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Cristiana Simoes

À conversa com a Pajarita… “A diferença está nos pormenores, nomeadamente no estacionário”

Para mim, a atenção ao detalhe é crucial para o sucesso de qualquer evento, onde cada pormenor é estrategicamente pensado e personalizado, tornando assim cada celebração única, ao refletir a personalidade de cada um.

Num casamento, a escolha de um fornecedor é extremamente importante, porque é nele em quem vamos depositar a confiança e o sucesso para o grande dia. Assim, hoje quero falar-vos da sinestesia do estacionário através d’A Pajarita, brilhantemente pensada por Alexandra Barbosa e sua equipa.

Antes de mais, é importante esclareceremos algumas conceitos como “sinestesia”. Sinestesia é “a produção de duas ou mais sensações sob a influência de uma só impressão. Estas sensações podem ser opostas ou simplesmente diferentes, como por exemplo quando um cheiro nos evoca uma memória ou um som gera uma imagem na nossa cabeça – algo evoca outra coisa, de forma distinta.

E para lhe oferecer um exemplo bem concreto do que “sinestesia” é, sentei-me à conversa com a Alexandra para perceber a importância do seu trabalho, recordando um estacionário brilhante que realizou para um casamento.

“Sabe a liberdade, sente-se a fluidez do passar do tempo e ouve-se a vegetação sussurrar com a brisa”

Simplesmente Branco: Como se baseia para a criação de um conceito para o estacionário?

Alexandra: Recentemente realizei um trabalho para o casamento de um casal muito simpático e com muito bom gosto, a Andreia e o Frederico. Reunimo-nos e, em conversa, evidenciaram o gosto pela natureza e tornou-se evidente que era este o caminho a seguir.

SB: Os noivos, para além do conceito, escolheram também os materiais?

A: Quando nos sentámos a discutir ideias, percebi que gostavam do papel manual e, muito importante, estavam abertos a sugestões. Neste processo, proporcionaram-me a liberdade de criar uma imagem que os caracterizasse: um imagem leve e fresca, inspirada na natureza.

Assim, o estacionário de casamento que criei para a Andreia e Frederico remete-me para um passeio primaveril por campos e prados, sentindo uma brisa suave no rosto. Sabe a liberdade, sente-se a fluidez do passar do tempo e ouve-se a vegetação sussurrar com a brisa. É essencialmente um estacionário que desperta os sentidos.

SB: Fale-nos, em particular, dos convites de casamento…

A: Exaltar os sentidos é uma intenção (e ação) muito presente no meu trabalho. Com base nesta premissa, o convite de casamento  ganhou corpo através da combinação de papéis, com o envelope em papel fine art e o convite e cartão de detalhes em papel manual 100% algodão. No anúncio do dia mais bonito das suas vidas, o tato não ficou indiferente a estas texturas e densidades distintas.

SB: Em que te inspiraste para a criação deste estacionário?

A: A imagem que criei é fluida, como uma paisagem campestre que cede e ondula ao sabor do vento, fresca e cheia de movimento. A caligrafia transmite e eleva a personalidade e o espírito leve dos noivos. Fiel ao que define um estacionário de casamento, ou seja, um conjunto de materiais gráficos que obedece à mesma linha gráfica, os convites criados para os padrinhos mantêm também o espírito, cores e conceito.

“Exalta os sentidos é uma intenção (e ação) muito presente no meu trabalho”

“… faz pensar nos primeiros dias de primavera e nos passeios frescos pelo campo…”

SB: Para além do convite, houve cartas certo?

A: Sim. Este casal, num gesto muito doce e emocional, preparou um conjunto de cartas destinadas às pessoas cuja importância é primordial na sua vida. Para estes objetos memoráveis e tão relevantes, escolhi papel manual, com uma certa espessura que lhe deu um corpo físico, individual e pessoal, e folha de ouro a rematar o rebordo. Com esta materialização rica, demos casa às palavras generosamente partilhadas, permitindo assim a sua revisitação. É um bonito gesto de amor e gratidão para quem sempre esteve ao nosso lado, não concordas?

SB: Como é que a Alexandra criou o missal?

A: A abordagem ao missal, que guia e orienta os presentes pela cerimónia, também seguiu o conceito natural e leve que determinámos para o estacionário de casamento. Mantivemos as cores claras e primaveris, com muitas aguarelas e a encadernação foi feito com uma fita leve de um tom de rosa translúcido, como as nuvens ao nascer do dia. Aqui, as referências à natureza centram-se  nas suas personagens principais – o casal.

SB: E o estacionário presente no momento do copo de água?

A: Mantendo a consistência do estacionário de casamento, através das cores e conceito, criei as restantes peças para o copo-d’água. Esta festa, glamorosa e elegante, pedia um conjunto alargado de peças em papel, complementadas pela decoração floral e o design das mesas e do ambiente. Neste contexto, criei o seating plan, os marcadores de mesa, as ementas e os marcadores de lugar, sempre com a mesma linguagem que estipulámos a partir do convite de casamento: um conceito leve, natural e primaveril, que apela aos sentidos e os agita num frémito, como a brisa que passa pelo campo. Terminado e entregue, este é um trabalho que, a cada vez que o revejo, me inspira e faz pensar nos primeiros dias de primavera e nos passeios frescos pelo campo que desponta..

Eu fico-me por aqui e com esta inspiração, que nos faz desejar a primavera e aquele sentimento de liberdade que tanto a caracteriza. Mas se deseja ver mais trabalhos d’A Pajarita, de Alexandra Barbosa, convido-vos a visitar o seu website ou Instagram oficial.

Um abraço e até breve!

Créditos das fotografias:

Estacionário: A PAJARITAFotografias: The Story TellersEspaço: Aqueduto 

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