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Susana Pinto

À conversa com: Quinta da Quintã – espaço para casamentos

Hoje conversamos com a Joana Coelho, da Quinta da Quintã – espaço para casamentos.

E que bela conversa esta, como vão descobrir.

Conheci a Joana quando visitei uma das edições do seu Wedding Weekend, há uns anos largos. Fiquei impressionada com tudo o que vi – o investimento real, palpável, da apresentação da Quinta da Quintã aos seus potenciais clientes (flores frescas e bonitas, estacionário variado e completo, cocktail gostoso e acabado de confeccionar, bolos dos noivos para ver e para provar), o gosto nos detalhes, a qualidade e atenção do e no serviço.

Mantive o contacto e o namoro, e fiquei muito feliz quando decidiram juntar-se ao Simplesmente Branco. Porque prestam um serviço de excelência e têm um trabalho óptimo, e porque olhamos para muitas coisas (as fundamentais), da mesma forma.

No último ano temos conversado bastante sobre isto de trabalhar no mercado de casamentos, sobretudo nos dias de hoje, e vamos partilhando as nossas reflexões. Ler, com detalhe, sobre o caminho que percorreram, as escolhas que fazem e o que os move e entusiasma, é abrir a porta de uma casa de sonhos, a Quinta da Quintã, e uma bela lição de profissionalismo.

 

Sabermos ler bem o nosso cliente, estabelecermos com ele esta relação de grande empatia e confiança, e, até, sabermos antecipar as limitações com que nos vamos deparar no futuro para conseguirmos concretizar esta ou aquela visão que ele nos traga, são valências essenciais no nosso trabalho. Conseguirmos manter-nos à tona, com a frescura e o tempo que a relação com cada cliente exige, em tempos em que os eventos se sucedem rapidamente, são desafios diários que procuramos vencer com uma organização e uma cadência de comunicação eficientes.

 

Vem de uma área criativa e está à frente deste projecto ambicioso e de imensa qualidade que é a Quinta da Quintã. O que a trouxe até aqui?

A Quinta da Quintã é uma quinta que está na minha família há muitos anos. A quinta original foi totalmente restaurada e ampliada para acolher a realização de eventos, projeto encabeçado pela minha mãe durante os primeiros anos. A dada altura eu e o João, que vimos ambos de áreas criativas, fomos desafiados pelos meus pais a integrar a equipa, a trazermos eventualmente uma abordagem refrescante a um projeto grande, num mercado imenso e cada vez mais exigente. Na altura tínhamos um atelier de design e outros projetos paralelos, também relacionados com as nossas áreas de estudo – eu tenho formação em design nas Belas Artes e o João em marketing e publicidade – e admito que foi uma decisão difícil, a de darmos este mergulho numa área que nos era um pouco estranha, o mercado dos eventos, e mais propriamente dos casamentos (na verdade, apesar de estarmos juntos há muitos anos, nem sequer éramos casados na altura). Mas o convite soou-nos a desafio, a mergulharmos juntos numa aventura nova – quase sempre trabalhámos juntos, curiosamente -, numa plataforma onde poderíamos aprender coisas, aplicar conhecimentos, dar asas à criatividade e trabalhar com amor, o Amor. Aqui podemos ser tantas coisas, podemos desenhar, esculpir, ilustrar, criar, conhecer pessoas, inspirar, concretizar visões e sonhos, sempre no plano do Amor. E assim foi: viemos já há 11 anos e foi-nos impossível não ficar.

 

 

 

 

A imagem de marca da Quinta da Quintã é, na minha opinião, um estilo moderno, elegante, muito romântico e versátil. Concorda com esta definição?

É muito interessante ouvir esta definição, vinda de alguém que respeitamos muito. A questão da definição de um estilo e de uma visão que oriente o nosso percurso é uma discussão muito interessante e que sempre me preocupou, quer no meu trabalho enquanto designer, quer no meu trabalho de organização e styling de eventos. Eu e o João conversamos bastante sobre esta dualidade que sentimos na decisão de manter um estilo definido ou de ir ao encontro das pretensões do cliente neste trabalho que, além de ter uma forte componente criativa, serve o propósito de uma outra pessoa que não o próprio criativo. É um facto que trabalhamos e criamos para alguém. Mas também é facto que em primeira instância trabalhamos para nós, construímos o nosso percurso, e temos de ser fiéis ao nosso estilo, à nossa verdade. Só assim conseguimos distinguir-nos como “marca”, afirmamos a nossa identidade num mercado tão saturado e nos oferecemos como uma alternativa para quem procura algo especial. Dito isto, creio que os conceitos de elegância, romantismo e versatilidade definem muito bem o que procuramos oferecer em todos os eventos que criamos. São conceitos base, e de natureza abrangentes, sobre os quais assentamos e concretizamos a visão de quem nos procura, obtendo neste diálogo resultados muitas vezes surpreendentes.

 

Esta assinatura faz parte do ADN do espaço, ou é algo que escolheram como tendência e tema para este ano? Porquê?

Creio que já faz parte da natureza do espaço, que se impõe muitas vezes como a base de construção do próprio evento, mas sem esquecer que o espaço também tem, ele próprio, vindo a evoluir, resultado da nossa leitura das tendências e da nossa própria evolução. Conhecemos instrinsecamente o que temos e sabemos o que não temos ou o que não queremos ter – não temos um celeiro em Inglaterra, nem uma esplanada na praia, pelo que não temos o objetivo irreal de oferecer todas as propostas, mesmo que estas surjam como tendências. Queremos que o nosso espaço surja como uma bela tela sobre a qual o cliente consiga projetar a sua visão e que, a par do espaço, o cliente encontre em nós os parceiros ideais e a inspiração para levá-la ainda mais além.

 

As tendências da estação… são um assunto de trabalho ou apenas fait-divers?

As tendências são, sem dúvida, um assunto de trabalho. Cada vez mais, e ainda bem, eu diria. A área dos casamentos tem vindo a evoluir vertiginosamente ao longo dos últimos anos e muito por responsabilidade da democratização e crescente acesso à informação e às ditas tendências. Hoje estamos a um “clique” do que se faz hoje do outro lado do mundo. Estamos dentro das salas mais requintadas, assistimos aos eventos mais intimistas, aos mais glamorosos, e aos mais radicais. Isto ensina-nos coisas, faz-nos pensar nelas, abrir o nosso leque de possibilidades e, em última instância, refinar a nossa própria visão. Isto dá-nos muito mais trabalho, mas um trabalho mais interessante, mais desafiante. Abre-nos mesmo a possibilidade de sermos, nós próprios, definidores das tendências. Nós e o que projetamos do nosso trabalho, fruto da relação e do diálogo com os noivos. Naqueles momentos mágicos em que se alinham perfeitamente os gostos e as vontades, a nossa verdade, a visão e a capacidade de execução, alguma liberdade e em que todos os elementos se conjugam num resultado capaz até de nos surpreender, a nós, os intervenientes desta criação, surge algo incrível e digno de ser considerado como definidor de tendência, e está ao nosso alcance ocupar esse espaço.

 

 

 

 

Ter o controle das decisões é importante? Tem uma perspectiva perfeccionista e específica sobre o resultado e a forma como quer que o seu espaço e trabalho sejam mostrados e vividos, ou é o prazer discutir ideias, de criar e acompanhar o processo, que lhe interessa mais na relação com cada projecto, cada cliente?

Tenho alguma dificuldade em dar uma resposta simples a esta pergunta. Se por um lado, a Quinta da Quintã sempre se posicionou no mercado como um espaço em que o convite feito aos noivos é o de personalizarem – definirem como querem que seja a relação e o percurso connosco, escolherem as equipas com que querem trabalhar, terem um voto sobre a maioria dos aspectos do nosso trabalho, desenharem connosco o seu dia à sua imagem – e que surge ele próprio como o resultado de um diálogo constante entre mim e o João, e entre nós e os outros, tenho uma tendência perfeccionista e de controlo e sinto, admito, dificuldade em assumir as cedências a que esta flexibilidade que oferecemos nos obriga por vezes. É certo que nem sempre nos identificamos com esta ou aquela escolha dos noivos, mas acredito que nos cabe a nós dirigir esta relação de forma a encontrar o equilíbrio entre os dois universos, sempre que eles se desencontram. É aqui que reside o maior desafio do nosso trabalho e é neste equilíbrio que nos conseguimos afirmar como uma alternativa distintiva, na qual a relação com o cliente é primordial.

Não posso, porém, deixar de admitir que uma das nossas vontades neste momento é dirigir o projeto Quinta da Quintã para uma posição em que alcancemos o melhor dos dois mundos: chegar cada vez mais aos clientes com que mais nos identificamos, aqueles que partilham a nossa visão, o gosto e o estilo que temos traçados para o futuro da Quinta da Quintã e com eles viver esta experiência de discutir, crescer e aprender ainda mais sobre o que queremos para este projeto. Fazer cada vez menos cedências, estreitar cada vez mais as escolhas, obter resultados cada vez mais diferenciadores e uma identidade cada vez mais coesa.

 

Onde busca inspiração para cada nova temporada de trabalho?

Sempre fui uma pessoa muito distraída dos detalhes do que me rodeia mas ao longo do tempo fui-me forçando a prestar-lhes mais atenção. Pode parecer uma afirmação idílica ou cliché mas a natureza é uma grande fonte de inspiração, se soubermos como olhar. Os quadros naturais oferecem-nos imagens incríveis, ao nível da combinação de cores e da composição, por exemplo. Muito do que se faz e do que está na moda não são mais do que reinterpretações interessantes do que nos rodeia, aplicadas a diferentes contextos e em diferentes locais. Além disso devoro imagens, novas propostas, o que se faz bem, lá fora e cá dentro, – o Simplesmente Branco é um excelente exemplo disso – quer no âmbito dos casamentos, quer noutras áreas artísticas. Inspiro-me no trabalho dos meus amigos, no design, na moda, na arquitetura, na modelação de espaços. Inspiro-me nos clássicos, que correm sempre bem e que perduram no tempo. Inpiro-me nas minhas conversas com o João. E por último, e não menos importante, inspiro-me nos meus noivos, no que me trazem de novo, nas suas ideias mais pessoais. Gosto de percorrer lojas, de procurar novidades e de encontrar soluções para materializar essas ideias.

 

E nos momentos de fadiga criativa, como refresca a mente e o olhar?

Não é fácil desligar-me do trabalho, já que quase tudo à minha volta parece estar ligado a este mundo dos casamentos. Trabalho com o meu marido, o João, com a Tânia – minha cunhada e melhor amiga -, com a minha irmã Diana. A minha outra irmã, Ana, e o meu cunhado Zé, têm um projeto de vídeo também ligado à mesma área. O espaço tem ligações inegáveis à família. A própria equipa QQ já vem, quase na íntegra, dos primeiros tempos do projeto, pelo que é quase uma segunda família. Mantenho relações de amizade com muitos dos meus clientes. Mas é muito importante para mim conseguir por vezes desligar esta ficha. Viver a minha filha. Viver o meu marido. Viver os meus amigos. Conviver, sair, conhecer sítios novos, ter experiências diferentes, envolver-me em projetos noutras áreas, com outras pessoas, continuar o trabalho como designer gráfica, desenhar. No fundo parar, fazer coisas que nada (e tudo) tenham a ver com este universo, ajuda-me a voltar mais leve, com uma ideia mais clara do que pretendo fazer aqui, e a regressar sempre a esse caminho das intenções, do qual às vezes nos desviamos por força da intensidade do trabalho. Mesmo no que respeita à Quinta enquanto espaço físico, optamos por parar todos os anos durante uns meses de forma conseguirmos um distanciamento que nos permita lançar um olhar crítico e limpo sobre o espaço e a imagem. Paramos, pensamos e agimos em conformidade com o que pretendemos obter no espaço, isto sob a forma de pequenas (ou grandes) remodelações e alterações. Este sistema permite-nos assegurar uma evolução constante e refrescar a nossa própria experiência, que é por vezes demasiado intensa.

 

 

 

 

Como é o seu processo de trabalho, como cria uma ligação aos seus clientes?

Quem conhece a forma de trabalharmos, sabe que uma das componentes mais importantes e substanciais da nossa afirmação como equipa, é a relação que desenvolvemos com os noivos. Isto vale desde a primeira abordagem, feita pelo João, que recebe tão bem todos os clientes e potenciais clientes, e que acaba por ser o nosso rosto, a primeira impressão que a Quinta da Quintã deixa em quem nos procura; passa pelo acompanhamento dos noivos, organização e styling do evento, a meu cargo e da Tânia Almeida, pelos elementos que integram as nossas equipas de apoio comercial, manutenção, decoração e cozinha – tão importante -, e culmina na relação que os nossos colaboradores de sala estabelecem com noivos e convidados no dia do evento. Somos um espaço absolutamente aberto a todas as pessoas e procuramos desenvolver uma relação próxima com quem nos procura para realizar um dia tão importante na sua vida, e que acaba por acontecer de forma muito natural. Compreendo quem opte por manter a ligação com o cliente numa esfera mais profissional, mas nós não somos assim. Nós queremos sentir-nos próximos. Esta é uma área de atividade muito intensa e exigente, quer física, quer emocionalmente, em que o nível de drama é sempre muito elevado. Em boa verdade, estamos sempre a trabalhar para o dia mais importante da vida de alguém e essa carga é incontornável. Um relacionamento de proximidade atenua esta dimensão, anula eventuais barreiras e traz uma excelente energia ao trabalho. Sabermos ler bem o nosso cliente, estabelecermos com ele esta relação de grande empatia e confiança, e, até, sabermos antecipar as limitações com que nos vamos deparar no futuro para conseguirmos concretizar esta ou aquela visão que ele nos traga, são valências essenciais no nosso trabalho. Conseguirmos manter-nos à tona, com a frescura e o tempo que a relação com cada cliente exige, em tempos em que os eventos se sucedem rapidamente, são desafios diários que procuramos vencer com uma organização e uma cadência de comunicação eficientes. No final de contas, podemos orgulhar-nos de dizer que já fizemos muitos e bons amigos junto dos nossos noivos, e creio que esta afirmação será mútua.

 

Qual é a melhor parte de decorar um casamento? E o mais desafiante e difícil?

Para mim é o processo de pegar num fio que nos é dado pelos clientes e desenrolá-lo com mestria até onde conseguirmos, com vista a um resultado surpreendente. É juntarmos um conjunto de ideias e elementos e construirmos algo coeso, bonito, uma imagem, um ambiente, a base para uma festa de sonho. É a reação dos noivos quando chegam e vêem o nosso trabalho. É o telefonema que recebemos no dia seguinte. É a nostalgia boa que fica. E é percebermos que o nosso trabalho toca a vida de muitas pessoas de uma forma boa, bela. Que ajudamos a criar dias únicos, irrepetíveis, marcados por muita cumplicidade e amor. O mais difícil é contornar as limitações que o mundo real impõe, conseguir o equilíbrio entre o que é instagrammable e o casamento real, com um serviço real e muito sério, com convidados reais e um mundo de detalhes e esforços que têm de fluir e funcionar.

 

Qual foi o casamento em que mais gostou de trabalhar? Porquê?

Acho que é impossível destacar um só casamento. Ao longo destes anos houve muitos e maravilhosos eventos que me marcaram pelas mais variadas razões. Ou pelos noivos que conhecemos por aqui – temo-nos cruzado com pessoas verdadeiramente surpreendentes ao longo do nosso percurso na QQ – ou pelos que já conhecíamos – tivemos o privilégio de participar no casamento de grandes amigos e de alguns familiares queridos – ou por ter sido um evento difícil, com um nível de exigência mais desgastante, e que correu tão bem, ou por ter sido um projeto desafiante, em que conseguimos fazer algo realmente diferente, genuíno, marcante na nossa história.

 

 

 

 

Escolha uma imagem favorita do seu portfolio e conte-nos porquê:

A ter de escolher uma imagem, escolho esta fotografia do João Almeida, porque é bonita e homenageia de forma singela alguém muito especial, de quem nos lembramos sempre. Este foi um dia feliz.

 

Quinta da Quintã - espaço para casamentos

 

Os contactos detalhados da Quinta da Quintã estão na sua ficha de fornecedor. Espreitem a galeria, feita de belas imagens, e contactem o João Carvalho de Almeida directamente através do formulário: é só preencher com os vossos dados e mensagem, e na volta do correio, terão uma resposta simpática.

 

Acompanhem estas nossas conversas longas com fornecedores seleccionados Simplesmente Branco, sempre à quarta-feira!

 

Susana Pinto

À conversa com: Foto de Sonho – fotografia de casamento

Hoje conversamos com o Hélio Cristovão e Marco Santos Marques, a dupla que assina como Foto de Sonho – fotografia de casamento.

É uma conversa longa e muito sumarenta, feita de reflexões ponderadas sobre a fotografia de casamento, a vida e o profissionalismo que tudo isto exige.

Razão e coração, a duas cabeças e quatro mãos, para um belo resultado final: as vossas fotografias de casamento.

Sabes aquele momento… a irmã da noiva agarra-a com força a felicitá-la, ou os noivos trocam votos nos olhos de cada um, ou a avó, que criou a menina que hoje é noiva, entra no quarto e basta um olhar. Esses são os momentos em que te sentes ‘na zona’, e é aí que queres estar. E tens a câmara em punho. Tens aquele pseudo-poder de eternizar algo belo, algo único, algo que te vai fazer estremecer o coração, essa cápsula do tempo. Um momento que não foi ensaiado, é real, é emotivo.

Contem-nos um pouco da vossa viagem profissional até aqui, à fotografia de casamento.

A fotografia não foi a primeira profissão, no caso de ambos. O Marco, músico, guitarrista e comercial de pianos, o Hélio, topógrafo entre Lisboa e o Alentejo. No entanto, a fotografia era uma paixão que nos definia, e, cada vez mais, tomava conta das nossas vidas… Foi em 2007 que nos conhecemos, num workshop mítico da Primeira Luz (ex-Fotonature), sobre fotografia de paisagem natural. Na altura procurávamos a linguagem mais artística nesse estilo, que foi a nossa génese, a nossa escola, com muita aprendizagem auto-didacta e várias formações, mas essencialmente um desejo criativo, uma obsessão.
A fotografia de casamento surge a convite de alguns colegas, amigos, com os quais começámos a experienciar esse território incauto. Penso que será um percurso típico; eu sei, não é o caminho mais “romântico”, mas o que conta foi esse feeling que despontou em nós: um admirável mundo novo.
A vida deu uma volta e chegou o dia em que decidimos viver da fotografia. Nasceu a marca Foto de Sonho, em 2012. A meio de 2014, o Marco passou a dedicar-se a tempo inteiro ao projecto, que foi ganhando os contornos que tem hoje. Os anos de experiência, amadurecimento de ideias e procura de um estilo, fazem-nos acreditar neste projecto: é a nossa vida, a profissão que vamos construindo, uma aventura.

 

Há quanto tempo fotografam? E porquê casamentos?

Fotografamos há cerca de quinze anos. Dedicamo-nos à fotografia de casamento há sete.
Sabes aquele momento… a irmã da noiva agarra-a com força a felicitá-la, ou os noivos trocam votos nos olhos de cada um, ou a avó, que criou a menina que hoje é noiva, entra no quarto e basta um olhar. Esses são os momentos em que te sentes ‘na zona’, e é aí que queres estar. E tens a câmera em punho. Tens aquele pseudo-poder de eternizar algo belo, algo único, algo que te vai fazer estremecer o coração, essa cápsula do tempo. Um momento que não foi ensaiado, é real, é emotivo.
A nosso ver, a fotografia de casamento não é só feita de rosas, é muito duro e desafiante, mas é um desafio único para registar histórias impactantes. A criação da história é algo que vivemos com muita paixão.

 

O vosso trabalho é feito a duas mãos. Como o definem e como construíram essa assinatura?

Definimo-lo como um equilíbrio entre fotografia espontânea, fotojornalismo, e doses de direção criativa, na procura de um retrato artístico.
Queremos contar uma história emocionante. Durante grande parte do dia estamos em modo ‘fotojornalismo’, a reagir ao desenrolar dos acontecimentos. Isso permite-nos uma reportagem honesta, directa, e captar momentos autênticos. Depois vivemos num limbo. Em parte do dia, especialmente na sessão com os noivos, gostamos de juntar alguma dose de direcção criativa, ao sugerir a melhor luz, local, e criar um ambiente mais controlado, longe do caos da vida real. Isso permite-nos trabalhar composições cuidadas, com poses naturais e românticas, que invoquem uma contemplação do momento.

A assinatura é fruto de trabalharmos em equipa para ao produto final, as ideias, a história; mas também entender que há o espaço para o autor individual. Temos sim, visões e interpretações diferentes, e diria que se complementam, o que só enriquece o sumo do nosso trabalho.

 

 

Achas que os detalhes que escolhes fotografar e como o fazes, a narrativa que constróis, é diferente das escolhas que o Marco faz, quando estão em acção? Como convergem?

Por muitas influências e gostos em comum que tenhamos, naturalmente que somos pessoas diferentes, cada autor terá a sua interpretação; isto, na nossa opinião, favorece a diversidade do trabalho. No entanto, por trabalharmos juntos há tantos anos, estamos imbuídos de um espírito criativo comum, sabemos o caminho da nossa narrativa, o que gostamos e o que não gostamos. O fio condutor será sempre a discussão do bom gosto, e o que melhor enaltece o motivo e cada momento!
Um problema de muitos artistas são os egos. Há que ser humilde, há muito tempo que nos separámos dessa individualidade e somos os críticos um do outro; isso permitiu-nos uma habituação aos estilos de cada um, e convergir para o estilo da marca.
Esta convergência também vem de um lugar mais antigo, vem das nossas próprias raízes. De trabalhar com luz natural, luz dourada, influências gémeas. Esta linguagem está na origem de tudo, e no nosso entendimento, que é quase telepático por vezes. E, além disso, antes de entregar o nosso produto, temos um procedimento de “crivo final” (sim, nós temos nomes para estas coisas), onde verificamos uma por uma, cada imagem, passando um último filtro e selecção na narrativa que constrói essa história.

 

Nestes tempos globais, em que as imagens circulam a uma velocidade vertiginosa e todos temos acesso a tudo, a qualquer hora, onde vão buscar inspiração?

É um aspecto pertinente este, quem nós somos e se nos preocupamos verdadeiramente com essa velocidade vertiginosa de consumo, que é um facto. Se simplesmente tentamos fazer “a nossa cena”… O que acaba por ser contraditório, pois o standard do fotógrafo deve ser criar: imagens intemporais (que grande responsabilidade esta) num tempo em que muito se consome num piscar de olhos, modo instantâneo, muito é efémero.

A inspiração tanto pode vir de um dia de luz difusa e céu dramático de nuvens sobre a serra, como de um sol brilhante, da última luz dourada do fim da tarde. A paisagem natural, e ainda alguma fotografia que aqui exercemos é uma fonte rica, que nos traz ideias e refresca o espírito.

Quanto ao consumo vertiginoso, o tempo é o melhor filtro, e, honestamente, dez anos passados de experiência de redes sociais… we´ve had enough. Atualmente não nos focamos tanto nas coisas da internet e social media. Seguimos alguns autores, fotógrafos que admiramos, um punhado de blogs.

Somos feitos da papinha que nos alimenta. E o que mais nos têm inspirado e influenciado nos últimos tempos é a arte clássica, pintura, a música que devoramos e a leitura. A arte cria um campo imaginário que trazemos para a realidade. Na pintura, o Marco tem andado particularmente inspirado pela obra de Caravaggio, Velasquez e Monet, o seu leque predilecto; no meu caso, ando inspirado pelo universo da literatura de José Luís Peixoto e Fernando Ribeiro (Moonspell), e na música, com ambientes metálicos e mais pesados, sobre os quais escrevo e também fotografo.

 

Quando precisam de fazer reset, para onde olham, o que fazem?

Viajar é um espetacular remédio. Nada que um tempo de qualidade em família, o nosso refúgio, não supere! Ter aquele tempo maior, que podes passar juntos dos filhos, aquele tempo que é liberdade. Esse é um reset feito em condições.
Temos um certo refúgio ainda na fotografia de paisagem natural, que exercemos a título próprio, e permite mudar algumas frequências na “vida normal”, e depois, temos os mini-resets do dia-a-dia, o Hélio pratica bicicleta de montanha nos trilhos da serra de Sintra, e frequenta concertos de heavy metal, o Marco vai para o ginásio e gosta de conhecer museus.

 

 

 

 

De Lisboa para o mundo, ou Portugal de lés a lés: fotografar casamentos estrangeiros é diferente de fotografar casamentos nacionais?

Sim. Nos casamentos nacionais podemos afirmar que há um sentimento de proximidade com a nossa cultura, a alma portuguesa, a tradição. Falamos a nossa língua e há um carácter familiar, sentimos essa ligação. Mas não podemos generalizar, pois de certo modo, todos os casamentos são realmente diferentes.
Ao fotografar casamentos estrangeiros, acontece por vezes conhecermos pessoalmente os casais no próprio dia ou de véspera, e por tal partimos para um total registo freestyle, o que é um desafio não menos interessante.
Mas há muitos aspetos de diferença em casamentos internacionais, variando consoante as culturas, enquanto um casamento indiano terá todos os rituais de uma cerimónia hindu, um casamento nigeriano apropria-se dos rituais étnicos, que são sempre histórias muito próprias.
De um modo geral, sentimos que nos casamentos estrangeiros, especialmente os destination weddings, as pessoas estão num registo altamente descontraído, a aproveitando a viagem, é toda uma experiência, e é espectacular absorver isso e captá-lo no casamento.

 

Qual é o vosso processo de trabalho, como acontece a ligação ao cliente?

Gostamos de dar o melhor, como um mandamento essencial que rege o nosso trabalho. Essa ligação com o cliente é, para nós, e para o trabalho que gostamos de criar, um factor maior, pois a fotografia de casamento será sempre algo de autor, algo muito pessoal.

É muito importante desde o primeiro contacto, haver uma conversa telefónica com o cliente. No caso dos casais que estão no estrangeiro, tentamos sempre agendar algo. Acreditamos que essa conversa poderá ser o início dessa ligação, quando ela existe, se tiver de existir. Futuramente uma reunião presencial, será mesmo o melhor. Gostamos de estar com as pessoas, é aí que a ligação acontece.

 

Casamentos grandes ou pequeninos, nacionais ou estrangeiros, cerimónias emotivas, festas de arromba – qual é o tipo de festa que mais gostam de registar?

Seja uma festa com 300 convidados ou 30, num palácio ou num pátio da cidade, diria que que o tipo de casamento que mais gostamos de registar é mesmo aquele em que temos uma excelente empatia com os noivos, e quando testemunhamos que estão a viver um dia pleno de emoções. Uma boa história pode acontecer em qualquer sítio.

 

Foto de Sonho - fotografia de casamento

 

Foto de Sonho - fotografia de casamento

 

Foto de Sonho - fotografia de casamento

 

Qual é a melhor parte de fotografar casamentos? E o mais desafiante e difícil?

Quando saímos porta fora rumo ao dia, criamos expectativas. Acredito que seja como um artista antes de subir ao palco e começar a actuar. Iniciando o trabalho, isso passa. Partir desta expectativa e ver a história a ganhar forma é muito gratificante. Pelo meio, partilhamos momentos especiais com os noivos e famílias. E isso é um privilégio, tendo feito de nós pessoas melhores. Cada momento tem o seu próprio carisma ao longo do dia.
As melhores partes: os preparativos da noiva – um momento realmente místico – as felicitações após a cerimónia, as demonstrações de afecto. Nós somos atraídos por esses momentos. Depois, a sessão fotográfica com os noivos pode ser um acontecimento mágico.

O mais desafiante e difícil, diria o esforço físico e mental que esta profissão implica. Chegamos a fotografar casamentos de 20 horas, e a concentração e acabeça fresca implica muita resiliência e uma entrega apaixonante. Sobretudo quando temos outro trabalho no dia seguinte.

 

Escolham uma imagem favorita do vosso portfolio e contem-nos porquê:

 

 

Foto de Sonho - fotografia de casamento

Marco: escolher uma fotografia favorita do nosso trabalho, não é fácil. Mas por tudo que representa, escolhi esta fotografia do casamento da Ester e Nelson. Há muito tempo que perseguia uma fotografia que representasse o quão espetacular é fotografar um casamento. Por mais diverso e desafiante que seja o dia, procuramos, no dia de casamento, ser fiéis aos momentos e aquela fotografia que resume o que os noivos são enquanto casal.
Por isso, enviamos um questionário para os noivos, com perguntas detalhadas sobre a história deles, as suas relações familiares e amigos. Também tentamos estar com eles o maior número de vezes possível antes do dia do casamento.
Percebemos que são fatores muito importantes para conseguirmos um trabalho único, original e de um dia de absoluta confiança, sem quaisquer preocupações.
Com a Ester e Nelson tivemos essa felicidade, tínhamos conhecimento de como eles eram, a sua família os seus amigos e como tudo se iria passar no grande dia.
Esta fotografia resume isso tudo, a alegria e entusiasmo representados pela expressão de ambos ao ver e partilhar o momento com os convidados. Culminado com o fogo em forma de coração, como se fosse o pedido deles.
Ficamos muito felizes por eles e por nós.

 

Foto de Sonho - fotografia de casamento

 

Hélio: citando o mestre Joe Buissink, não há fotografias perfeitas, apenas momentos perfeitos. Escolhi esta fotografia, não porque tem um cenário grandioso, não porque poderia ser tecnicamente perfeita ou a luz seria tão brutal e espectacular, mas porque este momento ficará para sempre na minha memória. Não vale a pena inventar: a vida não ficará melhor que isto. O amor de uma irmã que agarra a noiva num momento autêntico e genuíno como nunca seria possível encenar. A cerimónia e trocas de votos ficou uns minutos para trás, e no calor do momento, esta fotografia representa a emoção e autenticidade com que procuramos contar a história.

 

 

Os contactos detalhados da dupla Foto de Sonho estão na sua ficha de fornecedor. Espreitem a galeria, feita de belas imagens, e contactem o Hélio Cristovão directamente através do formulário: é só preencher com os vossos dados e mensagem, e na volta do correio, terão uma resposta simpática.

 

Acompanhem estas nossas conversas longas com fornecedores seleccionados Simplesmente Branco, sempre à quarta-feira!

 

Susana Pinto

À conversa com: Retractus – fotografia de casamento

Hoje conversamos com a Retractus, que faz fotografia de casamento.

A sua assinatura é delicada e intimista, o que resulta num trabalho sempre muito especial. Fiquem a conhecê-los melhor: o modo como fazem as suas escolhas, para onde olham, e como registam o mais bonitos dos dias – o vosso!

Receber o feedback dos nossos clientes e saber que será através do nosso olho que irão recordar aquele momento especial, é algo absolutamente incrível.

Contem-nos um pouco da vossa viagem profissional até aqui, à fotografia de casamento.

O início da nossa história profissional está bastante longe da área da fotografia, mas foi a paixão por esta arte que nos trouxe até aqui. O que começou como um hobie, acabou por nos deixar de tal forma apaixonados, que nos entregámos de alma e coração. Paralelamente existiam outros projetos, também eles associados à fotografia, o que acabou por nos desafiar sempre mais e, inevitavelmente, fez todo o sentido seguirmos este rumo.

 

Há quanto tempo fotografam? E porquê casamentos?

Estamos neste mundo há cerca de 4 anos. Os casamentos têm uma beleza muito própria e, na realidade, poder captar o momento perfeito, o detalhe que faz a diferença e que foi pensado com tanta dedicação e por tanto tempo ou a emoção de um dia tão especial, é o que nos motiva. É desafiante e claro que existe uma parte menos desafiante, mas receber o feedback dos nossos clientes e saber que será através do nosso olho que irão recordar aquele momento especial, é algo absolutamente incrível.

 

Nestes tempos globais, em que as imagens circulam a uma velocidade vertiginosa e todos temos acesso a tudo, a qualquer hora, onde vão buscar inspiração?

É óbvio que procuramos inspiração nos profissionais que mais admiramos. Também no cinema e no teatro encontramos muita inspiração, apesar de fotografarmos, há um propósito que é o de contar uma história através de imagens estáticas mas que, no fundo, se assemelha à história de um filme. E são, naturalmente os filmes mais românticos – e até os mais dramáticos – que nos inspiram mais. Mas sem dúvida alguma que existe muita inspiração que surge no momento e nos casais com quem trabalhamos.

 

Como construiram a vossa assinatura, como a definem?

A nossa imagem é muito romântica, quase áurea, com muita luz e até serenidade. Um pouco no seguimento do filme romântico do imaginário que na realidade não tem – nem deve – ficar-se por aí.

Mas a nossa assinatura passa um pouco também pela forma como trabalhamos e que sabemos ser um dos pontos que os nossos clientes mais valorizam.

 

Retractus - fotografia de casamento

 

Retractus - fotografia de casamento

 

Retractus - fotografia de casamento

 

Quando precisam de fazer reset, para onde olham, o que fazem?

Curiosamente tivemos uma fase de reset recentemente. É complicado e pode ser realmente um desafio. Por vezes há que simplesmente desligar um pouco e olhar noutras direções.

Mas a verdade é que havendo paixão por esta (ou outra) arte, a inspiração acaba sempre por voltar.

 

Do norte para o mundo, ou Portugal de lés-a-lés: fotografar casamentos estrangeiros é diferente de fotografar casamentos nacionais?

Bastante! Os casamentos nacionais ainda vivem muito na tradição pura e dura – ainda que se vá vendo já algumas excepções – mas regra geral, e mesmo quando os casais tentam sair disso, acabam sempre por ceder às pressões familiares e/ou sociais.

Os estrangeiros têm uma postura um pouco diferente e mais relaxada. Vivem mais o momento e aproveitam muito melhor o dia, o que acaba por ser um facilitador na hora de fotografar .

 

Qual é o vosso processo de trabalho, como acontece a ligação com aos clientes?

Procuramos sempre conhecer os clientes antes do grande dia e recomendamos sempre uma sessão prévia para que se possam ambientar connosco, com a lente e com a nossa forma de trabalhar. É extremamente raro não criar uma boa ligação porque, logo à partida, ambas as partes estão interessadas em que a relação funcione.

Em relação ao nosso processo temos uma filosofia muito pouco intrusiva e tentamos passar despercebidos, porque na verdade é assim que o nosso trabalho sai melhor.

 

Casamentos grandes ou pequeninos, nacionais ou estrangeiros, cerimónias emotivas, festas de arromba – qual é o tipo de festa que mais gosta de fotografar?

Independentemente do tipo de casamento, aquilo que gostamos mesmo é quando há relaxe por parte dos noivos, porque logo à partida é seguro que tudo corre da melhor forma possível, o que torna o nosso trabalho muito mais fácil. É difícil escolher um tipo de festa porque já tivemos excelentes experiências em todos eles. O ideal mesmo, é quando os noivos sabem aproveitar o melhor possível o dia.

 

Retractus - fotografia de casamento

 

Retractus - fotografia de casamento

 

Retractus - fotografia de casamento

 

Qual é a melhor parte de ser um fotógrafo de casamento? E o mais desafiante e difícil?

A melhor parte é quando recebemos aquele feedback quase emotivo por parte dos clientes. Saber que realmente captamos o seu dia de uma forma que os deixa emocionados e que o recordarão assim nos anos vindouros, é algo mesmo muito gratificante. E temos clientes que nos tocam mesmo na alma.

A parte de todo o trabalho que se tem – no dia mas muito além dele – é desafiante e difícil, mas o que realmente pode ser mais complicado de gerir é quando no dia de casamento existem pessoas a tentar controlar a nossa forma de trabalhar – isso, sim, chega a ser desafiante.

 

Escolham uma imagem favorita do vosso portfolio e contem-nos porquê…

 

Retractus Fotografia de casamento

 

É muito difícil mesmo escolher apenas uma, porque há muitas favoritas.

Mas esta tem um valor especial para nós. Pelo incrível pano de fundo, pelo facto de ser analógica, pela forma natural e descontraída com que captámos esta imagem, mas, sobretudo, porque eram amigos que nos confiaram algo tão importante e cujo resultado ainda hoje é celebrado por eles e por nós.

 

Os contactos detalhados de Retractus estão na sua ficha de fornecedor. Espreitem a galeria, feita de belas imagens, e contactem a Susana Machado directamente através do formulário: é só preencher com os vossos dados e mensagem, e na volta do correio, terão uma resposta simpática.

 

Acompanhem estas nossas conversas longas com fornecedores seleccionados Simplesmente Branco, sempre à quarta-feira!

 

Susana Pinto

À conversa com: Pedro Sifredo – fotografia de casamento

Hoje conversamos com Pedro Sifredo, fotógrafo de casamento baseado em leiria, mas pronto para correr o país, ao vosso dispor.

Juntem-se a nós e fiquem a conhecer melhor o seu trabalho: para onde olha, porque o faz, as memórias que cria para cada um dos seus clientes noivos.

Os casamentos sempre me fascinaram pela quantidade de emoções envolvidas, histórias para contar e imprevistos que tornam cada um deles especial e único. Acho que é esse “irrepetível” que me cativa. Saio para cada casamento com a certeza de que nesse dia vou ter uma história nova para contar.

Conte-nos um pouco da sua viagem profissional até aqui, à fotografia de casamento.

Descobri a fotografia no secundário e foi amor à primeira vista, desde aí faz parte da minha vida.  A minha formação académica foi noutra área, mas nunca deixei de aprender e de estar atento a tudo o que dizia respeito à fotografia.

Há cerca de cinco anos achei que esse amor “era para a vida toda” e comecei o meu projecto de fotografia de casamento, primeiro com outros fotógrafos e, posteriormente, um projecto mais pessoal.

 

Há quanto tempo fotografa? E porquê casamentos?

Os casamentos surgem naturalmente na minha vida. Sou casado com uma wedding planner e temos uma empresa de eventos que faz cerca de 50 casamentos por ano, a Iguarias do Tempo. O meu primeiro trabalho foi, aliás, o portfólio da empresa, e é a partir daí que o projecto começa a crescer na minha cabeça.

Os casamentos sempre me fascinaram pela quantidade de emoções envolvidas, histórias para contar e imprevistos que tornam cada um deles especial e único. Acho que é esse “irrepetível” que me cativa. Saio para cada casamento com a certeza de que nesse dia vou ter uma história nova para contar. É quase como olhar para uma página em branco, pronta a ser colorida por mim.

 

Nestes tempos globais, em que as imagens circulam a uma velocidade vertiginosa e todos temos acesso a tudo, a qualquer hora, onde vai buscar inspiração?

A inspiração pode estar em todo lado, por isso vou buscá-la a tudo o que me rodeia, pois acho que somos aquilo que vivemos.  Logo, se quero mais inspiração, só tenho que “viver mais”.

É óbvio que me inspiro também em trabalhos de outros colegas, não necessariamente fotógrafos de casamento, pois gosto de estar atento ao que se vai fazendo. Faço também, no Inverno, alguns workshops e formações com outros fotógrafos que, para além do conhecimento que me trazem, permitem-me também conhecer outros companheiros de profissão, criar amizades e trocar experiências.

 

Como construíu a sua assinatura, como a define?

Sou fotógrafo um pouco como sou como pessoa:  discreto, natural e romântico, e acho que são estas três coisas que melhor definem a minha forma de trabalhar.

 

Pedro Sifredo Photographer - fotografia de casamento

 

Pedro Sifredo Photographer - fotografia de casamento

 

Pedro Sifredo Photographer - fotografia de casamento

 

Quando precisa de fazer reset, para onde olha, o que faz?

É cada vez mais importante esse reset, um espaço onde os casamentos não entrem e onde posso “estar” simplesmente, sem grandes preocupações com nada. Nesses momentos aproveito para ouvir música e pôr as séries e filmes em  dia, de preferência  com uma viagem à mistura.

 

Do centro de Portugal para o mundo, ou Portugal de lés a lés: fotografar casamentos estrangeiros é diferente de fotografar casamentos nacionais?

É diferente, porque as tradições são diferentes mas isso também acontece entre as várias regiões do país. Nacionais ou estrangeiros todos têm em comum o que para mim é o mais importante:  histórias para contar e emoções à flor da pele.

 

Qual é o seu processo de trabalho, como acontece a ligação com os seus clientes?

Eu procuro conhecer o melhor possível os meus clientes logo desde o início, enviando um questionário sobre os seus gostos pessoais. Normalmente faço também uma sessão fotográfica antes do casamento, o que ajuda a criar uma ligação.

É fundamental uma boa conexão com os noivos, pois vamos retratar um dos dias mais importantes da sua vida.

 

Pedro Sifredo Photographer - fotografia de casamento

 

Pedro Sifredo Photographer - fotografia de casamento

 

Pedro Sifredo Photographer - fotografia de casamento

 

Casamentos grandes ou pequeninos, nacionais ou estrangeiros, cerimónias emotivas, festas de arromba – qual é o tipo de festa que mais gosta de fotografar?

Não tenho um tipo de casamento que goste mais de fotografar. As emoções e histórias estão em todos eles, à sua maneira. Claro que há casamentos que gosto mais do que outros, não tem a ver com o tipo de casamento ou quantidade de convidados, mas sim com tudo o que  tive oportunidade de retratar nesse dia.

 

Qual é a melhor parte de ser um fotógrafo de casamento? E o mais desafiante e difícil?

Para mim é uma sensação óptima sair para fotografar um casamento e saber que vou ter historias novas para contar, pessoas para conhecer, sítios para explorar… é como abrir um caixa e saber que vão sair coisas fantásticas lá de dentro.

Os  maiores desafios às vezes são-nos colocados pela velocidade com que as coisas acontecem  no dia do casamento e que nos obrigam a tomar decisões rápidas e a estar sempre a antecipar o que vai acontecer.

 

Escolha uma imagem favorita do teu portfolio e conte-nos porquê.

 

Pedro Sifredo Photographer - fotografia de casamento

 

Tenho alguma dificuldade em escolher uma foto favorita, é quase como me pedir para dizer de que filho gosto mais, pois coloco em cada uma delas a mesma energia e a mesma entrega. Vou escolher uma foto de um casamento já deste ano, que estou a editar, porque define um pouco a maneira como vivo este assunto.

Estava a chover bastante no dia e os noivos estavam um pouco tristes porque queriam muito tirar retratos no exterior e o tempo não estava a ajudar. A meio da tarde, veio uma aberta pequena em que chovia um pouco menos, já dava para nos aventurarmos para o exterior, e fui falar com os noivos que aceitaram, com um sorriso, a minha proposta de irmos apanhar ar.

Saímos e, de repente, a chuva deu-nos tréguas, o que me permitiu fazer algumas boas fotografias, entre as quais esta.  Para mim o casamento é isto, nunca desistir e dar o melhor de mim a um casal que me confiou as memórias de um dia tão importante. Às vezes universo conspira a nosso favor e permite-nos momentos destes.

 

Os contactos detalhados de Pedro Sifredo Photographer estão na sua ficha de fornecedor. Espreitem a galeria, feita de belas imagens, e contactem o Pedro directamente através do formulário: é só preencher com os vossos dados e mensagem, e na volta do correio, terão uma resposta simpática.

 

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Susana Pinto

À conversa com: Ocaso – fotografia de casamento

Hoje conversamos com o Gil e a Joana, a dupla que assina com Ocaso – fotografia de casamento.

Estas conversas são sempre enriquecedoras e valiosas, porque falamos sobre métodos de trabalho, o caminho que leva cada profissional até onde está neste momento, os pontos de vista, e uma boa dose de detalhe pessoal e personalidade. Os Ocaso não foram excepção, e têm muita coisa interessante para dizer.

Façam uma pauda e conheçam-nos melhor!

Sem dúvida que o melhor sentimento, algo indescritível, do lado bom e belo de fotografar casamentos, é a satisfação única que vemos nos olhos dos casais quando estão a ver, rever e reviver os diferentes momentos presentes nas fotografias, acompanhado muitas vezes da frase “Eu nem me apercebi que isto aconteceu”.

Há quanto tempo fotografam? E porquê casamentos?

A fotografia de casamento apareceu nas nossas vidas de uma forma um pouco inesperada, através de um convite de um amigo. Inicialmente, era por nós observado como uma área cheia de clichés, de lugares comuns, tudo era demasiado igual e não raras as vezes o resultado era demasiado kitsch. Depois, começámos a observar uma nova onda de fotógrafos, vindos de áreas completamente diferentes, que claramente impulsionaram e trouxeram uma lufada de ar fresco para uma área que estava em claro declínio.

Como o Gil já era fotojornalista de desporto, o nosso amigo pediu para o ajudar num casamento e desde esse dia, mais ou menos em 2014, até agora, não conseguimos deixar de acompanhar histórias únicas de casais super apaixonados.

 

Nestes tempos globais, em que as imagens circulam a uma velocidade vertiginosa e todos temos acesso a tudo, a qualquer hora, onde vão buscar inspiração?

A nossa inspiração acaba por resultar de coisas muito simples, como um passeio na praia, pela floresta, pelas ruas mais campestres ou nas mais urbanas. A contemplação dos diferentes locais e das suas gentes serve não raras as vezes como um ponto partida para construirmos histórias, e acabar por sentir o que um possível casal desse local também sente.

Claro que filmes, séries, música, trabalhos de outros fotógrafos são igualmente um ponto de inspiração, mas numa vertente mais técnico-artistica, isto porque, numa análise mais concreta, a história e vivências sempre únicas dos noivos é que acabam por ter o maior peso na balança “inspiracional”.

 

O vosso trabalho é a duas mãos. Como o definem e como construíram a vossa assinatura?

Acompanhar um dos dias mais importantes na vida de outros casais não é tarefa nada, nada fácil.

Para nós não faria qualquer sentido estarmos dedicados a fotografar casamentos se aquilo que fazemos, da forma como fazemos não correspondesse ao que nós, enquanto casal, realmente somos. Daí, o nosso estilo é claramente muito sincero, simples e minimal. Adoramos contar histórias. Não trabalhamos por uma ou duas imagens por casamento, mas sim para que cada clique faça sentido na globalidade daquilo que foi todo o dia, criando uma ponte de emoções que represente o que são os nossos casais.

Queremos que revivam o dia ao ver e sentir cada fotografia. Acreditamos que na espontaneidade e autenticidade está a principal chave para alcançar o que desejamos num verdadeiro trabalho de fotorreportagem.

 

Ocaso - fotografia de casamento

 

Ocaso - fotografia de casamento

 

Ocaso - fotografia de casamento

 

Quando precisam de fazer reset, para onde olham, o que fazem?

Em todas as novas temporadas de casamento surge a fase do “reset”, onde tentamos, de alguma forma, limpar aquilo que sentimos que nos atrapalha a progressão, a capacidade de melhorar, de acrescentar algo diferente ao nosso trabalho.

Começamos sempre uma nova temporada com a criação de moodboards que reflitam o que consideramos que serão as tendências dos próximos 2 anos.

Neste processo acabamos por descobrir imensos estilos, linguagem, formas de expressão artística e de storytelling totalmente distintos e que nos ajudam a preparar para uma nova temporada.

 

Estão instalados em Vila Nova de Famalicão: o vosso trabalho é local ou claramente nacional?

Por incrível que pareça, são poucas as histórias que acompanhamos de casais de Famalicão. Não raras as vezes até estamos na nossa zona, mas a acompanhar alguém vindo de fora. Acho que se pensarmos um pouco ao fim de quase três anos de OCASO, uma mão sobra para contar o número de casais que são realmente locais.

 

Qual é o vosso processo de trabalho, como acontece a ligação ao cliente?

Actualmente, uma grande parte dos nossos casais já vêm com referências bastante vincadas de quem somos, como trabalhamos e qual a nossa abordagem, o que é um excelente ponto de partida para uma bela conversa. Muitas vezes sabem claramente com maior detalhe Quem/O que é o OCASO do que nós a história do casal.

Procuramos sempre conhecer a história que os guiou até ao grande pedido, transmitir absoluta confiança aos noivos que nos vejam como uns amigos, pois se não existir essa conexão, se formos visto apenas como os “tipos que vão tirar as fotos”, o resultado estará muito longe de ir ao encontro dos seus corações.

 

Ocaso - fotografia de casamento

 

Ocaso - fotografia de casamento

 

Ocaso - fotografia de casamento

 

Casamentos grandes ou pequeninos, nacionais ou estrangeiros, cerimónias emotivas, festas de arromba – qual é o tipo de festa que mais gostam de registar?

Adoramos estar próximos das pessoas, ter oportunidade de ouvir as suas histórias e conseguir capturar a verdadeira essência que compõe a história do casal. Por isso, temos uma clara preferência por casamentos mais intimistas, são inclusive um desafio maior à nossa capacidade de “camuflagem”. Passar despercebido num casamento com trezentas pessoas é fácil, mas certamente o resultado final não será tão apaixonante como um com cinquenta, em que ficamos quase amigos de cada convidado.

 

Qual é a melhor parte de fotografar e filmar casamentos? E o mais desafiante e difícil?

Sem dúvida que o melhor sentimento, algo indescritível, do lado bom e belo de fotografar casamentos, é a satisfação única que vemos nos olhos dos casais quando estão a ver, rever e reviver os diferentes momentos presentes nas fotografias, acompanhado muitas vezes da frase “Eu nem me apercebi que isto aconteceu”.

Já o grande e maior desafio acaba por estar ligado aos dias que estamos longe da família, o sacrifício e ausência em datas especiais que só são compensadas pelo agradecimento genuíno dos casais.

 

Escolham uma imagem favorita do vosso portfolio e contem-nos porquê:

 

Ocaso - fotografia de casamentos

 

Uma das nossas história favoritas, da qual resultou esta imagem, mais pelo lado sentimental, foi capturada em 2017 na ilha do Pico. Pela ligação forte ao arquipélago, pelos noivos, pelo facto de esta imagem existir nas nossas cabeças muito antes sequer de sabermos que iria existir este casamento, acabamos por sentir uma conexão única inclusive pela preparação do grande dia.

A nossa noiva, uns meses antes do grande dia, veio a Braga procurar um vestido que por uma ou outra razão não aparecia, sendo que, no dia seguinte regressaria aos Açores. Como é óbvio,  era notório o desalento total por não encontrar o vestido que preenchia a sua imaginação.

Por puro engano, um outro casal de noivos ligou-nos, inclusive já não falávamos pelo menos à meio ano, e nesse preciso momento lembrámo-nos de perguntar onde tinha sido escolhido o vestido, e partilhámos de imediato o contacto.

De tão desanimada que estava, a noiva que procurava o vestido só se queria irr embora, nós insistimos para que tentasse o contacto, apesar da hora já tardia.

Na loja, a pessoa responsável tinha se esquecido de algumas coisas e regressou momentaneamente ao espaço. A sua reacção a toda a história foi tal, que recebeu a noiva de imediato e o final só poderia ser feliz!

 

 

Os contactos detalhados da dupla Ocaso – True Love Stories estão na sua ficha de fornecedor. Espreitem a galeria, feita de belas imagens, e contactem a o Gil e a Joana directamente através do formulário: é só preencher com os vossos dados e mensagem, e na volta do correio, terão uma resposta simpática.

 

Acompanhem estas nossas conversas longas com fornecedores seleccionados Simplesmente Branco, sempre à quarta-feira!

 

Susana Pinto

À conversa com: Hello Twiggs – fotografia de casamento

Hoje conversamos com a sempre simpática e bem-humorada Cláudia Casal, fotógrafa de casamento, que assina como Hello Twiggs.

Conhecemo-nos há vários anos e temos sempre assunto para longas conversas, que incluem sonoras gargalhadas e sítios giros. Gosto muito da luz que a Cláudia tão bem capta, e, sem supresas, é dela a fotografia da capa do nosso livro “Queres casar comigo? – guia prático para um dia muito feliz”.

Querem conhecê-la?

As pessoas que tenho à frente para fotografar são na sua maior parte a fonte de inspiração, porque o que me dão de si influenciará, sem dúvida, o que lhes irei entregar. É uma troca que fazemos… eles deixam-me entrar no seu mundo e eu tento entregar-lhes em imagens um bocadinho do mundo deles.

Conta-nos um pouco da tua viagem profissional até aqui, à fotografia de casamento.

Ora bem, é uma viagem um pouco longa, porque só perto dos 30 é que percebi o que queria fazer da vida… e na altura apenas percebi que tinha a ver com a fotografia no geral. Era um mundo onde me perdia durante horas e me fazia sonhar, abrir os olhos para tudo à minha volta que sempre lá tinha estado. Até lá chegar, passei por um curso superior em Psicologia Social e das Organizações, por estar ligada à área da Psicologia Educacional e finalmente trabalhei 4 anos em Consultoria numa das maiores multinacionais. E aqui foi quando quis mesmo dar o salto. Percebi que queria mais da minha vida e que queria algo mais criativo.

 

Há quanto tempo fotografas? E porquê casamentos?

Este é o 7º ano… e tem sido uma viagem absolutamente maravilhosa. Sinto que consigo atrair os clientes com os quais me identifico mais, com os dias de casamento bonitos que me dão mais prazer fotografar e que consigo fazer o trabalho que me dá imenso prazer. A fotografia de casamento surge pelo meu amor às memórias em família e porque o amor é o que mais importa nas nossas vidas. Por isso, estar lá para registar um dia tão especial para aquelas pessoas, que estão rodeadas pelas melhores pessoas das suas vidas… é para lá de especial. Poder entregar-lhes um legado que vai passar de geração em geração, é uma honra e um prazer.

 

Nestes tempos globais, em que as imagens circulam a uma velocidade vertiginosa e todos temos acesso a tudo, a qualquer hora, onde vais buscar inspiração?

Onde sempre fui… à natureza, às mudanças na natureza a cada estação que chega, e à luz bonita do nosso país. E, claro, as pessoas que tenho à frente para fotografar são na sua maior parte a fonte de inspiração, porque o que me dão de si influenciará, sem dúvida, o que lhes irei entregar. É uma troca que fazemos… eles deixam-me entrar no seu mundo e eu tento entregar-lhes em imagens um bocadinho do mundo deles.

 

Hello Twiggs - fotografia de casamento

 

Hello Twiggs - fotografia de casamento

 

Hello Twiggs - fotografia de casamento

 

Como construíste essa tua assinatura, como te defines?

Identifico-me mais com as emoções das pessoas que tenho à frente e o local que nos rodeia, do que propriamente com o criar imagens que me pareçam diferentes apenas pela diferença. A diferença está nas pessoas e na forma como as pessoas irão rever-se naquelas imagens e o sítio que escolheram. Converso sempre com os clientes antes de começar a fotografar, para que percebam o que pretendo deles, que é tão simplesmente que sejam eles próprios. Deixem-se ir e eu faço o meu trabalho. Vamos passear e eu vou conversando com eles. A partir daí desenvolver-se-á sempre uma história, vamos encontrar certamente detalhes bonitos no nosso passeio para serem incorporados naquela história, cores bonitas que pedem para entrar, ou uma luz bonita que tem de ser registada naquela história.

 

Achas que o ponto de vista feminino, os detalhes que escolhes fotografar e como o fazes, a narrativa que constróis, é diferente das escolhas que vês num trabalho de um profissional masculino?

Não linearmente… Mas acima de tudo, acho que cada um de nós põe um bocadinho de si naquela história, independentemente de termos um ponto de vista feminino ou masculino. Haverão detalhes que para mim serão sempre incorporados, porque são importantes para mim, porque eu gostaria de os ver registados se fosse eu a parte central daquela história. Haverão emoções que procuro sempre registar porque conheço a importância das mesmas, e que eventualmente me comovem também.

 

Quando precisas de fazer reset, para onde olhas, o que fazes?

Saio de casa todos os dias para passeios longos com o meu cão… isto ajuda-me imenso no meu dia-a-dia. Faça chuva ou faça sol, vou à rua, vejo tudo ao meu redor, estou próxima da água, reparo nos detalhes do meu bairro, na natureza… não deixo de fotografar coisas que já fotografei mil vezes, porque gosto de registar a minha própria história. E claro, longe ou perto, durante dois dias ou duas semanas, tento fazer férias frequentemente ao longo do ano. Sinto necessidade de ver outras paisagens, de fotografar sem ser pela profissão que tenho. E sinto que isto me ajuda muito!

 

Hello Twiggs - fotografia de casamento

 

Hello Twiggs - fotografia de casamento

 

Hello Twiggs - fotografia de casamento

 

O mundo em Lisboa ou Portugal de lés-a-lés: fotografar estrangeiros é diferente de fotografar casamentos nacionais?

É muito diferente. São culturas que nos trazem tradições diferentes, são detalhes diferentes, pessoas com uma perspectiva diferente do que deverá ser o dia de casamento. E acaba por ser sempre uma lufada de ar fresco. Mesmo quando apenas um deles é estrangeiro, é um acolher estas pessoas e falar-lhes do nosso país com um enorme orgulho, de como são as nossas tradições… Adoro fotografar em Portugal, seja onde for. E prefiro ir para fora para viajar por lazer, do que profissionalmente. Prefiro fotografar estrangeiros por cá e guardar outras paragens para as minhas viagens pessoais.

 

Qual é o teu processo de trabalho, como acontece a ligação com os teus clientes?

A primeira reunião, presencial ou por Skype é quase sempre o ponto de partida e como tenho uma vertente social bastante marcada é fácil estabelecer uma ligação com as pessoas que tenho à minha frente. Mas começo sempre por lhes pedir que sejam eles a começar, a contar a história deles e o caminho que os trouxe até aqui, a planear um casamento. E depois vou eu partilhando um bocadinho do que sei, dos anos de experiência que tenho para que o dia deles possa ainda ser melhor, mais bonito e acima de tudo descontraído e à imagem deles. Adoro histórias de amor e é importante para mim saber a história daquelas pessoas.

 

Casamentos grandes ou pequeninos, nacionais ou estrangeiros, cerimónias emotivas, festas de arromba – qual é o tipo de festa que mais gostas de fotografar?

Casamentos mais intimistas, com nacionais ou estrangeiros, cerimónias emotivas e festas de arromba no sentido da diversão, e não da pompa e circunstância. É absolutamente delicioso quando os convidados estão a divertir-se tanto como os noivos e genuinamente felizes por estarem ali, e porque aquelas duas pessoas se estão a casar. Isto envolto numa festa bonita, num espaço bonito com carácter e personalidade, só pode resultar num dia muito especial. Os casamentos mais bonitos que fotografei foram os que foram pensados e planeados exactamente à imagem das pessoas que casaram, independentemente de terem sido numa tenda de circo numa aldeia, num bonito solar de família ou no pomar dos pais da noiva.

 

Hello Twiggs - fotografia de casamento

 

Hello Twiggs - fotografia de casamento

 

Hello Twiggs - fotografia de casamento

 

Qual é a melhor parte de ser um fotógrafo de casamento? E o mais desafiante e difícil?

A melhor parte é fazer parte daquele dia tão importante para aquelas pessoas, e não falo apenas dos noivos. As famílias e amigos mais chegados estão radiantes e orgulhosos e isso é bonito de sentir e de registar. Estar lá para isso é um enorme prazer. É o dia em que estas pessoas têm à sua volta as pessoas mais importantes das suas vidas, família e amigos. E habitualmente só temos uma destas partes à vez… O mais desafiante é sem dúvida ser capaz de tecnicamente acompanhar as alterações que existem nestes dias, de luz, de local, de pessoas… e ainda estar sempre atento a tudo o que se passa à nossa volta durante horas e horas consecutivas, e claro conseguir antecipar momentos.

 

Escolhe uma imagem favorita do teu portfolio e conta-nos porquê:

Adoro esta fotografia do ano passado… E à partida poderia parecer uma imagem construída de propósito, mas não. A história deles começou numa adega no Alentejo… fomos até Grândola para a sessão de namoro precisamente por esse motivo. O casamento aconteceu numa quinta vinícola, e estávamos no início de Setembro, com as vinhas a ganhar as mais bonitas cores. A cumplicidade e o amor deles era palpável e estiveram sempre descontraídos durante toda a sessão… passeámos por todos os recantos da quinta, de tão bonita que era e com o pôr-do-sol a brindar-nos da melhor forma. Terminámos aqui na vinha… e num instante ele decidiu tirar um cacho de uvas e brincaram, porque tinha tudo a ver com a história deles.

 

Fotografia de casamento em Grandola

 

Os contactos detalhados da Hello Twiggs estão na sua ficha de fornecedor. Espreitem a galeria, feita de belas imagens, e contactem a Cláudia Casal directamente através do formulário: é só preencher com os vossos dados e mensagem, e na volta do correio, terão uma resposta simpática.

 

Acompanhem estas nossas conversas longas com fornecedores seleccionados Simplesmente Branco, sempre à quarta-feira!

 

Susana Pinto

À conversa com: Arte Magna – fotografia de casamento

Arte Magna, fotógrafos de casamento são os nossos companheiros de conversa de hoje.

Apresento-vos a Teresa e o Dado, dois sotaques de língua portuguesa, de Joane, Vila Nova de Famalicão, para Portugal de lés a lés.

Sentem-se connosco, fiquem a conhecê-los melhor e prestem atenção demorada ao seu trabalho: é assim bonito!

 

Não temos nenhuma fórmula, somos apenas genuínos e queremos que os nossos clientes se sintam seguros e relaxados. Gostamos de ser organizados e de ir mantendo contacto até e depois do casamento. No fundo, o que procuramos criar é uma relação de confiança.

 

Contem-nos um pouco da vossa viagem profissional até aqui, à fotografia de casamento.

Teresa: eu posso dizer que a minha viagem sempre esteve na mesma rota. Comecei de mão dada com o meu pai, mais tarde estudei no IPF Porto e hoje, junto com o Dado, temos a nossa Arte Magna.

A história do Dado é bem mais longa, mas por mais empregos que tivesse todos foram sempre relacionados com fotografia: laboratórios, edição de imagem, fotógrafo de festas infantis, até chegar aos casamentos.

 

Há quanto tempo fotografam? E porquê casamentos?

Dado: juntos, fotografamos desde 2014. Porquê casamentos? Acho que esta é a resposta mais fácil que podemos dar: o pai da Teresa sempre foi um apaixonado pelo que fazia (também ele fotógrafo de casamentos e fundador da Arte Magna há 40 anos) e ele era tão feliz no que fazia que contagiou a Teresa e ela, anos mais tarde, contagiou-me a mim.

 

O vosso trabalho é feito a duas mãos. Como o definem e como construíram essa assinatura?

Dado: acho que tudo surgiu de uma forma natural. Temos olhares e experiências de vida diferentes e achamos que isso é o que influencia e caracteriza o nosso trabalho e formas de fotografar. Procuramos fotografias que tenham alma para contar histórias que serão as memórias de uma família.

 

Achas que o ponto de vista feminino, os detalhes que escolhes fotografar e como o fazes, a narrativa que constróis, é diferente das escolhas que o Dado faz, do seu ponto de vista masculino? Como convergem?

Teresa: sim, mas acho que vai além da questão de género. Como o Dado disse, temos olhares diferentes e as nossas experiências de vida fazem com que sejamos únicos. Estas diferenças é que enriquecem o nosso trabalho e por isso é que consideramos vantajoso ter dois olhares diferentes, mas cúmplices, num casamento.

 

Arte Magna - fotografia de casamento

 

Arte Magna - fotografia de casamento

 

Arte Magna - fotografia de casamento

 

Nestes tempos globais, em que as imagens circulam a uma velocidade vertiginosa e todos temos acesso a tudo, a qualquer hora, onde vão buscar inspiração?

Teresa: inicialmente devorávamos muito o trabalho de outros colegas fotógrafos de casamento, mas com o tempo, tanto eu como o Dado temos procurado encontrar inspiração nos filmes que vemos e livros que lemos, mas sobretudo nas pessoas que fotografamos. Queremos um olhar e uma mente limpa.

 

Quando precisam de fazer reset, para onde olham, o que fazem?

Dado: viajar, ver um filme projectado na parede do nosso sotão e estar com as nossas pessoas. Gostamos de momentos simples, mas que nos renovem.

 

Do Norte para o mundo, ou Portugal de lés a lés: fotografar casamentos estrangeiros é diferente de fotografar casamentos nacionais?

Dado: fotografar fora é sempre um prazer, mas também gostamos de explorar o nosso país. Adoramos sair dos “nossos lugares” e é isso o que nos fascina. Mesmo a fotografar dentro de Portugal, basta mudar de região e já vemos tradições diferentes tal como quando saímos do país. E agora, com Portugal na moda e cada vez mais estrangeiros a casar por cá, será que podemos considerar isto como um dois em um?

 

Qual é o vosso processo de trabalho, como acontece a ligação ao cliente?

Teresa: não temos nenhuma fórmula, somos apenas genuínos e queremos que os nossos clientes se sintam seguros e relaxados. Gostamos de ser organizados e de ir mantendo contacto até e depois do casamento. No fundo, o que procuramos criar é uma relação de confiança.

 

Arte Magna - fotografia de casamento

 

Arte Magna - fotografia de casamento

 

Arte Magna - fotografia de casamento

 

Casamentos grandes ou pequeninos, nacionais ou estrangeiros, cerimónias emotivas, festas de arromba – qual é o tipo de festa que mais gostam de registar?

Dado: nos casamentos mais pequenos e inimistas acabamos por conseguir criar uma ligação especial não só com os noivos, mas também com os convidados. Sentimo-nos todos mais próximos uns dos outros e isso faz com que as pessoas se sintam mais soltas na nossa presença. No final, damos valor à emoção e muita diversão na pista sejam 20 ou 180 convidados.

 

Qual é a melhor parte de fotografar casamentos? E o mais desafiante e difícil?

Teresa: somos uns privilegiados, pois temos a oportunidade de contar uma bonita história, conhecer novos lugares e fazer o que mais gostamos. Durante o dia do casamento estamos numa posição privilegiada a ver como se olham quando se vêem pela primeira vez como noiva e noivo, sentimos a alegria na pista de dança, a emoção ao ouvirem as palavras carinhosas dos amigos e familiares.

Desafiante: estar sempre alerta por mais simples que o momento possa ser. Difícil: eu como chorona que sou, confesso que é segurar as lágrimas. Na entrega de cada trabalho, sentimos a honra de estar a criar memórias para as gerações futuras.

 

Escolham uma imagem favorita do vosso portfolio e contem-nos porquê:

fotografia de casamento Arte Magna

 

Teresa: a escolha foi a mesma! Esta fotografia da Alice e do João, pode não ser a mais perfeita nem com o melhor enquadramento, mas é umas das fotografias que mais nos fez e faz rir sempre que recordamos o momento. Quando estávamos a fotografar eu, Teresa, ia a andar de costas cheia de confiança e bati com a cabeça numa ávore. O Dado apanhou o momento em que eles se riram! Tivemos que parar uns momentos para recuperarmos todos: eu da dor e eles do ataque de riso. Doeu, mas valeu a pena! Se for preciso voltarei a bater com a cabeça com a segurança de que o Dado fará uma grande fotografia.

 

Os contactos detalhados da Arte Magna estão na sua ficha de fornecedor. Espreitem a galeria, feita de belas imagens, e contactem a Teresa e o Dado directamente através do formulário: é só preencher com os vossos dados e mensagem, e na volta do correio, terão uma resposta simpática.

 

Acompanhem estas nossas conversas longas com fornecedores seleccionados Simplesmente Branco, sempre à quarta-feira!