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Susana Pinto

À conversa com: Matilde Alçada – fotógrafa de casamento

Hoje conversamos pausadamente, mesmo como eu gosto, com a doce Matilde Alçada, fotógrafa de casamento.

E que bela conversa esta! A Matilde conta-nos com detalhe o seu percurso até à fotografia de casamento, que é bem variado e interessante, feito de memórias puramente lisboetas. Tem sempre graça perceber que, em alguns momentos, passámos por e frequentámos os mesmos lugares.

Para além de uma simpatia doce e contagiante, traços de personalidade importantes neste assunto de casar, a Matilde é muito intuitiva e isso é um valioso talento: sabe o que escolher, o que captar, o que fica e o que não é importante.

Deixem-se ficar connosco, para a conhecer melhor: vão gostar, obviamente!

 

A melhor parte, aprendi com uma grande amiga advogada, é só trabalhar com momentos felizes. Não temos noção de como somos privilegiados. Fazemos parte dos melhores momentos de vida de cada cliente. Quando se comprometem, quando se prometem e quando se constroem.

 

Conta-nos um pouco da tua viagem profissional até aqui, à fotografia de casamento.

Licenciei-me Design Gráfico e fiz uma pós graduação em Fotografia. Comecei a trabalhar numa multinacional à qual fui literalmente bater à porta. Admito, há um lado sociável que me ajuda bastante nesta profissão. Sou de meter conversa, de deixar as pessoas à vontade, de ultrapassar cerimónias, sempre com um sorriso na cara.

A pós-graduação em horário pós-laboral tornou-se o meu momento feliz do dia. Portanto, não me identifiquei nada com o mundo da publicidade, dos padrões pré-estabelecidos e institucionais, com os horários tardios e a mesma rotina todos os dias. Lembro-me bem que o que mais me fascinava era quando os fotógrafos iam entregar trabalho. Fazia questão de estar presente e de folhear todas as provas.

A fotografia esteve sempre presente na minha vida. Nos Verões em que já podia andar sozinha, tirava cursos de desenho e de fotografia no Ar.Co. Adorava apanhar o eléctrico 28 (a minha tese de final de curso foi sobre o percurso este eléctrico), levando comigo a minha primeira Pentax analógica. Os meus dias eram calmos e inspiradoramente preenchidos! Que saudades…

A fotografia para mim sempre foi um escape para me encontrar comigo própria. Com o meu mundo. Com o meu sossego. Com a minha visão. Com as pessoas. Mas nunca pensei em fazer disto profissão!

Nasci e vivi até aos meus 24 anos na rua de São Paulo. A actual zona da moda, dos cafés giros, das galerias, do Mercado da Ribeira, dos turistas, dos prédios bem arranjados – não, não era nada assim. Tenho (também) as melhores memórias dos prédios antigos, das senhoras à janela, da gente do bairro, das ruas sinuosas, das andorinhas a chegarem ao final do dia, das roncas dos barcos e de ninguém lá andar, a não ser os de lá. Os que falavam alto. Os que tinham os cães tão velhos quantos eles. Os que me diziam bom dia todos os dias. São as pessoas na sua essência que me inspiram.

Após um percurso pela Representação (desde pequena que vou fazendo alguns castings e anúncios também) abrandei com a minha primeira gravidez. Comecei então a absorver muitos sites de fotógrafos, imagens e blogs bonitos que começaram a fazer parte da minha leitura matinal. O simplesmente branco tornou-se numa referência e num ponto de encontro de vários fornecedores a fazerem coisas bonitas. Juntava designers, fotógrafos, espaços, arranjos, decoração, tudo aquilo que eu gostava num só portal. Assim conheci o trabalho da Catarina Zimbarra.

Fizemos uma sessão de família e ela rapidamente percebeu o meu fascínio pela fotografia. Chamou-me para começar à experiência em casamentos. O maior elogio que pude receber foi que tinha a intuição – um dado singular e inexplicável para vingarmos nesta profissão na minha opinião – a técnica viria depois! E assim foi. Depressa comecei a perceber o encanto dos detalhes, das emoções à flor da pele, do instante único, da concentração exigida, e claro, desse dom que desconhecia ter apurado – a intuição.

 

Há quanto tempo fotografas? E porquê casamentos?

Em 2012 criei então o meu projecto de Fotografia de Família e Casamentos, quando comecei a ter os primeiros amigos e conhecidos a saberem que estava para aqui virada. Rapidamente fiquei com um grupo de pessoas que ainda hoje faz parte dos meus melhores clientes.

Paralelamente vou fotografando outras áreas de que também gosto bastante, fotografia de interiores (Catherine Cabral Interiores) e de comida (Grupo Olivier), mas é realmente com esta intuição de captar as reações das pessoas, que me divirto. É preciso senti-las. Somos todos diferentes. Agimos de determinadas maneiras, individualmente e enquanto casal. E, ter a máquina e o olhar prontos quando um momento singular vai acontecer, é mágico! Fotografar instantes reais é o momento em que me sinto em paz com a vida, como se o tempo e o mundo congelassem para nos mostrarem a razão pela qual aqui estamos todos – pelo amor, seja qual for a sua cor, forma, dimensão e transmissão.

 

Nestes tempos globais, em que as imagens circulam a uma velocidade vertiginosa e todos temos acesso a tudo, a qualquer hora, onde vais buscar inspiração?

Absorvo muitos sites e blogs internacionais. Não vejo televisão. Só séries de vez em quando e tendencialmente as que contenham uma fotografia singular. Por isso, tudo o que sejam revistas boas, papeis bonitos, imagens novas, cores e canetas para ir sublinhando e marcando tudo e mais alguma coisa, fazem parte da minha rotina, sempre ao som de boa (e muito variada) música.

 

Matilde Alçada - fotografia de casamento

 

Matilde Alçada - fotografia de casamento

 

Matilde Alçada - fotografia de casamento

 

Como construíste essa tua assinatura, como te defines?

A construção foi gradual. Trabalho essencialmente com luz natural, com a qual me identifico mais e sobretudo tento não inventar muito! As fotografias devem ser intemporais, durar entre gerações. Se nos pusermos a utilizar filtros vintage provavelmente daqui a 5 anos estas imagens perdem carisma. Enquanto que, se trabalharmos com a luz natural, as cores reais, os contrastes certos são as fotografias que ficam. Orgulho-me de já me conhecerem pelas minhas cores. Serve portanto com isto a prova de que todas as horas em edições compensam! E são muitas, para que cada imagem saia perfeita.

As minhas imagens também não são encenadas, são naturais, espontâneas, desmistificando a pose e entendendo a sintonia do casal. Se eu conseguir pôr os noivos a dançar na primeira sessão, melhor ainda. Sei que terão ataques de riso, serão eles próprios, descontraídos e com os movimentos que lhes são inerentes.

 

Achas que o ponto de vista feminino, os detalhes que escolhes fotografar e como o fazes, a narrativa que constróis, é diferente das escolhas que vês num trabalho de um profissional masculino? 

Não acho especificamente que seja por ser mulher. Ou se tem, ou não se tem um olhar e uma sensibilidade própria. Sigo vários fotógrafos masculinos com uma grande capacidade de ir ao detalhe, de sentir as coisas bonitas, de ver o mundo com um olhar diferente. A nossa maior dificuldade, enquanto mulher ou homem, nesta área, são todos aqueles que chegam com uma máquina, sem essa capacidade de ver o mundo de uma forma diferente. Sem a formação, sem a intuição e sem a preocupação de educar o cliente a apreciar as coisas bonitas e estruturadas.

 

Quando precisas de fazer reset, para onde olhas, o que fazes?

É difícil. Tendencialmente, cair em rotinas é rápido, quando temos uma casa cheia ainda mais. Há horários para tudo. Todos precisam de mim (e eu deles). O que acabo muitas vezes por perder é esse tempo essencial para fazer um reset. Comecei devagarinho, voltei às aulas de piano. Andar mais a pé. Voltar a apanhar o eléctrico. Ir conhecer os sítios novos desta cidade antiga. Estar mais com aqueles que me são queridos, que me fazem rir e também a mim, desconstruir.

 

Matilde Alçada - fotografia de casamento

 

Matilde Alçada - fotografia de casamento

 

Matilde Alçada - fotografia de casamento

 

Qual é o teu processo de trabalho, como acontece a ligação com os teus clientes?

O primeiro contacto é feito on-line, através de email. A partir daí é importante perceber se todos estamos na mesma linha. Se sim, então agendo uma reunião via skype ou presencial. A empatia e o respeito pelo nosso trabalho é fundamental para que todo o processo seja ágil, feliz e produtivo.

 

Casamentos grandes ou pequeninos, nacionais ou estrangeiros, cerimónias emotivas, festas de arromba – qual é o tipo de festa que mais gostas de fotografar?

Ao fim de 5 anos a fazer um bocadinho de tudo, acho que já tenho créditos para começar a escolher o que quero fazer. E esse momento começa a surgir. Mas só tendo experimentado um bocadinho de todos é que posso ter essa opção.

Casamentos pequeninos – a ligação aos noivos é totalmente diferente. Pessoal, detalhada, ao encontro das necessidades deles. Pessoalmente acho triste ver os noivos a conhecerem convidados no próprio dia. Não faz sentido!

Tenho a opinião que deveriam estar presentes aqueles que fizeram parte da história da relação. Os familiares e amigos mais especiais, que façam os noivos serem eles próprios, sem cerimónias nem protocolos. Neste ponto, os estrangeiros celebram melhor.

Casamentos nacionais e estrangeiros – Essencialmente, casais que me procurem pela minha linguagem. Que se identifiquem com as minhas imagens, com a minha abordagem. Tendencialmente os estrangeiros são melhores nesse respeito por aquilo que somos, pelo que apresentamos, sem perguntarem no primeiro segundo qual o orçamento e até a que último minuto estaremos em reportagem. Confiam mais na qualidade do nosso serviço.

Festas emotivas – é comum emocionar-me também. Acabar o dia com um abraço sentido. E ficar com ligações para a vida.

 

Qual é a melhor parte de ser um fotógrafo de casamento? E o mais desafiante e difícil? 

A melhor parte, aprendi com uma grande amiga advogada, é só trabalhar com momentos felizes. Não temos noção de como somos privilegiados. Fazemos parte dos melhores momentos de vida de cada cliente. Quando se comprometem, quando se prometem e quando se constroem.

O mais desafiante e difícil foi o que falei anteriormente. Um mercado saturado de coisas muito boas e de coisas muito más. Educar o cliente é o desafio mais difícil.

Quando temos de gerir todas as áreas sozinhos, comunicação, contabilidade, emails, redes sociais, workflow, edição, álbuns – também é um desafio. A falta de tempo de qualidade é constante. O facto de querer ser cada vez mais selectiva com os clientes passa por aqui.

 

 

Escolhe uma imagem favorita do teu portfólio e conta-nos porquê:

 

Matilde Alçada - fotógrafa de casamento

 

Esta imagem é do último casamento desta temporada, na Quinta de Sant’Ana. As vinhas foram o cenário idílico para uma cerimónia íntima entre um casal português/ inglês, valorizando o que temos de melhor – a nossa luz!

Fez-se a festa, celebrando de forma muito emotiva o essencial de um casamento – o amor. Esta é uma grande questão, como noivos não se percam com outras questões menos relevantes, impessoais, sociais e dispersas. Este é a vossa – e só vossa celebração. Não tenham receios! Se implicar irem de sapatos de cinderela – vão. Se implicar irem descalços – força! Sejam sempre vocês próprios. O que interessa é que este compromisso contenha todo o vosso amor.

Esta imagem, emocionalmente para mim, significa também um fecho de uma época feliz e de uma passagem, ainda mais estruturada, para o próximo ano.

 

 

Os contactos detalhados Matilde Alçada estão na sua ficha de fornecedor. Espreitem a galeria, vejam as imagens bonitas e contactem-no directamente através do formulário: é só preencher com os vossos dados e mensagem, e na volta do correio, terão uma resposta simpática.

 

Acompanhem estas nossas conversas longas com fornecedores seleccionados Simplesmente Branco, sempre à quarta-feira!

 

Susana Pinto

Um casamento no Alentejo: Maria + Tiago

Esta semana damos um pulinho a sul, para festejar o casamento no alentejo da Maria + Tiago, celebrado à luz dourada da planície e com um vibe bem moderno.

O trabalho bonito ficou a cargo da dupla  de fotógrafos D10PHOTO, o video é da Live Wedding Vídeo, e animada pista de dança, por conta da Jukebox, um belo trio de fornecedores seleccionados Simplesmente Branco.

Bem vindo, Dezembro, e bom fim-de-semana!

 

Casamento no Alentejo - D10Photo - fotografia de casamento

 

Casamento no Alentejo - D10Photo - fotografia de casamento

 

Casamento no Alentejo - D10Photo - fotografia de casamento

 

Casamento no Alentejo - D10Photo - fotografia de casamento

 

Quando a resposta foi “sim!”, como é que imaginaram o vosso dia?

Uma festa requintada e elegante, com poucas pessoas, a família e os amigos mais importantes, mas divertida.

A escolha do espaço refletiu o conceito que pretendíamos.

 

Sentiam-se preparados ou foi um caminho com muitos nervos?

Eu senti-me sempre tranquila. Com excepção da escolha do vestido, também muito devido ao facto de estar sob pressão pois estava, nessa altura, a preparar-me para a minha oral de agregação.

O Tiago teve dúvidas, e andou muitas vezes tenso e saturado.

 

Casamento no Alentejo - D10Photo - fotografia de casamento

 

Casamento no Alentejo - D10Photo - fotografia de casamento

 

Casamento no Alentejo - D10Photo - fotografia de casamento

 

 

Em que momento da organização do casamento é que sentiram, «é mesmo isto»?

Relativamente ao casamento em si, acho que nunca sentimos isso. Foi um caminho percorrido com alguma tensão mas naturalidade.

Relativamente à organização do evento, cremos que foi no dia em que escolhemos o espaço. E depois com o resultado final.

 

O resultado é fiel às ideias iniciais ou muito diferente? Contaram com alguma ajuda?

Totalmente fiel ao idealizado. TIvemos ajuda, sim. Suporte familiar, ajuda das amigas mais próximas, colaboração do próprio hotel onde celebrámos o evento. E ajuda por parte de todas as empresas com quem trabalhámos, principalmente com a Festa Aluga.

 

Casamento no Alentejo - D10Photo - fotografia de casamento

 

Casamento no Alentejo - D10Photo - fotografia de casamento

 

 

Casamento no Alentejo - D10Photo - fotografia de casamento

 

Casamento no Alentejo - D10Photo - fotografia de casamento

 

O que era fundamental para vocês? E sem importância?

Fundamental: que fosse um dia agradável, divertido e feliz para todos, tanto para nós como para os convidados.

Sem importância: num casamento não há qualquer detalhe que não mereça importância.

 

O que foi mais fácil? E o que foi mais difícil?

Mais fácil: concordarmos com as ideias um do outro, e apoiarmo-nos sempre.

Mais difícil: para mim, a escolha do vestido. Gerir o estado de saturação do Tiago.

Para o Tiago, gerir as opiniões de terceiros.

 

Casamento no Alentejo - D10Photo - fotografia de casamento

 

Casamento no Alentejo - D10Photo - fotografia de casamento

 

Casamento no Alentejo - D10Photo - fotografia de casamento

 

Casamento no Alentejo - D10Photo - fotografia de casamento

 

Casamento no Alentejo - D10Photo - fotografia de casamento

 

Qual foi o pico sentimental do vosso dia?

O momento dos discursos.

 

E o pico de diversão?

A noite na festa, sentimos que deixámos de estar preocupados.

 

Casamento no Alentejo - D10Photo - fotografia de casamento

 

Casamento no Alentejo - D10Photo - fotografia de casamento

 

Casamento no Alentejo - D10Photo - fotografia de casamento

 

 

Casamento no Alentejo - D10Photo - fotografia de casamento

 

Casamento no Alentejo - D10Photo - fotografia de casamento

 

Casamento no Alentejo - D10Photo - fotografia de casamento

 

Casamento no Alentejo - D10Photo - fotografia de casamento

 

Casamento no Alentejo - D10Photo - fotografia de casamento

 

Um pormenor especial…

A alegria e a felicidade estampada no rosto dos nossos convidados, refletida nas fotografias e no vídeo que resultaram no final.

 

Agora que já aconteceu, mudavam alguma coisa?

Não, nada.

 

Casamento no Alentejo - D10Photo - fotografia de casamento

 

Casamento no Alentejo - D10Photo - fotografia de casamento

 

Casamento no Alentejo - D10Photo - fotografia de casamento

 

Casamento no Alentejo - D10Photo - fotografia de casamento

 

Casamento no Alentejo - D10Photo - fotografia de casamento

 

Casamento no Alentejo - D10Photo - fotografia de casamento

 

Algumas words of advice para as próximas noivas…

Escolham as coisas com antecedência, pois todos os pormenores são importantes e cada escolha leva o seu tempo.

A escolha do espaço é um momento importante pois reflete aquilo que os noivos pretendem transmitir.

Há pormenores que idealizamos mas que são impraticáveis. Às vezes a mudança pode levar a agradáveis surpresas.

Peçam ajuda e conselhos a profissionais.

Não se deixem levar pelas ideias de familiares ou amigos, porque no fundo o dia é vosso.

 

Casamento no Alentejo - D10Photo - fotografia de casamento

 

Casamento no Alentejo - D10Photo - fotografia de casamento

 

Casamento no Alentejo - D10Photo - fotografia de casamento

 

Casamento no Alentejo - D10Photo - fotografia de casamento

 

Casamento no Alentejo - D10Photo - fotografia de casamento

 

Casamento no Alentejo - D10Photo - fotografia de casamento

 

 

Os fornecedores envolvidos:

 

local e catering: L’AND Vineyards;

fato do noivo e acessórios: Hugo Boss;

vestido de noiva e sapatos: MOD – My Own Dress;

maquilhagem: Andreia de Almeida MUA;

cabelos: Tânia de Sousa Hairstylist;

decoração: Festa Aluga;

fotografia: D10PHOTO;

vídeo: Live Wedding Vídeo;

luzes, som e Dj: Jukebox.

 

Susana Pinto

À conversa com: Miguel RIbeiro Fernandes – fotógrafo de casamento

Ainda a meio das mudanças do novíssimo The Destination, sentámo-nos à conversa com o Miguel Ribeiro Fernandes, fotógrafo de casamento seleccionado no directório exigente do Simplesmente Branco.

Falámos sobre o seu caminho pela fotografia, sobre as influências e o que lhe interessa e o que lhe custa, numa conversa com detalhes e revelações interessantes: do preconceito com a fotografia de casamento até à satisfação que esta profissão lhe dá nos dias de hoje.

Quando percebemos como alguém vê o seu trabalho, como o verbaliza, ganhamos nós um novo ponto de vista mais interessado e sabedor sobre o resultado. Isso é incrivelmente valioso e sempre interessante, não acham?

 

Há realmente uma diferença, até no género de casamentos. Nós continuamos a ser mais tradicionais, nas roupas, cerimónias e na organização. Mas gosto de Portugal e dos portugueses, é tão bom correr o país de norte a sul, conhecer gente nova, criar novos laços. Acho que o nível de intimidade que crio com os noivos portugueses acaba por ser sempre superior, eu dou valor a isso.

 

 

Conta-nos um pouco da tua viagem profissional até aqui, à fotografia de casamento.

Comecei a fotografar para jornais e revistas, como fotojornalistas. A seguir, fui fazendo algumas reportagens em nome próprio, depois para empresas e apenas em 2013 comecei a fotografar casamentos. Fui convidado por um amigo para o ajudar em alguns casamentos, só aí venci o estigma do fotógrafo de casamento.

 

Há quanto tempo fotografas? E porquê casamentos?

Fotografo desde que me lembro. O presente mais precioso que o meu pai me ofereceu foi uma máquina fotográfica. Cresci a ver as suas imagens da guerra colonial, onde foi fotógrafo, e as férias eram passadas a fotografar. Quando acabei o secundário, tinha de dar um rumo à minha vida, queria fazer uma pausa nos estudos, mas o meu pai convenceu-me a ir estudar fotografia, para o Ar.Co e Cenjor. Assim foi em 1998, sendo que em 1999 já estava a estagiar na Agência Lusa, seguindo depois uma carreira de fotojornalista. Tinha realmente um preconceito em relação à fotografia de casamentos, que eram só aquelas fotos muito básicas dos convidados. Mas felizmente estava enganado.

Quando em 2013 o Pedro Vilela me convida a ser o seu segundo fotógrafo, apercebo-me da liberdade criativa da fotografia de casamentos. E que as pessoas valorizam o nosso trabalho de uma forma rara. Achei fantástico!

 

Nestes tempos globais, em que as imagens circulam a uma velocidade vertiginosa e todos temos acesso a tudo, a qualquer hora, onde vais buscar inspiração?

À música, cinema (menos do que gostava, o tempo não estica), alguma pintura (muito menos ainda do que gostava) e ainda à fotografia. Na minha educação fotográfica, estudei história de arte e fotográfica, ao longo dos anos fui continuando a seguir outros fotógrafos, através de reportagens e livros, mais recentemente conheci um mundo novo da fotografia de casamento. Aí, confesso que tento perceber mais a que clichés devo fugir, embora também acabe por os fazer, claro…

 

Miguel Ribeiro Fernandes - fotografia de casamento

 

Miguel Ribeiro Fernandes - fotografia de casamento

 

Miguel Ribeiro Fernandes - fotografia de casamento

 

Como construíste a tua assinatura, como a defines?

Como estava a dizer, tento fugir a clichés, sou um fotógrafo documental, que olha para todos os sujeitos da mesma forma, tendo em conta as suas circunstâncias e contexto. Gosto de fotografar emoções, gosto de me focar nos momentos e detalhes que constroem uma narrativa. Para mim não há um casamento igual.

 

Quando precisas de fazer reset, para onde olhas, o que fazes?

Estou a precisar de um agora! Olho para a minha família, para os meus animais, para mim. Acredito que só estamos bem com os outros se estivermos bem connosco. É importante saber parar, fazer um balanço do que está bem e o que precisamos de mudar.

 

De Lisboa para o mundo, ou Portugal de lés a lés: fotografar estrangeiros é diferente de fotografar casamentos nacionais?

Ambos, decididamente ambos. Há realmente uma diferença, até no género de casamentos. Nós continuamos a ser mais tradicionais, nas roupas, cerimónias e na organização. Mas gosto de Portugal e dos portugueses, é tão bom correr o país de norte a sul, conhecer gente nova, criar novos laços. Acho que o nível de intimidade que crio com os noivos portugueses acaba por ser sempre superior, eu dou valor a isso.

 

Miguel Ribeiro Fernandes - fotografia de casamento

 

Miguel Ribeiro Fernandes - fotografia de casamento\

 

Miguel Ribeiro Fernandes - fotografia de casamento

 

Qual é o teu processo de trabalho, como acontece a ligação com os teus clientes?

Normalmente temos uma reunião após o primeiro contato, mesmo que por vídeo, é importante existir empatia. Depois seguimos, ou não, para uma sessão pré-casamento, que ajuda a criar a tal intimidade, a olharem para mim como mais um na festa. Gosto de passar o mais despercebido possível no dia. E muitas vezes ficam laços de amizade sincera, que perduram.

 

Casamentos grandes ou pequeninos, nacionais ou estrangeiros, cerimónias emotivas, festas de arromba – qual é o tipo de festa que mais gostas de fotografar?

Festas intimistas, que não têm de ser pequenas, nacionais ou estrangeiras e muito emotivas! Gosto de festas relaxadas onde posso andar totalmente focado no meu trabalho, com pessoas que confiam em mim.

 

Qual é a melhor parte de ser um fotógrafo de casamento? E o mais desafiante e difícil?

A liberdade criativa que referi anteriormente, estou ali com a minha visão a dar tudo por tudo, sabendo que o resultado é o que vai criar memória para aquela nova família. Isso é fantástico. O mais desafiante talvez seja não cair no cliché, na receita para cada situação, no fazer algo que faz sentido fotograficamente, sem pensar no que se espera ou que sabemos resultar facilmente. Difícil, o número de horas. A minha média deve ser, no mínimo, 14 horas de trabalho no dia do casamento. É demasiado.

 

Escolhe uma imagem favorita do teu portfolio e conta-nos porquê:

 

Miguel Ribeiro Fernandes - fotógrafo de casamento

 

Uma das minhas imagens preferidas de 2017, a Eliana no momento de colocação do véu. Para mim trata-se de uma fotografia com sentimento, onde a luz, o enquadramento e os sujeitos tornam a emoção quase palpável. É isso que eu gosto.

 

Os contactos detalhados do Miguel Ribeiro Fernandes estão na sua ficha de fornecedor. Espreitem a galeria, vejam as imagens bonitas e contactem-no directamente através do formulário: é só preencher com os vossos dados e mensagem, e na volta do correio, terão uma resposta simpática.

 

Acompanhem estas nossas conversas longas com fornecedores seleccionados Simplesmente Branco, sempre à quarta-feira!

 

Susana Pinto

Bolo dos noivos alternativo, sapatos de noiva e um belo bouquet: um trio perfeito!

Um bolo dos noivos alternativo abre o post de hoje. Sim, porque o que estão a ver não são versões alternativas de Magnuns, mas sim porções individuais de bolo… Não é genial?

São da autoria de Raymond Tan, um baker de Seoul, que se dedica a fazer variantes desta ideia, sempre com cores e texturas incríveis e muito espectaculares. Uma ideia a reter e que merece a vossa atenção, porque será o ponto alto da festa! Falem com os vossos pasteleiros de serviço, testem sabores e combinações de cobertura e o sucesso e delícia estão garantidos.

Para um bolo alternativo deste calibre, os sapatos de noiva escolhidos têm de ser igualmente interessantes e alinhados no estilo.Por isso mesmo, escolhi estes botins de veludo rosa  com aplicações de brilhantes e pérolas, ligeiramente inspirados nos anos 70, mas que vão lindamente com um vestido boho com mangas de sino.

Rematamos o trio de bolo dos noivos, sapatos de noiva e bouquet de noiva com um ramo orgânico nestes tons de rosa velho e leite-creme,  com anémonas, heleborus, tão delicado e etéreo… uma maravilha!

 

Bolo dos noivos alternativo

 

Sapatos de noiva alternativos: botins de veludo cor de rosa com aplicações

 

Bouquet de noiva orgânico

 

Diferente, moderno e romântico. Meninas, se achavam que estes três adjectivos não combinavam entre si, espero que tenham ficado agradavelmente surpreendidas!

De cima para baixo, bolo dos noivos  em porções individuais, com diferentes coberturas, feito por Raymond Tan; botins de noiva em veludo rosa com aplicações, Zara, por 45,95 euros; bouquet de noiva orgânico com heleborus e anémonas de Myrtle et Olive.

 

Para acompanhar estes nossos trios perfeitos que publicamos todos os domingos, basta que sigam as nossas etiquetas (a partir da homepage) ou aqui no topo do artigo: sapatos e sunday shoes; cake! e bolo; bouquet e um belo bouquet.

Bom domingo!

 

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Susana Pinto

Um casamento simples e elegante: Sofia + Paulo

Esta semana é fechada em modo singelo: com o casamento simples e elegante da Sofia + Paulo, em Coimbra.

Sabedores do que desejavam (e do que não queriam), prepararam um dia à sua medida: “o mais natural possível, rodeados dos amigos e família mais próximos”.

Escolheram os seus fornecedores com o mesmo foco e, entre eles, estava a Bouquet de Liz, fornecedora seleccionada Simplesmente Branco, que se esmerou na decoração e bouquet da Sofia.

Sem mais demoras, fiquem com o casamento simples e elegante da Sofia + Paulo e tenham um óptimo fim-de-semana.

 

Um aviso nosso: na próxima semana, estaremos em modo adormecido: vamos estar a arrumar a nova casa The Destination, com toda atenção e entusiasmo.

 

Casamento simples e elegante em Coimbra, com decoração Bouquet de Liz

 

Casamento simples e elegante em Coimbra, com decoração Bouquet de Liz

 

Casamento simples e elegante em Coimbra, com decoração Bouquet de Liz

 

Casamento simples e elegante em Coimbra, com decoração Bouquet de Liz

 

Quando a resposta foi “sim!”, como é que imaginaram o vosso dia?

Não imaginámos propriamente o dia, mas sim uma vida inteira.

 

Sentiam-se preparados ou foi um caminho com muitos nervos?

Sentíamo-nos preparados porque tínhamos bem presentes que queríamos um dia o mais natural possível, rodeados dos amigos e família mais próximos.

 

Casamento simples e elegante em Coimbra, com decoração Bouquet de Liz

 

Casamento simples e elegante em Coimbra, com decoração Bouquet de Liz

 

Casamento simples e elegante em Coimbra, com decoração Bouquet de Liz

 

Casamento simples e elegante em Coimbra, com decoração Bouquet de Liz

 

Em que momento da organização do casamento é que sentiram, «é mesmo isto»?

No decorrer de todo o dia, foi tudo perfeito. Mas o sentimento de satisfação no final do dia foi especial.

 

O resultado é fiel às ideias iniciais ou muito diferente? Contaram com alguma ajuda?

O resultado correspondeu 100% às expectativas que fomos construindo. Desde o início sabíamos bem aquilo que não queríamos, o que tornou muito mais fácil perceber o que queríamos.

 

Casamento simples e elegante em Coimbra, com decoração Bouquet de Liz

 

Casamento simples e elegante em Coimbra, com decoração Bouquet de Liz

 

Casamento simples e elegante em Coimbra, com decoração Bouquet de Liz

 

Casamento simples e elegante em Coimbra, com decoração Bouquet de Liz

 

O que era fundamental para vocês? E sem importância?

Fundamental para nós era sem dúvida que o dia fosse à nossa imagem, de forma simples mas elegante. As coisas que valorizamos teriam de estar presentes, que eram na verdade muito poucas – amigos, família, um espaço agradável e um excelente serviço. Tudo o resto considerámos desde sempre acessório.

 

O que foi mais fácil? E o que foi mais difícil?

O mais fácil foi a escolha do espaço e dos fornecedores que nos entenderam perfeitamente e com quem gostámos muito de trabalhar. O mais difícil foi perceber que o dia passava tão rapidamente e que iria terminar.

 

Casamento simples e elegante em Coimbra, com decoração Bouquet de Liz

 

Casamento simples e elegante em Coimbra, com decoração Bouquet de Liz

 

Casamento simples e elegante em Coimbra, com decoração Bouquet de Liz

 

Casamento simples e elegante em Coimbra, com decoração Bouquet de Liz

 

Qual foi o pico sentimental do vosso dia?

A despedida

 

E o pico de diversão?

Um questionário surpresa que os nossos padrinhos e madrinhas organizaram para todos os convidados.

 

Casamento simples e elegante em Coimbra, com decoração Bouquet de Liz

 

Casamento simples e elegante em Coimbra, com decoração Bouquet de Liz

 

Casamento simples e elegante em Coimbra, com decoração Bouquet de Liz

 

Casamento simples e elegante em Coimbra, com decoração Bouquet de Liz

 

Casamento simples e elegante em Coimbra, com decoração Bouquet de Liz

 

Um pormenor especial…

Não conseguimos individualizar um pormenor especial, porque todo o dia foi um pormenor. Mas o facto de ter sido um casamento muito jovem e simples, foi algo muito apreciado por todos.

 

Agora que já aconteceu, mudavam alguma coisa?

Nada

 

Casamento simples e elegante em Coimbra, com decoração Bouquet de Liz

 

Casamento simples e elegante em Coimbra, com decoração Bouquet de Liz

 

Casamento simples e elegante em Coimbra, com decoração Bouquet de Liz

 

Casamento simples e elegante em Coimbra, com decoração Bouquet de Liz

 

Casamento simples e elegante em Coimbra, com decoração Bouquet de Liz

 

Casamento simples e elegante em Coimbra, com decoração Bouquet de Liz

 

Algumas words of advice para as próximas noivas…

Não complicar. Perceber o que é realmente importante e imprescindível nesse dia. Nos pontos em que há dúvidas, não há dúvida.

 

Casamento simples e elegante em Coimbra, com decoração Bouquet de Liz

 

Casamento simples e elegante em Coimbra, com decoração Bouquet de Liz

 

Casamento simples e elegante em Coimbra, com decoração Bouquet de Liz

 

Casamento simples e elegante em Coimbra, com decoração Bouquet de Liz

 

Casamento simples e elegante em Coimbra, com decoração Bouquet de Liz

 

Casamento simples e elegante em Coimbra, com decoração Bouquet de Liz

 

Casamento simples e elegante em Coimbra, com decoração Bouquet de Liz

 

Casamento simples e elegante em Coimbra, com decoração Bouquet de Liz

 

Os fornecedores envolvidos:

 

convites e materiais gráficos: Markate;

catering e bolo: Encontrus;

vestido de noiva e sapatos: UHMA;

maquilhagem: Vanessa Kuzer Makeup;

bouquet e decoração: Bouquet de Liz;

fotografia: Luís Ala;

luzes, som e Dj: Dj Xico.

 

Susana Pinto

À conversa com: Jardin d’ Époque – flores para casamento

Hoje  converso com a Ema Ramos, da Jardin D’ Époque – flores para casamento.

A primeira vez que vi o seu trabalho, fiquei curiosa: é desarrumado, esquisito, tem qualquer coisa de bicho – e foi mesmo isso que lhe disse. Ao segundo olhar, percebe-se a inteção, o caminho, a conversa, e isso é muito especial. Porque é novo, porque é inesperado, porque é original e porque é bonito. Exige de nós uma atenção redobrada, uma pausa e foco para entrarmos nesse belíssimo diálogo em que somos recompensados.

Com esta conversa, descobri que temos muito em comum: o rigor, a curiosidade variada e um certo desassobramento em relação ao nosso trabalho. Gostei muito, mesmo!

Fiquem com o trabalho da Ema e, sobretudo, com as suas palavras. Façam uma pausa e deixem-se cativar!

 

Gosto de definir o Jardin d’ Époque como um projecto descomprometido com as regras sedimentadas no mundo da arte floral e extremamente focado nas particularidades daqueles que me procuram e que confiam no meu trabalho.

 

Como é que nasce a Jardin d’ Époque?

A Jardin d’ Époque nasce no momento em que tomo a decisão de regressar a Portugal. Depois de ter vivido alguns anos em França, comecei a sentir a necessidade de me dedicar a um projecto totalmente meu, onde o infinito fosse o limite e onde a criatividade fosse a matéria prima primordial.

 

Como defines a assinatura da Jardin d’ Époque?
Gosto de definir o Jardin d’ Époque como um projecto descomprometido com as regras sedimentadas no mundo da arte floral e extremamente focado nas particularidades daqueles que me procuram e que confiam no meu trabalho. Há uma frase dos fundadores do FLO Atelier Botânico (Antonio Jotta e Carol Nóbrega), uma das minhas referência no mundo das flores, que trago sempre presente e que me ajuda a manter o rumo: “É essencial não se limitar a regras, nem levar tão a sério o que já foi escrito sobre como montar um arranjo. É importante trabalhar com ingredientes frescos, de boa qualidade, mas também com itens menos convencionais. Depois, use sua bagagem estética e privilegie o que combina com você, com seu estilo de vida.”

 

Esse estilo faz parte do ADN da marca ou é um conceito que escolheste para explorar e trabalhar este ano? Porquê?
Mais do que o ADN da marca, creio que este estilo é o meu próprio ADN. Desconstruir linguagens e processos de trabalho sempre foi transversal a todas as áreas profissionais em que estive envolvida. Do ballet clássico à produção cultural, do design à arquitectura… Conhecer a história, o que já existe, o que é produzido… E permitires-te experimentar e dessa forma evoluíres e definires o teu percurso e a tua identidade.

Jardin d'Epoque - decoração floral para casamentos

 

Jardin d'Epoque - decoração floral para casamentos

 

Jardin d'Epoque - decoração floral para casamentos

 

As tendências da estação… São um assunto de trabalho ou apenas fait divers?

Inevitavelmente as tendências estão quase sempre presentes. O Pinterest e o Instagram estão à distância de um clique para toda a gente e é muito comum receber e-mails com pedidos de orçamento acompanhados de “imagens tendência”. O grande desafio, é desenvolveres um projecto a partir das premissas que são as expectativas daqueles que te procuram, em função do teu método de trabalho e das tuas convicções.

 

E as estações do ano, o ritmo de produção de cada época, são influências, contingências ou indiferenças nestes tempos globais?
O nome Jardin d’ Époque não foi escolhido de ânimo leve. Quis que o nome da marca fosse uma alusão directa à forma como gosto de trabalhar. E por isso, o ritmo e as características de cada estação do ano são, sem dúvida, a principal influência no meu trabalho.

 

Ter o controlo das decisões é importante? Tens uma perspectiva perfeccionista e específica sobre o resultado e a forma como queres que o teu trabalho seja mostrado e vivido ou é o prazer de discutir ideias, de criar e acompanhar o processo, que te interessa mais na relação com cada projecto, cada cliente?

Sou extremamente perfeccionista e picuinhas. E é por isso mesmo que discutir ideias e desenvolver um processo de trabalho é de extrema importância para mim. Nos tempos de faculdade, quando estudava arquitectura, na disciplina de Projecto tínhamos assiduamente as chamadas “críticas comparadas” onde discutíamos os exercícios que estávamos a desenvolver. Eram momentos de exposição e discussão que nos faziam repensar o que estávamos a produzir e assimilar novas possibilidades que surgiam na partilha e na crítica. Tento trazer esta dinâmica, hoje, para o Jardin d’ Époque, esteja com um cliente ou com um outro profissional. A partilha permite-nos chegar muito mais longe.

 

A melhor parte de trabalhar com flores e plantas é a energia que elas me dão. Claro que há momentos de tal forma intensos que a última coisa que quero fazer é levar flores para casa! Não sinto aquele cliché do “gosto tanto do que faço que não sinto que seja trabalho”. Eu gosto mesmo muito do que faço mas o sentido de responsabilidade que tenho para comigo e para com os meus clientes não me permite sentir este projecto como uma ocupação de Domingo à tarde. E é isso que torna o Jardin d’ Époque um desafio permanente.

 

Existem fórmulas vencedoras que aplicas ou cada projecto de decoração floral é pensado totalmente de raiz?

Não creio que aplique uma fórmula aos projectos. Desenvolvo-os, sim, de acordo com o meu método de trabalho e esse método evolui de acordo com as especificidades de cada desafio, criando propostas totalmente individualizadas e únicas.

 

Onde buscas inspiração para cada nova temporada de trabalho?

Ai… É muito difícil responder a esta pergunta! Sempre tive imensa dificuldade em focar-me apenas numa área porque tenho imensa curiosidade por uma série de temas, muitos deles, completamente díspares. E a inspiração tanto pode vir de uma peça gráfica ou arquitectónica da Bauhaus, como de um incrível espaço interior contemporâneo branquinho, com apontamentos de mármore de Estremoz e madeira clara de pinho… No fundo, ela pode espreitar de um qualquer pormenor que se cruze comigo nas tarefas diárias!

 

E nos momentos de fadiga criativa, como refrescas a mente e o olhar?

Esta é mais fácil! Pego na Margarida e na Bolota e vamos até à Praia da Luz… Eu tomo um café e elas fazem buracos na areia! É incrível o privilégio que temos na nossa localização geográfica. A proximidade com o mar é um bálsamo para os momentos mais intensos e o facto de ter vivido durante algum tempo longe dele, faz-me dar-lhe ainda mais valor.

 

Jardin d'Epoque - decoração floral para casamentos

 

Jardin d'Epoque - decoração floral para casamentos

 

Jardin d'Epoque - decoração floral para casamentos

 

Como é o teu processo de trabalho, como crias uma ligação com os teus clientes?

Gosto muito de conversar e, mesmo numa fase inicial, tento estar presencialmente com as pessoas que me contactam. Nem sempre são possíveis as visitas ao estúdio e por isso, muitas vezes, os contactos são feitos através de e-mail ou skype. Mesmo com as “imagens tendência” que referimos há pouco, é muito importante para mim perceber as expectativas, as estórias e os sonhos de cada um. E a partir daí, desenhar um plano. Começo pela definição de uma paleta de cores, selecção de espécies e construção das estruturas das peças florais no chamado mood board. E numa fase posterior, desenvolvo todo o processo através do desenho, fotografias e maquetas. Quando trabalhamos com elementos vegetais há coisas muito difíceis de definir… Não conseguimos adivinhar a dimensão exacta de determinada espécie… Nada nos garante que não existirá uma praga que colocará em causa a maturação “daquela” flor… Mas acredito que desenvolver um projecto de design floral à semelhança de um projecto de design de produto ou de arquitectura permite-me deixar portas abertas para soluções de eventuais problemas. E, acima de tudo, permite que os meus clientes percebam toda a minha dedicação e entrega.

 

Qual é a melhor parte de trabalhar com flores e plantas, em decoração? E o mais desafiante e difícil?

A melhor parte de trabalhar com flores e plantas é a energia que elas me dão. Claro que há momentos de tal forma intensos que a última coisa que quero fazer é levar flores para casa! Não sinto aquele cliché do “gosto tanto do que faço que não sinto que seja trabalho”. Eu gosto mesmo muito do que faço mas o sentido de responsabilidade que tenho para comigo e para com os meus clientes não me permite sentir este projecto como uma ocupação de Domingo à tarde. E é isso que torna o Jardin d’ Époque um desafio permanente.
Difícil, difícil… É ter de limpar o estúdio depois de dias intensos de trabalho em que todas as tesouras desapareceram e, afinal, estavam camufladas no meio dos desperdícios de folhas e pétalas!

 

Qual foi o casamento em que mais gostaste de trabalhar? Porquê?

O casamento que mais gostei de fazer foi precisamente o primeiro em que a primeira frase do e-mail de contacto dizia: “descobrimos o teu trabalho através do Simplesmente Branco”. Tinha terminado de empacotar as minhas coisas em França, a transportadora viria no dia seguinte e restava apenas o computador em cima de um pequeno aparador. O e-mail era escrito em francês!  E de repente, comecei o projecto de um casamento na deliciosa Comporta!
Todo o processo foi maravilhoso, pelos lugares e pelas espécies que a Justine e o Paulo elegeram. E o mais incrível foi o privilégio de desenvolver o projecto de design floral para um espaço como o Sublime Comporta, onde a articulação com a arquitectura e com as peças de mobiliário contemporâneos me deixaram como peixe num oceano!
O facto do casamento ter sido bem longe do Porto também me permitiu perceber que a ambição que tenho de executar projectos em todo o país e mesmo fora dele é possível e exequível, se meticulosamente planeado e com os maravilhosos e incansáveis fornecedores de flores de corte com quem trabalho.

 

Escolhe uma imagem favorita do teu portfolio e conta-nos porquê. 

Esta imagem é uma das minhas favoritas por várias razões. Foi o bouquet que construí para o primeiro editorial para o qual me convidaram a participar. A primeira vez que senti e vivi o trabalho de equipa entre vários fornecedores de serviços do mundo dos casamentos e a incrível confiança e liberdade que depositaram no meu trabalho. Liberdade que me permitiu construir uma peça “descabelada”, mesmo como eu gosto, utilizando flores de compra e amoras silvestres que colhi numa tarde de Agosto e às quais retirei todos os espinhos, bagas de campos abandonados, dálias oriundas de bolbos que já estiveram no jardim da minha avó e que a minha mãe replantou, hortênsias do jardim de casa dos meus pais… É uma imagem que me traz memórias e estórias.

 

bouquet de noiva Jardin d' Époque
Os contactos detalhados da Jardin D’ Époque estão na sua ficha de fornecedor. Espreitem a galeria, vejam as imagens bonitas e contactem directamente a Ema Ramos através do formulário: é só preencher com os vossos dados e mensagem, e na volta do correio, terão uma resposta simpática.

 

Acompanhem estas nossas conversas longas com fornecedores seleccionados Simplesmente Branco, sempre à quarta-feira!

 

Susana Pinto

Bolo dos noivos, sapatos de noiva e um belo bouquet: um trio perfeito!

Um bolo glorioso abre o trio de bolo dos noivos, sapatos de noiva e bouquet de noiva de hoje.

4 andares cobertos de creme e uma imensidão de flores naturais em tons de outono a decorar, fazem deste bolo dos noivos , com quase um metro de altura, o foco da festa, com certeza!

Para não competir pela atenção, fui à procura de uns sapatos de noiva finíssimos e com interesse acrescido. A escolha apontou para estes pumps de veludo cristal dourado, da Mango e em promoção, por um belíssimo e muito apetecível preço (também vale para as convidadas da festa, que são bem giros e versáteis!): 19,99 euros, com as promoções da meia-estação a supreenderem-nos de forma muito simpática.

Fecho o trio com um épico bouquet de noiva orgânico, com tudo o que há de bonito: rosas, ramagens de jasmim e de ácer, peónias e uma variedade de espécies que não sei o que são, mas de que gosto muitíssimo. Grande, vistoso, muito elegante.

Na vossa opinião, que tipo de vestido de noiva esta combinação de sapatos de noiva, bolo dos noivos e bouquet de noiva está a pedir? Renda ou mikado? Boho ou clássico? Contem-me tudo!

 

Bolo dos noivos com 4 andares, cobertura naked e decoração com flores naturais Sapatos de noiva em veludo cristal dourado Bouquet de noiva orgânico com rosas e jasmim, em tons de outono

 

Isto é o outono em todo o seu esplendor. Não vos parece uma boa altura para casar? Nós achamos mesmo que sim!

De cima para baixo, bolo dos noivos  com 4 andares, cobertura cremosa em versão naked e decoração com muitas flores naturais, feito por Amy Cakes, via Junebug Weddings; sapatos de noiva em veludo cristal dourado, Mango, em promoção de outono, por 19,99 euros; bouquet de noiva orgânico com rosas e ramos de jasmim, de Jardine, via Nouba.

 

Para acompanhar estes nossos trios perfeitos que publicamos todos os domingos, basta que sigam as nossas etiquetas (a partir da homepage) ou aqui no topo do artigo: sapatos e sunday shoes; cake! e bolo; bouquet e um belo bouquet.

Bom domingo!

 

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