença assídua no nosso showcase do Porto e é sempre um prazer conversar com ela!

 

Fazer parte de uma memória feliz, ajudar alguém a sentir-se melhor, é para mim muito gratificante.

 

Como chegaste a este universo da beleza feminina?

Na verdade desde sempre estive ligada a este mundo da beleza, a minha mãe é cabeleireira, sempre foi uma mulher muito vaidosa, lembro-me de estar rodeada de maquilhagem da Lâncome, que era a marca de eleição da minha mãe, lembro-me ficar a observar esse ritual que ela tinha todas as manhãs. Adolescente, comecei a fazer as minhas experiencias (era ainda pré-youtube!), coleccionando revistas Vogue de todo o mundo, observando as imagens de publicidade, as dicas dos maquilhadores internacionais, e começaram a chegar os pedidos das clientes da minha mãe para que as maquilhasse…

Entretanto, entrei para a faculdade, acabei o curso, comecei a trabalhar na minha área de formação mas o bichinho de trabalhar com beleza falou mais alto e larguei tudo para procurar aquilo que realmente me sentia bem a fazer, que é, até hoje, maquilhar (e agora pentear).

Fazer parte de uma memória feliz, ajudar alguém a sentir-se melhor, é para mim muito gratificante.

 

Qual é a importância da maquilhagem, num dia tão especial? E nos dias comuns?

Num dia especial como o dia do casamento,  a maquilhagem certa, é, na minha opinião, muito importante e fundamental para que a noiva se sinta confiante, bonita e, acima de tudo, ela própria. Não sou muito apologista de mudanças radicais ou transformações enormes, por isso opto por um look elegante e intemporal que deixe realçada a beleza natural de cada mulher. No dia-a-dia, acho que as mulheres devem andar arranjadas sim, mas isso não implica que andem maquilhadas, uma pele bem cuidada e um hidratante de lábios pode ser o suficiente… ou não, isso cabe a cada mulher decidir, acho que as mulheres devem ter total liberdade quanto a isso.

 

Um rosto é uma tela ou há todo um conjunto de regras firmes sobre este assunto? Depende da ocasião?

Creio que isso depende de cliente para cliente, existem rostos que me inspiram mais que outros, naturalmente, mas principalmente na maquilhagem de noiva, há que ter um certo bom senso, não diria que são regras (não acredito muito nelas, na verdade….), mas sim considerações a ter em conta, para que daqui a uns anos ainda se continue a gostar do resultado, que fica gravado para sempre, não só nas fotografias mas também na memória!

 

Jenny Makeup Land, maquilhagem para noivas e penteados de noiva

 

Jenny Makeup Land, maquilhagem para noivas e penteados de noiva

 

Jenny Makeup Land, maquilhagem para noivas e penteados de noiva

 

As tendências da estação são importantes, ou não contam para a maquilhagem de noiva?

Sim, as tendências são importantes, até porque hoje em dia as noivas estão mais atentas a elas e todas chegam ao estúdio com a sua pasta do Pinterest, cheia de looks de cabelos e maquilhagem (nem sempre adequados a noivas, ao formato de rosto, etc.), por isso sim é importante estar a par das tendências, das novas texturas, cores, estilos de maquilhagem mais reproduzidos… e a partir daí fazer uma filtragem, ver o que faz sentido adoptar, o que não faz, o que gostaríamos de ver nas nossas maquilhagens, perceber se faz sentido na maquilhagem de uma noiva. Existem tendências que podem resultar muito bem numa noiva, e outras às quais não presto a mínima atenção porque não são aplicáveis neste contexto.

 

Onde buscas inspiração para o teu trabalho de makeup artist?

Gosto muito de folhear revistas de moda, ver as texturas que são mais predominantes nas fotografias. Ver arte clássica e renascentista ajuda-me sempre bastante na busca por uma beleza natural e misteriosa ao mesmo tempo. Gosto de deambular pelas lojas de maquilhagem e tocar nas texturas, cores e produtos novos e imaginar o que poderia fazer com eles.

 

E nos momentos de fadiga criativa, como refrescas a mente e o espírito?

Esses momentos acontecem, naturalmente, a qualquer pessoa, tento (quando possível) fazer coisas completamente diferentes, sair do estúdio, estar comigo própria, tomar conta de mim, ler um livro… não pensar de todo no meu trabalho e fazer algo que me dê realmente prazer.

 

Dás formação regularmente. Sentes que fazes diferença no quotidiano de quem te procura?

Sim, dou formação, mas cada vez com menos frequência, porque quero continuar a ter prazer em partilhar conhecimento, quero que quem vem aprender comigo, realmente tire partido. Ensino tudo o que sei, tenho muita atenção ao detalhe e crio oportunidades para as minhas alunas, muitas delas começam a trabalhar comigo em trabalhos mais secundários, ou como assistentes, algumas acabam por ficar comigo, como é o caso da Adriana, que começou como minha aluna e hoje é o meu braço direito.

 

Jenny Makeup Land, maquilhagem para noivas e penteados de noiva

 

Jenny Makeup Land, maquilhagem para noivas e penteados de noiva

 

Jenny Makeup Land, maquilhagem para noivas e penteados de noiva

 

 Qual é o teu processo de trabalho, como crias uma ligação com as tuas clientes?

Tento sempre criar uma ligação com as minhas clientes.

Apesar de ser uma relação profissional, eu e a minha equipa somos vistas como uma parte muito importante de um dia muito especial, por isso tento sempre “entrar” um pouco no dia delas. As noivas procuram os nossos serviços com muita antecedência, vamos falando por email, às vezes vêm cá fazer uma visita ao atelier e intuo que elas sentem necessidade de conversar sobre o seu dia, de partilhar detalhes e pedir a nossa opinião sobre este ou aquele assunto. Muitas vezes essa pequena conversa é suficiente para percebermos se existe empatia de parte a parte, o que torna o processo criativo muito mais fácil.

 

Qual é a melhor parte de ser responsável pela beleza da noiva no seu dia? E o mais desafiante e difícil?

Além de eu gostar mesmo de maquilhar, gosto muito mesmo de maquilhar noivas, gosto de ser a maquilhadora que elas vão recordar para sempre (pelos melhores motivos!), gosto de estar presente no meio daquele nervoso miudinho, gosto de ajudar a vestir, colocar o véu…

 

Quem gostarias de maquilhar? E por quem gostarias de ser maquilhada?

Gostava muito de maquilhar a Lilly Collins, (adoro-a, tem uma beleza, serena e intemporal), e adorava ser maquilhada pela Lisa Eldridge, pois gosto muito do estilo dela.

 

Os contactos detalhados Jenny Makeup Land estão na sua ficha de fornecedor. Espreitem a galeria, vejam as imagens bonitas e contactem-no directamente através do formulário: é só preencher com os vossos dados e mensagem, e na volta do correio, terão uma resposta simpática.

 

Acompanhem estas nossas conversas longas com fornecedores seleccionados Simplesmente Branco, sempre à quarta-feira!

 

Susana Pinto

À conversa com: Matilde Alçada – fotógrafa de casamento

Hoje conversamos pausadamente, mesmo como eu gosto, com a doce Matilde Alçada, fotógrafa de casamento.

E que bela conversa esta! A Matilde conta-nos com detalhe o seu percurso até à fotografia de casamento, que é bem variado e interessante, feito de memórias puramente lisboetas. Tem sempre graça perceber que, em alguns momentos, passámos por e frequentámos os mesmos lugares.

Para além de uma simpatia doce e contagiante, traços de personalidade importantes neste assunto de casar, a Matilde é muito intuitiva e isso é um valioso talento: sabe o que escolher, o que captar, o que fica e o que não é importante.

Deixem-se ficar connosco, para a conhecer melhor: vão gostar, obviamente!

 

A melhor parte, aprendi com uma grande amiga advogada, é só trabalhar com momentos felizes. Não temos noção de como somos privilegiados. Fazemos parte dos melhores momentos de vida de cada cliente. Quando se comprometem, quando se prometem e quando se constroem.

 

Conta-nos um pouco da tua viagem profissional até aqui, à fotografia de casamento.

Licenciei-me Design Gráfico e fiz uma pós graduação em Fotografia. Comecei a trabalhar numa multinacional à qual fui literalmente bater à porta. Admito, há um lado sociável que me ajuda bastante nesta profissão. Sou de meter conversa, de deixar as pessoas à vontade, de ultrapassar cerimónias, sempre com um sorriso na cara.

A pós-graduação em horário pós-laboral tornou-se o meu momento feliz do dia. Portanto, não me identifiquei nada com o mundo da publicidade, dos padrões pré-estabelecidos e institucionais, com os horários tardios e a mesma rotina todos os dias. Lembro-me bem que o que mais me fascinava era quando os fotógrafos iam entregar trabalho. Fazia questão de estar presente e de folhear todas as provas.

A fotografia esteve sempre presente na minha vida. Nos Verões em que já podia andar sozinha, tirava cursos de desenho e de fotografia no Ar.Co. Adorava apanhar o eléctrico 28 (a minha tese de final de curso foi sobre o percurso este eléctrico), levando comigo a minha primeira Pentax analógica. Os meus dias eram calmos e inspiradoramente preenchidos! Que saudades…

A fotografia para mim sempre foi um escape para me encontrar comigo própria. Com o meu mundo. Com o meu sossego. Com a minha visão. Com as pessoas. Mas nunca pensei em fazer disto profissão!

Nasci e vivi até aos meus 24 anos na rua de São Paulo. A actual zona da moda, dos cafés giros, das galerias, do Mercado da Ribeira, dos turistas, dos prédios bem arranjados – não, não era nada assim. Tenho (também) as melhores memórias dos prédios antigos, das senhoras à janela, da gente do bairro, das ruas sinuosas, das andorinhas a chegarem ao final do dia, das roncas dos barcos e de ninguém lá andar, a não ser os de lá. Os que falavam alto. Os que tinham os cães tão velhos quantos eles. Os que me diziam bom dia todos os dias. São as pessoas na sua essência que me inspiram.

Após um percurso pela Representação (desde pequena que vou fazendo alguns castings e anúncios também) abrandei com a minha primeira gravidez. Comecei então a absorver muitos sites de fotógrafos, imagens e blogs bonitos que começaram a fazer parte da minha leitura matinal. O simplesmente branco tornou-se numa referência e num ponto de encontro de vários fornecedores a fazerem coisas bonitas. Juntava designers, fotógrafos, espaços, arranjos, decoração, tudo aquilo que eu gostava num só portal. Assim conheci o trabalho da Catarina Zimbarra.

Fizemos uma sessão de família e ela rapidamente percebeu o meu fascínio pela fotografia. Chamou-me para começar à experiência em casamentos. O maior elogio que pude receber foi que tinha a intuição – um dado singular e inexplicável para vingarmos nesta profissão na minha opinião – a técnica viria depois! E assim foi. Depressa comecei a perceber o encanto dos detalhes, das emoções à flor da pele, do instante único, da concentração exigida, e claro, desse dom que desconhecia ter apurado – a intuição.

 

Há quanto tempo fotografas? E porquê casamentos?

Em 2012 criei então o meu projecto de Fotografia de Família e Casamentos, quando comecei a ter os primeiros amigos e conhecidos a saberem que estava para aqui virada. Rapidamente fiquei com um grupo de pessoas que ainda hoje faz parte dos meus melhores clientes.

Paralelamente vou fotografando outras áreas de que também gosto bastante, fotografia de interiores (Catherine Cabral Interiores) e de comida (Grupo Olivier), mas é realmente com esta intuição de captar as reações das pessoas, que me divirto. É preciso senti-las. Somos todos diferentes. Agimos de determinadas maneiras, individualmente e enquanto casal. E, ter a máquina e o olhar prontos quando um momento singular vai acontecer, é mágico! Fotografar instantes reais é o momento em que me sinto em paz com a vida, como se o tempo e o mundo congelassem para nos mostrarem a razão pela qual aqui estamos todos – pelo amor, seja qual for a sua cor, forma, dimensão e transmissão.

 

Nestes tempos globais, em que as imagens circulam a uma velocidade vertiginosa e todos temos acesso a tudo, a qualquer hora, onde vais buscar inspiração?

Absorvo muitos sites e blogs internacionais. Não vejo televisão. Só séries de vez em quando e tendencialmente as que contenham uma fotografia singular. Por isso, tudo o que sejam revistas boas, papeis bonitos, imagens novas, cores e canetas para ir sublinhando e marcando tudo e mais alguma coisa, fazem parte da minha rotina, sempre ao som de boa (e muito variada) música.

 

Matilde Alçada - fotografia de casamento

 

Matilde Alçada - fotografia de casamento

 

Matilde Alçada - fotografia de casamento

 

Como construíste essa tua assinatura, como te defines?

A construção foi gradual. Trabalho essencialmente com luz natural, com a qual me identifico mais e sobretudo tento não inventar muito! As fotografias devem ser intemporais, durar entre gerações. Se nos pusermos a utilizar filtros vintage provavelmente daqui a 5 anos estas imagens perdem carisma. Enquanto que, se trabalharmos com a luz natural, as cores reais, os contrastes certos são as fotografias que ficam. Orgulho-me de já me conhecerem pelas minhas cores. Serve portanto com isto a prova de que todas as horas em edições compensam! E são muitas, para que cada imagem saia perfeita.

As minhas imagens também não são encenadas, são naturais, espontâneas, desmistificando a pose e entendendo a sintonia do casal. Se eu conseguir pôr os noivos a dançar na primeira sessão, melhor ainda. Sei que terão ataques de riso, serão eles próprios, descontraídos e com os movimentos que lhes são inerentes.

 

Achas que o ponto de vista feminino, os detalhes que escolhes fotografar e como o fazes, a narrativa que constróis, é diferente das escolhas que vês num trabalho de um profissional masculino? 

Não acho especificamente que seja por ser mulher. Ou se tem, ou não se tem um olhar e uma sensibilidade própria. Sigo vários fotógrafos masculinos com uma grande capacidade de ir ao detalhe, de sentir as coisas bonitas, de ver o mundo com um olhar diferente. A nossa maior dificuldade, enquanto mulher ou homem, nesta área, são todos aqueles que chegam com uma máquina, sem essa capacidade de ver o mundo de uma forma diferente. Sem a formação, sem a intuição e sem a preocupação de educar o cliente a apreciar as coisas bonitas e estruturadas.

 

Quando precisas de fazer reset, para onde olhas, o que fazes?

É difícil. Tendencialmente, cair em rotinas é rápido, quando temos uma casa cheia ainda mais. Há horários para tudo. Todos precisam de mim (e eu deles). O que acabo muitas vezes por perder é esse tempo essencial para fazer um reset. Comecei devagarinho, voltei às aulas de piano. Andar mais a pé. Voltar a apanhar o eléctrico. Ir conhecer os sítios novos desta cidade antiga. Estar mais com aqueles que me são queridos, que me fazem rir e também a mim, desconstruir.

 

Matilde Alçada - fotografia de casamento

 

Matilde Alçada - fotografia de casamento

 

Matilde Alçada - fotografia de casamento

 

Qual é o teu processo de trabalho, como acontece a ligação com os teus clientes?

O primeiro contacto é feito on-line, através de email. A partir daí é importante perceber se todos estamos na mesma linha. Se sim, então agendo uma reunião via skype ou presencial. A empatia e o respeito pelo nosso trabalho é fundamental para que todo o processo seja ágil, feliz e produtivo.

 

Casamentos grandes ou pequeninos, nacionais ou estrangeiros, cerimónias emotivas, festas de arromba – qual é o tipo de festa que mais gostas de fotografar?

Ao fim de 5 anos a fazer um bocadinho de tudo, acho que já tenho créditos para começar a escolher o que quero fazer. E esse momento começa a surgir. Mas só tendo experimentado um bocadinho de todos é que posso ter essa opção.

Casamentos pequeninos – a ligação aos noivos é totalmente diferente. Pessoal, detalhada, ao encontro das necessidades deles. Pessoalmente acho triste ver os noivos a conhecerem convidados no próprio dia. Não faz sentido!

Tenho a opinião que deveriam estar presentes aqueles que fizeram parte da história da relação. Os familiares e amigos mais especiais, que façam os noivos serem eles próprios, sem cerimónias nem protocolos. Neste ponto, os estrangeiros celebram melhor.

Casamentos nacionais e estrangeiros – Essencialmente, casais que me procurem pela minha linguagem. Que se identifiquem com as minhas imagens, com a minha abordagem. Tendencialmente os estrangeiros são melhores nesse respeito por aquilo que somos, pelo que apresentamos, sem perguntarem no primeiro segundo qual o orçamento e até a que último minuto estaremos em reportagem. Confiam mais na qualidade do nosso serviço.

Festas emotivas – é comum emocionar-me também. Acabar o dia com um abraço sentido. E ficar com ligações para a vida.

 

Qual é a melhor parte de ser um fotógrafo de casamento? E o mais desafiante e difícil? 

A melhor parte, aprendi com uma grande amiga advogada, é só trabalhar com momentos felizes. Não temos noção de como somos privilegiados. Fazemos parte dos melhores momentos de vida de cada cliente. Quando se comprometem, quando se prometem e quando se constroem.

O mais desafiante e difícil foi o que falei anteriormente. Um mercado saturado de coisas muito boas e de coisas muito más. Educar o cliente é o desafio mais difícil.

Quando temos de gerir todas as áreas sozinhos, comunicação, contabilidade, emails, redes sociais, workflow, edição, álbuns – também é um desafio. A falta de tempo de qualidade é constante. O facto de querer ser cada vez mais selectiva com os clientes passa por aqui.

 

 

Escolhe uma imagem favorita do teu portfólio e conta-nos porquê:

 

Matilde Alçada - fotógrafa de casamento

 

Esta imagem é do último casamento desta temporada, na Quinta de Sant’Ana. As vinhas foram o cenário idílico para uma cerimónia íntima entre um casal português/ inglês, valorizando o que temos de melhor – a nossa luz!

Fez-se a festa, celebrando de forma muito emotiva o essencial de um casamento – o amor. Esta é uma grande questão, como noivos não se percam com outras questões menos relevantes, impessoais, sociais e dispersas. Este é a vossa – e só vossa celebração. Não tenham receios! Se implicar irem de sapatos de cinderela – vão. Se implicar irem descalços – força! Sejam sempre vocês próprios. O que interessa é que este compromisso contenha todo o vosso amor.

Esta imagem, emocionalmente para mim, significa também um fecho de uma época feliz e de uma passagem, ainda mais estruturada, para o próximo ano.

 

 

Os contactos detalhados Matilde Alçada estão na sua ficha de fornecedor. Espreitem a galeria, vejam as imagens bonitas e contactem-no directamente através do formulário: é só preencher com os vossos dados e mensagem, e na volta do correio, terão uma resposta simpática.

 

Acompanhem estas nossas conversas longas com fornecedores seleccionados Simplesmente Branco, sempre à quarta-feira!

 

Susana Pinto

À conversa com: Miguel RIbeiro Fernandes – fotógrafo de casamento

Ainda a meio das mudanças do novíssimo The Destination, sentámo-nos à conversa com o Miguel Ribeiro Fernandes, fotógrafo de casamento seleccionado no directório exigente do Simplesmente Branco.

Falámos sobre o seu caminho pela fotografia, sobre as influências e o que lhe interessa e o que lhe custa, numa conversa com detalhes e revelações interessantes: do preconceito com a fotografia de casamento até à satisfação que esta profissão lhe dá nos dias de hoje.

Quando percebemos como alguém vê o seu trabalho, como o verbaliza, ganhamos nós um novo ponto de vista mais interessado e sabedor sobre o resultado. Isso é incrivelmente valioso e sempre interessante, não acham?

 

Há realmente uma diferença, até no género de casamentos. Nós continuamos a ser mais tradicionais, nas roupas, cerimónias e na organização. Mas gosto de Portugal e dos portugueses, é tão bom correr o país de norte a sul, conhecer gente nova, criar novos laços. Acho que o nível de intimidade que crio com os noivos portugueses acaba por ser sempre superior, eu dou valor a isso.

 

 

Conta-nos um pouco da tua viagem profissional até aqui, à fotografia de casamento.

Comecei a fotografar para jornais e revistas, como fotojornalistas. A seguir, fui fazendo algumas reportagens em nome próprio, depois para empresas e apenas em 2013 comecei a fotografar casamentos. Fui convidado por um amigo para o ajudar em alguns casamentos, só aí venci o estigma do fotógrafo de casamento.

 

Há quanto tempo fotografas? E porquê casamentos?

Fotografo desde que me lembro. O presente mais precioso que o meu pai me ofereceu foi uma máquina fotográfica. Cresci a ver as suas imagens da guerra colonial, onde foi fotógrafo, e as férias eram passadas a fotografar. Quando acabei o secundário, tinha de dar um rumo à minha vida, queria fazer uma pausa nos estudos, mas o meu pai convenceu-me a ir estudar fotografia, para o Ar.Co e Cenjor. Assim foi em 1998, sendo que em 1999 já estava a estagiar na Agência Lusa, seguindo depois uma carreira de fotojornalista. Tinha realmente um preconceito em relação à fotografia de casamentos, que eram só aquelas fotos muito básicas dos convidados. Mas felizmente estava enganado.

Quando em 2013 o Pedro Vilela me convida a ser o seu segundo fotógrafo, apercebo-me da liberdade criativa da fotografia de casamentos. E que as pessoas valorizam o nosso trabalho de uma forma rara. Achei fantástico!

 

Nestes tempos globais, em que as imagens circulam a uma velocidade vertiginosa e todos temos acesso a tudo, a qualquer hora, onde vais buscar inspiração?

À música, cinema (menos do que gostava, o tempo não estica), alguma pintura (muito menos ainda do que gostava) e ainda à fotografia. Na minha educação fotográfica, estudei história de arte e fotográfica, ao longo dos anos fui continuando a seguir outros fotógrafos, através de reportagens e livros, mais recentemente conheci um mundo novo da fotografia de casamento. Aí, confesso que tento perceber mais a que clichés devo fugir, embora também acabe por os fazer, claro…

 

Miguel Ribeiro Fernandes - fotografia de casamento

 

Miguel Ribeiro Fernandes - fotografia de casamento

 

Miguel Ribeiro Fernandes - fotografia de casamento

 

Como construíste a tua assinatura, como a defines?

Como estava a dizer, tento fugir a clichés, sou um fotógrafo documental, que olha para todos os sujeitos da mesma forma, tendo em conta as suas circunstâncias e contexto. Gosto de fotografar emoções, gosto de me focar nos momentos e detalhes que constroem uma narrativa. Para mim não há um casamento igual.

 

Quando precisas de fazer reset, para onde olhas, o que fazes?

Estou a precisar de um agora! Olho para a minha família, para os meus animais, para mim. Acredito que só estamos bem com os outros se estivermos bem connosco. É importante saber parar, fazer um balanço do que está bem e o que precisamos de mudar.

 

De Lisboa para o mundo, ou Portugal de lés a lés: fotografar estrangeiros é diferente de fotografar casamentos nacionais?

Ambos, decididamente ambos. Há realmente uma diferença, até no género de casamentos. Nós continuamos a ser mais tradicionais, nas roupas, cerimónias e na organização. Mas gosto de Portugal e dos portugueses, é tão bom correr o país de norte a sul, conhecer gente nova, criar novos laços. Acho que o nível de intimidade que crio com os noivos portugueses acaba por ser sempre superior, eu dou valor a isso.

 

Miguel Ribeiro Fernandes - fotografia de casamento

 

Miguel Ribeiro Fernandes - fotografia de casamento\

 

Miguel Ribeiro Fernandes - fotografia de casamento

 

Qual é o teu processo de trabalho, como acontece a ligação com os teus clientes?

Normalmente temos uma reunião após o primeiro contato, mesmo que por vídeo, é importante existir empatia. Depois seguimos, ou não, para uma sessão pré-casamento, que ajuda a criar a tal intimidade, a olharem para mim como mais um na festa. Gosto de passar o mais despercebido possível no dia. E muitas vezes ficam laços de amizade sincera, que perduram.

 

Casamentos grandes ou pequeninos, nacionais ou estrangeiros, cerimónias emotivas, festas de arromba – qual é o tipo de festa que mais gostas de fotografar?

Festas intimistas, que não têm de ser pequenas, nacionais ou estrangeiras e muito emotivas! Gosto de festas relaxadas onde posso andar totalmente focado no meu trabalho, com pessoas que confiam em mim.

 

Qual é a melhor parte de ser um fotógrafo de casamento? E o mais desafiante e difícil?

A liberdade criativa que referi anteriormente, estou ali com a minha visão a dar tudo por tudo, sabendo que o resultado é o que vai criar memória para aquela nova família. Isso é fantástico. O mais desafiante talvez seja não cair no cliché, na receita para cada situação, no fazer algo que faz sentido fotograficamente, sem pensar no que se espera ou que sabemos resultar facilmente. Difícil, o número de horas. A minha média deve ser, no mínimo, 14 horas de trabalho no dia do casamento. É demasiado.

 

Escolhe uma imagem favorita do teu portfolio e conta-nos porquê:

 

Miguel Ribeiro Fernandes - fotógrafo de casamento

 

Uma das minhas imagens preferidas de 2017, a Eliana no momento de colocação do véu. Para mim trata-se de uma fotografia com sentimento, onde a luz, o enquadramento e os sujeitos tornam a emoção quase palpável. É isso que eu gosto.

 

Os contactos detalhados do Miguel Ribeiro Fernandes estão na sua ficha de fornecedor. Espreitem a galeria, vejam as imagens bonitas e contactem-no directamente através do formulário: é só preencher com os vossos dados e mensagem, e na volta do correio, terão uma resposta simpática.

 

Acompanhem estas nossas conversas longas com fornecedores seleccionados Simplesmente Branco, sempre à quarta-feira!

 

Susana Pinto

À conversa com: Jardin d’ Époque – flores para casamento

Hoje  converso com a Ema Ramos, da Jardin D’ Époque – flores para casamento.

A primeira vez que vi o seu trabalho, fiquei curiosa: é desarrumado, esquisito, tem qualquer coisa de bicho – e foi mesmo isso que lhe disse. Ao segundo olhar, percebe-se a inteção, o caminho, a conversa, e isso é muito especial. Porque é novo, porque é inesperado, porque é original e porque é bonito. Exige de nós uma atenção redobrada, uma pausa e foco para entrarmos nesse belíssimo diálogo em que somos recompensados.

Com esta conversa, descobri que temos muito em comum: o rigor, a curiosidade variada e um certo desassobramento em relação ao nosso trabalho. Gostei muito, mesmo!

Fiquem com o trabalho da Ema e, sobretudo, com as suas palavras. Façam uma pausa e deixem-se cativar!

 

Gosto de definir o Jardin d’ Époque como um projecto descomprometido com as regras sedimentadas no mundo da arte floral e extremamente focado nas particularidades daqueles que me procuram e que confiam no meu trabalho.

 

Como é que nasce a Jardin d’ Époque?

A Jardin d’ Époque nasce no momento em que tomo a decisão de regressar a Portugal. Depois de ter vivido alguns anos em França, comecei a sentir a necessidade de me dedicar a um projecto totalmente meu, onde o infinito fosse o limite e onde a criatividade fosse a matéria prima primordial.

 

Como defines a assinatura da Jardin d’ Époque?
Gosto de definir o Jardin d’ Époque como um projecto descomprometido com as regras sedimentadas no mundo da arte floral e extremamente focado nas particularidades daqueles que me procuram e que confiam no meu trabalho. Há uma frase dos fundadores do FLO Atelier Botânico (Antonio Jotta e Carol Nóbrega), uma das minhas referência no mundo das flores, que trago sempre presente e que me ajuda a manter o rumo: “É essencial não se limitar a regras, nem levar tão a sério o que já foi escrito sobre como montar um arranjo. É importante trabalhar com ingredientes frescos, de boa qualidade, mas também com itens menos convencionais. Depois, use sua bagagem estética e privilegie o que combina com você, com seu estilo de vida.”

 

Esse estilo faz parte do ADN da marca ou é um conceito que escolheste para explorar e trabalhar este ano? Porquê?
Mais do que o ADN da marca, creio que este estilo é o meu próprio ADN. Desconstruir linguagens e processos de trabalho sempre foi transversal a todas as áreas profissionais em que estive envolvida. Do ballet clássico à produção cultural, do design à arquitectura… Conhecer a história, o que já existe, o que é produzido… E permitires-te experimentar e dessa forma evoluíres e definires o teu percurso e a tua identidade.

Jardin d'Epoque - decoração floral para casamentos

 

Jardin d'Epoque - decoração floral para casamentos

 

Jardin d'Epoque - decoração floral para casamentos

 

As tendências da estação… São um assunto de trabalho ou apenas fait divers?

Inevitavelmente as tendências estão quase sempre presentes. O Pinterest e o Instagram estão à distância de um clique para toda a gente e é muito comum receber e-mails com pedidos de orçamento acompanhados de “imagens tendência”. O grande desafio, é desenvolveres um projecto a partir das premissas que são as expectativas daqueles que te procuram, em função do teu método de trabalho e das tuas convicções.

 

E as estações do ano, o ritmo de produção de cada época, são influências, contingências ou indiferenças nestes tempos globais?
O nome Jardin d’ Époque não foi escolhido de ânimo leve. Quis que o nome da marca fosse uma alusão directa à forma como gosto de trabalhar. E por isso, o ritmo e as características de cada estação do ano são, sem dúvida, a principal influência no meu trabalho.

 

Ter o controlo das decisões é importante? Tens uma perspectiva perfeccionista e específica sobre o resultado e a forma como queres que o teu trabalho seja mostrado e vivido ou é o prazer de discutir ideias, de criar e acompanhar o processo, que te interessa mais na relação com cada projecto, cada cliente?

Sou extremamente perfeccionista e picuinhas. E é por isso mesmo que discutir ideias e desenvolver um processo de trabalho é de extrema importância para mim. Nos tempos de faculdade, quando estudava arquitectura, na disciplina de Projecto tínhamos assiduamente as chamadas “críticas comparadas” onde discutíamos os exercícios que estávamos a desenvolver. Eram momentos de exposição e discussão que nos faziam repensar o que estávamos a produzir e assimilar novas possibilidades que surgiam na partilha e na crítica. Tento trazer esta dinâmica, hoje, para o Jardin d’ Époque, esteja com um cliente ou com um outro profissional. A partilha permite-nos chegar muito mais longe.

 

A melhor parte de trabalhar com flores e plantas é a energia que elas me dão. Claro que há momentos de tal forma intensos que a última coisa que quero fazer é levar flores para casa! Não sinto aquele cliché do “gosto tanto do que faço que não sinto que seja trabalho”. Eu gosto mesmo muito do que faço mas o sentido de responsabilidade que tenho para comigo e para com os meus clientes não me permite sentir este projecto como uma ocupação de Domingo à tarde. E é isso que torna o Jardin d’ Époque um desafio permanente.

 

Existem fórmulas vencedoras que aplicas ou cada projecto de decoração floral é pensado totalmente de raiz?

Não creio que aplique uma fórmula aos projectos. Desenvolvo-os, sim, de acordo com o meu método de trabalho e esse método evolui de acordo com as especificidades de cada desafio, criando propostas totalmente individualizadas e únicas.

 

Onde buscas inspiração para cada nova temporada de trabalho?

Ai… É muito difícil responder a esta pergunta! Sempre tive imensa dificuldade em focar-me apenas numa área porque tenho imensa curiosidade por uma série de temas, muitos deles, completamente díspares. E a inspiração tanto pode vir de uma peça gráfica ou arquitectónica da Bauhaus, como de um incrível espaço interior contemporâneo branquinho, com apontamentos de mármore de Estremoz e madeira clara de pinho… No fundo, ela pode espreitar de um qualquer pormenor que se cruze comigo nas tarefas diárias!

 

E nos momentos de fadiga criativa, como refrescas a mente e o olhar?

Esta é mais fácil! Pego na Margarida e na Bolota e vamos até à Praia da Luz… Eu tomo um café e elas fazem buracos na areia! É incrível o privilégio que temos na nossa localização geográfica. A proximidade com o mar é um bálsamo para os momentos mais intensos e o facto de ter vivido durante algum tempo longe dele, faz-me dar-lhe ainda mais valor.

 

Jardin d'Epoque - decoração floral para casamentos

 

Jardin d'Epoque - decoração floral para casamentos

 

Jardin d'Epoque - decoração floral para casamentos

 

Como é o teu processo de trabalho, como crias uma ligação com os teus clientes?

Gosto muito de conversar e, mesmo numa fase inicial, tento estar presencialmente com as pessoas que me contactam. Nem sempre são possíveis as visitas ao estúdio e por isso, muitas vezes, os contactos são feitos através de e-mail ou skype. Mesmo com as “imagens tendência” que referimos há pouco, é muito importante para mim perceber as expectativas, as estórias e os sonhos de cada um. E a partir daí, desenhar um plano. Começo pela definição de uma paleta de cores, selecção de espécies e construção das estruturas das peças florais no chamado mood board. E numa fase posterior, desenvolvo todo o processo através do desenho, fotografias e maquetas. Quando trabalhamos com elementos vegetais há coisas muito difíceis de definir… Não conseguimos adivinhar a dimensão exacta de determinada espécie… Nada nos garante que não existirá uma praga que colocará em causa a maturação “daquela” flor… Mas acredito que desenvolver um projecto de design floral à semelhança de um projecto de design de produto ou de arquitectura permite-me deixar portas abertas para soluções de eventuais problemas. E, acima de tudo, permite que os meus clientes percebam toda a minha dedicação e entrega.

 

Qual é a melhor parte de trabalhar com flores e plantas, em decoração? E o mais desafiante e difícil?

A melhor parte de trabalhar com flores e plantas é a energia que elas me dão. Claro que há momentos de tal forma intensos que a última coisa que quero fazer é levar flores para casa! Não sinto aquele cliché do “gosto tanto do que faço que não sinto que seja trabalho”. Eu gosto mesmo muito do que faço mas o sentido de responsabilidade que tenho para comigo e para com os meus clientes não me permite sentir este projecto como uma ocupação de Domingo à tarde. E é isso que torna o Jardin d’ Époque um desafio permanente.
Difícil, difícil… É ter de limpar o estúdio depois de dias intensos de trabalho em que todas as tesouras desapareceram e, afinal, estavam camufladas no meio dos desperdícios de folhas e pétalas!

 

Qual foi o casamento em que mais gostaste de trabalhar? Porquê?

O casamento que mais gostei de fazer foi precisamente o primeiro em que a primeira frase do e-mail de contacto dizia: “descobrimos o teu trabalho através do Simplesmente Branco”. Tinha terminado de empacotar as minhas coisas em França, a transportadora viria no dia seguinte e restava apenas o computador em cima de um pequeno aparador. O e-mail era escrito em francês!  E de repente, comecei o projecto de um casamento na deliciosa Comporta!
Todo o processo foi maravilhoso, pelos lugares e pelas espécies que a Justine e o Paulo elegeram. E o mais incrível foi o privilégio de desenvolver o projecto de design floral para um espaço como o Sublime Comporta, onde a articulação com a arquitectura e com as peças de mobiliário contemporâneos me deixaram como peixe num oceano!
O facto do casamento ter sido bem longe do Porto também me permitiu perceber que a ambição que tenho de executar projectos em todo o país e mesmo fora dele é possível e exequível, se meticulosamente planeado e com os maravilhosos e incansáveis fornecedores de flores de corte com quem trabalho.

 

Escolhe uma imagem favorita do teu portfolio e conta-nos porquê. 

Esta imagem é uma das minhas favoritas por várias razões. Foi o bouquet que construí para o primeiro editorial para o qual me convidaram a participar. A primeira vez que senti e vivi o trabalho de equipa entre vários fornecedores de serviços do mundo dos casamentos e a incrível confiança e liberdade que depositaram no meu trabalho. Liberdade que me permitiu construir uma peça “descabelada”, mesmo como eu gosto, utilizando flores de compra e amoras silvestres que colhi numa tarde de Agosto e às quais retirei todos os espinhos, bagas de campos abandonados, dálias oriundas de bolbos que já estiveram no jardim da minha avó e que a minha mãe replantou, hortênsias do jardim de casa dos meus pais… É uma imagem que me traz memórias e estórias.

 

bouquet de noiva Jardin d' Époque
Os contactos detalhados da Jardin D’ Époque estão na sua ficha de fornecedor. Espreitem a galeria, vejam as imagens bonitas e contactem directamente a Ema Ramos através do formulário: é só preencher com os vossos dados e mensagem, e na volta do correio, terão uma resposta simpática.

 

Acompanhem estas nossas conversas longas com fornecedores seleccionados Simplesmente Branco, sempre à quarta-feira!

 

Susana Pinto

À conversa com: Lounge Fotografia – fotografia de casamento

Hoje converso com o Luis Mateus e a Marta Barata, que assinam como Lounge Fotografia, sobre fotografia de casamento e a importância, valor e poder deste registo para a família que se constrói todos os dias e para a memória futura, um pequeno imenso detalhe que se calhar raramente consideramos… que especial que isso é!

Uma curiosidade sobre a Lounge Fotografia: são, oficialmente, os primeiros clientes Simplesmente Branco, após ficarmos online com o grupo inicial de 19, que acompanhou o nascimento do site, em Maio. A Marta e o Luís juntaram-se a nós em em Dezembro, e desde o primeiro momento foram nossos parceiros em todas as aventuras, sem hesitar, sempre com imensa paciência, disponibilidade e óptima atitude: juntos, fizémos styled shoots (quando não se fazia nada disto nem havia Pinterest!), as primeiras edições da S Magazine, os primeiros showcases, os primeiros jantares e encontros. Éramos todos estreantes entusiastas neste universo das publicações digitais, fresquíssimos players no mercado de casamento, mas cheios de energia, ideias e vontade de colaborar, fazer, experimentar. É um passado recente, mas parece já outro tempo.

Tem sido um prazer acompanhá-los, ver o trabalho evoluir e ganhar corpo e nome próprio, vê-los construir a sua própria família e a forma como escolhem registar os momentos bonitos. Posso dizer que são um clássico intemporal: sempre fiáveis, sempre disponíveis, sempre com trabalho bonito. E isso, queridos noivos, não é uma moda, é um luxo!

Fiquem a conhecê-los, e a o seu trabalho, em detalhe. Merecem!

 

Gostamos de famílias calorosas, que se abraçam, que se beijam, que riem juntas ou que choram de felicidade! Depois do nosso casamento, percebemos ainda mais a importância das pessoas à nossa volta, e o quão importante são estes registos. As fotografias de casamento devem ser algo mais do que detalhes bonitos, vestidos pendurados ou a marca dos sapatos. Ver a cara de um pai orgulhoso que leva a sua filha ao altar é,  para nós, muito mais significativo, muito emocionante. Dessa forma esforçamo-nos por fazer um registo que inclua estes momentos únicos e espontâneos, que, muito tempo depois, continuam a transportar o casal para aqueles instantes, com o mesmo poder gerador de emoções.

 

 

Contem-nos um pouco da vossa viagem profissional até aqui, à fotografia de casamento.

Eu, Luis, comecei no curso de fotografia do Instituto Português de Fotografia, pólo portuense, em 2000. A fotografia sempre foi uma das minhas paixões e depois de um curso superior que nada tinha nada a ver, achei melhor seguir esta paixão. Trabalhei ainda com o formato analógico e fiz diversos casamentos para outros estúdios. Estagiei e trabalhei oito anos, num estúdio de moda, com o fotógrafo Cassiano Ferraz. Durante este período fui desenvolvendo o meu estilo e, em 2006, decidi fundar a Lounge Fotografia. Nessa altura, também depois de ter terminado o seu curso superior, a Marta juntou-se a mim e foi contagiada pelo bichinho dos casamentos e da fotografia de pessoas.

 

Há quanto tempo fotografam? E porquê casamentos?

O Luis, desde 2000, e a Marta, desde 2006. Juntos, há 11 anos sem parar!

Gostamos muito e sentimo-nos bem a fotografar casamentos. O nosso trabalho é apreciado e valorizado pelos noivos e pelas famílias, e sabemos que estamos a contribuir para a herança fotográfica das várias gerações. Na nossa opinião, as memórias e o seu registo não têm preço!

 

As selecções de imagens que me enviam para publicação, trazem, invariavelmente, um dos momentos icónicos do casamento: a entrada de pai e filha, de braço dado, na igreja. Esta inclusão na narrativa para publicação, é propositada ou inconsciente e natural? A família e a sua história e laços, são um assunto que vos atrai?

Para nós, a família e a interação entre os seus vários membros, é muito importante. Gostamos de famílias calorosas, que se abraçam, que se beijam, que riem juntas ou que choram de felicidade! Depois do nosso casamento, percebemos ainda mais a importância das pessoas à nossa volta, e o quão importante são estes registos. As fotografias de casamento devem ser algo mais do que detalhes bonitos, vestidos pendurados ou a marca dos sapatos. Ver a cara de um pai orgulhoso que leva a sua filha ao altar é,  para nós, muito mais significativo, muito emocionante. Dessa forma esforçamo-nos por fazer um registo que inclua estes momentos únicos e espontâneos, que, muito tempo depois, continuam a transportar o casal para aqueles instantes, com o mesmo poder gerador de emoções.

 

Lounge Fotografia - fotografia de casamento

 

Lounge Fotografia - fotografia de casamento

 

Lounge Fotografia - fotografia de casamento

 

Nestes tempos globais, em que as imagens circulam a uma velocidade vertiginosa e todos temos acesso a tudo, a qualquer hora, onde vão buscar inspiração?

O mais importante para nós é fazermos sempre aquilo de que gostamos, não seguirmos tendências, semos fiéis ao nosso estilo. Conseguimos ir buscar inspiração a tudo o que fazemos, mas acho que a principal fonte são às palavras de satisfação dos nossos clientes!

E nos últimos anos, o Instagram tem sido nosso principal “palco” de inspiração, não só com fotografia de casamento, mas outras variantes também, fotografia de rua, moda, fotografia de viagem, documental etc…

 

O vosso trabalho é a duas mãos. Como o definem e como construíram a vossa assinatura?

Somos contadores de histórias e para isso é preciso muito trabalho, e dedicação e, acima de tudo, valorizar todos os momentos. Após vários anos a fotografar em conjunto, já sabemos o papel de cada um na dinâmica do dia e basta olharmos um para o outro, para sabermos o que o outro precisa. Gostamos de fotografar de uma forma documental e bastante descontraída ao longo do evento. Acima de tudo, gostamos de fotografar para pessoas felizes!

 

Quando precisam de fazer reset, para onde olham, o que fazem?

Até ao dia 23 Junho de 2017, era um para o outro, mas agora olhamos para os nossos gémeos e tudo passa. O cansaço desaparece e achamos sempre que vamos conseguir mais e melhor por eles!

Desligamos os computadores e a ligação às redes sociais e respiramos fundo.

 

Lounge Fotografia - fotografia de casamento

 

Lounge Fotografia - fotografia de casamento

 

Lounge Fotografia - fotografia de casamento

 

Estão instalados no Porto: o vosso trabalho é local ou claramente nacional?

Claramente nacional, vamos onde nos quiserem. O nosso País é tão pequeno, é tão fácil viajar para todo o lado.

 

Qual é o vosso processo de trabalho, como acontece a ligação com os vossos clientes?

Queremos sempre uma reunião presencial para nos conhecermos, ou no nosso escritório ou por skype, é muito importante esta primeira fase,  e, se correr bem, temos tudo para que o cliente saia satisfeito e nós, valorizados. Se vieram até nós, é porque gostam do nosso trabalho, mas também é necessário que haja uma certa química entre todos. Não somos os fotógrafos certos para todos os casais, nem todos os casais são “perfeitos” para nós. Esta ligação é importante no resultado final.

Após a reunião e confirmação do interesse nos nossos serviços, aconselhamos os noivos a fazerem uma sessão de noivado. Esta sessão é muito importante porque ficamos a conhecer-nos ainda melhor, quebramos o gelo, sabemos como funcionam enquanto casal e qual a linguagem corporal, ficamos a saber do que gostam, o que os move… por outro lado, o casal fica a saber o que pretendemos deles (como actores principais da narrativa do dia), como funcionamos e o que esperar da pessoa atrás da câmera! Ao encontramos a nossa dinâmica de grupo e zona de conforto, teremos um dia bem mais descontraído e calmo.

 

Casamentos grandes ou pequeninos, nacionais ou estrangeiros, cerimónias emotivas, festas de arromba – qual é o tipo de festa que mais gostam de fotografar?

Normalmente gostamos de casamentos mais pequenos, intimistas e descontraídos, sem grandes formalismos. É importante que o casal desfrute do dia e que esteja feliz. São importantes os sorrisos verdadeiros, assim como as lágrimas de felicidade! Já fotografámos todo o tipo de casamentos, mas os melhores são aqueles em que os noivos vivem o dia com emoção, sem estarem demasiado preocupados. O lado emocional é muito importante para nós.

 

Lounge Fotografia - fotografia de casamento

 

Lounge Fotografia - fotografia de casamento

 

Lounge Fotografia - fotografia de casamento

 

Qual é a melhor parte de ser um fotógrafo de casamento? E o mais desafiante e difícil?

Claramente, registar todos os momentos que poderãoser revividos, um dia mais tarde, pelo casal, pela família e até pelos filhos que ainda não nasceram, é muito especial, são memórias eternas aquelas que registamos. Temos a noção de que estamos por vezes a fotografar pessoas que mais tarde deixaram de estar entre nós, e o nosso papel é, também, documentar e registrar a presença dessas pessoas. O mais desafiante é estar à altura de todos os momentos… é preciso estar sempre alerta e atento a tudo o que nos rodeia.

 

Escolham uma imagem favorita do vosso portfolio e contem-nos porquê:

 

Lounge Fotografia - fotografia de casamento
Marta: é uma imagem que gosto bastante, o olhar de ternura do avô da Maria Edite, após a cerimónia e o cumprimento entre ambos! Acredito que será uma imagem que irá ficar para sempre no coração desta noiva.
 Lounge Fotografia - fotografia de casamento
Luis: além de casamentos, este ano comecei a fotografar partos, e esta é uma foto da primeira experiência neste campo. Assistir ao nascimento de um bebé é algo maravilhoso e tão marcante, que ficará para sempre na minha memória!

 

Os contactos detalhados da Lounge Fotografia estão na sua ficha de fornecedor. Espreitem a galeria, vejam as imagens bonitas e contactem directamente a Marta Barata e o Luís Mateus através do formulário: é só preencher com os vossos dados e mensagem, e na volta do correio, terão uma resposta simpática.

Acompanhem estas nossas conversas longas com fornecedores seleccionados Simplesmente Branco, sempre à quarta-feira!

 

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Susana Pinto

À conversa com: Histórias com Alma – espaço para casamentos

Hoje sento-me à conversa com a Ana Freitas, que está à frente do belíssimo projecto Histórias com Alma, um espaço para casamentos muito especial, em Ponte de Lima. Ontem mostrámos aqui um pequeno e muito elegante exercício de estilo, e hoje falamos sobre tendências, escolhas e como fazer crescer um negócio.

Conheci a Ana Freitas e o Francisco Sousa quando o seu projecto Um dia de sonho estava a ganhar consistência, no nosso showcase  You+Us=Fun!, no Clube dos Fenianos, em 2012, no Porto. Apresentaram-se de forma impecável, mesmo sendo marinheiros de primeira viagem neste tipo de evento. Quando me contaram sobre a nova aventura da Casa Grande do Fontão, e mais tarde, me proporcionaram uma visita guiada, um dia muito bem passado e um delicioso jantar, não me restaram dúvidas de que seria um sucesso. Apenas desconhecia, certamente por falta de oportunidade, o talento e gosto apuradíssmo da Ana, para a decoração. Esta foi uma aventura que exigiu coragem, maturidade e golpe de asa. Isso não só é admirável, como comprova a qualidade e o profissionalismo deste dynamic duo!

Vamos conhecê-los e ao magnífico espaço para casamentos que é a Casa Grande do Fontão!

 

Histórias com Alma - espaço para casamentos em Ponte de Lima

 

Histórias com Alma - espaço para casamentos em Ponte de Lima

 

Histórias com Alma - espaço para casamentos em Ponte de Lima

 

Vieste da Engenharia, tens um pé (muito bem assente) na fotografia e estás à frente deste projecto ambicioso e de imensa qualidade que é o espaço Histórias com Alma.

O que te trouxe até aqui?

Provavelmente são poucas as pessoas que conhecem o caminho que percorri até aqui. Licenciada em Engenharia Metalúrgica e de Materiais, rapidamente percebi que o meu percurso profissional não passaria por polir amostras de aço e fazer testes de laboratório. Desde os tempos da universidade que já pegava nas ainda rudimentares máquinas e lentes que tinha e transportava momentos (alguns bem loucos e intensos!) para fotografias com um toque clássico e elegante. Via amigos a fotografar prédios, o metro, as pontes, ruas sujas, o pôr-do-sol e lugares da cidade (o Porto que me acolheu de braços abertos) e a sentirem-se realizados com a chamada “fotografia de rua”… mas eu nunca me senti atraída por isso. Desde sempre que gosto de fotografar coisas bonitas de forma bonita.

Depois, vivendo com o Francisco e caminhando lado a lado com ele, correria sempre o risco de, num piscar de olhos, estar envolvida em projectos maiores que a nossa pequena dimensão… Nasce assim a Um Dia de Sonho, quase sem darmos por isso. Começou por fazer parte da nossa vida e, lentamente (mas a passos largos), começou a ser a nossa vida e um projecto para o qual vivemos intensamente.

Mais tarde cresce a parceria com o Simplesmente Branco, e sentimos um reconhecimento forte da nossa marca e do nosso estilo de fotografar e filmar. Decidi começar então uma nova abordagem com os clientes que nos visitavam cá em casa e a ser muito exigente com eles. Não basta “está na hora de casar” porque queremos viver juntos, “viemos cá porque vocês são os fotógrafos da moda”, mas olhem que nós “nem gostamos nada de ser fotografados”! Vamos ter um casamento “intimista com 300 convidados” e a quinta “é bonitinha, toda moderna e fica pertinho de casa”. Decidi barrar completamente esse cliente e focar-me ativamente na procura de casais verdadeiramente apaixonados e apaixonantes. Começámos, então, a contar histórias.

Comecei a fazer menos casamentos e a ter mais tempo para mim. Investi em mim. E com isso passas a abrir mais vezes a porta da tua casa para receber os teus amigos. Apaixonas-te pela arte de bem receber. Gostas da sensação e do friozinho na barriga de “estarem quase, quase, a chegar” e a mesa ainda não está como idealizaste para aquela noite. “Põe aquele álbum da Maria Rita fantástico que me mostraste na outra noite, Francisco!”. Gostas do “Oh Ana, não temos pratos marcadores brancos para toda a gente… e agora?”…

Quem me segue no Instagram sabe que adoro cozinhar com alma, que adoro receber com alma. Sabe que transporto a cozinha para ambientes impecavelmente bem decorados e acolhedores. E assim surge a Histórias com Alma.

 

A imagem de marca da Histórias com Alma é, na minha opinião, um estilo rústico, elegante, muito contemporâneo, e minimalista. Concordas com esta definição?

É agradavelmente estranho ter uma percepção real sobre a forma como vês o meu trabalho. Contemporâneo e simples – sem dúvida.

Tento abordar cada evento e cada disciplina da Histórias com Alma (planeamento, decoração, estacionário e flores) de forma elegante e minimalista. “Menos é mais” (sempre me disseste isso) e já nos conhecemos há uns bons anos!

Talvez esta definição e abordagem nos defina a nós (Ana Freitas e Francisco Sousa) enquanto pessoas. Talvez esta definição personifique os nossos gostos pessoais. Talvez esta definição vá ao encontro dos clientes que nos procuram. Talvez.

 

Esta assinatura faz parte do ADN do espaço, ou é algo que escolheste como tendência e tema para este ano? Porquê?

Na verdade, intrínseco à marca Histórias com Alma está também a Casa Grande de Fontão que é um espaço com um solar limiano histórico que tem uma energia mágica muito própria, com raízes rústicas muito fortes. Este é o ADN do espaço que muito nos agrada mas que, ao mesmo tempo, nos permite multiplicar fórmulas e interpretações para os vários eventos de cada ano.

É muito bom ter um espaço com a personalidade da Casa Grande do Fontão. É muito gratificante sentir que os nossos clientes respeitam a história do solar (e as suas características) e a incorporam na forma como vão abordar o seu dia de casamento.

Todos os eventos que crio partem de uma parceria muito forte entre mim e o cliente. Eu limito-me a editar cada decisão que o cliente tem de tomar. Nunca permito que as ideias resvalem por falta de bom gosto e/ou exagero. Edito, edito e edito. Instruo e abro portas para visões que talvez o cliente nunca tenha pensado ou sequer saiba que existem. Edito e edito tudo mais umas quantas vezes, e apresento soluções para que o cliente se apaixone e fique confortável.

E, por vezes, tenho a sorte de trabalhar com clientes que me editam a mim! Há noivas com um sentido estético e conhecimento do mercado muito bons!

As tendências, na minha opinião, nascem das parcerias. Nascem da discussão. Nascem do erro. Nascem do fazer.

 

Histórias com Alma - espaço para casamentos em Ponte de Lima

 

Histórias com Alma - espaço para casamentos em Ponte de Lima
Histórias com Alma - espaço para casamentos em Ponte de Lima

 

As tendências da estação… são um assunto de trabalho ou apenas fait divers?

Eu diria que quando são um assunto de trabalho, é bom sinal.

Tenho notado uma forma de abordagem um tanto facilitista – se é que a expressão existe – em algumas pessoas que me contactam e pedem preços para um bouquet igual ao que fiz para a noiva do blog A ou que me ligam para perguntar (simplesmente) qual a marca de sapatos da noiva da publicação B… e, já agora, quem é que a penteou? Não é que não fique feliz quando isso me acontece – uma vez que isso reflete o impacto que a marca tem nas pessoas que a seguem – mas, por outro lado, fico sem entender e sem base para interpretar correctamente aquela pessoa em termos de gosto e linhas de raciocínio. Não tem de ser assim e não tem de ser sempre igual. Tem de ser pensado por vocês e para vocês.

Inspirem-se nas tendências trendy (yes, please!) mas … e porque não nos clássicos também?

Dediquem o vosso tempo aos detalhes. Dediquem tempo à preparação do vosso evento. Sejam criativos e opinativos. Não sejam controladores. Nós, autores e criadores, precisamos de espaço e de liberdade criativa (controlada, claro que sim).

 

Ter o controlo das decisões é importante? Tens uma perspectiva perfeccionista e específica sobre o resultado e a forma como queres que o teu espaço e trabalho sejam mostrados e vividos ou é o prazer discutir ideias, de criar e acompanhar o processo, que te interessa mais na relação com cada projecto, cada cliente?

Sinto-me dividida. É importantíssimo assumir o controlo criativo dos projectos e dos eventos que crio. Por outro lado, é crucial auscultar os meus clientes e tentar entender quais as suas raízes, ideias, expectativas. Quais os seus sonhos… Tento ir ao encontro das expectativas deles mantendo, sempre, a minha identidade.

No entanto, não nego, que existe uma pressão “media” muito alta para publicar apenas aquilo com o que mais me identifico e com o que mais gosto. Se publicas o que gostas e o que te enche o coração vais atrair clientes que te apreciam por esse trabalho. Gosto de trabalhar as redes sociais dessa forma.

No que concerne à relação de proximidade com cada cliente… Aí tenho de dar destaque ao Francisco. Ele é muito querido com os clientes das Histórias com Alma. É super dedicado e sabe gerir muito bem todos os passos desde o planeamento até à concretização do evento em si. É o Francisco, na maioria dos casos, que acompanha os nossos clientes. Eu reservo-me para a parte criativa e prática; cabe-me a mim concretizar o que os clientes idealizam com o Francisco. Esta parceria e estratégia tem resultado muito, muito bem.

Nota: confesso que tenho tido umas quantas clientes que opto por “roubar carinhosamente” ao Francisco. O motivo? sei que o planning me vai dar muito prazer!

 

Onde buscas inspiração para cada nova temporada de trabalho?

Hummm… não existe um local, fórmula ou fonte únicas.

Em primeiro lugar inspiro-me nos próprios eventos em que tenho a sorte de participar. Enquanto fotógrafa da Um Dia de Sonho, tenho a felicidade de participar (activamente) em eventos lindíssimos e muito especiais onde posso (e devo) absorver  ideias, aprender técnicas, abordagens e linguagens de outras equipas e de outros autores e criadores de eventos.

Tenho a sorte de manter relações muito próximas de respeito e amizade (e até parceria) com equipas fantásticas que organizam eventos lindíssimos em Portugal. Duas delas a norte e com abordagens bastante similares às minhas – mas com clientes diferentes, claro. Mas é fantástico ter esse privilégio e sentir que consegui um lugar de respeito entre os melhores. Muitas das vezes, é junto eles que me inspiro. E, por vezes, sei que eles também se inspiram em mim…. (mas isso fica cá entre nós!).

Depois, a inspiração chega através das viagens que faço, do instagram, das lojas onde compro roupa, da moda (em si), dos filmes que o Francisco me obriga a ver, de uma ida ao Ikea, de uma noitada de copos com os meus amigos, de um concerto gratuito, de um jantar num restaurante, de uma youtube battle

Nota: não seria intelectualmente correcto da minha parte se não dissesse que a própria industria dita as tendências de cada temporada. Isso acontece imenso com o mobiliário. É difícil contornar as lojas comuns. Tal como na música, temos de fazer dig in de fórmulas e soluções alternativas.

 

Eu crio e conto histórias com alma. Crio infinitos detalhes que se alinham – todos – apenas no momento certo. São esses infinitos detalhes que me ocupam infinitas horas de trabalho e culminam com um sorriso exclamativo de uma noiva e de um noivo. É essa a melhor parte de decorar um casamento. A reação do cliente à decoração, ao detalhe, às flores, à dinâmica, à surpresa, à sala… É aquela lágrima que teima em cair e abraça o sorriso. É a troca das horas de trabalho pelo “uauu!” do cliente.

 

E nos momentos de fadiga criativa, como refrescas a mente e o olhar?

A fadiga criativa, no meu caso, está irremediavelmente associada à fadiga muscular e física uma vez que sou eu que faço todos os trabalhos que adjudicam à Histórias com Alma e uma vez que a minha equipa é reservada a um número muito restrito de colaboradores.

A solução passa sempre por procurar um hotel boutique irresistível num local mágico (longe ou perto de casa) e comunicar ao Francisco dois dias antes que está tudo reservado. Ele trata – unicamente – da banda sonora para a viagem. O resto fica tudo ao meu encargo e critério.

Um pecado: não consigo – e já tentei por múltiplas vezes – desconectar do universo das redes sociais. É mais forte do que eu. E, por norma, surge sempre um enorme buzz à volta dos locais que escolho para repor as energias. Bom sinal, certo?

 

Como é o teu processo de trabalho, como crias uma ligação com os vossos clientes?

Os processos Histórias com Alma e Um Dia de Sonho são bastante similares nesse aspecto. É muito raro termos um cliente que não se sinta nosso cliente desde o primeiro segundo. Desde o momento em que abrimos o portão verde do solar em Fontão, sentimos que essa ligação acontece.

Depois, e o mais complexo, é reforçar essa mesma ligação. Os clientes são muito precoces no que concerne à procura de espaços e fornecedores para o seu casamento. E isso faz com que exista um gap de um ano (muitas vezes mais) de “não ligação” ao cliente. A nossa estratégia para colmatar esse intervalo, é a comunicação. Eu desenvolvo os estilos e o grafismo das nossas comunicações com os clientes e o Francisco trata da comunicação directa e personalizada com cada cliente. Ele é fantástico nessa área.

Nota: tenho notado que existe um défice muito grande na comunicação com os clientes que abraça, de forma transversal, o mercado dos casamentos. Todos os meus clientes ficam absolutamente rendidos com a forma como comunico com eles. É algo raro e precioso hoje em dia.

 

Qual é a melhor parte de decorar um casamento? E o mais desafiante e difícil?

Eu crio e conto histórias com alma. Crio infinitos detalhes que se alinham – todos – apenas no momento certo. São esses infinitos detalhes que me ocupam infinitas horas de trabalho e culminam com um sorriso exclamativo de uma noiva e de um noivo. É essa a melhor parte de decorar um casamento. A reação do cliente à decoração, ao detalhe, às flores, à dinâmica, à surpresa, à sala… É aquela lágrima que teima em cair e abraça o sorriso. É a troca das horas de trabalho pelo “uauu!” do cliente.

É a forma carinhosa (ou eufórica) como sou recebida quando desvendo um bouquet meu para a cliente.

Essa é a melhor parte.

É o beijinho sentido da mãe e do pai da noiva.

É o beijinho da noiva e o abraço do noivo ao Francisco quando ele lhes mostra a decoração da sala.

É veres o teu trabalho todo ser elogiado em breves segundos. Mas cada segundo vale a pena.

O mais desafiante e difícil é a personalização. Quando atinges um nível de personalização como o que atingi com a Histórias com Alma corres o risco de verificar situações em que te exigem tudo como um dado adquirido.

 

 

Histórias com Alma - espaço para casamentos em Ponte de Lima

 

Histórias com Alma - espaço para casamentos em Ponte de Lima

 

Histórias com Alma - espaço para casamentos em Ponte de Lima

 

Qual foi o casamento em que mais gostaste de trabalhar? Porquê?

Não consigo responder de forma taxativa a essa tua pergunta. Nós tivemos eventos na Histórias com Alma verdadeiramente incríveis com noivos muito queridos e que se entregaram verdadeiramente ao dia do seu casamento de forma mágica e impossível de repetir.

Tivemos casos de noivos pouco expansivos que no dia se revelaram anfitriões incansáveis, tivemos casos de noivos que construíram literalmente tudo aquilo que nos mostravam pelo Pinterest mas com uma qualidade e um bom gosto tremendo, tivemos noivos que, de tão queridos que são, nos enchem o coração e nos obrigam a dar tudo e a abdicar da nossa própria vida pessoal para os acompanhar durante todo o processo, tivemos noivos dos países mais improváveis que nos contagiaram com os seus costumes e tradições, tivemos noivos altamente urbanos que adoptaram Fontão como uma vila para todo o sempre…

Destaco também todos os eventos que fiz com a Histórias com Alma fora do nosso solar. Temos tido a oportunidade de criar alguns eventos em casas particulares e em espaços (hotéis e villas) que nos têm dado um prazer muito enorme e que seria injusto não mencionar como algo muito importante e muito prazeroso para mim.

 

Escolhe uma imagem favorita do teu portefolio e conta-nos porquê:

 

Histórias com Alma - espaço para casamentos em Ponte de Lima

 

Esta imagem reflete a dedicação que imprimo nos eventos que crio e na forma como trato cada um dos meus clientes. Encaro cada casamento como se fosse o meu.

Escolhi esta imagem porque reflete tudo aquilo que quereria para o meu casamento.

 

 

Os contactos detalhados da Histórias com Alma estão na sua ficha de fornecedor. Espreitem a galeria, vejam as imagens divertidas e cheias de boa disposição e contactem directamente a Ana Freitas através do formulário: é só preencher com os vossos dados e mensagem, e na volta do correio, terão uma resposta simpática.

Acompanhem estas nossas conversas longas com fornecedores seleccionados Simplesmente Branco, sempre à quarta-feira!

 

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Susana Pinto

À conversa com: Funtoche – animação infantil para casamentos

Hoje a nossa convidada para dois dedos de conversa, é a simpática Andreia Fernandes, que está à frente da Funtoche – animação infantil para casamentos.

A Funtoche – animação infantil para casamentos é nossa cliente desde o início, e tem sido um prazer ver este projecto crescer com passos firmes, rumo a uma grande aventura. Isto é resultado da visão da Andreia e Paulo Fernandes, da forma profissional como se apresentaram, desde o primeiro momento, ao mercado de casamentos em Portugal, e do talento (e prazer!) genuíno com que animam os mais pequeninos, deixando espaço para que os casamentos em que estão a trabalhar sejam muito felizes, tranquilos e descomplicados para os jovens pais convidados.

 

Nos casamentos, temos a oportunidade de proporcionar às crianças (que estão numa festa infindável para elas), momentos de diversão constante que nunca mais vão esquecer. Já houve crianças na semana seguinte a pedirem aos pais para voltarem à festa de casamento, porque queriam brincar mais com os Piratas… isto diz tudo!

 

 

Conta-nos um pouco da tua viagem profissional até à criação da Funtoche.

Sempre adorei crianças, a minha mãe tinha um Colégio e eu sempre cresci no meio delas. Acabei por tirar o curso de Professora de 1º ciclo e leccionei durante 5 anos.

 

Há quanto tempo te dedicas à animação infantil? Porque escolheste este serviço para os mais pequeninos?

Desde o secundário que fazia, por hobby, animações infantis ao fim-de-semana.

Só quando fiquei grávida do meu 1º filho é que decidi que tinha de me dedicar a tempo inteiro ao meu Projeto Funtoche e foi aí que ele cresceu! Escolhi este serviço por sentir que havia falta de ofertas com profissionalismo neste área.

 

Nestes tempos globais em que todos temos acesso a tudo, a qualquer hora, onde vais buscar inspiração para as tuas histórias e serviços?

A nossa primeira fonte inspiração são mesmo as crianças, os seus gostos e personagens preferidas, os novos temos de desenhos animados que surgem, etc..

 

Funtoche - animação infantil para casamentos

 

Funtoche - animação infantil para casamentos

 

Funtoche - animação infantil para casamentos

 

A tua atenção alterna entre a tua família e os filhotes dos outros. Esse equilíbrio é difícil?

Acaba por não ser difícil agora, pois o meu tempo inteiro é para este projeto e para formar permanentemente a equipa de animadores que temos. Já não fazemos animação infantil como fazíamos no início, em 2010 quando a Funtoche foi criada. Mas estamos sempre disponíveis e empenhados em crescer e melhorar os nossos serviços.

 

Quando precisas de recuperar as energias, para onde olhas, o que fazes?

Passo tempo de qualidade com a minha família e amigos. Faço uma viagem, saio um pouco do frenesim do dia-a-dia.

Foi o que fizemos no ano passado, quando decidimos ir viver 4 meses para os EUA, com os nossos 2 filhotes. Recuperámos energia e trouxemos novos projetos para os quais nos sentimos inspirados, por não estarmos neste corre-corre!

 

Qual é a melhor parte de ser um animador infantil, numa festa como o casamento? E o mais desafiante e difícil?

A melhor parte é levarmos alegria e momentos inesquecíveis a qualquer festa e a qualquer criança, sem dúvida.

Nos casamentos, temos a oportunidade de proporcionar às crianças (que estão numa festa infindável para elas), momentos de diversão constante que nunca mais vão esquecer. Já houve crianças na semana seguinte a pedirem aos pais para voltarem à festa de casamento, porque queriam brincar mais com os Piratas… isto diz tudo!

 

Funtoche - animação infantil para casamentos

 

Funtoche - animação infantil para casamentos

 

Funtoche - animação infantil para casamentos

 

Casamentos grandes ou pequeninos, nacionais ou estrangeiros, cerimónias emotivas, festas de arromba – são contextos diferentes para o teu serviço? Qual é o teu formato de festa favorito?

Todos os contextos e todas as festas são os nossos favoritos, desde que tenham crianças.

 

Qual é o teu processo de trabalho, como crias a ligação com os teus clientes?

A ligação é estabelecida no contacto inicial com o cliente, na reunião que fazemos antes do evento, para nos conhecemos melhor e definirmos os timings de actuação da animação, e com a nossa disponibilidade constante.

 

Escolhe uma imagem favorita do teu portfolio e conta-nos porquê:

Estas são as nossas imagens preferidas.

 

Funtoche - animação infantil para casamentos

 

Funtoche - animação infantil para casamentos

 

A primeira, com os noivos, porque foi um dos primeiros casamentos que realizámos em 2011 no Coconuts, uma família muito querida para nós que ainda hoje é nossa cliente!

A segunda porque retrata perfeitamente o carinho e dedicação que levamos e damos em cada festa e animação! Conquistamos sempre os vossos convidados de palmo e meio!

 

Os contactos detalhados da Funtoche estão na sua ficha de fornecedor. Espreitem a galeria, vejam as imagens divertidas e cheias de boa disposição e contactem directamente a Andreia Fernandes através do formulário: é só preencher com os vossos dados e mensagem, e na volta do correio, terão uma resposta simpática.

Acompanhem estas nossas conversas longas com fornecedores seleccionados Simplesmente Branco, sempre à quarta-feira!

 

 

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