Bolo dos noivos, sapatos de noiva e um belo bouquet: um trio perfeito!
Hoje, o nosso trio de bolo dos noivos, sapatos de noiva e bouquet de noiva tem uma paleta festiva, de olho no Pantone do ano, Living Coral.
Começamos com um belo bolo dos noivos, com dois andares, coberto de pasta de açúcar e pintado à mão com aguarela e padrões geométricos, livres. Não é tão bonito? Esta paleta, que navega entre os rosas e os corais, é fresquíssima e muito moderna.
A combinar, encontrei estes deliciosos sapatos de noiva brancos, rasos, em pele, tão giros. Como são baixinhos, são perfeitos para aguentar muitas horas em pé e a dançar; como são bicudos, ficam muito elegantes a espreitar por baixo das rendas, tules e mikados. E o decote, no peito do pé, é bem sexy!
Fechamos com um bouquet de noiva tropical e muito exótico, com umas cores fantásticas. Antúrios, ranúnculos e ervilhas de cheiro, cheios de formas ousadas e texturas. É maravilhoso e uma festa, em forma de flores!
Cores do ano, ousadas e tão bonitas! O branco equilibra isto tudo, acrescenta suavidade e leveza. Gosto muito! E vocês?
De cima para baixo, bolo dos noivos com dois andares, coberto de pasta de açúcar e decorado com padrão em aguarela, pintado à mão, de Sweet Bakes; sapatos de noiva brancos rasos, da H&M, por 19.99 euros; bouquet de noiva exótico e tropical, com cores vibrantes, de Of the Flowers.
Para acompanhar estes nossos trios perfeitos que publicamos todos os domingos, basta que sigam as nossas etiquetas (a partir da homepage) ou aqui no topo do artigo: sapatos e sunday shoes; cake! e bolo; bouquet e um belo bouquet.
Bom domingo!
Casamento no Solar da Levada: Marina + João Paulo
Esta semana mostramos um belíssimo casamento no Solar da Levada, perto de Braga, filmado pela dupla Vanessa & Ivo. É o mais bonito dos dias da Marina + João Paulo, com vista para os Açores.
Juntem-se a nós e fechemos a semana da melhor forma: repleta de amor!
Quando a resposta foi “sim!”, como é que imaginaram o vosso dia?
Imaginámos um dia de celebração do amor e da alegria de nos rodearmos de todos aqueles que, independentemente do motivo ou dos laços afectivos, são verdadeiramente importantes nas nossas vidas.
Sentiam-se preparados ou foi um caminho com muitos nervos?
Sentíamos-nos mais do que preparados. Depois de uma relação de 12 anos, foi um um passo mais do que seguro, sem espaço para inseguranças nem para os nervos que normalmente delas derivam.
Em que momento da organização do casamento é que sentiram, «é mesmo isto»?
Quando decidimos que a cerimónia de celebração do matrimónio teria lugar na pequena capela familiar da casa da avó da Marina, onde os pais e tios já o tinham celebrado também, e onde a propria Marina e os restantes primos se batizaram.
O resultado é fiel às ideias iniciais ou muito diferente? Contaram com alguma ajuda?
Sim, foi bastante sobreponível àquilo que desejávamos – um casamento à nossa imagem. Relativamente à organização da festa, o Solar da Levada prestou um serviço mais do que completo a todos os níveis, incluindo escolha da ementa, disposição do espaço, decoração ao nosso gosto, etc..
O que era fundamental para vocês? E sem importância?
Era fundamental que fosse um dia feliz, que celebrasse o nosso projecto de vida a dois junto daqueles que nos são mais importantes. Irrelevante para nós, manifestações exteriores de festa, tais como fogo de artifício, charretes com cavalos, entre outros.
Sejam fiéis àquilo que é verdadeiramente importante para vocês, sem dar ouvidos àquilo que a “indústria” vos tenta dizer acerca do que “um casamento deve ser ou ter”. Relaxem, disfrutem da festa e… não se esqueçam de ir comendo qualquer coisa!
O que foi mais fácil? E o que foi mais difícil?
Mais fácil, a escolha do Solar da Levada, o primeiro e único sítio que visitámos; e a escolha da Vanessa & Ivo como fotógrafos e videógrafos, os únicos com quem nos encontrámos pessoalmente e que nos conquistaram desde o primeiro vídeo que assistimos. Mais difícil, foi mesmo a árdua tarefa de distribuir os convidados pelas mesas.
Qual foi o pico sentimental do vosso dia?
Foram dois picos sentimentais: o primeiro, o momento em que realmente casámos. O segundo, o momento da visualização do same day edit brilhantemente “construído” pela Vanessa & Ivo.
E o pico de diversão?
As três horas que passaram desde a nossa chegada até ao jantar propriamente dito. Três horas volantes de convívio, gargalhadas, boa disposição, conversa, e muitos kilómetros realizados a pé entre todos os nossos convidados.
Um pormenor especial…
Termos sido abençoados com a presença das nossas avós: a avó Vitória, uma refrescante senhora de 97 anos, orgulhosa por acolher a nossa celebração na sua capela, e a avó Luisinha, que, com 89 anos, se deslocou da ilha de São Miguel propositamente para assistir ao casamento do seu querido netinho!
Agora que já aconteceu, mudavam alguma coisa?
Não!
Algumas words of advice para as próximas noivas…
Sejam fiéis àquilo que é verdadeiramente importante para vocês, sem dar ouvidos àquilo que a “indústria” vos tenta dizer acerca do que “um casamento deve ser ou ter”. Relaxem, disfrutem da festa e… não se esqueçam de ir comendo qualquer coisa!
Os fornecedores envolvidos:
convites e materiais gráficos: Diferente – Soluções Criativas para Eventos;
local e catering e bolo dos noivos: Solar da Levada, Amares – Braga;
fato do noivo e acessórios: fato Hugo Boss e sapatos Miguel Vieira;
vestido de noiva e sapatos: Rosa Clará;
maquilhagem: Pretty Exquisite;
cabelos: Carlos Fins Cabelereiros;
bouquet de noiva: Flores com Amor;
decoração: Flores com Amor e Solar da Levada;
fotografia e vídeo: Vanessa & Ivo;
luzes, som e Dj: Paulo Vatayan.
À conversa com: Rita Santana Photography – fotografia de casamento
Hoje sentamo-nos à conversa com a simpática Rita Santana, fotógrafa de casamentos.
Conhecer o trabalho criativo de alguém, para onde olha, o que vê, é sempre muito interessante. Quando conhecemos também o autor, a pessoa, e fazemos essa ligação, acontece uma certa sedução e ficamos ainda mais encantados. É precisamente esse o caso com a Rita Santana Photography: hoje juntamos aqui as duas metades e o resultado é perfeito.
Tenho a certeza de que vão gostar muito de a conhecer!
A melhor parte de ser fotógrafo de casamento é contribuir para o legado, de testemunhar dias felizes e de sermos recompensados com a amizade e carinho das pessoas que nos escolhem. O mais desafiante e difícil é conseguir conciliar com o nosso próprio legado, os nossos dias felizes e as nossas amizades.
Conte-nos um pouco da sua viagem profissional até aqui, à fotografia de casamento.
Formei-me em Cardiopneumologia, o que se afasta muito e nada da fotografia de casamentos, porque a bem dizer, acho que sempre fui muito orientada para as matérias do coração.
Há quanto tempo fotografa? E porquê casamentos?
Estou a fotografar casamentos desde 2014. Comecei como talvez muitos de nós começámos: a fotografar amigos, ocasiões de família, até que nos convidam para fotografar um baptizado e depois um casamento. Na altura integrava uma equipa, mas foi após a entrega do primeiro casamento que soube que fazer parte de um dos dias mais felizes da vida das pessoas e que seria muito feliz a contribuir para as memórias e os legados das famílias.
Nestes tempos globais, em que as imagens circulam a uma velocidade vertiginosa e todos temos acesso a tudo, a qualquer hora, onde vai buscar inspiração?
Por mais cliché e banal que possa parecer, procuro em filmes, músicas e outros fotógrafos. Quando descubro algo de que gosto acabo por quase estudar essa abordagem e procuro incorporar essas inspirações no meu trabalho.
Como construiu a sua assinatura, como se define?
Gosto de pensar que sou espontânea e romântica e tento reflectir essa espontaneidade e romance nas minhas imagens. Tem sido um processo em constante evolução e felizmente consigo encontrar casais que se identificam com a minha linguagem: descontraída e honesta.
Acha que o ponto de vista feminino, os detalhes que escolhe fotografar e como o faz, a narrativa que constrói, é diferente das escolhas que vê no trabalho de um profissional masculino?
Vou ser completamente sincera e dizer que quando comecei achava que a diferença era bem maior do que sinto que seja hoje. Quando comecei a fotografar focava-me muito nos coisas pequenas e na proximidade; hoje em dia procuro também dar um passo atrás e afastar-me para ver a “the bigger picture” por forma a contar a história da melhor maneira possível. Também disso se fazem os detalhes.
Quando precisa de fazer reset, para onde olha, o que faz?
Revejo filmes que adoro, desfruto da companhia do meu namorado Miguel, vou nadar, passear com a Miura, a minha cadela, canto num coro – na Sociedade “Loureiros”, em Palmela – e vou ao Teatro O Bando, ver espetáculos, estar com amigos e participar das formações de teatro.
O mundo em Lisboa ou Portugal de lés-a-lés: fotografar estrangeiros é diferente de fotografar casamentos nacionais?
É diferente na medida que cada casamento me enriquece culturalmente à sua maneira. Seja na maneira de ser das pessoas, nas tradições que me são novas, na comida que oferecem no dia do casamento, no desafio de falar outra língua.
Qual é o seu processo de trabalho, como acontece a ligação aos clientes?
O processo passa por ser eu mesma. Sinto que tem início na forma como me apresento no meu site, nas redes sociais, nos portais e nas relações com outros fornecedores. Procuro que os noivos me conheçam numa reunião, para conversarmos sobre tudo e mais alguma coisa, para que me vejam, me oiçam a voz e me sintam o entusiasmo. Depois, uma sessão que antecede o casamento – ou a minha desculpa para passar mais um pouco de tempo com os noivos, num ambiente descontraído, onde podemos ser nós próprios, e, no final de contas, sacar algumas fotografias.
Casamentos grandes ou pequeninos, nacionais ou estrangeiros, cerimónias emotivas, festas de arromba – qual é o tipo de festa que mais gosta de fotografar?
Mais uma vez, e de forma cliché, gosto de todos os casamentos. Os grandes porque são um loucura, super desafiantes, os pequenos porque são íntimos e acabo por sentir que conheço toda a gente; os nacionais porque me sinto em casa, os estrangeiros porque me sinto fora de casa; as cerimónias emotivas porque acabo a chorar com eles e as festas de arromba porque – come on – quem não gosta de um bom festão?
Qual é a melhor parte de ser um fotógrafo de casamento? E o mais desafiante e difícil?
A melhor parte de ser fotógrafo de casamento é contribuir para o legado, de testemunhar dias felizes e de sermos recompensados com a amizade e carinho das pessoas que nos escolhem. O mais desafiante e difícil é conseguir conciliar com o nosso próprio legado, os nossos dias felizes e as nossas amizades.
Escolha uma imagem favorita do seu portfolio e conte-nos porquê.
Hoje, esta é a minha imagem favorita porque me traz memórias felizes de um dia maravilhoso e de que no final de tudo me senti muito orgulhosa de mim mesma e do meu trabalho.
Contactem a Rita Santana através da sua ficha de fornecedor. Espreitem a galeria, feita de belas imagens, e contactem a Rita directamente através do formulário: é só preencher com os vossos dados e mensagem, e na volta do correio, terão uma resposta simpática.
Acompanhem estas nossas conversas longas com fornecedores seleccionados Simplesmente Branco, sempre à quarta-feira!
Bolo dos noivos, sapatos de noiva e um belo bouquet: um trio perfeito!
Hoje, o nosso trio de bolo dos noivos, sapatos de noiva e bouquet de noiva tem uma paleta neutra, mas é uma festa de texturas – toda uma outra forma de adicionar interesse visual ao cenário e elementos.
Ponham os olhos neste bolo dos noivos! São lascas de chocolate temperado, com vários tons cremosos e aspecto geométrico: inesperado e muito vistoso, não acham? Nem imagino como se parte uma fatia, mas digamos que isso agora não interessa nada, porque é mesmo muito espectacular.
Este é singelo, com duas camadas, mas já imaginaram com esta decoração espalhada por vários andares, até à altura dos olhos…? Pois, é isso: mágico!
Juntamos então uns sapatos de noiva que são deliciosos: estes pumps com presilha no tornozelo, em verniz café com leite, tacão largo e biqueira redondinha…? Um mimo!
Fechamos com um bouquet de noiva que é fantástico: campestre, orgânico, desalinhado mas tão singular e especial. Parece genuinamente colhido ali no campo (mas não é, claro), cheio de pequenas flores sem demasiada importância, mas que no seu conjunto são gloriosas. Gosto mesmo muito de bouquets assim, que pelos seus pares se elevam a um outro patamar de riqueza e interesse. Tudo isto é textura, dá vontade de lhe tocar…!
Texturas em grande: geométricas, polidas e ásperas. No seu conjunto, tudo tem interesse e é inesperado!
De cima para baixo, bolo dos noivos coberto com lascas geométricas de chcolate temperado, de Creating Moments; sapatos de noiva em verniz café com leite, presilha no tornozelo e tacão, Adolfo Domiguez, por 94 euros; bouquet de noiva orgânico e campestre, de Knot Just Flowers.
Para acompanhar estes nossos trios perfeitos que publicamos todos os domingos, basta que sigam as nossas etiquetas (a partir da homepage) ou aqui no topo do artigo: sapatos e sunday shoes; cake! e bolo; bouquet e um belo bouquet.
Bom domingo!
Casamento no Monte do Ramalho: Joana + Pedro
Fechamos esta semana vagamente primaveril com um belo casamento no Monte do Ramalho: é o mais bonito dos dias da Joana + Pedro, junto dos seus.
Esta festaça foi filmada pelo Edgar Félix e a decoração e bouquet da noiva ficaram nas mãos da Maria João Soares, da Design Events, a nossa expert em casamentos nas planícies alentejanas. Que trio de fornecedores seleccionados, este!
Bom fim-de-semana!
Quando a resposta foi “sim!”, como é que imaginaram o vosso dia?
O pedido de casamento foi feito em 2016 numa escapadinha que fizémos a Paris. A nossa ideia, desde o início, sempre foi um casamento religioso acompanhado por uma festa descontraída, no meio da natureza.
Sentiam-se preparados ou foi um caminho com muitos nervos?
Estávamos inexperientemente preparados, sem nervos.
Em que momento da organização do casamento é que sentiram, «é mesmo isto»?
Tudo se começou a compor à nossa imagem de forma gradual. Não sentimos nunca qualquer pressão com timings, o que nos permitiu organizar todo o casamento da forma como idealizámos.
O resultado é fiel às ideias iniciais ou muito diferente? Contaram com alguma ajuda?
O resultado final excedeu as nossas expectativas! Fomos uns noivos que colocámos muita dedicação em tudo que íamos fazendo e decidindo, foi tudo muito ponderado.
Fizemos tudo praticamente sózinhos, no entanto íamos envolvendo a família e os amigos nas nossas escolhas, queríamos que fizessem parte deste dia.
O que era fundamental para vocês? E sem importância?
Fundamental era guardarmos nas nossas memórias um dia de sonho, reunir todas as pessoas que são importantes nas nossas vidas e proporcionarmos um dia feliz, divertido e confortável a todos os nossos familiares e amigos.
Sabemos que os imprevistos acontecem, mas que o propósito que nos reunia ali era de tal grandeza que decidimos relativizar qualquer falha de natureza técnica ou de catering que pudesse a acontecer (e felizmente não aconteceu).
O que foi mais fácil? E o que foi mais difícil?
O mais difícil foi de facto a escolha do local, sabíamos muito bem o que queríamos, mas não encontrávamos alternativas. A partir do momento em que o encontrámos, marcámos a data, e tudo se tornou tão fácil de organizar.
Qual foi o pico sentimental do vosso dia?
Ainda não conseguimos descrever o que sentimos na cerimónia campal, foi de cortar a respiração! A envolvência, o coro, as palavras do Padre, os olhares de felicidade dos convidados que testemunhavam a nossa união, os versos lidos pelos sobrinhos do Pedro, foi mágico!
E o pico de diversão?
Após o jantar, quando aquele pequeno nervosismo nos deixa descontrair e aproveitar ao máximo.
Um pormenor especial…
Só um?
Foi um dia de acontecimentos tão especiais!
Fomos surpreendidos por uma grande amiga que subiu ao palco e cantou-nos duas músicas. Sabíamos que cantava bem, mas não tínhamos noção do vozeirão que ouvimos naquela noite. Foi épico!
Agora que já aconteceu, mudavam alguma coisa?
Não mudávamos nada. Foi tudo tão perfeito e como idealizámos.
Foi um dia tão nosso, emocionante, melhor que nos sonhos.
Algumas words of advice para as próximas noivas…
Vivam cada momento com calma e com muito alma. Aproveitem os preparativos ao máximo, é um dia muito giro de organizar, pois tudo é feito à vossa medida e como sempre sonharam, façam-no de forma divertida e envolvam os vossas amigos e familiares, eles vão gostar de fazer parte do grande dia.
Quando chegar o grande dia, aí não há mais com o que preocupar, e deixem-se envolver pelo momento, desfrutem do dia. Aproveitem cada momento, pois será um dos dias mais felizes das vossas vidas, cheio de emoções.
Os fornecedores envolvidos:
convites e materiais gráficos: Margarida Ferreira (amiga da noiva);
espaço: Monte do Ramalho, Avis;
catering e bolo dos noivos: Casca d’ovo;
fato do noivo e acessórios: fato O Alfaite, acessórios Ourivesaria Atlantis;
vestido de noiva e sapatos: vestido Inês Pimentel e sapatos Fátima Alves;
maquilhagem: Diana Cavaco Pereira;
cabelo: Rita Vasconcelos (amiga da noiva);
decoração e bouquet de noiva: Design Events Wedding;
fotografia: Grão a Grão;
vídeo: Edgar Félix;
banda: Two Radio | Upbeat;
coro: Coro Cá da Terra.
À conversa com: Renato Ribeiro Photography – fotografia de casamento
Hoje conversamos com o Renato Ribeiro, que fotografa casamentos.
O seu percurso até aqui foi feito de muitos interesses, mas claramente a escolha da fotografia como assunto principal na sua vida profissional é certeira e muito intuitiva. O que vê, quando olha, e o que guarda desse exercício é uma colecção de imagens maravilhosa e relevante.
Fiquem a conhecer melhor o Renato Ribeiro, garanto que vão gostar muito do seu trabalho.
Para mim, fotografar casamentos é muito mais que fazer um mero registo de momentos. Apaixonam-me os pequenos detalhes, a interação de olhares e os gestos mais ternos que acontecem em qualquer história de amor. A minha fotografia é íntima e pessoal e dedico-me intensamente na procura da singularidade que cada ser humano me mostra e me dá o prazer de contar. Fascina-me explorar as conexões que temos uns com os outros durante as nossas vidas.
Conte-nos um pouco da sua viagem profissional até aqui, à fotografia de casamento.
De facto a vida dá muitas voltas e, neste particular, eu sou um exemplo típico disso.
Desde de miúdo estive sempre muito ligado às artes. Fiz dança e teatro, experimentei a música, tentei a pintura… era quase óbvio que o meu caminho passaria por alguma educação superior relacionada com tudo isso. Mas não!
As relativas boas notas, o falar pelos cotovelos, a minha interação com os outros e mais algumas características da minha personalidade, levaram a que tudo e todos me convencessem e me direcionassem para o curso de Direito. Assim foi, concluí o curso de Direito, fiz o estágio e o curso da Ordem dos Advogados e trabalhei como Advogado e Jurista (ainda faço algumas coisas pontuais quando me pedem muito).
Apesar disso, sou apologista que devemos fazer o que verdadeiramente nos faz feliz e nos toca fundo no coração e, obviamente, as artes nunca me abandonaram. Era impossível!
A fotografia foi sempre acompanhando o meu percurso ainda que de forma amadora. Comecei por fazer fotografia documental de viagem que culminou com algumas exposições, fiz também retrato e alguns trabalhos na área da moda.
Em 2012 surgiu o convite de bons amigos, grandes profissionais da fotografia de casamento em Portugal, para os começar a acompanhar como segundo fotógrafo. Estou-lhes muito grato por essa oportunidade. Aprendi, absorvi e cresci muito no terreno com todos eles. A partir daí as coisas começaram a fluir naturalmente, fui entrando neste mundo da fotografia de casamento devagarinho e com os pés bem assentes na terra. Pelo meio fiz bastante formação, e dediquei horas e horas a aprender. Arrisquei fotografar o meu primeiro casamento sozinho em 2014 e nunca mais parei.
Há quanto tempo fotografa? E porquê casamentos?
Fotografo desde que me conheço! Mas mais a sério desde 2012.
Para mim, fotografar casamentos é muito mais que fazer um mero registo de momentos. Apaixonam-me os pequenos detalhes, a interação de olhares e os gestos mais ternos que acontecem em qualquer história de amor. A minha fotografia é íntima e pessoal e dedico-me intensamente na procura da singularidade que cada ser humano me mostra e me dá o prazer de contar. Fascina-me explorar as conexões que temos uns com os outros durante as nossas vidas.
Os casamentos são a escolha óbvia para qualquer fotógrafo que, como eu, procura fotografar sentimentos e emoções mais que caras e expressões.
Fotografar casais e casamentos é um vício difícil de explicar.
Nestes tempos globais, em que as imagens circulam a uma velocidade vertiginosa e todos temos acesso a tudo, a qualquer hora, onde vai buscar inspiração?
Sou um apaixonado pela vida e pelas pessoas. Muita da minha inspiração vem do que vou vivendo e sentindo nas minhas relações interpessoais. Também faço muitas vezes o exercício de ficar apenas a observar as pessoas passar e tentar imaginar as suas vidas, aventuras e desventuras.
Além disso, com certeza, os livros, as viagens, a música e os filmes são outra grande fonte de inspiração.
Obviamente também sigo e admiro vários fotógrafos nacionais e internacionais. No entanto, apesar de ser fã dos seus trabalhos, tento sempre apreciar sem me deixar influenciar muito para tentar salvaguardar a minha própria identidade.
Como construiu a sua assinatura, como a define?
É muito complicado responder a isto. Sinceramente acho que quem deve definir a minha fotografia são aqueles que, de alguma forma, a apreciam e se interessam por ela.
Apesar disso, posso dizer que a minha fotografia é íntima e pessoal. Gosto que ela tenha uma simplicidade poética e uma leveza natural.
Opto por uma abordagem simples e acredito que as melhores imagens são as que contam momentos genuínos. Ao contrário de caras e expressões interessa-me captar a magia dos sentimentos e das emoções.
Ao longo do tempo tenho tentado construir uma assinatura própria e julgo que esse caminho continua a ser trilhado mas, eventualmente, nunca estará totalmente acabado. O meu trabalho é bastante cinematográfico e emocional. Dou preferência a um estilo de narrativa visualmente atraente, criativa e artística.
Nesta fase da minha vida trabalho as cores e a luz de uma forma… daqui a uma semana, um mês ou um ano poderei estar a trabalhar de uma forma completamente diferente. Tudo depende do que vou absorvendo pelo caminho. A visão das coisas muda consoante o coração sente.
Quando precisa de fazer reset, para onde olha, o que faz?
Desligo completamente. Sou relativamente bom nisso!
Aproveito para estar muito com as minhas duas filhas (são de facto o mais importante que temos na vida), com a minha mulher, os meus pais e o meu irmão. Fazemos questão de almoçar juntos todos os domingos, por exemplo.
Além disso, tenho a sorte de ter dois/três amigos que conheço desde o jardim-de-infância e com quem mantenho uma relação de irmãos. Juntos desligamos completamente de tudo o que é acessório e só importam “as nossas cenas”.
Sempre que é possível também aproveito para viajar com a minha mulher que tem sido uma companheira de grandes aventuras. Desde percorrer a Indochina de mochila às costas durante um mês, às festas numa das maiores favelas do Rio de Janeiro, ao Japão de lés-a-lés no comboio bala, enfim…
Do Norte para o mundo, ou Portugal de lés-a-lés: fotografar casamentos estrangeiros é diferente de fotografar casamentos nacionais?
As duas coisas. Estou sediado no Porto mas fotografo histórias de amor um pouco por todo o País e estou sempre disponível para viajar e faze-lo em qualquer lugar do mundo.
Nos últimos dois anos tive o privilégio de fotografar alguns casamentos estrangeiros e, de facto, existem algumas, pequenas, diferenças. Não só culturais, mas principalmente ao nível de toda a organização e logística. Desde logo porque, normalmente, os casais estrangeiros fazem festas mais curtas. Ao contrário das usuais 10 a 12 horas de um casamento português, num casamento de estrangeiros bastam umas 7 ou 8 horas para acontecer tudo.
De resto, fotografar amor é sempre um prazer, seja em que língua for.
Qual é o seu processo de trabalho, como acontece a ligação com os seus clientes?
Vejo o meu trabalho como uma colaboração com os “meus” noivos, que rapidamente se tornam amigos. Não sou jornalista e, por isso, não capto apenas o óbvio que está ali mas sobretudo o que sinto sobre aquilo que vejo. Nunca peço nada que não seja totalmente honesto. Apenas estou interessado em sorrisos reais, abraços verdadeiros e, principalmente, em sentimentos puros.
A minha interação com todos os casais é sempre feita de uma forma bastante natural e descontraída, que interfere o mínimo possível com um dia que é deles. Procuro misturar-me entre os convidados e passar o máximo despercebido. Gosto de fotografar de forma espontânea e verdadeira todas as emoções que se vão vivendo.
Felizmente criei sempre laços muito fortes com todos os casais que fotografei até hoje. Mantenho contacto assíduo com muitos deles e tenho a sorte de recomendarem o meu trabalho a amigos e conhecidos.
Casamentos grandes ou pequeninos, nacionais ou estrangeiros, cerimónias emotivas, festas de arromba – qual é o tipo de festa que mais gosta de fotografar?
Sinceramente não faço esse tipo de distinções. Importa-me mais que os noivos se identifiquem e entendam a minha fotografia. Quando a nossa ligação é verdadeira tudo é muito fácil e pouco importa o tipo de celebração ou festa.
Apesar disso, e considerando o meu tipo de fotografia, obviamente é sempre importante uma cerimónia emotiva. Se isso for complementado com uma festa de arromba (mesmo que pequenina), melhor ainda. Já tive oportunidade de fotografar muitos casamentos diferentes e todos eles têm a sua magia.
O meu trabalho é bastante pessoal e, por isso, antes de tudo, gosto de tomar um café com os casais que me procuram para tentar entender o que idealizam para o seu dia e saber mais sobre a sua história. Saber quem são, de onde veem e para onde querem ir… livros, filmes, viagens, tudo o que os arrebata é importante e ajuda-me a contar o amor deles da forma mais personalizada possível.
Qual é a melhor parte de ser um fotógrafo de casamento? E o mais desafiante e difícil?
A melhor parte é mesmo ter o privilégio de conhecer tantas pessoas bonitas com histórias de amor fantásticas e registar tudo isso. Saber que a minha arte vai ficar para sempre ligada à história de vida de dois seres humanos e aos mais puros sentimentos que podemos nutrir uns pelos outros enquanto cá andamos, é avassalador e muito gratificante. Quando penso que um dia os seus filhos e netos vão ver as minhas fotos e que isso lhe vai encher o coração, arrepio-me.
O mais desafiante é manter a calma e a concentração necessárias para dar o meu melhor e cumprir com todas as expectativas que se criam. Fotografar um dos momentos mais importantes das vidas das pessoas é uma grande responsabilidade.
O mais difícil talvez seja tolerar algumas faltas de respeito pelo nosso trabalho. Felizmente são raras mas podem acontecer. Sei quem sou e de onde venho… considero-me uma pessoa super simples, acessível e compreensiva mas não tenho paciência para faltas de educação e de humildade. Dinheiro nenhum justifica o esquecimento de alguns valores que considero essenciais.
Escolha uma imagem favorita do seu portfolio e conte-nos porquê…
Esta é talvez a pior coisa que podem pedir a um fotógrafo! (risos)
Escolher uma imagem entre centenas de “favoritas” é muito ingrato. Da mesma forma que é impossível escolher entre dois filhos, acontece quase o mesmo com as nossas fotos favoritas.
Obviamente que estética ou tecnicamente gosto mais de umas que de outras… mas as tais “favoritas”, mesmo que não sejam das mais bonitas do meu portfolio, têm todas algo para contar. Todas têm algum significado num momento exato da minha caminhada, pelas mais variadas razões. A mais bonita ou a melhor é muito relativo… desconfio sempre dessas distinções.
De qualquer forma escolhi esta foto porque foi uma das primeiras fotos que chamou mais a atenção das pessoas para o meu trabalho e me deu o tal “empurrãozinho” inicial mas também porque mostra duas coisas muito importantes para mim… o amor e a “minha” cidade do Porto.
Contactem o Renato Ribeiro através da sua ficha de fornecedor. Espreitem a galeria, feita de belas imagens, e contactem o Renato directamente através do formulário: é só preencher com os vossos dados e mensagem, e na volta do correio, terão uma resposta simpática.
Acompanhem estas nossas conversas longas com fornecedores seleccionados Simplesmente Branco, sempre à quarta-feira!
Lingerie de noiva: Lola wants., uma marca nacional
Já tinha parado à frente da montra e já tinha ficado curiosa… Conhecem a marca de lingerie nacional Lola wants.?
Pois se não conhecem, vamos a isto, que esta lingerie é bonita que se farta, num belo equilíbrio vintage, minimalista e muito sexy. Se estão à procura da vossa lingerie de noiva, comecem por aqui!
Lola wants. é uma marca portuguesa de lingerie feminina, com peças e coleções intemporais que reflectem as tendências de cada estação. O design é arrojado e actual, de alta qualidade, originando peças úteis e versáteis que se adequam ao corpo e à individualidade feminina.
Nas várias colecções, há peças mais sexy e outras a pensar na lingerie de noiva. No seu conjunto, todas têm graça, delicadeza e muito bom gosto. Há ainda a agradável supresa de algumas destas peças estarem em promoção, o que só as torna mais apetecíveis.
Visitem a loja na Avenida António Augusto de Aguiar, em Lisboa, para ver estas bonitas peças ao vivo e a cores, ou naveguem pela loja online, cheia de lingerie que faz suspirar. Boas compras!
































