À conversa com: DJ Nuno Rodrigues – Dj para casamentos
Hoje conversamos longamento com o DJ Nuno Rodrigues, DJ de casamentos mas não só.
O Nuno Rodrigues é fornecedor seleccionado Simplesmente Branco há muito tempo e é presença activa nos showcases que temos organizado.
Hoje falamos sobre o seu percurso até aqui, sobre a importância de ter uma assinatura e posturas profissionais na pista de dança, e o que gosta de ouvir.
Fiquem também a conhecê-lo melhor!
Sentir a energia do meu local de trabalho, na cabine, sentir e ler o público, ver os sorrisos na cara das pessoas, as emoções que conseguimos criar com cada tema que sai do sistema de som, sentir que tudo isto parte de mim… É fascinante!
Conte-nos um bocadinho do seu percurso, até às pistas de dança: como é que isso aconteceu?
Sempre gostei de muito de música, em casa dos meus pais tinha muitos problemas com os vizinhos, estava sempre a ouvir música bem alto para sentir o “beat”, organizava festas com os meus amigos e o DJ era sempre eu, adorava trabalhar com a música e mexer nos discos e cassetes, era o que se usava na altura e a magia do DJ era mais respeitada.
Lembro-me de um Carnaval que organizámos, acho que tinha uns dezasseis ou dezassete anos… convidámos muita gente, amigos, familiares, até fizemos publicidade e o evento correu muito bem até ao meio da noite, quando a aparelhagem que o meu pai me ofereceu, queimou. O entusiasmo foi tanto que forcei demasiado o sistema de som, e a partir daí fiquei com a noção que o equipamento tem sempre razão!
Quando saía à noite ou ao domingo para as matinés, ficava sempre ao lado da cabine do DJ, sempre!!! Ficava fascinado com todo o trabalho e dedicação que é posto na pista de dança.
Festas da escola, de garagem, lá estava eu, sempre na cabine! Não digo que nasci para ser DJ, mas descobri que o queria ser, que queria sentir a adrenalina de ver as pessoas a dançar à minha frente, com a minha seleção musical.
Quando tive a minha primeira oportunidade para pôr música num bar noturno, aproveitei ao máximo, embora não tivesse o aval dos meus pais por inteiro, lá fui eu.
Ao entrar na cabine, vi tantos discos, tanta música, senti uma responsabilidade enorme!
Depois, fui aprendendo a ser mesmo um DJ e a trabalhar realmente com a música, os gira-discos, a mesa de mistura, as luzes. A sentir a energia do meu local de trabalho, na cabine, sentir e ler o público, ver os sorrisos na cara das pessoas, as emoções que conseguimos criar com cada tema que sai do sistema de som, sentir que tudo isto parte de mim… É fascinante!
Aprendi também que, para que tudo aquilo seja possível, existe um trabalho de equipa, um trabalho prévio de preparação, pesquisa e elaboração de condições para que as pessoas sintam predisposição para se divertirem.
Animação noturna e casamentos – sendo a música um assunto transversal, esta é uma ligação natural e inevitável?
O percurso da minha carreira como DJj, foi normal. Foi evoluindo, passei por vários espaços de diversão noturna e eventos ao ar livre. Sempre gostei de ser residente e criar laços com os clientes, trabalhei numa rádio local, tinha parceria com algumas editoras de música para fazer distribuição de música promocional aqui no Norte, em bares e discotecas, recebia música nova em primeira mão.
Os casamentos vieram por mero acaso. No meu primeiro casamento, trabalhei com música em vinil, estávamos numa altura em que apareceram os CD e a transição de um formato para o outro não era fácil porque não existiam aparelhos onde conseguíssemos fazer misturas com a mesma facilidade.
Foi uma experiência diferente porque a música ao vivo era predominante naqueles tempos e os convidados achavam estranho estar ali um tipo a passar música, não a cantar.
Inicialmente não gostava de por música em casamentos, o DJ não era bem visto nessa altura neste tipo de eventos, e não era compatível com as discotecas e bares onde eu estava residente. Inevitavelmente, os convites começaram a surgir porque começou a ser diferente e a estar na moda ter um DJ num casamento, e o nosso trabalho foi valorizado por ser mais abrangente e versátil.
Comecei a ganhar gosto e a arranjar forma de conciliar casamentos com bares e discotecas. Estive ligado a duas empresas de animação durante muito tempo mas deixei de me enquadrar no conceito e optei por entrar no mercado sozinho, criando a minha imagem, conceito e postura.
O que ouve quando não está a trabalhar? Separa lazer e profissão?
A necessidade da procura de novidades e novos estilos é uma constante, mesmo em lazer. Estou sempre atento à música, seja no rádio do carro, em bares ou em casa. Com as novas tecnologias torna-se tudo mais fácil, mas existem aqueles dias em que é preciso desligar para fazer um refresh. Aí, desligo completamente e não ouço nada.
A música é, para mim, um vício, gosto de estar no meu estúdio em casa a ouvir os discos da minha coleção, os CD que guardo com carinho, às vezes dou por mim e estou horas e horas a mexer nos discos. Ainda compro vinil daqueles temas e bandas de que gosto.
Gosta dançar ou prefere ouvir? Como se mantém actualizado?
Estou sempre actualizado com os temas actuais e os intemporais, e, estando no ativo noturno, leva-me a estar mais atento ainda, por isso tenho várias formas de o fazer. O formato digital é um grande facilitador.
Não sou muito de dançar, embora me divirta em trabalho, prefiro fazer as pessoas dançar, torna-se mais divertido. Mesmo quando saio com amigos, fico atento à música, mas divirto-me na mesma.
Trabalha com clientes corporativos e com clientes particulares: no dance floor somos todos iguais ou o vibe da festa é muito diferente?
Actualmente trabalho em vários segmentos do mercado: eventos corporativos, sociais, particulares e públicos. Na pista de dança não importa o tipo de festa, desde que as condições sejam boas, as pessoas libertam-se e divertem-se.
Num casamento, o ambiente é mais intimista, familiar, dois factores importantes para a pista de dança e, o que me fascina neste tipo de eventos, é que conhecemos pessoas e espaços diferentes, nunca é a mesma coisa.
O que faz uma grande noite (ou pista de dança)?
Uma grande noite faz-se com bom ambiente, boas condições para que pessoas estejam predispostas para a festa. A música faz o resto.
Qual é o seu processo de trabalho, como acontece a ligação aos vossos clientes?
Cada evento é um desafio, tornando-se gratificante porque criamos ligações e emoções a fazer as pessoas felizes e é assim que chego a novos clientes. 90% dos novos clientes chegam até a mim porque gostaram daquela festa, da minha postura, do meu conceito. Isto é a melhor publicidade!
Como cria a playlist para o seu cliente? É tudo trabalho prévio ou há espaço de improviso, um pesa mais do que outro?
Cada festa é uma festa e são todas diferentes. Não tenho uma playlist para tudo, é um processo feito em tempo real e de improviso, respeitando os gostos e objetivos dos clientes. Existe sempre, também, um trabalho prévio de preparação para cada evento, e pesa significativamente, de outra maneira não fazia sentido.
Se voltasse a casar, com que música abria a pista?
Nat King Cole, L.O.V.E. Sempre me identifiquei com este tema e estilo musical, tem tudo haver com o momento.
Para fechar, qual é a música a que regressa sempre?
É um tema a que volto sempre e tem tudo relacionado com festa, amigos, dança e o quanto a vida é bela com música: Lionel Richie, All night long.
Contactem o Nuno Rodrigues, através da sua ficha de fornecedor. Espreitem as galerias e entrem em contacto, directamente através do formulário: é só preencher com os vossos dados e mensagem e, na volta do correio, terão uma resposta simpática.
Acompanhem estas nossas conversas longas com fornecedores seleccionados Simplesmente Branco, sempre à quarta-feira!
Bolo dos noivos, sapatos de noiva e um belo bouquet: um trio perfeito!
Hoje, o nosso trio de bolo dos noivos, sapatos de noiva e bouquet de noiva começa com um vertiginoso par de sapatos de noiva dourados.
Andamos nisto, uma semana escolho sapatos brancos, na outra semana, escolho sapatos dourados – definitivamente este duo de cores domina a estação e, na minha opinião, muito bem!
Esta semana escolhi estes fantásticos sapatos de noiva dourados, com um salto impossível. Têm muita pinta, com um vago ar de tango e milonga, um vago ar de Great Gastsby e os loucos anos 20 e dignos de uma passadeira vermelha, pois então.
Estão mesmo a pedir um vestido muito estruturado, com mangas, talvez, e um tecido rico, como um mikado de seda (estão a ver a Meghan Markle…? É isso mesmo!).
Segue-se um bolo dos noivos simples, minimalista, mas perfeito na sua elegância despojada: dois andares, cobertura de creme e meia dúzia de amoras negras, com bocadinhos de folha de ouro. Requintadíssimo!
A fechar, um bouquet de noiva absolutamente moderno: anémonas, rosas, pampas e uma série de folhas e flores desidratadas, nos mesmos tons. Acrescentam textura, cor e a passagem do tempo, como se este bouquet fosse uma espécie de something old desta história.
Não é mágico?
As escolhas de hoje são dramáticas, certo? Mas o que têm de fantástico vale bem a surpresa inicial, acho eu!
De cima para baixo, bolo dos noivos com três andares, com cobertura em fondant e decorado com flores de açúcar e flores pintadas em tons pastel, de Le Loup Cakery; sandálias de noiva douradas e muito espectaculares, na Zara, por 49,95 euros; bouquet de noiva clássico e orgânico, com rosas de jardim, ervilhas de cheiro e ramos de jasmim, por Kelly Kaufman Design.
Para acompanhar estes nossos trios perfeitos que publicamos todos os domingos, basta que sigam as nossas etiquetas (a partir da homepage) ou aqui no topo do artigo: sapatos e sunday shoes; cake! e bolo; bouquet e um belo bouquet.
Bom domingo!
Casamento nos Açores: Kristin + Nolan
Esta semana voamos até à ilha São Miguel, para um belíssimo casamento nos Açores. É o mais bonito dos dias da Kristin + Nolan, amigos e família, vindos dos Estados Unidos. A organização cuidada e toda a decoração ficou (e muito bem) nas mãos da dupla Cátia Leandro e João Gomes, da Plano A – Organização de Eventos.
Prestem atenção às palavras da Kristin, sobre a ideia de ter um destination wedding. Há, de facto, uma magia imensa nesta forma de celebrar o amor.
Os factores principais são imensos e com peso, nem sempre fáceis de gerir: abdicar de um plano muito detalhado, focarmo-nos no fundamental, gerir à distência, largar o controle. O prémio é a presença das nossas pessoas e de todo esse amor, a experiência vivida durante três dias com elas, a energia feliz e contagiante partilhada a tempo inteiro, focada, presente, o que lhes podemos proporcionar enquanto casal, como mensagem do que significam para nós, na nossa vida, e o que elas nos dão de volta, essa resposta de amor incondicional, generoso, autêntico.
Nós, viajantes e descobridores, regressamos a casa para casar, incondicionalmente. Será altura de pormos os olhos no horizonte e voarmos? No mínimo, é tentador!
Bom fim-de-semana!
When the answer was “yes!”, how did you imagine your day?
Our main hope was to have a weekend where our friends and families could escape from their daily lives and get to immerse themselves in a new experience together and get to know each other over a few days. We wanted it to feel organic and filled with natural beauty and allow conversation and love and relaxation to flow.
Did you feel prepared or was it a nerve-racking journey?
It was slightly nerve racking to give up an element of control by having a destination wedding! But I think giving up some control was healthy! It was absolutely the best thing for us, and we recommend to all of our friends to consider doing it the same way. It helped us enjoy the process, the people, and the weekend so much more to not feel focused in on the outcome of particular details that weren’t high priority for us and to primarily live the experience.
At what point of the wedding planning did you feel, “this is for real”?
When we got on the plane…? We got engaged 16 months before the wedding, so all that time and our physical distance from the venue led it to not feel quite “for real” until we started meeting up with friends and family at the airport! It felt pretty special to take up a large portion of a plane with our friends and family and really helped kick off the fun of our wedding.
Is the result true to the initial ideas or is it very different? Did you have any help?
Absolutely true and better. Our wedding planners, Catia and João from Plano A Eventos took into account our vision via some Instagram photos I shared with them, and they made it mesh beautifully with our venue. And our rehearsal dinner turned out better than we could have imagined! We found the venue on TripAdvisor because it looked like a beautiful space for outdoor dining, and we were fortunate that they were also open to catering and creating décor and booking live music for us! We were so happy to also get to integrate Azorean food into the evening.
What was fundamental to you? And unimportant?
Creating a warm and inviting contemporary vibe, an amazing photographer who was skilled at capturing candid moments, the color scheme, delicious healthy food and open bar, and keeping things affordable. We weren’t particular on details or personally vetting details about vendors as we trusted and relied on our wedding planners for that.
What was easier? And what was more difficult?
It was surprisingly easier than expected to find and book the major things we cared about. We picked our venue and photographer before we picked our wedding planners (yay for the internet and Instagram!), and had also had a restaurant in mind for catering. A more difficult aspect was that the restaurant fell through at a time that felt late in the game to us, so we felt a little stressed that we might not have food at our wedding! Our wedding planners were on top of working that out, and it ended up working out likely better than our original plan.
What was the sentimental peak of your day?
Our ceremony. We wrote the ceremony ourselves and integrated many friends and family throughout the ceremony, from officiating, playing guitar and singing, to readings and prayers. We also each wrote something that we read aloud to each other during the ceremony in addition to vows we recited in common, and we didn’t quite realize ahead of time how touching that would be to each of us and to everyone there.
And the peak of fun?
As soon as the ceremony started, we were both so joy-filled. Our reception when literally all of our guests were packed onto the dance floor and rocked out was a pretty magically fun moment.
A special detail…
Hugo, our DJ, asked us the night before the wedding what song we’d like to walk into the reception to. It was a detail we weren’t too particular about, but we had fun spending ten minutes together picking out a song and chose Crazy in Love by Beyonce. It was a really fun vibe and moment when we walked out and we spontaneously broke out into dance together on the dance floor once we got out there. Most of our guests thought we had put tons of time into planning and choreographing it!
Now that it has happened, would you change anything?
Not a thing. We feel very lucky to be able to say that!
Some words of advice for upcoming brides…
Have a destination wedding! It’s a great opportunity to have a vacation with your favorite people, and takes away a lot of the stress of managing small details and allows you to focus on planning things that are important to you—for us, it was planning a whale watching excursion for our guests the days before the wedding. Instagram is a great source for finding the big pieces, like a wedding planner/photographer/venue. Also, don’t put too much pressure on yourself. I think it’s natural to want to create the perfect time for both you/your husband-to-be as well as for all of your friends and family, but that idea can easily turn into a burden. I couldn’t help but feel stressed in the days before we had specifically scheduled events because I worried about meeting everyone’s needs. But our guests seemed very happy to not have their entire trip managed for them to allow them time on their own to explore. I came to realize that everyone coming to your wedding has low expectations for how much free time the bride and groom will have to spend with them, and they are just so happy to be there for you, so you can’t really mess that up.
Os fornecedores escolhidos:
convites, materiais gráficos decoração e bouquet da noiva: Plano A – Organização de Eventos;
espaço para casamento: Convento de Sao Francisco, jantar de véspera na Quinta das Furnas;
catering: Primos Ferreira;
bolo dos noivos: Beliciosos;
fato do noivo e acessórios: fato Hugo Boss, sapatos Steve Madden;
vestido de noiva e acessórios: vestido Pronovias, sapatos Gianni Bini;
makeup da noiva: a própria;
cabelo: Susana Couto;
fotografia: Golden Days Photography;
Lights, sound and Dj: Amplisom e DJ Huguinho the King (Hugo Rei).
À conversa com: Sóanimarte – animação para casamentos
Hoje conversamos com o Tiago Simões, da Sóanimarte – animação para casamentos.
Começo por dar os parabéns, bem alto, a esta equipa – ontem celebraram duas mãos cheias de anos de actividade! Uma década de trabalho é coisa de gente valente e representa muito sangue, suor e lágrimas, e muitas alegrias também. É mais do que merecida esta festa e um belo abraço!
De seguida, falamos sobre o percurso deste grupo, a forma como procuram inspiração e como constroem os seus serviços e, sobretudo, sobre a importância da animação num casamento. No meio está a virtude e o Tiago explica porquê e como se prepara a animação perfeita para o mais bonito dos dias – o vosso!
Estudamos o casal com quem estamos a trabalhar, idealizamos o tipo de animação que pretendem e como podemos dar o nosso cunho à mesma. Seja levando um bocadinho do circo (do bom circo, entenda-se!), seja tornando o dia o mais simples e elegante de todos, sem nunca descurar a animação que ele merece.
Contem-nos um pouco da vossa viagem profissional até ao universo dos casamentos.
A nossa viagem profissional começa por ser uma viagem apenas, sem nenhum objetivo profissional. Sendo nós uma equipa de animação, a arte circense está sempre presente e foi por aí que começámos. Ainda novos, na escola, e por sermos de uma terra riquíssima em artes de rua, com o é Santa Maria da Feira, fomos tomando o gosto por manipular objectos e criar performances. Algum tempo depois, não muito, começámos a levar para os palcos (quer de anfiteatros, quer de rua) as nossas criações. Daqui até ir fazer a festa de aniversário do filho de uma amiga e começar a fazer casamentos, foi um pulo. Um pulo daqueles que damos na adolescência e nos apercebemos que rapidamente passamos a ser adultos.
Há quanto tempo trabalham neste mercado? E porque escolheram trabalhar em casamentos?
Eu, Tiago, trabalho na área desde 2004. A Joana, minha companheira, desde 2007. A empresa (ou equipa, como lhe gosto de chamar) começou em 2009 e fazemos 10 anos precisamente este mês de Maio. Trabalhar em casamentos nunca foi uma escolha ao início do projeto. Tinhamos tantas ideias na cabeça que criámos quatro grandes áreas de intervenção: infantil – para aniversários; noite – para discotecas e clubes; performance de rua – onde podíamos ser mais criativos, e, claro, casamentos. Mas ao longo dos tempos começámos a apercebermo-nos de que os casamentos eram realmente o palco onde nos sentíamos bem. Mais próximos das pessoas e mais envolvidos na emoção que dias como esse acarretam.
Qual é a vossa assinatura, o trabalho que mais vos define e separa da concorrência?
No seguimento da história que vos contava na pergunta anterior, percebemos cedo que para sermos quem sempre sonhámos ser – aquela equipa criativa e cheia de ideias –, tínhamos de levar um bocadinho dessa génese para os casamentos e essa é a nossa assinatura. Estudamos o casal com quem estamos a trabalhar, idealizamos o tipo de animação que pretendem e como podemos dar o nosso cunho à mesma. Seja levando um bocadinho do circo (do bom circo, entenda-se!), seja tornando o dia o mais simples e elegante de todos, sem nunca descurar a animação que ele merece.
Existem fórmulas vencedoras que aplicam, ou cada evento é pensado totalmente de raiz?
É comum achar-se que existe essa fórmula vencedora e muitos trabalham arduamente para a encontrar e a poder aplicar nos eventos seguintes, tornando assim tudo mais fácil. Mas, na verdade, que piada tem se isto for tudo mais fácil? Para nós, os eventos devem ser sempre pensados de raíz e para aquele casal em particular. Não quer isto dizer que a nossa experiência não nos sirva como base para sugerir aos noivos o que consideramos mais eficaz para um resultado ultra-positivo, mas não queremos confundir experiência com fórmula vencedora.
Onde buscam inspiração para cada nova temporada de trabalho?
Sempre na temporada actual ou anterior. As tendências mudam e baseiam-se em paletas de cores, tipos de letra, cenários específicos. No nosso caso, na animação, há uma barreira que nos impede de aproveitar esse sumo para ser criativo, porque sejamos sinceros, apenas na música as tendências são evidentes, no resto das acções de animação temos sempre a tela em branco para poder criar, logo, durante as temporadas passadas estivemos atentos ao que nos dizia o mercado, o convidado, o noivo e, do nada, vão surgindo novas ideias. É um bocadinho como as bandas que andam na estrada em tour com um novo álbum, mas a aproveitar essa experiência para escrever um álbum novo que sairá dois anos depois.
Quando precisam de fazer reset, para onde olham, o que fazem?
Fazemos uma pequena introspecção. Tentamos perceber se nos sentimos bem a fazer o que fazemos nesse momento ou se precisamos de mudar. Somos um equipa numerosa, com ideias vincadas e onde todos temos uma opinião valiosa: colocamos essas opiniões em cima da mesa e de forma descontraída, estudamos o que devemos fazer. Se o resultado tiver de ser uma mudança radical, viajamos e, no regresso, metemos mãos à obra.
Qual é a importância da animação na grande lista de itens e tarefas que compõem o casamento?
Logicamente, para nós, tem sempre uma importância acrescida, mas de forma genérica consideramos que há três grandes itens que fazem toda a diferença no casamento: o local/catering, os fotógrafos/videógrafos e a animação. Se alguns deste itens falha, torna-se logo um marco nesse casamento. Contudo, a animação está a passar por um processo de difícil entendimento no mercado nos casamentos, isto na minha modesta opinião. Existem, felizmente, inúmeras empresas de animação, de diversos estilos diferentes, mas se bem analisarmos os casamentos em Portugal (e não só), há dois pólos: os que têm animação do início ao fim, o que se torna massacrante; e os que têm apenas DJ (ou banda) porque não querem correr o risco de aborrecer o casamento. O meio-termo não existe, é logo excluído. O nosso trabalho tem sido mostrar a todos que esse meio-termo é talvez a melhor opção de todas: animação, q.b.
Qual é o vosso processo de trabalho, como acontece a ligação ao cliente?
Do mais simples que pode existir, sem barreiras linguísticas, burocráticas ou sociais. O casamento é uma festa que envolve um grupo de pessoas próximas do casal, que nós não conhecemos ou com quem não temos qualquer relação. O nosso processo de trabalho é conhecer os noivos, de forma a podermos estar incluídos nesse grupo e esse grupo aceitar a nossa adição. Só assim os podemos animar a todos, de forma simples, personalizada e eficaz. Não queremos nunca que os noivos sintam que não nos conhecem.
Qual é a melhor parte de trabalhar em casamentos? E o mais desafiante e difícil?
A melhor parte é, sem dúvida, conhecer pessoas, viver e experienciar essa emoção e partilhá-la num dia que é sempre vivido intensamente. De tal forma que se constroem amizades que duram uma vida (há uma bela percentagem do nosso grupo de amigos, que foram em tempos nossos noivos). A mais difícil é combater por um mercado mais justo, quer aos olhos dos noivos quer aos olhos das restantes empresas. Fazer entender a nossa posição/visão sem parecer presunçoso torna-se desafiante!
Escolham um momento ou serviço favorito, e contem-nos porquê :
Existem tantos momentos favoritos que é difícil escolher um, mas se há história que gosto de contar é aquela que melhor se identifica com quem nós somos e como gostamos de estar. Em 2013 decidimos organizar um desfile de moda performativo, a convite de uma colega do grupo. Nesse mesmo desfile tratámos da produção toda, incluído castings de manequins e afins. Após 3 meses de preparativos, a colega que nos convidou para organizar apaixonou-se por um dos manequins. Cinco anos depois decidem casar, organizámos a festa e está estampada na minha cara (como podem ver na foto, o barbudo), a felicidade de tal momento. Como fica sempre, de evento para evento, de casal para casal, de amigos para amigos. Resumindo: o nosso momento favorito é sempre que vemos todos assim: emocionalmente sorridentes!
Contactem a Só Animarte, através da sua ficha de fornecedor. Espreitem as galerias e entrem em contacto com o Tiago Simões, directamente através do formulário: é só preencher com os vossos dados e mensagem e, na volta do correio, terão uma resposta simpática.
Acompanhem estas nossas conversas longas com fornecedores seleccionados Simplesmente Branco, sempre à quarta-feira!
Bolo dos noivos, sapatos de noiva e um belo bouquet: um trio perfeito!
Hoje, o nosso trio de bolo dos noivos, sapatos de noiva e bouquet de noiva regressa aos dourado, desta vez emparelhado com creme, marfim e rosa blush.
O dourado continua a ser um must da estação, no que toca a sapatos e eu aproveito, porque é uma das minhas cores favoritas para o assunto e não passo um verão sem umas sandáçias douradas!
Esta semana escolhi para sapatos de noiva estes mules dourados da Zara, com salto médio e um tom muito vistoso – gosto mesmo do modelo, a altura do salto é bastante razoável e têm poucos pontos de fricção. Como a cor é poderosa, um verniz nude ou branco cremoso faz um par perfeito!
Seguimos para o bolo dos noivos, lindo, em tons de rosa nude, decorado com magnólias em açucar, com detalhes dourados. A fita de seda, no mesmo tom, dá-lhe um toque ainda mais delicado.
Nem a propósito, tenho visto muitos bolos dos noivos com uma fita assim, solta, com laço ou sou com nó, mas sempre com esta leveza e presença – se ainda não é tendência, pode passar a ser, porque o resultado t6em toda a sua graça. Eu gosto muito!
Fechamos com um belo bouquet de noiva, como de costume: rosas em tom de marfim e algumas ramagens secas, de cor quase dourada, que acrescentam textura e um ligeiro dramatismo. O que vos parece tudo isto?
Uma paleta de cor feita de dourado e tons neutros (do marfim ao rosa blush) é uma receita infalível para um ambiente romântico. Concordam?
De cima para baixo, bolo dos noivos com dois andares, com cobertura em fondant e decorado com magnólias de açúcar e fita de seda, de Nadia & Co.; sandálias de noiva douradas, na Zara, por 29,95 euros; bouquet de noiva clássico e orgânico, com rosas e folhagem seca, por Plenty of Petals.
Para acompanhar estes nossos trios perfeitos que publicamos todos os domingos, basta que sigam as nossas etiquetas (a partir da homepage) ou aqui no topo do artigo: sapatos e sunday shoes; cake! e bolo; bouquet e um belo bouquet.
Bom domingo!
Casamento no Solar de Pancas: Adriana + Constantin
Fechamos a semana com um casamento no Solar de Pancas, em Alenquer. É o mais bonito dos dias da Adriana + Constatin, captado pelo Edgar Félix Videography e com dedinho da equipa Amor e Lima.
Este filme de casamento tem de tudo: patudos de estimação, uma pista de dança animadíssima, muitas lágrimas e outros tantos sorrisos e abraços apertados, gente bonita e muito bem vestida e um belo cenário. É disto – e de muito amor -, que é feito um dia de festa!
Quando a resposta foi “sim!”, como é que imaginaram o vosso dia?
Imaginámos um dia inesquecível, rodeados da nossa família e dos nossos amigos. Um dia cheio de amor e alegria!
Sentiam-se preparados ou foi um caminho com muitos nervos?
Sentíamo-nos completamente preparados. O casamento era algo que sempre esteve presente nos nossos planos e era algo que queríamos muito os dois.
Em que momento da organização do casamento é que sentiram, «é mesmo isto»?
Desde o momento em que fomos os dois escolher a igreja e o local! Foi um momento muito importante para nós.
O resultado é fiel às ideias iniciais ou muito diferente? Contaram com alguma ajuda?
O resultado foi totalmente o que nós idealizámos. Contámos com a ajuda da nossa família.
O que era fundamental para vocês? E sem importância?
O que era fundamental era que tudo no nosso casamento fosse autêntico e que espelhasse a nossa personalidade e a nossa relação. Mesmo com imprevistos, que sempre acontecem, foi tudo incrível! Temos memórias muito especiais e sentimos que aproveitámos tudo ao máximo e que todos estavam muito felizes e divertidos!
O que foi mais fácil? E o que foi mais difícil?
Foi fácil escolher a igreja e o local! O mais difícil, foi fazer a lista de convidados, pois era importante que fosse um casamento íntimo, com as pessoas mais importantes para nós.
Qual foi o pico sentimental do vosso dia?
Todos os momentos foram incríveis, porque vivemos com muita intensidade todo o nosso dia! Tudo superou as nossas expectativas!
E o pico de diversão?
Se há uma coisa que nos define enquanto casal, é o facto de nos divertirmos em tudo o que fazemos, por isso todo o casamento para nós teve vários momentos divertidos.
Um pormenor especial…
Só um? O nosso casamento foi feito de pormenores especiais, por isso é difícil para nós elegermos apenas um, mas eu diria que um momento especialmente marcante foi a primeira vez que olhámos um para o outro na igreja!
Agora que já aconteceu, mudavam alguma coisa?
Não mudávamos nada, acreditamos que tudo acontece como tem que acontecer e, no nosso caso, foi definitivamente o dia mais feliz das nossas vidas!
Algumas words of advice para as próximas noivas…
Vivam cada instante ao máximo, desde os preparativos até ao próprio dia, pois todos os momentos vão ser recordados com imensa saudade!
Os fornecedores envolvidos:
convites e materiais gráficos: foi tudo feito por nós;
espaço: Solar de Pancas;
bolo dos noivos: Pátio Velho;
decoração: Amor e Lima;
fato do noivo e acessórios: Mister Man e Under Blue;
vestido de noiva e sapatos: Pronovias e Schutz;
maquilhagem: Kseniia Popkova;
cabelo: Anabela Sousa;
bouquet de noiva: Romeira;
fotografia: Pedro Lopes Photography;
video: Edgar Félix Videography;
Dj: Ricardo Coimbra.
À conversa com: DJ Rui Almeida – DJ para casamentos
Hoje conversamos com o DJ Rui Almeida, DJ de casamentos, com base em Guimarães.
O Rui conta-nos como foi o seu percurso profissional, que começou na rádio, passou pelos espaços nocturnos e cresce, saudávelmente, pelos casamentos animados que vai criando.
Nesta conversa há espaço para percebermos em detalhe o que faz uma boa pista de dança, e a importância que um verdadeiro profissional tem, como condutor da noite e da animação: a percepção e capacidade de leitura de pista, o conhecimento profundo sobre o o cliente e os seus convidados, e o equilíbrio saudável e frutuoso entre o improviso e o trabalho de casa.
Juntem-se a nós!
A audiência é a minha prioridade e coloco a música que eles mais gostam. Existem mil e uma maneiras de o fazer e ao longo de uma festa com muitas horas, há sempre tempo para construir um alinhamento musical completo e distinto, que agrade até aqueles que têm um gosto musical mais eclético. Ao mesmo tempo, tento enriquecer o alinhamento musical, para que os meus clientes tenham um serviço com valor acrescentado.
Conte-nos um bocadinho do seu percurso, até às pistas de dança: como é que isso aconteceu?
O meu percurso começou na rádio, onde durante quatro anos tive um programa de música de dança em que semanalmente revelava algumas das novidades da “House Music”, género musical que continua a ser um dos meus preferidos. Isto aconteceu entre 1994 e 1998, quando a internet não estava democratizada como está hoje e por isso o acesso à musica nova não acontecia à velocidade atual.
O programa era emitido em direto e todo misturado em suporte de vinil. Durante este período também coloquei música em algumas festa de “House Music” que se faziam com alguma frequência, e em alguns bares e discotecas.
Em 1998 surgiu o primeiro convite para assumir uma residência noturna, acabei por deixar a rádio e até 2004 fui DJ residente de alguns espaços nocturnos. Esta experiência noturna foi extremamente importante, porque cresci enquanto Disc-Jockey, a minha cultura musical aumentou consideravelmente, outros géneros musicais começaram a fazer parte dos meus repertórios e aprendi a interpretar uma pista de dança e a saber geri-la durante umas horas.
Animação noturna e casamentos – sendo a música um assunto transversal, esta é uma ligação natural e inevitável?
É uma ligação natural, mas não inevitável. Nem todos os Disc-Jockeys “noturnos” acabam por fazer animação de casamentos, porque não têm perfil para fazer este trabalho ou porque simplesmente não gostam de o fazer.
Também não é uma ligação natural, porque existem muitos “animadores de casamentos”, cujo percurso começou precisamente na animação de casamentos. Obviamente não estão tão bem preparados para fazer este trabalho. Por muitos anos de experiência que consigam acumular, terão muita mais dificuldade em enfrentar uma pista de dança difícil. Sim, porque este é um trabalho muito exigente. De uma forma geral, os clientes têm a expectativa de ter uma festa longa, até de manhã se possível. Ora, para conseguir fazer uma festa com muitas horas de dança, tendo em conta que temos habitualmente cerca de uma centena de convidados, é preciso conhecimento e larga experiência..
Nenhuma festa é igual à anterior, temos um número limitado de convidados para dançar, com diferentes idades e muitas vezes com diferentes gostos musicais e é preciso agradar a todos.
Por isso é importante que os noivos tenham plena noção de quem estão a contratar e se essa pessoa será capaz de assumir a responsabilidade de colocar música num dos dias mais importantes das suas vidas.
O que ouve quando não está a trabalhar? Separa lazer e profissão?
Ouço um pouco de tudo, embora a música Soul, Jazz, Funky e alguma Música Electrónica sejam as que reúnem as minhas preferências.
Contudo trabalho é trabalho, e quando assim é, a audiência é a minha prioridade e coloco a música que eles mais gostam.
Existem mil e uma maneiras de o fazer e ao longo de uma festa com muitas horas, há sempre tempo para construir um alinhamento musical completo e distinto, que agrade até aqueles que têm um gosto musical mais eclético. Não gosto de ir pelo caminho vulgar de desbobinar somente música comercial. Coloco-a, é claro, nos momentos necessários, mas tento ao mesmo tempo enriquecer o alinhamento musical, para que os meus clientes tenham um serviço com valor acrescentado.
Gosta dançar ou prefere ouvir?
Estou mais habituado a ouvir do que a dançar, o que acaba por ser normal, uma vez que numa festa estou quase sempre do lado de dentro da cabine de DJ. Contudo, mesmo do lado de dentro não estou parado, acabo sempre por dançar, porque também me divirto com o que estou a fazer e no fundo faz parte da performance um DJ transmitir boa disposição para a pista de dança.
Como se mantém actualizado?
De muitas formas, através da rádio, da internet, com algumas saídas noturnas e através da partilha com outros amigos DJ.
Trabalha com clientes corporativos e com clientes particulares: no dance floor somos todos iguais ou o vibe da festa é muito diferente?
Normalmente uma festa de casamento tem uma vibe bem diferente da de um evento corporativo.
É uma festa de família e amigos em que se comemora um dia muito especial, por isso é normal que tenham uma atmosfera mais solta do que a de um evento corporativo. Mas, é claro que tenho muitos eventos corporativos que são uma grande festa, super animada.
O que faz uma grande noite (ou pista de dança)?
Um público divertido, noivos presentes na pista, uma boa sintonia entre o público e o DJ, e temos festa até de manhã.
Como cria uma playlist para os seus noivos? É tudo trabalho prévio ou há espaço de improviso? Um pesa mais do que outro?
Tento conhecer ao máximo o gosto musical dos noivos e o que eles pretendem para a festa do seu casamento, que muitas vezes é uma coisa bem diferente dos seus gostos musicais.
Gosto também de perceber previamente como é composto o grupo de convidados e também o que estes apreciam.
O trabalho, obviamente só faz sentido em direto, a sentir constantemente a reacção da audiência, contudo, se for bem preparado é geralmente mais bem sucedido.
Sou também um pouco selectivo na gestão da minha agenda para assim ter tempo para preparar o trabalho.
Existe por isso trabalho prévio e espaço para improviso, porque o trabalho do DJ também é isso.
Gosto de agir por antecipação e não por reacção. Não espero que saiam pessoas da pista para mudar de género musical, mudo atenpadamente para as agradar constantemente, para as surpreender pela positiva e para lhes dar constantemente motivo para estarem presentes na pista de dança.
Como os noivos e os seus convidados não são todos iguais, não faria sentido ter uma playlist igual para todas as festas. Isso não resultaria. Existe, sim, uma identidade musical no meu trabalho e um fio condutor que tem como objectivo guiar a festa pela noite dentro, durante algumas horas, e onde deve haver espaço para um repertório musical variado que agrade a todos os presentes.
Como tenho uma cultura musical abrangente, consigo fazê-lo com alguma facilidade. Este alinhamento musical tem também, obviamente, de ser um reflexo do gosto musical dos noivos ou do que estes pretendem que seja.
Um trabalho personalizado é a chave para o sucesso e é isso que gosto de proporcionar aos meus clientes.
Se se casasse, com que música abria a pista?
Já me casei e como sou adepto de clássicos em momentos que queremos eternizar, foi com o Wonderful Tonight, num dueto do Ivan Lins com o Michael Bublé, que abrimos o baile.
Para fechar, qual é a música a que regressa sempre?
Confesso que não tenho uma música à qual regresso sempre, da mesma forma que não tenho uma música preferida. Ambas as coisas seriam muito redutoras e não fariam sentido entre tantas músicas que aprecio e que merecem lugar de destaque.
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