Duas senhoras e um dia cheio de graça: Anna + Lucy
Anna é cantora, toca guitarra e escreve canções, e Lucy é designer floral. Este é um daqueles casamentos para lá de bonitos e especiais, onde tudo o que é “exterior” é inesperado, ligeiramente diferente e curioso, mas tudo o que é “interior”, as emoções, as lágrimas, os sorrisos e os abraços, são os de sempre porque são a expressão do amor.
O mais bonito dos dias de Anna + Lucy aconteceu em três espaços diferentes, no coração de Bristol, onde se conheceram: no registo, no restaurante francês no coração da cidade, onde celebraram com a família, e num segundo restaurante onde juntaram os amigos para um barbecue, corte do bolo e uma bela festa.
Estas meninas queriam um casamento à sua imagem: descontraído, nada tradicional e um belo dia partilhado com todas as suas pessoas – não somos todos assim?
Tendo comprado uma casa no início do ano, o budget para o casamento encolheu e a opção de estruturar o dia desta forma acomodou esse formato: família próxima para a cerimónia e almoço sofisticado e tranquilo, num grupo pequeno, e festa animada ao jantar com os amigos. E a graça toda foi esta: os amigos apareceram para um abraço apertado e para atirar flores à saída da cerimónia, foram à sua vida e voltaram a encontrar-se para jantar, com a mesma energia feliz e contagiante, leve. Que bonito que isso é…!
E os detalhes, tanto que há aqui que é distinto e especial: em vez de alianças, Anna e Lucy mantiveram os seus aneis de noivado, escolhidos de forma muito pessoal: um anel vintage, da década de 70 com uma safira negra, porque Lucy adora coisas vintage e com uma vida, e uma aliança contemporânea comprada por uma galeria que suporta uma associação de beneficiência, porque Anna adora coisa modernas e actuais. As flores foram todas criadas por Lucy, que é designer floral e escolheu tudo o que adora, e os “vestidos de noiva” não podiam ser menos vestidos de noiva e no entanto, tão especiais na mesma intenção.
Lucy vestiu de preto, sem ter pensado no assunto de forma intencional, apenas foi “o” vestido, e acompanhou-o de um birdcage veil bordado à mão com contas pretas e uns sapatos de leopardo! Anna escolheu um vestido dourado mate, com uma estola de pelo e uns sapatos à la Valentino. Quão giras e elegantes estão estas duas?


“Don’t feel pressure to do the ‘norm’; We had just family at our registry office – friends came to meet us when we came out of the registry office, they then left us while we had our family lunch at the Glass Boat and then welcomed us at Racks for speeches, cake cutting, eating and heaps of dancing.
We also didn’t have an official first dance, wedding ring bands, own vows, wore black and gold, did our own music, had a small wedding cake, and walked in together.
For both of us, our favourite part of the day would be when we saw each other for the first time on the day itself. Anna and her Mum walked over to the hotel that I was staying in – everyone else had headed to the registry office while my mum and I finished getting ready. Anna waited at the bottom of the stairs and I came down to meet her. It was such a special moment when we saw each other in our outfits for the first time.”


Toda uma graça, este dia, que fechou com bolo dos noivos e brownies! Anna + Lucy parecem saídas de outros tempos, algures no fim da década de 50, início dos anos sessenta. E no entanto, são duas miúdas despachadas, criativas, românticas, com um abosluto bom gosto e famílias e amigos bonitos.
Este é um dia perfeito, à sua imagem. E visto daqui, não podia estar mais de acordo: vivam as noivas!
Fotografia de Ollie Hinds, via Love my Dress.
Uma lua-de-mel em Portugal? Com certeza!
Continuamos a navegar este nevoeiro. Lá ao fundo, quando tudo isto passar, depois dos abraços apertados, queremos ar livre e espaço para esticar os sentidos e as pernas.
E depois desta paragem económica para nosso próprio bem mais imediato, é importante darmos de volta e pôr o dinheiro a circular, consumindo e revitalizando os negócios de todos. A sugestão da I Go Travel, para uma lua-de-mel cá por casa, levando à letra um dos melhores slogans de sempre, “vá para fora, cá dentro“, é excelente. Quem disse que a lua-de-mel tinha que ser pelo estrangeiro?
Portugal é um país riquíssimo em paisagens, cultura e história. A oferta hoteleira tem qualidade reconhecida internacionalmente, o clima é ameno e a nossa natureza hospitaleira faz de nós fantásticos anfitriões. Vamos dar um giro?
O Gerês é um dos nossos parques naturais mais bonitos, com paisagens deslumbrantes. Uma caminhada pelos trilhos do Parque Nacional Peneda-Gerês pode terminar com um mergulho (no verão!) numa escondida lagoa com cascata. Também as aldeias de Pitões das Júnias, Castro Laboreiro, Brufe, Soajo e Lindos merecem a vossa atenção e um passeio a dois. Se são aventureiros e amantes da natureza, é um plano perfeito!
Já o Douro, com as suas curvas, contracurvas e vales profundos, é muito sedutor. Património mundial da UNESCO, é um roteiro que não pode ficar de fora dos planos de quem escolhe a região Norte para a lua-de-mel. Já vos contámos como o Porto e o Douro vos podem proporcionar experiências extraordinárias a dois, lembram-se?
Descendo, no centro do país, Aveiro, na costa, ou Coimbra, para dentro, são dois spots imperdíveis A cidade dos amores, cuja história foi eternizada por Inês de Castro e D. Pedro, é um símbolo de amor. Além disso, visitar a Universidade e a Alta da cidade, também Património mundial, é entrar no espírito académico e nas suas tradições.
Ali bem perto, uns dias nas Aldeias de Xisto da Serra da Lousã convidam ao namoro. Escondidas por entre a vegetação arborizada, as Aldeias de Xisto são um dos segredos mais bem guardados de Portugal. Neste mundo mágico, onde as horas passam mais devagar, os seus anfitriões acolhedores, estão prontos para vos receber. Quer procurem tranquilidade ou aventura para a vossa lua-de-mel, encontra-nos aqui.

Continuamos a nossa rota para sul, percorrendo Portugal de lés a lés.
Se falamos em lugares mágicos, Óbidos tem que estar na lista. Esta vila muralhada, com o seu castelo tão bem preservado, parece saída de um conto de fadas. Depois de um passeio tranquila, fechar com uma ginginha ao pôr-do-sol soa a plano perfeito!
Mantendo este mood de lugar místico que parou no tempo, que tal uns dias na bela Sintra? Envolta em histórias e lendas, Sintra é, talvez, a vila mais romântica do nosso país. Até o nevoeiro que lhe é característico contribui para aumentar o seu misticismo e acrescenta uma camada de charme e mistério. Com a vantagem de ser perto de Lisboa, pode ser o destino ideal para noivos de outras partes do país que querem combinar uns dias de cidade com praia e serra.
Seguimos para a Costa Vicentina, parando na Comporta. Considerada, em 2017, como o 25.º melhor destino do mundo pelo New York Times, tem um areal sem fim e um belo mar. A I Go Travel sugere um passeio a cavalo pela praia ou uma visita ao cais palafítico da Carrasqueira ao pôr-do-sol, parando num dos óptimos restaurantes locais para jantar. São motivos suficientemente românticos para ficar uns dias por estas paragens, não acham?
Já no Alentejo, a I Go Travel e a Luxury Services sugerem Évora, Castelo de Vide ou Monsaraz. A história, a arquitetura e a boa gastronomia do Alentejo já há muito nos conquistaram. Mas, se for preciso encontrar mais razões para uns dias nesta região, passar a lua-de-mel numa casa-barco no meio do Alqueva é uma experiência nova e muio calmante: só a natureza em redor, no coração calmo do Alentejo.
Chegamos ao Algarve, onde ainda existem segredos bem guardados, longe dos grandes aglomerados turísticos, que combinam na perfeição com intimidade e exclusividade, como se quer na lua-de-mel. Se os quiserem descobrir, a I Go Travel e a Luxury Services têm os parceiros certos para vos indicar.
Não podemos terminar este artigo sem falar das ilhas, Açores e Madeira. Paisagens deslumbrantes com densas florestas costeiras, golfe a gosto, se apreciam ou querem experimentar, relaxantes piscinas naturais e lagoas com cascatas, golfinhos e baleias para avistar, desportos náuticos e, claro, gastronomia imbatível.
Não faltam boas opções de Norte a Sul do país e não há mesmo desculpa para não ter uma Lua de Mel especial e guardar as melhores recordações dos primeiros dias oficialmente vividos a dois.
Quando regressarem os dias de sol, todos continuaremos a precisar de todos e, por isso, consumir produtos e serviços em Portugal será uma forma de darmos suporte à economia local, de uma forma que nos dá prazer e conforto. É bonito isso, não é?
Consultem a Luxury Services da I Go Travel para desenharem a vossa lua-de-mel em Portugal, especial e única. Eles são parceiros perfeitos para descobrir e recomendar os melhores sítios e segredos.
Imagens de Piteira Photography, via Entouriste.
À conversa com: Rituais – animação, audiovisuais e produção de eventos
Hoje conversamos com o Luís Alves, da Rituais – animação e produção e eventos.
Falamos sobre como ter uma bela e animada pista de dança que dá vida à vossa festa e sobre as diferenças entre os eventos profissionais e sociais – é sempre interessante!
A Rituais foi a equipa que proporcionou os três dias de entretenimento no The W Experience, com um belíssimo palco preparado para as talks e apresentações, e uma programação de animação muito entusiasmante, com performances, concertos e solos de artista. Estão, portanto, recomendadíssimos!
Juntem-se a nós e descubram o trabalho deste fornecedor seleccionado Simplesmente Branco!



Conte-nos um bocadinho do seu percurso, até às pistas de dança: como é que isso aconteceu?
O gosto pela música já vem de raízes familiares. O meu pai é saxofonista e, desde cedo, habituei-me a estar em palcos com ensaios, montagem de equipamentos de som, luz, instrumentos , convivendo com artistas e o mundo dos espectáculos.
Aos catorze anos o meu cunhado era DJ e comecei a aprender a trabalhar com ele com os pratos technics e cassetes. Aos dezasseis, iniciei a actividade como DJ em festas de escolas, passando pelas universidades e em bares e discotecas. Aos dezoito iniciei, paralelamente com os espaços onde trabalhava, o trabalho de DJ em casamentos.
Hoje em dia faço a gestão de vários DJ’s da Rituais para os nossos eventos e pessoalmente alguns trabalhos em cocktails, sunsets e festas da Rádio Remember.
Animação nocturna e casamentos – sendo a música um assunto transversal, esta é uma ligação natural e inevitável?
O tipo de trabalho nocturno em discotecas é completamente diferente dos casamentos, normalmente está associado a um tipo de música e de público especifico.
Inevitavelmente a animação nocturna é uma boa escola para os DJ’s fazerem a ponte para os casamentos, que na minha óptica são mais exigentes devido a trabalharmos com públicos completamente diferentes, quer na classe social, idade, gosto e disposição para dançar. Temos que ser mais flexíveis, ter um vasto conhecimento musical e disponibilidade física e mental para estarmos imensas horas a trabalhar.
O que ouve quando não está a trabalhar? Separa lazer e profissão?
Oiço um pouco de tudo, depende do espírito no momento, adoro música e tem que estar sempre presente, quer no escritório, carro ou em casa. Soul, funk, soulful e deep house, passando pela música tradicional cubana, reggae e também na rádio online que temos – Remember anos 70, 80 e 90’s os hits destas décadas.
Separo na medida em que quando estou a trabalhar estou concentrado no que estou a fazer, analisando a pista de dança e em lazer apenas quero relaxar com a música que passa na rádio ou no Spotify da Rituais.
Gosta dançar ou prefere ouvir? Como se mantém actualizado?
Apesar de gostar de dançar, prefiro ouvir música.
Em diversos canais, como por exemplo rádio, charts internacionais, internet em sites de compra de música, entre outros.
Trabalha com clientes corporativos e com clientes particulares: no dance floor somos todos iguais ou o vibe da festa é muito diferente?
A música quando devidamente tocada é bem recebida por todos os públicos, no entanto no universo corporativo é mais selectivo e discreto no início da pista de dança, mas rapidamente o público começa a descontrair e ter a mesma vibe do cliente particular.
O que faz uma grande noite (ou pista de dança)?
Uma boa selecção musical e saber ler a pista de dança.
Qual é o seu processo de trabalho, como acontece a ligação aos vossos clientes?
Através da Rituais que promove o meu trabalho e que faz todo o processo comercial com os clientes.
Como cria a playlist para o seu cliente? É tudo trabalho prévio ou há espaço de improviso, um pesa mais do que outro?
Há sempre um trabalho prévio preparando e adequando o estilo musical ao tipo de evento e cliente. No decorrer da festa também percebemos a vibe da pista de dança e improvisamos com alguns temas que nos vão pedindo.
Se se casasse, com que música abria a pista?
“September”, Earth, Wind & Fire
Para fechar, qual é a música a que regressa sempre?
Normalmente não repetimos músicas que já foram tocadas, só em situações especificas em que o cliente nos pede para o fazer.
Uma das músicas de eleição para repetir e apesar de oldie é “Show me love”, de Robin S.
Contactem a Rituais através da sua ficha de fornecedor. Espreitem as galerias, feita de belas imagens e vídeos, e entrem em contacto directamente através do formulário: é só preencher com os vossos dados e mensagem, e na volta do correio, terão uma resposta simpática do Luís Alves.
Acompanhem estas nossas conversas longas com fornecedores seleccionados Simplesmente Branco, sempre à quarta-feira!
Lourenço Wedding Photography: nova galeria online
Hoje pela fresca, queremos convidar-vos a visitar a novíssima galeria de Lourenço Wedding Photography, do João Lourenço.
O João Lourenço é um confesso apaixonado pela arte da fotografia. Nascido em Coimbra, foi lá que descobriu essa paixão. Decidiu, então, que o arranque da sua vida profissional seria a explorar o mundo – viajou durante seis anos, percorrendo vários países e descobrindo uma nova forma de olhar as coisas… e, claro, de fotografá-las.
De regresso a Portugal, encontrou na fotografia de casamento uma combinação de impressões e sensações que o cativou: o calor dos noivos, a intensidade do momento, o peso da tradição, o carinho dos familiares.
Nas suas palavras:
«Cada vez mais os casais preocupam-se em preservar a autenticidade do seu dia de casamento em vez de uma visão artificial do que acham que devia ser. Isso enquadra-se perfeitamente com o meu estilo: foto-jornalístico de coração, com atenção aos pormenores e uma preocupação em me afastar do convencional.»

O João Lourenço vai buscar inspiração à emoção do dia do casamento. Por vezes é fácil esquecer que é um dos dias mais importantes da vida de duas pessoas – e ao aperceber-se da importância no registo da história para as gerações vindouras, a inspiração surge espontaneamente.
Fica o convite para irem espreitar esta galeria cheia de sorrisos contagiantes e cheios de emoção: a matéria de que é feito o mais bonito dos dias!
Naveguem pelo portefólio de Lourenço Wedding Photography e entrem em contacto através do formulário.
Mesmo que tenham pausado os vossos planos para casar, se gostam destas imagens, digam isso mesmo ao João, ele vai gostar muito de saber a vossa opinião.
Estes dias e o futuro.
Continuamos em casa.
Este tempo em que abrandamos e nos tornamos mais observadores do que está à nossa volta e de nós próprios, dá-nos as respostas claras: tudo mudou e todos temos que nos ajustar e alinhar nesse novo caminho, tão diferente, mais longo ou mais curto, ainda por descobrir.
2020 terá começado de forma fresca e luminosa, não tenho dúvidas: um novo ano, uma nova década, tudo novo e a estrear. A vida a acontecer, um certo optimismo no ar, trabalho e relações alinhadas, vamos casar.
O cenário já se desenhava lá ao fundo, mais ainda muito distante. Até que, em vésperas de abrirmos as portas à nova saison, temos que as fechar.
Os sonhos, planos, beijos e abraços que antecipámos, ficam sem efeito e é difícil processar tudo isto, tanto do vosso lado, noivos, como do nosso, profissionais.
O fundamental está dito: é preciso parar e recolher, sair só para o essencial, e cumprir este caminho à risca, seguindo as instruções (e apenas essas) da cadeia de comando: Direcção Geral de Saúde e Estado.
Quanto aos planos para casar, a palavra de ordem tem sido adiar, não cancelar, veiculada pelos profissionais, de forma a tornar possível o vosso sonho, a nossa subsistência como negócio, e a saúde e segurança para todos. Estes três próximos meses serão de imenso desafio, também económico. Ao mesmo tempo que olhamos para este reajuste do sonho, é preciso nervos de aço para navegar o negócio, e para que ele seja capaz de florescer quando dias mais risonhos regressem.
Estamos por aqui, para vos dar suporte à decisão, acompanhar na mudança de planos e planear um dia ainda mais doce, porque quando nos reencontrarmos, os abraços serão em dobro. Mas até lá, não vale o risco, estamos todos na mesma viagem, temos de remar em conjunto.
O nosso serviço público, aquilo que o Simplesmente Branco decidiu fazer para os seus leitores, é criar conteúdo bonito, leve e rigoroso – o que sempre fizémos.
Menos focado no planeamento, mais empenhado no que nos anima e inspira, no que nos eleva. Não queremos pegar nas pessoas pela mão, porque este é um momento em que todos temos que ser crescidos e tomar decisões de cabeça fria. Mas queremos passar a mensagem de forma clara: casar, agora, já, com este cenário em mãos, não é uma prioridade. Sonhar, planear, viver devagar e apoiar (adiando) os nossos pares, é.

Do meio desta confusão, estamos à escuta, de olhos no horizonte.
Imagem da Maison Dior, via Lavandula.
Bolo dos noivos, sapatos de noiva e um belo bouquet: um trio perfeito!
O nosso trio de bolo dos noivos, bouquet de noiva e sapatos de noiva de hoje é muito feminino e romântico, brincando com uma paleta de tons neutros com um ligeiro toque de coral, tão alinhado com as tendências da estação!
Como sempre, o ponto de partida são os sapatos de noiva: para o trio de hoje, escolhi estas fantásticas sandálias de salto fino, em tom café com leite, só para meninas audazes e experientes nas alturas. São lindas de morrer e têm pouquíssimo apoio para o pé, mas garantem um vistaço! Basta juntar-lhes um verniz colorido – qualquer cor -, do coral Chanel ao vermelho quase preto Tom Ford, que com estas sandálias vale tudo!
Alinhado no mood orgânico, neutro e suave, o bolo dos noivos: dois andares, cobertura cremosa e cheia de textura, que o eleva além de um singelo naked cake, e o remate flores naturais, a dar um toque de cor e leveza. Simples, nunca simplório, e com personalidade, graças a estas bonitas ervilhas-de-cheiro cor de pêssego.
Fechamos com um bouquet de noiva orgânico e radioso, com ranúnculos, cravos, ervilhas de cheiro… gosto muito deste ar rebelde e despenteado que acaba suavizado pela delicadeza das flores que o compõem. E esta variação de cores no mesmo tom, um bocadinho para o rosa, um bocadinho para o coral, um bocadinho para o mostarda, um abocadinho para o lilás, acrescenta sempre interesse e volume – é mesmo bonito!

Preferimos cores mais intensas ou estamos a ficar apaixonadas por estes tons cremosos e discretos…?
De cima para baixo, bolo dos noivos com dois volumes, com cobertura cremosa texturada e decorado com flores naturais, via Magnolia Rouge; sapatos de noiva com tiras e salto alto, Mango, por 29.99 euros; bouquet de noiva com ranúnculos, cravos e ervilhas de cheiro, de Pina Cate.
Para acompanhar estes nossos trios perfeitos que publicamos todos os domingos, basta que sigam as nossas etiquetas (a partir da homepage) ou aqui no topo do artigo: sapatos e sunday shoes; cake! e bolo; bouquet e um belo bouquet.
Bom domingo!
Um vestido de noiva azul cobalto e um casamento diferente: Paula + Niall
Um casamento diferente, um casamento alternativo.
Enquanto há quem apregoe que os casamentos clássicos (tradicionais) são chatos e aborrecidos e que uma “cena alternativa” é que é, a minha visão sobre estes dois pólos opostos é muito distinta. O mercado está maduro e pronto para oferecer tudo, a todos. E não é necessário que uns sejam exclusivos ou contra os outros. Todos podemos co-habitar nos nossos gostos, visões e necessidades, e naquilo que queremos para o mais bonito dos dias.
Se sou católica e valorizo a cerimónia religiosa, isso não faz de mim chata ou antiquada. Se valorizo a informalidade e quero uma cerimónia simbólica com cocktail no jardim, isso não faz de mim insensível ao verdadeiro significado da união matrimonial.
São apenas visões distintas sobre a fórmula como esse compromisso para a vida se materializa, não são juízos de valor sobre os outros e, acima de tudo, são o reflexo daquilo que é cada casal: tão simples e tão bonito quanto isso. A existência dessa liberdade de escolha, que permite construir uma visão singular e a disponibilidade do mercado para acomodar todas e cada uma dessas visões, faz de nós (noivos e profissionais) um colectivo fantástico, generoso e muito entusiasmante.
O bonito casamento que vos trago hoje é um exemplo perfeito desta conversa. Paula + Niall, irlandeses, celebraram a sua união de uma forma bastante distinta e totalmente alinhada com a sua essência (e curiosamente, tal como eu faria, se me casasse!).
Sendo fotógrafa de casamento, a visão da noiva era claríssima sobre o que queriam e o que não queriam, e todo o processo, desde a ausência de pedido à lua-de-mel dupla, foi, a cada passo, o espelho do casal e da sua forma de estar e viver a vida, como uma longa sequência de passos sólidos no caminho a dois, sem interrupções.
É bonito isso, não é? Nem tudo tem que ser fogo de artifício, nem tudo tem que ser surpreendente e over the top, pode “apenas” ser a vida, em versões melhoradas e mais coloridas do seu próprio quotidiano.
Quando vi a primeira imagem deste casamento, fiquei dois minutos a olhar para a imagem do vestido azul cobalto: que peça incrívelmente bonita, eu que adoro tudo o que seja vagamente japonês. Não sendo um tradicional vestido de noiva, é um vestido com a dignidade e intenção equivalentes, sumptuoso, rico e poderoso: não são todas estas as sensações que procuramos sentir quando vestimos o nosso vestido de noiva?
Depois, esmiucei a história: um casamento a duas partes.
Primeiro no registo civil, apenas os dois, com passagem por um hotel especial na memória de ambos, com bouquet de noiva espectacular, playlist dedicada e um casaco fenomenal. Uns dias depois, uma festaça com a família e amigos, onde tudo foi escolhido a rigor para criar o ambiente desejado e uma festa acolhedora e intimista: cenário espectacular, comida deliciosa, bar pensado a rigor.


“It had been a few years since the last friend’s wedding we’d attended, and we were jokingly wondering which friend was likely to be next,” Niall remembers. “I said, ‘Well, it should really be us that gets married next’. That planted the seed! Paula did some research, and we chatted here and there about how we would do it. Eventually, we had a rough idea how we would go about it, and realised that we had already begun planning a wedding. I’d say we fell in love with the idea by happy accident!
We wanted to get married in an intimate way with just the two of us, so getting ready together in Dublin and Derry was a must. We couldn’t imagine doing it any other way. We both tend to shun the limelight, so keeping the ceremony and wedding personal and intimate between us was top of the agenda.
For us, it wasn’t about all the bells and whistles or a traditional ceremony, we wanted to make sure we weren’t rushed or stressed and could appreciate the occasion. There can be a lot to fit into wedding day but we really aimed to manage it in a way that allowed us to enjoy the time together and make sure family and friends did too.”


Diferente ou igual, clássico ou alternativo, de branco ou de azul: a relevância destas escolhas é zero, quando falamos de celebrar o amor com as nossas pessoas. Independentemente da sua cor, dimensão ou forma, que sejam as certas, porque são as nossas.
E este casamento é uma tara!
Fotografia de Honey and the Moon Photography, via One Fine Day.
Bom fim-de-semana!





