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Susana Pinto

À conversa com: Wedwings – wedding planner

Hoje conversamos com a Rita Soares-Alves, wedding planner que assina como Wedwings.

Falamos sobre o seu percurso e sobre a importância e valências de um wedding planner, no grande esquema que compõe o mais bonito dos dias.

Juntem-se a nós e fiquem a conhecer o trabalho bonito da Rita Soares-Alves!

Tenho como premissa que o casamento é um acto privado entre os noivos, mas a festa de casamento é um dia de partilha, entre familiares e amigos próximos e mais queridos que, em conjunto, celebram o nascimento de uma nova família.

Conte-nos um como começou esta aventura de ser wedding planner:

Já lá vão bastantes anos… o gosto pela área começou nos meus “early 20s” – sim, faço parte de uma geração que casava logo após o final da faculdade, bastante antes dos 30 anos – com a tradicional ajuda e disponibilidade de casais amigos, na organização dos seus casamentos. Fui durante anos a amiga que os acompanhava às feiras de casamentos, às provas dos vestidos, tinha as ideias para os temas das mesas, muito em voga nessa altura, fazia noitada na véspera do casamento para apoiar nos momentos de maior ansiedade… A vocação confirmou-se quando os amigos começaram a oferecer-me revistas e livros da especialidade trazidos de viagens internacionais!

O meu percurso profissional passou, durante alguns anos, pela área de eventos, embora corporativos, mas os casamentos sempre foram o meu “crush”: desde há muito que tenho cadernos com ideias, livros sobre wedding planning, recortes de revistas e jornais, já para não falar de diversas edições de revistas nacionais e internacionais, das quais sou incapaz de me desfazer. Em 2012, comecei a organizar o casamento da minha irmã, que residia fora do país, e decidi que esse seria o meu grande teste. Estava na hora de dar vida a este projecto e de lançar o que viria a ser a Wedwings,o  que aconteceu em finais de 2014.

 

Wedding Planner em Lisboa: Wedwings, by Rita Soares Alves Wedding Planner em Lisboa: Wedwings, by Rita Soares Alves Wedding Planner em Lisboa: Wedwings, by Rita Soares Alves

Organizar um casamento é coordenar tarefas e um orçamento, mas também gerir emoções e expectativas. Um destes lados pesa mais ou no meio está a virtude?

É um pouco de tudo! Trabalhamos ao lado dos noivos cerca de um ano, tornamo-nos muito próximos e acabamos por assumir os papéis que são mais convenientes a cada casal.

Considero-me uma pessoa bastante analítica, sou uma “Excel-addicted”, tenho templates e processos desenhados para quase todas as minhas atividades, mas o grande desafio é, sem dúvida, a gestão de emoções e de expectativas!

A maioria dos noivos nunca passou por este processo, é um ano muito intenso e de grande pressão; e claro que há sempre situações em que, naturalmente, somos os conselheiros, os apaziguadores, os gestores de emoções e, em muitos casos, acabamos por mediar tensões entre os casais ou com as suas famílias.

 

Tem uma perspectiva perfeccionista sobre o resultado ou é o prazer de acompanhar o processo que é o factor dominante?

Estou permanentemente a visualizar o resultado, ou seja, a visualizar o dia do casamento em si. E isso atira-me um pouco para tendência para o perfeccionismo do resultado.

Mas o que é o perfeito hoje, não tem de ser o perfeito de amanhã; e o processo é essencial para fazer essa evolução, sempre com o foco no que é o perfeito para aqueles noivos.

 

Ainda há alguma resistência à figura do wedding planner, que é vista mais como um custo adicional do que um genuíno valor acrescentado. Quais são as claras vantagens em contratá-la?

Para os noivos que optam por ter um Destination Wedding, que é a minha especialidade, a contratação de um wedding planner é, na maioria dos casos, natural e não há grandes questões sobre o valor acrescentado dessa contratação: a distância e diferença horária, o pouco conhecimento da realidade local, a complexidade de um casamento desta natureza criam uma óbvia necessidade nesses casais.

Já a realidade nacional é diferente, os casamentos são, culturalmente, organizados pelas famílias. Também, conceptualmente, os orçamentos são mais reduzidos que os de casamentos internacionais e muito absorvidos por itens dependentes pela quantidade de convidados.

Pessoalmente, considero que é uma questão de definição de prioridades e de que tipo de casamento que estamos a falar: se se tratar de um casamento pequeno, simples, em que os noivos não pretendem disponibilizar um orçamento avultado, a contratação de um wedding planner pode não fazer sentido e não passar de um custo adicional; mas estivermos a falar de um casamento detalhado, com uma dinâmica mais complexa, uma decoração mais elaborada ou com actividades diversificadas, com um orçamento generoso, claramente que fará todo o sentido em contratar um wedding planner! Eu chamo a isso uma “wise decision”, contratar alguém que gira, de forma profissional, as suas expectativas, dê vida às suas ideias e que invista adequadamente o seu orçamento!

 

Wedding Planner em Lisboa: Wedwings, by Rita Soares Alves Wedding Planner em Lisboa: Wedwings, by Rita Soares Alves Wedding Planner em Lisboa: Wedwings, by Rita Soares Alves

Como é o seu processo de trabalho, como cria uma ligação com os seus clientes?

Lido diariamente com emoções, sonhos (muitas vezes, de uma vida), relações familiares. Gosto muito de conhecer a história dos meus noivos – como se conheceram, como foi o pedido de casamento, o que gostam de fazer, qual o seu clube de futebol favorito -, das suas famílias – se existem tradições familiares, como se relacionam …-. Faço girar todo o processo em torno dessas histórias.

No dia, uso as toalhas bordadas pela avó ou pela tia mais querida na mesa da cerimónia, “obrigo” o pai da noiva a escrever um discurso ou um postal para oferecer à filha no dia do casamento, contrato, de surpresa, o grupo coral de cante alentejano da terra do noivo ou recebo os noivos, que são de origem irlandesa, com um Bag Pipe Player.

Tenho como premissa que o casamento é um acto privado entre os noivos, mas a festa de casamento é um dia de partilha, entre familiares e amigos próximos e mais queridos que, em conjunto, celebram o nascimento de uma nova família.

 

As tendências da estação… são um assunto de trabalho ou apenas fait divers?

Definitivamente, são um assunto de trabalho. São guias das nossas noivas (normalmente, é assunto mais feminino) e há uma enorme expectativa que o seu casamento reflicta a tendência do momento. Compete-nos a nós fazer uma primeira análise dessas tendências, perceber se e como se adequam àquele casamento específico, e equilibrar e incorporar da melhor forma cada tendência.

 

Onde busca inspiração para cada nova temporada de trabalho?

Antes de mais, na época anterior: fazer o balanço do que resultou, do que pode ser melhorado: é talvez uma das maiores inspirações para o nosso trabalho. Enquanto profissionais, crescemos com a nossa experiência e com as diferentes realidades que vivemos e esta é um enorme valor acrescentado para os casamentos seguintes. Fomento também, bastante, o networking com outros profissionais da área, quer em Portugal quer internacionalmente, o que me permite absorver novas e diferentes abordagens e conceitos.

Dedico particular atenção às tendências do momento, não só as específicas de casamentos, mas também em áreas como a moda, o design, a arquitectura, o cinema, entre outros.

 

E nos momentos de fadiga criativa, como refresca a mente e o olhar?

Acima de tudo, a minha fadiga criativa é gerada pelo foco e concentração apenas no trabalho.

Quando chego a esse ponto, o melhor mesmo é ligar o “Out-of-the -office”, desligar o computador e dar espaço à vida pessoal. No meu caso, o meu Algarve, o cheiro a mar e a citrinos. Passear a minha querida Biki, a minha cadela Labrador. Por o cinema em dia. Aproveitar os finais de tarde num qualquer rooftop de Lisboa.

 

Wedding Planner em Lisboa: Wedwings, by Rita Soares Alves Wedding Planner em Lisboa: Wedwings, by Rita Soares Alves Wedding Planner em Lisboa: Wedwings, by Rita Soares Alves

Qual é a melhor parte de organizar um casamento? E o mais desafiante e difícil?

Sabem aquele momento em que já têm o espaço e catering contrato, o DJ escolhido e o fotógrafo reservado? É a partir daqui que, para mim, começa a melhor parte! Juntar as peças do puzzle e começar a escrever a história desta festa, pensar nos detalhes e dar corpo às ideias. E, claro, o dia em si! Ver acontecer, viver o resultado e as emoções que geram.

O mais difícil, definitivamente, é gerir os constrangimentos, sejam eles financeiros ou de outra natureza. São sempre quebras no entusiasmo, geram frustrações e o processo de adaptação à realidade requer um cuidado especial.

Mas é aqui que tento fazer a diferença: seja através de soluções alternativas, dando-lhes tempo para reflectir, avaliando, em conjunto, o impacto da situação…

 

Qual foi o casamento em que mais gostou de trabalhar? Porquê?

Foi um casamento de clientes americanos que se realizou no Palácio Marquês da Fronteira.

Mais do que pela a parte cénica e criativa – sim, foi um dos casamentos mais bonitos que organizei –, pelo processo e pela relação com os clientes.

Estávamos com oito horas de diferença horária, foi tudo tratado por email ou por Facetime – foi assim que fecharam a escolha do espaço – e nem o noivo nem nenhum convidado tinham estado alguma vez em Portugal, até dois dias antes do casamento. E nada disto foi um problema.

O objectivo deste casal era ter um dia bonito, com muita inspiração portuguesa, uma festa de arromba e três dias fora de série com a família e os amigos. E foi isso que aconteceu e que foi inesquecível para todos os que vieram do outro lado do mundo!

O segredo: confiaram e mantiveram o foco no essencial- o resultado e ser feliz!

 

Escolha uma imagem favorita do seu portfolio e conte-nos porquê:

 

Casamento no Palácio Marquês da Fronteira

Para além de considerar que visualmente é uma grande fotografia, esta imagem reflecte muito do ADN da Wedwings: representa um destination wedding, muito autêntico, com um cunho muito português e que contou com alguns dos meus parceiros mais queridos; representa também a cumplicidade familiar e a sua força num dia tão importante com o do casamento. Estão aqui muitos dos valores da Wedwings e é uma fotografia que me acompanhará sempre.

 

 

Contactem a Wedwings, através da sua ficha de fornecedor. Espreitem as galerias e entrem em contacto com a Rita Soares-Alves, directamente através do formulário: é só preencher com os vossos dados e mensagem e, na volta do correio, terão uma resposta simpática.

Acompanhem estas nossas conversas longas com fornecedores seleccionados Simplesmente Branco, sempre à quarta-feira!

 

Susana Pinto

Bolo dos noivos, sapatos de noiva e um belo bouquet: um trio perfeito!

Hoje, o nosso trio de bolo dos noivos, sapatos de noiva e bouquet de noiva regressa aos sapatos de noiva dourados, pois claro!

Têm sido presença constante nesta estação e apenas parecem alternar com bonitos sapatos brancos, como as duas cores dominantes em 2019.
Eu cá não me queixo mesmo nada, que sempre adorei sandálias e sapatos dourados!

Ora espreitem estas sandálias delicadíssimas e tão vertiginosas, neste dourado muito brilhante… como não gostar…!?

Não serão um par perfeito para dançar (visto daqui, parece uma missão muito impossível fazê-lo com elas calçadas), mas são hiper fotogénicas para estar de perna traçada num sofá fofo.

Juntamos, a seguir, o bolo dos noivos: um só andar, mas uma decoração com flores de açúcar que não se deixa ficar! Dálias, rosas e peónias em tamanho generoso e muita textura, enchem este belo bolo dos noivos de personalidade e presença.

Fechamos com um bouquet de noiva orgânico e desmanchado, em tons de pêssego e caramelo, com rosas, frésias e ervilhas de cheiro: uma braçada de beleza!

Estes tons quentes e cremosos, que incluem dourado, mostarda, beige, pêssego, rosa nude e marfim, resultam sempre muito bem. É uma paleta clássica e versátil que combina lindamente com tudo o que é branco e neutro e que funciona bem em qualquer contexto.

 

Bolo dos noivos decorado com flores de açúcar. Sapatos de noiva dourados. Bouquet de noiva em tons de pêssego.

Bonito, verdade? Alguém a pensar nestas cores por aí?

 

De cima para baixo, bolo dos noivos com um andar, decorado com textura e flores de açúcar, de Cynz Cakes; sapatos de noiva dourados, de salto alto, na Zara, por 19,99 euros, agora em saldos; bouquet de noiva romântico, em tons de pêssego e caramelo, com rosas, frésias e ervilhas de cheiro, por Tinge Floral.

 

Para acompanhar estes nossos trios perfeitos que publicamos todos os domingos, basta que sigam as nossas etiquetas (a partir da homepage) ou aqui no topo do artigo: sapatos e sunday shoes; cake! e bolo; bouquet e um belo bouquet.

Bom domingo!

Susana Pinto

Casamento no Aqueduto Eventos: Matilde + Abel

Hoje damos as boas-vindas ao verão e trazemos para vos mostrar um casamento no Aqueduto Eventos, fotografado de forma gloriosa pelos Feel Creations.

É o mais bonito dos dias da Matilde + Abel, celebrado em grande estilo junto das suas famílias e amigos, num espaço icónico, a norte.

Juntem-se a nós, parem no vestido bonito da Matilde e vibrem com a animadíssima pista de dança – um elemento sempre importante para rematar um tia tão especial.

Bom fim-de-semana!

 

Casamento no Aqueduto Eventos - Fotografia de Feel Creations Casamento no Aqueduto Eventos - Fotografia de Feel Creations Casamento no Aqueduto Eventos - Fotografia de Feel Creations Casamento no Aqueduto Eventos - Fotografia de Feel Creations

Casamento no Aqueduto Eventos - Fotografia de Feel Creations Casamento no Aqueduto Eventos - Fotografia de Feel Creations Casamento no Aqueduto Eventos - Fotografia de Feel Creations Casamento no Aqueduto Eventos - Fotografia de Feel Creations Casamento no Aqueduto Eventos - Fotografia de Feel Creations

Quando a resposta foi “sim!”, como é que imaginaram o vosso dia?

Imaginámos sempre que seria da forma que foi, podemos dizer que somos uns sortudos por ter sido tudo como queríamos.

 

Sentiam-se preparados ou foi um caminho com muitos nervos?

Sentimos sempre que estávamos preparados para esta aventura, para este grande passo. Este foi um sentimento que tivemos durante muito tempo, mas com o aproximar do grande dia, naturalmente que a ansiedade tomou conta de uma boa parte dos nossos pensamentos.

 

Casamento no Aqueduto Eventos - Fotografia de Feel Creations Casamento no Aqueduto Eventos - Fotografia de Feel Creations Casamento no Aqueduto Eventos - Fotografia de Feel Creations Casamento no Aqueduto Eventos - Fotografia de Feel Creations Casamento no Aqueduto Eventos - Fotografia de Feel Creations Casamento no Aqueduto Eventos - Fotografia de Feel Creations Casamento no Aqueduto Eventos - Fotografia de Feel Creations Casamento no Aqueduto Eventos - Fotografia de Feel Creations Casamento no Aqueduto Eventos - Fotografia de Feel Creations Casamento no Aqueduto Eventos - Fotografia de Feel Creations

Em que momento da organização do casamento é que sentiram, «é mesmo isto»?

O grande momento foi no dia que decidimos o espaço onde tudo ia acontecer, sem dúvida nenhuma.

 

O resultado é fiel às ideias iniciais ou muito diferente? Contaram com alguma ajuda?

O resultado foi exactamente o esperado, para que isso fosse possível contámos com a ajuda extraordinária e dedicada da organização do nosso espaço, onde pensaram em cada detalhe do que era o nosso ideal.

 

Casamento no Aqueduto Eventos - Fotografia de Feel Creations Casamento no Aqueduto Eventos - Fotografia de Feel Creations Casamento no Aqueduto Eventos - Fotografia de Feel Creations Casamento no Aqueduto Eventos - Fotografia de Feel Creations Casamento no Aqueduto Eventos - Fotografia de Feel Creations Casamento no Aqueduto Eventos - Fotografia de Feel Creations

O que era fundamental para vocês? E sem importância?

O fundamental era todos os nossos convidados estarem confortáveis e disfrutarem ao máximo de tudo o que

preparámos para a nossa festa.

 

O que foi mais fácil? E o que foi mais difícil?

O mais fácil foi, sem dúvida, a escolha do serviço de fotografia e vídeo. Batemos à porta, sem marcação, fomos muito bem recebidos e ao fim de poucos minutos já tínhamos percebido que eram quem procurávamos.

O mais difícil foi a escolha do espaço. Visitámos vários lugares, vimos muita coisa, várias opções e maneiras muito diferentes de fazer uma festa, mas quando descobrimos o nosso espaço, tínhamos a certeza que tudo o resto já não fazia sentido continuar a procurar.

 

Casamento no Aqueduto Eventos - Fotografia de Feel Creations Casamento no Aqueduto Eventos - Fotografia de Feel Creations Casamento no Aqueduto Eventos - Fotografia de Feel Creations Casamento no Aqueduto Eventos - Fotografia de Feel Creations Casamento no Aqueduto Eventos - Fotografia de Feel Creations Casamento no Aqueduto Eventos - Fotografia de Feel Creations Casamento no Aqueduto Eventos - Fotografia de Feel Creations Casamento no Aqueduto Eventos - Fotografia de Feel Creations Casamento no Aqueduto Eventos - Fotografia de Feel Creations Casamento no Aqueduto Eventos - Fotografia de Feel Creations Casamento no Aqueduto Eventos - Fotografia de Feel Creations

Qual foi o pico sentimental do vosso dia?

Sem dúvida que terá sido a nossa cerimónia. Aquele salão com uma decoração extraordinária, uma luz que nos envolveu de uma forma que pensámos, por momentos, estar noutro lugar que não este planeta, todos os nossos amigos e família presentes e nós nas extremidades daquele pedaço de céu…

 

E o pico de diversão?

Depois de comer e beber durante e algum tempo, assim que abrimos a pista de dança, foi a loucura para todos, todos quiseram dar um pezinho de dança.

 

Casamento no Aqueduto Eventos - Fotografia de Feel Creations Casamento no Aqueduto Eventos - Fotografia de Feel Creations Casamento no Aqueduto Eventos - Fotografia de Feel Creations Casamento no Aqueduto Eventos - Fotografia de Feel Creations Casamento no Aqueduto Eventos - Fotografia de Feel Creations Casamento no Aqueduto Eventos - Fotografia de Feel Creations

Um pormenor especial…

Um pormenor feito de pormenores. Em todo o lado existiam elementos que remetiam para o nosso convite, elementos esses especiais para nós.

 

Agora que já aconteceu, mudavam alguma coisa?

Nada. Não quereríamos mudar nada. É claro que uma coisa ou outra poderiam ter sido diferentes, mas adorámos como tudo aconteceu e não mudávamos nada.

 

Casamento no Aqueduto Eventos - Fotografia de Feel Creations Casamento no Aqueduto Eventos - Fotografia de Feel Creations Casamento no Aqueduto Eventos - Fotografia de Feel Creations Casamento no Aqueduto Eventos - Fotografia de Feel Creations Casamento no Aqueduto Eventos - Fotografia de Feel Creations Casamento no Aqueduto Eventos - Fotografia de Feel Creations Casamento no Aqueduto Eventos - Fotografia de Feel Creations

Algumas words of advice para as próximas noivas…

Não compliquem, disfrutem dos momentos, só vai acontecer uma vez…

 

Casamento no Aqueduto Eventos - Fotografia de Feel Creations Casamento no Aqueduto Eventos - Fotografia de Feel Creations Casamento no Aqueduto Eventos - Fotografia de Feel Creations Casamento no Aqueduto Eventos - Fotografia de Feel Creations Casamento no Aqueduto Eventos - Fotografia de Feel Creations Casamento no Aqueduto Eventos - Fotografia de Feel Creations Casamento no Aqueduto Eventos - Fotografia de Feel Creations Casamento no Aqueduto Eventos - Fotografia de Feel Creations

 

 

Os fornecedores envolvidos:

 

convites, materiais gráficos e ofertas aos convidados: Loja Texturas-Maia;

espaço, catering, bolo dos noivos e decoração: Aqueduto Eventos;

fato do noivo e acessórios: Happy Hours;

vestido de noiva e sapatos: vestido de noiva Jesus Peiró, sapatos Mango;

maquilhagem: Daniel Vaz;

cabelos: Diogo Cerqueira e Judite Dias Cabeleireiros;

barbeiro: Barbershop Valongo;

bouquet de noiva: Soledade Florista;

música ao vivo: DuoArt;

babysitter e animação infantil: Ydyal Eventos;

fotografia e vídeo: Feel Creations;

luzes, som e Dj: Party Sound by Renato Mota.

 

Susana Pinto

À conversa com: Diana Nobre – fotografia de casamento

Hoje conversamos com a Diana Nobre, que faz fotografia de casamento a partir do Porto, para todo o país.

Sempre bem disposta, com um sorriso contagiante e uma doçura muito própria, a Diana tem esta capacidade inata de captar com a sua lente toda aquela energia fervilhante e cheia de amor que se propaga no mais bonito dos dias, o do vosso casamento. Basta espreitarem o seu portefólio para constatarem este facto!

Juntem-se a nós e fiquem a conhecê-la melhor: como chegou até aqui, o que mais gosta de fazer e o que a move e desafia nesta profissão.

Posso dizer que sou bem feliz naquilo que faço, fotografo da forma como gosto, como me faz sentir algo, e espero que quem vê sinta algo com as minhas imagens: conseguir despertar sentimentos dentro de quem olha para o meu trabalho, é fazer arte!

Conta-nos um pouco da tua viagem profissional até aqui, à fotografia de casamento.

Sempre quis fotografar moda e, no meu processo de procura de emprego, concorri para a Fnac. Quem recebeu a minha candidatura foi o fotógrafo João Almeida, que precisava de alguém para o acompanhar e comecei com ele. Estive em imensas empresas de fotografia de casamentos, chamava-me a mim própria a biscateira da fotografia, e se calhar foi o que me trouxe até aqui: ouvi muitas críticas, muitos raspanetes, mas também recebi muitos elogios. Cresci com essas críticas, que sempre entendi como construtivas, de modo a focar-me na correcção desses erros que me eram apontados.

Levo a minha máquina comigo para todo o lado e aprendi a ser muito exigente comigo própria, a puxar por mim ao máximo.
Durante este percurso, fiz, também, muitos álbuns de casamento para várias empresas: isso confrontou-me com muitos estilos diferentes de fotografia, muitos pontos de vista, os momentos importantes para cada fotógrafo. Absorvi tudo isso e desde sempre quis ter o meu negócio, a minha marca, fazer as coisas à minha maneira, como eu gostava. Para isso acontecer, tinha de aprender o máximo que podia com quem trabalhava, por isso devo muito a quem me ajudou, e tive muita sorte, foram muito bons nomes da fotografia de casamentos do nosso país.
Hoje em dia, tenho as minhas marcas, Diana Nobre e Little Joy, sou feliz com o trabalho que faço, com todo o meu percurso (tive quedas muito grandes, mas tive reviravoltas melhores ainda).

Continuo a falhar, a corrigir erros, a ser perfeccionista, demasiado exigente comigo própria. Tenho a sorte de ser casada com um fotógrafo e videógrafo que me ajuda a ver o que me escapa no meu trabalho (tanto para o bom como para o mau), e que me ensinou a fotografar por mim e para mim, mesmo que esteja a trabalhar para um casal – se eles vieram ter comigo, é porque gostaram do meu trabalho, e esse mesmo trabalho foi feito de dentro para fora, segundo os meus padrões de gosto, de feeling.

Posso dizer que sou bem feliz naquilo que faço, fotografo da forma como gosto, como me faz sentir algo, e espero que quem vê sinta algo com as minhas imagens: conseguir despertar sentimentos dentro de quem olha para o meu trabalho, é fazer arte!
Mesmo que tenha caído nesta profissão por acidente, adoro aquilo que faço. Adoro estar presente num dia tão feliz da vida das pessoas, gosto de ver os vários tipos de amor diferentes, as várias formas como o ser humano cuida e ama. Adoro fotografar seres humanos!

 

Sessão fotográfica de Diana Nobre | Vestido de noiva Immaclé (10) Sessão fotográfica de Diana Nobre | Vestido de noiva Immaclé (7) Sessão fotográfica de Diana Nobre | Vestido de noiva Immaclé (2)

Há quanto tempo fotografas? E porquê casamentos?

Faço casamentos há cerca de nove anos. Aconteceu por acaso, ao trabalhar com outro fotógrafo, fui fotografando para várias empresas em simultâneo e comecei a ter os meus próprios clientes.

Não foi uma profissão que escolhi, eu é que acabei por ser escolhida por ela!

 

Nestes tempos globais, em que as imagens circulam a uma velocidade vertiginosa e todos temos acesso a tudo, a qualquer hora, onde vais buscar inspiração?

Sou viciada em imagens! De outros fotógrafos, do Pinterest, Instagram, revistas, filmes, em todo o lado que possa ter cultura visual eu perco horas diariamente, a navegar só porque sim, não procuro algo específico, gosto simplesmente ver muita coisa.

 

Como construíste essa tua assinatura, como te defines?

Surgiu tudo de uma forma muito natural, muito genuína, não andei muito à procura de algo, simplesmente deixei fluir e procurei sempre fazer aquilo que realmente quero, gosto, e o que me faz sentir algo cá dentro, acho que é esse o intuito de uma imagem, transmitir algo.

 

E-Session fotografada por Diana Nobre E-Session fotografada por Diana Nobre E-Session fotografada por Diana Nobre

Achas que o ponto de vista feminino, os detalhes que escolhes fotografar e como o fazes, a narrativa que constróis, é diferente das escolhas que vês num trabalho de um profissional masculino?

Nunca pensei muito nisso, honestamente, acho que o que tem muita influência, é o facto de eu trabalhar em moda, que faz com que seja muito perfeccionista. Quando faço editoriais, tudo é preparado uma forma estudada, com moodboards e escolha de vestidos e makeup, mas também sigo muito o instinto do que sinto no momento. Acho que isso é igual tanto para homem como para mulher, não faço distinção de género, à sua maneira, os homens também têm o seu gosto, a sua leitura, a sua forma de ver o mundo.

 

Quando precisas de fazer reset, para onde olhas, o que fazes?

Tenho um pouco dificuldade em fazer reset. No quotidiano, a minha cabeça não pára de imaginar fotografias, tipos de luz, cores, etc.. Quando preciso mesmo, desligo do mundo, sem redes sociais, sem revistas, apenas com os meus livros. É a melhor forma de olhar para dentro e desligar.

 

O mundo no Porto ou Portugal de lés-a-lés: fotografar estrangeiros é diferente de fotografar casamentos nacionais?

Para mim é igual, são duas pessoas a celebrar o amor, mesmo que numa língua diferente. Podem mudar os costumes, as roupas, a celebração em si, mas a essência do momento é a mesma.

 

Qual é o teu processo de trabalho, como acontece a ligação com os teus clientes?

Quando fotografo um casamento, o meu objectivo é deixar o casal feliz com o resultado, mantendo-me sempre fiel a mim naquilo que gosto de fazer, na forma como gosto de fotografar, na minha linha estética e ponto de vista.
Quando aparece um cliente que tem já muito definido aquilo que procura e, a meu ver, eu não me enquadro, digo isso mesmo. Não é arrogância, é porque o dia mais feliz da vida de alguém merece ter tudo da forma como foi idealizado. Se se o meu trabalho não se enquadra, eu prefiro dizê-lo e perder um potencial cliente, a ganhar o dinheiro e no fim ter um casal desgostoso com o resultado, isso não faz sentido nenhum para mim, por isso tento dar aos clientes que cá chegam aquilo que gostava que fizessem comigo: se me enquadro, ok, vamos lá fazer gente feliz, se não sou a combinação certa, prefiro que contratem outro colega.

 

Casamento no Palácio de São Marcos em Coimbra, com fotografia de Diana Nobre Casamento no Palácio de São Marcos em Coimbra, com fotografia de Diana Nobre Casamento no Palácio de São Marcos em Coimbra, com fotografia de Diana Nobre

Casamentos grandes ou pequeninos, nacionais ou estrangeiros, cerimónias emotivas, festas de arromba – qual é o tipo de festa que mais gostas de fotografar?

Aquelas que são mesmo difíceis de apanhar, os casamentos alternativos planeados com um mês de antecedência, em que é tudo descontraído, com churrasco e pé descalço! Adoro!

 

Qual é a melhor parte de ser um fotógrafo de casamento? E o mais desafiante e difícil?

Sou uma pessoa muito sensível, adoro seres humanos, adoro observar a forma como se tratam, cuidam, relacionam, e num casamento vemos todo o tipo de relações: as amorosas, as familiares, as de amizade, e adoro ver como as pessoas cuidam umas as outras.

Falando por mim, acho que os casamentos me acrescentam algo como ser humano, puxando em mim o lado mais humano. No fundo, queremos todos o mesmo: amar e ser amados.

O mais desafiante é termos que nos desenrascar com as condições que temos, casas e igrejas pequenas e, escuras, locais que não têm graça ou fotogenia, tudo a acontecer muito rapidamente e não podemos pedir ao padre para repetir o momento das alianças ou o beijo dos noivos, simplesmente temos que correr e estar sempre com as antenas bem ligadas para que nada escape.

Todos estes desafios obrigam a puxar mais pela cabeça, obrigam a fazer magia. Umas vezes corre melhor do que outras, mas é isso que faz a experiência e o que vai formando essa linguagem que é tua, mais ninguém irá ver o mundo igual a ti, porque somos todos seres humanos e diferentes, todos vemos o mundo ao nosso jeito.

O mais difícil… quando sinto que não há amor entre o casal, quando me apercebo, no decorrer do dia, que há algo que não está lá, que aquele casamento está acontecer por muitos motivos menos por amor verdadeiro: isso é, para mim, muito difícil, não gosto de ver dois seres humanos a não se tratarem como os seus maiores heróis.

 

 

Contactem a Diana Nobre, através da sua ficha de fornecedor. Espreitem as galerias e entrem em contacto, directamente através do formulário: é só preencher com os vossos dados e mensagem e, na volta do correio, terão uma resposta simpática.

Acompanhem estas nossas conversas longas com fornecedores seleccionados Simplesmente Branco, sempre à quarta-feira!

 

Susana Pinto

Bolo dos noivos, sapatos de noiva e um belo bouquet: um trio perfeito!

Hoje, o nosso trio de bolo dos noivos, sapatos de noiva e bouquet de noiva festeja o verão e a chegada das cerejas!

Escolhemos um bolo dos noivos delicioso: dois andares impecavelmente cobertos de creme, decorados com rosas naturais de vários tamanhos e espécies, e cerejas naturais – literalmente, a cereja no topo do bolo!

Que ar apetitoso e tão de verão! Por dentro, hesitamos entre limão e mascarpone ou chocolate e ganache – o que opinam vocês?

Juntamos, de seguida, uns sapatos de noiva bem coloridos: vermelho tomate, em pele entrançada, simpático kitten heel, sem calcanhar e um fofíssimo laço a rematar atrás… Têm toda uma graça, meio Jackie O, meio férias em Havana. E a cor, o que dizer…? Eu adoro este tom, que não é excessivamente vibrante nem aborrecido, é a medida certa de cor e vivacidade, tudo o que se quer para um casamento de verão!

A fechar, um belo bouquet de noiva muito romântico, em tons de rosas e pêssego, com rosas, peónias, dálias, ranúnculos e zíneas – uma ode ao verão!

 

Bolo dos noivos decorado com cerejas frescas e rosas naturais cor de rosa. Sapatos de noiva vermelhos sem calcanhar. Sapatos de noiva vermelhos com laço. Bouquet de noiva romântico com rosas, ranúnculos, dálias, peónias e zíneas, em tons de rosa e pêssego.

De cima para baixo, bolo dos noivos com dois andares, coberto de creme e decorado com flores naturais e cerejas frescas, de Just Delightful Cakery; sapatos de noiva vermelhos, de pele entrançada e salto baixo, na Zara, por 39,95 euros; bouquet de noiva romântico, em tons de rosa e pêssego, com rosas, peónias, ranúnculos, dálias e zíneas, por The Dainty Lion.

 

Para acompanhar estes nossos trios perfeitos que publicamos todos os domingos, basta que sigam as nossas etiquetas (a partir da homepage) ou aqui no topo do artigo: sapatos e sunday shoes; cake! e bolo; bouquet e um belo bouquet.

Bom domingo!

Susana Pinto

À conversa com: Plano A – organização e decoração de casamentos nos Açores

Hoje voamos até aos Açores, para conversar com a dupla Cátia Leandro e João Gomes, da Plano A – organização e decoração de casamentos nos Açores.

Conheci o João e a Cátia no Wedding Lab Rio-Lisboa no Estoril, em 2017. Conversámos um pouco, falámos sobre muitas coisas e posso dizer que a empatia foi mútua e imediata. Fui acompanhando o seu percurso com atenção e vê-los crescer de forma consistente e audaz, no meio do Atlântico, onde os recursos materiais e humanos são mais desafiantes, tem sido um prazer. Há um golpe de asa que os leva sempre mais longe e há também uma postura focada, sensata e profissional. Juntas, esta é a melhor combinação para o sucesso, porque não espera validação de fora, é intrínseca: fazemos assim, porque essa é a nossa forma de estar.

Destination weddings não é uma prática nossa, regressamos a casa para casar, não vamos para de onde não somos.

Mas há uma magia muito própria nesta viagem de amigos e família para celebrar o mais bonito dos dias, temos falado muito nisso ultimamente. Casar nos Açores pode ser o meio-termo perfeito para uma experiência memorável e a Plano A o vosso parceiro mais que perfeito.

A melhor parte é ver tudo pronto, o brilho nos olhos dos noivos e o sorriso estampado no seu rosto. Perceber que fomos, realmente, o melhor investimento daquele casal. O maior desafio é também esse – superar as expectativas.

Contem-nos como começou esta aventura de organização e decoração de casamentos:

A ideia foi minha. Durante a faculdade, eu e umas amigas, colegas de curso, falámos em criar uma empresa de eventos (no 2º ano do curso, penso eu… e até tínhamos nome), mas não passou mesmo disso, de uma ideia…

Já depois de ter regressado à Terceira, um dia veio-me à memória esse projecto antigo de criar uma empresa de eventos e lembrei-me do quanto gostei de ir a um casamento ou dois, enquanto estudei no Estoril. E pensei, “é isto!”.
Contei ao João, que achou muita piada à ideia, estávamos em 2011… O tempo foi passando até que em 2012 o assunto voltou à baila: vamos avançar? E avançámos! Começámos a pensar num nome, numa imagem, a estruturar o site, a criar um email próprio e a definir as nossas ideias para nos podermos orientar. Ainda em 2012, fizémos umas festinhas pequenas para a família, para começarmos a ver algum trabalho. Em Fevereiro de 2013, oferecemo-nos para fazer a decoração das três salas do nosso restaurante preferido na Ilha Terceira. Foi aceite e, a partir daí, nunca mais parámos.

O João foi arrastado para a ideia, para o projeto, mas hoje é o João quem me arrasta diariamente com a sua força de vontade excecional e com a sua visão e foco!
A ideia sempre foi chegar aos casamentos e, cada vez mais, é nisso que trabalhamos, até porque o que estes exigem de nós retira-nos cada vez mais espaço e tempo para trabalharmos em diferentes tipos de eventos.

 

Organizar um casamento é coordenar tarefas e um orçamento, mas também gerir emoções e expectativas. Um destes lados pesa mais ou no meio está a virtude?

Gerir as expectativas é uma das nossas maiores responsabilidades, quem percorre o processo de organizar casamentos com a frequência com que fazemos vive um pouco de tudo, mas a experiência permite-nos fazer uma leitura do tipo de cliente que temos sentados à nossa frente e afirmar com segurança os caminhos a tomar e aqueles a evitar, para estamos a trabalhar em terra firme, o que é reconfortante. O nosso objectivo é descomplicar e ver o orçamento aplicado em coisas que façam sentido e acrescentem valor, criando assim festas que sejam aquilo que os noivos e convidados são, enquanto pessoas.

 

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Têm uma perspectiva perfeccionista sobre o resultado ou é o prazer de acompanhar o processo que é o factor dominante?

Para mim o acompanhamento de todo o processo é o que me dá mais prazer. Procurar e escolher materiais, contratar fornecedores, fazer encomendas, controlar check-lists, acompanhar equipas, falar com os noivos de uma forma regular, perceber os seus anseios e acalmá-los, ajudá-los a encontrar respostas a questões que vão surgindo pelo caminho. Acredito que este processo é parte fundamental do sucesso do resultado final. Não deixo de ser perfeccionista por isso, muito pelo contrário, é através deste processo que reúno informações e ferramentas que permitem tornar o resultado final (ainda mais) perfeito.

O João, com o tempo, aprendeu a nunca dar nada por garantido, tem uma perspectiva maioritariamente perfeccionista, e só disfruta verdadeiramente da experiência quando tudo termina; até lá há sempre alguma coisa que o preocupa.
Durante os dias que antecedem o casamento, há uma estrutura proposta que parece ser de execução impossível; durante a festa há uma sessão fotográfica que infelizmente se arrasta no tempo, um bar que afinal não serve para o número de convidados; no dia seguinte com o cansaço alguma coisa corre mal e aí os acidentes podem acontecer. É um estado ao qual não consegue fugir (nem quer), até porque os dias que nos correram menos bem nunca se deveram a erros evidentes nem estruturais, aconteceram porque pormenores acabaram por influenciar o decorrer de um dia para o qual tanto trabalhámos.

 

Têm uma assinatura visível no vosso trabalho, um estilo próprio e favorito, ou o é a voz do cliente que define a totalidade do resultado?

Aqueles que nos procuram, conhecem bem o nosso trabalho, reconhecem facilmente o nosso estilo e é isso que os conquista e faz vir ao nosso encontro. Embora em cada festa apliquemos os gostos e os desejos dos casais, existe sempre um layer próprio do qual não abdicamos; é algo que vem de dentro de nós desde o primeiro dia e que nos tem feito seguir um caminho evolutivo, mas sempre fiel aos nossos princípios.

 

As tendências da estação… são um assunto de trabalho ou apenas fait-divers?

As tendências fazem-nos evoluir, mas não são a nossa maior preocupação. Para além disso, muitas delas não nos cativam nem cativam os nossos clientes; o importante é criar sempre algo que seja confortável para todos. Para nós é preferível, inclusive, melhorar alguma coisa que já tenha sido feita no passado do que forçar algo que não encaixe, de todo, num determinado trabalho, só porque é tendência. Perceber o contexto e a envolvente em que as coisas vão ser feitas é fundamental; nós estamos nos Açores, toda a natureza que nos envolve tem uma alma e tons próprios. A introdução de tendências tem de ser feita com sensibilidade e critério, para que se enquadre de forma perfeita no nosso ambiente, que é muito próprio.

 

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Como é o vosso processo de trabalho, como criam uma ligação aos vossos clientes?

Há sempre um contacto inicial, que muitas vezes acontece de forma não presencial, em que pedimos aos noivos algumas imagens e traços gerais daquilo que gostavam que fosse a sua festa de casamento; isso ajuda-nos, tanto a nos situarmos em relação à ideia dos noivos, ainda que vaga, como a ter uma estimativa dos valores com os quais vamos trabalhar.
Depois disso, passamos a um contacto mais directo e pessoal, através de reuniões; estas tendem a ser longas pois é importante falar de tudo, até porque não falamos apenas trabalho; é importante percebermos o máximo que nos for possível sobre a história deles. Preferimos até que estas reuniões tenham lugar no seu espaço/casa, pois, por vezes, elementos menos óbvios presentes no seu lar são fundamentais para elevar todo o conceito da festa.
Acontece depois o trabalho de pesquisa, com base naquilo que nos pedem, que é feito por nós os dois em separado; depois disso juntamos as nossas ideias, discutimos, deixamos de parte aquilo que achamos que não interessa ou não se enquadra e trabalhamos o que realmente interessa e faz sentido.
Com base nisso, desenvolvemos uma paleta de cores, um moodboard e, com isso, surge, então, o conceito da festa. Este conceito é trabalhado sob a forma de proposta criativa que funciona como um guião (tanto para os noivos como para nós) e que é usado para orçamentar e gerir todo o projecto.

 

Onde buscam inspiração para cada nova temporada de trabalho?

O processo de inspiração é contínuo. A inspiração tanto pode surgir de uma pesquisa, como pode ser algo que surge fora do contexto de trabalho. Ou seja, tudo pode servir de inspiração: o que nos rodeia, as pessoas, a vida: a nossa, a da nossa família, a dos nossos casais. As relações, sejam elas pessoais ou profissionais, trazem-nos experiências e vivências únicas e isso, claro, também é inspiração.  À terra, seja a uma escala mais global ou a uma escala mais local, às nossas raízes, cultura e tradições. E claro, à Internet, à música, à imagem.

 

E nos momentos de fadiga criativa, como refrescam a mente e o olhar?

Na Francisca, a nossa filha. É ela que nos inspira e nos dá forças para, todos os dias, continuarmos esta jornada de vida que escolhemos construir.

 

Qual é a melhor parte de organizar um casamento? E o mais desafiante e difícil?

A melhor parte é ver tudo pronto, o brilho nos olhos dos noivos e o sorriso estampado no seu rosto. Perceber que fomos, realmente, o melhor investimento daquele casal. O maior desafio é também esse – superar as expectativas.

 

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Qual foi o casamento que mais gostaram de criar? Porquê?

O meu casamento preferido foi o da Vanessa e do Luís, no dia 8 de setembro de 2018. Do ponto de vista estético e conceptual, não foi o “mais perfeito”. E foram feitos alguns compromissos, em plena consciência, nossa e dos noivos, por questões de orçamento, pois tinham quase 300 convidados (confirmados). Mas este casamento teve algo mágico que não sei se alguma vez voltaremos a viver: a dimensão humana. A dimensão humana dos noivos – dos contactos que troquei com eles ao longo dos vários meses que antecedem o casamento, e a dimensão humana da festa (nunca me tinha acontecido estar num casamento com quase 300 pessoas e sentir que todos – mas mesmo todos – estavam ali de corpo e alma, a viver aquele dia ao máximo, a partilhá-lo do fundo do coração com a Vanessa e com o Luís. Este dia, e a caminhada com os noivos até este dia, é daquelas experiências inexplicáveis; só lá estando, mesmo. Eu estive e saí muito mais rica!

Para o João, foi o da Magda e José, a 1 de setembro de 2018. Foi um processo que começou de forma difícil, surgiram vários desencontros entre ambas as partes, fomos apanhados numa fase complicada da nossa vida pessoal e profissional, que nos ia atirando para um verdadeiro pesadelo. Apesar de tudo isso, o resultado deste casamento foi aquele que eu considero o casamento mais bonito que alguma vez criámos; o cuidado com que as coisas foram feitas, e a graça de uma série de coisas simples e bem conjugadas, ofereceu-nos um dia pelo qual esperávamos há muito. Penso que foi uma festa que mudou para sempre a vida da nossa empresa.

 

Escolham uma imagem favorita do vosso portfolio e contem-nos porquê:

 

Orgabização e decoração de casamentos nos Açores: Plano A Eventos

Esta perspectiva da decoração da mesa utilizada no editorial ‘Love Tale in Azores’, é uma imagem bonita cuja história significa muito para nós, mostra bem a evolução e o nível com que trabalhamos actualmente e projecta-nos para um futuro com uma qualidade cada vez maior no nosso trabalho.

O que nos move é o amor!

 

Contactem a Plano A, através da sua ficha de fornecedor. Espreitem as galerias e entrem em contactocom a Cátia Leandro e o João Gomes, directamente através do formulário: é só preencher com os vossos dados e mensagem e, na volta do correio, terão uma resposta simpática.

Acompanhem estas nossas conversas longas com fornecedores seleccionados Simplesmente Branco, sempre à quarta-feira!

 

Susana Pinto

Bolo dos noivos, sapatos de noiva e um belo bouquet: um trio perfeito!

Hoje, o nosso trio de bolo dos noivos, sapatos de noiva e bouquet de noiva volta a ter o branco como cor principal. na companhia de uma mão cheia de tons pastel e tão primaveris.

Começamos com um bolo dos noivos épico: três andares de gulodice cobertos de flores, feitas em volume e pintadas a aguarela. É a primavera num prato – pela decoração floral e pelas cores, e é inevitável um imenso sorriso quando o vemos chegar, certo?

Passamos aos sapatos de noiva: tiras finas são tendência da estação e estas sandálias brancas, com salto médio, parece ter muita graça e elegância. Ficam mesmo bem com um vestido meio boémio e fluído, e, claro, pedem um verniz festivo a condizer!

Fechamos com um bouquet de noiva espectacular, feito essencialmente de rosas de jardim em tom muito suave, uns pés de ervilhas de cheiro e umas ramagens de jasmim. Aboslutamente glorioso, perfumado e totalmente intemporal, o que é uma excelente combinação de valores.

 

Bolo dos noivos decorado com flores em tons pastel Sandálias de noiva brancas com tirinhas Bouquet de noiva em tons pastel

Branco de base, combinado com tons pastel que acrecentam graça e personalidade, é sempre uma combinação ganhadora e super feliz. Clássico sem grande risco, mas fresquinho e leve. Não é perfeito?

 

De cima para baixo, bolo dos noivos com três andares, com cobertura em fondant e decorado com flores de açúcar e flores pintadas em tons pastel, de Blue Box Bakery; sandálias de noiva brancas, de tirinhas e salto médio, na H&M, por 34,99 euros; bouquet de noiva clássico e orgânico, com rosas de jardim, ervilhas de cheiro e ramos de jasmim, por Kelly Kaufman Design.

 

Para acompanhar estes nossos trios perfeitos que publicamos todos os domingos, basta que sigam as nossas etiquetas (a partir da homepage) ou aqui no topo do artigo: sapatos e sunday shoes; cake! e bolo; bouquet e um belo bouquet.

Bom domingo!