Um trio perfeito!
Mais uma volta ao sol, mais um dia de S. Valentim que se aproxima: resolvemos, esta semana, ir buscar inspiração às cores fortes e bonitas da ocasião!
Rosa fúcsia, intenso, feminino e sexy, sim, sobretudo se desponta por baixo de um monte de tule (ou buttercream) branco. Torna tudo mais interessante e inesperado, como neste belo bolo, branco de neve, em fondant básico, com um punch adicional dado pela decoração com rosas de espécies variadas, naturais.
E estas fantásticas sandálias de tacão, em camurça, que encontrei na Office London? É a minha sapataria favorita em Londres (está, literalmente, em todo lado), encontro sempre um par pelo qual me apaixono e trago comigo (estes, os favoritos de sempre, já levam bem mais de uma década!). Gosto sempre de passar algum tempo a esmiuçar a loja online, anotando uma longa wish list, entre ténis, oxfords e sandálias vertiginosas que nunca calçarei!
A acompanhar isto tudo, uma peónia singela faz a vez de bouquet de noiva e é suficiente na sua perfeição, como todas as atenções nela fixadas. Não é maravilhosa e suficiente?
Como ir dos 0 aos 100 apenas com uma cor? É assim, simples e straight to the heart!
Bolo espectacular, visto no Green Wedding Shoes, feito por The Cake Plate e fotografado por Loft Photographie.
Sandálias de tacão em camurça Amour, na Office London, agora por 34 euros.
A mais perfeita peónia, via Ilenia Martini.
Inês + Ricardo, a receita para um dia muito feliz!
Atravessamos mais uma semana invernosa e nada melhor do que imagens luminosas (e vistas de mar!) para aquecer e sonhar com dias quentes e longos… Trazemos a festa da Inês + Ricardo, fotografada pelo Hugo Coelho Fotografia.
E o que eu gosto deste nosso casamento de hoje… Ri-me imenso com as respostas dos noivos (Inês, a noiva que nem se queria casar…!), e com a clarividência dos seus conselhos… e gostei tanto das imagens enviadas pelo Hugo Coelho, que contam uma história, que é a da Inês + Ricardo, neste dia de todos os dias: explico-vos porquê.
Há muitos blogues de casamento, certamente quem nos lê segue vários. E há o Pinterest, a plataforma nº1 das noivas actuais, e há o Instagram e isto e aquilo. Em comum, mostram imagens lindas, milhares de detalhes que circulam todos os dias, que guardamos criteriosamente em pastas de inspiração – eu faço o mesmo, são ferramentas de trabalho.
Mas não é isso que me interessa, nem é isso que me enche de espanto e nem é isso que quero, todos os dias, trazer para aqui e sobretudo, para estes artigos de sexta-feira: para mim, a magia são as pessoas e o amor partilhado, a energia do dia, a alegria contagiante, transversal (o sorriso da Inês está em todas as fotografias!)… A última imagem é uma fotografia de rolhas. E até é a minha favorita (e gosto muito de todas), neste contexto, porque fecha a narrativa, de forma épica: foi aquilo, uma festaça, são os despojos, o que fica quando toda a gente já se foi embora, o ponto final de um dia incrível (sim, porque só os dias incríveis e muito especiais terminam com espumante!). É a história contada pela lente do Hugo, a sua perspectiva com as suas escolhas e decisões sobre o essencial e o acessório, e é, sem margem para dúvidas, a história do dia da Inês + Ricardo, na companhia dos seus. E isto tudo, caros leitores, contado assim, é maravilhoso, é único e muito doce.
Quando a resposta foi “sim!”, como é que imaginaram o vosso dia?
Não fazíamos a mais pequena ideia. A Inês toda a vida disse que não queria casar e embora, com o avançar da relação, tenha mudado de ideias, foi uma mudança que até a ela própria fez confusão. Quase que nem queria admitir que estava, realmente, a pôr a hipótese de casar. E como era algo difícil de admitir, nunca se deixou pensar sobre como seria o grande dia. No dia do “sim” estava “tudo por pensar”. O primeiro instinto era casar numa praia tropical, com meia dúzia de amigos, pés descalços e vestido branco mas básico (pelo joelho e de alcinhas, nada de noiva) com uma flor havaiana no cabelo. Isto sem grandes certezas… Por outro lado, o clássico entrar da noiva na Igreja é algo que custa não incluir quando se toma a decisão de casar. Além do mais, a ideia do Ricardo, era o casamento clássico. Pelo que quando começámos a pensar no nosso dia e concluímos que seria clássico, só imaginámos as pessoas que nos são queridas à nossa volta, felizes por nós e orgulhosas por termos decidido partilhar com elas a decisão de ficarmos juntos para sempre.
Sentiam-se preparados ou foi um caminho com muitos nervos?
Não nos sentíamos minimamente preparados, mas não houve assim tantos nervos… Foi um caminho emocionante, isso sim. Todo o processo foi uma constante emoção. Uma excitação sempre que dávamos mais um passo na organização e uma felicidade enorme com o aproximar da data. Momentos de ansiedade, foram poucos, pois tivemos a sorte de quase nada fugir ao nosso controlo.
Em que momento da organização do casamento é que sentiram, «é mesmo isto»?
Não sentimos “é mesmo isto” em nenhum momento concreto da organização. Sentimos isso antes de começar a organização, quando contámos aos nossos pais que tinha havido um pedido de casamento e que íamos dar esse passo.
O resultado é fiel às ideias iniciais ou muito diferente? Contaram com alguma ajuda?
Tudo aquilo que exigiu preparação resultou de acordo com as ideias iniciais. Ou praticamente tudo, vá. Houve algumas adaptações que tiveram de ser feitas mas, de um modo geral, aquilo que idealizámos, concretizou-se. Tivemos bastante ajuda, sim. Principalmente da mãe da noiva… A mãe da noiva, da nossa experiência, é uma ajuda preciosa e fundamental!
O que era fundamental para vocês? E sem importância?
Fundamental: conseguirmos aproveitar o nosso dia, sem stress, para podermos sentir e usufruir de cada momento. Queríamos mesmo viver cada minuto. E, claro, ter à nossa volta as pessoas mais próximas e sabê-las felizes por nós.
Sem importância: tudo o que falhasse no dia. Isto é, fizémos os possíveis e impossíveis, até à véspera, para que tudo corresse na perfeição. Mas pusémos para nós que, no próprio dia, o que não corresse de acordo com o plano, não ia ter importância! O que corresse bem, óptimo. O que não corresse como planeado, azar.
O que foi mais fácil? E o que foi mais difícil?
O mais fácil foi escolher o fotógrafo! Embora tenhamos visto trabalhos de vários e tenhamos tido reuniões com 2 ou 3, no fundo sabíamos que íamos escolher o Hugo Coelho porque adorámos o trabalho que ele fez no casamento de uns amigos nossos. E esses amigos disseram que ele era “top”.
O mais difícil foi decidir como abrir a pista de dança! Não queríamos a valsa clássica pois não nos identificamos com isso mas não sabíamos bem como fazer uma coisa à nossa medida. Acábamos por dar largas à imaginação, ver vários vídeos no youtube e montámos uma coreografia nossa (que foi muito elogiada!).
Qual foi o pico sentimental do vosso dia?
A entrada da noiva na Igreja – há noivos que escolhem outro pico que não este???
E o pico de diversão?
Abertura da pista! Não só a dança foi genial (modéstia à parte), como ainda por cima a mesa de mistura encravou e foi uma risota! Tivemos de começar de novo e pedir aos convidados que se fingissem surpreendidos como se não tivessem nunca visto como era o início da dança. Resultou super bem.
Um pormenor especial…
O aparecimento de um amigo que vive que Xangai e com quem não estávamos a contar no casamento. Foi surpresa. Fez 13.000km em 2 dias para não perder o nosso dia – foi algo que nos honrou muitíssimo. Foi muito especial.
Agora que já aconteceu, mudavam alguma coisa?
Nada! Foi perfeito!! Quer dizer, se calhar comeríamos mais no cocktail (não experimentámos nada dos aperitivos, só mesmo o gin tónico) e certamente que teríamos ido à mesa das sobremesas e à dos queijos… Que desperdício! No dia nem nos lembrámos disso… Tanto empenho e dedicação a escolher cada variedade e depois não provámos nada…
Algumas words of advice para as próximas noivas…
Não stressem. O vosso casamento acontece uma vez na vida por isso aproveitem cada momento do processo. Há coisas que nos deixam, a nós noivas, de nervos em franja durante a organização mas respirem fundo e pensem que vai correr bem. Corre sempre e, no dia, não pensem. Não pensem em nada. Estiveram uma data de meses a preparar tudo, preocupadas com tudo e a pensar em tudo… Para quê? Para no grande dia poderem dar-se ao luxo de não pensarem em nada e só sentirem cada momento. Vale a pena! Mas só têm uma oportunidade, por isso não a desperdicem.
Os fornecedores envolvidos:
convites e materiais gráficos: Miguel Teixeira e Cláudia Alves;
local, decoração, catering e bolo: Quinta do Pé da Serra (serviço próprio);
fato do noivo e acessórios: Alta Roda;
vestido de noiva e sapatos: vestido A Bela Noiva; sapatos Zilian;
maquilhagem e cabelos: Mariana Gonçalves. Cabelos & Maquilhagem
bouquet: feito pela mãe da noiva
ofertas aos convidados: não houve
fotografia: Hugo Coelho Fotografia
vídeo: The Emotion Wedding Films
luzes, som e Dj: luzes e som Boost Audio; DJ Dave Oak
Sapatos de noiva
Bella Belle é uma marca de sapatos de noiva americana.
Ainda que sejamos totalmente parciais para a qualidade nacional (taco a taco com a reputação italiana), fico sempre maravilhada com as novidades que apresentam… Na realidade, até acho que, na mão, não serão tão bons quantos os nossos (tão bem construídos, ou com tão bons materiais e acabamentos), mas o design específico para o mercado de casamento, aí sim, dão-nos 10 a zero, temos pouca oferta e com esta visão e escolha, ainda menos (é um facto que o tamanho minúsculo do nosso mercado não dá grandes hipóteses de voar mais alto, mas dá vontade de pensar no assunto de forma global)
Acabadinha de lançar, a nova colecção teve direito a uma sessão fotográfica que é para lá de incrível: leve, fluída, sonhadora e ultra-romântica, sem ter deixado nenhum detalhe de fora…
Os responsáveis são Joy Proctor Design, que tratou do styling, Kurt Boomer, que fotografou e Bows and Arrows, que criou os bonitos arranjos florais…
Preparem-se para suspirar, shoe lovers, flower lovers, dress lovers, detail lovers, lovers of any kind, porque estas imagens que se seguem, o conceito que as une e o produto que mostram e como mostram, são perfeição em tons de azul.
Uff!
Via Bridal Musings.
Da Islândia, com amor: Maja + Patrick
Hoje trazemos uma paisagem exótica e invernosa: o cenário é tão espectacular que tem a presença de um convidado.
Bem-vindos à Islândia, para um casamento a dois: temos fjords, cascatas, natureza selvagem, glaciares, mas também um incrível vestido e imagens muito, muito felizes, onde a doçura é mais forte que a melancolia escura do local, onde a energia dos elementos se funde nos sorrisos e gestos.
A escolha deste destino e deste formato é explicada de forma lógica e irrefutável, pelos noivos: “We fell in love with Iceland for its romantic melancholy scenery – and its neutrality: with our families being spread all over the world (in China, Germany and the UK) it was impossible to include everybody, so a private wedding followed by receptions seemed the fairest way.”
As fotografias são de Mait Jüriado, via Utterly Engaged:
“We really fought with the weather, my lenses were constantly full of black sand and it was hard to move on the beach. But, it was so rewarding to see the most happy faces when we ended up on the iceberg fields so called “ice lagoon” in the end of our first day.We drove more than 800km in two days in southern part of Iceland. After every corner the veil of dreams was lifted and we thought this is the mother of core beauty of all. Raw, clean, pure, you feel so small in it that it must be one of the most magical places to get married on earth. Mostly we were just improvising, exploring new places and places I’ve been before, not in a hurry, just enjoying it all despite the weather. Memorable days to remember forever. I’m so happy that I was able to be there with you, Maja and Patrick.”
Dramaticamente bonito, verdade?
Wow factor, por Adoro
Um retrato dos noivos: dupla exposição
Na semana passada, ao ler um artigo sobre as principais tendências de casamento para 2017, encontrei esta que merece todo o amor e carinho, ou não fosse uma das minhas favoritas: dupla exposição.
Na realidade, estas conversas sobre tendências (sobretudo no universo dos casamentos) soam-me sempre a assunto… sem assunto, por várias razões. Qualquer um pode definir um tema como tendência, se lhe apetecer (ou seja, não há exactamente uma entidade superior que credibiliza uma temática como tendência), a imposição da dita tendência não traz necessariamente felicidade ao cliente e muitas vezes o ponto de partida é uma brincadeira criativa que pouco tem de razoabilidade na vida real. Quantas vezes já vimos produções fotográficas lindas, mas impossíveis de escalar para uma festa com 80 convidados?
Mas atenção, não me tomem por pessimista ou esquisitinha: o meu conselho é apenas este, não deixem que o termo “tendência”, quando iniciam a vossa grande aventura até ao dia do casamento, contactando umas dezenas de fornecedores, vos force a tomar decisões ou a fazer escolhas que não são bem o que queriam ou tinham pensado… Tendência é uma sugestão, uma ideia que é transversal e comum: se gostam, abracem-na com entusiasmo, se não gostam, empurrem-na para o lado, alegremente!
Voltemos então à dupla exposição, que resulta nuns retratos dos noivos absolutamente lindos e etéreos, espreitem lá:
Belíssimo, não? Estas imagens são intemporais, têm, por si só, um ar de que existem desde sempre e para sempre. Têm uma certa melancolia doce, mas certamente porderão ser mais intensas, depende apenas das imagens sobrepostas.
Estas são, de baixo para cima, da autoria de : Sam Arroyo, Jose Villa e Phil Chester Photography, via Green Wedding Shoes.
Por cá, a dupla Momento Cativo faz retratos assim bonitos como estes (ou mais!).
E se quiserem ficar a par das ditas tendências para 2017, espreitem este artigo!
“Simplesmente Branco é…”
…começar uma nova aventura com um sorriso imenso!”.
Fotografia feliz da Diana Nobre, que assina como Paper Moons with Diana Nobre.
Boa semana!














































































































