Um casamento intimista no Porto: Marta + Nuno
Um espaço inesperado pode parecer uma escolha difícil e arriscada, sobretudo quando damos valor à opinião de quem nos quer bem. Mas quando escolhemos bons profissionais e confiamos no seu talento e no nosso instinto, tudo ruma a bom porto e a festa desponta como se quer: bela, emotiva e memorável!
A Marta + Nuno escolheram um espaço supreendente e casaram a preceito, em 2018!
Contrariamos este Junho chuvoso com um casamento intimista, muito especial e singular. É o dia bonito da Marta + Nuno, sob o mote “Não falta amor, falta amar” num espaço inesperado e muito bem desenhado pela talentosa equipa da S.P.O.T.
Este é um casamento genuinamente feito de tudo o que é essencial, do qual foi retirado tudo o que era excessivo, formatado ou desnecessário. O resultado é um momento partilhado pelos mais próximos, cheio de significado e brilho.
As fotografias são da Beija-me. E reparem nos belos sapatinhos da Marta: já passaram por aqui num Sunday Shoes!
Que bonito que tudo isto é, venham ver.
Bom fim-de-semana!
Quando a resposta foi “sim!”, como é que imaginaram o vosso dia?
Já íamos imaginando o nosso dia há muito tempo (tanto quanto os anos que já vivíamos juntos). Sempre imaginámos o nosso dia, não como “um casamento”, mas sim uma “festa” para celebrar o nosso amor e a nossa vida a dois. O objetivo seria organizar e proporcionar a maior e mais bonita festa a todos os que gostam de nós e de quem nós gostamos.
Sentiam-se preparados ou foi um caminho com muitos nervos?
Se no início foi uma excitação e um sentimento de que podia ser já no dia seguinte, que estaria tudo bem, depois fomos tendo alguns momentos com nervos.
A noiva começou a ficar nervosa e ansiosa, e o noivo só nos dias anteriores é que sentiu o nervosismo. Mas tudo dentro do normal!
Agora que pensamos nisso, não estávamos assim tão nervosos, queríamos era estar um com o outro e com toda a gente, e que tudo corresse muito bem.
Em que momento da organização do casamento é que sentiram, «é mesmo isto»?
Foi no dia em que a Joana Lima, da S.P.O.T. – a empresa a quem entregámos toda a organização do casamento e à qual somos eternamente gratos por tudo – nos apresentou a proposta, que era baseada em muitas reuniões, partilha de ideias de que gostávamos e que faziam sentido para nós.
Ainda estava tudo “só no papel”, mas era aquilo, a nossa cara e a nossa festa. Uma proposta muito bem desenhada com a descrição de todos os espaços, conceito e algumas ideias que eram a nossa cara.
O resultado é fiel às ideias iniciais ou muito diferente? Contaram com alguma ajuda?
O resultado foi fiel ao que partilhámos com a Joana Lima, sobre o que queríamos (e também o que não queríamos), e excedeu as expectativas porque foi muito melhor e estava tudo muito bonito!
Todos os pormenores que foram apresentados estavam lá, com uma perfeiçãoo e bom gosto incríveis. Quando vimos tudo a ser preparado durante os dias anteriores, a dedicação, e, depois no dia com as flores, os arranjos e claro com a atmosfera própria do evento, foi tudo ainda mais bonito.
Vamos ter saudades e recordar esse dia com muito carinho para sempre!
O que era fundamental para vocês? E sem importância?
Para nós era importante ter um casamento (festa) que fosse nosso.
Visitámos uma quinta, pedimos orçamentos e os menus pré-concebidos, tabelas de preços com “tudo incluído” ou “oferta de…” não nos agradaram. Sabíamos que aí íamos ser mais uns clientes.
A S.P.O.T. dedicou tempo e carinho ao nosso casamento, assim como os restantes fornecedores que trabalharam com a S.P.O.T.. Para nós era importante não existir excesso de comida que levaria a excedentes, somos contra todo o exagero presente em muitos casamentos. Queríamos boa comida, bem confeccionada e de qualidade, e a escolha do serviço de catering – a cargo do chef Luís Miguel do Restaurante Brick nos Clérigos (também foi sugestaão da S.P.O.T.) – foi uma excelente escolha, nós e os convidados adorámos!
Para nós, o que tinha menos importância eram aspectos tradicionais ou “que têm que ser”: não exagerámos na nossa roupa (em termos de orçamento), não alugámos carro antigo para a noiva, não tivemos fogo de artifício, não tivemos vídeo, são alguns exemplos de algumas coisas de que abdicámos.
O que foi mais fácil? E o que foi mais difícil?
Há muita coisa que foi fácil. Depois de termos alguns orçamentos no email, foi fácil escolher a S.P.O.T., foi fácil também todo o processo de organização e trabalho de equipa que tivemos. Aliás, acho que vamos ter saudades! Também foi fácil entregar o trabalho fotográfico à Marta Marinho, e ela própria ajudou-nos a organizar um pouco o nosso dia até entrarmos no edifício, com dicas importantes para as recém-mamãs convidadas.
O mais difícil foram os imperativos da vida, como a morte do meu avô e da avó do Nuno, que nos deixaram sem chão, mas que também deu mais sentido ao dia incrível e memorável que tínhamos planeado para os amigos e família. A vida é mesmo assim, não há certezas do que pode acontecer, por isso temos que aproveitar ao máximo. Foi isso que nos deu alento durante tudo, aproveitar e ser felizes.
Qual foi o pico sentimental do vosso dia?
Acho que toda a cerimónia foi muito sentimental. Tivemos a sorte de termos tido uma conservadora que criou uma empatia muito grande connosco e que leu textos lindíssimos. Os padrinhos também leram um texto cada um, escolhido por nós e que nos dizia muito.
Foi mesmo bonito e diferente do que é habitual nas cerimónias civis. Foi a celebração especial do nosso amor e uma grande alavanca para a felicidade de toda a gente que estava presente, por ser tão inspiradora.
E o pico de diversão?
Talvez tenha sido entre os dotes de bailarino do meu pai, os nossos amigos a dançarem como se não houvesse amanhã, ou os nossos sobrinhos a transpirarem de alegria, porque as babysitters (Tias do Bonfim) lhes deram diversão para 3 dias.
Um pormenor especial…
Tínhamos vários, tantos! Uma mesa com as fotografias dos casamentos da nossa família, um mural pintado no local por uma ilustradora, de propósito para nós, com uma frase inspiradora e muito verdadeira “Não falta amor falta amar”, os textos que escolhemos para a cerimónia, as camélias, aliás o mar de camélias no local da cerimónia (a flor preferida da Marta), as flores e os arranjos espetaculares, a pista de dança incrível!
Outros pormenores: os convites que tinham uma ilustração do pai da noiva, e as ofertas também, assim como as prendas para os mais novos que foi ele que ajudou a personalizar.
Agora que já aconteceu, mudavam alguma coisa?
Nada! Bem, aumentávamos para 2 dias de festa porque é pouco tempo para tanta emoção, tantos amigos e tantas pessoas queridas que querem estar connosco.
Algumas words of advice para as próximas noivas…
Aproveitem o dia à séria e vivam-no! Tentem descontrair! Mesmo que achem que não conseguem, aproveitem umas horas do dia antes de tudo começar e façam algo “normal”. Ajuda muito!
Devem viver o dia ao máximo sem artifícios, é o melhor, sejam vocês mesmas, sempre! Não copiem demasiadas ideias, personalizem e façam o que gostam, não o façam porque alguém já o fez.
Inspirem-se, mas não copiem! Aproveitem tudo e sejam felizes!
Os fornecedores envolvidos:
convites, materiais gráficos e lembranças para os convidados: Marta Lino;
espaço: Cais Novo – Museu do Vinho do Porto;
catering: Brick dos Clérigos;
bolo dos noivos: Menina Bolacha;
fato do noivo e acessórios: Suits Inc. e Massimo Dutti;
vestido de noiva e sapatos: Unforgettable Brides (Aveiro/Anadia) e Uterque;
maquilhagem: Sinda Neves;
cabelos: Imagem Cabeleireiros (Vila Nova de Gaia)
bouquet de noiva: Filipa Alves
decoração e organização: S.P.O.T.
fotografia: Marta Marinho;
luzes, som e Dj: Dj. Sr. Sousa.
Um casamento urbano, intimista e muito doce: Sofia + Vasco
A Casa Independente é um espaço com concertos ao vivo e pequenos eventos, bar e restaurante, várias salas de exposição e um terraço muito simpático, no coração de Arroios, em Lisboa.
Cheio de patine e de histórias, frequentado por tribos diversas, foi a casa certa para o mais bonito dos dias do nosso casal de noivos.
Ora espreitem o casamento da Sofia + Vasco, publicado em 2017.
Fechamos a semana em modo doce e aconchegado, duas palavras que definem bem o casamento urbano da Sofia + Vasco, na Casa Independente, mesmo no coração de Lisboa.
Este foi um casamento descomplicado, tranquilo e sobretudo bonito e intimista, e para isso foi essencial a escolha do local, um dos mais especiais e singulares da cidade, e do catering (um belo restaurante italiano, com boa reputação). O registo fotográfico ficou por conta da simpática Susana Gomes Photography, em total sintonia com tudo e todos.
O resultado está à vista… Lindo!
Quando a resposta foi “sim!”, como é que imaginaram o vosso dia?
Imaginámos o nosso dia como um dia tranquilo e feliz, juntos dos nossos.
Sentiam-se preparados ou foi um caminho com muitos nervos?
Foi um caminho muito tranquilo mesmo quando não nos sentiamos preparados.
Em que momento da organização do casamento é que sentiram, «é mesmo isto»?
Quando conseguimos assegurar o espaço. A Casa Independente foi o único sítio que visitámos e não equacionávamos outro espaço para o nosso dia.
O resultado é fiel às ideias iniciais ou muito diferente? Contaram com alguma ajuda?
O resultado é exactamente aquilo que fomos sonhando ao longo de todo o processo de preparação. A ajuda da Patrícia, da Casa Independente, foi fundamental para que tudo se desenrolasse exactamente como tinhamos em mente.
O que era fundamental para vocês? E sem importância?
A autenticidade era fundamental. Sabíamos bem o que não queríamos e daí partimos sem grandes dúvidas para a construção de um dia feliz.
O que foi mais fácil? E o que foi mais difícil?
Foi tudo muito tranquilo. A ideia era mesmo uma celebração com um feeling muito caseiro e de grande tranquilidade e assim foi.
Qual foi o pico sentimental do vosso dia?
A cerimónia do casamento em si superou qualquer expectativa que tivéssemos em relação ao quão emotivo e sentimental este dia seria.
E o pico de diversão?
Todos os momentos de partilha, emoção e alegria com as “nossas” pessoas.
Um pormenor especial…
As toalhas de renda de mães e avós que serviram de tema para uma mesa de almoço de domingo em família.
Agora que já aconteceu, mudavam alguma coisa?
Nada. O dia foi tão ou mais feliz do que o imaginávamos.
Algumas words of advice para as próximas noivas…
Quanto mais próximo do vosso coração, e da vossa essência enquanto casal, pensarem no vosso dia, mais feliz e completo ele será.
Os fornecedores envolvidos:
convites, materiais gráficos e ofertas aos convidados: feitos pelos noivos;
local: Casa Independente;
catering: Cantina Baldracca;
bolo dos novos: Migalha Doce;
fato do noivo e acessórios: El Ganso;
vestido de noiva e sapatos: Etxart & Panno;
maquilhagem e cabelos: Djanira Cruz;
bouquet de noiva: Dona Alice, no Mercado 31 de Janeiro;
decoração: noivos e Patrícia, da Casa Independente;
fotografia: Susana Gomes Photography.
Mariana + Francisco: um casamento rústico e oh so chic!
Hoje revisitamos o casamento da Mariana + Francisco, que publicámos em 2017.
As imagens da Lounge Fotografia captam de forma exímia o incrível o sorriso da Mariana, cheio de energia e felicidade. Foram as imagens deste casal que usámos na comunicação do showcase nas Caves Ferreira, precisamente pela sua ternura, cumplicidade e sorriso pronto.
Fiquem com o dia bonito da Mariana + Francisco!
Da Holanda para Viseu, com a ajuda dos amigos e família: assim aconteceu o bonito casamento rústico e oh so chic da Mariana + Francisco, filmado pela dupla Vanessa & Ivo, e fotografado lindamente por outra dupla, Marta Barata e Luís Mateus, da Lounge Fotografia.
Hoje, para além das imagens, trazemos o filme, o que faz desta publicação um belo momento. Tomem nota da belíssima e generosa oferta dos noivos aos convidados.
Celebremos então esta primavera que chegou, antecipando o fim-de-semana com sol, festa, amizade e muito amor!
Quando a resposta foi “sim!”, como é que imaginaram o vosso dia?
Imaginámos que seria sobretudo um dia para nos reunirmos com a nossa família e os nossos melhores amigos. Uma festa familiar, “informal”, relaxada e com muita cor para celebrar o amor e a amizade. Imaginámos que gostaríamos de festejar ao ar livre e de experimentar um conceito mais espontâneo de casamento.
Sentiam-se preparados ou foi um caminho com muitos nervos?
O empenho foi máximo e o entusiasmo ainda maior. O facto de termos decidido preparar este projeto de fio a pavio (desde o conceito à execução) trouxe alguns nervos e muitas responsabilidades. Queríamos que tudo corresse conforme as nossas expectativas e conforme planeámos e imaginámos. Isso traz naturalmente muitos nervos! De qualquer modo, olhando para trás, isso fez do nosso dia – e dos nove meses antecedentes – tempos fantásticos que iremos recordar com muita saudade. Lembramo-nos por exemplo do dia em que com o nosso amigo Nuno criámos o início da nossa identidade gráfica. Comprámos tintas, fomos à florista, e fizemos os decalques de plantas em nossa casa. Quando as coisas são pensadas e feitas de um modo tão pessoal, acaba por ser tudo especial.
Em que momento da organização do casamento é que sentiram, «é mesmo isto»?
Em relação à decisão de casar não houve propriamente um momento “é mesmo isto”. Era definitivamente isto!
Em relação aos preparativos, foi o dia em que visitámos a Quinta da Cerca pela primeira vez. Como moramos na Holanda, contámos com o apoio incansável dos nossos pais que visitaram todas as quintas por nós. Enviaram-nos dezenas e dezenas de fotografias e vídeos (até esquiços!) e foi a Quinta da Cerca que mais nos entusiasmou. Quando visitámos a quinta pessoalmente, a decisão tomou-se de imediato. “É mesmo isto”. Desde os espaços exteriores (jardins, relvados, pomares e vinhas) aos edifícios e espaços interiores tudo estava feito à medida daquilo que imaginámos. A disponibilidade dos donos da quinta para nos receber inúmeras vezes depois dessa primeira visita foi um facilitador extra.
O resultado é fiel às ideias iniciais ou muito diferente? Contaram com alguma ajuda?
De um modo geral, o resultado foi fiel às ideias, mas naturalmente nem tudo corre conforme planeado, desde já porque a semana anterior ao casamento passou a correr e algumas cedências tiveram de ser feitas. Mas isso acabou por ser absolutamente irrelevante. Tudo e todos que importavam estavam lá.
Para os arranjos florais e para as montagens da decoração, contratámos ajuda profissional.
A nossa família e aos nossos amigos juntaram-se a esta aventura a 100%, e a ajuda deles foi absolutamente preciosa. Desde o design gráfico, até ao som/luz, passando pela organização, pela almofada das alianças, pelo transporte de colunas e luzes, pela montagem e logística de mil e uma coisas, tudo foi feito com a ajuda imprescindível destas pessoas. O Francisco esteve na quinta quase até às 3h da manhã na véspera do casamento a fazer montagens. A Mariana esteve em casa com as amigas onde se costurou até às tantas! Não sabemos se já agradecemos ao nossos amigos e à nossa família o suficiente, mas esperamos que sim!
O que era fundamental para vocês? E sem importância?
O fundamental para nós seria passar um dia muito feliz e aproveitar a oportunidade de o partilhar com as pessoas que nos são tão importantes. É uma oportunidade irrepetível. Quanto aos formalismos típicos de um casamento, esses, para nós, tiveram muito pouca importância. Queríamos um casamento à nossa medida e por essa razão teria de ser definitivamente um casamento fresco e leve.
O que foi mais fácil? E o que foi mais difícil?
O mais fácil foi escolher a valsa! Um dia estávamos na praia e ouvimos uma canção dos Los Hermanos – canção essa que nos era mais ou menos indiferente até então – e pensámos: é esta. Foi um click mútuo. O mais difícil foi controlar os nervos no dia, infelizmente esses não conseguimos evitar.
Qual foi o pico sentimental do vosso dia?
A hora de confirmar a nossa intenção de casar e de jurar amor “todos os dias da nossa vida”. Foi uma explosão de felicidade inacreditável e sem explicação.
E o pico de diversão?
A festa foi extremamente divertida, mas um dos momentos engraçados foi quando os amigos sportinguistas do Francisco prepararam um momento quase solene para lhe oferecer um pin do Sporting. No entanto, os amigos benfiquistas trocaram-lhes as voltas e em segredo trocaram o pin do Sporting por um pin do Benfica. O Francisco é sportinguista, e o resultado foi uma boa gargalhada.
Um pormenor especial…
Decidimos jantar sozinhos numa mesa no meio da sala e iluminados pelo nosso candeeiro que acompanha as nossas refeições diariamente em casa. Queríamos que o jantar fosse um momento de pausa, onde pudéssemos conversar e celebrar de um modo mais íntimo, conforme fazemos depois de um dia igual aos outros.
Agora que já aconteceu, mudavam alguma coisa?
Definitivamente teríamos decidido não nos preocupar tanto durante o decorrer do dia. Correu realmente tudo muito bem e temos fotografias e vídeos maravilhosos que nos ajudam a recordar tudo o q se passou e que nos emocionam muito.
Algumas words of advice para as próximas noivas…
Para as próximas noivas e noivos, definitivamente aconselharíamos a, chegado o dia, largar todas as preocupações. Foquem-se no amor e na imensa felicidade que é estarem juntos e aproveitem aquela que é uma oportunidade irrepetível de reunir todas as pessoas de quem gostam e vice-versa. É uma sensação incrível!
Os fornecedores envolvidos:
convites e materiais gráficos: Nuno Beijinho;
local: Quinta da Cerca;
catering e bolo dos noivos: Encontrus;
fato do noivo e acessórios: fato Hugo Boss, sapatos Geox, relógio Tissot, laço “The Tie Bar”;
vestido de noiva e sapatos: vestido Aire Barcelona, sapatos Aldo;
maquilhagem: Maria Edite Martins;
cabelos: Conceição Campos;
bouquet: Guida Eventos;
decoração: projeto dos noivos com ajuda na montagem e nos arranjos florais da Guida Eventos, na quinta, e do Jardim da Ângela, na igreja;
ofertas aos convidados: doação ao Instituto Português de Oncologia e marcador de livros com uma mensagem de apelo à dádiva de sangue e inscrição como dadores de medula;
fotografia: Lounge Fotografia;
vídeo: Vanessa & Ivo Handmade Films;
Dj: DJ Sérgio Gonçalves.
Inês + Ricardo, a receita para um dia muito feliz!
A escolha de hoje, o mais bonito dos dias da Inês + Ricardo, que publicámos aqui em 2017, reúne toda a magia que eu vejo – e gosto tanto – no universo dos casamentos.
Esta história não é sobre o vestido, sobre a decoração, sobre o espaço, é, sim, sobre os seus intervenientes, as suas peculiaridades e visões. É nesta partilha de perspectivas e personalidades que ficamos mais ricos, mais empáticos e mais generosos – e com isso, mais felizes também!
Fiquem com o mais bonito dos dias da Inês + Ricardo!
Atravessamos mais uma semana invernosa e nada melhor do que imagens luminosas (e vistas de mar!) para aquecer e sonhar com dias quentes e longos… Trazemos a festa da Inês + Ricardo, fotografada pelo Hugo Coelho Fotografia.
E o que eu gosto deste nosso casamento de hoje… Ri-me imenso com as respostas dos noivos (Inês, a noiva que nem se queria casar…!), e com a clarividência dos seus conselhos… e gostei tanto das imagens enviadas pelo Hugo Coelho, que contam uma história, que é a da Inês + Ricardo, neste dia de todos os dias: explico-vos porquê.
Há muitos blogues de casamento, certamente quem nos lê segue vários. E há o Pinterest, a plataforma nº1 das noivas actuais, e há o Instagram e isto e aquilo. Em comum, mostram imagens lindas, milhares de detalhes que circulam todos os dias, que guardamos criteriosamente em pastas de inspiração – eu faço o mesmo, são ferramentas de trabalho.
Mas não é isso que me interessa, nem é isso que me enche de espanto e nem é isso que quero, todos os dias, trazer para aqui e sobretudo, para estes artigos de sexta-feira: para mim, a magia são as pessoas e o amor partilhado, a energia do dia, a alegria contagiante, transversal (o sorriso da Inês está em todas as fotografias!)… A última imagem é uma fotografia de rolhas. E até é a minha favorita (e gosto muito de todas), neste contexto, porque fecha a narrativa, de forma épica: foi aquilo, uma festaça, são os despojos, o que fica quando toda a gente já se foi embora, o ponto final de um dia incrível (sim, porque só os dias incríveis e muito especiais terminam com espumante!). É a história contada pela lente do Hugo, a sua perspectiva com as suas escolhas e decisões sobre o essencial e o acessório, e é, sem margem para dúvidas, a história do dia da Inês + Ricardo, na companhia dos seus. E isto tudo, caros leitores, contado assim, é maravilhoso, é único e muito doce.
Quando a resposta foi “sim!”, como é que imaginaram o vosso dia?
Não fazíamos a mais pequena ideia. A Inês toda a vida disse que não queria casar e embora com o avançar da relação, tenha mudado de ideias, foi uma mudança que até a ela própria fez confusão. Quase que nem queria admitir que estava, realmente, a pôr a hipótese de casar. E como era algo difícil de admitir, nunca se deixou pensar sobre como seria o grande dia. No dia do “sim” estava “tudo por pensar”. O primeiro instinto era casar numa praia tropical, com meia dúzia de amigos, pés descalços e vestido branco mas básico (pelo joelho e de alcinhas, nada de noiva) com uma flor havaiana no cabelo. Isto sem grandes certezas… Por outro lado, o clássico entrar da noiva na Igreja é algo que custa não incluir quando se toma a decisão de casar. Além do mais, a ideia do Ricardo, era o casamento clássico. Pelo que quando começámos a pensar no nosso dia e concluímos que seria clássico, só imaginámos as pessoas que nos são queridas à nossa volta, felizes por nós e orgulhosas por termos decidido partilhar com elas a decisão de ficarmos juntos para sempre.
Sentiam-se preparados ou foi um caminho com muitos nervos?
Não nos sentíamos minimamente preparados, mas não houve assim tantos nervos… Foi um caminho emocionante, isso sim. Todo o processo foi uma constante emoção. Uma excitação sempre que dávamos mais um passo na organização e uma felicidade enorme com o aproximar da data. Momentos de ansiedade, foram poucos, pois tivemos a sorte de quase nada fugir ao nosso controlo.
Em que momento da organização do casamento é que sentiram, «é mesmo isto»?
Não sentimos “é mesmo isto” em nenhum momento concreto da organização. Sentimos isso antes de começar a organização, quando contámos aos nossos pais que tinha havido um pedido de casamento e que íamos dar esse passo.
O resultado é fiel às ideias iniciais ou muito diferente? Contaram com alguma ajuda?
Tudo aquilo que exigiu preparação resultou de acordo com as ideias iniciais. Ou praticamente tudo, vá. Houve algumas adaptações que tiveram de ser feitas mas, de um modo geral, aquilo que idealizámos, concretizou-se. Tivemos bastante ajuda, sim. Principalmente da mãe da noiva… A mãe da noiva, da nossa experiência, é uma ajuda preciosa e fundamental!
O que era fundamental para vocês? E sem importância?
Fundamental: conseguirmos aproveitar o nosso dia, sem stress, para podermos sentir e usufruir de cada momento. Queríamos mesmo viver cada minuto. E, claro, ter à nossa volta as pessoas mais próximas e sabê-las felizes por nós.
Sem importância: tudo o que falhasse no dia. Isto é, fizémos os possíveis e impossíveis, até à véspera, para que tudo corresse na perfeição. Mas pusémos para nós que, no próprio dia, o que não corresse de acordo com o plano, não ia ter importância! O que corresse bem, óptimo. O que não corresse como planeado, azar.
O que foi mais fácil? E o que foi mais difícil?
O mais fácil foi escolher o fotógrafo! Embora tenhamos visto trabalhos de vários e tenhamos tido reuniões com dois ou três, no fundo sabíamos que íamos escolher o Hugo Coelho porque adorámos o trabalho que ele fez no casamento de uns amigos nossos. E esses amigos disseram que ele era “top”.
O mais difícil foi decidir como abrir a pista de dança! Não queríamos a valsa clássica pois não nos identificamos com isso mas não sabíamos bem como fazer uma coisa à nossa medida. Acábamos por dar largas à imaginação, ver vários vídeos no Youtube e montámos uma coreografia nossa (que foi muito elogiada!).
Qual foi o pico sentimental do vosso dia?
A entrada da noiva na igreja – há noivos que escolhem outro pico que não este???
E o pico de diversão?
Abertura da pista! Não só a dança foi genial (modéstia à parte), como ainda por cima a mesa de mistura encravou e foi uma risota! Tivemos de começar de novo e pedir aos convidados que se fingissem surpreendidos como se não tivessem nunca visto como era o início da dança. Resultou super bem.
Um pormenor especial…
O aparecimento de um amigo que vive que Xangai e com quem não estávamos a contar no casamento. Foi surpresa. Fez 13.000km em dois dias para não perder o nosso dia – foi algo que nos honrou muitíssimo. Foi muito especial.
Agora que já aconteceu, mudavam alguma coisa?
Nada! Foi perfeito!! Quer dizer, se calhar comeríamos mais no cocktail (não experimentámos nada dos aperitivos, só mesmo o gin tónico) e certamente que teríamos ido à mesa das sobremesas e à dos queijos… Que desperdício! No dia nem nos lembrámos disso… Tanto empenho e dedicação a escolher cada variedade e depois não provámos nada…
Algumas words of advice para as próximas noivas…
Não stressem. O vosso casamento acontece uma vez na vida por isso aproveitem cada momento do processo. Há coisas que nos deixam, a nós noivas, de nervos em franja durante a organização mas respirem fundo e pensem que vai correr bem. Corre sempre e, no dia, não pensem. Não pensem em nada. Estiveram uma data de meses a preparar tudo, preocupadas com tudo e a pensar em tudo… Para quê? Para no grande dia poderem dar-se ao luxo de não pensarem em nada e só sentirem cada momento. Vale a pena! Mas só têm uma oportunidade, por isso não a desperdicem.
Os fornecedores envolvidos:
convites e materiais gráficos: Miguel Teixeira e Cláudia Alves;
local, decoração, catering e bolo: Quinta do Pé da Serra (serviço próprio);
fato do noivo e acessórios: Alta Roda;
vestido de noiva e sapatos: vestido A Bela Noiva; sapatos Zilian;
maquilhagem e cabelos: Mariana Gonçalves Cabelos & Maquilhagem;
bouquet: feito pela mãe da noiva;
fotografia: Hugo Coelho Fotografia;
vídeo: The Emotion Wedding Films;
luzes, som e Dj: luzes e som Boost Audio; DJ Dave Oak.
Sandra + Filipe, tanto amor e um bonito casamento vintage
Nestes dez anos de vida, habituámo-nos a acompanhar os casamentos dos nossos leitores, mas acreditem que também assistimos com muita alegria a casamentos dos nossos fornecedores!
O que vos trago hoje, da Sandra + Filipe, é precisamente um desses casos, já que a Sandra é metade da dupla Cara Lavada.
E lembram-se de há dias vos ter falado das icónicas Melissas, os sapatos de todas as noivas? A Sandra escolheu precisamente estes bonitos sapatos para o seu look de noiva muito vintage!
Fiquem com o dia bonito da Sandra + Filipe, que publicámos em 2016!
O Outono acaba de chegar, mas demos um passo atrás e megulhámos numa festa de Verão com o mais bonito casamento vintage dos últimos tempos… Em equipa que ganha não se mexe, e aqui estão três fornecedores seleccionados Simplesmente Branco a concretizar o dia e as memórias da Sandra + Filipe.
A PortoFesta tratou da iluminação (tão importante para criar o ambiente certo assim que anoitece, nunca se esqueçam!), os rapazes da FullCut registaram em filme tudo o que aconteceu e tudo o resto teve mão cheia da dupla (e equipa) Cara Lavada, ou não fosse a nossa querida noiva de hoje, uma das metades deste belo projecto!
Planeamento, organização, vários braços direitos e foco no que é mais importante: a partilha do amor com as nossas pessoas… Este é o resumo do dia, e que sábias palavras estas!
Toda a festa está recheada de pormenores com graça, o vestido de noiva com inspiração vintage e feito à medida é delicadíssimo, o penteado perfeito com as flores naturais, os sapatos, o laço do noivo que combina com o vestido da menina das alianças que combina com a camisa, tudo em chita de Alcobaça tradicional, tanto por onde olhar e apreciar, que decidimos, propositadamente, deixar de fora os detalhes da decoração. Mas não fiquem tristes, que mostramos tudinho aqui porque, como diria o Legendary Tigerman, é bonito e bom!
Como foi o teu pedido de casamento?
Depois de oito anos a vivermos juntos, sentimos que não podíamos adiar muito mais tempo algo que sempre foi uma vontade de ambos. No início de 2015 decidimos começar a procurar o sitio ideal, tínhamos uma ideia muito específica e sabíamos que provavelmente não seria uma tarefa fácil.
Em Fevereiro, por mero acaso, encontramos o lugar perfeito e, desde então, tudo começou a desenrolar-se naturalmente… O conceito já estava muito bem idealizado na nossa cabeça, por isso todo o resto tornou-se fácil de concretizar. Após estas decisões estarem tomadas, o pedido de casamento oficial surgiu da forma mais surpreendente possível. Rodeados de amigos (cúmplices do noivo!), no meio de uma multidão de gente mas ainda assim num ambiente muito familiar, o pedido surgiu ao som de “A bela portuguesa” pela voz do Bruno Nogueira. O concerto “Deixem o pimba em paz” ganhou outro encanto!
Como te organizaste? Por onde começaste, com que antecedência?
O tempo foi muito escasso, decidimos casar em Fevereiro e a cerimónia teve lugar a 4 Julho, ou seja, tivemos quatro meses para conseguir preparar tudo! Na realidade foi uma loucura que nos levou à exaustão. Tivemos grandes amigos e família que puseram mãos à obra e que fizeram com que este dia ficasse perfeito.
Que ambiente quiseste criar? Como o fizeste?
Todos os detalhes foram pensados ao pormenor, queríamos algo que tivesse a nossa cara, que retratasse a nossa personalidade e a naturalidade com que encarávamos esta etapa. Acima de tudo, queríamos um ambiente descontraído, onde a família e os amigos se pudessem divertir, sem grandes formalidades, com jogos tradicionais à mistura, numa atmosfera campestre, rodeada por vinhas e por animais do campo – póneis, cavalos, cabrinhas anãs, ovelhas malhadas, vacas um pouco loucas, etc., tudo o que uma verdadeira quinta de campo tem direito!
A opção “feito por ti” surgiu porquê?
Adoro decoração, organização de eventos, criação de ambientes únicos e especiais. A Cara Lavada é um projecto que adoro e que me enche a alma. O nosso lema é proporcionar aos casais um dia de sonho, por isso, o meu casamento não podia ser excepção… teria que ser perfeito, teria que ser o tal…!
Tiveste ajuda?
Sim, tive a ajuda de toda a equipa da Cara Lavada que foi incansável até ao ultimo minuto, da minha sócia e grande amiga que foi a minha wedding planner, que me deu a resposta certa quando me senti com dúvidas, para além da ajuda de grandes amigos que nos proporcionaram uma das melhores surpresas da nossa vida e que nos tocou profundamente, e da melhor família do mundo que demonstrou sempre total disponibilidade e apoio em todos os nossos devaneios.
O que era o mais importante para ti?
O mais importante para nós foi encontrar um espaço que albergasse todos os nossos convidados e onde estes pudessem desfrutar em pleno do dia.
Não queríamos, de todo, que a distância ou a viagem de regresso fosse um obstáculo para desfrutarem do dia ao máximo. Assim, na Quinta de Eira pudemos proporcionar a todos um fim-de-semana diferente que iria para além de um casamento, um fim-de-semana de convívio entre família e amigos. Sem dúvida, esta foi a palavra-chave deste dia.
E secundário?
Nada, tudo foi tratado na primeira pessoa e com o máximo de cuidado.
Onde gastaste mais dinheiro?
Como todos, no copo-de-água.
Onde gastaste menos?
No cabeleireiro, o noivo é proprietário de um salão de cabeleireiro, portanto tive o privilegio de ser mimada por toda a equipa que no dia se dedicou exclusivamente à noiva!
O que foi mais fácil?
O vestido! Sabia perfeitamente o que queria e tive a sorte de conhecer a pessoa ideal para o executar. Fiz três provas, pouco tive que alterar ou ceder perante a ideia que tinha em mente. Acho que ficou perfeito e que era, sem dúvida, a minha cara…
O que foi mais difícil?
Encontrar os meus sapatos! Sabia perfeitamente o que queria e tive que lutar muito para os conseguir ter no dia. Eram uns sapatos muito específicos de uma colecção antiga da Melissa, modelo Vivienne Westwood. Sabia que era a tarefa mais complicada de concretizar, mas também sabia que nada me iria agradar da mesma forma… Depois de tanto procurar e de quase desistir, recebi a maior prenda de sempre do meu noivo, recebi os MEUS sapatos! Foi sem dúvida a cereja no topo do bolo! Ele fez de tudo para os conseguir… fiquei tãooo feliz!
O que te deu mais prazer criar?
Eu tive várias coisas que me deram um enorme prazer, tudo foi conceptualmente criado na minha mente e desenvolvido pela minha equipa, mas uma das coisas que me ficou marcado foi a elaboração do convite ilustrado que me deu um enorme prazer desenhar…
O casamento que planeaste, é a vossa cara, ou foste fazendo cedências pelo caminho?
Completamente a nossa cara!
Um pormenor especial?
Bem, esta pergunta é um pouco complicada… na realidade consigo descrever dois momentos muito especiais e que fizeram toda a diferença. Um dos momentos auge que marcou a nossa memória e que abrilhantou a cerimónia foi o coro surpresa realizado pelos nossos amigos; o segundo momento foram os votos dos nossos familiares que derramaram lágrimas de emoção.
Agora que já aconteceu, mudavas alguma coisa?
Foi tudo perfeito, não mudava rigorosamente nada. Se tivéssemos esse dom, teria parado o relógio para que cada minuto fosse eterno e para que pudéssemos saborear cada segundo. Infelizmente, neste dia, tudo passa a correr e há sempre momentos que acabam por nos passar ao lado…
Algumas words of advice para as próximas noivas?
Não queiras que tudo seja perfeito, o importante é que criem um casamento à vossa imagem e que com ele tragam o melhor de vocês. Desfrutem em pleno dos bons momentos, deixem as coisas acontecer com naturalidade e coloquem os vossos convidados a par das vossas ideias, pois serão eles que irão dar alma ao vosso casamento.
Os fornecedores seleccionados:
convites, materiais gráficos, decoração total do espaço, flores, bouquet, alfinete de lapela, porta-alianças e lembranças: Cara Lavada;
local, catering e bolo: Quinta da Eira, Penafiel;
vestido e sapatos da noiva: vestido feito à medida, sapatos Melissa Vivienne Westwood, sapatilhas Converse e brincos Pedra Dura;
fato, sapatos e acessórios do noivo: casco e camisa Zara, calças Carhartt, colete feito à medida por um alfaiate, sapatos Eureka, acessórios personalizados à medida pela Cara Lavada;
cabelo e maquilhagem: Mendes Cabeleireiro;
livro de memórias: Beija-flor (personalizado com o padrão utilizado na decoração);
fotografia: Dreamaker;
vídeo: FullCut;
luzes de arraial: PortoFesta;
Dj: Halface Projecto DJ’s.
Telma + Nuno, epicamente singelo!
Quando somos noivos e a nossa visão do mais bonito dos dias é muito atípica e diferente da norma, desafiando convenções e expectativas, o caminho pode ser mais difícil e com algumas angústias. Por aqui, nestes dez longos anos, sempre incluímos nas nossas palavras sábias e bons conselhos a defesa desse ideal próprio, e a forma de lá chegar, de mãos dadas com todos: gerindo as diferenças, aprendendo a sinalizar o essencial e o acessório e a gerir as cedências, equilibrando o que é importante e fundamental para uns e o que é importante e fundamental para outros.
Olhando para trás, acho que esse é um dos nossos maiores legados e trabalho mais bonito: dotar as noivas de uma confiança interior e segura, possuidoras de conhecimento articulado e tranquilo que as guia até ao mais bonito dos dias, de forma clara e luminosa.
O casamento que vos trazemos é um exemplo disso mesmo!
Fiquem com o mais bonito dos dias de Telma + Nuno, que publicámos em 2016.
E viva o verão!
Fechamos a semana e o mês com as magníficas fotografias da dupla Menino conhece Menina, no casamento da Telma + Nuno, num formato muito especial e pouco habitual: uma pequena maravilha!
Vamos a isto?
Como foi o teu pedido de casamento?
Quem fez o pedido de casamento foi o Nuno. Estávamos de férias no verão, e o pedido foi sobre uma prancha de surf no meio do mar da praia da Arrifana e com o pôr-do-sol a fazer de testemunha. Lindo e de pôr a perna a tremer, sobretudo vindo de um homem que nunca quis casar!
Como te organizaste? Por onde começaste, com que antecedência?
Quando o pedido foi feito, na verdade não tivemos pressa em casar de imediato. Mas também não queríamos que nos tomasse muito tempo. Até começarmos a planear o que fosse, passou um ano desde o pedido.
Começámos a planear o casamento com um ano de antecedência, acreditando que nos iriamos casar em Maio de 2015, mas quando começámos a tratar do espaço e do catering, havia sempre algum aspecto que não se adequava as nossas necessidades, e acabávamos sempre por voltar à estaca zero. O tempo passava e com isto decidimos antecipar o casamento para Dezembro, após o Natal, porque a minha mãe, não vivendo em Portugal, viria no Natal e aproveitávamos a estadia dela.
Com isto estou a dizer que planeámos tudo em 2 meses e a primeira coisa a ser decidida foram os fotógrafos (porque esses, de alguma forma, já estavam escolhidos há muito tempo), sendo de seguida escolhido o local e comida.
Que ambiente quiseste criar? Como o fizeste?
Para nós, o casamento significou sempre o momento de partilha com amigos e família. Até porque nós já vivíamos juntos e todos já nos consideram “casados”. Este dia foi a continuidade da nossa vida a dois, mas com mais uns pózinhos mágicos.
Queríamos uma pequena festa, descontraída e informal, num ambiente elegante e recheado de pequenos detalhes que para nós faziam sentido.
Casámos pelo civil apenas, no restaurante que escolhemos. Tem uma sala linda, carregada de espelhos antigos e cadeiras todas diferentes entre si… e para nós fez sentido que ali fosse. E era bem no centro do Porto. Por onde estudámos, namorámos e passeámos tantas vezes numa de apenas usufruir da cidade. Foi tão natural, escolher um restaurante e não uma quinta. Embora, acreditem, não tivesse sido planeado.
A opção “feito por ti” surgiu porquê?
O feito por mim faz parte da minha vida (mais do que da do Nuno)… sempre gostei de fazer coisas com as mãos e de ter controlo total sobre o que se faz. E mais do que isso, o “feito por nós” é bem mais do que poupar dinheiro, para nós, pensar em cada um à medida que fazíamos as coisas foi importante, alias, o início do nosso casamento fez-se nestes preparativos.
Tiveste ajuda?
Na verdade não, fizemos e decidimos tudo sozinhos – mas também sempre quisemos dessa forma.
O que era o mais importante para ti?
O mais importante foi sempre “criarmos” um dia para nós. À nossa semelhança e com o qual nos identificássemos. Um evento honesto, lindo e despretensioso. E com isto rodeados de todos o que fazem sentido na nossa vida: amigos e família.
E secundário?
Nunca quisemos luxos, extravagâncias e exageros. E com isto cingimo-nos ao básico. Porque para sermos felizes não é preciso muito e o nosso casamento foi assim!
Onde gastaste mais dinheiro?
Num casamento ou numa festa, acredito que onde se gasta mais dinheiro é na comida e no espaço e connosco confirmou-se isso. Em proporção devo dizer que o bolo foi uma “boa fatia” do orçamento.
Onde gastaste menos?
Para o que me apercebo no que é habitual, onde provavelmente gastámos menos, foi na roupa de ambos. Queríamos estar “lindos” mas com roupa normal e que pudesse ser usada depois. No meu caso apenas o que não posso usar no dia-a-dia é a saia.
O que foi mais fácil?
A escolha dos fotógrafos e a nossa roupa. Sabíamos muito bem o que queríamos!
O que foi mais difícil?
Difícil, na verdade, foi começar. Tínhamos em vista fazer um casamento mais “tradicional” no início – pois na verdade acaba por ser mais fácil… o civil, a quinta, sobretudo quando é muita gente… mas as coisas acabaram por não seguir esse rumo e ainda bem.
O que te deu mais prazer criar?
Devo confessar que tudo nos deu prazer. Foi um dia simples, mas carregado de muito amor. E o amor estava em tudo. Nos amigos que vieram de fora, nas flores que tinham de ser aquelas e que foram especialmente encomendadas para este dia, nas toalhas, velas e jarras compradas especialmente para nós… uma imensidão de detalhes, convertida em amor.
O casamento que planeaste, é a vossa cara, ou foste fazendo cedências pelo caminho?
As cedências fazem parte da vida, acredito que fizemos, sim, mas nada de muito significativo. Pois resultou e sem dúvida foi a nossa cara!
Um pormenor especial?
Houve tantos… mas menciono alguns:
Na ausência do meu pai, quis que a minha companhia de entrada fosse a minha afilhada e entrámos a dançar até chegar ao Nuno. Hoje ele diz que este momento de eu dançar, para a frente e para trás, o deixou mais nervoso do que todo planeamento. Pela ausência física de algumas pessoas queridas, tínhamos misturado na decoração peças pertencentes a estas pessoas. Ainda que estas estivessem no coração, para nós foi importante criar esta ligação visual também.
E por último, todas as decorações de flores, inclusive o meu bouquet, tinham uma flor que mandámos vir da Holanda, ramos de oliveira que vieram da quinta dos pais no Nuno (seria a agregação à minha nova família), eucalipto redondo que veio de casa do meu melhor amigo (seria a amizade indispensável na nossa vida), e tinha pedacinhos de uma árvore de casa dos meus pais (que seriam as minhas origens)… tudo isto nos representava no passado, presente e futuro.
Agora que já aconteceu, mudavas alguma coisa?
Não seria uma mudança, mas face ao número de convidados, precisávamos de mais uns metros quadrados extra. Teria sido mais simpático. De resto não mudávamos nada.
Algumas words of advice para as próximas noivas?
O lado racional num casamento é importante, e aqui sugiro que o orçamento seja estipulado logo no início, pois não vai ser um entrave, vai ser antes uma ajuda. E depois aproveitar cada momento, cada escolha, cada conquista… e sempre a dois. Assim se constroem memórias.
Os fornecedores seleccionados:
convites e materiais gráficos: desenhado pela noiva, feitos pelos dois;
local e catering: Restaurante 3C;
bolo: T Bakes;
fato do noivo e acessórios: calças, casaco e cachecol, Decenio; camisa Vicri; sapatos Camper;
vestido de noiva e sapatos: saia em seda selvagem desenhada pela noiva; sapatos Haiti; top e bolero de malha Stefanel; casaco de pele Massimo Dutti;
brincos e colar da noiva: TelmaDA;
cabelos: Michele Cabeleireiros;
flores: Melinha Florista;
Ofertas aos convidados: uma andorinha pintada à mão pela noiva e uma fotografia dos dois;
fotografia: Menino conhece Menina.
Joana + Pedro, muito lá de casa!
O casamento que vos trago hoje foi publicado em 2014 e, ao contrário do que possam imaginar, o dia bonito da Joana + Pedro podia ter acontecido esta semana. Há um vestido delicadíssimo, uma festa em casa, um piquenique sobre as mantas e decoração de bailarico. Amigos próximos e família querida juntam-se à festa e assim se celebrou um belo dia!
As fotografias são da Glimpse, o cenário é a casa da família da noiva e o vestido de noiva fantástico é da dupla nacional de sucesso internacional, Marques ‘ Almeida, amigos próximos do casal.
Que dia bonito, este!
Como foi o teu pedido de casamento?
Um sábado de manhã ao acordar, com muitas ramelas. Amor que é amor, é a qualquer hora. Tinha um anelito escondido num vinil dos Chromatics. Foi fofo!
Como te organizaste? Por onde começaste, com que antecedência?
Tivemos 4 meses para organizar o casamento. Não é muito tempo, portanto não foi com muita antecedência. O que nos aconteceu foi que, ao contarmos à família e amigos, todos quiseram ajudar e rapidamente começou a haver pessoas encarregues de tarefas específicas. A minha mãe fez um Excel, onde se foram colocando datas-chave para resolver os assuntos e a quem estavam alocados esses mesmos assuntos.
Que ambiente quiseste criar? Como o fizeste?
Desde que me conheço que queria fazer uma festa no jardim dos meus pais. Há uns anos vi o “Rachel Getting Married” e o filme é sobre pessoas que convergem para uma casa com jardim para preparar um casamento (descontando o drama!). O Pedro também gosta do jardim dos meus pais e há um ginkgo muito perfeito. Acabámos por andar muito à volta da árvore e do jardim no que toca à temática do casamento: os convites, os adereços, não haver mesas mas mantas e almofadas sobre a relva, as pessoas descalças, etc. Não houve muito um fio condutor, tudo o que foi sendo encontrado pelo caminho acabou por ser incorporado, uma mesa antiga que serviu de altar, o meu lenço de Viana, que fazia parte do meu traje de miúda, umas colchas dos meus avós, balões de S. João…
A opção “feito por ti” surgiu porquê?
Nós, como designers gráficos, tínhamos o fetiche de fazer convites de casamento, fossem os nossos ou de amigos. É claro que iríamos fazer os nossos. Ora quando se começam a fazer coisas, nunca mais se pára!
Tiveste ajuda?
Tivemos milhões de ajudas! Os padrinhos avançaram logo com a fotógrafa, em jeito de prenda. Aliás, todas as ajudas eram prendas maravilhosas que iam ajudar a compor o dia do jeito que estávamos a idealizar. A Marta Marques e o Paulo Almeida, meus amigos de longa data, hoje dupla de designers de moda a trabalhar em Londres, desenhou, fez e ofereceu-me o vestido. Uma das minhas tias, juntamente com a namorada do meu irmão, fez o bolo de casamento. Até os bonecos dos noivos para o bolo foram desenhados em live-sketching durante a cerimónia por dois amigos que são ilustradores.
O meu irmão e a namorada acabaram por documentar tudo em vídeo, tanto no dia como nos dias anteriores e fizeram-nos o filme do casamento.
Não tivemos DJ; os nossos amigos fizeram playlists no Spotify, que pusemos a tocar em contínuo durante a tarde e a noite.
Nós mesmos, com ajuda da família mais próxima, fomos enfeitando o jardim com decorações, uns dias antes.
O que era o mais importante para ti?
Que o espírito festa no jardim passasse para todos os convidados. E foi o que aconteceu. O dia estava maravilhoso.
E o som e a luz! Sempre me agoniou a ideia de não ter colunas decentes e as pessoas andarem às escuras!
E secundário?
O bouquet. Nem o vi antes de casar. Chegou cá a casa e eu pensei: “está bem, i can deal with that”. Não que me fosse secundário, mas não lidei de todo com o processo, nem sei porquê.
Onde gastaste mais dinheiro?
No catering, apesar de ter sido em versão low-cost, com tantas ofertas e ajudas, mesmo assim acabou por ser o serviço onde se gastou mais dinheiro.
Onde gastaste menos?
Nas “borlas” todas, provavelmente o vestido seria a peça onde gastaríamos mais dinheiro. Ah, e nas alianças, oferecidas pelos pais do Pedro.
O que foi mais fácil?
Beber finos e imperiais fresquinhas nos dias anteriores ao casamento!
O que foi mais difícil?
Ler os votos durante a cerimónia, somos uns envergonhados. E a primeira dança, pés de chumbo!
O que te deu mais prazer criar?
Dois dias antes de casarmos, apercebemo-nos que tínhamos um vidro enorme no pátio onde foi servida a comida. Acabámos por usá-lo para escrever a ementa. No espaço que sobrou, preparámos o quadro das felicidades, onde os nossos convidados puderam deixar-nos mensagens, escritas com Poscas sobre o vidro. Foi bom acordar no dia seguinte de manhã, e ler todos os votos que nos tinham deixado!
O casamento que planeaste, é a vossa cara, ou foste fazendo cedências pelo caminho?
Foi a nossa cara. Se houve cedências, encaixaram perfeitamente no que queríamos.
Um pormenor especial?
Fizemos crachás coloridos e florais com excerptos de letras de músicas, como David Bowie, Neil Young, The Walkmen, Beach House, Rufus Wainwright, para oferecer à família e amigos. Funcionou muito bem, pois mesmo os mais aperaltados não se negaram a usar o seu pin.
Agora que já aconteceu, mudavas alguma coisa?
Pensamos que correu tal como imaginado. Ou seja, foi uma grande festa no jardim, o dia foi perfeito e não mudávamos nada.
Algumas words of advice para as próximas noivas?
Rodeiem-se de pessoas em quem confiem e não pensem muito. Elas estarão lá para ajudar.
Os fornecedores envolvidos:
produção: Manuela Rodrigues e Maria Melo;
convites, materiais gráficos e ofertas aos convidados: Studio Waba (nós mesmos);
espaço: jardim da casa dos pais da noiva;
bolo: Ana Paula Neves e Márcia Bernardo;
fato do noivo e acessórios: marcas de pronto-a-vestir de centro comercial, mas com styling by Marques ‘ Almeida;
vestido de noiva e sapatos: Marques ‘ Almeida;
maquilhagem e cabelo: Regina Cruz Cabeleireiro, na Foz do Porto;
bouquet: Florys;
flores: Escola Profissional Agrícola Conde S. Bento – Santo Tirso;
fotografia: Glimpse Fotografia;
vídeo: Pedro Rocha e Márcia Bernardo;
luzes, som e Dj: versão caseira, com playlists no Spotify.







































































































































































































































































































