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Susana Pinto

Dicas para casar: pequenos passos para um casamento sustentável

A propósito da recente passagem da jovem Greta Thunberg por Lisboa, e pegando no assunto do momento, juntamos algumas sugestões para pensar um casamento sustentável e mais eco-friendly.

Não alinho em opiniões ortodoxas, em que tudo apenas pode ser  ou preto ou branco. Dessa forma extremada não chegamos a lado nenhum e levamos a vida zangados com tudo e com todos: não é forma de estar, pois não?

 

Cada um de nós tem o poder de iniciar a mudança e ao começarmos de forma consciente e confortável, com aquilo que está na nossa mão, algo bom vai acontecer. Esqueçam os grandes gestos, que não são compatíveis com a vida moderna que queremos ter – não vamos deixar de andar de avião, não vamos deixar de andar de carro, não vamos passar a ser todos vegetarianos, certo? Mas podemos andar a pé ou de transportes públicos quando isso é possível, implementar uma dieta mediterrânica que alterna carne, peixe e proteína vegetal, recusar os sacos de plástico em tantas pequenas coisas que trazemos do supermercado, etc., etc..

 

O mais bonito dos dias é um evento (como todos) com imenso potencial de desperdício – vamos assumi-lo. Da decoração à comida, passando pelo vestido de noiva, muitos dos seus elementos são de uso único.

Mas não vale a pena ficarmos radicais, renegar tudo o que faz este dia ser tão especial e transformarmo-nos em forretas miseráveis que não consomem nada – se assim é, fazer uma festa com este simbolismo não faz sentido, sequer. É outra coisa e não há problema nenhum com isso.

 

Há muitas formas de pensarmos a festa com consciência ecológica e de forma sustentada, que não têm impacto na sua fruição e beleza, e é disso que vamos falar hoje, de forma pontual, nas nossas dicas para casar.

 

Inspiração para casamento sustentável com flores desidratadas no bouquet de noiva. Bouquet de noiva com flores de algodão desidratadas para um casamento mais ecológico.

Começamos pelo óbvio – eliminar o plástico e desperdícios de maior. Aqui, apontamos o dedo aos balões, com e sem led luminoso, e às palhinhas.

 

Dois elementos que não são essenciais, mas que pelo seu consumo às centenas têm um impacto imenso no ambiente.

O efeito visual de uma leva de balões iluminados a subir pelos ares é mágico, sim, mas mesmo os balões em latex, que são biodegradáveis, demoram seis meses a desaparecer e entretanto deixam o rasto impressionante de estragos, sobretudo quando chegam ao mar.

Quanto às palhinhas, até a Bacardi já as baniu dos seus eventos em 2016! Existem opções, como a marca Sorbos, versões em bambu ou, simplesmente, podemos eliminá-las da lista, porque não são essenciais para saborear um fantástico e delicioso cocktail.

 

Passamos a outro grande assunto: o transporte.

Todas as deslocações de carro que possam ser evitadas, devem mesmo sê-lo. Não só cortam nas emissões de CO2 para a atmosfera, como trazem conforto acrescido aos vossos convidados. A solução ideal para este simpático compromisso é celebrar a cerimónia e a festa no mesmo local. No caso de casamento civil, isso é mais fácil. Se falamos de casamento pela Igreja, será certamente mais desafiante, mas não é, de todo, impossível – há vários espaços para casamento com capela própria ou muito próximos de igrejas. Falem com o vosso pároco atempadamente e avaliem as possibilidades.

Se a deslocação for inevitável, há sempre a hipótese de proporcionar transporte colectivo aos convidados e, se possível, eléctrico!

 

Inspiração para casamento com flores de algodão desidratadas. Inspiração para casamento com flores de algodão desidratadas. Decoração de casamento sustentável com flores desidratadas.

Passamos à decoração e agarramos na tendência da estação com entusiasmo: já pensaram em flores desidratadas?

Ultimamente temos sido inundados de imagens maravilhosas e muito inspiradoras dos novos bouquets e centros de mesa que mistura flores naturais com flores desidratadas. Tudo começou com a chegada repentina da erva-das-pampas há cerca de dois verões e na sua companhia vieram as restantes espécies. Hoje co-habitam alegremente com as espécies frescas e os resultados são maravilhosos.

 

As flores desidratadas consomem menos recursos à posteriori e a sua duração é longa, tanto em stock e armazém como no próprio evento, podendo ser reaproveitadas de muitas formas. Se a maior parte da inspiração que vemos por aqui e por ali continua a ser estrangeira, tomem nota que em Portugal temos óptimos profissionais que já exploram esta tendência com resultados muito, muito bonito – espreitem o trabalho da Isabel Castro Freitas, de O Bosque ou da KcKliko.

 

Decoração de casamento sustentável com flores desidratadas. Decoração de casamento sustentável com flores desidratadas. Decoração de casamento sustentável com centro de mesa feito com flores desidratadas.

E fechamos com o mote essencial – pensar global, agir local.

Manifestem aos vossos fornecedores a preocupação com a origem dos produtos a usar – novamente, com as flores frescas, mas também com a comida. Reforcem a ideia de sazonalidade, do consumo de produtos locais e regionais e de toda uma selecção de menu mais simples na sua confecção mas igualmente deliciosa. Menos quantidade, muita qualidade e tudo muito saboroso. Isso fará a diferença entre uma festa normal e um casamento sustentável.

Confirmem com o vosso serviço de catering o destino das sobras – se não há (o que, felizmente, já é raro hoje em dia), façam o vosso trabalho de casa e proponham algumas opções como a ReFood ou uma associação  local próxima.

 

E rematem com chave de ouro, agradecendo a presença dos vossos convidados no vosso dia com uma oferta solidária. Já falámos nisto muitas vezes por aqui. Seleccionámos um conjunto de instituições cujo trabalho admiramos e que vos recomendamos para que transformem as lembranças para os convidados do casamento em contribuições para o bem-estar das pessoas que os nossos parceiros apoiam.

Acabam com a pegada ecológica, facilitam alguma logística, ajudam quem precisa, na medida da vossa generosidade, sensibilizam os vossos convidados e amigos e podem, com isso, gerar toda uma cadeia de partilha de conhecimento e valor para com a instituição que escolheram, de forma pública, informada e, com uma dose de optimismo, viral (e que bonito que isso pode ser…!).  Esta pequena lista parte de escolhas pessoais porque conhecemos pessoas envolvidas de ambos os lados (quem lá trabalha e quem foi ajudado), e de contactos profissionais que vamos tendo –  estes projectos são valiosos e muito importantes nas comunidades que servem, e revemo-nos neles.  Vocês terão os vossos, os que vos são próximos do coração – não há argumento melhor do que esse quando é altura de escolher quem ajudar!

Um por cento do vosso orçamento é quanto basta para causar verdadeiro impacto na vida de algumas pessoas. Façam um discurso fofo que explique o vosso gesto, um brinde saboroso e pronto! Sem pegada, é mais um elemento para um casamento sustentável e com muito, muito amor.

 

Falámos de meia dúzia de assuntos e ao de leve. Ainda assim, tudo conta para tornar o vosso casamento sustentável, a soma dos pequenos gestos resulta num impacto considerável. É assim que mudamos o mundo!

 

Imagens bonitas via Magnolia Rouge.

 

Não percam as nossas dicas para casar, sempre à segunda-feira!

Susana Pinto

Inspiração para um casamento na passagem de ano

E que tal um casamento na passagem de ano?

Pode parecer uma ideia amalucada, mas uma coisa garantimos – e já mostrámos aqui – um casamento na passagem de ano é sinónimo de uma festaça!

 

Não será a data mais escolhida – esse lugar está reservado para o primeiro sábado de Setembro -, mas tem a sua procura e pode ser muitíssimo divertido.

Se são o tipo de casal que adora sair, que adora festas e para quem a noite de 31 de Dezembro é um dos pontos altos do ano, um casamento na passagem de ano tem todo o potencial para ser a vossa data. E se por acaso não vos passou pela cabeça, depois de vos mostrarmos esta decoração inspiradora, acho que vão ficar a pensar nisso!

 

Bolas de espelho, decorações festivas e cheias de brilho e belas flores, claro, são os elementos deste cenário giríssimo, e a graça toda é mesmo essa: não é uma festa “temática” marcadamente de fim-de-ano, mas um casamento elegante, com uma decoração inesperada e festiva. Esse ajuste ao contexto é essencial para que tudo faça sentido e sintamos que estamos num casamento, intimista, focado e rodeados das nossas pessoas e de muito amor. Celebrada a cerimónia, segue-se a festa e aí, sim, é dar-lhe tudo, bolas de espelhos, cenário metalizado e música para dançar até o nascer do sol!

 

Decoração de casamento na passagem de ano: o altar civil. Decoração floral para casamento na passagem de ano Casamento com decoração retro. Cerimónia civil na passagem de nao. Decoração de casamento com bolas de espelho e flores

Decoração floral com painéis de acrílico e bolas de espelho. Decoração de casamento na passagem de ano.

O vídeo é delicioso, dá vontade de dançar, não é? Não é exactamente isto que se quer para um casamento na passagem de ano?

 

 

Preparados para um casamento assim?

Uma coisa é certa – há toda uma predisposição festiva nestes dias, há também mais tempo livre, a família e os amigos estão por cá, porque certamente quem está longe regressa para o Natal. É um alinhar de factores com uma energia muito própria, que torna a vossa festa absolutamente memorável!

 

Via Green Wedding Shoes, com fotografia de Lauren Miles Photo, video de Gavin Brown Media, decoração de Sea of Roses e flores de Sea of Roses.

Susana Pinto

Dicas para casar: como escolher a decoração do casamento

Nas nossas dicas para casar, todas as segundas-feiras, temos falado, de forma vagamente cronológica, dos vários assuntos relevantes para quem vai casar.

Depois de uma mão cheia de boas sugestões para encontrar o espaço ideal, hoje falamos do seu complemento: a decoração do casamento.

 

Ora a decoração de casamento é sempre um assunto pouco compreendido como tendo direito a existência e autonomia próprias. Vamos lá esclarecer alguns mitos!

Um decorador não é um wedding planner, um wedding planner não é um decorador. Uma quinta pode ter decoração incluída, mas raramente isso é um serviço de decoração. Um conjunto de centros de mesa e umas florinhas ali no canto não substituem o serviço de um decorador.

 

Então o que é, afinal, a decoração de um casamento?

A decoração de um casamento é a criação de um ambiente.

Quando se contrata um decorador, contrata-se mais do que apenas o serviço de execução e a logística; são ideias, conceitos e criatividade, é experiência, é conhecimento e capacidade de execução para vos levar do ponto A (um espaço “qualquer”) ao ponto B (um dia mágico), de modo feliz e eficaz.

 

Seja qual for o ambiente e o tipo de espaço escolhido, contratar um profissional é fundamental: a decoração está presente em todos os detalhes e cenários, cria um ambiente, define dinâmicas e deixa toda a gente feliz.

Um bom profissional olha para o espaço que escolheram como uma tela em branco e tem a capacidade de o transformar no cenário com que sonham. Vai pensar nos vários momentos do dia, vai criar espaços de lounge, vai estar atento ao sol e às sombras, aos detalhes de construção menos bonitos e a forma de os fazer desaparecer do olhar, vai descobrir recantos com graça e vesti-los para que fiquem ainda mais especiais, vai definir dinâmicas de circulação dos convidados, vai acentuar o que é bestial e tirar o foco ao que está menos bem.

Vai criar um ambiente e com isso uma história: a vossa história!

 

Decoração para clássica para um casamento ao ar livre no Porto com assinatura de Susana Abreu, da Inspirarte. Decoração para clássica para um casamento ao ar livre no Porto com assinatura de Susana Abreu, da Inspirarte. Decoração para clássica para um casamento ao ar livre no Porto com assinatura de Susana Abreu, da Inspirarte.

Agora que as diferenças ficaram mais claras, podem ter chegado a várias conclusões diferentes, todas elas correctas: a oferta disponibilizada pelo espaço agrada-vos (na sua forma e preço) e não precisam de um decorador; o espaço é muito espectacular e não pede nada extra, vale por si; o espaço é perfeito, mas não inclui nada para além disso mesmo; o espaço é óptimo (e até tem alguma oferta decorativa), mas têm em mente algo específico e precisam de ajuda profissional.

 

Se chegaram a uma das duas últimas conclusões, então está na altura de encontrar o decorador do vosso casamento!

Avaliar o portefólio e experiência do fornecedor são fundamentais, assim como o feedback de outros clientes. Seleccionem três fornecedores para contactar, cujo portefólio vos tenha agradado, e preparem um simpático email. Se possível, mencionem já o espaço escolhido, incluindo o endereço do site, para que o fornecedor se possa situar, e, claro, a data. Não esperem receber orçamentos na volta do correio – este é um assunto que requer e merece uma conversa prévia – mas sim um pedido de marcação de reunião.

Façam o vosso trabalho de casa – os boards do Pinterest, as anotações da visita ao espaço e a folha de orçamento – e reúnam, com tempo e disponibilidade. Conversem sobre a festa que querem ter, o tipo de convidados que esperam (e as suas necessidades), o que é fundamental, o que é acessório, ideias que gostariam de pôr em prática, e deixem que o fornecedor inicie o seu processo criativo.

 

Decoração para clássica para um casamento ao ar livre no Porto com assinatura de Susana Abreu, da Inspirarte. Decoração para clássica para um casamento ao ar livre no Porto com assinatura de Susana Abreu, da Inspirarte. Decoração para clássica para um casamento ao ar livre no Porto com assinatura de Susana Abreu, da Inspirarte.

Quer tenham uma visão bem definida ou uma ideia vaga, confiem no profissional, não o considerem um mero executante, mas um criativo capaz, que toma decisões e cujo objectivo é prestar-vos o melhor serviço possível. Se sentirem que há imposição de gostos ou modelos (a importância da empatia, de que falamos tantas vezes), desistam e passem ao próximo contacto.

É provável que não obtenham uma proposta completa e detalhada no fim deste primeiro encontro. Criar um projecto de decoração de raiz e orçamentá-lo é um processo criativo e aritmético, é necessário tempo para pensar, pesquisar e orçamentar, e esse investimento por parte do fornecedor espera um compromisso da parte do cliente, por isso, o mais natural é uma proposta simplificada e uma baliza de valores.

 

Se estiver dentro do que têm em mente (ideias e custos), é sinal para avançar. Contactem os outros fornecedores não seleccionados e informem-nos da vossa decisão, libertando-lhes a data, previamente acautelada com o primeiro contacto.

Façam uma visita conjunta ao espaço (as deslocações do fornecedor deverão estar por vossa conta), aproveitem a oportunidade para apresentar ambas as partes envolvidas, avaliem as várias intervenções necessárias e estejam disponíveis para algumas sugestões.

Daqui sairão os dados que faltavam para um projecto e orçamento detalhados e é altura de assinar o contrato. Contem com uma adjudicação ou sinal (pelo menos 20%), que dá início ao processo de trabalho, e com possíveis alterações de última hora, desde que aconteçam com o vosso acordo.

 

Decoração para clássica para um casamento ao ar livre no Porto com assinatura de Susana Abreu, da Inspirarte. Decoração para clássica para um casamento ao ar livre no Porto com assinatura de Susana Abreu, da Inspirarte. Decoração para clássica para um casamento ao ar livre no Porto com assinatura de Susana Abreu, da Inspirarte. Decoração para clássica para um casamento ao ar livre no Porto com assinatura de Susana Abreu, da Inspirarte.

No processo logístico, estará incluída uma lista de todo o material fornecido (do qual passam vocês a ser os responsáveis), que deverão partilhar com os profissionais do catering e do espaço, para que tudo retorne a quem de direito, e um valor de caução, para as peças que se extraviarem, que forem levadas por convidados mais entusiasmados ou simplesmente que se estraguem.

Atempadamente, peçam uma prova da mesa completa, se possível já no local – é uma boa oportunidade de analisar a qualidade dos têxteis, o estado das cadeiras, a categoria da loiça.

Para o restante ambiente, confiem no portefólio que viram, nas conversas que tiveram e na empatia criada, são garantia suficiente de um bom trabalho!

 

A fechar, reforçamos o ponto inicial: um decorador não é um wedding planner. Não esperem dele competências organizacionais, de gestão de equipas, de resolução de problemas maiores ou fora do restrito âmbito da decoração. Se concluírem que vos faz falta esse apoio profissional, muito além das funções de um chefe de sala, contratem-no. Há quem disponha de ambos os serviços e essa especificação deverá estar devidamente mencionada e contratualizada, e terá o seu custo adicional.

No próprio dia, desfrutem. Haverá sempre alguma coisa que não ficou exactamente como se pensou, mas também algumas surpresas boas, cortesia de um bom profissional com brio no que faz, atento ao detalhe e especialista em criar cenários especiais para o mais bonito dos dias!

 

Sobram dúvidas? Falem connosco, têm a caixa dos comentários inteiramente à vossa disposição. E não deixem de acompanhar todas as dicas para casar que vamos publicando, sempre à segunda-feira.

 

Estas imagens bonitas são da Inspirarte, sempre com a assinatura da talentosa Susana Abreu, especialista na criação de ambientes especiais e que respiram qualidade (na selecção floral, no mobiliário, nos têxteis e nos acessórios). Espreitem a sua ficha de fornecedor e marquem uma visita!

Susana Pinto

À conversa com: Jardin d’ Époque – flores para casamento

Hoje  converso com a Ema Ramos, da Jardin D’ Époque – flores para casamento.

 

A primeira vez que vi o seu trabalho, fiquei curiosa: é desarrumado, esquisito, tem qualquer coisa de bicho – e foi mesmo isso que lhe disse. Ao segundo olhar, percebe-se a intenção, o caminho, a conversa, e isso é muito especial. Porque é novo, porque é inesperado, porque é original e porque é bonito. Exige de nós uma atenção redobrada, uma pausa e foco para entrarmos nesse belíssimo diálogo em que somos recompensados.

Com esta conversa, descobri que temos muito em comum: o rigor, a curiosidade variada e um certo desassombramento em relação ao nosso trabalho. Gostei muito, mesmo!

 

Fiquem com o trabalho da Jardin D’ Époque e, sobretudo, com as suas palavras. Façam uma pausa e deixem-se cativar!

A melhor parte de trabalhar com flores e plantas é a energia que elas me dão. Claro que há momentos de tal forma intensos que a última coisa que quero fazer é levar flores para casa! Não sinto aquele cliché do “gosto tanto do que faço que não sinto que seja trabalho”. Eu gosto mesmo muito do que faço mas o sentido de responsabilidade que tenho para comigo e para com os meus clientes não me permite sentir este projecto como uma ocupação de Domingo à tarde. E é isso que torna o Jardin d’ Époque um desafio permanente.

Flores Jardin d'Époque - Fotos Oceanica Photography Flores Jardin d'Époque - Fotos Oceanica Photography

Flores Jardin d'Époque - Fotos Oceanica Photography

 

Como é que nasce a Jardin d’ Époque?

A Jardin d’ Époque nasce no momento em que tomo a decisão de regressar a Portugal. Depois de ter vivido alguns anos em França, comecei a sentir a necessidade de me dedicar a um projecto totalmente meu, onde o infinito fosse o limite e onde a criatividade fosse a matéria prima primordial.

 

Como defines a assinatura da Jardin d’ Époque?
Gosto de definir o Jardin d’ Époque como um projecto descomprometido com as regras sedimentadas no mundo da arte floral e extremamente focado nas particularidades daqueles que me procuram e que confiam no meu trabalho. Há uma frase dos fundadores do FLO Atelier Botânico (Antonio Jotta e Carol Nóbrega), uma das minhas referência no mundo das flores, que trago sempre presente e que me ajuda a manter o rumo: “É essencial não se limitar a regras, nem levar tão a sério o que já foi escrito sobre como montar um arranjo. É importante trabalhar com ingredientes frescos, de boa qualidade, mas também com itens menos convencionais. Depois, use sua bagagem estética e privilegie o que combina com você, com seu estilo de vida.”

 

Esse estilo faz parte do ADN da marca ou é um conceito que escolheste para explorar e trabalhar este ano? Porquê?
Mais do que o ADN da marca, creio que este estilo é o meu próprio ADN. Desconstruir linguagens e processos de trabalho sempre foi transversal a todas as áreas profissionais em que estive envolvida. Do ballet clássico à produção cultural, do design à arquitectura… Conhecer a história, o que já existe, o que é produzido… E permitires-te experimentar e dessa forma evoluíres e definires o teu percurso e a tua identidade.

 

Casamento na Pousada de Amares Casamento na Pousada de Amares Casamento na Pousada de Amares

 

As tendências da estação… São um assunto de trabalho ou apenas fait divers?

Inevitavelmente as tendências estão quase sempre presentes. O Pinterest e o Instagram estão à distância de um clique para toda a gente e é muito comum receber e-mails com pedidos de orçamento acompanhados de “imagens tendência”. O grande desafio é desenvolveres um projecto a partir das premissas que são as expectativas daqueles que te procuram, em função do teu método de trabalho e das tuas convicções.

 

E as estações do ano, o ritmo de produção de cada época, são influências, contingências ou indiferenças nestes tempos globais?
O nome Jardin d’ Époque não foi escolhido de ânimo leve. Quis que o nome da marca fosse uma alusão directa à forma como gosto de trabalhar. E por isso, o ritmo e as características de cada estação do ano são, sem dúvida, a principal influência no meu trabalho.

 

Ter o controlo das decisões é importante? Tens uma perspectiva perfeccionista e específica sobre o resultado e a forma como queres que o teu trabalho seja mostrado e vivido ou é o prazer de discutir ideias, de criar e acompanhar o processo, que te interessa mais na relação com cada projecto, cada cliente?

Sou extremamente perfeccionista e picuinhas. E é por isso mesmo que discutir ideias e desenvolver um processo de trabalho é de extrema importância para mim. Nos tempos de faculdade, quando estudava arquitectura, na disciplina de Projecto tínhamos assiduamente as chamadas “críticas comparadas” onde discutíamos os exercícios que estávamos a desenvolver. Eram momentos de exposição e discussão que nos faziam repensar o que estávamos a produzir e assimilar novas possibilidades que surgiam na partilha e na crítica. Tento trazer esta dinâmica, hoje, para o Jardin d’ Époque, esteja com um cliente ou com um outro profissional. A partilha permite-nos chegar muito mais longe.

 

Jardin d'Epoque - flores para casamento Jardin d'Epoque - flores para casamento Jardin d'Epoque - flores para casamento

 

Existem fórmulas vencedoras que aplicas ou cada projecto de decoração floral é pensado totalmente de raiz?

Não creio que aplique uma fórmula aos projectos. Desenvolvo-os, sim, de acordo com o meu método de trabalho e esse método evolui de acordo com as especificidades de cada desafio, criando propostas totalmente individualizadas e únicas.

 

Onde buscas inspiração para cada nova temporada de trabalho?

Ai… É muito difícil responder a esta pergunta! Sempre tive imensa dificuldade em focar-me apenas numa área porque tenho imensa curiosidade por uma série de temas, muitos deles, completamente díspares. E a inspiração tanto pode vir de uma peça gráfica ou arquitectónica da Bauhaus, como de um incrível espaço interior contemporâneo branquinho, com apontamentos de mármore de Estremoz e madeira clara de pinho… No fundo, ela pode espreitar de um qualquer pormenor que se cruze comigo nas tarefas diárias!

 

E nos momentos de fadiga criativa, como refrescas a mente e o olhar?

Esta é mais fácil! Pego na Margarida e na Bolota e vamos até à Praia da Luz… Eu tomo um café e elas fazem buracos na areia! É incrível o privilégio que temos na nossa localização geográfica. A proximidade com o mar é um bálsamo para os momentos mais intensos e o facto de ter vivido durante algum tempo longe dele, faz-me dar-lhe ainda mais valor.

 

 

Como é o teu processo de trabalho, como crias uma ligação com os teus clientes?

Gosto muito de conversar e, mesmo numa fase inicial, tento estar presencialmente com as pessoas que me contactam. Nem sempre são possíveis as visitas ao estúdio e por isso, muitas vezes, os contactos são feitos através de e-mail ou skype. Mesmo com as “imagens tendência” que referimos há pouco, é muito importante para mim perceber as expectativas, as estórias e os sonhos de cada um. E a partir daí, desenhar um plano. Começo pela definição de uma paleta de cores, selecção de espécies e construção das estruturas das peças florais no chamado mood board. E numa fase posterior, desenvolvo todo o processo através do desenho, fotografias e maquetas. Quando trabalhamos com elementos vegetais há coisas muito difíceis de definir… Não conseguimos adivinhar a dimensão exacta de determinada espécie… Nada nos garante que não existirá uma praga que colocará em causa a maturação “daquela” flor… Mas acredito que desenvolver um projecto de design floral à semelhança de um projecto de design de produto ou de arquitectura permite-me deixar portas abertas para soluções de eventuais problemas. E, acima de tudo, permite que os meus clientes percebam toda a minha dedicação e entrega.

 

Qual é a melhor parte de trabalhar com flores e plantas, em decoração? E o mais desafiante e difícil?

A melhor parte de trabalhar com flores e plantas é a energia que elas me dão. Claro que há momentos de tal forma intensos que a última coisa que quero fazer é levar flores para casa! Não sinto aquele cliché do “gosto tanto do que faço que não sinto que seja trabalho”. Eu gosto mesmo muito do que faço mas o sentido de responsabilidade que tenho para comigo e para com os meus clientes não me permite sentir este projecto como uma ocupação de Domingo à tarde. E é isso que torna o Jardin d’ Époque um desafio permanente.
Difícil, difícil… É ter de limpar o estúdio depois de dias intensos de trabalho em que todas as tesouras desapareceram e, afinal, estavam camufladas no meio dos desperdícios de folhas e pétalas!

 

Qual foi o casamento em que mais gostaste de trabalhar? Porquê?

O casamento que mais gostei de fazer foi precisamente o primeiro em que a primeira frase do e-mail de contacto dizia: “descobrimos o teu trabalho através do Simplesmente Branco”. Tinha terminado de empacotar as minhas coisas em França, a transportadora viria no dia seguinte e restava apenas o computador em cima de um pequeno aparador. O e-mail era escrito em francês!  E de repente, comecei o projecto de um casamento na deliciosa Comporta!
Todo o processo foi maravilhoso, pelos lugares e pelas espécies que a Justine e o Paulo elegeram. E o mais incrível foi o privilégio de desenvolver o projecto de design floral para um espaço como o Sublime Comporta, onde a articulação com a arquitectura e com as peças de mobiliário contemporâneos me deixaram como peixe num oceano!
O facto do casamento ter sido bem longe do Porto também me permitiu perceber que a ambição que tenho de executar projectos em todo o país e mesmo fora dele é possível e exequível, se meticulosamente planeado e com os maravilhosos e incansáveis fornecedores de flores de corte com quem trabalho.

 

Jardin d'Époque - decoração floral para casamentos Jardin d'Époque - decoração floral para casamentos Jardin d'Époque - decoração floral para casamentos

Escolhe uma imagem favorita do teu portefolio e conta-nos porquê. 

Esta imagem é uma das minhas favoritas por várias razões. Foi o bouquet que construí para o primeiro editorial para o qual me convidaram a participar. A primeira vez que senti e vivi o trabalho de equipa entre vários fornecedores de serviços do mundo dos casamentos e a incrível confiança e liberdade que depositaram no meu trabalho. Liberdade que me permitiu construir uma peça “descabelada”, mesmo como eu gosto, utilizando flores de compra e amoras silvestres que colhi numa tarde de Agosto e às quais retirei todos os espinhos, bagas de campos abandonados, dálias oriundas de bolbos que já estiveram no jardim da minha avó e que a minha mãe replantou, hortênsias do jardim de casa dos meus pais… É uma imagem que me traz memórias e estórias.

 

Jardin d'Epoque - flores para casamento

Os contactos detalhados da Jardin D’ Époque estão na sua ficha de fornecedor. Espreitem a galeria, vejam as imagens bonitas e contactem directamente a Ema Ramos através do formulário: é só preencher com os vossos dados e mensagem, e na volta do correio, terão uma resposta simpática.

 

Vejam aqui as últimas publicações da Jardin D’Époque!

 

Acompanhem estas nossas conversas longas com fornecedores seleccionados Simplesmente Branco, sempre à quarta-feira!

 

Marta Ramos

Uma decoração que é «a cara» da dupla Cara Lavada

Cara Lavada é um projecto que transmite a paixão e o respeito que a Ana Rebelo e a Sandra Barroso têm pelo design e pela arte. De olhos bem abertos e com os sentidos apurados, esta aventura ilustra a sua visão do mundo e da estética, bebendo várias influências que vão desde a arte, à história, às viagens, nunca esquecendo a identidade nacional e a nossa história, da qual tanto se orgulham. Em cada decoração de casamento que assinam, pretendem despertar sentimentos e emoções, recriando espaços únicos e inesquecíveis, em que cada pormenor seja pensado para ir ao encontro dos sonhos e do imaginário dos noivos – porque o vosso grande dia terá, no mínimo, que ser perfeito.

Gostamos de sentir que o nosso trabalho deixa as pessoas mais felizes e que temos crescido a cada desafio que aceitamos.

No passado fim-de-semana, a Ana e a Sandra viram tomar forma aquilo que tinham projectado para o casamento da Cristiana e do Hugo. A festa foi um sucesso e nem a chuva estragou a boa disposição da dupla de decoradoras, que seleccionou três detalhes para mostrar como imprimiu a sua identidade ao dia feliz do casal. Vamos ver?

 

Decoração de casamento, por Cara Lavada Decoração de casamento, por Cara LavadaDecoração de casamento, por Cara Lavada

A Ana e a Sandra escolheram trabalhar na área dos casamentos porque adoram concretizar sonhos e criar cenários perfeitos. As histórias de amor fazem-nas acreditar em finais felizes e é isso que as move para tornar real aquilo que só existe no imaginário dos noivos que as procuram. Orgulham-se de terem um registo muito próprio, que as caracteriza e que despoleta sentimentos e emoções.

Procuram inspiração no mundo e nas experiências que as rodeiam – desde as pessoas às histórias. Inspiram-se nos casais com quem trabalham, nas suas vivências e nos seus gostos pessoais. «Só assim o casamento pode ser desenhado à sua imagem, de forma única e singular.»
E quando olham para o futuro, vêem-se a continuar a realizar sonhos e a ter desafios cada vez mais ambiciosos que permitam que a Cara Lavada ganhe asas.

 

Naveguem demoradamente pela galeria completa da Cara Lavada e releiam todos os artigos que já publicámos acerca dos seus trabalhos. Para esclarecer qualquer dúvida ou trocar umas ideias sobre aquilo que imaginaram para o vosso casamento, falem com a Sandra, que está à vossa espera para vos ajudar a concretizar o vosso sonho.

Marta Ramos

Flores para sempre, por A Pajarita

A Alexandra Barbosa é formada em Arte e fascinada pelo processo criativo: A Pajarita é a sua forma de partilhar a sua arte e criatividade convosco, criando convites e estacionário em — ou desenhando o vosso dia inteiro de raiz, a começar, claro, por tudo o que envolve papeis, mas continuando pela decoração e pelas flores, sempre de mãos dadas convosco, até ao grande dia.
Foi o caso da Joana e do Diogo, que escolheram a Alexandra para criar convites e restante estacionário, a decoração e o bouquet, num registo muito romântico e muito leve. Até a decoração do bolo, confeccionado por Alpha 5, é da autoria da Alexandra.

Sempre que fazemos a decoração floral de um evento, para evitar o desperdício, gostamos de dar uma segunda vida às bonitas flores que tanto alegraram aquele dia. Fazer raminhos no final da festa e oferecer aos convidados é uma boa forma de prolongar a festa e levar aquela alegria vivida para outros ambientes.

Vejam algumas imagens do seu trabalho; depois podem ir depois espreitar o casamento completo, fotografado por André Tavares Wedding Photographer.

 

A Pajarita - convites de casamento e decoração de casamentos e bouquet de noiva

Não deixem de ler todos os artigos que já publicámos sobre o trabalho d’A Pajarita: para além de haver muita coisa bonita de se ver, há também bons conselhos e reflexões importantes: «Eu tenho alguns problemas com o desperdício, evito-o tanto a nível pessoal como profissional, por isso, tenho sempre especial atenção à gestão dos materiais e à qualidade dos mesmos. No estacionário, só usamos papeis livres de ácidos e gerimos a produção de modo a minimizar ao máximo o desperdício de papel, aconselhando sempre medidas que optimizam a área de impressão.»
E falem com a Alexandra sobre o tipo de casamento que imaginam: a equipa d’ A Pajarita terá muito gosto em inspirar-se nos vossos desejos para dar asas à criatividade.

Marta Ramos

Novidades felizes do Bouquet de Liz

Estamos quase a fechar para as nossas habituais férias de Agosto, mas ainda tenho tempo para vos contar que o Bouquet de Liz  tem novidades empolgantes. Conta-nos Maria do Rosário Pinho: «Na minha aldeia de Presa, no concelho de Mira, sempre existiu um armazém que eu nunca poderia imaginar que um dia viria a ser meu. Mas assim é! Escusado será dizer que este cantinho é o lugar mais bonito de Portugal, o que me deixa ainda mais feliz com esta nova fase.»

Trata-se, então, de um novo espaço Bouquet de Liz, situado no dito armazém, que está a ser recuperado para o efeito, estando prevista a inauguração para Setembro/Outubro. Para além dos materiais da empresa e da produção floral, este será também um tecto para partilha de ideias, organização de workshops e muita interacção com pessoas criativas e interessadas em ensinar e aprender.
Sendo numa aldeia, isso não faz deste espaço menos acessível: a região de Mira, no distrito de Coimbra, é muito bem servida de estradas, e Maria do Rosário Pinheiro tem recebido noivos de todo o país, que deixam invariavelmente um feedback muito positivo acerca do local e da sua tranquilidade: «Lembro-me sempre do poema do Alberto Caeiro quando entro e saio do trabalho. E foi isso também que me incentivou a assumir este espaço também para o atendimento aos clientes e não só para armazém.»

«Da minha aldeia vejo quanto da terra se pode ver do Universo…
Por isso a minha aldeia é tão grande como outra terra qualquer,
Porque eu sou do tamanho do que vejo
E não do tamanho da minha altura…»

Ficam já prometidos mais pormenores para a rentrée!

 

Decoração de casamento por Bouquet de Liz Decoração de casamento por Bouquet de Liz Decoração de casamento por Bouquet de LizDecoração de casamento por Bouquet de Liz Decoração de casamento por Bouquet de Liz

Vejam mais trabalhos com este toque apaixonado e elegante da Bouquet de Liz nos artigos que já lhes dedicámos; e consultem a ficha de fornecedor para verem imagens bonitas e recolherem todas as coordenadas de que necessitam para entrar em contacto com a Maria do Rosário e lhe pedir que traduza o vosso sonho em flores.