À conversa com: Flor de Laranjeira, decoração floral para casamentos
Esta semana conversamos com a Teresa Gonçalves, da Flor de Laranjeira, decoração floral para casamentos, sobre um dos assuntos que mais gosto: flores.
Nesta conversa, a Teresa conta-nos como começou o seu percurso profissional com designer de flores, e o que mais gosta neste universo natural, cheio de contrastes, texturas, liberdade criativa e desafios imprevisíveis.
Fiquem connosco, que esta é uma bela conversa!
O meu primeiro ramo de noiva foi para a minha madrinha, teria uns 16 anos. Pedi-lhe que me deixasse florir-lhe o dia e o sorriso que recebi de volta deixou-me de coração cheio.
Como começou o projecto Flor de Laranjeira?
Não sei bem quando começou nem como começou… sei que foi um processo muito natural, livre e feliz. Cresci no meio de flores (negócio de família há mais de 25 anos), tenho memórias de sair da escola e esperar pela hora do regresso a casa com os meus pais e enquanto a hora chegava e não chegava, ia brincando! Foi assim que começou o meu contacto com as flores! A brincar com elas, a observá-las, a dar-lhes vida e estórias. Aos poucos fui ajudando aqui e ali e, sem saber como, já fazia arranjos. Foi uma aprendizagem sempre muito livre e descomprometida, sem grandes regras, limitações e obrigações, mas ciente da responsabilidade e do compromisso que ia assumindo. Acho que foi esta leveza na aprendizagem que me foi cativando. Com o passar do tempo, trabalhar com flores passou a ser também um meio de mimo, de carinho para com aqueles que de algum modo eu sentia alguma ligação. O meu primeiro ramo de noiva foi para a minha madrinha, teria uns 16 anos. Pedi-lhe que me deixasse florir-lhe o dia e o sorriso que recebi de volta deixou-me de coração cheio.
Com a entrada na faculdade de Arquitectura em Lisboa, a minha presença diária pelo mundo das flores em Évora passou a ser apenas ao fim de semana, ou seja, em dias de casamento. Tudo era tão natural e presente, que nem tinha noção da importância que as flores tinham para mim.
Quando terminei a faculdade e comecei a trabalhar com designer de produto, nos últimos tempos, mais até como designer de interiores, fiquei sem tempo para as flores. Durante alguns anos andei longe de flores e casamentos. Até que as amigas começaram a casar e a pedir-me ajuda na parte gráfica do casamento e eu, apesar de as ajudar como podia, perguntava sempre… e as flores? Posso florir um pouco o vosso dia? E assim fui fazendo em casa, na cozinha, os primeiros ramos de noiva. Primeiro das amigas directas, depois para as amigas das amigas, e aos poucos para pessoas que nem conhecia. Percebi assim que através de casamentos, com hora e data marcada, era possível conjugar com a minha profissão e escolher e preparar o ramo. Mais uma vez sem saber como, estava a trabalhar com flores, mas desta vez ciente que precisava delas.
Por incentivo de bons amigos nasce a marca, surge o site, fazem-se os primeiros contactos e a necessidade de um espaço só para flores obrigada a uma decisão… e eu escolhi flores.
Como define a sua assinatura?
Não sei se tenho uma assinatura… preciso testar mais, explorar mais, amadurecer mais! Sei que gosto de trabalhar com flores naturais, de preferencia de época. Gosto de misturar flores com verduras e de muita variedade. Gosto de desafios e liberdade. Gosto do grande e do detalhe. Gosto do delicado e do exuberante. Procuro conhecer bens as flores com as quais trabalho e respeitá-las. Sei que há formas com as quais mais me identifico actualmente, mas também sei que estou sempre à procura de mais.
Esse estilo faz parte do ADN da marca ou é um conceito que escolhe para explorar e trabalhar este ano? Porquê?
Umas das coisas que mais me fascina nas flores é a sua imprevisibilidade, nunca podemos garantir que a flor abre, que o tempo não nos inverte os planos, que o frio atrase a cor. Este imprevisto que eu gosto, é muito complicado para o cliente, tem de haver muita confiança. Este voto de confiança é sagrado para mim, por isso procuro sempre criar algo com as flores, que contribua para a felicidade e o tal sorriso que não esqueço. O respeito pelas flores é aliado ao respeito pelo pedido do cliente. Quem me procura geralmente já conhece o meu trabalho e já haverá alguma identificação com ele. Talvez no ADN haja liberdade, curiosidade e experimentação.
As tendências da estação… são um assunto de trabalho ou apenas fait divers?
Diria que permitem contextualizar o mercado, perceber o cliente. São guias de referência mas não me limitam a criatividade, alertam para novas flores, cores e formas.
E as estações do ano, o ritmo e produção de cada época, são influências, contingências ou indiferenças nestes tempos globais?
Nunca gostei de rotinas, preciso de alguma ordem e rigor, mas ritmos diferentes. Os casamentos são ainda muito sazonais e eu gosto disso. No inverno tenho mais tempo para refletir e organizar as ideias. Conhecer os clientes, preparar as propostas, preparar a “casa”, fazer editoriais, experimentação. No verão o ritmo acelera, a adrenalina aumenta e eu gosto dessa diversidade de ritmos. No que diz respeito às flores, as estações influenciam muito. Há flores nacionais que todos os dias nascem, mas há também muitas flores sazonais pelas quais temos de esperar uns meses para elas voltarem com todo o seu esplendor. Eu, pessoalmente, gosto disso, mas neste mundo global é cada vez mais fácil termos flores do outro lado do mundo onde será primavera e certas flores nascem. Com as redes sociais há cada vez mais uma procura de flores fora de época, porque viram tal flor e é mesmo aquela que adoram, sacrificando por vezes a qualidade em prol da referencia de sonho. São as dores do ofício e o preço desta abundância de referências e inspirações.
Tem espécies favoritas ou a beleza e potencial são características transversais a todas as flores e plantas?
Tenho as minhas preferências, que vão variando ao longo dos tempos, não tenho, no entanto, flores de que não gosto. Aprendi a trabalhar com todas e todas me provaram que no sítio certo, da forma certa, todas têm o seu encanto.
Trabalhar com flores e plantas é, para mim, muito relaxante, sedutor e de constante descoberta, não há duas flores iguais, nem dois arranjos iguais e isso é muito rico criativamente. O equilíbrio entre o lado criativo, estético, emocional e o lado racional, logístico e técnico é desafiante e muito sedutor.
Ter o controle das decisões é importante? Tem uma perspectiva perfeccionista e específica sobre o resultado e a forma como quer que o seu trabalho seja mostrado e vivido, ou é o prazer de discutir ideias, de criar e acompanhar o processo, que lhe interessa mais na relação com cada projecto, cada cliente?
O lado imprevisível da natureza pode trazer alterações de ultima hora. Por vezes brinda-nos com agradáveis supresas, outras troca-nos as voltas! Ter a capacidade de adaptação e decisão é fundamental. Estas decisões têm, no entanto, de seguir sempre o plano traçado inicialmente, sei qual é o resultado final que pretendo, sei o que quero transmitir com os arranjos e esse será sempre o foco. Procuro o equilíbrio entre o meu lado perfeccionista e meticuloso com o deixar fluir, e que as flores e cores se manifestem. Deixo que os ramos ganharem vida e forma através da rebeldia das flores.
Existem fórmulas vencedoras que aplica, ou cada projecto de decoração floral é pensado totalmente de raiz?
Há fórmulas vencedoras e muitas inspirações, referências e pedidos que acabam por levar a soluções já testadas e registadas. Há também o cliente que permite explorar novos caminhos e gosta de ser surpreendido, e aí é possível pensar a decoração floral de raiz .
Onde busca inspiração para cada nova temporada de trabalho?
Sempre fui muito observadora. Gosto de contemplar e procurar novas perspectivas. Isto aplica-se a tudo, ambientes urbanos e humanos, mas a mãe natureza é a fonte de inspiração mais fértil para mim. Depois há um lado de pesquisa no mercado muito importante. Também há grandes nomes cujo trabalho me inspira imenso.
E nos momentos de fadiga criativa, como refresca a mente e o olhar?
Parar, relaxar e saber esperar, acho fundamental. Há fases em que é necessário desligar mesmo e procurar novas conversas, passear, viajar, dançar… Tudo tem o seu tempo! Quando o pensamento descansa e os olhos olham livremente novas formas e ideias podem surgir.
Como é o seu processo de trabalho, como cria uma ligação com os seus clientes?
Geralmente o cliente, quando chega à Flor de Laranjeira, já viu o meu trabalho e já terá sentido alguma sintonia. Num primeiro contacto peço que partilhem comigo o pedido, o que desejam e os elementos que já foram escolhendo. Gosto de saber quem são os outros fornecedores, como é o vestido de noiva, o penteado, o convite… contextualizar ao máximo o pedido. Quanto mais elementos partilharem comigo, melhor, mas procuro não ser indiscreta e respeito a quantidade de informação que queiram partilhar. Uma conversa descomprometida, sem hora marcada para terminar, é para mim muito importante. Nela, tento analisar com o cliente flores, cores e formas. Este conhecimento do cliente é para mim fundamental para poder apresentar um projecto personalizado e nos momentos de escolhas saber a melhor opção para aquelas pessoas. Respeito muito o gosto de cada um e procuro não impor nunca o meu gosto pessoal. No entanto, tem de haver sintonia entre mim e o cliente, não faço trabalhos com os quais não me identifico, nem coisas contrariada. É fundamental para mim que o cliente se sinta confiante e feliz por escolher o meu trabalho.
Qual é a melhor parte de trabalhar com flores e plantas, em decoração? E o mais desafiante e difícil?
O lado imprevisível da natureza seduz-me e desafia-me. Assim como o lado estético e a matéria… tudo é tão perfeito, belo, rico e, em simultâneo, tão simples e delicado.
O mais difícil para mim será o lado físico deste trabalho, e o contra-relógio em que é preciso trabalhar. Não é possível começar com muita antecedência e é necessário um grande planeamento para evitar imprevistos e demoras desnecessárias, tudo tem de ser pensado ao pormenor. Por isso, o lado logístico é bastante trabalhoso, cansativo e pouco poético. O transporte dos arranjos é também desafiante e moroso, tem de ser bem planeado para não comprometer o resultado final. Esta corrida contra o tempo pode ser – e é – bastante stressante, mas também lhe dá um caracter muito prático e conclusivo. Não é possível prolongar eternamente estes trabalhos, há uma hora para começar e para terminar e isso faz com que não haja tempo para desgaste do projecto.
Trabalhar com flores e plantas é, para mim, muito relaxante, sedutor e de constante descoberta, não há duas flores iguais, nem dois arranjos iguais e isso é muito rico criativamente. O equilíbrio entre o lado criativo, estético, emocional e o lado racional, logístico e técnico é desafiante e muito sedutor.
Qual foi o casamento em que mais gostou de trabalhar? Porquê?
Não sei se consigo destacar um! Há casais com uma enorme cumplicidade e amor, há famílias muito envolvidas e felizes com aquele dia e é muito bom participar nessas histórias. É bom florir estes dias de celebração e amor. Depois existem também aqueles casamentos em que as flores, as cores e as formas são muito estimulantes criativamente. E ainda aqueles onde tenho uma ligação pessoal de amizade. Não consigo escolher um! Talvez o mais marcante de todos tenha sido o tal ramo de noiva para a minha madrinha, havia um laço emocional muito importante, a responsabilidade e alguma insegurança de quem está a começar, a liberdade criativa de quem é livre e o resultado final foi um momento feliz e isso é muito bom.
Escolha uma imagem favorita do seu portfolio e conte-nos porquê:
Mais uma vez! Não consigo escolher apenas uma! Estas duas fotografias são muito importantes e inspiradoras para mim!
Esta fotografia do Hugo Coelho remete-me para um dia muito feliz. Gosto muito da foto e traz-me memórias muito boas. É de uma sessão fotográfica, algo que adoro fazer porque tenho total liberdade criativa, posso arriscar sem medo e posso explorar novas técnicas. Foi muito desafiante este trabalho e foi muito bom trabalhar com esta equipa, admiro imenso o trabalho e talento de todos os envolvidos e foi um momento muito simples, bonito e autêntico. Marca uma fase muito importante no meu percurso profissional e continua a ser uma referência para mim.
O mesmo acontece com esta segunda fotografia, do Pedro Varela! Gosto muito da fotografia, e gosto muito do arranjo, das cores e da mistura das flores. Sinto harmonia entre o conceito e o lado estético do ramo que de dois se faz um. Há nele uma lado muito tradicional e português, mas também muito contemporâneo e provocador.
Os contactos detalhados de A Flor de Laranjeira, estão na sua ficha de fornecedor. Espreitem a galeria, feita de imagens bonitas, e contactem a Teresa Gonçalves directamente através do formulário: é só preencher com os vossos dados e mensagem, e na volta do correio, terão uma resposta simpática.
Acompanhem estas nossas conversas longas com fornecedores seleccionados Simplesmente Branco, sempre à quarta-feira!
Coríntios 13:4-8
“Love is patient, love is kind. It does not envy, it does not boast, it is not proud. It does not dishonor others, it is not self-seeking, it is not easily angered, it keeps no record of wrongs. Love does not delight in evil but rejoices with the truth. It always protects, always trusts, always hopes, always perseveres.”
Coríntios, 13:4-8
Sergio + Geraldo, fotografados por Nikki Neswick, via Magnolia Rouge. Tal como estrelas de cinema de outra era, fotografados na sua e-session, antes do casamento, depois de 15 anos juntos. Tanto cool e tanto amor.
Casamento intimista na Quinta da Quintã: Joana + Vasco
Hoje celebramos um maravilhoso casamento intimista na Quinta da Quintã: é a festa da Joana + Vasco.
Parece feita às avessas, umas coisas primeiro que as outras, numa ordem que desafia o cenário habitual, mas vistas bem as coisas, que importância isso terá?
Uma festa de casamento celebra o amor. A forma como damos corpo a isso, é um detalhe à medida de cada casal. Mais elaborada e sofisticada, mais singela e intimista, mais divertida, mais emocional ou mais protocolar, são visões singulares dos noivos. No caso da Joana + Vasco, tudo é amor: dos pequeninos aos mais velhos, o fio condutor que liga e une todos é um imenso amor partilhado, feito de felicidade, abraços, sorrisos e algumas lágrimas.
Tudo lindo e tão doce, e a ajudá-los a pôr de pé este épico dia, estiveram a Quinta da Quintã e todo o seu staff impecável, a dupla de fotógrafos Menino conhece Menina, os Pixel ao comando do vídeo e se virem com atenção, vão descobrir um dos bonitos bastidores para as alianças, bordados com andorinhas, da Jubela.
Bom fim-de-semana!
Quando a resposta foi “sim!”, como é que imaginaram o vosso dia?
O “sim” foi quase “imposto” por mim, porque um dia decidi ir ver vestidos de noiva e, sem estar à espera, apaixonei me por um vestido, que comprei. Logo a seguir ligo ao Vasco a dizer “Vamos casar para o ano, já comprei o vestido!”.
Depois disto, e o Vasco já recuperado do susto, imaginámos que teria de ser mais do que uma celebração da nossa união, mas sim uma celebração da família que construímos com os nossos filhos e um dia que marcasse todos os nossos convidados!
“O melhor casamento de sempre”, “o mais emocionante”, “um dia marcante para a vida de todos”, foram algumas das mensagens que fomos recebendo nos dias seguintes à nossa festa. E nós sentimos o mesmo.
Sentiam-se preparados ou foi um caminho com muitos nervos?
Sim, preparados! Começámos a namorar em 99, fizemos um intervalo longo e voltámos a namorar em 2012. Já tínhamos vivido juntos na primeira fase do nosso namoro, em Coimbra, onde estudámos os dois e novamente desde 2012. Agora, os nossos filhos foram os nossos convidados super especiais. Há sempre nervos na preparação de um evento tão grande e num dia tão importante como este, mas sentimos que se não tivéssemos filhos e tivéssemos mais tempo teria sido mesmo muito tranquilo todo o processo.
E claro, a gestão do orçamento também traz algum stress, porque há coisas das quais não queríamos mesmo abdicar. Assim, fomos gerindo o processo melhor que soubemos e no fim conseguimos ter tudo o que queríamos, como os nossos fotógrafos e videógrafos preferidos: os Menino conhece Menina e os Pixel. E ainda bem que não abdicámos da sua presença, porque o trabalho de ambos ficou incrível!
Em que momento da organização do casamento é que sentiram, «é mesmo isto»?
Todas as partes do processo foram importantes, mas nas reuniões com a Joana, o João e a Tânia, sentimos muita segurança e uma cumplicidade muito grande com eles, que sempre nos tranquilizaram garantindo que tudo iria ser como queríamos. Aliás queríamos casar de novo, pelo processo das reuniões, estar na Quinta com eles e rirmos com todas as ideias “inovadoras” do Vasco. Divertimo-nos bastante em todo o processo, mas principalmente com eles!
A semana anterior ao casamento também se revelou espectacular. Foi como um ensaio para o grande dia. Conversávamos os dois e dizíamos “ainda bem que decidimos casar, porque receber tanto carinho e amor está a ser delicioso”!
O resultado é fiel às ideias iniciais ou muito diferente? Contaram com alguma ajuda?
Sim, muito fiel. O pessoal da Quinta da Quintã alinhou em tudo o que íamos planeando e ajudaram-nos imenso! Alinharam na nossa ideia de casarmos num laranjal da Quinta que não costuma ser usado para este efeito, alinharam na nossa entrada da sala de jantar pela cozinha com os nossos amigos a carregarem-nos em ombros, no flash mob que os nossos amigos preparam e que foi incrível e em muitos outros detalhes que fizeram da nossa festa um dia muito nosso! Confiei plenamente neles, mas no dia lembro-me de ter pensado que estava a ser muito melhor do que eu tinha imaginado!
O que era fundamental para vocês? E sem importância?
Fundamental era personalizar, emocionar e eternizar determinados momentos na memória de todos e não ser “mais um casamento”. Também tentámos que todos os nossos convidados percebessem porque estavam ali e que se sentissem especiais por partilharem aquele momento connosco, em especial os nossos pais e filhos, avós, irmãos, cunhada, mas também todos os amigos e restante família.
Sem importância era obedecer a “regras”, como oferecer uma lembrança. Isto, para nós, era um gasto desnecessário, que preferimos investir num filme feito pelos Pixel que passou no dia do casamento e que vai ser uma das mais belas recordações que guardaremos para a vida e para deixar aos nossos filhos. Ainda hoje nos falam desse vídeo.
A banda sonora de toda a cerimónia e o corte de bolo dos noivos também foram fundamentais para tudo se encaixar. Nos dias seguintes muitos amigos nos diziam que não conseguiam parar de ouvir as músicas e que com elas iam revivendo aquele dia tão especial.
O que foi mais fácil? E o que foi mais difícil?
Eu sempre gostei de espreitar blogs e páginas como o Simplesmente Branco e já tinha na minha cabeça que se um dia casasse, queria que fosse na Quinta da Quintã, cos Pixel e os Menino conhece Menina, tornando tudo muito fácil. Numa semana tínhamos tudo definido, inclusive o vestido de noiva. Tivemos sorte por estarem todos disponíveis, e, a partir daqui, só tivemos de nos preocupar com os pormenores. O mais difícil foi o Vasco encontrar o fato que queria. Foi uma longa procura mas que também acabou por correr bem! Contou com a ajuda do alfaiate Ayres Bspoke Tailor e o processo da escolha do tecido, forro e provas também foi muito giro.
Qual foi o pico sentimental do vosso dia?
Toda a cerimónia foi muito bonita, pela simplicidade e emoção à flor da pele, mas no final da festa ambos concordámos que o melhor momento foi o corte de bolo! Foi muito emocionante e bonito pelos discursos que dirigimos a todos os presentes num momento muito envolvente e tranquilo em que todos nos rodeavam no laranjal. Um dia, um amigo disse-nos que tinha sonhado que íamos todos viver um momento incrível num laranjal e este foi mesmo!! Muitos abraços, beijos, palavras de afecto e amor, lágrimas… Foi mesmo o pico sentimental do dia.
E o pico de diversão?
Diversão à séria foi a coreografia inesperada, preparada pelos nossos melhores amigos e irmãos e que envolveu todos os convidados. Foi incrível, porque víamos os nossos amigos a dançarem com os nossos pais, os nossos tios mais velhos e os colegas de trabalho, tudo misturado, e não conseguíamos perceber como é que pessoas que não se conheciam tinham conseguido pôr 200 e muitas pessoas a dançar. Mal começou, a energia deles invadiu-nos e dançámos muitoooo!
Sentimo-nos duas crianças genuinamente felizes!
Um pormenor especial…
Durante a cerimónia quisemos homenagear os nossos avós, que já sabem o que é viver um Amor para a Vida Toda, com a ajuda da música da Carolina Deslandes. Abraçámos os avós em primeiro lugar e pedimos que todos abraçassem os seus amores naquele momento.
Este momento foi inspirado por uma missa Gospel a que assistimos em Nova York. Queríamos que as pessoas se movimentassem durante a cerimónia e não estivessem só a assitir, mas sim a participar e a reflectir sobre as suas próprias vidas.
Este momento terminou com um copo de champanhe e um brinde colectivo entre todos. Foi maravilhoso!
Agora que já aconteceu, mudavam alguma coisa?
O que não correu tão bem como tínhamos planeado foi o baile, mas já estávamos tão felizes que não alterou o nosso estado de espírito e o sentimento de que tudo estava como queríamos.
A Joana, da Quinta da Quintã, mais experiente, alertou-nos para isso, e devíamos ter seguido os conselhos dela.
Algumas words of advice para as próximas noivas…
Viverem o dia! Não sentimos que o dia passou a correr como muitos noivos dizem. Conseguimos saborear todos os momentos ao máximo, primeiro porque sabíamos que o nosso dia estava nas melhores mãos do mundo, a Joana, o João e a Tânia, e em nenhum momento do dia nos preocupámos com nada. Só vivemos intensamente o nosso dia de celebração.
Por isso, o melhor conselho, é investirem no mais importante e descomplicarem ao máximo!
Os fornecedores envolvidos:
convites e materiais gráficos: Filipa Viana, ilustradora + Joana Coelho (Quinta da Quintã);
espaço, decoração, catering e bolo dos noivos: Quinta da Quintã;
fato do noivo e acessórios: Ayres Bspoke Tailor, sapatos Camper;
vestido de noiva e sapatos: Rembo Styling (Borsini Noivas) Sapatos: Juliana Bicudo, Vila Madalena São Paulo, Brasil;
maquilhagem: Maria José, Secret Garden (Praia da Granja);
cabelos: Cabeleireiro Pente Novo (Praia da Granja);
bouquet: Célia (Quinta da Quintã);
fotografia: Menino Conhece Menina;
vídeo: Pixel;
luzes, som e Dj: Bizarros do Costume, Telmo Oliveira.
Sapatos de noiva rústicos e lindos
Esta semana tivemos um momento Cinderela: recebemos um press release da Raízes, uma marca nacional de sapatos de desenho rústico com um vibe moderno.
A marca é 100% portuguesa, e pretende homenagear as gerações anteriores, contando a história da família desde 1925, ano em que o Sr. Adelino Rafael Serralheiro fundou a primeira Fábrica de Calçado. Os novos modelos de calçado, feminino e masculino, são casuais e clássicos, feitos por mãos experientes, com amor e dedicação, e com recurso à maquinaria tradicional que permite uma produção exímia. O calçado da Raízes tem como pilares a qualidade, o conforto e acima de tudo a singularidade:
O lema da marca é “Como se cada par de sapatos fosse o primeiro e o último. O par para toda a vida!” – parace-nos perfeito para a ocasião!
O modelo que nos piscou o olho, chama-se 2018 White e marca o nascimento da segunda neta do fundador, a Maria Benedita.
São rasos, resistentes e delicados, apropriados para quem gosta de dançar e não cede ao desconforto. Não serão para meninas sofisticadas e que respiram elegância, mas são perfeitos para quem gosta de sapatos bem feitos, com um toque artesanal e muito terra-a-terra. Eu não hesitaria em juntá-los a qualquer um destes belos vestidos (este, mais colorido; este, de linhas direitas e muito arquitectónico; este, mais assimétrico; este, mais delicado e fluído num belo tom azul diáfano; este, todo em chiffon levezinho, muito romântico; este, todo feito de renda com um decote sexy; e este, de linhas direitas e minimalistas), para um look de noiva muito especial.
Podem fazer as vossas compras na loja online da marca, e o preço destes bonitos 2018 White é 117,50 euros.
Espreitem também os 1987, no tom blush: fofíssimos!
E para os noivos, os 1982 (que celebram o casamento do Sr. Lino com a menina Eugénia), em preto ou castanho, também são fantásticos!
Sapatos bonitos que celebram datas especiais, feitos com amor e para toda a vida: pares perfeitos!
À conversa com: A Pajarita, convites de casamento
Hoje sentamo-nos a conversar com a Alexandra Barbosa, que assina como A Pajarita, convites de casamento.
E que bonito e incrivelmente delicado é o trabalho da Alexandra! Tive oportunidade de o ver ao vivo no evento de Fevereiro, no Porto, e de conversar um pouco sobre as técnicas, processo e acabamento destas peças tão singulares e femininas, de uma beleza discreta e intrigante.
Acredito que cada casal é uma fórmula. Se pensarmos nas pessoas, não há duas iguais. Quando conheço um casal, conheço duas pessoas diferentes e é a soma deles que eu tenho de calcular para lhes puder apresentar uma fórmula que respeite quem são juntos. É nessa comunhão que nasce a fórmula que retrata o casal. Se não há duas pessoas iguais, não há duas somas iguais, logo não há duas fórmulas iguais.
Conte-nos um pouco da sua viagem profissional, das artes plásticas para o universo dos casamentos. Foi um caminho natural ou uma situação específica que o apontou?
Sou artista plástica e fiz especialização (mestrado) em obra gráfica (gravura) e produção artística.
Terminada a licenciatura, parti para Espanha onde estudei e trabalhei, e acabei por ficar por lá cinco anos. A minha vida profissional era partilhada pela docência e pelo desenvolvimento da minha investigação e trabalho artístico (e por consequência concursos, bienais e exposições).
Regresso a Portugal e começo a dar aulas e a criar peças personalizados num atelier: foi aí que conheci uma noiva, que acabei por ajudar, ao criar detalhes que ela idealizava e não tinha conseguido encontrar.
Esta experiência despertou algo em mim. A alegria dela foi contagiante, e desafio tinha sido estimulante. Como gosto de desafios e de fazer coisas sempre diferentes (a monotonia desconcerta-me!), a ideia foi amadurecendo e ganhando forma e, assim, “nasceu” A PAJARITA.
Há quanto tempo trabalha nesta área? E porquê este universo dos casamentos?
Desde Dezembro de 2014.
O universo dos casamentos, tal como eu o encaro, é estimulante, cheio de desafio e aventuras. Não é estático nem monótono. É algo contagiante e que me faz levantar de manhã cheia de energia e de vontade de trabalhar.
Como define o seu trabalho e como construiu essa assinatura?
É um trabalho feito de raiz, a medida de cada casal e tem como base a partilha. Tudo é pensado e desenhado com base no que os noivos partilham comigo: os seus gostos, expectativas, histórias, interesses, viagens…
Esse estilo faz parte do ADN da marca ou é um conceito que escolheu para explorar e trabalhar este ano? Porquê?
É, sem dúvida, o ADN. O fascinante é começar do zero. O caminho estimulante do processo ao produto final. Se deixar de existir, A PAJARITA não tem fundamento, não tem razão para existir.
As tendências da estação… são um assunto de trabalho ou apenas fait divers?
É sempre importante conhecer e debater as tendências, mas não serão um caminho a seguir se não se enquadram com a personalidade dos noivos dessa estação.
Ter o controle das decisões é importante? Tem uma perspectiva perfeccionista e específica sobre o resultado e a forma como quer que o seu trabalho seja consumido ou é o prazer de discutir ideias, de criar, que lhe interessa mais na relação com cada projecto, cada cliente?
Tenho de controlar a qualidade da execução, sou perfecionista, cada detalhe conta. Os materias são fundamentais e gosto de ter o controlo dos materiais usados e a sua qualidade. O processo criativo em si é muito orgânico, e parte sempre das conversas que tenho com cada casal. É delas que vou extrair os pormenores, as subtilezas em que me vou basear para criar os protótipos que lhes irei apresentar posteriormente.
Existem fórmulas vencedoras que aplica, ou cada convite, produto ou serviço é pensado totalmente de raiz?
Fórmulas vencedoras? Eu acredito que cada casal é uma fórmula. Se pensarmos nas pessoas, não há duas iguais. Quando conheço um casal, conheço duas pessoas diferentes e é a soma deles que eu tenho de calcular para lhes puder apresentar uma fórmula que respeite quem são juntos. É nessa comunhão que nasce a fórmula que retrata o casal. Se não há duas pessoas iguais, não há duas somas iguais, logo não há duas fórmulas iguais.
Onde busca inspiração para cada nova temporada de trabalho?
Para além de me inspirar na singularidade e personalidade de cada casal, busco-a nas exposições, nos filmes, na moda…
Quando precisa de fazer reset, para onde olha, o que faz?
Faço coisas simples, mergulhos nos livros, foco-me na minha família, perco-me nas risadas do Vasquinho e na tranquilidade do bebé Gustavo (os meus sobrinhos e afilhados), vou ouvir o mar, desenho casas (uma forma simplista de descrever o meu trabalho artístico).
Qual é a importância do convite de casamento (e respectivo conjunto de estacionário), na grande lista de itens e tarefas?
Normalmente é encarada como uma tarefa secundária, a meu ver, erradamente. É a primeira impressão do dia que estamos a preparar. O convite é a imagem do nosso dia, logo, a nossa. Daí trabalhamos para que o feedback do convidado seja sempre: “o convite é mesmo a tua/vossa cara”.
Qual é o seu processo de trabalho, como acontece a ligação ao cliente?
Primeiro é necessário perceber se sou o fornecedor ideal. Se for, preciso de conversar com eles, perceber quem são, o que perspetivam. Seja pessoalmente, por videoconferência ou por email, quanto mais informações me derem, mais matéria prima tenho. Mostro exemplos, acabamentos, papéis para ir percebendo as preferências. As conversas costumam ser amenas e muito interessantes. Posteriormente, apresento-lhes um protótipo. Ele sofre o processo necessário de forma a responder às expectativas, e só depois passa para a produção.
Qual é a melhor parte de criar convites de casamento, ser o primeiro capítulo visível da história que leva ao grande dia? E o mais desafiante e difícil?
O melhor é não termos limites nem condicionantes estabelecidos pelo trabalho já desenvolvido e conhecermos pessoas novas. O que se torna desafiante, é o facto de se começar do zero, encontrar a imagem do casal sem usar recursos evidentes. O difícil, que é diferente de desafiante, a meu ver, é não ficar empolgado com os projetos e dizer aos noivos que a A PAJARITA não é o seu fornecedor ideal (acontece quando procuram convites padronizados).
Escolha o convite de que mais gosta no vosso portefólio, e conte-nos porquê:
É difícil escolher, mas os que mais me empolgam são os convites com intervenção manual, sem dúvida! O facto de cada um ser inevitavelmente diferente do outro, esse cunho pessoal e irrepetível desperta aquele brilhinho no meu olhar.
Os contactos detalhados de A Pajarita, estão na sua ficha de fornecedor. Espreitem a galeria, feita de imagens bonitas, e contactem a Alexandra directamente através do formulário: é só preencher com os vossos dados e mensagem, e na volta do correio, terão uma resposta simpática.
Acompanhem estas nossas conversas longas com fornecedores seleccionados Simplesmente Branco, sempre à quarta-feira!
Bolo dos noivos, sapatos de noiva e um belo bouquet: um trio perfeito!
O trio de sapatos de noiva, bolo dos noivos e bouquet de noiva de hoje começou com estes belos sapatos de noiva azuis de camurça, que encontrei na H&M. Têm um salto médio, um tom azul tempestade (o mais bonito!), que funciona como um neutro, e um preço muito razoável, sendo de camurça por fora e pele por dentro, sinónimos de qualidade e durabilidade.
Por todos estes motivos, estes bonitos sapatos de noiva entram directamente para a categoria de “smart saving”: têm uma excelente relação custo/qualidade, são muito elegantes e, como têm um tom neutro e um design intemporal, poderão ser usados em muitas ocasiões e por muito tempo. Enquanto estiverem com óptimo ar, estarão “on trend”.
Mantendo a ideia de “something blue” como fio condutor muito subtil, fui à procura de um bolo dos noivos que fizesse um magnífico par. Encontrei esta delícia, de criação nacional: três andares de brancura envoltos em folhagem de bosque. Borboletas, ramos e folhinhas, flores delicadas e um toque de ouro, rico.
Fechamos o trio com um bouquet de noiva de ar rústico e tons de outono: azul, coral, amarelo torrado, vermelho rubi e muita folhagem mate. O toque das fitas de seda tingidas ao tom, completa a combinação e acrescenta textura.
Ligeiramente melancólico, mas tão elegante, não vos parece?
De cima para baixo, bolo dos noivos com três andares, decorado com folhas e flores de açúcar, de T Bakes, via Style me Pretty; sapatos de noiva azuis de camurça, da H&M, por 49,99 euros; bouquet de noiva rústico, em tons de outono, de Petals by the Shore, via Junebug Weddings.
Para acompanhar estes nossos trios perfeitos que publicamos todos os domingos, basta que sigam as nossas etiquetas (a partir da homepage) ou aqui no topo do artigo: sapatos e sunday shoes; cake! e bolo; bouquet e um belo bouquet.
Bom domingo!
Casamento romântico na Pousada de Amares: Carolina + Ricardo
Fechamos esta semana invernosa com um glorioso e muito romântico casamento na Pousada de Amares.
É a festa da Carolina+ Ricardo, cheia de detalhes bonitos e que nos deixam de coração quentinho.
Com eles, estiveram a dupla Um dia de sonho, que fotografou e filmou, a Jenny Makeup Land, que maquilhou a noiva, a equipa Por Magia, que tratou da decoração floral e do bonito bouquet e o livro das mensagens é da Sílvia Pontes. Uma equipa de luxo ao serviço deste casal de ideias arrumadas e visão clara. Festas que incluem o patudo lá de casa são ainda mais doces!
Bom fim-de-semana!
Quando a resposta foi “sim!”, como é que imaginaram o vosso dia?
O “sim” foi um momento muito emotivo e especial, todo ele num ambiente romântico e planeado ao pormenor pelo Ricardo e a sua “groom team” (e sim, exigiu trabalho de equipa!). Desde então que estava criada a expectativa de um dia mágico, em que fosse possível contagiar toda a nossa família e amigos com a alegria e felicidade que sentimos.
Sentiam-se preparados ou foi um caminho com muitos nervos?
Este dia foi o culminar de uma história com 8 anos, numa fase da vida de grande transformação, em que mudámos e crescemos lado a lado. Cada passo deste crescimento veio com naturalidade e sempre com a certeza de querermos passar o resto das nossas vidas juntos. Podemos dizer, por isso (se excluirmos, claro, os “nervos de noiva” de quando em quando), que sempre nos sentimos preparados.
Em que momento da organização do casamento é que sentiram, «é mesmo isto»?
Nós temos uma relação que se complementa na perfeição. O Ricardo é uma fonte infindável de ideias, inspirações, planos… Eu sou mais pragmática e objectiva, para selecionar as ideias que vão funcionar melhor. Sempre que nos debruçávamos sobre algum aspecto da organização do casamento, concluíamos este nosso brainstorming com um convicto “é mesmo isto”! Às vezes ao fim de cinco minutos, às vezes ao fim de duas horas…
O resultado é fiel às ideias iniciais ou muito diferente? Contaram com alguma ajuda?
Explorar o mundo em conjunto foi algo que sempre nos uniu e definiu como casal. De todas essas viagens vieram histórias e momentos únicos, que queríamos que fossem o tema do nosso dia. Para além disto, idealizávamos um dia relaxado em que todos (incluindo os noivos…!) se pudessem divertir. Para concretizar tudo isto contámos com a ajuda dos Por Magia. A Andreia e o Bruno foram excepcionais, sempre com óptimas sugestões e com uma disponibilidade e profissionalismo incríveis. E o resultado final não só foi ao encontro ao que queríamos, como excedeu todas as nossas expectativas.
O que era fundamental para vocês? E sem importância?
Do nosso ponto de vista, o casamento é uma celebração, uma festa, em que assumimos perante as pessoas que mais gostamos que queremos começar uma família e uma vida em conjunto. Por isso, era fundamental para nós conseguir trasmitir e partilhar todo esse amor e felicidade com os nossos convidados. Por outro lado, queríamos conseguir aproveitá-lo ao máximo, sem nos aborrecermos se eventualmente não corresse tudo como planeado. Assim, mentalizámo-nos que não iríamos dar importância se surgissem precalços ao longo do “nosso dia perfeito”.
O que foi mais fácil? E o que foi mais difícil?
A escolha do espaço (a Pousada Mosteiro de Amares é um cenário de conto de fadas!), bem como de todos os nossos fornecedores (wedding planners, fotografia e vídeo, DJ, vestido, coro…) foi muito rápida e intuitiva. Desde o primeiro encontro que criámos com todos eles uma ligação e empatia que nos deram a certeza que seriam a escolha certa. O mais difícil foi, sem dúvida, a incógnita da previsão do tempo. Decidimos arriscar e optar por um jantar ao ar livre; afinal de contas o casamento era em Junho. No entanto, confessamos que a partir do momento em que faltavam duas semanas para o dia, íamos todas as manhãs ver a previsão metereológica. E não é que, uma semana antes, estava prevista trovoada…?! Quando finalmente já tínhamos feito paz com esse assunto, eis que magicamente tudo se altera para um dia de sol e calor tórrido. E assim foi…
Qual foi o pico sentimental do vosso dia?
Somos ambos católicos praticantes e, por isso, a cerimónia foi toda ela muito emotiva, celebrada pelo padre que conhece o Ricardo desde pequeno. Também convidámos algumas pessoas que nos são particularmente próximas a discursar durante o jantar. E estes momentos criaram um segundo pico profundamente sentimental e inesquecível.
E o pico de diversão?
Todo o dia foi extremamente divertido, com o pico na pista de dança. Tudo começou na primeira dança, em que, no meio de tanta descontração (e com alguma culpa da cauda do vestido da noiva…), nada correu como planeado. Mas o Ricardo foi, sem sombra de dúvida, capaz de fazer um figuraço no meio de toda a sua improvisação! Também tínhamos máscaras à disposição dos convidados, que criaram momentos inesquecíveis e fotografias fantásticas.
Um pormenor especial…
Dificilmente poderá ser considerado um pormenor, mas a presença do nosso cão, o Kaiser, foi muito especial e imprescindível. O Kaiser está connosco desde os dois mesinhos, quando o fomos buscar ao canil do Porto, e desde então que é um elemento central nas nossas vidas. A sua presença no nosso casamento era indispensável, e a alegria que ele expressou durante o dia mostrou que também ele ficou muito feliz por participar!
Agora que já aconteceu, mudavam alguma coisa?
Para nós, tudo foi perfeito. Mas se fôssemos obrigados a mudar alguma coisa, talvez pedíssemos a São Pedro que baixasse a temperatura em dois ou três graus durante a tarde…
Algumas words of advice para as próximas noivas…
Imagino que todas as noivas saibam que o dia de casamento é algo maravilhoso. Mas a verdade é que tudo começa no planeamento. Toda a fase de preparação é mágica e extremamente romântica e, por isso, aconselhamos que façam tudo isso em conjunto, como casal. Tentem sempre ir de encontro ao que ambos esperam desse dia, sem se deixarem incomodar quando houver choque de ideias (e acreditem, vai haver!!). E, quando chegar o dia, aproveitem ao máximo, divirtam-se, deixem-se ir… sem querer controlar todos os detalhes. Achamos que esse é o segredo para um dia de sonho.
Os fornecedores envolvidos:
convites e materiais gráficos: Linhas Coloridas;
local e catering: Pousada Mosteiro de Amares, Santa Maria do Bouro;
bolo: Cupcake, de Francisca Neves;
fato do noivo e acessórios: fato da Crialme, botões de punho da Nortejóias;
vestido de noiva e sapatos: vestido e acessórios da estilista Ana Resende, sapatos da Haity;
maquilhagem e cabelos: Jenny MakeUp Land;
bouquet da noiva e decoração: Por Magia;
fotografia e vídeo: Um Dia de Sonho;
luzes, som e Dj: DJ Miguel Vaz (MvMusic).

































































































































































