À conversa com: DJ Rui Almeida – DJ para casamentos
Hoje conversamos com o DJ Rui Almeida, DJ para casamentos, com base em Guimarães.
O Rui conta-nos como foi o seu percurso profissional, que começou na rádio, passou pelos espaços nocturnos e cresce, saudavelmente, através dos casamentos que vai animando com entusiasmo e muito sucesso.
Nesta conversa há espaço para percebermos em detalhe o que faz uma boa pista de dança e a importância que um verdadeiro profissional tem, como condutor da noite e da animação: a percepção e capacidade de leitura de pista, o conhecimento profundo sobre o o cliente e os seus convidados e o equilíbrio saudável e frutuoso entre o improviso e o trabalho de casa.
Juntem-se a nós!
A audiência é a minha prioridade e coloco a música de que mais gostam. Existem mil e uma maneiras de o fazer e, ao longo de uma festa com muitas horas, há sempre tempo para construir um alinhamento musical completo e distinto, que agrade até aqueles que têm um gosto musical mais eclético. Ao mesmo tempo, tento enriquecer o alinhamento musical, para que os meus clientes tenham um serviço com valor acrescentado.
Conte-nos um bocadinho do seu percurso, até às pistas de dança: como é que isso aconteceu?
O meu percurso começou na rádio, onde durante quatro anos tive um programa de música de dança em que semanalmente revelava algumas das novidades da House Music, género musical que continua a ser um dos meus preferidos. Isto aconteceu entre 1994 e 1998, quando a internet não estava democratizada como está hoje e, por isso, o acesso à musica nova não acontecia à velocidade atual.
O programa era emitido em direto e todo misturado em suporte de vinil. Durante este período também coloquei música em algumas festas de House Music que se faziam com alguma frequência, e em alguns bares e discotecas.
Em 1998 surgiu o primeiro convite para assumir uma residência noturna, acabei por deixar a rádio e, até 2004, fui DJ residente em alguns espaços nocturnos. Esta experiência noturna foi extremamente importante, porque cresci enquanto Disc-Jockey, a minha cultura musical aumentou consideravelmente, outros géneros musicais começaram a fazer parte dos meus repertórios e aprendi a interpretar uma pista de dança e a saber geri-la durante umas horas.
Animação noturna e casamentos – sendo a música um assunto transversal, esta é uma ligação natural e inevitável?
É uma ligação natural, mas não inevitável. Nem todos os Disc-Jockeys “noturnos” acabam por fazer animação de casamentos, porque não têm perfil para fazer este trabalho ou porque simplesmente não gostam de o fazer.
Também não é uma ligação natural, porque existem muitos “animadores”, cujo percurso começou precisamente na animação de casamentos.
Obviamente, não estão tão bem preparados para fazer este trabalho. Por muitos anos de experiência que consigam acumular, terão muito mais dificuldade em enfrentar uma pista de dança difícil. Sim, porque este é um trabalho muito exigente. De uma forma geral, os clientes têm a expectativa de ter uma festa longa, até de manhã, se possível. Ora, para conseguir fazer uma festa com muitas horas de dança, tendo em conta que temos habitualmente cerca de uma centena de convidados, é preciso conhecimento e larga experiência.
Nenhuma festa é igual à anterior, temos um número limitado de convidados a dançar, com diferentes idades e muitas vezes com diferentes gostos musicais, e é preciso agradar a todos.
Por isso é importante que os noivos tenham plena noção de quem estão a contratar e se essa pessoa será capaz de assumir a responsabilidade de colocar música num dos dias mais importantes das suas vidas.
O que ouve quando não está a trabalhar? Separa lazer e profissão?
Ouço um pouco de tudo, embora a música Soul, Jazz, Funky e alguma Música Electrónica sejam as que reúnem as minhas preferências.
Contudo trabalho é trabalho, e quando assim é, a audiência é a minha prioridade e coloco a música que eles mais gostam.
Existem mil e uma maneiras de o fazer e ao longo de uma festa com muitas horas, há sempre tempo para construir um alinhamento musical completo e distinto, que agrade até aqueles que têm um gosto musical mais eclético. Não gosto de ir pelo caminho vulgar de desbobinar somente música comercial. Coloco-a, é claro, nos momentos necessários, mas tento ao mesmo tempo enriquecer o alinhamento musical, para que os meus clientes tenham um serviço com valor acrescentado.
Como cria uma playlist para os seus noivos? É tudo trabalho prévio ou há espaço de improviso? Um pesa mais do que outro?
Tento conhecer ao máximo o gosto musical dos noivos e o que eles pretendem para a festa do seu casamento, que muitas vezes é uma coisa bem diferente dos seus gostos musicais.
Gosto também de perceber previamente como é composto o grupo de convidados e também o que estes apreciam.
O trabalho, obviamente, só faz sentido em direto, a sentir constantemente a reacção da audiência, contudo, se for bem preparado é geralmente mais bem sucedido.
Sou também um pouco selectivo na gestão da minha agenda para assim ter tempo para preparar o trabalho.
Existe por isso um equilíbrio entre o trabalho prévio e o espaço para improviso, porque o trabalho do DJ também é isso.
Gosto de agir por antecipação e não por reacção. Não espero que saiam pessoas da pista para mudar de género musical, mudo atempadamente para as agradar constantemente, para as surpreender pela positiva e para lhes dar constantemente motivo para estarem presentes na pista de dança.
Como os noivos e os seus convidados não são todos iguais, não faria sentido ter uma playlist igual para todas as festas. Isso não resultaria. Existe, sim, uma identidade musical no meu trabalho e um fio condutor que tem como objectivo guiar a festa pela noite dentro, durante algumas horas, e onde deve haver espaço para um repertório musical variado que agrade a todos os presentes.
Como tenho uma cultura musical abrangente, consigo fazê-lo com alguma facilidade. Este alinhamento musical tem também, obviamente, de ser um reflexo do gosto musical dos noivos ou do que estes pretendem que seja.
Um trabalho personalizado é a chave para o sucesso e é isso que gosto de proporcionar aos meus clientes.
Como se mantém actualizado?
De muitas formas, através da rádio, da internet, com algumas saídas noturnas e através da partilha com outros amigos DJ.
Trabalha com clientes corporativos e com clientes particulares: no dance floor somos todos iguais ou o vibe da festa é muito diferente?
Normalmente uma festa de casamento tem uma vibe bem diferente da de um evento corporativo.
É uma festa de família e amigos em que se comemora um dia muito especial, por isso é normal que tenham uma atmosfera mais solta do que a de um evento corporativo. Mas, é claro, Também tenho muitos eventos corporativos que são uma grande festa, muito animada.
O que faz uma grande noite (ou pista de dança)?
Um público divertido, noivos presentes na pista, uma boa sintonia entre o público e o DJ, e temos festa até de manhã.
Gosta dançar ou prefere ouvir?
Estou mais habituado a ouvir do que a dançar, o que acaba por ser normal, uma vez que numa festa estou quase sempre do lado de dentro da cabine de DJ. Contudo, mesmo do lado de dentro não estou parado, acabo sempre por dançar, porque também me divirto com o que estou a fazer e, no fundom faz parte da performance do DJ transmitir boa disposição para a pista de dança.
Ao casar, com que música abria a pista?
Já me casei e como sou adepto de clássicos em momentos que queremos eternizar, foi com o Wonderful Tonight, num dueto do Ivan Lins com o Michael Bublé, que abrimos o baile.
Para fechar, qual é a música a que regressa sempre?
Confesso que não tenho uma música à qual regresso sempre, da mesma forma que não tenho uma música preferida. Ambas as coisas seriam muito redutoras e não fariam sentido entre tantas músicas que aprecio e que merecem lugar de destaque.
Contactem o Rui Almeida, através da sua ficha de fornecedor. Espreitem as galerias e entrem em contacto directamente através do formulário: é só preencher com os vossos dados e mensagem, e na volta do correio, terão uma resposta simpática do Rui Almeida.
Acompanhem estas nossas conversas longas com fornecedores seleccionados Simplesmente Branco, sempre à quarta-feira!
Giveaway: sapatos de noiva, bolo dos noivos e um belo bouquet!
Partilhamos aqui um fantástico giveaway que está mesmo quase, quase a terminar!
Inspiradas no nosso trio de domingo, as meninas da Crème Caviar (sapatos de noiva), Pé de Flor Atelier Floral (design floral) e Butterfly (cake designer) criaram um fantástico giveaway intitulado “Blooming in the garden: your perfect pair, bouquet & cake”.

A Filipa Ferreira, da Pé de Flor, conta-nos tudo:
“Acreditamos que o amor pelo que criamos é o nosso elo de ligação e o propósito que nos acabou por juntar nesta aventura. Apreciamos o trabalho umas das outras há muito tempo e pareceu-nos, depois deste último editorial, que estava na hora de um novo desafio!
Este ano foram muitos os casais que viram os seus planos de casar adiados. Sentimos com as nossas noivas muita da angústia que vivem com tantas decisões difíceis de tomar. É tempo de parar para reflectir, criar e, porque não, partilhar e retribuir parte do que as nossas marcas criam?
Nunca como hoje foi tão urgente levar esperança às nossas noivas! Por isto tudo e muito mais, unimos as marcas Crème Caviar, Pé de Flor Atelier Floral e Butterfly para vos oferecer aqueles que achamos serem, depois do vestido de noiva, os grandes destaques do styling da noiva e do casamento.
Ao participar neste giveaway terão a oportunidade de ter no ano de 2021 um par de sapatos perfeito da Crème Caviar, um bouquet de noiva Pé de Flor e um bolo dos noivos delicioso da Butterfly. Três elementos que estarão em sintonia e diálogo e que representarão a noiva, a sua personalidade e os seus gostos.”

Como participar?
“Tentaremos sempre respeitar as vossas melhores expectativas e sonhos, por isso os detalhes dos itens a sorteio terão de ser conversados com cada um dos fornecedores e estar em sintonia com os valores estéticos que nos definem.
Os sapatos poderão ser escolhidos mediante os números existentes no stock de cada modelo e oferecemos a personalização da sola.
O bouquet terá um valor máximo de 150€, as espécies florais estarão limitadas às existentes no mercado à data do casamento e será feito um aconselhamento das melhores opções. A entrega do mesmo será oferta, num raio de 50km a partir de S. João da Madeira.
O bolo será oferecido para um número máximo de quarenta convidados (se o número de convidados for maior, a quantidade adicional será orçamentada com 20% de desconto). Neste valor está incluída a entrega até 25 km do Porto. A decoração será semi-naked e floral, a condizer com o bouquet. A escolha dos sabores será limitada à ementa existente e apresentada aos vencedores.
Condições de participação:
Este giveaway decorre em exclusivo no Instagram, não de distraiam!
- seguir as três contas no Instagram: Crème Caviar, Pé de Flor Atelier Floral e Butterfly;
- gostar desta publicação e identificar outra noiva ou amiga com o sonho de casar;
- partilhar esta publicação nas stories e identificar as contas das três marcas;
- guardar o print screen da story até ao final do giveaway (será necessário para confirmação da partilha).
Este giveaway começou no dia 1 Julho e termina amanhã, dia 8. Na quarta-feira, 9 de Julho, será divulgado o resultado!
Your perfect pair, bouquet & cake, com Créme Caviar, Pé de Flor & Butterfly.
Bolo dos noivos, sapatos de noiva e um belo bouquet: um trio perfeito!
Para o nosso trio de bolo dos noivos, bouquet de noiva e sapatos de noiva de hoje, volto a escolher o dourado como ponto de partida, desta vem combinado com duas cores pastel: pêssego e amarelo pálido.
Encontrei estes sapatos de noiva dourados muito fofos e não lhes resisti: o salto baixinho e fino, as tiras que dão um nó à frente e a delicadeza do detalhe no calcanhar! è factual, podemos todas concordar, que não darão grande apoio ao pé (e sobretudo ao tornozelo) durante um baile muito animado, mas umas boas palmilhas de gel, mais aderentes, poderão ajudar.
Se lhes juntarem um verniz de cor de rebuçado, um coral ou um rosa, ficam ainda mais giros. Quanto ao modelo de vestido, diria que vão com quase todos, deixando de lado apenas as opções muito clássicas e de tecidos mais pesados. De resto, seja um casamento de praia, cidade ou campo, parecem-me mais do que perfeitos!
Seguimos para o bolo dos noivos: dois andares de brancura de neve, com um remate dourado na aresta! Adoro esta simplicidade que nos pisca o olho para prestarmos atenção mais deperto – e ao fazê-lo, somos supreendidas com aquela linha dourada e rica, tão inesperada. Não fica tão elegante?
As fitinhas de seda esvoaçantes, atadas com um nó simples, rematam o figurino e fazem deste bolo que se apresenta tão simples, um show stopper em nome próprio! Imaginem-no ao ar livre, como convém por estes dias, com as longas fitas a esvoaçar com a brisa: não é tão feliz e perfeita esta imagem?
Terminamos com um fantástico e luxuriante bouquet de noiva com tons de pêssego e amarelo: ranúnculos, rosas, papoilas da Califórnia, túlipas eustomas, quase um pouco de tudo, nestes tons tão bonitos e gulosos. Este bouquet é uma festa nas mãos, não temos dúvida nenhuma!

Esta paleta de cores é sempre infalível e muito de verão: pêssego e amarelo claro, com muito branco-nata à mistura!
De cima para baixo, bolo dos noivos com dois andares e remate dourado, decorado com fitas de seda, de My Baking Chick; sapatos de noiva dourados, com salto fino e tirinhas, na H&M, por 17.99 euros (em saldos!); bouquet de noiva com flores brancas, pêssego e amarelas, de Love Sparrows.
Para acompanhar estes nossos trios perfeitos que publicamos todos os domingos, basta que sigam as nossas etiquetas (a partir da homepage) ou aqui no topo do artigo: sapatos e sunday shoes; cake! e bolo; bouquet e um belo bouquet.
Bom domingo!
Uma noiva de calças e cabelo curto: Karlie + Ben, tanto estilo!
Digo por aqui muitas vezes que não tenho nenhuma relação especial com vestidos de noiva, mas adoro um belo vestidaço!
O vestido de noiva de Karlie, que na realidade é um corpete com saia a acompanhar umas calças cigarrette, é um showstopper, prestem-lhe a devida atenção e vão ficar tão encantadas quanto eu! Sendo designer de moda e prestes a casar com um director criativo, não podíamos esperar outra coisa, certo? E os sapatinhos Prada dourados, certamente com um kitten heel, põem-nos a pensar na Audrey Hepburn!
Karlie + Ben casaram na Palm House, no Jardim Botânico de Sidney, a mais antiga estufa do hemisfério sul. Um sítio especial, repleto de história e personalidade, mas suficientemente neutro de forma a permitir que criassem um ambiente pessoal e intimista, à sua imagem.
Gosto muito das jarras com um pé singular de orquídeas exóticas no mais escuro tom de vinho do Porto, combinadas com outras espécies de um branco neve. O resultado é muito delicado, assertivo e especial, e faz ligação ao bouquet de noiva, também de orquídeas exóticas e farfalhudas, em tons puros.
Casar num jardim botânico, ao ar livre, é o melhor dos cenários: os cheiros das flores e plantas, o chilrear dos pássaros, e toda a natureza luxuriante em redor… Não vos põe a suspirar?



Da Austrália continuam a chegar-nos os casamentos mais frescos e diferentes, os vestidos mais modernos e fantásticos, as flores mais exóticas e inesperadas e as refeições mais gulosas e fotogénicas. Talvez por estarem na outra ponta do mundo, acabem por ser menos susceptíveis à grande globalização transversal. E isso é um luxo e uma imensa alegria, porque é na diversidade e no confronto de ideias, visões e costumes que todos crescemos e ficamos mais ricos.
E já agora, eu casava-me com um modelito assim, sem pestanejar!
Bom fim-de-semana!
Fotografia de Damien Milan Photography, via Hello May.
Casava-me assim: sugestões smart saver para noivas modernas
Hoje inicio uma nova série de artigos, a que chamo “Casava-me assim”.
São escolhas pessoais com ponto de partida num vestido de noiva alternativo, daqueles que não é mas podia ser, se quisermos olhar para ele dessa forma. Acompanho-o de alguns acessórios que o elevam para uma categoria mais interessante e o resultado será sempre feito de um orçamento baixinho e simpático.
Neste contexto que atravessamos, em que as cerimónias são adiadas ou acontecem em formatos mais intimistas e simples, ou que são celebradas apenas de forma simbólica enquanto esperamos pacientemente pelo regresso aos dias das grandes festas, deixo algumas sugestões para vestir, que são especiais, que respiram esse espírito de noiva, mas não requerem o investimento ou a solenidade da situação. É uma combinação festiva, despretensiosa, fresca, romântica e sempre elegante – tão a nossa assinatura de sempre!
Espero que gostem e que nos façam companhia (e opinem!) neste assunto. Vamos incluir sempre o valor da soma destas opções, num exercício de simplicidade e resultado bonito.

Vestido: 69.99€ + cinto: 14.99€ + brincos: 7.99€ + sapatos: 69.95€ = 162.92€ total

Escolhi este vestido esvoaçante de crepe levezinho, neste tom tão discreto e bonito, que encontrei na H&M. Acho que merece uma pequena alteração, removendo o atilho da cintura e substituindo por um elástico, para ficar mais bem ajustado.
Ao acrescentarmos um cinto bonito, dourado, fininho e interessante como este também da H&M, com a pequena concha no centro, tudo ganha outra sofisticação adicional e passa a ser mais especial.
Encontrei estes brincos muito fofos na Parfois, nova colecção, acabadinhos de chegar. São um mimo e parecem-me perfeitos para a aocasião, sobretudo se não houver um bouquet de noiva!
Fecho com estas belas sandálias de pele em tom marfim, da Massimo Dutti, fininhas, esculturais e de salto baixinho, mas elegantíssimo.
Todas estas peças estão disponíveis à distância de um click e todas elas terão outras vidas e usos para além deste dia. Não quero com estas sugestões dizer-vos que esqueçam os grandes orçamentos e os vestidos de noiva a sério, o bouquet e as jóias de família, nada disso.
Quero apenas sugerir formas diferentes de celebrar, igualmente especiais, mais singelas e frugais, mas que não retirarão nem valor nem peso ao grande dia, tal como o sonharam. Se decidem celebrar a data escolhida, independentemente do adiamento do mais bonito dos dias, esta é uma forma de o fazer com muito charme!
Cartões de participação de casamento, por A Pajarita
Continuamos a partilhar o série “Preparar o caminho descomplicando-o“, criada pela Alexandra Barbosa, de A Pajarita, e publicada no seu site todas as semanas.
Hoje a Alexandra Barbosa fala-nos sobre os cartões de participação de casamento, um objecto caído em desuso nos últimos anos, mas que encontra agora uma nova vida e utilidade, ao encolhermos forçosamente o número de convidados para o grande dia.
Os cartões de participação de casamento
Março chegou cheio de incertezas, a primavera lá fora florescia numa paisagem atípica.
Começou uma nova época, a da resiliência. As portas e janelas fecharam-se, nós ficámos confinados, os negócios estagnaram e os sonhos foram suspensos e adiados.
O casamento foi um dos planos que mais vi ser repensado e a palavra de ordem era: não cancelar, adiar. Na verdade, o sonho tem de ser adiado, pelo bem de todos. Queremos casamentos vividos em plena alegria e com gestos sem restrições. Queremos receber aquele abraço emocionado de quem nos conhece desde sempre, aquele beijinho repenicado de quem nos viu crescer, queremos saltar, dançar ou simplesmente partilhar a mesa (ou as mesas) com quem mais amamos. De momento, não o podemos nem o devemos fazer, pelo nosso bem e pelo bem daqueles que fazem parte da nossa felicidade.

Vivemos um tempo de incerteza, um tempo novo e ainda muito desconhecido.
Não sabemos ainda quando ou como poderemos voltar a juntar-nos e, por isso, a maior parte de vocês decidiu adiar o casamento para 2021. Outros, mais optimistas, empurraram para o inverno o seu sonho de casar com uma grande festa.
Mas tudo continua envolto num enorme ponto de interrogação. Ainda assim, não se deixem guiar pela ansiedade, não se desgastem com detalhes e foquem-se no que é mais importante: vocês e as vossas pessoas. Por agora, outras soluções criativas se proporcionarão para quem não quer deixar o dia, que escolheu como seu, passar em branco.
Nesta data, no vosso dia, reservem o tempo e o foco para vocês e dêem um passeio juntos ou planeiem um jantar romântico em casa (aproveitem para dar suporte ao vosso restaurante favorito ou para experimentar um novo, encomendando um take away sofisticado e saboroso). Preparem uma mesa bonita, ponham uma música a tocar baixinho, acendam umas velas para criar uma atmosfera intimista e recordem o que vos une, visitem as vossas memórias mais bonitas.

Se pretendem dar mais ênfase ao momento, podem, por exemplo, fazer uma troca de votos num sítio bonito e que tenha um significado especial. A ideia é criar um marco e se não pensaram na troca de votos para o vosso casamento, esta pode ser a motivação para o fazer. Longe da pressão adicional do olhar dos muitos convidados, podem trocar juras amor eterno, usando palavras que vêm do coração e que somam tudo o que viveram, separados e juntos, o que vos liga e vos expande, o que vos define como par e como unos.
E saibam que este momento pode ser integrado nas memórias registadas do vosso casamento.
Materializem os vossos votos na mesma linha gráfica do estacionário de casamento, vistam uma roupa bonita, alegrem o vosso look com algumas flores e deixem-se levar pelo momento. Para finalizar, cortem e deliciem-se com um bolo em vossa homenagem (encomendem um mini-bolo, ao vosso fornecedor do bolo dos noivos, mais um pequeno negócio que ficou suspenso e agradece a vossa compra), ou façam um piquenique ao pôr-do-sol. Não precisa de ser nada complicado, apenas contemplem e desfrutem o vosso momento de forma genuína e à vossa imagem.
As bonitas imagens registadas vão dar um toque especial ao vosso álbum de recordações num época que será parte da nossa história. E se o fizerem ao ar livre, de forma segura e sensata, poderão ter também um fotógrafo (o vosso fotógrafo de casamento!) a captar algumas imagens. Porque não mostrar aos vossos convidados quando celebrarem o vosso casamento? Tenho a certeza que despertará todo um conjunto de emoções fortes e bonitas!

Os mais resilientes, os impacientes ou aqueles para quem, legalmente, casar é um assunto premente, podem optar por fazer uma mini-cerimónia, seja civil ou religiosa, ou, quem sabe, casar sem convidados, em segredo. Porque não?
Mais tarde, quando todo o contexto for outro, poderão fazer a grande festa com que sonharam, juntar os vossos entes queridos e amigos, e celebrar com a intensidade que vocês merecem, sem restrições nem medos.
Casar e mais tarde festejar pode ser uma solução para os casais que não querem abdicar do seu dia, por ser uma data única e um marco na sua relação.
Neste cenário, pode ser interessante enviar algo que se foi deixando de usar: os cartões de participação de casamento.
Os cartões de participação de casamento são uma peça informativa e têm como função comunicar à família e amigos que casaram. Neste cenário, podem indicar uma data definida para festejar ou simplesmente avisar que festejarão mais tarde, quando for seguro para todos e que estão ansiosos pelos seus abraços. Se tiverem nova morada, não se esqueçam de a incluir, as vossas pessoas podem querer felicitar-vos e responder ao bonito cartão que enviaram.

Apesar da incerteza se ter instalado, nada justifica o cancelar a celebração do vosso amor.
As vossas famílias e amigos vão compreender a escolha que fizeram para marcar a data tão especial, seja adiando, seja celebrando a dois. Não se deixem levar pela ansiedade, olhem para o copo meio cheio, nem tudo é mau. Têm a oportunidade de dar ao vosso dia mais bonito uma intensidade extra que nenhum casamento teve até então – o desejo genuíno de estarmos juntos. Estamos todos em pulgas para voltar a abraçar, sentir e encurtar distâncias, desvanecendo a saudade e voltar a estar com a família toda junta. É neste ambiente de união e amor, mais desejado que nunca, que o vosso dia vai ser festejado.
O amor merece sempre que esperemos por ele!
À conversa com: Ana Wedding Potography – fotografia de casamentos
Hoje conversamos com a Ana Afonso, que assina como ANA.WeddingPhotography e faz fotografia de casamento.
No trabalho da Ana Afonso há uma energia constante que vibra em cada imagem e é essa sensação que me prende, sempre, a cada imagem: a alegria pura, vivida no mais bonito dos dias.
De Santarém para todo o país, apresento-vos o trabalho bonito da ANA.WeddingPhotography.
Após a primeira reunião, é crucial para mim criar uma relação com os meus noivos. Quero que vejam em mim uma amiga, que vejam a Ana e não a fotógrafa. No dia do casamento temos que estar unidos, temos que ser um.
Conta-nos um pouco da tua viagem profissional até aqui, à fotografia de casamento.
A fotografia sempre esteve muito presente na minha vida. Tenha uma caixa inteira de memórias. Lembro-me perfeitamente de o meu pai andar sempre com a máquina fotográfica para registar as idas à praia, as sardinhadas, os fins-de-semana em casa dos avós.
Mas à medida que fui crescendo e as histórias foram mudando, a máquina fotográfica passou a ter um papel mais assíduo dentro da mala do que propriamente nas nossas vidas. Anos mais tarde, já adulta, juntei-me a dois amigos e iniciámos o nosso projecto de fotografia de casamento.

Há quanto tempo fotografas? E porquê casamentos?
A ANA.WeddingPhotography completa dois anos. Mas já capto momentos sentidos com o coração desde 2014. Não consigo explicar a mística dos casamentos. Só consigo dizer que todos eles são diferentes, que todas as histórias são distintas, que há intervenientes loucos e outros mais tímidos. E é isto que me agarra! Poder registar a história que se escreve, a história que se sente e as histórias que muitas vezes não se vêem.
Nestes tempos globais, em que as imagens circulam a uma velocidade vertiginosa e todos temos acesso a tudo, a qualquer hora, onde vais buscar inspiração?
A inspiração vem do cinema, vem de conversas entre amigos, de gargalhadas e das viagens. Somos seres culturais, temos que nos inspirar! No meu caso, inspiro-me bastante na realidade, de como ela nos molda e nos faz sentir as coisas. Num mundo onde tudo está ao acesso de todos de uma maneira rápida, não há nada como nos inspirarmos nas emoções e na maneira como vemos e sentimos as pessoas e as relações. No registo documental não há nada melhor do que isto: a realidade, a actualidade.
Como construíste a tua assinatura, como te defines?
Há uma questão máxima que eu sigo na minha vida: gosto de tratar os outros como gostava que me tratassem a mim. E a minha ANA.WeddingPhotography é muito isto! Eu vivo o dia dos casamento como se fosse eu, eu vivo os preparativos bem de perto com as minhas noivas e sonho alto com elas. Por isso a minha assinatura não podia ser mais do que isto: eu mesma.

Achas que o ponto de vista feminino, os detalhes que escolhes fotografar e como o fazes, a narrativa que constróis, é diferente das escolhas que vês num trabalho de um profissional masculino?
Acho que não tem a ver com o olhar feminino e o olhar masculino. Mas com quem somos, que estímulos temos, quais as nossas vivências, se somos seres mais sensíveis ou não. O nosso trabalho vai-se moldando.
Quando precisas de fazer reset, para onde olhas, o que fazes?
Por norma esse reset só é feito quando chego ao carro, no final de um casamento. Durante o casamento eu rebolo, eu ando pelo chão, eu danço, eu choro, tenho os sensores todos ligados.
Qual é o teu processo de trabalho, como acontece a ligação com os teus clientes?
Após a primeira reunião, é crucial para mim criar uma relação com os meus noivos. Quero que vejam em mim uma amiga, que vejam a Ana e não a fotógrafa. No dia do casamento temos que estar unidos, temos que ser um.

Casamentos grandes ou pequeninos, nacionais ou estrangeiros, cerimónias emotivas, festas de arromba – qual é o tipo de festa que mais gostas de fotografar?
Todos. Todos são diferentes, todos têm histórias, todos eles me fazem borboletas na barriga. Todos me fazem querer sair de casa, pegar na máquina fotográfica e registar.
Qual é a melhor parte de ser um fotógrafo de casamento? E o mais desafiante e difícil?
Acho que o melhor e o mais desafiante são as emoções. Temos que lidar com elas de manhã à noite.
Escolhe uma imagem favorita do teu portefólio e conta-nos porquê:
Podia ter escolhido imensas fotografias mas esta é muito especial para mim porque foi um momento divertidíssimo! Antes da chegada do noivo à quinta, os “cavalheiros de honra” fizeram uma surpresa ao noivo. Há toda uma história que se conta por fotografias deste momento, desde a sua reacção à surpresa, às gravatas, à carrinha conduzida pelo pai do noivo com fardos de palha a fazer de bancos e de mesa. Foi uma aventura, misturada com adrenalina. Eu não sabia que eles iam fazer isto. Fui apanhada na curva e adorei!

Estão à procura de quem faça a vossa fotografia de casamento?
Contactem a Ana Afonso através da sua ficha de fornecedor. Espreitem as galerias e entrem em contacto, directamente através do formulário: é só preencher com os vossos dados e mensagem e, na volta do correio, terão uma resposta simpática.
Acompanhem estas nossas conversas longas com fornecedores seleccionados Simplesmente Branco, sempre à quarta-feira!








