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Marta Ramos

Wise words: Como escolher os profissionais de fotografia e vídeo?

A fotografia e o vídeo serão das primeiras alíneas que quererão ver resolvidas na checklist de organização do vosso casamento. Percebe-se porquê: as imagens que daí resultarem serão as memórias palpáveis que vos ficarão para reviver o dia ano após ano, para partilhar com gerações futuras, para construir a história palpável da vossa família e poder contá-la a quem não tenha assistido a todos os episódios. Se vão investir, tanto em dinheiro com em tempo e dedicação, para que todos os detalhes do vosso casamento estejam perfeitos, quererão investir igualmente em guardiões desses detalhes que vos façam brilhar.

Há muitos bons profissionais da imagem a trabalhar em Portugal, é um motivo de orgulho para nós – só aqui na nossa lista de fornecedores seleccionados encontrarão mais de 50 fichas para analisar. Então, a questão que se coloca agora é: como escolher?

Para que possam desfrutar verdadeiramente do prazer de revisitar e de partilhar este breve dia um ano, dez anos, vinte anos depois, com a mesma emoção à flor da pele, recomendamos que escolham com o coração e a razão. – Queres casar comigo?

Para nos ajudar a compor este artigo, pedimos algumas dicas ao Luís e à Marta da Lounge Fotografia – e. claro, as belas imagens que as acompanham.

 

 

 

 

Para começar, a antecedência! Os melhores profissionais são também os mais concorridos, e no caso dos fornecedores que terão que estar presentes no dia do casamento isso implica que ou vocês fecham a data primeiro, ou alguém o fará no vosso lugar. Seis meses no mínimo, mas um ano dá-vos mais folga. Comecem por analisar os vossos sites de referência com descontracção. Vão anotando os nomes que vos agradam e tomem notas para cada um deles. Lembrem-se de que a palavra-chave aqui é afunilar, por isso qualquer coisa que vos desagrade deve empurrar o nome correspondente para o fim da lista.

Lembra-nos a Lounge de que «muitas vezes as pessoas acham que os fotógrafos são todos iguais, e não são! Há estilos muito próprios, posturas diferentes, níveis de experiência diferentes.» Então, depois de verem e reverem os trabalhos dos vossos candidatos online, e depois de ordenarem e reordenarem a lista de preferências, peguem nos cinco primeiros nomes de fotografia e de vídeo e arrumem os restantes. Contactem o top 3 – com um email personalizado, simpático e já com muita informação relevante, para agilizar o processo. As respostas que receberem também vos ajudarão a confirmar se estão no caminho certo. É uma coisa que se sente, se a pessoa do lado de lá está verdadeiramente sintonizada convosco ou não. Próximo passo: agendar reuniões presenciais.

 

 

 

 

Levem uma listinha de assuntos essenciais convosco – não se preocupem que o Luís e a Marta ajudaram-nos a prepará-la para vocês:

. ver, pelo menos, um álbum/filme completo de um casamento (uma coisa é agrupar imagens fantásticas, outra contar a história inteira do dia com graça);

. confirmar quais são os membros da equipa a estar presentes no vosso casamento;

. acertar quais os graus de interferência no dia que são confortáveis para ambas as partes (pausas para sessões a dois, fotos de grupo, etc.);

. alinhar as fotografias que não podem faltar (dependendo da vossa vontade, claro, poderão ser fotos com os pais, com os avós, com os amigos – sejam quais forem as vossas escolhas, ponham-nas desde logo por escrito) e nomear um mestre de cerimónias, ou seja, o vosso braço direito que, no dia, ajudará os fotógrafos e videógrafos a encontrar as pessoas certas para as fotografias solicitadas, sem que tenham que ser vocês a preocupar-se com isso;

. definir bem prazos de entrega das fotos e do álbum final, e de vídeos highlights + filme completo;

. clarificar se os valores finais incluem IVA.

Se acham que se identificam com o trabalho apresentado mas resta ainda alguma dúvida, agendem uma sessão de noivado. É a melhor ocasião para quebrar o gelo e verem a forma de estar dos fotógrafos/videógrafos: se são descontraídos, afáveis, divertidos, se vos fazem rir, se vos direccionam muito ou pouco. E, no final, sentir se há magia nas imagens entregues! – Lounge

As e-sessions são, de facto, um factor importante neste processo. Mesmo que já tenham decidido, não saltem essa parte. Para além de serem memórias acrescida, é uma oportunidade de ouro para interagirem com os fotógrafos e videógrafos que estarão encarregues de registar o dia do vosso casamento. Ganha-se à vontade e descontração, que serão essenciais no grande dia; afinam-se vontades e expectativas; e, de repente, já vocês tratam as câmaras por tu e já elas vos conhecem de cor, de modo que tudo flui com muito mais naturalidade.

 

 

 

 

Este é o vosso dia. Gravem-no nos sentidos, da forma mais doce; e em imagens, da forma mais profissional. – Queres casar comigo?

Ora bem, então, recapitulemos. Analisem a oferta com antecedência e, na hora do aperto de mão, não descurem o contrato – leiam e confirmem cada detalhe. Desistam de quem não vos responde em tempo útil, ou o faz de modo pouco profissional, evasivo ou invasivo – e confiem no vosso instinto, dêem relevância à empatia, já que no dia do casamento vocês vão precisar de sentir que estão todos na mesma equipa. Certifiquem-se de que o profissional que estará presente no vosso casamento é mesmo aquele que vocês preferem, quando se trata de empresas com equipas grandes. Confiem nas dicas dos profissionais mas não se esqueçam de que a última palavra tem que ser a vossa. Se sentirem que de lado de lá estão a puxar numa direcção que vai contra a vossa natureza, acreditem, não vai resultar. A qualidade do trabalho dos fotógrafos e videógrafos que vocês escolherem deve ser, claro, um argumento de topo; mas valorizem igualmente a qualidade do atendimento. Se se sentirem acarinhados, certamente que o vosso casamento será filmado e fotografado na mesma medida.

Posto isto, a palavra final é… descontraiam! Sim, é possível. Vivam o vosso dia plenamente, sintam cada instante, saboreiem cada emoção, cada gargalhada. E depois deleitem-se com as imagens.

 

Agora, peguem nestas wise words e comecem já a pô-las em prática, passando a pente fino a nossa selecção de fornecedores de fotografia e de vídeo. Têm muito trabalho pela frente, é verdade: mas o resultado final será garantidamente espectacular.
As fotos deste artigo são assinadas pelo nosso fornecedor seleccionado Lounge Fotografia.
Sobram dúvidas? Falem connosco, têm a caixa dos comentários inteiramente à vossa disposição. E não deixem de acompanhar todos os artigos de wise words que vamos publicando, sempre à segunda-feira.

Marta Ramos

Wise words: como escolher os melhores fornecedores para o vosso casamento

Na semana passada, as nossas wise words dedicaram-se a responder a 15 perguntas frequentes sobre a organização do casamento. Se não leram, comecem por lá e depois venham ter aqui comigo para darmos início à parte divertida do processo: procurar os fornecedores ideais para o vosso casamento.

Para já, peço-vos que reflictam nisto: se o vosso plano é encontrar bons fornecedores, do outro lado saibam que também se aprecia e procura os bons clientes. Os casamentos são uma área de negócio muito exigente, com desgaste físico e grande investimento financeiro, sempre com nervos e emoções à flor da pele. Proporcionar com gosto e competência uma bela festa (da parte do fornecedor) e respeitar o custo e profissionalismo de quem executa (da parte dos noivos) são as duas faces da mesma moeda; quanto melhor e mais saudável for esta relação, mais perfeito será o dia, para todos.

Vamos a isto?

Consultar sites especializados, amigos recentemente casados e o vosso wedding planner são os passos a dar e o caminho mais curto para perguntas e respostas de qualidade.

No Simplesmente Branco, a lista de fornecedores é seleccionada em função da qualidade do portefólio e da prestação do serviço, mas também da presença online, organizada, profissional e clara. São factores que consideramos importantes e fundamentais para que a confiança emerja: identificação do profissional e do serviço prestado, contactos detalhados e conteúdos actualizados. Quando alguém não investe no seu negócio e não o comunica com gosto, brio e profissionalismo, será que o vai fazer com a vossa festa? Temos dúvidas e não recomendamos.

Naveguem com calma, organização e alguma demora pelas listas de fornecedores selecionados, procurem sinais do que mais se identifica com o vosso gosto e pretensões, e escolham até cinco candidatos (mais do que isso só vos trará confusão, angústias e perda de tempo). Feitas as listas de contactos, vamos iniciar a conversa.

E é mesmo disto que se trata, não de uma consulta anónima, curta e pouco simpática, mas do início de uma boa conversa, com a formalidade necessária e um belo sorriso… como quando apertamos a mão a alguém que acabámos de conhecer.

 

Studio Victorias Wedding Planner

 

 

Studio Victorias Wedding Planner

 

Seleccionaram 5 fornecedores (no máximo): contactem os 3 do topo. Preparem um email bem construído, com textos curtos e claros, algum detalhe e uma dose certa de simpatia – quem o receber terá gosto em responder e em conhecer-vos, garantidamente.

Apresentem-se de forma sucinta, indiquem a data e o local (geográfico), e listem, detalhadamente, o que querem. Dêem o máximo de informações pertinentes, que ajudarão o outro lado a ter uma ideia mais clara do que pretendem, o que conduz a um orçamento mais rápido e menos inventivo. Poupar tempo a ambas as partes é um bónus apreciável! 

Escrevam um email-tipo, mas personalizem o envio. Se fizeram o vosso trabalho de casa, saberão os nomes dos profissionais que estão a contactar e o que gostaram no seu trabalho. Essa é uma óptima forma de entrar no assunto, sem esquecer uma despedida simpática e um agradecimento pelo tempo despendido (sem custos, para vocês!). Inquéritos de grupo não são simpáticos. Quem passa dias a receber pedidos de cotação e a elaborar orçamentos com detalhe, aprecia saber que foi escolhido e que o seu trabalho está a ser valorizado.

Mas não achem que as boas práticas são devidas apenas aos noivos, do outro lado também há preceitos e factores relevantes a ter em conta, e expectativas a cumprir. Que tipo de respostas vos deram? A informação foi pouco clara ou evasiva, ficaram com mais dúvidas? Demoraram demasiado tempo? Precisaram de colocar a mesma questão várias vezes? Contactaram por telefone para o único número indicado e ninguém vos atendeu ou ligou de volta? Existe apenas uma página de Facebook e um email impessoal? Pedem-vos para responder a um inquérito pessoal antes do envio de uma proposta com números? Se a resposta é sim a qualquer uma destas questões, é mau sinal.

Achamos que não vale a pena andar atrás de informação cruzada, mas quando os sinais estão à vista e a natureza do negócio não é clara, pode resultar de uma ocupação temporária ou de uma postura pouco séria. Considerem o dinheiro que estão a investir e ouçam o vosso instinto, se detectam alguns sinais de alerta, encerrem o contacto. Se, por outro lado, a experiência foi positiva em todos os aspectos e a conversa agradável, então terão encontrado um bom fornecedor.

Recebidos os orçamentos, distribuam-nos pelas mesmas pastas do vosso arquivo de contas (acreditem, a organização é vossa aliada neste processo longo e cheio de informação!) e adicionem as vossas notas e dúvidas. Estes são os elementos imprescindíveis para uma reunião frutuosa. Passada a primeira impressão e se os orçamentos são do vosso agrado e estão em linha com o budget, é altura de reunir.

 

 

 

A probabilidade de terem uma boa dúzia de reuniões pela frente é grande, mas não marquem mais do que duas visitas de cada vez. O processo é cansativo, a informação é muita e a pressão má conselheira na negociação. Estejam disponíveis para ouvir, apresentem com simpatia e clareza as vossas questões, não fiquem com dúvidas, sejam objectivos. Não tenham receio de fazer perguntas, afinal de contas tudo isto é para vocês uma enorme e elaborada novidade, enquanto que as respostas fazem parte da rotina do profissional que vos recebe. Prevejam um plano B para as escolhas que fizerem, sobretudo para as que dependerem das condições atmosféricas, aconselhando-se com os vossos profissionais.

Negociar faz parte do processo, assim como avaliar, perguntar, esmiuçar e afinar. Este é o momento de se ser firme, mas com mãos de veludo e uma educação à prova de bala. Um sorriso amável e um discurso assertivo são fundamentais para um bom negócio, mas lembrem-se de que as transacções terão que ser sérias, justas e trazer valor acrescentado para todas as partes. Peçam e sugiram alternativas, ofereçam e exijam flexibilidade; se alguma das partes se sentir a única ganhadora, não será bonito nem correcto.

Com os detalhes devidamente afinados, é altura de assinar um contrato (sempre!), que servirá para definir as responsabilidades e certificar o que está a ser acordado. Esta assinatura nunca deve ser feita no momento. Peçam o envio da minuta por email, revejam com cuidado todos os itens incluídos e, caso esteja a faltar algo previamente conversado, peçam por escrito que o texto seja revisto e acrescentado. Quando se sentirem confortáveis com o que leram, assinem e devolvam uma cópia. Na ausência deste documento, comuniquem todas as vossas adjudicações por escrito, de modo detalhado: descriminem os fornecimentos item a item e descrevam o tipo de serviço que estão a escolher e a pagar.

E, muito importante e igualmente simpático: comuniquem aos vossos fornecedores não seleccionados, com quem reuniram, que optaram por outro profissional, agradecendo o tempo e a atenção. Este recadinho simples e atencioso serve para libertar a agenda de quem reservou previamente a data para trabalhar convosco.

 

 

Deixem-me contar-vos este caso. Há alguns meses, os fotógrafos da Lounge Fotografia receberam um email de um casal que listava mais de quarenta – sim, quarenta – perguntas, incluindo coisas como «qual é o vosso estilo de fotografia preferido?», «há quanto tempo fotografa casamentos?» e «tem algumas referências?» Chegava ao ponto de pedir a descrição do material usado, lentes incluídas. Isto não é maneira de abordar profissionais com uma reputação sólida e com agendas sobrecarregadas. É fácil imaginar, pelo carácter impessoal das perguntas, que tenham enviado o mesmo interrogatório a vários profissionais. Perdas de tempo atrás de perdas de tempo (isto é, se alguém se der ao trabalho de responder, o que é pouco provável).
Sobre o estilo, sobre o percurso, sobre as referências dos fornecedores, pesquisa-se previamente, claro. E os pormenores afinam-se a conversar – não a interrogar.

Sejam cordiais e gentis, do princípio ao fim: não deixem um contacto sem resposta, mesmo que negativa; alguém se disponibilizou, consumindo tempo e esforço, sem custos para vocês, para pensar, calcular e dar uma resposta – agradeçam a disponibilidade e interesse, sempre. Se o orçamento proposto é acima das vossas contas, não deixem o fornecedor sem resposta. Comuniquem-lhe isso mesmo, e perguntem se vos pode apresentar uma proposta mais em conformidade com o valor de que dispõem. Não fechem portas: um contacto simpático será sempre uma mais valia, e ter um plano B é fundamental. Evitem o contacto telefónico aos fins de semana. São dias de reuniões e de eventos, os profissionais estão no terreno de quinta a domingo e, quando não é o caso, os serviços estarão encerrados para um merecido descanso. E sintam-se à vontade para encerrar contactos que não vos transmitam confiança, que sejam demorados na resposta (mais de 48h sem razão aparente), ou menos correctos. Pela mesma ordem de ideias, não se atrasem nas vossas respostas. 

Com preparação, organização e cortesia, tudo correrá sobre rodas.

 

As fotos deste artigo são assinadas pelo nosso fornecedor seleccionado Studio Victorias.
Sobram dúvidas? Falem connosco, têm a caixa dos comentários inteiramente à vossa disposição. E não deixem de acompanhar todos os artigos de wise words que vamos publicando, sempre à segunda-feira.

Marta Ramos

Wise words: 15 perguntas frequentes sobre a organização do casamento

Prontos para arrancar com a organização do casamento? Para quem vai agora começar, isto pode parecer intenso. Tanta coisa para decidir, tantas contas para fazer… Mas na verdade, tal como em todas as grandes tarefas com que nos deparamos, tudo se resolve com calma e organização. Nesta nossa rubrica de wise words encontrarão artigos detalhados sobre vários dos mais importantes capítulos da organização do casamento. Têm também o livro Queres casar comigo? – guia prático para um dia muito feliz, que será o vosso melhor amigo durante os próximos meses – foi lá que me inspirei para vos trazer estas perguntas frequentes, acompanhadas de respostas pertinentes. Espero que vos sirva de ponto de partida para começarem a sentir-se menos ‘perdidos’. Em muitas das respostas encontrarão links para poderem aprofundar melhor o assunto.

Ora então, vamos a isto:

 

Como escolher a data?
Um dos critérios será, claro, o de optar por datas que tenham a ver com a vossa história. Se o dia em que se conheceram vai calhar, para o ano, a meio da semana, ou se é num mês dos mais frios, não se atrapalhem. Há muitas vantagens em casar fora de época, só terão que avaliar e decidir. Saibam mais aqui.
No caso de vos faltar um número mágico, ou de este não calhar bem no vosso plano, então podem sempre pedir sugestões à família e aos amigos mais próximos. Evitem aniversários e outras datas relevantes.

 

A quem o devemos anunciar primeiro?
À família. Organizem um jantar com o núcleo mais próximo – pais, avós e irmãos. Leiam as nossas wise words sobre protocolo, está lá tudo.

 

Quais são os procedimentos burocráticos necessários?
Para casamentos civis, tudo começa na Conservatória do Registo Civil da zona onde pretendem casar. Marcam a data e definem o local.
Se também pretendem uma cerimónia católica, escolham a paróquia, marquem reunião com o padre e combinem data e hora. Habitualmente é a igreja que trata das papeladas com a Conservatória. Se não for esse o caso, logo vos informarão de que documentos terão que trazer da Conservatória para a Igreja. O importante é que o casamento civil é celebrado no mesmo dia do matrimónio, mediante umas assinaturas posteriores à cerimónia.

Esta ligação entre casamento civil e religioso (chama-se casamento civil sob a forma religiosa) estende-se também, desde 2007, a outros grupos religiosos radicados em Portugal: Comunidade Judaica de Lisboa, Comunidade Islâmica de Lisboa, Aliança Evangélica Portuguesa, Comunidade Bahá”í, União Adventista, Centro Cristão Vida Abundante e Assembleia de Deus de Viseu. (saibam mais aqui)

 

E se um dos noivos for estrangeiro?

Nesse caso, terá que apresentar na Conservatória uma certidão de nascimento e um certificado de capacidade matrimonial do país de origem, devidamente traduzidos e certificada a sua tradução.

 

Qual o papel dos padrinhos (na Igreja) e das testemunhas (no Registo Civil)?

É literal: testemunham a união. Em ambos os casos, apenas têm que estar presentes no dia marcado, com os respectivos documentos de identificação.

 

 

 

Podemos casar onde quisermos?

No caso do casamento pelo Registo Civil, sim. Basta informar o Conservador da morada onde irá decorrer a cerimónia (e aqui incluímos a vossa própria casa, se for esse o plano). Não se esqueçam que as despesas de deslocação decorrem por vossa conta. Se quiserem casar numa Igreja fora da vossa zona de residência, terão que solicitar autorização ao padre da paróquia onde querem casar.

 

E a organização da festa, por onde devemos começar?
O primeiro passo deverá ser a definição do vosso orçamento. Estabeleçam o valor máximo a gastar e distribuam-no pelas diversas rubricas. E mantenham esse documento actualizado ao cêntimo.
São as opções que têm de adaptar-se ao orçamento e não o orçamento que tem de vergar-se às propostas! Leiam mais detalhes sobre o arranque aqui.

 

Como podemos ter a certeza de que não nos falta nada?
Estabelecer um orçamento e um cronograma é o método mais eficaz para estar em cima dos pormenores. Também podem optar por contratar um wedding planner. Na dúvida, peçam alguns orçamentos e recolham todas as informações que puderem acerca do seu trabalho. Se encontrarem um profissional que venha bem recomendado, com experiência, bom nome na praça e com quem tenham sentido sintonia, então estarão a um passo de poupar muita dor de cabeça, tempo e, muito provavelmente, dinheiro.
Em última instância, não se prendam à ideia de que devem ter o mesmo que os vossos amigos que casaram no verão passado. Só vos faz falta o que tem a ver convosco!

 

Gostávamos de convidar todos os nosso amigos e colegas, mas o orçamento não o permite. O que podemos fazer?
Descarrilar nas contas é que nem pensar, até porque esta é a parcela maior do vosso orçamento. Convidem os mais próximos e para os restantes enviem uma participação (um postalinho que participa o vosso casamento) e convidem-nos para um almoço ou jantar em vossa casa.

 

E se não nos conseguirmos decidir acerca do espaço, por exemplo?
São duas cabeças, pelo menos, e tudo se decide com uma boa lista de prós e contras. Respirem fundo, durmam sobre o assunto, ouçam o vosso instinto. Peçam ajuda a alguém experiente e da vossa confiança. (mais dicas aqui)

 

É obrigatório haver entretenimento na festa?

Depende da festa que planearam, da faixa etária dos vossos convidados, do horário alinhavado, etc. Se houver crianças na lista, não descurem o apoio de um serviço próprio: ficam os miúdos mais felizes e os pais deles também! Pensem nos vossos convidados, na duração prevista da festa, no encadeamento dos acontecimentos (cocktail, fotografias, refeição, corte do bolo, discursos e brindes, etc.). Este exercício dir-vos-á se precisam de completar os intervalos com algo mais especial e atractivo.

 

Os nossos pais é que pagam. Temos mesmo que deixá-los decidir tudo?
As palavras-chave aqui são as do título do clássico de Jane Austen: sensibilidade e bom-senso. Se encontrarem resistência, mostrem alguns exemplos do que será o resultado final, nada como umas belas imagens para explicar uma ideia.
Percebam o que é acessório e o que é fundamental: este equilíbrio será o vosso melhor amigo e pequenas cedências poderão fazer alguém muito feliz. E podem inclusivamente poupar – sempre de modo inteligente. Saibam como aqui.

 

 

 

Não percebo nada de flores. Há algumas que sejam erradas para casamentos? De que tamanho deve ser o bouquet?
Flores são flores e serão sempre bonitas, podem no entanto ser mais ou menos adequadas, tendo em conta a sazonalidade, robustez e outras características pertinentes.
Na dúvida (esta ou outras), trabalhem sempre com profissionais e confiem no seu serviço. Estas preocupações não vos fazem falta! (leiam mais aqui)

 

É de mau tom se os noivos deixarem a festa antes do fim?
Se organizaram a vossa festa de sonho, não vão querer sair antes do fim! Mas se tiverem hora marcada para apanhar um avião ou, simplesmente, se estiverem felizes mas esgotados, é totalmente aceitável que se retirem. Façam-no em grande, despeçam-se com simpatia dos vossos convivas e peçam aos vossos pais e padrinhos que façam as honras da casa para os mais noctívagos. Temos um artigo wise words só sobre o protocolo no dia do casamento – e é simples. Ora leiam.

 

Precisamos mesmo de oferecer alguma coisa aos convidados?
Não, já lhes estão a proporcionar uma festa e pêras, refeição e baile incluídos. No entanto, agradecer a gentileza da presença é sempre simpático e há maneiras bonitas e simples de o fazer: a mais directa ao coração, é escolherem uma instituição e fazerem um donativo em nome dos convidados. Podem mencioná-lo num pequeno cartão que acompanha um bombom, ou na altura do brinde. Conheçam as instituições parceiras do Simplesmente Branco aqui.

 

Ainda se usa o envio de cartões de agradecimento?
A boa educação e a gentileza usam-se sempre. Têm tempo, mas quando regressarem da lua-de-mel ficar-vos-á bem agradecer os presente, a presença dos convidados e a belíssima prestação dos vossos fornecedores, todos em sintonia no vosso dia.
Juntem uma bonita fotografia, relembrem-se de alguns momentos especiais e inspirem-se para umas palavras bonitas. (mais sobre protocolo aqui)

 

As fotos deste artigo são assinadas pelo nosso fornecedor seleccionado João makes photos.
Sobram dúvidas? Falem connosco, têm a caixa dos comentários inteiramente à vossa disposição. E não deixem de acompanhar todos os artigos de wise words que vamos publicando, sempre à segunda-feira.

Marta Ramos

Wise words: Planear a lua-de-mel

Quando começarem a organizar o casamento, a lua-de-mel irá parecer-vos uma coisa muito longínqua – e podem cair na tentação de adiar esse assunto, com tanta coisa para resolver entre mãos. O nosso conselho é que não o façam. As nossas últimas wise words antes de irmos de férias são dedicadas a ajudar-vos nessa tarefa, e contamos com a ajuda de uma especialista na matéria: a Andreia Augusto, da I Go Travel.

Poupem sabiamente na lua-de-mel! Muitas vezes, assoberbados com todas as decisões que têm que tomar para o grande dia, os casais escolhem o destino de viagem quase de véspera. Se decidirem isso logo no início do processo e fizerem as vossas reservas atempadamente, isso é dinheiro em caixa! – Queres casar comigo?

Com que antecedência se deve reservar uma viagem de lua-de-mel? Segundo a Andreia, o ideal para aproveitar as tarifas especiais que as companhias aéreas, os operadores turísticos e os hotéis oferecem especialmente aos recém-casados é entre 9 a 6 meses da data de partida. Ou seja, quando fecharem a data do casamento podem começar a tratar do assunto. Reparem, até vos saberá bem intercalar a azáfama dos preparativos com umas idas à agência de viagens para ver imagens do destino paradisíaco que vos aguarda.
Há também outra forma de poupar (não só na lua-de-mel, mas em todas as rubricas do orçamento): casar fora de época. Ás vezes um mês a mais ou a menos pode fazer uma diferença muito assinalável É fazer as contas!
Há cerca de um mês publicámos um real wedding que trazia de bónus um conselho muito útil por parte da noiva:

«Não marcar a viagem de lua-de-mel no dia a seguir ao casamento! Um dia (pelo menos!) para recuperar, é fundamental!»

Tomem nota, que esta é uma óptima sugestão: porquê fazer uma longa viagem com o peso extra do cansaço da festa? Reservem um intervalinho na agenda para recuperar energias e aproveitar ao máximo a emoção da partida.

 

Lua-de-mel na República Dominicana

 

Lua-de-mel na República Dominicana

 

Depois de resolvido o quando, chega a hora de responder à million dollar question: onde?

Provavelmente já fizeram algumas viagens juntos e já conhecem bem os vossos gostos e as vossas preferências. Talvez tenham um destino de sonho guardado para esta ocasião especial. Se assim for, missão cumprida! Mas se estão completamente em branco, podem sempre contar com a opinião fundamentada da agência de viagens. Expliquem ao vosso agente de que é que mais gostam e, não menos importante, de que é que não gostam mesmo nada; descrevam aquilo que imaginam que seriam os vossos dias perfeitos – descanso à beira-mar ou aventura na natureza? Museus e compras ou contemplação zen? Gostam de sentir-se acompanhados ou preferem caminhos menos percorridos?

Estamos a falar no plural, mas vocês são duas pessoas diferentes, e aqui como em todos os outros aspectos da organização do casamento têm que fazer com que isso jogue a vosso favor e não que seja um obstáculo ao entendimento. Façam listas de prós e contras, escolham dois ou três aspectos de que nenhum dos dois quer abdicar, e reservem espaço mental para se deixarem influenciar um pouco também um pelo outro. O importante é que a vossa escolha recaia sobre um destino no qual os dois, juntos, se sintam completamente bem – e viajar é descobrir, não é verdade?

Se estiverem sem ideias, que tal encontrarem um ponto de referência – por exemplo, um livro ou um filme de que ambos tenham gostado e que vos tenha transportado para um lugar bom? Podem agora ser transportados para lá, de facto!

Segundo a I Go Travel, os destinos mais escolhidos pelos portugueses para as próximas luas-de-mel são Vietname, Maldivas, Seychelles, Polinésia Francesa, Maurícias, Tailândia e os tradicionais México e República Dominicana. Também são muitos os casais que optam por combinações de destinos, sendo o top 3 ocupado por Japão + Maldivas, Vietname + Cambodja + Tailândia, e EUA + Polinésia Francesa.

 

Lua-de-mel em Nova Iorque

 

 

Escolher (e pagar!) é convosco; o resto é com a vossa agência de viagens. Para que possam viajar descansados, a I Go Travel pesquisa as melhores ofertas para o itinerário que pretendem, proporciona-vos um serviço personalizado (e até privado, nalguns destinos e para determinadas experiências), dá-vos um número de contacto disponível 24 horas por dia durante toda a vossa viagem e põe-vos em linha com agentes locais que vos prestarão prestam apoio. E no que toca a contas? Bem, quando tiverem decidido o quando e o onde, fazem a reserva e são imediatamente emitidos os bilhetes, mediante o pagamento de 25% do valor total. Os restantes 75% deverão ser liquidados a 3 semanas da data da partida – o que quer dizer, a 3 semanas, mais dia menos dia, da data do casamento, pelo que convém marcarem este assunto a fluorescente na agenda!

É natural que escolham um destino mais ou menos exótico para a vossa lua-de-mel. Se assim for (e mesmo que não vos pareça que seja), é sempre aconselhável fazer algum trabalho de casa. Consultem publicações da especialidade, como a revista Volta ao Mundo, e escolham um bom guia de referência para terem sempre à mão, seja em papel ou em versão digital – como os da Lonely Planet. Isto serve não só para conhecerem um pouco melhor os tesouros, mesmo os mais escondidos, do lugar que irão visitar, mas também – e isto não é de todo menos importante – os hábitos, as tradições e as regras básicas de etiqueta que deverão respeitar. Uma viagem maravilhosa pode ser arruinada por um gesto mal interpretado e isso hoje em dia é tão fácil de evitar que não faz sentido correr riscos. Informem-se e ajam como visitantes, tal como o fazem quando são recebidos na casa de alguém. Serão tão bem recebidos quanto respeitadores se mostrarem por quem vos recebe – e provavelmente ainda farão amizades para a vida.

 

Lua-de-mel nas ilhas Maurícias

 

 

Agora que está tudo tratado, é tempo de relaxar: depois da grande festa (e, preferencialmente, após dia ou dois de descanso), pegam nas malas e rumam até ao vosso destino de sonho. Inevitavelmente, irão cheios de recordações boas e terão oportunidade de relembrar a dois os episódios mais marcantes, mais divertidos, mais emocionantes do vosso casamento.

As pessoas que partilharam convosco o vosso dia feliz estarão, claro, presentes nessas recordações. Que tal aproveitar a oportunidade para enviarem alguns postais simpáticos? Afinal, toda a gente gosta de receber um postal na caixa do correio, com selos de um destino longínquo e imagens de uma paisagem inspiradora – e ainda mais com as palavras felizes de quem o enviou. Esta é uma simpática maneira de tratarem de alguns dos agradecimentos. Podem fazer circular um address book bonito durante a festa (peçam ao vosso fornecedor de convites que vos crie um com a imagem gráfica do vosso casamento) e assim ficam com as moradas de toda a gente – para enviarem os postais mas também para futuras ocasiões, como, por exemplo, o anúncio da chegada de um novo membro à família!

 

Fotos: 1 e 2, República Dominicana, via Dominican Republic Ministry of Tourism; 3 e 4, Nova Iorque, via NYC The Oficial Guide ; 5 e 6, ilhas Maurícias, via Mauritius Tourism.

Marta Ramos

Wise words: palavras especiais para eles

Caros noivos: o dia do vosso casamento é a vossa grande oportunidade de estarem no vosso melhor. Por nos preocuparmos convosco, hoje chamamos a atenção para os artigos de wise words que já publicámos que vos poderão ajudar muito nesta tarefa.

Para vos acompanhar na escolha do fato, inspirámo-nos nos conselhos de um especialista na matéria, a Bespoke Edge, uma empresa familiar do estado norte-americano do Colorado que reúne o muito experiente pai, Ron Wagner, e os seus dois filhos empreendedores, Ryan e Brett Wagner, num negócio totalmente dedicado à personalização do vestuário masculino. No ano passado, depois dos casamentos do seu irmão e do seu melhor amigo, Ryan Wagner decidiu que fazia falta um guia para planear o casamento dirigido aos noivos. Reuniu informações e testemunhos e acabou por publicá-lo no blog da empresa – podem lê-lo aqui. E um dos assuntos a que se dedica é, claro, o do fato do noivo, ou não fosse esse o negócio da sua família. A ideia central é a de que, independentemente do estilo escolhido, todos os noivos podem (e devem) estar elegantes no dia do casamento. O segredo está nas medidas. Saibam tudo aqui.
Voltámos mais tarde ao Colorado para vos transmitir os conselhos da família Wagner no que diz respeito à conservação do fato do noivo. Queremos que estejam no vosso melhor no grande dia, e que possam manter o vosso fato impecável durante muito tempo. Para conseguirem isso, todos os pormenores contam! Podemos resumir os cuidados essenciais para uma vida longa e saudável do vosso fato especial em 5 regras – conheçam-nas aqui.

Quanto ao calçado, recomenda a podologista Patrícia Pontes que tenham alguns cuidados quando escolherem os sapatos para o dia do casamento: «Apesar de aparentemente os sapatos de homem serem mais confortáveis, nem sempre se faz a melhor escolha mediante aquilo de que os pés precisam.» Há sapatos masculinos com design bem estreito que não obedece à anatomia do pé.  Um noivo que esteja habituado a usar calçado mais casual ou desportivo, terá mais dificuldade adaptar-se ao calçado clássico. As solas em couro são menos flexíveis e sem amortecimento e por vezes o tipo de pele é mais dura. É aconselhável dar preferência a peles mais macias ou outros materiais flexíveis e que permitam a respiração. É também importante escolherem adequadamente o tamanho, tendo em conta a largura e a estrutura anatómica do pé. Sapatos com atacadores ou fivelas permitem que ao longo do dia do casamento possam reajustar os sapatos. Lembrem-se de ter em conta a dilatação ao calor e experimentem os sapatos com o mesmo tipo de meia que usarão no dia. É aconselhável que usem os sapatos algumas vezes, antes do grande dia. Se não o quiserem fazer na rua, façam-no em casa para uma adaptação natural e gradual, ou até mesmo para ponderarem uma possível troca no caso de verificarem que não fizeram a compra mais adequada.

Perguntámos também à Ana Alexandre o que recomenda aos noivos em termos de cuidados com a pele, para que estejam radiosos no grande dia: «Os noivos devem seguir os mesmos cuidados básicos recomendados às meninas – limpeza, exfoliação e hidratação – ou, de preferência, a rotina completa. Se tiverem barba, faz toda a diferença usarem um bom champô para a barba e um óleo de hidratação adequado para prevenir as pontas espigadas e deixar o pêlo mais luminoso.»

 

 

Preparados? Sigam os nossos conselhos e não deixem de espreitar os belíssimos laços e lenços da Weev, para um toque final personalizado e carregadinho de estilo. Porque o palco também é vosso!

Marta Ramos

Wise words: votos de casamento

Na semana passada, falei-vos sobre a tradição dos discursos de casamento e sobre como poderão acrescentar palavras bonitas e sentidas a um dia de tantas emoções, compondo momentos que ficarão registados para sempre em imagens e, garantidamente, nas vossas memórias, assim como nas de todos os vossos familiares e amigos.

Os discursos são, na verdade, mais a pensar nos outros – ou seja, servem para vocês darem as boas-vindas a todos os convidados e para algumas das pessoas mais importantes das vossas vidas poderem deixar o seu testemunho na vossa festa.

As nossas wise words de hoje também falam de palavras, mas desta vez o foco incide apenas sobre vocês os dois, o casal: o que têm a dizer um ao outro no dia do vosso casamento? Não percam a oportunidade de dizê-lo – através de votos de casamento.

Nos casamentos religiosos, os votos obedecem a uma estrutura fixa. Em Portugal, os votos de casamento escritos pelos noivos são mais comuns nas cerimónias civis, como uma forma de personalizar o acto e dar-lhe outro encanto. No entanto, nada vos impede de dizer os vossos votos pessoais caso optem por um casamento religioso. Antes de mais nada, coloquem a questão junto do padre ou ministro da vossa igreja ou comunidade religiosa, de modo a averiguar se existe alguma possibilidade de incorporarem os vossos textos na cerimónia. Caso isso não seja possível, criem o vosso próprio momento especial na altura do dia que vos parecer mais adequada. Por exemplo, caso estejam a planear incluir discursos na vossa festa, os votos poderão ser o culminar dos discursos, o momento alto das emoções, antes de um brinde (com a abertura do bolo, porque não) e celebrado em grande estilo logo a seguir, na pista de dança.

São mais cantores do que oradores? Então cantem os vossos votos: poderão escolher uma música que vos seja particularmente agradável e substituir a letra por palavras vossas; ou então, havendo talento para tanto, compor a música de raiz. Se precisarem de ajuda, falem com a Caramelo!

Independentemente da forma, nos votos de casamento é o conteúdo que conta. Não há fórmulas mágicas para esta coisa das palavras de amor, como vocês bem sabem: é abrir o coração e deixá-lo falar por vocês. Pode haver, no entanto, uma certa metodologia que vos ajude a arrancar e a não entrar em pânico com a página em branco:

. Imaginem que estão a escrever uma carta de amor à vossa cara-metade, em que lhe transmitem como se sentem com a aproximação do grande dia e aquilo que mais desejam para a vossa vida a dois.

. Comecem por responder a meia-dúzia de perguntas, que reunirão material mais do que suficiente para descolar: ‘o que é que eu senti quando te conheci’, ‘quando é que eu soube que era amor’, ‘quais são as tuas características que me fazem querer ter-te ao meu lado para sempre’, ‘o que é que mudaste em mim’, ‘o que quero fazer por ti’, ‘como nos imagino daqui a dez anos’… Esta amostra dará um bom ponto de partida.

. Usem auxiliares: ouvir as vossas músicas, rever as vossas fotografias e relembrar alguns dos presentes que já trocaram, por exemplo, trará as emoções à superfície.

. Não tenham receio de pedir palavras emprestadas àquela canção especial, ao livro que não esquecem ou ao filme que parecia estar a contar a vossa história. Vale tudo, desde que seja de coração!

. Por fim, treinem a leitura. Há palavras e construções frásicas que resultam muito bem no papel mas que depois se atrapalham na oralidade. Simplifiquem e clarifiquem. E pronto!

Para terminar, deixo-vos o vídeo do casamento da Marta e do Luís, os fotógrafos da Lounge, que retrata bem a emoção e o brilho dos votos de casamento. Espero que seja uma boa fonte de inspiração! Vejam, respirem fundo, e ponham mãos à obra.

Boa escrita!

 

 

vídeo: Henrique Cepeda

Marta Ramos

Wise words: organizar os discursos de casamento

A tradição dos discursos de casamento é muito mais acentuada nos países anglo-saxónicos do que entre nós, mas como é precisamente desses países que vem muita da inspiração que todos nós consultamos na hora de organizar o casamento, também este hábito tem vindo a tornar-se cada vez mais comum por cá. Eu sou particularmente apreciadora de discursos e de votos de casamento. Ao contrário de outros hábitos que dispensaria de boa vontade, pormenores meramente folclóricos, por exemplo, acrescentar palavras bem medidas e anda mais bem sentidas num dia de tantas emoções parece-me uma combinação extremamente feliz.

Assim sendo, recomendo que considerem introduzir discursos de casamento no vosso grande dia – é sobre eles que falam as nossas wise words de hoje. Brevemente o assunto será os votos de casamento, outro dos meus temas preferidos.

Reconhecendo que existe uma tradição e um figurino no que respeita aos discursos, irei abordá-los, mas, como em tantos outros aspectos da organização do vosso casamento, a palavra de ordem é «vosso». Adaptem, moldem, ajustem à vossa vontade e à vossa realidade. O que importa verdadeiramente é que possam todos ouvir as palavras de algumas das pessoas mais importantes para o casal, momentos que ficarão registadas para sempre em fotografias e vídeo. Garantidamente alguns dos minutos mais preciosos que ficarão para sempre nas vossas memórias, assim como nas de todos os presentes.

Convencionalmente, os principais oradores são o padrinho do noivo e a madrinha da noiva, os pais dos noivos e, claro, o próprio casal. Agora, estamos a falar do padrão. Os discursos decorrem pelo final da refeição, momento propenso a brindes, e quem abre o palco, digamos assim, é o anfitrião. Lá está, tradicionalmente este papel cabe aos pais da noiva, mas se são vocês os responsáveis máximos pela festa, então deverão ser vocês os primeiros a falar. A ideia é celebrar a união das duas famílias, agradecer a presença dos convidados e dizer algumas palavras simpáticas sobre os recém-casados. Passa a palavra para o padrinho do noivo, seguido da madrinha da noiva e, a finalizar, fala o noivo (ou ambos). Padrinhos e madrinhas contam, normalmente, histórias divertidas sobre o casal, rematando com algum sentimentalismo. E a vocês cabe-vos fechar o microfone com agradecimentos generalizados, algumas respostas aos desafios deixados nos discursos anteriores, e palavras doces para a vossa cara-metade. Podem finalizar com o convite para o corte do bolo, por exemplo.

Este é o croquis de base. A partir daqui, risquem e reescrevam o que for necessário para terem um plano que seja a vossa cara. Se precisarem de ajuda, qualquer wedding planner experiente saberá como vos organizar este momento tão sensível e tão bonito.

 

 

 

 

Algumas regras para que tudo corra sobre rodas:

. Convidem as pessoas que gostariam que discursassem no vosso casamento com muita antecedência, isso dar-lhes-á tempo de sobra para se prepararem, para vencerem alguma resistência inicial, para comporem o seu texto e para praticarem, caso sintam necessidade.

. A quem tiver muita dificuldade em falar em público, sugiram a leitura de um texto pré-escrito (pode até ser uma peça literária); ou, no limite, façam-lhe a gentileza de dispensar os seus serviços e peçam-lhe que recomende outro orador para falar no seu lugar.

. Organizem bem a sequência dos discursos e informem cada interveniente acerca dessa mesma sequência: quando falarão, quem falará antes e depois, durante quanto tempo deverão discursar.

. Informem previamente os vossos fotógrafos e videógrafos do quando e do quem, para que estejam a postos.

. Estabeleçam um limite: não é à toa que uma canção ronda os três minutos de duração. Entre três e cinco minutos deverá ser o tempo ocupado por cada discurso ou brinde. Não tenham receio de deixar isso bem claro, para que não haja grandes desequilíbrios entre os diversos intervenientes e também para que toda a gente consiga manter a atenção do público do início ao fim.

. Façam a ponte entre os vários intervenientes, de modo a que possam trocar impressões entre si: por exemplo, para acertarem o tom de cada discurso, para confirmar se não irão repetir histórias, para esclarecer o que é que pode e deve ser mencionado e o que é que deve ficar de fora.

. Nomeiem alguém da vossa inteira confiança para articular tudo isto no dia: um padrinho ou uma madrinha, a pessoa que vos pareça mais indicada para ir regendo a orquestra e para garantir que tudo acontece nos timmings previstos.

. Last but not least… tenham lencinhos à disposição, porque há sempre quem não aguente as lágrimas nestes momentos.

Tchim tchim!

Fotos: Menino conhece menina