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Susana Pinto

À conversa com: Rita Santana Photography – fotografia de casamento

Hoje sentamo-nos à conversa com a simpática Rita Santana, fotógrafa de casamentos.

Conhecer o trabalho criativo de alguém, para onde olha, o que vê, é sempre muito interessante. Quando conhecemos também o autor, a pessoa, e fazemos essa ligação, acontece uma certa sedução e ficamos ainda mais encantados. É precisamente esse o caso com a Rita Santana Photography: hoje juntamos aqui as duas metades e o resultado é perfeito.
Tenho a certeza de que vão gostar muito de a conhecer!

A  melhor parte de ser fotógrafo de casamento é contribuir para o legado, de testemunhar dias felizes e de sermos recompensados com a amizade e carinho das pessoas que nos escolhem. O mais desafiante e difícil é conseguir conciliar com o nosso próprio legado, os nossos dias felizes e as nossas amizades.

Conte-nos um pouco da sua viagem profissional até aqui, à fotografia de casamento.
Formei-me em Cardiopneumologia, o que se afasta muito e nada da fotografia de casamentos, porque a bem dizer, acho que sempre fui muito orientada para as matérias do coração. 

Há quanto tempo fotografa? E porquê casamentos?
Estou a fotografar casamentos desde 2014. Comecei como talvez muitos de nós começámos: a fotografar amigos, ocasiões de família, até que nos convidam para fotografar um baptizado e depois um casamento. Na altura integrava uma equipa, mas foi após a entrega do primeiro casamento que soube que fazer parte de um dos dias mais felizes da vida das pessoas e que seria muito feliz a contribuir para as memórias e os legados das famílias.

Nestes tempos globais, em que as imagens circulam a uma velocidade vertiginosa e todos temos acesso a tudo, a qualquer hora, onde vai buscar inspiração?
Por mais cliché e banal que possa parecer, procuro em filmes, músicas e outros fotógrafos. Quando descubro algo de que gosto acabo por quase estudar essa abordagem e procuro incorporar essas inspirações no meu trabalho.

Rita Santana Photography - fotografia de casamento em Lisboa

Rita Santana Photography - fotografia de casamento em Lisboa

Rita Santana Photography - fotografia de casamento em Lisboa

Como construiu a sua assinatura, como se define?
Gosto de pensar que sou espontânea e romântica e tento reflectir essa espontaneidade e romance nas minhas imagens.  Tem sido um processo em constante evolução e felizmente consigo encontrar casais que se identificam com a minha linguagem: descontraída e honesta.

Acha que o ponto de vista feminino, os detalhes que escolhe fotografar e como o faz, a narrativa que constrói, é diferente das escolhas que vê no trabalho de um profissional masculino?
Vou ser completamente sincera e dizer que quando comecei achava que a diferença era bem maior do que sinto que seja hoje. Quando comecei a fotografar focava-me muito nos coisas pequenas e na proximidade; hoje em dia procuro também dar um passo atrás e afastar-me para ver a “the bigger picture” por forma a contar a história da melhor maneira possível. Também disso se fazem os detalhes.

Quando precisa de fazer reset, para onde olha, o que faz?
Revejo filmes que adoro, desfruto da companhia do meu namorado Miguel, vou nadar, passear com a Miura, a minha cadela, canto num coro – na Sociedade “Loureiros”, em Palmela – e vou ao Teatro O Bando, ver espetáculos, estar com amigos e participar das formações de teatro.

Rita Santana Photography - fotografia de casamento em Lisboa

Rita Santana Photography - fotografia de casamento em Lisboa

Rita Santana Photography - fotografia de casamento em Lisboa

O mundo em Lisboa ou Portugal de lés-a-lés: fotografar estrangeiros é diferente de fotografar casamentos nacionais?
É diferente na medida que cada casamento me enriquece culturalmente à sua maneira. Seja na maneira de ser das pessoas, nas tradições que me são novas, na comida que oferecem no dia do casamento, no desafio de falar outra língua.

Qual é o seu processo de trabalho, como acontece a ligação aos clientes?
O processo passa por ser eu mesma. Sinto que tem  início na forma como me apresento no meu site, nas redes sociais, nos portais e nas relações com outros fornecedores. Procuro que os noivos me conheçam  numa reunião, para conversarmos sobre tudo e mais alguma coisa, para que me vejam, me oiçam a voz e me sintam o entusiasmo. Depois, uma sessão que antecede o casamento – ou a minha desculpa para passar mais um pouco de tempo com os noivos, num ambiente descontraído, onde podemos ser nós próprios, e, no final de contas, sacar algumas fotografias.

Casamentos grandes ou pequeninos, nacionais ou estrangeiros, cerimónias emotivas, festas de arromba – qual é o tipo de festa que mais gosta de fotografar?
Mais uma vez, e de forma cliché, gosto de todos os casamentos. Os grandes porque são um loucura, super desafiantes, os pequenos porque são íntimos e acabo por sentir que conheço toda a gente; os nacionais porque me sinto em casa, os estrangeiros porque me sinto fora de casa; as cerimónias emotivas porque acabo a chorar com eles e as festas de arromba porque – come on – quem não gosta de um bom festão?

Qual é a melhor parte de ser um fotógrafo de casamento? E o mais desafiante e difícil?
A  melhor parte de ser fotógrafo de casamento é contribuir para o legado, de testemunhar dias felizes e de sermos recompensados com a amizade e carinho das pessoas que nos escolhem. O mais desafiante e difícil é conseguir conciliar com o nosso próprio legado, os nossos dias felizes e as nossas amizades.

Rita Santana Photography - fotografia de casamento em Lisboa

Rita Santana Photography - fotografia de casamento em Lisboa

Rita Santana Photography - fotografia de casamento em Lisboa

Escolha uma imagem favorita do seu portfolio e conte-nos porquê.
Hoje, esta é a minha imagem favorita porque me traz memórias felizes de um dia maravilhoso e de que no final de tudo me senti muito orgulhosa de mim mesma e do meu trabalho. 

Casamento de inverno na Quinta da Bichinha, fotografado por Rita Santana Photography

Contactem a Rita Santana através da sua ficha de fornecedor. Espreitem a galeria, feita de belas imagens, e contactem a Rita directamente através do formulário: é só preencher com os vossos dados e mensagem, e na volta do correio, terão uma resposta simpática.

Acompanhem estas nossas conversas longas com fornecedores seleccionados Simplesmente Branco, sempre à quarta-feira!

Susana Pinto

À conversa com: Renato Ribeiro Photography – fotografia de casamento

Hoje conversamos com o Renato Ribeiro, que fotografa casamentos.
O seu percurso até aqui foi feito de muitos interesses, mas claramente a escolha da fotografia como assunto principal na sua vida profissional é certeira e muito intuitiva. O que vê, quando olha, e o que guarda desse exercício é uma colecção de imagens maravilhosa e relevante.

Fiquem a conhecer melhor o Renato Ribeiro, garanto que vão gostar muito do seu trabalho.

Para mim, fotografar casamentos é muito mais que fazer um mero registo de momentos. Apaixonam-me os pequenos detalhes, a interação de olhares e os gestos mais ternos que acontecem em qualquer história de amor. A minha fotografia é íntima e pessoal e dedico-me intensamente na procura da singularidade que cada ser humano me mostra e me dá o prazer de contar. Fascina-me explorar as conexões que temos uns com os outros durante as nossas vidas.

Conte-nos um pouco da sua viagem profissional até aqui, à fotografia de casamento.
De facto a vida dá muitas voltas e, neste particular, eu sou um exemplo típico disso.
Desde de miúdo estive sempre muito ligado às artes. Fiz dança e teatro, experimentei a música, tentei a pintura… era quase óbvio que o meu caminho passaria por alguma educação superior relacionada com tudo isso. Mas não!
As relativas boas notas, o falar pelos cotovelos, a minha interação com os outros e mais algumas características da minha personalidade, levaram a que tudo e todos me convencessem e me direcionassem para o curso de Direito. Assim foi, concluí o curso de Direito, fiz o estágio e o curso da Ordem dos Advogados e trabalhei como Advogado e Jurista (ainda faço algumas coisas pontuais quando me pedem muito).
Apesar disso, sou apologista que devemos fazer o que verdadeiramente nos faz feliz e nos toca fundo no coração e, obviamente, as artes nunca me abandonaram. Era impossível!
A fotografia foi sempre acompanhando o meu percurso ainda que de forma amadora. Comecei por fazer fotografia documental de viagem que culminou com algumas exposições, fiz também retrato e alguns trabalhos na área da moda.
Em 2012 surgiu o convite de bons amigos, grandes profissionais da fotografia de casamento em Portugal, para os começar a acompanhar como segundo fotógrafo. Estou-lhes muito grato por essa oportunidade. Aprendi, absorvi e cresci muito no terreno com todos eles. A partir daí as coisas começaram a fluir naturalmente, fui entrando neste mundo da fotografia de casamento devagarinho e com os pés bem assentes na terra. Pelo meio fiz bastante formação, e dediquei horas e horas a aprender. Arrisquei fotografar o meu primeiro casamento sozinho em 2014 e nunca mais parei.

Há quanto tempo fotografa? E porquê casamentos?
Fotografo desde que me conheço! Mas mais a sério desde 2012.
Para mim, fotografar casamentos é muito mais que fazer um mero registo de momentos. Apaixonam-me os pequenos detalhes, a interação de olhares e os gestos mais ternos que acontecem em qualquer história de amor. A minha fotografia é íntima e pessoal e dedico-me intensamente na procura da singularidade que cada ser humano me mostra e me dá o prazer de contar. Fascina-me explorar as conexões que temos uns com os outros durante as nossas vidas.
Os casamentos são a escolha óbvia para qualquer fotógrafo que, como eu, procura fotografar sentimentos e emoções mais que caras e expressões.
Fotografar casais e casamentos é um vício difícil de explicar.

Nestes tempos globais, em que as imagens circulam a uma velocidade vertiginosa e todos temos acesso a tudo, a qualquer hora, onde vai buscar inspiração?
Sou um apaixonado pela vida e pelas pessoas. Muita da minha inspiração vem do que vou vivendo e sentindo nas minhas relações interpessoais. Também faço muitas vezes o exercício de ficar apenas a observar as pessoas passar e tentar imaginar as suas vidas, aventuras e desventuras.
Além disso, com certeza, os livros, as viagens, a música e os filmes são outra grande fonte de inspiração.
Obviamente também sigo e admiro vários fotógrafos nacionais e internacionais. No entanto, apesar de ser fã dos seus trabalhos, tento sempre apreciar sem me deixar influenciar muito para tentar salvaguardar a minha própria identidade.

Renato Ribeiro Photography-fotografia de casamento

Renato Ribeiro Photography-fotografia de casamento

Renato Ribeiro Photography-fotografia de casamento

Como construiu a sua assinatura, como a define?
É muito complicado responder a isto. Sinceramente acho que quem deve definir a minha fotografia são aqueles que, de alguma forma, a apreciam e se interessam por ela.
Apesar disso, posso dizer que a minha fotografia é íntima e pessoal. Gosto que ela tenha uma simplicidade poética e uma leveza natural.
Opto por uma abordagem simples e acredito que as melhores imagens são as que contam momentos genuínos. Ao contrário de caras e expressões interessa-me captar a magia dos sentimentos e das emoções.
Ao longo do tempo tenho tentado construir uma assinatura própria e julgo que esse caminho continua a ser trilhado mas, eventualmente, nunca estará totalmente acabado. O meu trabalho é bastante cinematográfico e emocional. Dou preferência a um estilo de narrativa visualmente atraente, criativa e artística.
Nesta fase da minha vida trabalho as cores e a luz de uma forma… daqui a uma semana, um mês ou um ano poderei estar a trabalhar de uma forma completamente diferente. Tudo depende do que vou absorvendo pelo caminho. A visão das coisas muda consoante o coração sente.

Quando precisa de fazer reset, para onde olha, o que faz?
Desligo completamente. Sou relativamente bom nisso!
Aproveito para estar muito com as minhas duas filhas (são de facto o mais importante que temos na vida), com a minha mulher, os meus pais e o meu irmão. Fazemos questão de almoçar juntos todos os domingos, por exemplo.
Além disso, tenho a sorte de ter dois/três amigos que conheço desde o jardim-de-infância e com quem mantenho uma relação de irmãos. Juntos desligamos completamente de tudo o que é acessório e só importam “as nossas cenas”.
Sempre que é possível também aproveito para viajar com a minha mulher que tem sido uma companheira de grandes aventuras. Desde percorrer a Indochina de mochila às costas durante um mês, às festas numa das maiores favelas do Rio de Janeiro, ao Japão de lés-a-lés no comboio bala, enfim…

Do Norte para o mundo, ou Portugal de lés-a-lés: fotografar casamentos estrangeiros é diferente de fotografar casamentos nacionais?
As duas coisas. Estou sediado no Porto mas fotografo histórias de amor um pouco por todo o País e estou sempre disponível para viajar e faze-lo em qualquer lugar do mundo.
Nos últimos dois anos tive o privilégio de fotografar alguns casamentos estrangeiros e, de facto, existem algumas, pequenas, diferenças. Não só culturais, mas principalmente ao nível de toda a organização e logística. Desde logo porque, normalmente, os casais estrangeiros fazem festas mais curtas. Ao contrário das usuais 10 a 12 horas de um casamento português, num casamento de estrangeiros bastam umas 7 ou 8 horas para acontecer tudo.
De resto, fotografar amor é sempre um prazer, seja em que língua for.

Renato Ribeiro Photography-fotografia de casamento

Renato Ribeiro Photography-fotografia de casamento

Renato Ribeiro Photography-fotografia de casamento

Qual é o seu processo de trabalho, como acontece a ligação com os seus clientes?
Vejo o meu trabalho como uma colaboração com os “meus” noivos, que rapidamente se tornam amigos. Não sou jornalista e, por isso, não capto apenas o óbvio que está ali mas sobretudo o que sinto sobre aquilo que vejo. Nunca peço nada que não seja totalmente honesto. Apenas estou interessado em sorrisos reais, abraços verdadeiros e, principalmente, em sentimentos puros.
A minha interação com todos os casais é sempre feita de uma forma bastante natural e descontraída, que interfere o mínimo possível com um dia que é deles. Procuro misturar-me entre os convidados e passar o máximo despercebido. Gosto de fotografar de forma espontânea e verdadeira todas as emoções que se vão vivendo.
Felizmente criei sempre laços muito fortes com todos os casais que fotografei até hoje. Mantenho contacto assíduo com muitos deles e tenho a sorte de recomendarem o meu trabalho a amigos e conhecidos.

Casamentos grandes ou pequeninos, nacionais ou estrangeiros, cerimónias emotivas, festas de arromba – qual é o tipo de festa que mais gosta de fotografar?
Sinceramente não faço esse tipo de distinções. Importa-me mais que os noivos se identifiquem e entendam a minha fotografia. Quando a nossa ligação é verdadeira tudo é muito fácil e pouco importa o tipo de celebração ou festa.
Apesar disso, e considerando o meu tipo de fotografia, obviamente é sempre importante uma cerimónia emotiva. Se isso for complementado com uma festa de arromba (mesmo que pequenina), melhor ainda. Já tive oportunidade de fotografar muitos casamentos diferentes e todos eles têm a sua magia.
O meu trabalho é bastante pessoal e, por isso, antes de tudo, gosto de tomar um café com os casais que me procuram para tentar entender o que idealizam para o seu dia e saber mais sobre a sua história. Saber quem são, de onde veem e para onde querem ir… livros, filmes, viagens, tudo o que os arrebata é importante e ajuda-me a contar o amor deles da forma mais personalizada possível.

Qual é a melhor parte de ser um fotógrafo de casamento? E o mais desafiante e difícil?
A melhor parte é mesmo ter o privilégio de conhecer tantas pessoas bonitas com histórias de amor fantásticas e registar tudo isso. Saber que a minha arte vai ficar para sempre ligada à história de vida de dois seres humanos e aos mais puros sentimentos que podemos nutrir uns pelos outros enquanto cá andamos, é avassalador e muito gratificante. Quando penso que um dia os seus filhos e netos vão ver as minhas fotos e que isso lhe vai encher o coração, arrepio-me.
O mais desafiante é manter a calma e a concentração necessárias para dar o meu melhor e cumprir com todas as expectativas que se criam. Fotografar um dos momentos mais importantes das vidas das pessoas é uma grande responsabilidade.
O mais difícil talvez seja tolerar algumas faltas de respeito pelo nosso trabalho. Felizmente são raras mas podem acontecer. Sei quem sou e de onde venho… considero-me uma pessoa super simples, acessível e compreensiva mas não tenho paciência para faltas de educação e de humildade. Dinheiro nenhum justifica o esquecimento de alguns valores que considero essenciais.

Renato Ribeiro Photography-fotografia de casamento

Renato Ribeiro Photography-fotografia de casamento

Renato Ribeiro Photography-fotografia de casamento

Escolha uma imagem favorita do seu portfolio e conte-nos porquê…
Esta é talvez a pior coisa que podem pedir a um fotógrafo! (risos)
Escolher uma imagem entre centenas de “favoritas” é muito ingrato. Da mesma forma que é impossível escolher entre dois filhos, acontece quase o mesmo com as nossas fotos favoritas.
Obviamente que estética ou tecnicamente gosto mais de umas que de outras… mas as tais “favoritas”, mesmo que não sejam das mais bonitas do meu portfolio, têm todas algo para contar. Todas têm algum significado num momento exato da minha caminhada, pelas mais variadas razões. A mais bonita ou a melhor é muito relativo… desconfio sempre dessas distinções.
De qualquer forma escolhi esta foto porque foi uma das primeiras fotos que chamou mais a atenção das pessoas para o meu trabalho e me deu o tal “empurrãozinho” inicial mas também porque mostra duas coisas muito importantes para mim… o amor e a “minha” cidade do Porto.

Contactem o Renato Ribeiro através da sua ficha de fornecedor. Espreitem a galeria, feita de belas imagens, e contactem o Renato directamente através do formulário: é só preencher com os vossos dados e mensagem, e na volta do correio, terão uma resposta simpática.

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Susana Pinto

À conversa com: Quinta do Hespanhol – espaço para casamentos

Hoje a conversa é com a equipa da Quinta do Hespanhol, um espaço para casamentos nos arredores de Lisboa, em Torres Vedras.

Fiquem a conhecer em detalhe este espaço mágico e muito romântico, onde uma equipa muito empenhada e atenda vos conduz até ao mais bonito dos dias.

Todos os anos conhecemos casais que nos inspiram e que nos marcam. O melhor que posso dizer é que todos eles depositam totalmente a sua confiança em nós, dando-nos liberdade criativa, desafiando-nos a criar coisas novas, e simplesmente relaxam e aproveitam todas as partes boas deste processo!

Contem-nos um bocadinho do vosso percurso, como vieram parar ao universo dos casamentos?

Começámos a fazer eventos há mais de 30 anos, inicialmente mais corporativos do que sociais, mas com o tempo focámo-nos mais nos casamentos. É difícil atribuir uma só razão, mas ainda bem que assim foi, os casamentos são muito mais pessoais e desafiantes que qualquer outra festa, não só devido às expectativas criadas após anos a sonhar com este dia como o facto de ser um momento único na vida do casal, um dia que querem partilhar com a pessoas de quem mais gostam, sem terem de se preocupar com mais nada, a não ser desfrutar.

 

A imagem de marca da Quinta do Hespanhol é, na minha opinião, um estilo rústico, campestre e muito romântico. Concordam com esta definição?

Descreve muito bem o estilo da Quinta. O campestre devido, claro, ao estar longe da cidade, e a toda a envolvência verde. O rústico devido à essência da Quinta, nós podemos tentar modernizar a decoração mas isso não faz sentido porque não faz parte da sua identidade. E o romântico pela sua história, aliás, por todas as histórias, as da nossa família e as de todos os casais que por cá passaram. A Quinta acaba por ser o “palco” de um dos dias mais especiais da vida dos nossos noivos, não só acredito que marque muitos deles, como também muitos marcaram a Quinta, é isso sem dúvida que influencia a essência de um espaço.

 

Esta assinatura faz parte do ADN do espaço, ou é algo que escolheram como tendência e tema para este ano? Porquê?

Sem dúvida que não foi escolhido, acredito que com os anos e as histórias que passaram na Quinta, ela foi ganhando carácter, isto não é algo que seja possível criar da noite para o dia, não é algo que seja possível escolher.

Se forçarmos um estilo a um sítio, nunca vai haver ligação, é algo que precisa de ser trabalhado e que tem de fazer sentido.

Este ano a mãe de uma noiva disse-nos algo que nos marcou: “visitámos muitos espaços, muitos com opções dentro do mesmo estilo e até com objetos de decoração iguais, mas pareciam só “postos lá” de propósito, aqui eles pertencem…”.
A lição é esta: não vale a pena forçar estilos para vender casamentos, devemos ser fiéis a nós mesmos e à identidade e natureza do espaço.

 

Quinta do Hespanhol - espaco para casamentos

 

Quinta do Hespanhol - espaco para casamentos

 

Quinta do Hespanhol - espaco para casamentos

 

As tendências da estação… são um assunto de trabalho ou apenas fait-divers?

Depende, há algumas tendências que são pesquisadas e trabalhadas de modo a convergirem com o nosso estilo, e há outras que simplesmente acontecem…! A maioria dos nossos casais interessa-se muito por decoração, e, felizmente têm muito bom gosto e vão ao encontro do nosso estilo.

Quando um casal nos apresenta ideias novas e estilos diferentes, depois das trabalharmos e pormos em prática, muitas vezes acabam no inspirational board do próximo ano!

 

Ter o controle das decisões é importante? Têm uma perspectiva perfeccionista e específica sobre o resultado e a forma como querem que o vosso espaço e trabalho sejam mostrados e vividos, ou é o prazer discutir ideias, de criar e acompanhar o processo, que vos interessa mais na relação com cada projecto, cada cliente?

O controlo das decisões não é, de todo, um objetivo nosso. Cada casal é diferente, pelo que cada casamento também o deve ser. Com o volume de marcações que temos, há certos aspectos que são difíceis de alterar, mas fazemos de tudo para que noivos sintam que estão a receber os seus convidados em casa e que tudo seja um refelxo da sua personalidade e gostos pessoais!

Recebemos casais que chegam com ideias muito determinadas, com fotografias de outros casamentos para que façamos igual, mas faz parte do nosso processo conhecê-los e, com um bocadinho de liberdade criativa, tornar a festa no “seu” casamento.

Somos perfecionistas e se houver margem, tempo e meios para melhorar, porque não?

 

Onde buscam inspiração para cada nova temporada de trabalho?

Passamos longas e apreciadas horas no Pinterest e recolhemos ideias que depois trabalhamos até fazerem parte do nosso estilo. Outra grande fonte de inspiração são os nossos casais criativos e dispostos a arriscar.

 

E nos momentos de fadiga criativa, como refrescam a mente e o olhar?

Temos boards de inspiração para cada estilo, e quando estamos menos inspiradas, conversamos entre nós, discutir o processo é a melhor maneira de arranjar novas ideias, e tendo em conta a carga criativa dentro da nossa equipa, é uma óptima solução!

 

Quinta do Hespanhol - espaco para casamentos

 

Quinta do Hespanhol - espaco para casamentos

 

Quinta do Hespanhol - espaco para casamentos

 

Como é o vosso processo de trabalho, como criam uma ligação aos vossos clientes?

O nosso processo não tem sido tão pessoal como gostaríamos, e para a nova estação queremos organizar as visitas de uma forma mais apelativa: uma primeira visita para conhecer o espaço e os serviços, que é mais impessoal e na companhia de outros clientes, que servirá de filtro para a segunda visita, igualmente colectiva e provavelmente acompanhada pelos pais, e que inclui prova de degustação.

A terceira visita será para a mostra da decoração e aqui a atenção é já mais dedicada, conseguimos conhecer melhor os casais e conversar demoradamente de forma a conhecê-los e perceber o seu estilo, o que os inspira e quais as expectativas que têm para o grande dia.

Recomendamos uma quarta visita cerca de três meses antes do evento e uma reunião para percebermos o progresso da organização do casamento. A quinta visita ocorre um mês antes, para fecharmos todos os pormenores da organização do dia. A sexta visita deverá ser na semana anterior, para depositar todo o estacionário e elementos soltos (seating plan, menus, sinalética, lembranças, peças especiais, etc.).

Fechamos o ciclo com a sétima visita, a melhor de todas: o grande dia!

Este é o cenário ideal, mas é claro que nem todos os casais têm esta disponibilidade, por isso, fazendo as visitas indispensáveis, e reuniões via Skype com os nossos casais que vivem fora do país, organizamos tudo!

 

Qual é a melhor parte de organizar e decorar um casamento? E o mais desafiante e difícil?

A melhor parte é, sem dúvida, quando passamos do papel para realidade, a montagem e depois o resultado final quando corre como idealizámos, é algo extremamente gratificante. O grande desafio é a falta de orçamento para decoração, por parte de alguns dos nossos casais que têm ideias com as quais nos identificamos e que queremos mesmo por em prática- é uma ginástica difícil.

 

Qual foi o casamento em que mais gostaram de trabalhar? Porquê?

Isso é tão difícil de escolher! Todos os anos conhecemos casais que nos inspiram e que nos marcam. O melhor que posso dizer é que todos eles depositam totalmente a sua confiança em nós, dando-nos liberdade criativa, desafiando-nos a criar coisas novas, e simplesmente relaxam e aproveitam todas as partes boas deste processo!

 

Quinta do Hespanhol - espaco para casamentos

 

Quinta do Hespanhol - espaco para casamentos

 

Quinta do Hespanhol - espaco para casamentos

 

Escolham uma imagem favorita do seu portfolio e contem-nos porquê:

Mais uma pergunta difícil… Há certas imagens que ficam guardadas na memória, muitas vezes porque foi uma estreia (de um novo estilo, de uma nova área, etc..), porque são zonas familiares (como as do viveiro), porque é a nossa equipa, ou pelas emoções que transparecem. No dia, com a correria das montagens, apenas a Silvia (a nossa coordenadora do dia) acompanha os noivos. Quando recebemos as reportagens fotográficas, mesmo com as belas imagens das decorações, as que nos marca mais  são as que captam o “carrocel” de emoções que os noivos atravessaram nesse dia.

 

Quinta do Hespanhol - espaco para casamentos

 

 

Contactem a Quinta do Hespanhol através da sua ficha de fornecedor. Espreitem a galeria, feita de belas imagens, e contactem o Miguel Fernandes Thomaz directamente através do formulário: é só preencher com os vossos dados e mensagem, e na volta do correio, terão uma resposta simpática.

 

Acompanhem estas nossas conversas longas com fornecedores seleccionados Simplesmente Branco, sempre à quarta-feira!

 

Susana Pinto

À conversa com: João Terra – fotografia de casamento

Hoje a conversa é com João Terra, que faz fotografia de casamento.

Falamos sobre a magia de fotografar casamentos, o que os torna tão relevantes e singulares como tema e o impacto que este registo tem sobre os noivos, família e amigos.

Costumo dizer que “o meu dever foi cumprido” quando os noivos se vêem e revêem na fotografia que produzo. Quando os noivos estão a ver uma imagem e se recordam, automaticamente, da emoção que foi aquele momento, do que efectivamente aconteceu ali, e do porquê de estarem assim naquela fotografia, é algo mágico, não acham? Eu acho que é.

Conte-nos um pouco da sua viagem profissional até aqui, à fotografia de casamento.

Posso dizer que já dei algumas voltas em relação ao que queria fazer como profissional. No secundário preparei-me para a área da engenharia informática. Quando chegou a altura da universidade, vi que não queria seguir aquilo e decidi embarcar no mundo da contabilidade e das finanças. Só depois, no final da faculdade, veio a fotografia. Em suma, acabo por ser mais um que está neste mundo com um background completamente diferente da área audiovisual.

O bichinho da fotografia esteve sempre presente, mas posso dizer que se intensificou quando, ainda no mundo universitário, conheci um grupo de fotógrafos amadores em Aveiro, a cidade onde estava a estudar. Agora até é interessante ver o crescimento profissional de algumas dessas pessoas, assim como a amizade que se cultivou desde então. Daí a começar a fotografar casamentos foi um pulinho, como se costuma dizer. Passados dois anos estava a fotografar como segundo fotógrafo e, pouco depois, iniciei-me a solo.

 

Há quanto tempo fotografa? E porquê casamentos?

Após um ano e meio a fazer trabalhos como segundo fotógrafo, comecei em 2015 a fotografar casamentos, em nome próprio. A fotografia de casamento tem algo de mágico e é extremamente gratificante, penso que muito se deve às sensações e às histórias por detrás de cada dia. O dia em si costuma ser uma loucura de emoções e sentimentos e eu adoro estar lá e presenciar isso. Depois o impacto que cada fotografia tem nos casais, nos familiares e amigos, é outra coisa fantástica. Tento sempre que a minha fotografia demonstre, de forma genuína e fiel, o dia como ele foi e as pessoas como elas são. Costumo dizer que “o meu dever foi cumprido” quando os noivos se vêem e revêem na fotografia que produzo. Quando os noivos estão a ver uma fotografia e se recordam, automaticamente, da emoção que foi aquele momento, do que efectivamente aconteceu ali, e do porquê de estarem assim naquela fotografia, é algo mágico, não acham? Eu acho que é.

Faço fotografia, essencialmente de casamento, porque é algo que realmente me apraz fazer. Já Confúcio dizia, Escolhe um trabalho de que gostes, e não terás que trabalhar nem um dia na tua vida.

 

Nestes tempos globais, em que as imagens circulam a uma velocidade vertiginosa e todos temos acesso a tudo, a qualquer hora, onde vai buscar inspiração?

Estaria a mentir se dissesse que não acompanho trabalhos de outros profissionais. Acompanho alguns que são uma verdadeira fonte de inspiração para mim. Muitos deles nacionais. Há quem esteja a fazer um trabalho simplesmente fantástico.

Um bom filme e uma boa série também são boas fontes de inspiração. Para além disto, o simples dia-a-dia, as situações do quotidiano, as pessoas e locais que vamos conhecendo também trazem o seu contributo. Explorar e conhecer ajudam-me sempre a melhorar o meu trabalho.

 

Joao Terra Fotografia_fotografia de casamento

 

Joao Terra Fotografia_fotografia de casamento

 

Joao Terra Fotografia_fotografia de casamento

 

Como construiu a sua assinatura, como a define?

Penso que isso será sempre algo que irei construíndo ao longo do tempo. Gosto da ideia de abordar o dia como uma reportagem jornalística. Como disse há pouco, tento sempre que a minha fotografia demonstre, de forma genuína e fiel, o dia como ele aconteceu e as pessoas como elas são. Procuro que as fotografias se tornem intemporais e que o casal, mesmo que as veja passado um ano, vinte ou quarenta, seja sempre “transportado” para aquele dia e viva aquelas emoções.

 

Quando precisa de fazer reset, para onde olha, o que faz?

Fazendo o que gosto não tenho propriamente motivos para fazer um reset. Mas posso dizer que, quando o preciso fazer, para mim é muito simples. A minha família. Não há nada que me faça melhor do que estar simplesmente a desfrutar da companhia da minha família. Se for possível, a explorar locais novos ou simplesmente a passear.

 

Do Norte para o mundo, ou Portugal de lés-a-lés: fotografar casamentos estrangeiros é diferente de fotografar casamentos nacionais?

É diferente, mas igualmente gratificante. Podemos presenciar uma cultura, uma religião, um local e pessoas diferentes, mas no final, o dia é definido pelo mesmo, a união de duas pessoas que têm um sentimento muito forte entre elas. E isso é o mote para tudo o resto.

 

Joao Terra Fotografia_fotografia de casamento

 

Joao Terra Fotografia_fotografia de casamento

 

Joao Terra Fotografia_fotografia de casamento

 

Qual é o seu processo de trabalho, como acontece a ligação com os seus clientes?

Penso que, hoje em dia, o primeiro contacto será transversal a qualquer profissional, e seja via email. Após o primeiro contacto, gosto de poder reunir presencialmente para permitir que nos conheçamos melhor e, a partir daí, ir construindo uma relação de confiança. Acho, por isso, importante irmos sempre mantendo o contacto. Não digo que seja esta a forma correta para todos, mas é a mais correta, para mim.

 

Casamentos grandes ou pequeninos, nacionais ou estrangeiros, cerimónias emotivas, festas de arromba – qual é o tipo de festa que mais gosta de fotografar?

Sou adepto de casamentos pequenos. No entanto, mais que uma questão do número de convidados, o que mais gosto de fotografar são dias emotivos e divertidos.

 

Qual é a melhor parte de ser um fotógrafo de casamento? E o mais desafiante e difícil?

Poder ter o voto de confiança dos noivos na minha capacidade de passar para a fotografia um dos melhores dias da vida deles e, com isso, conhecer novos locais e pessoas. Encaro isso como um privilégio muito grande.

Há várias coisas desafiantes neste mundo da fotografia de casamento. Posso enumerar duas, a criatividade com o puxar os meus limites e tentar sempre melhorar e  o acompanhar os avanços tecnológicos que estão sempre a aparecer relacionados com as ferramentas de trabalho.

 

Joao Terra Fotografia_fotografia de casamento

 

Joao Terra Fotografia_fotografia de casamento

 

Joao Terra Fotografia_fotografia de casamento

 

Escolha uma imagem favorita do seu portfolio e conte-nos porquê.

Escolhi uma das fotografias que fiz este ano que mostrou muito a emoção e a força dos sentimentos que adoro captar. Sempre que olho para esta fotografia sinto bem o que foi aquele momento. O pai da noiva tentou sempre guardar a emoção que estava a sentir, mas quando chegou a altura de passar a mão da filha ao noivo, agarrou-se a ela com uma força e deixou que todo aquele sentimento viesse ao de cima. Foi ali um minuto ou dois em que parece que só existiam eles os dois,  o amor de pai e filha que sentem um pelo outro. Deu mesmo para arrepiar um bocadinho.

 

 

Contactem o João Terra através da sua ficha de fornecedor. Espreitem a galeria, feita de belas imagens, e contactem o João directamente através do formulário: é só preencher com os vossos dados e mensagem, e na volta do correio, terão uma resposta simpática.

 

Acompanhem estas nossas conversas longas com fornecedores seleccionados Simplesmente Branco, sempre à quarta-feira!

 

Susana Pinto

À conversa com: Sublime Films – filmes de casamento

Hoje conversamos com a Marta e Rui, a dupla que assina como Sublime Films – filmes de casamento.

Falamos sobre desafios, o que é importante e fundamental e como se cria empatia com o casal que se senta à nossa frente.

Estreamos três novos filmes, do seu trabalho desta estação. Venham conhecê-los!

 

Cada casamento é um casamento e, apesar de muita gente achar que “são todos iguais”, a verdade é que as coisas não são bem assim. Todos os casais têm expectativas, famílias e formas de expressão diferentes. Tudo isso é um desafio! A isto temos de somar o facto de ser tudo momentâneo e irrepetível, o que faz com que o foco e sensibilidade tenham de funcionar em conjunto.

 

Contem-nos um pouco da vossa viagem profissional até aqui, ao vídeo de casamento.

O nosso percurso é muito pouco linear e apesar de já trabalharmos com marca própria desde 2014, muitas coisas mudaram e se alteraram ao longo dos últimos 4 anos.

Ambos tirámos o curso de Ciências da Comunicação. No segundo ano de licenciatura propuseram-nos escrever, realizar, filmar e editar um programa de televisão e nós aceitamos o desafio. A Marta era uma das apresentadoras do programa e o Rui, além de apresentador, também editava e filmava. Podemos dizer que foi aí que começou o gosto pela edição e captação de imagem.

Depois de editar vários vídeos para o curso e para alguma empresas, o Rui recebeu uma proposta para filmar um casamento e aí percebeu que este era um mercado cheio de potencial e resolveu começar a pensar na própria marca.

Algum tempo depois convidou a Marta para embarcar no projeto e ela aceitou! A Marta sempre adorou casamentos e edição de vídeo (que fazia na altura como jornalista), e como não se sentia realizada profissionalmente, resolveu arriscar!

 

Há quanto tempo filmam? E porquê casamentos?

O Rui filma desde 2012 e a Marta desde 2014. Na verdade nem sabemos bem explicar o porquê. Os casamentos entraram na nossa vida por acaso e, quando reparámos, já estávamos envolvidos neste mundo e apaixonados por filmar alguns dos momentos mais felizes da vida das pessoas. Além disso, é um desafio constante, e o facto de lidarmos com tantas pessoas diferentes fez-nos crescer muito, não só a nível profissional como pessoal!

 

Como construíram a vossa assinatura, o vosso ponto de vista? Como é que o definem?

Acreditamos que ainda estamos a construir a nossa assinatura e achamos que assim vamos continuar (pelo menos nos próximos anos). Estamos constantemente a evoluir e sentimos esse crescimento de ano para ano. Conforme vamos fazendo casamentos, vamos tentando evoluir e melhorar sempre. No entanto, nós costumamos dizer que não trabalhamos com “fórmulas”. Achamos que cada casamento é um casamento, as pessoas e a forma como lidam umas com as outras também é o que cria a energia do vídeo e nos inspira!

 

 

Num casamento, para onde olham, o que vos prende a atenção? O que procuram?

Costumamos dizer que os noivos são importantes mas que não são  a única coisa a que devemos dar importância. Ou seja, achamos fundamental captar aquilo que vêem todos os dias mas a que não prestam atenção: desde objetos antigos e com história, até ao andar descalço pela casa por exemplo… Todos esses pormenores nos prendem atenção. Quando escolhemos filmar certas coisas, costumamos pensar se daqui a dez anos aqueles pormenores vão fazer a diferença naquilo que irão sentir, ao relembrar o casamento.

 

Nestes tempos globais, em que as imagens circulam a uma velocidade vertiginosa e todos temos acesso a tudo, a qualquer hora, onde vão buscar inspiração?

Sabemos que é um pouco cliché, mas o que nos inspira são desde os momentos felizes que temos, aos mais dolorosos, a uma comida nova que experimentamos ou filme que vimos. Às vezes a inspiração surge do nada, enquanto conduzimos ou antes de dormir, e às vezes queremos que ela apareça mas achamos que anda perdida por aí!

 

Quando precisam de fazer reset, para onde olham, o que fazem?

Quando queremos mesmo desligar, gostamos de estar com pessoas que em nada estão ligadas a este mundo dos casamentos.  As nossas famílias e alguns amigos ajudam-nos a desligar e a perceber que há outras coisas interessantes para falar. Também gostamos de viajar ou ver séries no sofá e experimentar comidas de países diferentes. O Rui também costuma jogar PS4 e a Marta pratica Yoga!

 

 

Qual é o vosso processo de trabalho, como acontece a ligação ao cliente?

Para nós é importante conversar e a conversa não tem de ser relacionada com o casamento. Achamos importante, acima de tudo, conhecer a pessoa. Muitas vezes começamos por falar do casamento e terminamos a debater as últimas séries que vimos ou as bandas favoritas que temos. Este tipo de conversas ajuda-nos a criar uma “ligação”, tendo em conta os pontos que temos em comum, o que facilita imenso a fluidez do trabalho no dia do casamento.

 

Casamentos grandes ou pequeninos, nacionais ou estrangeiros, cerimónias emotivas, festas de arromba – qual é o tipo de festa que mais gostam de registar?

Sinceramente é difícil escolher. A verdade é que já fizemos casamentos grandes e pequenos, nacionais e internacionais e chegamos conclusão que a diferença que existe entre eles é o que nos motiva neste trabalho. Achamos que se a nossa agenda se resumisse a casamentos pequenos ou a festas de arromba acabaríamos por entrar na monotonia.

 

Qual é a melhor parte de ser videógrafo de casamentos? E o mais desafiante e difícil?

A melhor parte é o facto de conhecermos sítios bonitos enquanto fazemos o que gostamos. Achamos que não há maior privilégio do que esse! O mais desafiante é sem dúvida o “improviso”. Cada casamento é um casamento e apesar de muita gente achar que “são todos iguais”, a verdade é que as coisas não são bem assim. Todos os casais têm expectativas, famílias e formas de se exprimir diferentes. Tudo isso é um desafio! A isto temos de somar o facto de ser tudo momentâneo e irrepetível, o que faz com que o foco e sensibilidade tenham de funcionar em conjunto.

 

 

Escolham um filme favorito do seu portfolio e contem-nos porquê:

Sinceramente, não conseguimos escolher um vídeo favorito. Ao longo deste nosso percurso, percebemos que cada vídeo tem o seu próprio valor. Cada vez que olhamos para o nosso portefólio percebemos que todos os vídeos são diferentes, não só no estilo musical, como nos lugares ou na energia do casamento e isto faz com que seja impossível escolher apenas um.

 

 

Os contactos detalhados da Sublime Films estão na sua ficha de fornecedor. Espreitem a galeria, feita de belas imagens, e contactem a Marta e o Rui directamente através do formulário: é só preencher com os vossos dados e mensagem, e na volta do correio, terão uma resposta simpática.

 

Acompanhem estas nossas conversas longas com fornecedores seleccionados Simplesmente Branco, sempre à quarta-feira!

 

Susana Pinto

À conversa com: Quinta da Quintã – espaço para casamentos

Hoje conversamos com a Joana Coelho, da Quinta da Quintã – espaço para casamentos.

E que bela conversa esta, como vão descobrir.

Conheci a Joana quando visitei uma das edições do seu Wedding Weekend, há uns anos largos. Fiquei impressionada com tudo o que vi – o investimento real, palpável, da apresentação da Quinta da Quintã aos seus potenciais clientes (flores frescas e bonitas, estacionário variado e completo, cocktail gostoso e acabado de confeccionar, bolos dos noivos para ver e para provar), o gosto nos detalhes, a qualidade e atenção do e no serviço.

Mantive o contacto e o namoro, e fiquei muito feliz quando decidiram juntar-se ao Simplesmente Branco. Porque prestam um serviço de excelência e têm um trabalho óptimo, e porque olhamos para muitas coisas (as fundamentais), da mesma forma.

No último ano temos conversado bastante sobre isto de trabalhar no mercado de casamentos, sobretudo nos dias de hoje, e vamos partilhando as nossas reflexões. Ler, com detalhe, sobre o caminho que percorreram, as escolhas que fazem e o que os move e entusiasma, é abrir a porta de uma casa de sonhos, a Quinta da Quintã, e uma bela lição de profissionalismo.

 

Sabermos ler bem o nosso cliente, estabelecermos com ele esta relação de grande empatia e confiança, e, até, sabermos antecipar as limitações com que nos vamos deparar no futuro para conseguirmos concretizar esta ou aquela visão que ele nos traga, são valências essenciais no nosso trabalho. Conseguirmos manter-nos à tona, com a frescura e o tempo que a relação com cada cliente exige, em tempos em que os eventos se sucedem rapidamente, são desafios diários que procuramos vencer com uma organização e uma cadência de comunicação eficientes.

 

Vem de uma área criativa e está à frente deste projecto ambicioso e de imensa qualidade que é a Quinta da Quintã. O que a trouxe até aqui?

A Quinta da Quintã é uma quinta que está na minha família há muitos anos. A quinta original foi totalmente restaurada e ampliada para acolher a realização de eventos, projeto encabeçado pela minha mãe durante os primeiros anos. A dada altura eu e o João, que vimos ambos de áreas criativas, fomos desafiados pelos meus pais a integrar a equipa, a trazermos eventualmente uma abordagem refrescante a um projeto grande, num mercado imenso e cada vez mais exigente. Na altura tínhamos um atelier de design e outros projetos paralelos, também relacionados com as nossas áreas de estudo – eu tenho formação em design nas Belas Artes e o João em marketing e publicidade – e admito que foi uma decisão difícil, a de darmos este mergulho numa área que nos era um pouco estranha, o mercado dos eventos, e mais propriamente dos casamentos (na verdade, apesar de estarmos juntos há muitos anos, nem sequer éramos casados na altura). Mas o convite soou-nos a desafio, a mergulharmos juntos numa aventura nova – quase sempre trabalhámos juntos, curiosamente -, numa plataforma onde poderíamos aprender coisas, aplicar conhecimentos, dar asas à criatividade e trabalhar com amor, o Amor. Aqui podemos ser tantas coisas, podemos desenhar, esculpir, ilustrar, criar, conhecer pessoas, inspirar, concretizar visões e sonhos, sempre no plano do Amor. E assim foi: viemos já há 11 anos e foi-nos impossível não ficar.

 

 

 

 

A imagem de marca da Quinta da Quintã é, na minha opinião, um estilo moderno, elegante, muito romântico e versátil. Concorda com esta definição?

É muito interessante ouvir esta definição, vinda de alguém que respeitamos muito. A questão da definição de um estilo e de uma visão que oriente o nosso percurso é uma discussão muito interessante e que sempre me preocupou, quer no meu trabalho enquanto designer, quer no meu trabalho de organização e styling de eventos. Eu e o João conversamos bastante sobre esta dualidade que sentimos na decisão de manter um estilo definido ou de ir ao encontro das pretensões do cliente neste trabalho que, além de ter uma forte componente criativa, serve o propósito de uma outra pessoa que não o próprio criativo. É um facto que trabalhamos e criamos para alguém. Mas também é facto que em primeira instância trabalhamos para nós, construímos o nosso percurso, e temos de ser fiéis ao nosso estilo, à nossa verdade. Só assim conseguimos distinguir-nos como “marca”, afirmamos a nossa identidade num mercado tão saturado e nos oferecemos como uma alternativa para quem procura algo especial. Dito isto, creio que os conceitos de elegância, romantismo e versatilidade definem muito bem o que procuramos oferecer em todos os eventos que criamos. São conceitos base, e de natureza abrangentes, sobre os quais assentamos e concretizamos a visão de quem nos procura, obtendo neste diálogo resultados muitas vezes surpreendentes.

 

Esta assinatura faz parte do ADN do espaço, ou é algo que escolheram como tendência e tema para este ano? Porquê?

Creio que já faz parte da natureza do espaço, que se impõe muitas vezes como a base de construção do próprio evento, mas sem esquecer que o espaço também tem, ele próprio, vindo a evoluir, resultado da nossa leitura das tendências e da nossa própria evolução. Conhecemos instrinsecamente o que temos e sabemos o que não temos ou o que não queremos ter – não temos um celeiro em Inglaterra, nem uma esplanada na praia, pelo que não temos o objetivo irreal de oferecer todas as propostas, mesmo que estas surjam como tendências. Queremos que o nosso espaço surja como uma bela tela sobre a qual o cliente consiga projetar a sua visão e que, a par do espaço, o cliente encontre em nós os parceiros ideais e a inspiração para levá-la ainda mais além.

 

As tendências da estação… são um assunto de trabalho ou apenas fait-divers?

As tendências são, sem dúvida, um assunto de trabalho. Cada vez mais, e ainda bem, eu diria. A área dos casamentos tem vindo a evoluir vertiginosamente ao longo dos últimos anos e muito por responsabilidade da democratização e crescente acesso à informação e às ditas tendências. Hoje estamos a um “clique” do que se faz hoje do outro lado do mundo. Estamos dentro das salas mais requintadas, assistimos aos eventos mais intimistas, aos mais glamorosos, e aos mais radicais. Isto ensina-nos coisas, faz-nos pensar nelas, abrir o nosso leque de possibilidades e, em última instância, refinar a nossa própria visão. Isto dá-nos muito mais trabalho, mas um trabalho mais interessante, mais desafiante. Abre-nos mesmo a possibilidade de sermos, nós próprios, definidores das tendências. Nós e o que projetamos do nosso trabalho, fruto da relação e do diálogo com os noivos. Naqueles momentos mágicos em que se alinham perfeitamente os gostos e as vontades, a nossa verdade, a visão e a capacidade de execução, alguma liberdade e em que todos os elementos se conjugam num resultado capaz até de nos surpreender, a nós, os intervenientes desta criação, surge algo incrível e digno de ser considerado como definidor de tendência, e está ao nosso alcance ocupar esse espaço.

 

 

 

 

Ter o controle das decisões é importante? Tem uma perspectiva perfeccionista e específica sobre o resultado e a forma como quer que o seu espaço e trabalho sejam mostrados e vividos, ou é o prazer discutir ideias, de criar e acompanhar o processo, que lhe interessa mais na relação com cada projecto, cada cliente?

Tenho alguma dificuldade em dar uma resposta simples a esta pergunta. Se por um lado, a Quinta da Quintã sempre se posicionou no mercado como um espaço em que o convite feito aos noivos é o de personalizarem – definirem como querem que seja a relação e o percurso connosco, escolherem as equipas com que querem trabalhar, terem um voto sobre a maioria dos aspectos do nosso trabalho, desenharem connosco o seu dia à sua imagem – e que surge ele próprio como o resultado de um diálogo constante entre mim e o João, e entre nós e os outros, tenho uma tendência perfeccionista e de controlo e sinto, admito, dificuldade em assumir as cedências a que esta flexibilidade que oferecemos nos obriga por vezes. É certo que nem sempre nos identificamos com esta ou aquela escolha dos noivos, mas acredito que nos cabe a nós dirigir esta relação de forma a encontrar o equilíbrio entre os dois universos, sempre que eles se desencontram. É aqui que reside o maior desafio do nosso trabalho e é neste equilíbrio que nos conseguimos afirmar como uma alternativa distintiva, na qual a relação com o cliente é primordial.

Não posso, porém, deixar de admitir que uma das nossas vontades neste momento é dirigir o projeto Quinta da Quintã para uma posição em que alcancemos o melhor dos dois mundos: chegar cada vez mais aos clientes com que mais nos identificamos, aqueles que partilham a nossa visão, o gosto e o estilo que temos traçados para o futuro da Quinta da Quintã e com eles viver esta experiência de discutir, crescer e aprender ainda mais sobre o que queremos para este projeto. Fazer cada vez menos cedências, estreitar cada vez mais as escolhas, obter resultados cada vez mais diferenciadores e uma identidade cada vez mais coesa.

 

Onde busca inspiração para cada nova temporada de trabalho?

Sempre fui uma pessoa muito distraída dos detalhes do que me rodeia mas ao longo do tempo fui-me forçando a prestar-lhes mais atenção. Pode parecer uma afirmação idílica ou cliché mas a natureza é uma grande fonte de inspiração, se soubermos como olhar. Os quadros naturais oferecem-nos imagens incríveis, ao nível da combinação de cores e da composição, por exemplo. Muito do que se faz e do que está na moda não são mais do que reinterpretações interessantes do que nos rodeia, aplicadas a diferentes contextos e em diferentes locais. Além disso devoro imagens, novas propostas, o que se faz bem, lá fora e cá dentro, – o Simplesmente Branco é um excelente exemplo disso – quer no âmbito dos casamentos, quer noutras áreas artísticas. Inspiro-me no trabalho dos meus amigos, no design, na moda, na arquitetura, na modelação de espaços. Inspiro-me nos clássicos, que correm sempre bem e que perduram no tempo. Inpiro-me nas minhas conversas com o João. E por último, e não menos importante, inspiro-me nos meus noivos, no que me trazem de novo, nas suas ideias mais pessoais. Gosto de percorrer lojas, de procurar novidades e de encontrar soluções para materializar essas ideias.

 

E nos momentos de fadiga criativa, como refresca a mente e o olhar?

Não é fácil desligar-me do trabalho, já que quase tudo à minha volta parece estar ligado a este mundo dos casamentos. Trabalho com o meu marido, o João, com a Tânia – minha cunhada e melhor amiga -, com a minha irmã Diana. A minha outra irmã, Ana, e o meu cunhado Zé, têm um projeto de vídeo também ligado à mesma área. O espaço tem ligações inegáveis à família. A própria equipa QQ já vem, quase na íntegra, dos primeiros tempos do projeto, pelo que é quase uma segunda família. Mantenho relações de amizade com muitos dos meus clientes. Mas é muito importante para mim conseguir por vezes desligar esta ficha. Viver a minha filha. Viver o meu marido. Viver os meus amigos. Conviver, sair, conhecer sítios novos, ter experiências diferentes, envolver-me em projetos noutras áreas, com outras pessoas, continuar o trabalho como designer gráfica, desenhar. No fundo parar, fazer coisas que nada (e tudo) tenham a ver com este universo, ajuda-me a voltar mais leve, com uma ideia mais clara do que pretendo fazer aqui, e a regressar sempre a esse caminho das intenções, do qual às vezes nos desviamos por força da intensidade do trabalho. Mesmo no que respeita à Quinta enquanto espaço físico, optamos por parar todos os anos durante uns meses de forma conseguirmos um distanciamento que nos permita lançar um olhar crítico e limpo sobre o espaço e a imagem. Paramos, pensamos e agimos em conformidade com o que pretendemos obter no espaço, isto sob a forma de pequenas (ou grandes) remodelações e alterações. Este sistema permite-nos assegurar uma evolução constante e refrescar a nossa própria experiência, que é por vezes demasiado intensa.

 

 

 

 

Como é o seu processo de trabalho, como cria uma ligação aos seus clientes?

Quem conhece a forma de trabalharmos, sabe que uma das componentes mais importantes e substanciais da nossa afirmação como equipa, é a relação que desenvolvemos com os noivos. Isto vale desde a primeira abordagem, feita pelo João, que recebe tão bem todos os clientes e potenciais clientes, e que acaba por ser o nosso rosto, a primeira impressão que a Quinta da Quintã deixa em quem nos procura; passa pelo acompanhamento dos noivos, organização e styling do evento, a meu cargo e da Tânia Almeida, pelos elementos que integram as nossas equipas de apoio comercial, manutenção, decoração e cozinha – tão importante -, e culmina na relação que os nossos colaboradores de sala estabelecem com noivos e convidados no dia do evento. Somos um espaço absolutamente aberto a todas as pessoas e procuramos desenvolver uma relação próxima com quem nos procura para realizar um dia tão importante na sua vida, e que acaba por acontecer de forma muito natural. Compreendo quem opte por manter a ligação com o cliente numa esfera mais profissional, mas nós não somos assim. Nós queremos sentir-nos próximos. Esta é uma área de atividade muito intensa e exigente, quer física, quer emocionalmente, em que o nível de drama é sempre muito elevado. Em boa verdade, estamos sempre a trabalhar para o dia mais importante da vida de alguém e essa carga é incontornável. Um relacionamento de proximidade atenua esta dimensão, anula eventuais barreiras e traz uma excelente energia ao trabalho. Sabermos ler bem o nosso cliente, estabelecermos com ele esta relação de grande empatia e confiança, e, até, sabermos antecipar as limitações com que nos vamos deparar no futuro para conseguirmos concretizar esta ou aquela visão que ele nos traga, são valências essenciais no nosso trabalho. Conseguirmos manter-nos à tona, com a frescura e o tempo que a relação com cada cliente exige, em tempos em que os eventos se sucedem rapidamente, são desafios diários que procuramos vencer com uma organização e uma cadência de comunicação eficientes. No final de contas, podemos orgulhar-nos de dizer que já fizemos muitos e bons amigos junto dos nossos noivos, e creio que esta afirmação será mútua.

 

Qual é a melhor parte de decorar um casamento? E o mais desafiante e difícil?

Para mim é o processo de pegar num fio que nos é dado pelos clientes e desenrolá-lo com mestria até onde conseguirmos, com vista a um resultado surpreendente. É juntarmos um conjunto de ideias e elementos e construirmos algo coeso, bonito, uma imagem, um ambiente, a base para uma festa de sonho. É a reação dos noivos quando chegam e vêem o nosso trabalho. É o telefonema que recebemos no dia seguinte. É a nostalgia boa que fica. E é percebermos que o nosso trabalho toca a vida de muitas pessoas de uma forma boa, bela. Que ajudamos a criar dias únicos, irrepetíveis, marcados por muita cumplicidade e amor. O mais difícil é contornar as limitações que o mundo real impõe, conseguir o equilíbrio entre o que é instagrammable e o casamento real, com um serviço real e muito sério, com convidados reais e um mundo de detalhes e esforços que têm de fluir e funcionar.

 

Qual foi o casamento em que mais gostou de trabalhar? Porquê?

Acho que é impossível destacar um só casamento. Ao longo destes anos houve muitos e maravilhosos eventos que me marcaram pelas mais variadas razões. Ou pelos noivos que conhecemos por aqui – temo-nos cruzado com pessoas verdadeiramente surpreendentes ao longo do nosso percurso na QQ – ou pelos que já conhecíamos – tivemos o privilégio de participar no casamento de grandes amigos e de alguns familiares queridos – ou por ter sido um evento difícil, com um nível de exigência mais desgastante, e que correu tão bem, ou por ter sido um projeto desafiante, em que conseguimos fazer algo realmente diferente, genuíno, marcante na nossa história.

 

 

 

 

Escolha uma imagem favorita do seu portfolio e conte-nos porquê:

A ter de escolher uma imagem, escolho esta fotografia do João Almeida, porque é bonita e homenageia de forma singela alguém muito especial, de quem nos lembramos sempre. Este foi um dia feliz.

 

Quinta da Quintã - espaço para casamentos

 

Os contactos detalhados da Quinta da Quintã estão na sua ficha de fornecedor. Espreitem a galeria, feita de belas imagens, e contactem o João Carvalho de Almeida directamente através do formulário: é só preencher com os vossos dados e mensagem, e na volta do correio, terão uma resposta simpática.

 

Acompanhem estas nossas conversas longas com fornecedores seleccionados Simplesmente Branco, sempre à quarta-feira!

 

Susana Pinto

À conversa com: Foto de Sonho – fotografia de casamento

Hoje conversamos com o Hélio Cristovão e Marco Santos Marques, a dupla que assina como Foto de Sonho – fotografia de casamento.

É uma conversa longa e muito sumarenta, feita de reflexões ponderadas sobre a fotografia de casamento, a vida e o profissionalismo que tudo isto exige.

Razão e coração, a duas cabeças e quatro mãos, para um belo resultado final: as vossas fotografias de casamento.

Sabes aquele momento… a irmã da noiva agarra-a com força a felicitá-la, ou os noivos trocam votos nos olhos de cada um, ou a avó, que criou a menina que hoje é noiva, entra no quarto e basta um olhar. Esses são os momentos em que te sentes ‘na zona’, e é aí que queres estar. E tens a câmara em punho. Tens aquele pseudo-poder de eternizar algo belo, algo único, algo que te vai fazer estremecer o coração, essa cápsula do tempo. Um momento que não foi ensaiado, é real, é emotivo.

Contem-nos um pouco da vossa viagem profissional até aqui, à fotografia de casamento.

A fotografia não foi a primeira profissão, no caso de ambos. O Marco, músico, guitarrista e comercial de pianos, o Hélio, topógrafo entre Lisboa e o Alentejo. No entanto, a fotografia era uma paixão que nos definia, e, cada vez mais, tomava conta das nossas vidas… Foi em 2007 que nos conhecemos, num workshop mítico da Primeira Luz (ex-Fotonature), sobre fotografia de paisagem natural. Na altura procurávamos a linguagem mais artística nesse estilo, que foi a nossa génese, a nossa escola, com muita aprendizagem auto-didacta e várias formações, mas essencialmente um desejo criativo, uma obsessão.
A fotografia de casamento surge a convite de alguns colegas, amigos, com os quais começámos a experienciar esse território incauto. Penso que será um percurso típico; eu sei, não é o caminho mais “romântico”, mas o que conta foi esse feeling que despontou em nós: um admirável mundo novo.
A vida deu uma volta e chegou o dia em que decidimos viver da fotografia. Nasceu a marca Foto de Sonho, em 2012. A meio de 2014, o Marco passou a dedicar-se a tempo inteiro ao projecto, que foi ganhando os contornos que tem hoje. Os anos de experiência, amadurecimento de ideias e procura de um estilo, fazem-nos acreditar neste projecto: é a nossa vida, a profissão que vamos construindo, uma aventura.

 

Há quanto tempo fotografam? E porquê casamentos?

Fotografamos há cerca de quinze anos. Dedicamo-nos à fotografia de casamento há sete.
Sabes aquele momento… a irmã da noiva agarra-a com força a felicitá-la, ou os noivos trocam votos nos olhos de cada um, ou a avó, que criou a menina que hoje é noiva, entra no quarto e basta um olhar. Esses são os momentos em que te sentes ‘na zona’, e é aí que queres estar. E tens a câmera em punho. Tens aquele pseudo-poder de eternizar algo belo, algo único, algo que te vai fazer estremecer o coração, essa cápsula do tempo. Um momento que não foi ensaiado, é real, é emotivo.
A nosso ver, a fotografia de casamento não é só feita de rosas, é muito duro e desafiante, mas é um desafio único para registar histórias impactantes. A criação da história é algo que vivemos com muita paixão.

 

O vosso trabalho é feito a duas mãos. Como o definem e como construíram essa assinatura?

Definimo-lo como um equilíbrio entre fotografia espontânea, fotojornalismo, e doses de direção criativa, na procura de um retrato artístico.
Queremos contar uma história emocionante. Durante grande parte do dia estamos em modo ‘fotojornalismo’, a reagir ao desenrolar dos acontecimentos. Isso permite-nos uma reportagem honesta, directa, e captar momentos autênticos. Depois vivemos num limbo. Em parte do dia, especialmente na sessão com os noivos, gostamos de juntar alguma dose de direcção criativa, ao sugerir a melhor luz, local, e criar um ambiente mais controlado, longe do caos da vida real. Isso permite-nos trabalhar composições cuidadas, com poses naturais e românticas, que invoquem uma contemplação do momento.

A assinatura é fruto de trabalharmos em equipa para ao produto final, as ideias, a história; mas também entender que há o espaço para o autor individual. Temos sim, visões e interpretações diferentes, e diria que se complementam, o que só enriquece o sumo do nosso trabalho.

 

 

Achas que os detalhes que escolhes fotografar e como o fazes, a narrativa que constróis, é diferente das escolhas que o Marco faz, quando estão em acção? Como convergem?

Por muitas influências e gostos em comum que tenhamos, naturalmente que somos pessoas diferentes, cada autor terá a sua interpretação; isto, na nossa opinião, favorece a diversidade do trabalho. No entanto, por trabalharmos juntos há tantos anos, estamos imbuídos de um espírito criativo comum, sabemos o caminho da nossa narrativa, o que gostamos e o que não gostamos. O fio condutor será sempre a discussão do bom gosto, e o que melhor enaltece o motivo e cada momento!
Um problema de muitos artistas são os egos. Há que ser humilde, há muito tempo que nos separámos dessa individualidade e somos os críticos um do outro; isso permitiu-nos uma habituação aos estilos de cada um, e convergir para o estilo da marca.
Esta convergência também vem de um lugar mais antigo, vem das nossas próprias raízes. De trabalhar com luz natural, luz dourada, influências gémeas. Esta linguagem está na origem de tudo, e no nosso entendimento, que é quase telepático por vezes. E, além disso, antes de entregar o nosso produto, temos um procedimento de “crivo final” (sim, nós temos nomes para estas coisas), onde verificamos uma por uma, cada imagem, passando um último filtro e selecção na narrativa que constrói essa história.

 

Nestes tempos globais, em que as imagens circulam a uma velocidade vertiginosa e todos temos acesso a tudo, a qualquer hora, onde vão buscar inspiração?

É um aspecto pertinente este, quem nós somos e se nos preocupamos verdadeiramente com essa velocidade vertiginosa de consumo, que é um facto. Se simplesmente tentamos fazer “a nossa cena”… O que acaba por ser contraditório, pois o standard do fotógrafo deve ser criar: imagens intemporais (que grande responsabilidade esta) num tempo em que muito se consome num piscar de olhos, modo instantâneo, muito é efémero.

A inspiração tanto pode vir de um dia de luz difusa e céu dramático de nuvens sobre a serra, como de um sol brilhante, da última luz dourada do fim da tarde. A paisagem natural, e ainda alguma fotografia que aqui exercemos é uma fonte rica, que nos traz ideias e refresca o espírito.

Quanto ao consumo vertiginoso, o tempo é o melhor filtro, e, honestamente, dez anos passados de experiência de redes sociais… we´ve had enough. Atualmente não nos focamos tanto nas coisas da internet e social media. Seguimos alguns autores, fotógrafos que admiramos, um punhado de blogs.

Somos feitos da papinha que nos alimenta. E o que mais nos têm inspirado e influenciado nos últimos tempos é a arte clássica, pintura, a música que devoramos e a leitura. A arte cria um campo imaginário que trazemos para a realidade. Na pintura, o Marco tem andado particularmente inspirado pela obra de Caravaggio, Velasquez e Monet, o seu leque predilecto; no meu caso, ando inspirado pelo universo da literatura de José Luís Peixoto e Fernando Ribeiro (Moonspell), e na música, com ambientes metálicos e mais pesados, sobre os quais escrevo e também fotografo.

 

Quando precisam de fazer reset, para onde olham, o que fazem?

Viajar é um espetacular remédio. Nada que um tempo de qualidade em família, o nosso refúgio, não supere! Ter aquele tempo maior, que podes passar juntos dos filhos, aquele tempo que é liberdade. Esse é um reset feito em condições.
Temos um certo refúgio ainda na fotografia de paisagem natural, que exercemos a título próprio, e permite mudar algumas frequências na “vida normal”, e depois, temos os mini-resets do dia-a-dia, o Hélio pratica bicicleta de montanha nos trilhos da serra de Sintra, e frequenta concertos de heavy metal, o Marco vai para o ginásio e gosta de conhecer museus.

 

 

 

 

De Lisboa para o mundo, ou Portugal de lés a lés: fotografar casamentos estrangeiros é diferente de fotografar casamentos nacionais?

Sim. Nos casamentos nacionais podemos afirmar que há um sentimento de proximidade com a nossa cultura, a alma portuguesa, a tradição. Falamos a nossa língua e há um carácter familiar, sentimos essa ligação. Mas não podemos generalizar, pois de certo modo, todos os casamentos são realmente diferentes.
Ao fotografar casamentos estrangeiros, acontece por vezes conhecermos pessoalmente os casais no próprio dia ou de véspera, e por tal partimos para um total registo freestyle, o que é um desafio não menos interessante.
Mas há muitos aspetos de diferença em casamentos internacionais, variando consoante as culturas, enquanto um casamento indiano terá todos os rituais de uma cerimónia hindu, um casamento nigeriano apropria-se dos rituais étnicos, que são sempre histórias muito próprias.
De um modo geral, sentimos que nos casamentos estrangeiros, especialmente os destination weddings, as pessoas estão num registo altamente descontraído, a aproveitando a viagem, é toda uma experiência, e é espectacular absorver isso e captá-lo no casamento.

 

Qual é o vosso processo de trabalho, como acontece a ligação ao cliente?

Gostamos de dar o melhor, como um mandamento essencial que rege o nosso trabalho. Essa ligação com o cliente é, para nós, e para o trabalho que gostamos de criar, um factor maior, pois a fotografia de casamento será sempre algo de autor, algo muito pessoal.

É muito importante desde o primeiro contacto, haver uma conversa telefónica com o cliente. No caso dos casais que estão no estrangeiro, tentamos sempre agendar algo. Acreditamos que essa conversa poderá ser o início dessa ligação, quando ela existe, se tiver de existir. Futuramente uma reunião presencial, será mesmo o melhor. Gostamos de estar com as pessoas, é aí que a ligação acontece.

 

Casamentos grandes ou pequeninos, nacionais ou estrangeiros, cerimónias emotivas, festas de arromba – qual é o tipo de festa que mais gostam de registar?

Seja uma festa com 300 convidados ou 30, num palácio ou num pátio da cidade, diria que que o tipo de casamento que mais gostamos de registar é mesmo aquele em que temos uma excelente empatia com os noivos, e quando testemunhamos que estão a viver um dia pleno de emoções. Uma boa história pode acontecer em qualquer sítio.

 

Foto de Sonho - fotografia de casamento

 

Foto de Sonho - fotografia de casamento

 

Foto de Sonho - fotografia de casamento

 

Qual é a melhor parte de fotografar casamentos? E o mais desafiante e difícil?

Quando saímos porta fora rumo ao dia, criamos expectativas. Acredito que seja como um artista antes de subir ao palco e começar a actuar. Iniciando o trabalho, isso passa. Partir desta expectativa e ver a história a ganhar forma é muito gratificante. Pelo meio, partilhamos momentos especiais com os noivos e famílias. E isso é um privilégio, tendo feito de nós pessoas melhores. Cada momento tem o seu próprio carisma ao longo do dia.
As melhores partes: os preparativos da noiva – um momento realmente místico – as felicitações após a cerimónia, as demonstrações de afecto. Nós somos atraídos por esses momentos. Depois, a sessão fotográfica com os noivos pode ser um acontecimento mágico.

O mais desafiante e difícil, diria o esforço físico e mental que esta profissão implica. Chegamos a fotografar casamentos de 20 horas, e a concentração e acabeça fresca implica muita resiliência e uma entrega apaixonante. Sobretudo quando temos outro trabalho no dia seguinte.

 

Escolham uma imagem favorita do vosso portfolio e contem-nos porquê:

 

 

Foto de Sonho - fotografia de casamento

Marco: escolher uma fotografia favorita do nosso trabalho, não é fácil. Mas por tudo que representa, escolhi esta fotografia do casamento da Ester e Nelson. Há muito tempo que perseguia uma fotografia que representasse o quão espetacular é fotografar um casamento. Por mais diverso e desafiante que seja o dia, procuramos, no dia de casamento, ser fiéis aos momentos e aquela fotografia que resume o que os noivos são enquanto casal.
Por isso, enviamos um questionário para os noivos, com perguntas detalhadas sobre a história deles, as suas relações familiares e amigos. Também tentamos estar com eles o maior número de vezes possível antes do dia do casamento.
Percebemos que são fatores muito importantes para conseguirmos um trabalho único, original e de um dia de absoluta confiança, sem quaisquer preocupações.
Com a Ester e Nelson tivemos essa felicidade, tínhamos conhecimento de como eles eram, a sua família os seus amigos e como tudo se iria passar no grande dia.
Esta fotografia resume isso tudo, a alegria e entusiasmo representados pela expressão de ambos ao ver e partilhar o momento com os convidados. Culminado com o fogo em forma de coração, como se fosse o pedido deles.
Ficamos muito felizes por eles e por nós.

 

Foto de Sonho - fotografia de casamento

 

Hélio: citando o mestre Joe Buissink, não há fotografias perfeitas, apenas momentos perfeitos. Escolhi esta fotografia, não porque tem um cenário grandioso, não porque poderia ser tecnicamente perfeita ou a luz seria tão brutal e espectacular, mas porque este momento ficará para sempre na minha memória. Não vale a pena inventar: a vida não ficará melhor que isto. O amor de uma irmã que agarra a noiva num momento autêntico e genuíno como nunca seria possível encenar. A cerimónia e trocas de votos ficou uns minutos para trás, e no calor do momento, esta fotografia representa a emoção e autenticidade com que procuramos contar a história.

 

 

Os contactos detalhados da dupla Foto de Sonho estão na sua ficha de fornecedor. Espreitem a galeria, feita de belas imagens, e contactem o Hélio Cristovão directamente através do formulário: é só preencher com os vossos dados e mensagem, e na volta do correio, terão uma resposta simpática.

 

Acompanhem estas nossas conversas longas com fornecedores seleccionados Simplesmente Branco, sempre à quarta-feira!