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Susana Pinto

Presentes para as madrinhas? Sim, claro!

Escolher um presente para a madrinha e acompanhá-lo de um cartão bonito que põe, precisamente, a pergunta à nossa melhor amiga pode, e deve, ser um prazer.

A madrinha é um braço direito e a vossa companheira nesta aventura: está lá, ao vosso lado, para ajudar nas decisões, para facilitar o processo, para dar abraços e secar as lágrimas (e para aparvalhar convosco, também). No mais bonito dos dias, zela, com o coração, pela sua melhor amiga que vai casar, para que tudo corra como deve e sem solavancos visíveis.

É um cargo importante, cheio de responsabilidade e cumprido com muito amor. E se o ditado diz  (e muito bem) que “amor com amor se paga“, não o façamos por menos, certo?

 

Hoje encontrei este colar singelo e tão delicado, verdadeiramente feito de amor pela Joana Pedroso, da Trincar Uvas (que só tem coisas bonitas!)

É feito à mão, em linho bordado, com um palpitante coração vermelho – há mensagem mais bonita do que esta?

 

Custa 16 euros e podem encomendá-lo na loja Etsy da Trincar Uvas (e espreitar todos os outros acessórios bonitos que lá estão).

 

Presente para a madrinha de casamento: colar Trincar Uvas, no Etsy Presente para a madrinha de casamento: colar Trincar Uvas, no Etsy Presente para a madrinha de casamento: colar Trincar Uvas, no Etsy Presente para a madrinha de casamento: colar Trincar Uvas, no Etsy Presente para a madrinha de casamento: colar Trincar Uvas, no Etsy

Todo o trabalho de bijuteria da Joana Pedroso é delicado e muito bonito, essencialmente brincos e colares. Tudo respira beleza e um compasso tranquilo de quem trabalha com as mãos. Do primeiro ponto do bordado ao último nó da embalagem, tudo é amor e trabalho bem feito.

Conseguem resistir? Eu não!

 

Contactem a Joana Pedroso através da sua loja Etsy e não deixem de acompanhar a conta do Instagram – que bonito que tudo isto é!

 

Susana Pinto

À conversa com: Menino conhece Menina, fotografia de casamento

Hoje conversamos com a Raquel e o Daniel, a dupla de fotógrafos de casamento que assina como Menino conhece Menina.

Lembro-me da primeira vez que falámos: havia ali qualquer coisa a germinar, mas ainda um pouco indefinida. Adiámos o assunto. Quando voltámos a conversar, possivelmente um ano ou mais depois, era claríssimo: um ponto de vista distinto, curioso, inesperado. Havia reflexos, havia simetrias, havia enquadramentos, primeiro esquisitos, depois certeiros.

 

Estamos juntos há vários anos e ver a sua linguagem crescer, ganhar forma, ocupar o seu espaço e ter o seu próprio léxico, é, genuinamente, um prazer.

 

Os casamentos fotografados pelos Meninos nunca são feitos dos detalhes habituais: nunca são sobre os sapatos, bouquet ou decoração. E nunca são iguais, nunca têm uma fórmula aplicada que os mistura num só bolo. São o oposto disso, são específicos sobre aquele casal, as suas pessoas, a sua festa, o seu momento e, muito, o seu cenário. Os seus gestos, os seus sorrisos e lágrimas, a sua energia, o seu amor. E nunca deixam de ser doces e gentis, porque registando momentos muito singulares que só eles os viram, fica de fora tudo o que não interessa, tudo o que, acontecendo, não acrescenta nada de valioso à narrativa que constroem.

 

Mas o melhor mesmo é saber que o mundo vai continuar na sua órbita em torno do sol, que a vida não vai parar e os anos passarão sobre estas pessoas. O melhor é saber que quando as rugas se instalarem e a saudade de si próprios e dos seus os levar a olhar para trás, vão poder tirar o álbum da estante, viajar até esse outro tempo, derramar uma lágrima enquanto se lhes aquece o coração e, entretanto, esperar mais um pouco até que a próxima ruga surja para recomeçar tudo mais uma vez: tirar o álbum da estante…

 

Contem-nos um pouco da vossa viagem profissional até aqui, à fotografia de casamento.

Apresentamo-nos: somos a Raquel e o Daniel, os meninos de ‘Menino conhece Menina’. Somos um casal, companheiros na vida e na fotografia. Somos ambos arquitectos e foi a trabalhar num escritório de arquitectura que nos conhecemos, embora provavelmente nos tenhamos cruzado – ainda sem saber as voltas do futuro – durante as férias da infância, nos mergulhos no rio que corre aos pés das aldeias dos avós de ambos, pertinho uma da outra, no mesmo concelho transmontano.

A nossa chegada à fotografia de casamento foi pouco programada; aliás, foi ela que chegou a nós e não o inverso.

O Daniel começou a fotografar há muitos anos, ainda estudante. Começou pela fotografia de rua, primeira e arrebatada paixão. A passagem à fotografia de arquitectura foi um passo fácil e natural: o olhar para a espacialidade e a compreensão do pensamento arquitectónico estavam adquiridos e aliavam-se aos conhecimentos fotográficos entretanto explorados e desenvolvidos.

Foi nessa altura que uma amiga de uma amiga, que não encontrava fotógrafo para o seu casamento com o qual se identificasse, lançou o desafio: fotografar o seu casamento. Essa foi a primeira experiência, assim, quase casual. E não foi logo que a ideia vingou e se fez projecto de vida. A arquitectura ainda era protagonista, com o Daniel a fotografá-la e a Raquel a trabalhar em projecto. Pouco a pouco a Raquel foi sendo contagiada pela paixão pela fotografia que o Daniel expirava, e, quando deu por si, estava irremediavelmente corrompida.

Então, num soalheiro dia de primavera surgiu a hipótese “e se fotografássemos casamentos…?”

 

Há quanto tempo fotografam? E porquê casamentos?

O dia do “e se…” aconteceu na primavera de 2012. “Menino conhece Menina” nasceu no dia 1 de Maio desse ano, com o lançamento do nosso primeiro site, totalmente homemade, muito naif e, acreditamos nós, simultaneamente muito doce. Reunia a fotografia de rua do Daniel e aquele único casamento que tínhamos para mostrar.

A partir daí, esta hipótese transformou-se em sonho e o sonho transformou-se em projecto. Pouco a pouco o projecto foi-se sedimentando e tornando cada vez mais concreto.

Não existe um porquê muito explícito, até porque, mesmo fotografando casamentos, continuamos a fotografar para nós no nosso dia-a-dia, de uma forma amadora, pode dizer-se. Contudo sentimos que o que nos atraiu nos casamentos, foi termos encontrado o espaço para fazer a nossa “fotografia de rua”, a fotografia documental de que tanto gostamos e, simultâneamente, poder viver disso.

 

O vosso trabalho é a duas mãos e tem um estilo muito singular, muito próprio. Como o definem e como construíram essa vossa assinatura?

A nossa entrada inesperada e algo leiga no mundo dos casamentos acabou por ser fundamental na definição da nossa personalidade enquanto fotógrafos nesta área. O nosso conhecimento do meio era reduzido mas, por isso mesmo, estava livre de preconceitos e estereótipos. Não procurámos conhecer a tendência e a vanguarda do momento, apenas acreditámos que haveria espaço para esta abordagem documental e espontânea que tanto prazer nos dava. E havia!

Foi um processo absolutamente intuitivo e agora, em retrospectiva, agrada-nos muito o caminho percorrido. Essa assinatura não foi algo ponderado ou construído. É natural e resulta desta forma sincera de observar e registar os acontecimentos do dia. Um casamento é um momento tão rico e preenchido, repleto de situações emotivas, divertidas, inusitadas… Está tudo lá. Basta deixar que flua.

Há uma outra característica muito marcada no nosso trabalho e que nos é muitas vezes sublinhada por quem o observa: a espacialidade. Acreditamos que é algo que trazemos da nossa formação em arquitectura e que nos é inata. O pensamento espacial e o enquadramento arquitectónico envolvem as nossas fotografias sem que nos seja necessário nenhum esforço ou atenção particular. Não o fazemos conscientemente… aliás nem saberíamos fazê-lo de outra forma.

 

Fotógrafo de casamento no Porto: Menino conhece Menina Fotógrafo de casamento no Porto: Menino conhece Menina Fotógrafo de casamento no Porto: Menino conhece Menina

Têm um nome muito poético e as vossas galerias têm títulos igualmente bonitos. Palavra e imagem são dois assuntos favoritos?

O porquê do nosso nome deve ser a pergunta que mais vezes nos foi feita desde que nascemos… Nasceu connosco, tão espontâneo e intuitivo quanto tudo o resto. Surgiu logo ali no momento do “e se…” e vinha do genérico de um filme que viramos uns dias antes e que começava com a frase “This is a story of boy meets girl”. Truncámos o final do filme do nosso imaginário porque nessa história o amor se perdia durante o percurso e adaptámos à nossa: era uma história de Menino conhece Menina e era uma história de amor!

E o nome vingou, provavelmente por haver nele tanto de autobiográfico. Descobrimos entretanto que é motivo de empatia com muitos casais; afinal tem também algo de universal… não é assim que começam as histórias de amor?

Em relação à palavra, sim, é uma outra paixão. À pergunta “o que queres ser?”, a Raquel costumava gostar de responder “leitora profissional”. Quem dera!…

Mas é uma paixão agridoce. O drama da página em branco é coisa real por aqui e, até as primeiras palavras começarem a cristalizar e a criar amarras entre o papel e a ideia voadora e fugidia que está na cabeça, o processo chega a ser doloroso. Vencida a inércia e cravadas as primeiras linhas, a escrita é um prazer.

Na fotografia, apesar de tudo, o arranque é mais fácil. É claro que há também um aquecimento inicial mas a vida está a acontecer à nossa frente pelo que não há espaço para muitas hesitações. O olho, o coração e o dedo estão em batimento simultâneo logo desde o início.

 

Achas que o ponto de vista feminino, os detalhes que escolhes fotografar e como o fazes, a narrativa que constróis, é diferente das escolhas que o Daniel faz, do seu ponto de vista masculino? Como convergem?

Claramente.  O nosso trabalho é um canto a duas vozes e, embora em sintonia quanto a princípios e objectivos, trilhamos muitas vezes caminhos distintos. A dualidade masculino/femino é óbvia, mas não é única. A Raquel é mais tímida e mais sensível ao detalhe, o Daniel é mais ousado e destemido. Temos, por exemplo, predilecções distintas no que toca a lentes: a Raquel sente-se em casa com a 50mm nas mãos, o Daniel não vive sem a 24mm. E consequência disso mas não só, acabamos por ter enfoques diferentes: a Raquel é mais atenta ao pormenor e ao retrato, o Daniel adora a cena ampla e complexa. As diferenças vêm até de questões de estatura! Há 30cm de altura de diferença entre os dois que possibilitam ao Daniel pontos de vista de outra forma impossíveis; mas ver o mundo à altura das crianças é muito mais fácil para a Raquel.

São pontos de vista distintos, mas complementares. Sentimos que a reportagem resulta mais interessante e enriquecida por esta dualidade. Aliás, acontece muitas vezes virmos a descobrir, já em casa no momento da selecção, fotos simultâneas, captadas por casualidade em dois ângulos distintos e que transparecem esse diferente perspectivar da cena.

 

Nestes tempos globais, em que as imagens circulam a uma velocidade vertiginosa e todos temos acesso a tudo, a qualquer hora, onde vão buscar inspiração?

Interpretando “inspiração” num sentido literal, de quem vai tomar ar algures para depois expirar no seu trabalho, gostamos de pensar que o melhor é trabalhar “desinspirado”. Como diziamos acima, há tanto ar a ser-nos oferecido no dia do casamento que é essa a melhor inspiração possível.

Neste momento, naturalmente, já não ignoramos o meio e as tendências da vanguarda. Conhecemo-las mas tentamos que influenciem pouco a nossa atitude. O nosso olhar é menos ingénuo agora do que quando começámos, mas é fundamental que continue a ser genuíno. Queremos aquelas duas pessoas nas nossas fotografias, queremo-las a elas, às suas famílias e aos momentos que viveram, e queremo-los com o mínimo de filtros possível. Não queremos figurantes a reproduzir imagens vistas algures, por muito que resultassem espectaculares e impactantes.  Para isto precisamos de partir para cada reportagem fazendo uma espécie de tábua rasa, esquecendo todas as fotografias extraordinárias que populam a internet e que admiramos mas das quais sentimos ser saudável alguma distância.

É claro que depois há uma cultura visual que vamos construindo e que vai influenciando o nosso olhar. Mas essa vem das áreas mais diversas, do cinema à ilustração, à arquitectura ou até mesmo ao mundo imaginário da literatura.

 

Quando precisam de fazer reset, para onde olham, o que fazem?

Há aquela frase célebre “encontra um trabalho de que gostes e nunca mais terás de trabalhar!” Parece-nos que encontrámos!

Não sentimos muitas vezes necessidade de reset porque este trabalho é, na verdade, um prazer. Aliás, é na época baixa, quando as reportagens param e o ritmo abranda, quando temos mais tempo e calma, que o Daniel sofre. Falta-lhe o ar!

De qualquer modo, o reset é fácil: temos dois mini-meninos e uma gargalhada deles é suficiente para que se pressione o botão e realinhem todas as agulhas eventualmente desafinadas.

Fotógrafo de casamento no Porto: Menino conhece Menina

Estão instalados no Porto: o vosso trabalho é local ou claramente nacional?

Nenhum de nós é do Porto mas já nos sentimos adoptados por esta cidade incrível.

O nosso trabalho está a fazer o percurso inverso. Nasceu no Porto mas vive neste momento por todo o lado. As nossas reportagens acontecem agora de norte a sul do país, com passagens pelas ilhas e pelo estrangeiro.

Não pretendemos deixar o Porto – que isto é amor para a vida toda! – mas esta itinerância agrada-nos muito. A emoção ligada à viagem, à partida e ao destino, ao desconhecido e à aventura, é um aliciante extra neste trabalho.

 

Qual é o vosso processo de trabalho, como acontece a ligação ao cliente?

Todas as imagens são captadas pelos dois e podemos dizer com orgulho que, em todos os casamentos que fotografámos, Menino e Menina estiveram sempre em conjunto – dois dedos no gatilho, um só coração.

Depois disso, passam por um processo composto de vários passos – selecção, edição, revisão, impressão – que vão sendo intercalados entre Menino e Menina.

No entanto cada trabalho começa muito antes disso, no momento em que o casal nos procura. Passados os contactos iniciais, procuramos que tenha lugar um encontro, pessoalmente ou por skype, no qual a empatia connosco e com o portefólio é aferida. Esse é um momento fundamental em que começa a construir-se a ligação aos noivos, em que começamos a conhecê-los um pouco e em que se abrem portas para que no dia, quando a câmara se erguer ao nosso olho, eles nos acolham confortáveis.

 

Casamentos grandes ou pequeninos, nacionais ou estrangeiros, cerimónias emotivas, festas de arromba – qual é o tipo de festa que mais gostam de registar?

Casamentos pequenos, de vinte pessoas numa mesa corrida, onde chegamos ao fim da noite a conhecer pelo nome todos os convidados, e casamentos grandes onde podemos ser invisíveis e, misturados na multidão, apanhar aquele momento; cerimónias emotivas, de lágrima solta e abraço apertado, e festas de arromba com dança enlouquecida e noivos lançados ao espaço. Cada um tem especificidades incríveis, pelo que não conseguiríamos escolher um tipo. Muito pelo contrário, esperamos que o nosso caminho não afunile apenas num desses sentidos, é a diversidade que torna este trabalho aliciante e promove um olhar fresco e renovado a cada reportagem.

 

Qual é a melhor parte de fotografar casamentos? E o mais desafiante e difícil?

Há muitas coisas boas em fotografar casamentos. O dia do sim é, por norma, um dia feliz que os noivos escolhem partilhar com os seus mais próximos e connosco. Se fotografar já era para nós um prazer, fotografar pessoas felizes, de coração e sorriso aberto é prazer ainda maior.

Para além disso, uma das coisas mais saborosas é, depois do dia passado, quando os noivos começam já a ter de ir procurá-lo às suas memórias, poder sentir a sua emoção ao ver as imagens, transportados novamente lá atrás, àquele abraço, ao primeiro toque da aliança fria no dedo ou ao rodopio da primeira dança. É uma delícia ser os seus olhos extra e fazê-los mais tarde descobrir momentos que não haviam visto e que os vão fazer soltar gargalhadas ou arrepios.

Mas o melhor mesmo é saber que o mundo vai continuar na sua órbita em torno do sol, que a vida não vai parar e os anos passarão sobre estas pessoas. O melhor é saber que quando as rugas se instalarem e a saudade de si próprios e dos seus os levar a olhar para trás, vão poder tirar o álbum da estante, viajar até esse outro tempo, derramar uma lágrima enquanto se lhes aquece o coração e, entretanto, esperar mais um pouco até que a próxima ruga surja para recomeçar tudo mais uma vez: tirar o álbum da estante…

Nós temos nas mãos a máquina do tempo! E o melhor é saber que são as nossas fotos a ignição que vai soltar essa lágrima saborosa de quem pensa “Tão bom que foi!

 

Escolham uma imagem favorita do vosso portefólio e contem-nos porquê:

Raquel:

Escolher uma só imagem em tantos milhares é tarefa difícil, quase cruel, mas vamos lá… Escolho uma imagem já antiga, da literal subida da noiva ao altar pelo braço do seu pai. É uma imagem do Daniel que, como dizia acima, ousado e destemido, se afastou do centro da acção no momento-chave e foi para o outro lado da praça, única forma de poder ter esta visão planificada da escada. Escolho-a porque o admiro e à sua coragem e porque vejo nela a tal genuína espontaneidade da fotografia de rua que está tão na nossa génese, com a passeante curiosa a espreitar a noiva e o carro a encerrar o enquadramento.

Escolher esta fotografia é entrar na tal máquina do tempo! Escolho-a, mais que tudo, porque eu também já tenho rugas, o mundo também rodou para nós, e sabe tão bem largar a lágrima e pensar “Tão bom que continua a ser!”

 

Menino conhece Menina - fotografia de casamento

Daniel:

Pedir a um fotógrafo que escolha a sua fotografia favorita é algo muito semelhante a pedir a uma mãe de sete filhos que escolha aquele de quem gosta mais, é difícil, senão impossível fazê-lo de uma forma real ou convincente. De qualquer modo, se tivesse que escolher uma só, uma imagem que, embora não seja exactamente a minha favorita é uma das que mais me marcou ao longo da minha breve história de fotógrafo, seria a da entrada da Ana na Igreja ao som de “Nothing Else Matters”, dos Metallica , em 2012! Era o nosso terceiro casamento e nessa altura as nossas pernas tremiam definitivamente mais que as dos noivos, quando a entrada da noiva na igreja se aproximava! Assim que entrei na igreja vi diante da porta um corta vento formado por vidros espelhados em tramos rectos que, vistos de determinado ângulo forneciam múltiplas imagens da porta de entrada. Depois de ver aquilo foi óbvio para mim que essa seria a fotografia a tomar quando a noiva entrasse pela porta da igreja.

Aquilo de que tanto gosto nessa fotografia não é tanto o resultado em si, uma vez que, embora seja boa, considero-a somente uma entre outras fotografias de portefólio, mas sim a coragem que agora percebo ter sido necessária para nesse momento virar costas ao que seria expectável e, literalmente, à noiva e seu pai no momento que se preparavam para dar o seu primeiro passo através do arco da porta da igreja, momento que muitos consideram o auge de um casamento. Hoje sinto que essa coragem só me foi possível pela ingenuidade de quem nada sabe sobre o que está a fazer e que está, portanto, aberto a todo o tipo de possibilidade e desfecho. Sei que só me foi possível olhar daquela forma para este momento porque a minha cabeça se encontrava livre da poluição dos modelos e das modas a que esta área (tal como muitos outras áreas de mercado) se expõe.

Hoje olho para essa imagem e vejo-a tirada pelos olhos de uma “criança” que procuro alimentar diariamente com abundantes doses de sonho e valentia, na esperança levar essa frescura para cada reportagem que abraçamos.

 

Menino conhece Menina - fotografia de casamento

Nota: até aqui as respostas foram dadas em conjunto; esta última foi escrita em separado e sem saber o que ia pela cabeça do outro. Descobrimos depois de ler que as motivações da escolha são parecidas e parece-nos que isso acaba por dizer bastante da sintonia que procuramos.

 

Se quiserem ver os casamentos bonitos fotografados por esta dupla, em que mostramos a narrativa completa do dia e a singularidade que os caracteriza, passem os olhos demoradamente por aqui. Que bonito que tudo isto é!

 

Os contactos detalhados da dupla Menino conhece Menina, estão na sua ficha de fornecedor. Espreitem a galeria, feita de imagens bonitas e singulares, e contactem o Daniel e a Raquel directamente através do formulário: é só preencher com os vossos dados e mensagem, e na volta do correio, terão uma resposta simpática.

 

Acompanhem estas nossas conversas longas com fornecedores seleccionados Simplesmente Branco, sempre à quarta-feira!

 

Susana Pinto

Workshop de makeup solidário: não percam!

A Rita Amorim, que assina como Kabuki Makeup  e é uma das nossas queridas maquilhadoras seleccionadas, organiza com frequência workshops de makeup. Já falámos deles por aqui e, como nos aproximamos do Natal, fica a sugestão – é um belo presente para as amigas, futuras madrinhas, mãe e filha, sogra e cunhada, e quem mais vos ocorra para um mimo simpático e tão útil.

 

Desta vez, a Rita Amorim propõe um novo workshop, já no próximo fim-de-semana, sábado, 23, em Campo de Ourique e domingo, 24, em Algés, com uma componente solidária, em que parte do valor da inscrição e dos Vales-Presente, disponíveis para aquisição, reverte a favor de uma maravilhosa causa (também apoiada por nós): a Operação Nariz Vermelho.

 

Makeup para casamentos, com Kabuki Makeup by Rita Amorim

“Como ser humano, como mãe, atenta e sensível à actuação da Operação Nariz Vermelho e sabendo que a época natalícia está à porta, fico ainda mais apreensiva por saber que muitas famílias terão de acompanhar os seus filhos em ambiente hospitalar, em vez de estarem junto dos seus, no conforto de casa.

 

A equipa da Operação Nariz Vermelho entra cheia de boa disposição nas enfermarias pediátricas dos nossos Hospitais, enche os corações com receitas de alegria e animação não só para crianças, mas também aos pais que os acompanham. Para mim esta é razão mais que suficiente para doar o meu contributo, resultante das vossas participações nos Workshops de Auto-Maquilhagem e da venda dos Vales Presente de Natal. Não consigo prever nem estimar o sucesso desta iniciativa, é a primeira vez que estou a fazer uma acção assim junto de uma Instituição de Solidariedade Social, mas seja qual for o valor angariado é, com toda a certeza, uma entrega sincera, um presente com significado, a minha forma de fazer algum diferença junto de quem mais precisa. Mas nada disto irá para a frente, sem a vossa ajuda.

 

Num mundo, onde erradamente somos conotados apenas com a preocupação fútil da imagem, cabe-me também a responsabilidade de tentar mudar esta mentalidade. Agradeço a todas o interesse gerado, ao longo dos últimos dias.

É com todas vós que a Operação Nariz Vermelho está a contar!”

 

Os workshops, com técnicas de maquilhagem para dia e para noite e uma forte componente prática, duram aproximadamente 3 horas, entre as 15h e as 18h, em Campo de Ourique, no sábado, e em Algés, no domingo.

 

O custo da inscrição, por pessoa, é de 40 euros e a Rita Amorim vai falar-vos de:

  • a anatomia da sobrancelha e a sua importância, identificado o formato de cada rosto;
  • pontos de luz e como potenciar o formato dos olhos, com a maquilhagem;
  • paleta de tons adequada para conjugar sombras e que favorecem a cor dos seus olhos – a Roda da Cores;
  • os passos certos para uma maquilhagem de sucesso;
  • técnicas para aplicar corrector, base, baton, blush, eyeliner/lápis e sombras;
  • como realçar o melhor de cada rosto;
  • makeup natural de dia e makeup de noite.

 

No final do workshop é entregue um certificado de presença a cada aluna, o conhecido nariz de palhaço vermelho e redondinho, representando o donativo à Operação Nariz Vermelho e um produto de maquilhagem.

 

Esta é uma excelente oportunidade para aprenderem a maquilhar-se com as vossas próprias mãos, para aprender e esclarecer as principais dúvidas sobre dicas e técnicas de maquilhagem e o que melhor se adapta ao formato de cada rosto e olhos, valorizando o que mais favorece cada menina.

 

Entrem em contacto com a Rita Amorim para se inscreverem no workshop e colaborar com a Operação Nariz Vermelho – ficarão ainda mais bonitas, por dentro e por fora!

Susana Pinto

Uma sessão de namoro em Sintra, com a Rita Santana Photography

Um passeio por Sintra tem sempre charme, seja verão ou inverno, sejamos locais ou estejamos de visita. E foi isso mesmo que a Rita Santana sugeriu a Michelle + Kyle, um par de noivos de visita a Portugal, para uma sessão de namoro.

 

Conta-nos a Rita:

“A Michelle contactou-me aquando da sua visita a Portugal com o noivo Kyle, interessados numa sessão em Sintra.

Quando nos encontrámos, nos portões do Palácio da Pena, disseram-me que adoraram a sugestão, devido às cores vibrantes do Palácio a contrastar com o verde dos jardins, que acabámos por explorar depois da visita ao palácio romântico.

Apaixonados por viagens e, naturalmente, um pelo outro, mostrei-lhes as vistas mais bonitas dos varandins e terraços, e os recantos mais escondidos dos jardins. A ausência de turistas e multidões que viram no centro da vila revelou-se uma enorme e agradável surpresa!

No final, quando receberam as fotografias, agradeceram de coração, dizendo que as adoraram e que os tinha feito sentir muito descontraídos e confortáveis.”

 

Ontem deixámos aqui boas sugestões para escolher o fotógrafo de casamento. Um dos bons conselhos, em que insistimos sempre e que muitas vezes já faz parte dos serviços de um bom profissional, é uma sessão de namoro, como esta que a Rita Santana fotografou. Juntamos um passeio, alguma conversa, um cenário com graça e as barreiras do desconhecido, o nervosismo, o desconforto perante a lente, dissipam-se.

 

Com essa descontracção que se instala devagarinho, ganha-se também alguma confiança que traz conforto – de repente soltamo-nos e somos nós, sorridentes ou tímidos, mas livres, à frente da câmara fotográfica. O impacto desta experiência nas fotografias do casamento é real e de um casal fotografado por um desconhecido num dia de grandes emoções, passam a uma equipa afinada de três, confiante e feliz, a saborear o mais bonito dos dias.

É infalível, garantimos!

 

Sessão de namoro em Sintra, com fotografia de Rita Santana Photography Sessão de namoro em Sintra, com fotografia de Rita Santana Photography Sessão de namoro em Sintra, com fotografia de Rita Santana Photography Sessão de namoro em Sintra, com fotografia de Rita Santana Photography Sessão de namoro em Sintra, com fotografia de Rita Santana Photography Sessão de namoro em Sintra, com fotografia de Rita Santana Photography Sessão de namoro em Sintra, com fotografia de Rita Santana Photography Sessão de namoro em Sintra, com fotografia de Rita Santana Photography Sessão de namoro em Sintra, com fotografia de Rita Santana Photography Sessão de namoro em Sintra, com fotografia de Rita Santana Photography Sessão de namoro em Sintra, com fotografia de Rita Santana Photography Sessão de namoro em Sintra, com fotografia de Rita Santana Photography

A Rita Santana é fotógrafa de casamento e lifestyle. De Palmela, Setúbal, para o mundo, é mais feliz a registar memórias.

Gosta de fotografia desde pequena, escondida na loja da tia, entre rolos de filme e o balcão e sorri atrás da câmara como se fosse ela própria a fotografada. Acredita na família, no amor e em faíscas, ou não fosse uma romântica incurável.

Há melhor sensação que estar presente nos momentos mais bonitos e cheios de amor da vida das pessoas?

 

Passem pela ficha de fornecedor seleccionado da Rita Santana Photography.  Espreitem a galeria e entrem em contacto, através do formulário. A Rita vai gostar de conversar convosco!

 

E já que o outono se instalou com convicção, não deixem de se encantar com o casamento da Sílvia + Marco, fotografado pela Rita: é todo um charme!

 

Susana Pinto

Dicas para casar: como escolher os profissionais de fotografia e vídeo?

Hoje continuamos a nossa série de dicas para casar, e vamos falar sobre as imagens que ficam, essa memória para as gerações futuras.

 

A fotografia e o vídeo registam o mais bonito dos dias e a escolha dos seus guardiões deve ser feita com ponderação. Percebe-se porquê: as imagens que daí resultarem serão as memórias palpáveis que ficarão para reviver o dia, ano após ano, para partilhar com gerações futuras, para construir a história da vossa família e poder contá-la a quem não tenha assistido a todos os episódios.

Quando decidem o vosso orçamento e contemplam todos os detalhes com que sonharam para um dia tão bonito e especial, é natural que os queiram guardar e relembrar também nas imagens que ficarão. Recomendamos, então, que escolham com o coração e a razão.

 

E como escolher os profissionais de fotografia e vídeo para o vosso casamento?

Temos um mercado bem recheado de óptimos profissionais e com uma certa amplitude de preços: há estilos e serviços para todos os bolsos e personalidades. As nossas listas de fornecedores seleccionados de fotografia e video contam com mais de quarenta profissionais com trabalho bonito, e convido-vos desde já a percorrer estas galerias feitas de sorrisos, lágrimas, abraços e gente bonita, porque quando estamos felizes, irradiamos amor.

 

Fotografia de casamento no Porto: Lounge Fotografia Fotografia de casamento no Porto: Lounge Fotografia Fotografia de casamento no Porto: Lounge Fotografia

Pedimos ajuda ao Luís Mateus e à Marta Barata, da Lounge Fotografia,  para este diálogo de bons conselhos.

 

Começamos com a antecedência: os melhores profissionais são, naturalmente, os mais concorridos, e no caso dos fornecedores cujo serviço implica a sua presença no dia do casamento, isso significa que quem confirma a data primeiro, fica servido.

O ideal é iniciar esta busca com bastante antecedência, na sequência que já falámos antes – depois do sim, fazem-se as contas, esclarecem-se as legalidades da cerimónia, se religiosa ou civil, procura-se o espaço e a sua decoração e segue-se a fotografia e o vídeo.

Seis meses é um bom timming, mas se a vossa data é um dos fins-de-semana mais cobiçados do ano, como o primeiro de Setembro, um ano dá-vos mais folga para escolher. Comecem por analisar os vossos sites de referência com descontracção. Vão listando os nomes que vos agradam e tomem notas para cada um deles. Lembrem-se de que a palavra-chave aqui é afunilar, por isso qualquer coisa que vos desagrade deve empurrar o nome correspondente para o fim da lista.

 

A Lounge diz-nos que «muitas vezes as pessoas acham que os fotógrafos são todos iguais, e não são! Há estilos muito próprios, posturas diferentes, níveis de experiência diferentes e ofertas diferentes.»

Consultem os trabalhos dos vossos favoritos online e façam uma lista de preferências, peguem nos cinco primeiros nomes de fotografia e de vídeo e ponham de lado os restantes. Contactem o top 3 – com um email personalizado, simpático e já com informação relevante, para agilizar o processo. As respostas que receberem vão ajudar a fazer escolhas, e, a seguir, é o momento de agendar reuniões presenciais.

 

Fotografia de casamento no Porto: Lounge Fotografia Fotografia de casamento no Porto: Lounge Fotografia Fotografia de casamento no Porto: Lounge Fotografia

Estes encontros presenciais servem para afinar a empatia – ou existe ou nem por isso, eventualmente pode ser conquistada. Levem uma lista de assuntos essenciais convosco, e atentem nestas recomendações da Lounge Fotografia:

 

1. consultem dois ou três álbuns ou galerias completas: há uma grande diferença entre uma dúzia de fotografias editadas para brilhar num site ou numa publicação, e o registo completo do vosso dia;

2. clarifiquem em que consiste exactamente o serviço (o que inclui, em termos de produtos, e quem o executa) e o respectivo preço;

3. definam de forma clara os prazos de entrega dos vários produtos (preview, galerias, fotografias em papel, álbuns, etc.);

4. consultem o contrato de prestação de serviços e certifiquem-se de que é equilibrado para ambas as partes;

5. acertem preferências e necessidades: listem as fotografias ou pessoas que não podem faltar e nomeiem um mestre de cerimónias da vossa confiança (um irmão, uma madrinha) que, no dia, ajudará os fotógrafos e videógrafos a encontrá-las para as fotografias solicitadas, sem que tenham que ser vocês a preocupar-se com isso;

6. definam os graus de interferência no dia que são confortáveis para ambas as partes (pausas para sessões a dois, fotografias de grupo, etc.);

 

Se acham que se identificam com o trabalho apresentado mas resta ainda alguma dúvida, ou o vosso desconforto perante a fotografia está muito presente, agendem uma sessão de noivado. É a melhor ocasião para quebrar o gelo e verem a forma de estar dos fotógrafos/videógrafos: se são descontraídos, afáveis, divertidos, se vos fazem rir, se vos dirigem muito ou pouco.

Estas sessões prévias são um factor muito importante neste processo. Mesmo que já tenham decidido, não saltem essa parte. Para além de serem memórias acrescidas, é uma oportunidade de ouro para interagirem com os fotógrafos e videógrafos que estarão encarregues de registar o dia do vosso casamento. Ganha-se à vontade e descontracção, que serão essenciais no grande dia; afinam-se vontades e expectativas; e, de repente, já vocês tratam as câmaras por tu e já elas vos conhecem de cor, de modo que tudo flui com muito mais naturalidade.

 

Fotografia de casamento no Porto: Lounge Fotografia Fotografia de casamento no Porto: Lounge Fotografia Fotografia de casamento no Porto: Lounge Fotografia

Este é o vosso dia. Gravem-no nos sentidos, da forma mais doce; e em imagens, da forma mais profissional.

 

Analisem a oferta com antecedência e, na hora do aperto de mão, não descurem o contrato – leiam e confirmem cada detalhe. Desistam de quem não vos responde em tempo útil, ou o faz de modo pouco profissional, evasivo ou invasivo – e confiem no vosso instinto, dêem relevância à empatia, já que no dia do casamento vocês vão precisar de sentir que estão todos na mesma equipa. Certifiquem-se de que o profissional que estará presente no vosso casamento é mesmo aquele que vocês preferem, quando se trata de empresas com equipas grandes. Confiem nas dicas dos profissionais mas não se esqueçam de que a última palavra tem que ser a vossa. Se sentirem que de lado de lá vos estão a puxar para uma direcção que vai contra a vossa natureza, acreditem, não vai correr bem e será visível no resultado. A qualidade do trabalho dos fotógrafos e videógrafos que vocês escolherem deve ser, claro, um argumento de topo; mas valorizem igualmente a qualidade humana do atendimento. Se se sentirem acarinhados, certamente que o vosso casamento será filmado e fotografado na mesma medida.

Posto isto, a palavra final é… descontraiam! Sim, é possível. Vivam o vosso dia plenamente, sintam cada instante, saboreiem cada emoção, cada gargalhada. E depois deleitem-se com as imagens.

 

Equipados com toda esta informação, comecem já a pôr em prática as nossas dicas para casar, passando a pente fino a nossa selecção de fornecedores de fotografia e de vídeo. Têm algum trabalho pela frente, é verdade: mas o resultado final será garantidamente espectacular.

 

Estas imagens bonitas são da dupla Lounge Fotografia: relatam o mais bonito dos dias da Ariana + Bruno, que publicámos aqui. Espreitem esta festa tão bonita (e este vestidaço, que é uma blusa e uma saia, da Ariana!).

Se gostarem tanto quanto nós, não deixem de passar pela ficha de fornecedor da Lounge Fotografia, visitar a galeria e entrar em contacto com o Luís Mateus através do formulário. Vão gostar de os conhecer, temos a certeza!

 

Sobram dúvidas? Falem connosco, têm a caixa dos comentários inteiramente à vossa disposição. E não deixem de acompanhar todas as dicas para casar que vamos publicando, sempre à segunda-feira.

Susana Pinto

Bolo dos noivos, sapatos de noiva e um belo bouquet: um trio perfeito!

Para o nosso trio de bolo dos noivos, bouquet de noiva e sapatos de noiva de hoje, mergulhamos na cor da estação: amarelo mostarda!

Esta é uma daquelas cores que divide o mundo: há os que detestam, como eu, e há os que adoram, como a Cláudia Casal, da Hello Twiggs, que fica linda vestida desta cor (e é a única pessoa que conheço com esse talento!).

 

Quando vi estes sapatinhos às bolinhas e kitten heel, não resisti a escolhê-los como sapatos de noiva para o trio de hoje: achei-os fofíssimos só por si e tão perfeitos para um casamento de outono. Têm um ar muito divertido, têm um ar confortável e o laço generoso dá-lhes um ar muito coquette e à altura da ocasião. Seja a espreitarem por baixo de camadas de tule, de mikado encorpado ou de uma renda francesa bem trabalhada, o resultado é sempre bonito e surpreendente.

 

Para os acompanhar neste tema de amarelo mostarda, encontrei este bolo dos noivos lindo. Admito que não é exactamente mostarda, é mais amarelo torrado, mas ainda assim, completamente alinhado no tom. E este bolo tem muita graça e é inesperado, coisa rara nos dias de hoje em que temos sempre a sensação de que já vimos tudo. É cúbico, em vez de cilíndrico, tem folha de prata em vez da habitual folha de ouro e estas ervilhas de cheiro  frescas que o decoram, têm a forma e cor mais delicadas. O resultado é completamente surpreendente e tão suave e bonito, não acham?

 

Fechamos com um bouquet de noiva mesmo de outono, mesmo amarelo mostarda. E que bonito – e divertido, que é, não acham? Rústico, descontraído, com tons e texturas variadas, tem toda uma graça.

 

Bolo dos noivos moderno em forma de cubo. Sapatos de noiva cor de mostarda às bolinhas, da Zara. Bouquet de noiva com flores cor de mostarda

 

Amarelo mostarda é daquelas cores que divide o mundo. A mim, mesmo depois destas imagens lindas, não me assiste sob forma alguma, mas aposto que a querida Cláudia Casal, da Hello Twiggs, está deliciada!

E vocês, meninas, é um yeay ou nay…?

 

 

De cima para baixo, bolo dos noivos amarelo em forma de cubo, decorado com folha de ouro e flores frescas, de Dream Cakes; sapatos de noiva cor de mostarda às bolinhas, com salto kitten, na Zara, por 29.95 euros; bouquet de noiva com flores amarelas, de McKenzie Powell.

 

Para acompanhar estes nossos trios perfeitos que publicamos todos os domingos, basta que sigam as nossas etiquetas (a partir da homepage) ou aqui no topo do artigo: sapatos e sunday shoes; cake! e bolo; bouquet e um belo bouquet.

Bom domingo!

Susana Pinto

Um casamento DIY: o mais bonito dos dias de Holly + Brad

Hoje mostramos o mais bonito dos dias da Holly + Brad, no coração da Austrália.

Há uns anos que acompanho o universo dos casamentos australianos através de algumas revistas digitais e outros tantos blogues.

Garanto-vos, a melhor inspiração, os vestidos de noiva mais modernos, as flores mais exuberantes e as refeições mais espectaculares continuam a chegar, todos os dias, do outro lado do mundo!

 

O vestido de Holly é uma delícia e foi logo isso que me prendeu o olhar. O resto é a soma de muitos pormenores bonitos, intimistas e pessoais. O local escolhido acolhe as memórias de férias da noiva e celebra o pedido de casamento. As pedrinhas que marcam os lugares nominalmente foram apanhadas na mesma praia onde Brad se declarou.

As flores, bouquet de noiva e das damas de honor, altar civil e decoração das mesas foram feitas pela noiva e as suas companheiras e tudo ali tem uma simplicidade orgânica, no ponto certo do que é essencial e mágico: nem de mais, nem de menos.

 

A celebração de um casamento pode, também, ser assim: depurada, com acentos aqui e ali, escolhidos criteriosamente e criados com muita qualidade.

Pode ser uma festa  grandiosa, como um jardim florido e perfumado em tons pastel. Pode ser uma festa rústica com luzes de arraial e um churrasco animado. Pode ser um jantar a dois num restaurante Michelin.

A forma que a vossa festa toma só tem de ser o vosso reflexo, a vossa cara. Quando assim é, tudo flui e a memória que fica é, claro, a do mais bonito dos dias!

 

 

Um vestido de noiva curto é perfeito para dançar e estas sandálias Gucci, igualmente retro, fazem um par perfeito.

Este casamento é uma excelente lição de DIY: não é demasiado ambicioso nas suas intenções e aspirações, é contido mas especial. Não há aqui uma intervenção que tire o sono às meninas envolvidas, nem que gere stress de maior no próprio dia – este é um argumento de peso, quando decidimos ser nós a fazer a decoração!

 

As imagens são de Jason Corroto, via Nouba. Bom fim-de-semana!