Raquel + Craig: brinde aos noivos, com sabor a Porto e Whiskey
O casamento de Raquel+ Craig é uma história de amor entre dois continentes e dois países: Portugal e Estados Unidos.
A festa, que aconteceu a Norte, foi fotografada pela dupla Menino conhece Menina e teve de tudo, em muito: emoção até às lágrimas na leitura dos votos, uma noite de verão e ar livre, brindes duplos com vinho do Porto e whiskey, pista animadíssima e fim de festa com guarda-roupa alternativo e muito divertido.
A Raquel deixa um conselho muito certeiro:
No fundo, tudo é importante mas nada tem de estar perfeito, ajudou-nos imenso não ter estas expectativas de perfeição e saber claramente o que era importante para nós, para o nosso dia e a nossa festa.
Não díriamos melhor! Fechada a semana, fiquem com esta festa deliciosa e muito animada!
Quando a resposta foi “sim!”, como é que imaginaram o vosso dia?
Imaginámos uma celebração com amigos, família e muita diversão! Queríamos realmente divertir-nos com as pessoas que são importantes para nós, sabíamos que queríamos uma cerimónia não religiosa muito pessoal, no Verão, ao ar livre e com muitas flores, e uma festa relaxada e divertida depois do jantar com muito vinho do porto e whiskey, que são as bebidas das origens. Queríamos um casamento com muitos detalhes portugueses e americanos, que fossem a nossa cara enquanto casal.
Sentiam-se preparados ou foi um caminho com muitos nervos?
Foi um caminho com muito entusiasmo! Estávamos os dois prontos e ansiosos pelo dia, tínhamos um calendário em casa, que uma das minhas madrinhas me deu, e estávamos sempre a mudar os dias com imenso entusiasmo! Nunca houve muitos nervos, o Craig é calmo por natureza e eu, que sou o oposto, nunca me senti nervosa, só emocionada. Lembro-me das minhas amigas me dizerem que estavam mais nervosas do que eu, no próprio dia!
Em que momento da organização do casamento é que sentiram, «é mesmo isto»?
Para mim, foi ao escolher os pormenores: ver as velas, os talheres, as coisas pequeninas que tínhamos imaginado e que agora eram uma realidade! Para o Craig, foi o dia em que foram ao Mosteiro, umas semanas antes, para ver se os arbustos já tinham florido. Ver o local e imaginar-nos lá com tudo que tínhamos planeado, “just clicked”.
O resultado é fiel às ideias iniciais ou muito diferente? Contaram com alguma ajuda?
Não conseguia ter imaginado um dia mais especial, e a isso temos a agradecer ao Miguel e à Teresa, do Parque da Penha, que foram os nossos wedding planners ! As ideias principais mantiveram-se, algumas ideias novas surgiram e outras deixámos cair. Para além desta ajuda profissional, foram essenciais a nossa família e os amigos.
O que era fundamental para vocês? E sem importância?
Era fundamental que fosse um dia sem stress e muito pessoal, com bar aberto, boa comida e ar livre.
No fundo, tudo é importante mas nada tem de estar perfeito, ajudou-nos imenso não ter estas expectativas de perfeição e saber claramente o que era importante para nós, para o nosso dia e a nossa festa.
Ainda assim, no dia, estava tudo perfeito!
O que foi mais fácil? E o que foi mais difícil?
O mais fácil foi casar! Mas também foi muito fácil convergir na comida, no local e nas decorações, temos gostos muito parecidos e tínhamos uma visão muito parecida, o que ajudou muito. O mais difícil foi manter as nossas famílias satisfeitas com algumas das nossas decisões menos convencionais…!
Qual foi o pico sentimental do vosso dia?
Para o Craig foram os nossos votos na cerimónia, escritos por nós e apenas lidos no momento. Ele leu-os com dificuldade, muito emocionado. Para mim foram dois, caminhar até ao altar de braço dado com o meu irmão, ver o Craig a sorrir e as nossas famílias e amigos todos à nossa volta, e o discurso da minha irmã Sofia, que foi lindíssimo.
E o pico de diversão?
Dias antes do casamento, encontrei dois fatos insufláveis: uma bailarina e um lutador de sumo. Comprei-os na brincadeira e foram levados para o casamento. Já a noite ia bem longa, eu vesti o de lutador de sumo e o Craig, o de bailarina: dançámos no meio da pista até já não aguentarmos o calor!
Um pormenor especial…
Houve vários, o fato do Craig tinha bordado no forro a letra da nossa música, um detalhe muito querido e surpreendente, e a gravata preferida do meu pai em volta do meu bouquet de noiva.
Agora que já aconteceu, mudavam alguma coisa?
Honestamente, talvez o meu vestido tenha sido mais princesa do que eu, Raquel, realmente sou, mas no dia adorei usá-lo! De resto, absolutamente nada, foi o dia mais especial das nossas vidas!
Algumas words of advice para as próximas noivas…
Relaxem e divirtam se! Não estejam preocupados com perfeição e no dia, não se preocupem com nada! Se alguma coisa correr mal, deixem lá, correu, não vai estragar nada. Passa tudo tão rapido, aproveitem!
Ah, e comam a comida!
Os fornecedores envolvidos:
convites e materiais gráficos: Minted
local, decoração, bouquet, catering, bolo, luzes, som e DJ: Parque da Penha
fato do noivo e acessórios: fato UOY e sapatos Johnston and Murphy
vestido de noiva e acessórios: vestido Pronovias e botas de cowboy handmade in Tennessee
cabelos: Hairstudio
fotografia: Menino conhece Menina
Sempre bonitas, as fotografias da dupla Menino conhece Menina. Muito peculiares, com um ponto de vista único e uma narrativa muito própria.
Se ficaram curiosos, vejam o dia da Diana + Vitor ou as suas fotografias premiadas na The Wedding Photojournalist Association. Tudo muito bom!
À conversa com: Kabuki Makeup by Rita Amorim, maquilhagem para noivas
Hoje decidimos conversar sobre beleza da noiva, com a maquilhadora Rita Amorim, que assina como Kabuki Makeup by Rita Amorim.
A Rita é nossa fornecedora seleccionada há 4 anos, eu já tive a oportunidade de ser maquilhada por ela e, desde o primeiro momento, tem sido um genuíno prazer trabalharmos juntas. A prova disso, é o facto de a Kabuki Makeup by Rita Amorim ter recebido um dos nossos prémios internos, “It’s a pleasure doing business with you”, que atribuímos anualmente, de forma muito exclusiva (apenas 3 prémios, para uma centena de clientes), celebrando o entusiasmo, empenho e a contribuição para a discussão de assuntos relacionados com o mercado e o negócio de ambas as partes.
Vamos a isto?
Como chegaste a este universo da beleza feminina?
O universo da cosmética esteve presente na minha vida, desde muito cedo, sendo um universo muito familiar lá em casa. A minha mãe sempre trabalhou nesta área e o contacto permanente com produtos, amostras, ofertas, formação, dossiers sobre pele, todos os cuidados a ter, como mantê-la saudável e bem tratada, sempre foi um mundo muito aliciante. A curiosidade engraçada no meio disto tudo, é que a minha mãe, mesmo lidando com cosmética durante mais de 30 anos, a maquilhagem nunca foi a sua praia. E até aos dias de hoje me pergunta: “Como é que ficaste tão fascinada com o mundo da maquilhagem?”
Mais tarde, trabalhei directamente com 2 marcas de cosmética, Helena Rubinstein e Biotherm, ambas distribuídas pelo grupo L’Óreal e desde aí o fascínio foi crescendo até aos dias de hoje.
Qual é a importância da maquilhagem, num dia tão especial? E nos dias comuns?
A maquilhagem está na moda. E é notório o aumento de interesse, ao longo dos últimos anos. Não me lembro de ser dada tanta importância a este assunto como agora. Basta estarmos atentas e vermos a explosão de marcas, 100% dedicadas a maquilhagem que abrem lojas em Portugal, como nunca antes visto. É sinal que há mercado, há procura, há interesse e há maior preocupação com a imagem. Agora é comum vermos jovens e jovens adultas, maquilhadas. E maquilharem-se passou a fazer parte da sua rotina diária, quer seja apenas para uma ida à escola ou para trabalhar. Usar maquilhagem só para ir a festas é coisa do passado. Agora o acto de maquilhar é tão rotineiro, como o de vestir ou calçar.
Por isto tudo e como imaginam, quando falamos de dias tão importantes, como a cerimónia de um casamento, tanto noiva, como as convidadas prestam uma atenção redobrada e primordial à sua pele e maquilhagem. Contudo, para não correrem qualquer tipo de risco, é essencial que recorram a profissionais na área. Não só porque é um factor de confiança no serviço e na qualidade dos produtos utilizados, como também haverá maior garantia da sua correcta aplicação, e isso irá favorecê-las tornando-as ainda mais bonitas.
Acima de tudo, a minha primeira preocupação é perceber em que estado se encontra a pele da noiva e caso possamos melhorá-la até há data da cerimónia, iniciamos um tratamento aconselhado e dedicado caso a caso.
Um rosto é uma tela ou há todo um conjunto de regras firmes sobre este assunto? Depende da ocasião?
Sim, o rosto é uma tela, mas há que ter muita atenção à sua anatomia. Há diferentes tipos de rostos e o seu desenho depende do formato da face e da estrutura maxilo-facial. Em Portugal os tipo de rosto mais comum são o quadrado, redondo e triângulo invertido. E sobre cada tipo de rosto há que aplicar correctamente as tonalidades de base, blush, iluminador, de forma a tirar partido, da melhor forma, das suas características naturais.
As tendências da estação são importantes, ou não contam para a maquilhagem de noiva?
Sim, as tendências são importantes, mas não são de todo mandatórias. Estou e devo estar atenta às tendências (é imprescindível estar actualizada no mundo da maquilhagem, porque está em constante evolução), mas os factores decisores são o tom dos olhos, do cabelo e da pele, pois o equilíbrio e harmonia dos tons irão beneficiar o resultado final.
Há que ter bom senso, não faz sentido sujeitar uma noiva à tendência do momento, se isso não a favorece. As ideias servem como ponto de partida para uma boa conversa, cujo objectivo é elevar a beleza natural.
É essencial que haja esta conversa, de forma sensata, saudável e frutuosa.
Onde buscas inspiração para o teu trabalho de makeup artist?
Em muitos locais: em revistas da especialidade, com outras makeup artists, em sites das marcas ou blogs, nas lojas de maquilhagem, em conversas inspiradoras, em espaços, em passeios ao ar livre, em acessórios, em decoração, em desenhos… tudo o que sirva para alimentar a minha imaginação e deixar a inspiração mais rica.
E nos momentos de fadiga criativa, como refrescas a mente e o espírito?
Saio de casa, junto-me com amigos, apanho ar puro e passeio pela praia, nada como oxigenar o corpo e a mente para tudo fluir com muito mais nitidez e clareza de espirito. A minha pratica de yoga também me ajuda a equilibrar o meu bem-estar.
Também dás formação regular, com os teus workshops de auto-maquilhagem. Sentes que fazes diferença no quotidiano de quem te procura?
Sim sem dúvida, os workshops fazem toda a diferença. As principais conclusões a que chego, com todas as participantes que já tive ao longo destes anos, assentam em 3 pontos:
1º o workshop ajuda muito a desmistificar que a maquilhagem não é um bicho de 7 cabeças. Em poucos gestos aprendem quais os pontos essenciais do nosso rosto onde a maquilhagem só as beneficia;
2º com os workshops perdem o receio de se maquilharem de forma errada, sabendo que o seu maior objectivo é aprender os passos certos;
3º depois da participação, o entusiasmo pelo resultado final faz com que as rotinas mudeme a maquilhagem passa a fazer parte do quotidiana. Makeup só em ocasiões especiais já era!
Qual é o teu processo de trabalho, como crias uma ligação com as tuas clientes?
Esse é um ponto que faz parte do meu segredo profissional! Mas adianto que sou muito atenta às preocupações e receios naturais que as noivas ou outras clientes demonstram. Estar por perto é essencial e tento criar uma relação de proximidade, para criar laços que permitam existir confiança mútua.
Qual é a melhor parte de ser responsável pela beleza da noiva no seu dia? E o mais desafiante e difícil?
A melhor parte, é poder superar as expectativas. Quando as noivas se olham ao espelho, abrem aquele sorriso satisfeito e trocam um olhar cúmplice a revelar o seu agrado, é muito especial. Só este gesto vale mais que 1000 palavras.
O aspecto mais desafiante, mas nem por isso difícil, é quando alguma noiva, logo no primeiro contacto, tem uma pele complicada a precisar de alguns cuidados. A solução é iniciarmos um tratamento ao longo dos meses que antecedem a data e aguardar o seu feedback e a satisfação ao ver que a pele responde com um aspecto mais saudável e equilibrada. Cuidar da pele é garantia de sucesso para uma maquilhagem magnífica no dia do casamento.
Quem gostarias de maquilhar? E por quem gostarias de ser maquilhada?
Gostava de maquilhar a Kelly Bailey e a Cara Delevingne. E gostava de ser maquilhada pela Joana Moreira, e pela Path McGrath.
O trabalho impecável da Kabuki Makeup by Rita Amorim pode ser visto com detalhe na galeria da sua ficha de fornecedor e por lá têm também o contacto directo, num formulário bem bonito. É só prencher com os vossos dados e mensagem, e na volta do correio, terão resposta atenciosa da Rita Amorim.
Bolo dos noivos, sapatos de noiva e bouquet: um trio perfeito!
Esta semana passou com um ritmo atípico, dia sim, dia não. Juntou-se o calor, a cidade vazia de locais, um sábado que terminou em clima tropical com chuva forte e trovoada, e um domingo que amanheceu de forma negra, dramática e muito chocante, com as notícias dos incêndios de Pedrógão.
Falar de coisas tão fúteis como sapatos e flores parece absurdo e soa a tolice. Ainda assim, the show must go on, e deixo-vos a minha lista singela para este domingo tão desolado.
A escolha do trio de hoje começou com os fantásticos pumps de verniz Gianvito Rossi (com 40% de desconto, portanto acessíveis!), num rosa tão pálido que parece branco e que fecham com um simples botão junto ao tornozelo. Cumprem a definição de sapatos de noiva na perfeição!
Perante esta pureza clássica, decidi seguir a linha: peónias, branco e ramos de oliveira, e foram estes assuntos que determinaram a escolha do bolo dos noivos e do bouquet de noiva.
Elegância orgânica e clássica.
Belíssimo bolo dos noivos, decorado com folhas de oliveira, via Jen Huang; sapatos de noiva em verniz rosa pálido com tacão e fecho de botão de Gianvito Rossi, via Net-a-Porter; bouquet de noiva com peónias e folhas de oliveira, uma combinação para lá de elegante e natural, de Blandine Viry, via Magnolia Rouge.
Casamento na Casa Grande do Fontão: Teresa + Bruno
Esta semana trazemos um casamento na Casa Grande do Fontão, o bonito espaço gerido pela Histórias com Alma, com fotografia da dupla My Frame e animada pista do DJ Nuno Rodrigues. Este trio de fornecedores seleccionados pelo Simplesmente Branco proporcionou uma bela festa aos noivos Teresa + Bruno, amigos e família, e tudo fluiu de forma doce, suave e emotiva. Achámos que era o casamento perfeito para fechar esta semana igualmente pausada!
Recordando o dia, a Teresa deixa um sábio conselho:
Não marcar a viagem de lua-de-mel no dia a seguir ao casamento! Um dia (pelo menos!) para recuperar, é fundamental!
Tomem nota, meninas, que esta é uma óptima sugestão e na azáfama dos preparativos e contagem dos dias de férias, é natural que ninguém atente a este detalhe. Fazer uma longa viagem de avião – o mais provável -, com a ressaca da festa e das emoções, é uma sova e pode ser tranquilamente evitado!
Vamos a isto?
Quando a resposta foi “sim!”, como é que imaginaram o vosso dia?
O mais importante para nós sempre foi ter as pessoas que nos são mais próximas connosco. Sabíamos que, com elas por perto, seria sempre um dia inesquecível.
Sentiam-se preparados ou foi um caminho com muitos nervos?
Sempre nos sentimos preparados para casar, mas não para organizar um casamento. Por isso, os preparativos foram um crescendo de nervos até ao grande dia, principalmente pelo receio de falharmos em alguma coisa ou de nos esquecermos de algum detalhe. Reparei que estou a falar no plural mas a “febre” dos nervos só se abateu sobre mim, o noivo conseguiu ultrapassar todas as fases com a calma que lhe é característica!
Em que momento da organização do casamento é que sentiram, «é mesmo isto»?
Assim que visitamos a Casa Grande do Fontão. Foi imediato o entusiasmo que sentimos mal entrámos nos portões do espaço!
O resultado é fiel às ideias iniciais ou muito diferente? Contaram com alguma ajuda?
Contámos com muita ajuda. De todos os nossos fornecedores que se excederam sempre na ajuda que nos deram, e da nossa família. Planeámos e organizámos um dia à nossa medida, tal como tínhamos imaginado.
O que era fundamental para vocês? E sem importância?
Para nós o local era muito importante e encontrámos, à primeira, um sítio que cumpriu todas as nossas especificidades. A animação era também muito importante e dedicámos bastante tempo à procura da melhor resposta.
Não podemos dizer que houvesse algum aspeto sem importância…
O que foi mais fácil? E o que foi mais difícil?
De um modo geral, a organização fluiu com bastante facilidade, contudo a lista de convidados foi uma grande dor de cabeça por termos de limitar o número!
Qual foi o pico sentimental do vosso dia?
A entrada na igreja… Sem dúvida!!
E o pico de diversão?
A entrada no salão, a brincadeira que o noivo fez para os homens solteiros, o baile…
Um pormenor especial…
Para o noivo, os cartões personalizados que a noiva escreveu para ele e para os seus pais.
Para a noiva, o vídeo que o irmão fez e que mobilizou todos os amigos e familiares.
Agora que já aconteceu, mudavam alguma coisa?
Não alterávamos nada… mas gostávamos tanto de repetir o dia!
Algumas words of advice para as próximas noivas…
Não marcar a viagem de lua-de-mel no dia a seguir ao casamento! Um dia (pelo menos!) para recuperar, é fundamental!
Os fornecedores envolvidos:
convites, materiais gráficos, espaço e decoração: Histórias com Alma;
catering e bolo: Duartes;
fato do noivo e acessórios: Delpier;
vestido de noiva e sapatos: Pronovias;
maquilhagem de noiva: Barbara Brandão;
cabelos: Pedro Ferreira;
bouquet: feito com muito ternura pela minha tia;
fotografia: My Frame;
vídeo: Once Wedding Films;
música ao vivo: Cooltrane;
Dj: Nuno Rodrigues.
Se gostaram do trabalho fotográfico da My Frame, espreitem também o casamento rústico e muito colorido da Raquel + Ricardo, na Golegã ou o piquenique de despedida de solteira da Bibiana.
Bom fim-de-semana!
À conversa com: ADORO – fotografia de casamento
Hoje sentámo-nos a conversar sobre fotografia de casamento, com a dupla da ADORO: Carla Guedes Pinto e Sofia Dias. Na realidade, conhecemo-nos dos nossos dias de faculdade, quando estudávamos design nas Belas-Artes e no IADE e tínhamos uma amiga em comum. Voltámos a reencontrar-nos mais tarde, já neste universo casamenteiro em que todas escolhemos trabalhar. Lembro-me perfeitamente desse dia – uma simpática visita à segunda edição do You+Us=Fun!, na Casa do Alentejo.
É sempre um prazer conhecer as pessoas quando já admiramos o trabalho, e é essa experiência que partilhamos convosco hoje.
Do design gráfico para a fotografia não é um salto demasiado grande, mas para o universo dos casamentos já é bastante específico. Como é que foram lá parar?
Sim, de facto o salto é grande, não tanto pela passagem para a fotografia, onde se continua a trabalhar num universo visual, mas mais pela passagem para o universo dos eventos e dos casamentos.
A fotografia sempre nos acompanhou, em caminhos paralelos, mas esteve sempre presente. Uma das minhas grandes amigas de infância era filha de um grande fotojornalista, o Rui Ochôa. Adorava quando ia lá a casa e via os negativos todos espalhados, grandes formatos impressos pelo chão, uma gaveta cheia de objectivas ou as tardes passadas na redacção do Jornal Expresso. Com ele, comprei a minha primeira máquina fotográfica, uma Nikon 801, quando tinha 15 anos, e pouco a pouco comecei a fotografar.
A Sofia começou com o pai, que lhe punha a sua Canon nas mãos e lhe ensinava que o diafragma era mais do que aquele músculo na cavidade torácica. O seu primeiro ordenado, foi para comprar uma máquina fotográfica (analógica). Desde cedo fomos as fotógrafas de serviço entre os nossos amigos e família. Muitos rolos se consumiram…
O salto para os eventos de casamentos, foi apenas o ajuste necessário para tornar esta nossa actividade em algo comercial. Isto quando o suporte digital finalmente atingia uma qualidade profissional.
O design, área em que trabalhámos durante muitos anos (a Sofia em design gráfico e a Carla em design de equipamento) de certa forma preparou-nos a abordar qualquer desafio de uma forma metodológica, e isso aplica-se na perfeição quando temos um casal que quer concretizar o que sonhou para o seu dia de casamento. É um desafio criativo e projectual.
A passagem do nosso trabalho de designers para este universo “casamenteiro” deu-se num momento de crises várias. A crise do próprio negócio de design, das agências e dos orçamentos pagos a 120 dias, e também da crise criativa, um bocado cansadas de clientes cinzentos e institucionais.
Pensámos que, por nossa conta, se calhar faríamos qualquer coisa mais interessante e mais próxima das pessoas reais.
Quando começámos em 2011, o universo estético dos casamentos era ainda pouco fresco, muito clássico e percebemos que podia ser esse o caminho. Oferecer uma alternativa ao existente. Acabou por ser uma época de transição, em que surgiram fornecedores, como nós, que contribuíram para desenhar e consolidar o universo que hoje existe.
Começaram com um leque de serviços mais alargado, que agora concentraram em fotografia e organização, a solo ou com tudo incluído. É uma evolução natural ou sentiram, de facto, necessidade de estreitar o foco?
Foi um misto. Uma evolução, após sentirmos o mercado, e uma forma de convergir esforços e investimento, sobretudo de tempo.
Quando decidimos fotografar (casamentos e outras celebrações), sentimos necessidade de garantir a harmonia e fotogenia dos ambientes, incluindo o grafismo e a decoração. Para além de termos esta possibilidade de prestar um serviço completo a quem nos procurava, sabíamos também de antemão, que todo o conceito daquela celebração seria coerente.
Isso para nós era perfeito, era fotogenia garantida!
Mas ao longo dos anos sentimos necessidade de ajustar o negócio à realidade e percebemos que o investimento que justifique a contratação de alguém que pense e concretize o conceito de um evento acontece maioritariamente em casamentos, e quase nada em outras celebrações mais pequenas (festas de aniversários, baptizados etc).
Desta forma passámos a prestar serviço de decoração e grafismo apenas para casamentos.
A organização de um casamento requer dedicação e uma total disponibilidade para aquelas duas pessoas que anseiam pelo seu dia, perfeito, sem falhas. Por isso, actualmente aceitamos apenas algumas organizações e desenvolvimento criativo num reduzido número de casamentos, garantindo a nossa total disponibilidade para o sucesso do projecto.
A fotografia continua a ser a nossa actividade principal, e também a nossa paixão. Na fotografia continuamos a fazê-lo em todas as outras situações de festas e celebrações (festas de aniversário, baptizados, celebrações entre amigos e família), bem como sessões a dois ou de família.
Como definem a vossa assinatura, o vosso ponto de vista?
Achamos que se quisermos dizer numa palavra, será “verdadeiro”.
Na fotografia como na organização e desenvolvimento criativo, procuramos um olhar e abordagem reais, sempre em função do par. A estética e fotos do casamento têm que reflectir aquelas duas pessoas, e elas reverem-se nela.
As emoções das pessoas e dos momentos são a nossa energia. Não interferimos, apenas observamos, sentimos e reagimos, fotografando. E a relação de entendimento e confiança entre todos, é meio caminho para tudo fluir e o resultado transparecer a naturalidade que procuramos. Sentimos que nos ajuda o facto de virmos de outra área profissional, sem vícios nem preconceitos. E com o tempo percebemos que não é indiferente o facto de sermos um olhar feminino. Não sendo vantajoso nem desvantajoso, é apenas uma particularidade que transparece no nosso trabalho, sem nunca o termos previsto.
Onde buscam inspiração para o vosso trabalho?
Viemos as duas de uma área muito visual e esteticamente ecléctica, por isso qualquer fonte de informação é válida, e não necessariamente a ver com casamentos. A isto juntamos o que o par nos sugere das suas personalidades, vivências e preferências. Damos por nós a pesquisar universos tão díspares como Botânica ou a Culinária.
O cinema e a fotografia de rua e de moda serão as nossas maiores inspirações e agentes provocadores. O universo visual de cineastas como Wong Kar-Wai, Sophia Coppola, Wes Anderson, Jane Campion, Yasujirô Ozu, Stanley Kubrick ou pérolas como “Eu sou o Amor” (Luca Guadagnino) e “Carol” (Todd Haynes), são exemplos disso.
Na fotografia, o enorme trabalho de nomes como Saul Leiter, Tim Walker e as recentes descobertas dos espólios de Albert Khan e Vivian Maier. E por cá o Pedro Cláudio, fundamental pelo trabalho gráfico na fotografia, ou o olhar fresco e sem gavetas da Vera Marmelo.
Na secção mais “casamenteira” adoramos o trabalho do Pablo Beglez, Kristen Marie Parker, ou do Rodrigo Cardoso, dos Piteira ou do Rui Gaiola.
E nos momentos de fadiga criativa, como refrescam a mente e o olhar?
Como o dia-a-dia é tão assoberbado de informação, às vezes apetece apenas desligar para criar espaço mental. Mas quando ainda sobra algum espaço, há todo um mundo para descobrir. Viajar é um óptimo escape, seja cá dentro ou lá fora, e uma forma de nos inspirarmos e refrescar ideias. Por exemplo, nos últimos anos o trabalho levou-nos algumas vezes aos Açores e à Madeira, e foram óptimas descobertas para nós. Claro que aproveitamos sempre que o trabalho nos leva para fora de Lisboa, para sentir um bocadinho do local onde estamos. Isso é uma coisa que adoramos fazer, fotografar para além das pessoas, porque o território envolvente também faz parte das histórias.
É isso que adoramos… contar histórias.
Mas depois há coisas bem mais prosaicas que nos dão imenso prazer e que nos compensam, como meter um disco a tocar e dançar como se ninguém estivesse a ver, ir a um concerto mesmo bom, ou a um espectáculo de dança, ir dar uma volta de bicicleta com amigos. Ai… os amigos… com esta vida tão ao contrário das rotinas tradicionais, às vezes é difícil acertar com os programas dos amigos e família. Quando conseguimos fazer isso, é um luxo, um tempo impagável que se vive com prazer.
Como é o vosso processo de trabalho, como criam uma ligação com os vossos clientes?
A partir da primeira reunião, em que se dão caras aos nomes, percebemos o perfil do par e as suas espectativas. Isso é essencial para gerirmos um processo de organização de casamento e respectivo desenvolvimento criativo. A partir dessa leitura que fazemos e do próprio pedido dos noivos, iniciamos a nossa pesquisa e vamos trocando ideias com eles, sempre suportado visualmente para que ambos tenhamos a certeza do que estamos a falar. Depois do plano aprovado, começamos a produzir e a gerir cada passo até ao dia do casamento.
Na fotografia, depois da reunião (muitas vezes por Skype) fazemos sempre uma sessão fotográfica antes do casamento. Serve para nos conhecermos melhor, quebrar gelo e testarmos a relação fotógrafo/fotografado, para que no dia do casamento não seja demasiado brusco e invasivo.
Em ambos os casos tentamos sempre ler o mais possível de quem está do outro lado, dizemos que somos quase psicólogas tentado ler as entrelinhas para perceber o que é de facto importante para eles. Absorvemos o máximo e impomos o mínimo possível. E valorizamos a transparência, que é meio caminho para a confiança mútua.
Somos “parceiros no crime” do dia dos nossos noivos, e eles são o mais importante. O dia é deles e não nosso.
Ter o controle das decisões é importante? Têm uma perspectiva perfeccionista sobre o resultado ou é o prazer de acompanhar o processo?
Há o prazer em ver as ideias tomarem forma, mas evitamos o perfeccionismo nestes processos assentes num casal de noivos (geralmente estreante) e que envolvem várias valências e fornecedores. Focamo-nos em conseguir o melhor equilíbrio entre todos.
E depois sabemos que estamos a lidar com emoções, e não dá para aplicar fórmulas de Excel nelas. As decisões têm de ser tomadas com tempo, sem pressões, e sabemos que estamos a lidar com duas pessoas, muitas vezes com ideias e até algumas expectativas diferentes entre eles. É preciso saber mediar isso.
Somos o elemento de ponderação, e a voz da experiência, mas mesmo assim, no final, o casal tem de estar confortável com todas as decisões tomadas. Esta gestão requer alguma sensibilidade.
Qual é a melhor parte de organizar um casamento? E o mais desafiante e difícil?
A melhor parte é no dia ver tudo materializado, e a felicidade estampada no rosto dos noivos, por verem expectativas superadas.
O desafiante é transpor, para soluções criativas, a vontade dos noivos e tudo o que lemos nas entrelinhas. Adoramos quando os noivos sonham com uma coisa e nós conseguimos concretizá-la. Ver essa felicidade do momento concretizado estampado na cara dos noivos é o melhor dos momentos… e claro, de preferência registá-lo numa fotografia nossa.
Qual foi o casamento em que mais gostaram de trabalhar? Porquê?
Difícil responder, porque o envolvimento chega a ser emocional. Não conseguimos dizer apenas um.
Profissionalmente falando, houve um casamento que organizámos à distância, os noivos viviam nos Estados Unidos, e que correu irrepreensivelmente bem do princípio ao fim. Deste a sintonia criativa, ao respeito mútuo e confiança no nosso trabalho e às imagens cheias de luz e amor que nos deram para registar.
Mas claro, não há amor como o primeiro… o primeiríssimo casamento, da Inês e do Ricardo. Esses loucos que confiaram numas miúdas que nunca tinha organizado ou sequer fotografado um casamento (profissionalmente), e nos depositaram toda a confiança. Mostrarmos-lhes uma breve apresentação das nossas intenções, que terminava com “Querem casar connosco?” e eles responderam “Sim!”
Como experiência de tipo de registo e exotismo, tivemos um casamento na Madeira que foi um fim-de-semana em festa, com registos magníficos de paisagem e uma festa cheia de amigos que souberam disfrutar verdadeiramente do momento.
Pela intensidade emocional, e beleza há também um outro pequeno casamento, num Fevereiro soalheiro, em Monserrate (Sintra), que contrariou todos os estereótipos. Simplesmente mágico!
Todas a histórias são únicas e irrepetíveis, e isso é muito especial para nós, dá-nos fôlego.
Se fosse o vosso casamento, fariam tudo, uma parte ou mesmo nada? Quem fotografava?
Carla: para mim o mais interessante é a partilha emocional, a cumplicidade com quem mais gostas de estar, a tua cara-metade e os teus amigos e família. Mas nunca me imaginei noiva, e ser o centro de um casamento, que acontece assim num estalar de dedos. Acho que prefiro estar deste lado, com a máquina na mão, contagiada pelas emoções de quem celebra esse dia.
Sofia: adoro o formato de um fim-de-semana com amigos e família, os dias de casamento são assustadoramente rápidos. Teria que conhecer pessoalmente os fotógrafos da minha eleição, a empatia é essencial.
Escolham uma imagem favorita do vosso portfolio e contem-nos porquê:
Que maldade… Entre muitas, e por diferentes motivos, esta foto passa bem o que nos continua a surpreender. Adoramos os entretantos, que nos brindam com imagens bonitas e irrepetíveis.
Que bela conversa, esta! Tenho a certeza que gostaram de conhecer melhor esta dupla e que o bonito trabalho que fazem ganhou uma nova amplitude. Aproveitem para dar uma vista de olhos na sua novíssima ficha de fornecedor seleccionado, devidamente actualizada e recheada com muitas imagens bonitas.
Um trio perfeito: bolo dos noivos, bouquet e sapatos de noiva
Mini-bolos dos noivos muito floridos, sapatos de noiva vermelho-rubi e um bouquet de noiva oh la la!, são as escolhas do trio perfeito de hoje. Continuamos neste modo festivo e vibrante, a descobrir esta paleta feita de vários tons de rosa, coral e vermelhos variados, que é tão bonita.
Estes mini naked cakes individuais decorados com flores naturais são ligeiramente exagerados para um contexto real – é uma loucura ter 100 unidades com este topping de ranúnculos verdadeiros, mas se formos para uma versão mais delicada e singela, com amores perfeitos pequeninos ou capuchinhas comestíveis, fica igualmente perfeito, mágico e muito requintado. A Microgreens, por exemplo tem uma oferta incrível: cosmos, brincos de princesa,cravos chineses, begónias, flores de borragem, sardinheiras. Até apetece!
Estão a imaginar estas maravilhas a serem servidas aos convidados? Pois, é isso mesmo!
Daqui partimos para o épico bouquet de noiva com anémonas, ranúnculos e ervilhas de cheiro: uma explosão de cor, e imagino que de perfume também… que bonito que é!
Rematamos o terceiro elemento do trio, os sapatos de noiva, que são uns pumps de camurça übber sexy e de vida longa, porque são absolutamente clássicos na elegância e desenho, ou não fossem italianos!
Espero que gostem das escolhas desta semana!
Mini bolo dos noivos em versão naked cake decorado com flores naturais, via South Bound Bride; sapatos de noiva em camurça vermelho rubi, de Gianvito Rossi, no Net-a-Porter; épico bouquet de noiva com flores vermelhas e cor de rosa (anémonas, ranúnculos, rosas de jardim e ervilhas de cheiro), via Grey likes Weddings.
Bom domingo!
Um casamento cheio de festa: Maria Edite + Ricardo
Fechamos a primeira semana na nova casa, com o primeiro casamento do ano: Maria Edite + Ricardo.
A ajudá-los na concretização do mais bonito dos dias, estiveram a Lounge Fotografia, que captou estas belíssimas imagens, a Vanessa & Ivo – Handmade Films, de quem mostramos o teaser, e as lembranças para os convidados fora os deliciosos bombons da Pedaços de Cacau.
O que dizer sobre este casamento delicioso? Pois que tudo foi muito bem pensado: comida deliciosa e entretenimento desde o primeiro momento, que teve início à saída da igreja com um brinde de minis, espumante e uma fanfarra. Seguiu daí sempre ao som da música e de uma alegria contagiante!
A Maria Edite faz um belo comentário que é também um óptimo conselho: casou fora de época, quando todos os fornecedores estão fresquíssimos e muito disponíveis. Se ainda têm dúvidas, é só confirmar quão bonita foi a festa deste par de noivos!
Rematamos apontando o dedo ao vestido tão bonito, e, claro, aos sapatos épicos e muito apreciados deste lado: uns Guava rosa blush, os nossos favoritos: que bonita combinação!
Sem mais delongas, um casamento chio de festa: Maria Edite + Ricardo.
Quando a resposta foi “sim!”, como é que imaginaram o vosso dia?
Imaginávamos um dia de festa, junto dos nossos familiares e amigos, só não sabíamos onde. Tínhamos três hipóteses, na terra da noiva, em Viseu, no esplendor do Douro, terra do noivo, ou no Porto, onde toda a nossa história começou e continua a ser vivida. Escolhemos a nossa história e a cidade que nos acolheu!
Imaginávamos o nosso dia com todos aqueles que mais gostamos e que nos querem bem. Sonhávamos com um dia feliz e com boas vibrações.
Sentiam-se preparados ou foi um caminho com muitos nervos?
No momento do sim, há uma explosão de sentimentos e tudo é tão fácil, vivemos um sonho. Depois, quando começamos a planear e a organizar um evento destes, nada mais que o nosso casamento, percebemos que não é de todo uma tarefa fácil. Mas com o tempo e com a ajuda maravilhosa dos nossos fornecedores, conseguimos passo a passo dar resposta às exigências de um casamento.
Houve, claro, momentos de maior tensão e incertezas em algumas tomadas de decisão, a panóplia de ofertas é tão vasta que nos confunde, aí cabe-nos saber o que queremos para o nosso dia e o que nos identifica. Os nervos fizeram-se sentir, principalmente, na véspera do grande dia, ainda há tomadas de decisão de última hora, o tempo escasseia e afinal… “é já amanhã!”.
Em contrapartida, no dia do casamento não há lugar a nervos (lembro-me de referir, no quarto, enquanto me preparavam, que achava estranho não me sentir nervosa, se não era suposto…). Eu, noiva, estava calma e acima de tudo, bem e feliz!
Por outro lado, também, tivemos a sorte de escolher o mês de Março para casar, tudo se faz com mais calma, os fornecedores têm todo o tempo do mundo para nós, pois a azáfama dos casamentos começa nos meses seguintes.
Planeámos e organizámos o casamento em menos de 6 meses e correu muito bem, tal como desejado.
Em que momento da organização do casamento é que sentiram, «é mesmo isto»?
No momento em que escolhemos a quinta. Saímos de lá com a certeza que seria ali. O espaço tinha uma vista maravilhosa para o Douro e um jardim que nos encheu as medidas. A certeza foi tão grande que marcamos logo a igreja.
O resultado é fiel às ideias iniciais ou muito diferente? Contaram com alguma ajuda?
O resultado final foi sem dúvida tudo aquilo que esperávamos. Podemos, até, dizer que superou as expectativas iniciais, e tudo se deveu ao trabalho exímio em conjunto com os nossos fornecedores. Souberam, acima de tudo, ouvir-nos e conseguiram dar respostas às nossas exigências. Ficámos orgulhosos dos fornecedores que escolhemos e do resultado final que nos encheu as medidas no nosso dia!
O que era fundamental para vocês? E sem importância?
A música e o catering foram dois dos aspectos que tivemos em grande consideração. Queríamos que o nosso dia fosse pautado de animação do início ao fim do evento, com um fantástico serviço de catering, que ficasse gravado nas papilas gustativas e na memória dos nossos convidados. Ainda hoje falam disso! Era fundamental evitar momentos monótonos e de espera, que acaba por acontecer em muitos casamentos, e torná-lo um dia inesquecível para todos. Apostámos em duas bandas magníficas que brilharam desde a saída na Igreja até à hora do baile. Demos importância a todos os pormenores, afinal é um dia único e que se vive uma vez! À saída da igreja, tivemos a actuação de uma das bandas acompanhada por serviço de champanhe e minis, que tinham o nosso logotipo, feito pelo noivo. Um outro pormenor interessante, e um miminho extra para os convidados, foi a marcação dos lugares com o nome de cada um escrito à mão. Embora haja muito em que pensar, planear, organizar, reunir e decidir, tudo foi pensado ao pormenor! Afinal, tudo é importante naquele dia.
O que foi mais fácil? E o que foi mais difícil?
O mais fácil foi dizer o “sim!” (risos da noiva). O mais difícil foi, durante todo o processo, a elaboração do convite, a nossa maior dúvida. Vimos e revimos imensos exemplares mas nada nos inspirava. Contudo sabíamos, de antemão, que queríamos conciliar dois pormenores, a escrita à mão e a folha de oliveira. A Maria Edite andou, inclusive, a construir convites com folhas de oliveira, a desenhar e a inventar. A Ana Pinto, do Levado à Letra, foi a ajuda essencial, e com a sua experiência fez um excelente trabalho de design, conseguindo, depois de muitos rabiscos, chegar ao que queríamos. Numa fase posterior, foi um pulinho para conseguirmos alinhavar todo o design do casamento.
Qual foi o pico sentimental do vosso dia?
Na igreja, quando fizemos os votos de um amor para sempre e trocámos as alianças. O coração bate tão forte, mas como sabe bem! A partir dali sentimos que somos uma família. E depois, à noite, houve mais dois momentos: o corte do bolo ao som da nossa música, “Mine” da Emmy Curl, com fogo-de-artifício exterior e interior; e, a nossa dança ao som de “L.O.V.E.” de Frank Sinatra, interpretada pelos Desbundixie Band.
E o pico de diversão?
Foram tantos! A diversão começou logo à saída da igreja, com a Original Bandalheira, e brinde com champanhe, com os turistas a ver, a fotografar e a participar na nossa festa. Esta banda acompanhou-nos nos aperitivos, foi uma festa! Outro momento alto do dia foi, sem dúvida, a nossa entrada na sala de jantar ao som dos Desbundixie Band e noite dentro com o DJ.
Um pormenor especial…o tempo, quase de Primavera, com o sol a espreitar nos momentos certos, facto que permitiu usarmos o nosso carro antigo, um Triumph Spitfire, especial para nós, porque o Ricardo adquiriu-o quando começámos a namorar.
Agora que já aconteceu, mudavam alguma coisa?
Ao olhar para trás, ao vermos e revermos as fotografias, que saudades dá. Não mudaríamos nada. Só ficámos com pena de não termos conseguido lançar as nossas lanternas de S. João, no final do jantar, devido a questões meteorológicas. Estão guardadas para futuros baptizados (risos)!
Algumas words of advice para as próximas noivas…
Sejam fiéis ao que gostam, ao que querem e tudo correrá bem. O dia é vosso e usufruam ao máximo. Costumam dizer que o dia passa a correr, e é tão verdade… Agora bate a saudade de um dia bom, único e que ficará connosco para sempre!
Fechamos este dia bonito em movimento, com um pequeno teaser da dupla Vanessa & Ivo – Handmade Films.
Os fornecedores envolvidos:
convites e materiais gráficos: Levado à Letra;
local e catering: Quinta da Torre Bella e Duplos Gemini Catering;
bolo: Humor ao Lume;
fato do noivo e acessórios: fraque Prassa; camisa e sapatos Hugo Boss; botões de punho Carolina Herrera; relógio Longines;
vestido de noiva e sapatos: vestido Teresa Macário (Viseu); lingerie Dama de Copas; sapatos Guava e brincos Joana Ribeiro Joalharia;
maquilhagem: Marlene Vinha, Pretty Exquisite;
cabelos: Josie Georgia, Lab Sixtyone;
bouquet: Isabel Castro Freitas Arte Floral;
decoração: Crachá – Wedding Agency;
lembranças para convidados: bombons e lollipops da Pedaços de Cacau e charutos Monte Cristo;
fotografia: Lounge Fotografia;
vídeo: Vanessa & Ivo – Handmade Films;
luzes, som e Dj: Original Bandalheira; Desbundixie Traditional Jazz; Party Sound by Dj Renato Mota.














































































































































