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Susana Pinto

À conversa com: Arte Magna – fotografia de casamento

Arte Magna, fotógrafos de casamento são os nossos companheiros de conversa de hoje.

Apresento-vos a Teresa e o Dado, dois sotaques de língua portuguesa, de Joane, Vila Nova de Famalicão, para Portugal de lés a lés.

Sentem-se connosco, fiquem a conhecê-los melhor e prestem atenção demorada ao seu trabalho: é assim bonito!

 

Não temos nenhuma fórmula, somos apenas genuínos e queremos que os nossos clientes se sintam seguros e relaxados. Gostamos de ser organizados e de ir mantendo contacto até e depois do casamento. No fundo, o que procuramos criar é uma relação de confiança.

 

Contem-nos um pouco da vossa viagem profissional até aqui, à fotografia de casamento.

Teresa: eu posso dizer que a minha viagem sempre esteve na mesma rota. Comecei de mão dada com o meu pai, mais tarde estudei no IPF Porto e hoje, junto com o Dado, temos a nossa Arte Magna.

A história do Dado é bem mais longa, mas por mais empregos que tivesse todos foram sempre relacionados com fotografia: laboratórios, edição de imagem, fotógrafo de festas infantis, até chegar aos casamentos.

 

Há quanto tempo fotografam? E porquê casamentos?

Dado: juntos, fotografamos desde 2014. Porquê casamentos? Acho que esta é a resposta mais fácil que podemos dar: o pai da Teresa sempre foi um apaixonado pelo que fazia (também ele fotógrafo de casamentos e fundador da Arte Magna há 40 anos) e ele era tão feliz no que fazia que contagiou a Teresa e ela, anos mais tarde, contagiou-me a mim.

 

O vosso trabalho é feito a duas mãos. Como o definem e como construíram essa assinatura?

Dado: acho que tudo surgiu de uma forma natural. Temos olhares e experiências de vida diferentes e achamos que isso é o que influencia e caracteriza o nosso trabalho e formas de fotografar. Procuramos fotografias que tenham alma para contar histórias que serão as memórias de uma família.

 

Achas que o ponto de vista feminino, os detalhes que escolhes fotografar e como o fazes, a narrativa que constróis, é diferente das escolhas que o Dado faz, do seu ponto de vista masculino? Como convergem?

Teresa: sim, mas acho que vai além da questão de género. Como o Dado disse, temos olhares diferentes e as nossas experiências de vida fazem com que sejamos únicos. Estas diferenças é que enriquecem o nosso trabalho e por isso é que consideramos vantajoso ter dois olhares diferentes, mas cúmplices, num casamento.

 

Arte Magna - fotografia de casamento

 

Arte Magna - fotografia de casamento

 

Arte Magna - fotografia de casamento

 

Nestes tempos globais, em que as imagens circulam a uma velocidade vertiginosa e todos temos acesso a tudo, a qualquer hora, onde vão buscar inspiração?

Teresa: inicialmente devorávamos muito o trabalho de outros colegas fotógrafos de casamento, mas com o tempo, tanto eu como o Dado temos procurado encontrar inspiração nos filmes que vemos e livros que lemos, mas sobretudo nas pessoas que fotografamos. Queremos um olhar e uma mente limpa.

 

Quando precisam de fazer reset, para onde olham, o que fazem?

Dado: viajar, ver um filme projectado na parede do nosso sotão e estar com as nossas pessoas. Gostamos de momentos simples, mas que nos renovem.

 

Do Norte para o mundo, ou Portugal de lés a lés: fotografar casamentos estrangeiros é diferente de fotografar casamentos nacionais?

Dado: fotografar fora é sempre um prazer, mas também gostamos de explorar o nosso país. Adoramos sair dos “nossos lugares” e é isso o que nos fascina. Mesmo a fotografar dentro de Portugal, basta mudar de região e já vemos tradições diferentes tal como quando saímos do país. E agora, com Portugal na moda e cada vez mais estrangeiros a casar por cá, será que podemos considerar isto como um dois em um?

 

Qual é o vosso processo de trabalho, como acontece a ligação ao cliente?

Teresa: não temos nenhuma fórmula, somos apenas genuínos e queremos que os nossos clientes se sintam seguros e relaxados. Gostamos de ser organizados e de ir mantendo contacto até e depois do casamento. No fundo, o que procuramos criar é uma relação de confiança.

 

Arte Magna - fotografia de casamento

 

Arte Magna - fotografia de casamento

 

Arte Magna - fotografia de casamento

 

Casamentos grandes ou pequeninos, nacionais ou estrangeiros, cerimónias emotivas, festas de arromba – qual é o tipo de festa que mais gostam de registar?

Dado: nos casamentos mais pequenos e inimistas acabamos por conseguir criar uma ligação especial não só com os noivos, mas também com os convidados. Sentimo-nos todos mais próximos uns dos outros e isso faz com que as pessoas se sintam mais soltas na nossa presença. No final, damos valor à emoção e muita diversão na pista sejam 20 ou 180 convidados.

 

Qual é a melhor parte de fotografar casamentos? E o mais desafiante e difícil?

Teresa: somos uns privilegiados, pois temos a oportunidade de contar uma bonita história, conhecer novos lugares e fazer o que mais gostamos. Durante o dia do casamento estamos numa posição privilegiada a ver como se olham quando se vêem pela primeira vez como noiva e noivo, sentimos a alegria na pista de dança, a emoção ao ouvirem as palavras carinhosas dos amigos e familiares.

Desafiante: estar sempre alerta por mais simples que o momento possa ser. Difícil: eu como chorona que sou, confesso que é segurar as lágrimas. Na entrega de cada trabalho, sentimos a honra de estar a criar memórias para as gerações futuras.

 

Escolham uma imagem favorita do vosso portfolio e contem-nos porquê:

fotografia de casamento Arte Magna

 

Teresa: a escolha foi a mesma! Esta fotografia da Alice e do João, pode não ser a mais perfeita nem com o melhor enquadramento, mas é umas das fotografias que mais nos fez e faz rir sempre que recordamos o momento. Quando estávamos a fotografar eu, Teresa, ia a andar de costas cheia de confiança e bati com a cabeça numa ávore. O Dado apanhou o momento em que eles se riram! Tivemos que parar uns momentos para recuperarmos todos: eu da dor e eles do ataque de riso. Doeu, mas valeu a pena! Se for preciso voltarei a bater com a cabeça com a segurança de que o Dado fará uma grande fotografia.

 

Os contactos detalhados da Arte Magna estão na sua ficha de fornecedor. Espreitem a galeria, feita de belas imagens, e contactem a Teresa e o Dado directamente através do formulário: é só preencher com os vossos dados e mensagem, e na volta do correio, terão uma resposta simpática.

 

Acompanhem estas nossas conversas longas com fornecedores seleccionados Simplesmente Branco, sempre à quarta-feira!

 

Susana Pinto

À conversa com: Lourenço Wedding Photography – fotografia de casamento

A conversa desta semana é com o João Lourenço, fotógrafo de casamento, que assina como Lourenço Wedding Photography.

A primeira foto que acompanha este texto, é a minha favorita: é luminosa e imensamente feliz, porque estes noivos estavam imensamente felizes. É a fracção de segundo certa onde está fixado, para sempre, o amor palpável e contagiante deste casal. É esse o papel e a importância das fotografias e o que faz delas um assunto tão mágico.

Fiquem a conhecer melhor o trabalho do João Lourenço e, se gostarem, sentem-se também a conversar com ele. Vale sempre a pena!

 

Gosto de descrever a minha forma de trabalho como “emotional storytelling”. Penso que o casamento são as emoções, é definido por elas e, em última análise, são as emoções que dão sentido ao casamento. Como tal, o meu objectivo é contar a história do dia com base na captura dessas emoções e reacções.

 

Lourenço Wedding Photography - fotografia de casamento

 

Lourenço Wedding Photography - fotografia de casamento

 

Lourenço Wedding Photography - fotografia de casamento

 

Conte-nos um pouco da sua viagem profissional até aqui, à fotografia de casamento.

Sempre fui um criativo, desde muito pequeno. Depois do desenho, a fotografia apareceu naturalmente e fiquei fascinado com as potencialidades. Na Universidade tirei engenharia, que me permitiu viajar por esse Mundo fora em lazer e trabalho. A determinada altura decidi comprar equipamento profissional para obter melhores resultados e comecei a dedicar-me à fotografia social e de viagem. Foi nessa altura que se deu o click de que podia fazer carreira na fotografia. Durante 2 anos tentei conciliar a fotografia e a engenharia até que tive que escolher uma área – a fotografia foi uma opção emocional e que nunca me arrependi de tomar. Hoje sinto que a fotografia me salvou de uma vida de escritório cinzenta e entediante!

 

Há quanto tempo fotografa? E porquê casamentos?

Profissionalmente, desde 2013. Gostava de fotografia social e de foto-reportagem, tinha também já fotografado o casamento de uns amigos anos antes. Decidi experimentar a sério e adorei!

 

Nestes tempos globais, em que as imagens circulam a uma velocidade vertiginosa e todos temos acesso a tudo, a qualquer hora, onde vai buscar inspiração?

Precisamente à globalidade que nos rodeia. Inspira-me a forma como colegas fotógrafos de diferentes culturas captam as suas tradições de uma forma bonita e duradoura.

 

Como construiu a sua assinatura, como a define?

Gosto de descrever a minha forma de trabalho como “emotional storytelling”. Penso que o casamento são as emoções, é definido por elas e, em última análise, são as emoções que dão sentido ao casamento. Como tal, o meu objectivo é contar a história do dia com base na captura dessas emoções e reacções.

 

Lourenço Wedding Photography - fotografia de casamento

 

Lourenço Wedding Photography - fotografia de casamento

 

Lourenço Wedding Photography - fotografia de casamento

 

Quando precisa de fazer reset, para onde olha, o que faz?

No dia-a-dia tento passar sempre um bocadinho de tempo com a família. Tenho uma filha de 1 ano de idade e quero passar o máximo de tempo possível com ela. Afasto-me de tudo o que tenha um ecrã e aprecio aqueles momentos únicos a três.

Também é importante para mim conseguir fazer uma vez por ano uma viagem que nunca tenha feito, com o objectivo de conhecer locais e culturas. Dá-me um prazer imenso a fotografia de viagem.

 

De Lisboa para o mundo, ou Portugal de lés-a-lés: fotografar casamentos estrangeiros é diferente de fotografar casamentos nacionais?

Gosto do tradicional casamento português e adoro casamentos de casais estrangeiros que se casam em Portugal. Gosto de variar, fotografar em locais novos e de ver cerimónias diferentes.

 

Qual é o seu processo de trabalho, como acontece a ligação aos seus clientes?

A chave de uma reportagem íntima é um bom relacionamento com os casais que fotografo. Sou o primeiro a dizer-lhes que devem escolher o profissional com quem se dão melhor, porque isso se vai notar muito no resultado final. Também ofereço sempre uma sessão fotográfica de solteiros porque é a forma de passar tempo de qualidade com eles, é assim que me recebem no dia de casamento como um amigo.

 

Lourenço Wedding Photography - fotografia de casamento

 

Lourenço Wedding Photography - fotografia de casamento

 

Lourenço Wedding Photography - fotografia de casamento

 

Casamentos grandes ou pequeninos, nacionais ou estrangeiros, cerimónias emotivas, festas de arromba – qual é o tipo de festa que mais gosta de fotografar?

De tudo um pouco, o importante é a química e cumplicidade do casal e dos amigos mais próximos. Já fotografei casamentos nacionais com muitos convidados e que adorei, assim como casamentos estrangeiros pequeninos que ficaram fantásticos. No entanto prefiro um pouco mais os casamentos pequenos e íntimos, em locais bonitos.

 

Qual é a melhor parte de ser um fotógrafo de casamento? E o mais desafiante e difícil?

A melhor parte é sem dúvida fazer o que gosto – estar de máquina na mão, a “caçar” emoções. É quase um desporto e muitas vezes ao longo do dia penso que adoro o que faço. A parte mais desafiante é lidar com os diferentes tipos de clientes e gerir o negócio, é a parte escondida de ter negócio próprio que pode ser tão frustrante.

 

Escolha uma imagem favorita do teu portfolio e conte-nos porquê…

 

 

 

É difícil! Cada vez mais olho para as fotografias como uma sequência de imagens e tenho imensa dificuldade em escolher uma que ilustre tudo aquilo a que dou valor. Algumas das fotografias com mais carga emocional não são as mais bonitas, e algumas das mais bonitas são menos emotivas..

Vou quebrar as regras (porque também é isso que diferencia o meu trabalho) e enviar duas fotografias. A primeira, que gosto pela simplicidade, é a de uma noiva a olhar para o noivo enquanto o véu esvoaça com o vento. É um casal que adorei fotografar, com uma química incrível e que fez com que um dia cansativo se tornasse num dia maravilhoso e inspirador.

A segunda, é a de um casal a beijar-se depois do corte do bolo, enquanto o filho deles come bolo aproveitando a distração dos pais. Por trás deles, dois amigos completamente distraídos do grande momento que se está a passar, e, ao fundo, o pai do noivo e o pai da noiva. É uma fotografia com imensa simbologia e que concentra tudo o que tento captar no dia do casamento, se bem que precisa de uma descrição para ser entendido.

A primeira imagem tem impacto, a segunda tem simbolismo. Qual escolher?

 

 

Os contactos detalhados Lourenço Wedding Photography estão na sua ficha de fornecedor. Espreitem a galeria, feita de belas imagens, e contactem o João Lourenço directamente através do formulário: é só preencher com os vossos dados e mensagem, e na volta do correio, terão uma resposta simpática.

 

Acompanhem estas nossas conversas longas com fornecedores seleccionados Simplesmente Branco, sempre à quarta-feira!

 

Susana Pinto

À conversa com: Adriana Morais – fotografia de casamento

E regressamos às conversas demoradas com os fornecedores seleccionados do Simplesmente Branco. Hoje sentamo-nos com a Adriana Morais, fotógrafa de casamento, para percebermos para onde olha, como olha, o que escolhe guardar do vosso dia, e como é que tudo isto acontece.

A melhor parte é mesmo a herança visual que deixo a uma família. Isso para mim não tem valor. Daqui a 50 anos os familiares dos noivos verão as fotografias e conseguirão entender quem eram as pessoas e quais as histórias daqueles momentos, através das minhas fotografias e do meu olhar.

 

 

 

 

Há quanto tempo fotografas? E porquê casamentos?

Nunca sei bem responder à primeira pergunta. A verdade é que me lembro de ter a minha primeira câmera logo na Escola Primária (ainda a tenho). Foi uma oferta dos meus pais no Natal e vinha com um livro onde a personagem principal era um crocodilo que ajudava os miúdos a tirar fotografias. Ensinava as coisas básicas, como enquadramentos e mudar de rolo. Formei-me na Faculdade de Belas-Artes em Arte e Multimédia – Fotografia. Comecei a viver apenas da fotografia em 2012, mas sempre trabalhei nessa área. Os casamentos surgiram um bocadinho por acaso, fotografei o meu primeiro casamento ainda na faculdade, como assistente de um fotógrafo à antiga.  Fiz um estágio em Moda e Publicidade, e outro em Fotojornalismo. Estava certa que a minha paixão era a fotografia, mas ainda não sabia bem em que área. Comecei a conhecer excelentes trabalhos de fotografia de casamento e pensei: “afinal posso fazer coisas bem giras nesta área”. Comecei a fotografar casamentos de amigos e amigos de amigos e a coisa foi crescendo e tornando-se profissional. Entretanto, já passaram 5 anos. Hoje não me vejo a fazer outra coisa. Enquanto aguentar o peso das câmeras, não vou parar de fotografar. Quando estou a fotografar casamentos não sinto frio, fome ou cansaço. Tudo está bem e eu estou feliz!

 

Nestes tempos globais, em que as imagens circulam a uma velocidade vertiginosa e todos temos acesso a tudo, a qualquer hora, onde vais buscar inspiração?

O Instagram acaba por ser uma grande ajuda, passo algum tempo nesse mundo, a conhecer o trabalho de outros fotógrafos. Mas é muito importante olhar para os clássicos, o que ficou para a história. Muita da minha inspiração vem daí. Sinto-me uma sortuda porque, desde muito pequenina, a minha família ajudou-me a construir uma boa cultura visual. A minha mãe é professora de História de Arte, o meu pai é professor de Filosofia e Estética e o meu avô apresentava desenhos animados de um mundo mais alternativo na televisão. Esta herança familiar ajudou-me a crescer. Vou também buscar muita da minha inspiração ao cinema – adoro o Kubrick e o Tarkovsky – e à pintura Pré-Rafaelita e ao Impressionismo. Sempre achei curiosa a minha forte ligação com o Impressionismo, porque ele aparece como oposição à fotografia. Quando a pintura deixa de ter o papel de recriar a realidade (a fotografia ocupou esse lugar), a pintura tinha que se diferenciar do real. Na fotografia, eu também procuro essa distância do real. Gosto de fotografias desfocadas, com muito grão, muito orgânicas, como a ideia de um sonho.

 

Como construíste essa tua assinatura, como te defines?

A minha assinatura foi desenvolvida através dessa minha cultura visual e, claro, indo buscar inspiração a outros colegas da área. Daqui para a frente, quero tentar diferenciar-me ainda mais. O objectivo é que as pessoas olhem para as minhas fotografias e percebam logo que são minhas. Acho que não há muitas pessoas a conseguirem fazer isso.

 

Achas que o ponto de vista feminino, os detalhes que escolhes fotografar e como o fazes, a narrativa que constróis, é diferente das escolhas que vês num trabalho de um profissional masculino?

Acho que sou uma romântica de lágrima fácil. Não sei se isso tem ou não a ver com um olhar feminino, mas adoro fotografar detalhes e, em casamentos onde foi dedicado muito tempo a criar pormenores únicos e que revelem a personalidade dos noivos, eu gosto de apanhar esses apontamentos. Claro que também existem fotógrafos masculinos com esse tipo de olhar e imensas fotografias lindíssimas de detalhes. Acho é que não há muitos a fazê-lo bem.

 

 

 

Casamento rústico na Quinta do Hespanol, com fotografia de Adriana Morais

 

Quando precisas de fazer reset, para onde olhas, o que fazes?

Passear, viajar é o melhor reset que posso fazer. Quando não há tempo, gosto muito de ler a revista Flow, ajuda-me muito em termos criativos. Viagens longas é única forma de desligar 90% do trabalho. Nunca desligo a 100%, porque durante as viagens acabo por ter muitas ideias que quero implementar no meu trabalho.

 

O mundo em Lisboa ou Portugal de lés-a-lés: fotografar estrangeiros é diferente de fotografar casamentos nacionais?

Mais do que a nacionalidade dos noivos, o que eu valorizo é quem tenha a coragem de fazer um casamento à sua maneira. Por vezes, ainda continuamos a fazer o casamento para os outros e a tomar decisões com a ideia de que não se pode inovar num casamento e que há regras a cumprir. Na minha opinião, o casamento é a festa dos noivos e tem que ser feita à maneira deles. Uma festa que mostre a personalidade deles, especialmente na cerimónia. A informalidade é mais comum em países mais recentes (como os EUA), mas há cada vez mais casais portugueses a procurarem escapar aos modelos mais tradicionais.

 

Qual é o teu processo de trabalho, como acontece a ligação com os teus clientes?

Normalmente começa com um email e é sempre obrigatório uma conversa no meu escritório ou por skype. Antes do casal se tornar meu cliente é importante entender as expectativas deles e se eu sou a pessoa certa para cristalizar as memórias de um dia importante. Mas a comunicação não se deve esgotar quando sou contratada. Gosto muito de conversar com os “meus noivos” para permitir que no dia do casamento eu não seja uma estranha que passa mais tempo com eles dos que os próprios pais. Além disso, tendo assistido a tantos casamentos, também sinto a necessidade de lhes explicar algumas coisas que de certeza que irão enfrentar no dia do casamento. Muitas delas nem têm nada a ver com fotografia.

 

Casamentos grandes ou pequeninos, nacionais ou estrangeiros, cerimónias emotivas, festas de arromba – qual é o tipo de festa que mais gostas de fotografar?

Gosto de casamentos emotivos, de casais apaixonados e despreocupados, que sejam únicos e cheios de personalidade. Normalmente, isto acaba por acontecer mais em casamentos com poucos convidados (ou sem nenhuns, como um elopement) e com um perfil mais intimista.

 

 

 

 

Qual é a melhor parte de ser um fotógrafo de casamento? E o mais desafiante e difícil?

A melhor parte é mesmo a herança visual que deixo a uma família. Isso para mim não tem valor. Daqui a 50 anos os familiares dos noivos verão as fotografias e conseguirão entender quem eram as pessoas e quais as histórias daqueles momentos, através das minhas fotografias e do meu olhar.

O mais desafiante não tem tanto a ver com a fotografia, mas sim  com tudo o que envolve gerir uma empresa: contabilidade, assuntos administrativos, marketing, gestão de redes sociais e gestão do tempo. Grande parte do meu trabalho acaba por não ter uma relação directa com a fotografia e gostava muito de mudar isso. Ser apenas responsável por fotografar e por fazer toda a comunicação directa com o cliente.

 

Escolhe uma imagem favorita do teu portfolio e conta-nos porquê:

Não é tarefa fácil, e, provavelmente, daqui a um ano já vai ser outra. Mas neste momento adoro a saída da cerimónia da Ilka e do Mateus. Um casal brasileiro que renovou 10 anos de votos em Portugal. Foi uma renovação, mas parecia um casamento. A Ilka e o Mateus vivem em Brasília e já têm dois filhotes. Ela foi comprar o vestido a Nova Iorque e renovaram os votos no Alentejo.

Foi uma cerimónia linda, super emotiva (todas as pessoas estavam a chorar, os noivos, os convidados, eu, os videografos e até as wedding planners). Foi como estar dentro de um filme. Estava tudo um sonho, da decoração aos “noivos” muito descontraídos. Foi um dia muito especial e esta fotografia só aconteceu porque eles eram muito apaixonados e porque havia uma excelente equipa a trabalhar. Um detalhe engraçado é que o apelido deles é Oliveira, os noivos quiseram renovar os votos junto a oliveiras, a coroa dela é de folhas de oliveira e os convidados estão a atirar folhas de oliveira.

 

Adriana Morais fotografia de casamento

 

Os contactos detalhados da Adriana Morais estão na sua ficha de fornecedor. Espreitem a galeria, feita de belas imagens, e contactem a Adriana directamente através do formulário: é só preencher com os vossos dados e mensagem, e na volta do correio, terão uma resposta simpática.

 

Acompanhem estas nossas conversas longas com fornecedores seleccionados Simplesmente Branco, sempre à quarta-feira!

 

Susana Pinto

À conversa com: Cara Lavada – organização e decoração de casamentos

Hoje conversamos alongadamente com a Ana Rebelo e a Sandra Barroso, que assinam como Cara Lavada, organização e decoração de casamentos.

Instaladas a norte, têm uma linguagem eclética no que toca a estilos: desenham casamentos vibrantes, divertidos, singulares ou elegantes. O fio condutor permanente, é que são sempre cheios de detalhes e boa disposição.

Fiquem a conhecê-las um pouco melhor, estas meninas merecem a vossa atenção!

 

Cada noivo que chega até nós tem uma história única e visões distintas do que pretende para o grande dia. A única fórmula vencedora que seguimos religiosamente é de sermos fieis àquilo que os nossos clientes idealizaram, sem abdicarmos da nossa identidade.

 

Como é que nasceu a Cara lavada?

A Cara Lavada surgiu como uma consequência natural de uma amizade sustentada por muitos interesses, sonhos e projectos em comum. Para além de grandes amigas, somos duas mulheres com ideias a mais para ficarmos quietas. Conversa puxa conversa, fomos percebendo que se calhar tínhamos mais ideias em comum do que imaginávamos, e daí até arrancarmos com a Cara Lavada, foi um saltinho.

 

Como definem a assinatura da Cara Lavada?

Não sabemos traduzir essa assinatura numa palavra única, mas gostamos de acreditar que há algo de diferenciador nos nossos trabalhos. Adoramos quando alguém nos diz “vi logo que isto tinha dedo vosso”. Gostamos muito de dar um cunho pessoal em cada trabalho que assumimos, aliando sempre a simplicidade e a estética.

 

Esse estilo faz parte do ADN da marca ou é algo que escolheram como tendência e tema para este ano? Porquê?

Mais do que uma mera tendência, é algo que nos caracteriza e, como tal, pensamos que é intemporal…  Gostamos de pautar o nosso trabalho com cores e detalhes únicos, apostando em cenários marcantes e que sejam a imagem de marca dos nossos noivos.

 

Cara Lavada, organização e decoração de casamentos: almofadinha das alianças

 

Cara Lavada, organização e decoração de casamentos: centro de mesa rose gold

 

Cara Lavada, organização e decoração de casamentos: lembrança para os convidados

 

As tendências da estação… são um assunto de trabalho ou apenas fait-divers?

As tendências da estação são… as tendências da estação. Nada mais do que isso. Sem dúvida que são algo que invariavelmente está presente no nosso percurso, que se manifesta nos pedidos dos nossos noivos e que se reflete no trabalho que desempenhamos, mas procuramos que não sejam a guideline fundamental que nos norteia. Queremos que o nosso trabalho seja intemporalmente bonito.

 

Ter o controle das decisões é importante? Têm uma perspectiva perfeccionista e específica sobre o resultado e a forma como querem que o vosso trabalho seja mostrado e vivido, ou é o prazer discutir ideias, de criar e acompanhar o processo, que vos interessa mais na relação com cada projecto, cada cliente?

Acima de tudo, é importante termos os papeis bem definidos. Adoramos clientes interventivos, que sabem o que querem e que gostam de viver connosco cada fase do projecto. Se cada um tiver bem ciente qual o papel que representa neste processo, a discussão de ideias só pode enriquecer o resultado final.

 

Existem fórmulas vencedoras ou cada projecto de decoração é pensado totalmente de raiz?

Sem dúvida que cada projecto de decoração é pensado totalmente de raíz. Cada noivo que chega até nós tem uma história única e visões distintas do que pretende para o grande dia. A única fórmula vencedora que seguimos religiosamente é de sermos fieis àquilo que os nossos clientes idealizaram, sem abdicarmos da nossa identidade.

 

Cara Lavada, organização e decoração de casamentos: centro de mesa rose gold

 

Cara Lavada, organização e decoração de casamentos: seating plan com raspadinhas

 

Cara Lavada, organização e decoração de casamentos

 

Onde buscam inspiração para cada nova temporada de trabalho?

A nossa maior fonte de inspiração são, sem dúvida, os nossos noivos e as histórias e vivências que trazem até nós. Depois há todas as nossas vivências, as nossas experiências pessoais, as conversas, as pesquisas… a nossa curiosidade natural que nos faz estar constantemente em busca de novidades.

 

E nos momentos de fadiga criativa, como refrescam a mente e o olhar?

Felizmente não temos tido muitos desses momentos, mas num mundo rodeado de estímulos não falta onde ir buscar inspiração… Temos que ter noção que às vezes é preciso parar, avaliar o percurso trilhado e perceber por onde queremos seguir. As viagens, a história, as tradições funcionam sempre como óptimos gatilhos para a nossa inspiração.

 

Como é o vosso processo de trabalho, como criam uma ligação aos vossos clientes?

Tentamos ao máximo ter uma relação pessoal com os nossos noivos. Acreditamos que quanto melhor os conhecermos, mais facilmente conseguiremos criar uma festa à sua imagem. Por isso, é para nós tão importante que, logo numa fase inicial, haja sempre uma reunião presencial em que trocamos ideias com os nossos noivos, os começamos a conhecer, damos a conhecer a nossa forma de trabalhar… Desta reunião sai muitas vezes o fio condutor do projecto.  A partir daí, procuramos manter uma relação de proximidade e de troca de ideias, o tão constante e frequente quanto possível.

 

Cara Lavada, organização e decoração de casamentos: bouquet de noiva colorido

 

Cara Lavada, organização e decoração de casamentos: detalhes do noivo

 

Cara Lavada, organização e decoração de casamento

 

Qual é a melhor parte de decorar um casamento? E o mais desafiante e difícil?

A parte mais desafiante é, sem dúvida, o desenhar do projecto, passar para o papel aquilo que conhecemos dos nossos noivos, tentar ir ao encontro das suas expectativas, faze-los apaixonarem-se pela proposta que lhes apresentamos. A melhor parte, ou o mais gratificante, é quando percebemos que acertamos e quando vemos os nossos noivos felizes com o nosso trabalho. Um exemplo disto foi uma situação em que reunimos primeiramente com os noivos não presencialmente. Falámos por skype, trocámos uns emails, até que fomos a casa deles apresentar o projecto. A certa altura, um deles vira-se para nós e diz “Uau… estou assustado… vocês têm a certeza que foi a 1ª vez que vieram cá a casa?”. Efectivamente, depois de nos mostrarem a casa, percebemos que havia vários elementos do projecto que pareciam inspirados naquele cenário. Isto, sim, é gratificante.

 

Qual foi o casamento em que mais gostaram de trabalhar? Porquê?

Cada casamento é único e de cada um deles tiramos coisas boas. De alguns ficam as experiências, de outros as amizades, da grande maioria ficam registos de dias bonitos e felizes… É difícil eleger um só casamento… Por motivos óbvios temos que referir dois, os nossos. O da Sandra (que já vos demos a conhecer) pelo pormenor e pela originalidade e o da Ana (que em breve vos iremos mostrar) por provar que um casamento alternativo pode ser igualmente especial e único.

 

Escolham uma imagem favorita do vosso portfolio e contem-nos porquê:

 

Cara Lavada, organização e decoração de casamentos

 

Não se trata de uma fotografia preferida até porque consideramos que seria impossível fazer essa seleção, mas trata-se de uma foto de um casamento muito especial que iremos publicar em breve e que representa, de forma genuína, sem poses ou floreados, o que gostamos de ver nos nossos casamentos: sorrisos francos, sentimentos à flor da pele, lágrima no canto do olho e emoções ao rubro. Que sirva para aguçar a curiosidade!

 

Os contactos detalhados das meninas Cara Lavada estão na sua ficha de fornecedor. Espreitem a galeria, feita de belas imagens, e contactem a Sandra Barroso e a Ana Rebelo directamente através do formulário: é só preencher com os vossos dados e mensagem, e na volta do correio, terão uma resposta simpática.

 

Acompanhem estas nossas conversas longas com fornecedores seleccionados Simplesmente Branco, sempre à quarta-feira!

 

Susana Pinto

À conversa com: D10Photo – fotografia de casamento

Hoje conversamos demoradamente com a dupla David Pereira e Sara Gomes, que assinam como D10Photo.

É o trabalho deles que ilustra o nosso outro site, We are The Destination, e as suas imagens são muito, muito bonitas e intemporais. Há sempre uma leveza permanente no seu registo, nada intrusivo, apenas muito orgânico e natural. Tudo flui, como uma brisa, e para isso é preciso talento e confiança no que se faz.

Fiquem a conhecê-los, e ao seu belo trabalho, um pouco melhor.

 

Damos muito nos casamentos, mas recebemos imenso e isso é mágico.

 

Contem-nos um pouco da vossa viagem profissional até aqui, à fotografia de casamento.

O David formou-se como arquitecto, mas ainda não tinha acabado o curso quando decidiu aliar o gosto pela fotografia à oportunidade de ir trabalhar com um fotógrafo de arquitectura. Ficou-se pela fotografia de arquitectura durante uns anos, e depois de ter trabalhado com outros fotógrafos em alguns casamentos, teve um convite para fotografar um casamento com 6 pessoas e foi aí que se apaixonou pelos casamentos.

A Sara formou-se em fisioterapia, mas sempre teve uma curiosidade aguçada e muito crítica relativamente ao que o David ia fazendo. Basta dizer que sempre que o David chegava após um dia de  casamento, a Sara queria saber tudo e pedia para ir ver todas as fotografias. Mesmo hoje em dia, em que fotografamos quase sempre juntos, ela quer ver as fotos quando chegamos a casa, não importa a hora! Há cerca de três anos que ela decidiu arriscar no mundo da fotografia de casamento e, desde então, que estamos nesta aventura a dois.

 

Há quanto tempo fotografam? E porquê casamentos?

Desde 2010 que fotografamos, mas o tal casamento de 6 pessoas que iniciou esta jornada foi no final de 2014.

Damos muito nos casamentos, mas recebemos imenso e isso é mágico. Por muitos casamentos que já se tenham feito, há sempre um borbulhar na barriga antes de começar.

 

Como o definem e como construíram essa assinatura?

Somos muito descontraídos e gostamos de passar despercebidos e isso reflete-se na forma como fotografamos. O que nos caracteriza é mesmo isso, mostramos o nosso ponto de vista, da forma como somos.

 

Casamento no Alentejo por D10Photo - fotografia de casamento

 

Casamento no Alentejo por D10Photo - fotografia de casamento

 

Casamento no Alentejo por D10Photo - fotografia de casamento

 

Nestes tempos globais, em que as imagens circulam a uma velocidade vertiginosa e todos temos acesso a tudo, a qualquer hora, onde vão buscar inspiração?

É principalmente nas coisas boas do dia-a-dia e que nada têm a ver com casamentos, apesar de acompanharmos o que os nossos colegas vão fazendo e isso também nos inspirar.

Cinema, arquitectura e criativos são as nossas principais fontes de inspiração.

 

Quando precisam de fazer reset, para onde olham, o que fazem?

Viajar é a nossa fuga. É a forma que encontramos para restabelecer as energias e voltar a ver o mundo como crianças. Adoramos conhecer cidades novas, mas não dispensamos estar em contacto com a natureza.

 

De Lisboa para o mundo, ou Portugal de lés a lés: fotografar casamentos estrangeiros é diferente de fotografar casamentos nacionais?

Sim é diferente, mas tende a ser cada vez menor essa diferença. Mesmo dentro de Portugal é diferente fotografar um casamento no Norte, Centro ou Sul e isso é maravilhoso.

 

Casamento na Quinta do Hespanhol, por D10 Photo - fotografia de casamento

 

Casamento na Quinta do Hespanhol, por D10 Photo - fotografia de casamento

 

Casamento na Quinta do Hespanhol, por D10 Photo - fotografia de casamento

 

Qual é o vosso processo de trabalho, como acontece a ligação ao cliente?

Após o primeiro contacto, normalmente por email, o que mais nos interessa é conhecer o casal e tentar que eles nos conheçam. Nada melhor que uma boa conversa, relaxada e informal. Gostamos de chegar ao casamento e sentir que fazemos parte da festa.

 

Casamentos grandes ou pequeninos, nacionais ou estrangeiros, cerimónias emotivas, festas de arromba – qual é o tipo de festa que mais gostam de registar?

O mais importante é que se identifiquem com o nosso trabalho, isso é tudo para nós, mas temos um gosto especial por casamentos pequenos, em que seja uma festa constante.

 

Qual é a melhor parte de fotografar casamentos? E o mais desafiante e difícil?

Diríamos que o melhor são as pessoas e as suas histórias, juntamente com todos os locais novos que conhecemos. Tal como dissemos no início, damos muito nos casamentos, mas recebemos imenso, e isso é especial.

Desafiante é estarmos a registar um dia de festa que é único e que não se repete.

A mais difícil é tudo aquilo que fazemos para além de fotografar, e que passa maioritariamente despercebido, mas que nos ocupa muito tempo.

 

Escolham uma imagem favorita do vosso portfolio e contem-nos porquê:

 

D10 Photo - fotografia de casamento

 

Acho que todos devemos dizer o mesmo, mas é quase cruel ter de escolher uma imagem.

Não sei se é a nossa favorita, não é perfeita, mas foi feita num dos últimos casamentos do ano passado com uns noivos apaixonantes e que nos deixaram viver o dia deles.

 

Os contactos detalhados da dupla D10Photo estão na sua ficha de fornecedor. Espreitem a galeria, feita de belas imagens, e contactem o David Pereira e a Sara Gomes directamente através do formulário: é só preencher com os vossos dados e mensagem, e na volta do correio, terão uma resposta simpática.

 

Acompanhem estas nossas conversas longas com fornecedores seleccionados Simplesmente Branco, sempre à quarta-feira!

 

Susana Pinto

À conversa com: We Love Film – filmes de casamento

Hoje conversamos demoradamente com o César Sousa, da We Love Film, filmes de casamento.

É sempre engraçado e interessante ver como os filmes de casamento primeiro se estranham, mas acabam sempre por ganhar lugar cativo junto dos profissionais de imagem. As emoções ganham sempre, por larga vantagem, e isso é muito bonito de assistir e guardar para os anos que virão.

No caso da We Love Film, não é excepção, e esse crescendo de apreço e validação é notório na conversa que tivémos.

Acompanhem o César nesta sua conversa sobre o que faz e porque o faz – vão gostar de certeza!

 

Procuramos sempre as coisas que não saltam à vista, que passam despercebidas e que são muito importantes. Procuramos sempre as emoções e a intensidade que os momentos nos oferecem.

 

Conte-nos um pouco da sua viagem profissional até aqui, ao video de casamento.

Pessoalmente, tive sempre um fascínio pela vertente criativa, formei-me em comunicação e publicidade, estagiei nas diferentes áreas, imprensa, rádio, mas no meu caso, foi na televisão que eu me apercebi que conseguia ter uma ligação maior à parte criativa. Aprendi imenso e foi a trabalhar com imagens em movimento que sempre me senti mais estimulado e realizado, e, profissionalmente, trabalhei alguns anos em televisão e também na área da formação. Os casamentos surgiram mais tarde, quando já existia a necessidade de apostar num projeto que tivesse totalmente a minha assinatura.

 

Há quanto tempo filma? E porquê casamentos?

Comecei a filmar profissionalmente em 2008, trabalhava principalmente com conteúdos ligados a lifestyle e vida urbana, os casamentos surgiram de uma forma caricata. Em audiovisuais sempre me desafiaram para filmar casamentos, no entanto na altura era algo que não achava interessante, principalmente porque rejeitava todos os estímulos e inspirações que me eram apresentados.

Com o passar do tempo e a própria evolução do mercado, fui descobrindo que existiam de facto profissionais que tinham um trabalho realmente bom, inicialmente comecei por me interessar pelo trabalho de colegas do estrangeiro, mas é engraçado (até porque hoje faço parte desta casa), foi no Simplesmente Branco que descobri que existiam Portugueses tão bons como os que via de fora do país. No entanto sempre disse que se o fizesse, faria da minha forma e desde o início fui sempre colocando uma pitada de coisas que são mesmo próprias da nossa assinatura. Em 2012 surgiu a possibilidade de filmar um casamento, a qual foi encarada como um desafio muito sério e também muito divertido, e a partir daí foi uma bola de neve que continua a rolar até hoje.

 

 

Como construíu a sua assinatura, o seu ponto de vista? Como é que o define?

No caso da We Love Film acho que a assinatura está sempre a ser construída, é algo em constante evolução, sempre que mostro um filme a um casal de noivos, explico que o deles não será assim, não só porque eles são pessoas diferentes que viverão o dia de forma diferente, mas também porque é sempre o nosso dever tentar criar algo novo e não fazer algo que se aproxime muito ao que já foi criado anteriormente.

Costumo dizer que somos o convidado mais atento, tentamos sempre encontrar no dia os momentos mais verdadeiros, as pequenas coisas que até podem escapar à primeira vista – o objetivo é sempre descobrir esses momentos, para que posteriormente possamos construir em filme a história do dia, da forma mais bonita possível.

 

Num casamento, para onde olha, o que lhe prende a atenção? O que procura?

Olhamos para a mãe que na altura da troca das alianças começou a chorar, olhamos para o menino que começou a correr pelo corredor enquanto se realizava a cerimónia, olhamos para a irmã que limpa as lágrimas do rosto escondendo a emoção, temos muita atenção aos primeiros cumprimentos após a cerimónia, que podem ser dos momentos mais verdadeiros e emotivos do dia todo. Olhamos para o cãozinho que também foi convidado para a festa e está por baixo da mesa dos noivos de volta dos seus pés enquanto estes cantam com os amigos e família. No fundo, procuramos sempre as coisas que não saltam à vista, que passam despercebidas e que são muito importantes. Procuramos sempre as emoções e a intensidade que os momentos nos oferecem.

 

O mais desafiante e mais difícil é saber que estamos a registar um dos dias mais importantes da vida de duas pessoas e que temos de dar o nosso melhor, o dia pode ser uma azáfama de eventos complicados, mas tecnicamente temos de estar no nosso melhor, atentos a todos acontecimentos e prontos a criar algo novo.

 

Nestes tempos globais, em que as imagens circulam a uma velocidade vertiginosa e todos temos acesso a tudo, a qualquer hora, onde vai buscar inspiração?

Adoro cinema e existem filmes tão bons que parecem desenhados a regra e esquadro, a construção por vezes é tão boa que cada frame merece uma análise, no entanto é na publicidade e na área documental que vou buscar mais motivações, sempre foram das coisas que mais admirei e que mais me captaram a atenção.

 

Quando precisa de fazer reset, para onde olha, o que faz?

”Desligar a ficha”, fazer um reset por vezes é complicado, mas para quem trabalha em áreas como a nossa, é imperativo. No meu caso o dolce fare niente por vezes é uma boa solução, o passar o tempo com a família ou mesmo uma tarde de com os amigos ajuda a esclarecer as ideias e limpar a cabeça. Para recarregar energias criativas, tento olhar para outras temáticas, fora dos casamentos, como referi anteriormente. Algo que pontualmente faço, é olhar para trás e analisar a nossa própria evolução, ver o que se fez e como se fez, por vezes procuramos soluções que já temos e nem damos conta.

 

 

Qual é o seu processo de trabalho, como acontece a ligação ao cliente?

A ligação acontece logo na primeira reunião, ainda que por vezes possa acontecer até nos primeiros contactos por telefone ou por e-mail. Quando estamos juntos presencialmente, sentimos o verdadeiro click, é importante deixar tudo esclarecido em relação à nossa abordagem e sobre o nosso trabalho, e quando percebemos que os noivos também partilham os nossos valores, as nossas motivações e que respeitam a nossa visão, é meio caminho andado para que o trabalho seja um sucesso.

 

Casamentos grandes ou pequeninos, nacionais ou estrangeiros, cerimónias emotivas, festas de arromba – qual é o tipo de festa que mais gosta de registar?

Pessoalmente não existe um género de festa em concreto que tenha preferência por registar, gosto daquelas em que as pessoas são o seu eu mais verdadeiro, em que vivem o dia com intensidade e emoção, isso é tão bom e tão lindo de registar, que não há palavras para o descrever.

 

Qual é a melhor parte de ser videógrafo de casamentos? E o mais desafiante e difícil?

 Nos filmes de casamento encontrei algo que nunca tinha encontrado anteriormente: a gratidão das pessoas ao entregarmos o seu filme, é algo que por vezes me enche o coração. Noutras áreas, damos por concluído um trabalho e todos ficamos contentes, mas nos casamentos percebemos que de alguma forma o nosso trabalho foi importante para a vida de alguém, a somar a isso a forma como nos agradecem, é algo verdadeiramente fantástico. O mais desafiante e mais difícil é saber que estamos a registar um dos dias mais importantes da vida de duas pessoas e que temos de dar o nosso melhor, o dia pode ser uma azáfama de eventos complicados, mas tecnicamente temos de estar no nosso melhor, atentos a todos acontecimentos e prontos a criar algo novo.

 

 

Escolha um filme favorito do seu portfolio e conte-nos porquê:

Não consigo escolher um, para mim todos eles são importantes, todos eles me ajudaram a evoluir, de todos levo uma recordação para casa. Além de clientes faço novos amigos, registo a vida de pessoas, começo a fazer parte da vida delas e vice-versa, e essa é provavelmente a melhor parte desta aventura no mundo dos casamentos.

 

Os contactos detalhados We Love Film estão na sua ficha de fornecedor. Espreitem a galeria, feita de belos filmes, e contactem o César Sousa directamente através do formulário: é só preencher com os vossos dados e mensagem, e na volta do correio, terão uma resposta simpática.

 

Acompanhem estas nossas conversas longas com fornecedores seleccionados Simplesmente Branco, sempre à quarta-feira!

 

Susana Pinto

À conversa com: Bouquet de Liz – decoração floral para casamentos

Hoje conversamos com a Rosário Pinho, da Bouquet de Liz, decoração floral para casamentos. É uma conversa feita de nuances poéticas, inspiração e memórias pessoais. Uma bela conversa, portanto, que reflecte a visão da Rosário sobre o seu negócio e a forma como traz um assunto que lhe é tão querido e pessoal, as flores, para junto dos seus clientes, os noivos, como forma de expressão criativa.

Eu e a Rosário ainda não nos conhecemos pessoalmente, mas depois desta entrevista, tenho imensa vontade de me sentar com ela para um chá e vê-la criar um belo bouquet de noiva.

Tenho a certeza de que vocês também!

Na época em que vivemos a evolução da ciência na produção agrícola e a maior rapidez nos transportes internacionais permite termos praticamente qualquer flor em qualquer época do ano. Mas já provaram morangos em dezembro e em abril? O sabor nunca será o mesmo. Nas flores também é assim. Tento sempre explicar isto, mas em última análise se só gostarmos de morangos e for dezembro, tentarei descobrir os mais saborosos…

Como começou o projecto Bouquet de Liz?

É uma herança da minha mãe. Sempre adorou flores e decoração. Era proprietária de uma loja de móveis relativamente grande. Eu cresci com o cheiro a verniz e a cera. O deslumbre pelas formas, pela magia de tornar um pedaço de madeira numa peça de mobiliário. Para mim a arte, era aquilo. A minha mãe estava sozinha e a determinada altura tornou-se difícil continuar. Um dia disse-me que ia arriscar, que queria fazer das flores o mundo dela. Então, em 2000, tornámos esse hobby numa profissão. Fez várias formações, wokshops e mais tarde passou também a dar formação. Sendo eu filha única e com a morte do meu pai em miúda, éramos inseparáveis. Acompanhava-a a todas as formações, exposições, fornecedores. Nasceu uma paixão que continua a crescer. Enquanto estudava, trabalhava no mundo encantado das flores. Mais tarde, quando terminei a licenciatura, tive outra profissão mas que conjuguei sempre com os casamentos ao fim-de-semana. Um dia, por razões menos boas, tive que decidir, abandonei a outra profissão e abracei este projeto.

Chama-se Bouquet de Liz, porque a flor de Liz era a preferida da minha mãe. Este projeto continua sempre com ela, ainda que apenas dentro do meu coração.

 

Como define a sua assinatura?

Gosto de flores. Estou sempre aberta a novas propostas e desafios. Se tenho alguma característica particular, não sei traduzir em palavras. O amor não se explica. A minha relação com as flores também não.

 

Esse estilo faz parte do ADN da marca ou é um conceito que escolhe para explorar e trabalhar este ano? Porquê?

Procuro sempre mais. Procuro explorar novos caminhos, novas formas de contruir uma composição floral. Procuro aprender sempre mais e sei que nunca saberei o suficiente. Viajo sempre que posso e sempre que viajo tento trabalhar com flores, qualquer que seja o país. Gosto de um arranjo simétrico e carregado de flores e gosto de Ikebana. Gosto de arranjos contemporâneos, que obedecem quase a uma geometria e gosto de um molho de margaridas que apanhei no campo e amarrei com um fio de corda. O bom de trabalhar com flores também é isso, poder explorar caminhos diferentes em cada projeto. Honestamente, só me interessa que os meus noivos sejam felizes, e se o forem com o meu trabalho, o meu dia valeu a pena.

 

Casamento simples e elegante em Coimbra, com decoração Bouquet de Liz

 

Casamento simples e elegante em Coimbra, com decoração Bouquet de Liz

 

Casamento simples e elegante em Coimbra, com decoração Bouquet de Liz

 

As tendências da estação… são um assunto de trabalho ou apenas fait divers?

Leio, informo-me, procuro. Tento perceber toda a dinâmica da tendência da estação nos diferentes universos… na moda, na decoração, na pintura…Não acho que seja um fait divers e é preciso estar atento a todo um conjunto de criativos que lança tendências e cria “moda”.

Mas depois não há dois casais iguais, por isso as tendências que são válidas para uns são um disparate para outros. Atualizo materiais e invisto muito nessa procura, mas essa não será nunca a minha premissa nem o início de uma conversa.

 

E as estações do ano, o ritmo e produção de cada época, são influências, contingências ou indiferenças nestes tempos globais?

Na época em que vivemos a evolução da ciência na produção agrícola e a maior rapidez nos transportes internacionais permite termos praticamente qualquer flor em qualquer época do ano. Mas já provaram morangos em dezembro e em abril? O sabor nunca será o mesmo. Nas flores também é assim. Tento sempre explicar isto, mas em última análise se só gostarmos de morangos e for dezembro, tentarei descobrir os mais saborosos…

 

Tem espécies favoritas ou a beleza e potencial são características transversais a todas as flores e plantas?

Não consigo selecionar uma favorita. Não consigo mesmo! Para cada contexto existe sempre uma seleção mais válida, claro. Nesse contexto, a seleção das flores, das cores, é muito importante e adoro fazê-lo. Mas para trabalhos pessoais, por exemplo, sempre que estou num fornecedor, pareço uma criança numa loja de doces.

 

Ter o controle das decisões é importante? Tem uma perspectiva perfeccionista e específica sobre o resultado e a forma como quer que o seu trabalho seja mostrado e vivido, ou é o prazer de discutir ideias, de criar e acompanhar o processo, que lhe interessa mais na relação com cada projecto, cada cliente?

Não posso ser presunçosa e acreditar que a minha perspetiva é mais válida que a das pessoas que me procuram. Se assim fosse, o processo criativo era muito limitado. Aprendo imenso com os noivos. É da partilha de ideias, do ouvir o outro, que nasce um projeto.

Isso não invalida que seja executado com o melhor que sei, com o contributo que cada profissional da minha equipa tem para dar, com exigência e perfeccionismo.

 

Decoração de um casamento com flores, por Bouquet de Liz (14)

 

Decoração de um casamento com flores, por Bouquet de Liz (11)

 

Decoração de um casamento com flores, por Bouquet de Liz (13)

 

Existem fórmulas vencedoras que aplica, ou cada projecto de decoração floral é pensado totalmente de raiz?

Se há fórmulas mágicas e vencedoras, na arte ou na vida, eu não as conheço. Existem naturalmente conceitos básicos para ambos. As emoções dos noivos, dos pais, das irmãs… também fazem parte do nosso trabalho e isso não obedece a fórmulas. Por isso, cada projeto é único.

 

Onde busca inspiração para cada nova temporada de trabalho?

Em tudo. Tudo mesmo! Mas se existe alguma coisa que me faça mais feliz que trabalhar, é viajar. Talvez essa seja a minha maior fonte de inspiração. Mas também o trabalho de colegas, de profissionais que admiro, de feiras nacionais e internacionais, de blogs e livros da área, de exposições… e do Simplesmente Branco, claro!

 

E nos momentos de fadiga criativa, como refresca a mente e o olhar?

Admito que às vezes é difícil. Trabalhar para a felicidade dos outros é exigente e não existe espaço para falhas. E isso, por vezes, consome muita energia e vitalidade. Depois lê-se um livro, bebe-se um copo de vinho com bons e velhos amigos e adormece-se a pensar na voz doce da minha mãe. O dia seguinte é de certeza muito melhor.

 

Como é o seu processo de trabalho, como cria uma ligação com os seus clientes?

Gosto de pessoas. Gosto de falar e partilhar ideias. Ou acontece naturalmente, ou não vale a pena simular simpatias. Se não for possível construir uma relação de empatia e por vezes amizade, então trata-se com respeito, é isso que se pede a um profissional.

 

Casamento decorado por Bouquet de Liz (3)

 

Casamento decorado por Bouquet de Liz (2)

 

Casamento decorado por Bouquet de Liz (4)

 

Qual é a melhor parte de trabalhar com flores e plantas, em decoração? E o mais desafiante e difícil?

A melhor parte é a criação. Não sei desenhar, com grande pena minha, por isso as flores preenchem a minha necessidade de criar, de contruir coisas com as mãos. De olhar e pensar que fui eu que fiz e que é apreciado. A parte difícil é a volatilidade e a perecibilidade.

Fazer uma composição floral com algumas flores é um desafio. Basta um raio de sol e já não são o que construímos. Têm vida e isso muda tudo. Colocar 20 ou 30 arranjos florais que estejam frescos desde o início ao fim da festa com 30 graus também não é tarefa fácil!

 

O seu trabalho não se resume a decoração floral. Que outros serviços prestam aos noivos?

Nasceu realmente apenas com flores, no entanto, com o passar do tempo e a entrada do meu marido na empresa, cresceu noutros sentidos. Atualmente fazemos a decoração completa do casamento, desde as flores, mobiliário, iluminação. Temos também vários materiais para alugar. Este ano, criámos um departamento de criação gráfica, que anteriormente fazíamos em regime de outsourcing. O serviço de wedding planner surgiu naturalmente a pedido de várias clientes, que contam com os muitos anos de experiência que temos na área.

 

Qual foi o casamento em que mais gostou de trabalhar? Porquê?

A empresa fará no dia 14 de fevereiro 19 anos. Não consigo isolar um. Houve muitos momentos bonitos em diferentes casamentos. Já chorei em alguns …

 

Escolha uma imagem favorita do seu portfolio e conte-nos porquê:

 

Bouquet de Liz - bouquet de noiva e decoração floral para casamentos

 

O casamento resume-se a amor, a um noivo que se desmancha em lágrimas quando a noiva chega, a caminhar juntos e a permitirem que façamos parte desse momento.

Escolhi esta foto porque, além do bouquet e da coroa de flores que adoro, simboliza tudo o que disse anteriormente.

 

 

Os contactos detalhados da Bouquet de Liz estão na sua ficha de fornecedor. Espreitem a galeria, feita de belos filmes, e contactem a Rosário Pinho, directamente através do formulário: é só preencher com os vossos dados e mensagem, e na volta do correio, terão uma resposta simpática.

 

Acompanhem estas nossas conversas longas com fornecedores seleccionados Simplesmente Branco, sempre à quarta-feira!