À conversa com: Paulo Castro Photography – fotografia de casamento
Hoje conversamos com o Paulo Castro, que fotografa casamentos.
De Guimarães, tem um trato gentil e educado. Capta imagens cheias de emoção e intensidade, alternando entre um dramático preto e branco e uma festa de cores.
Fiquem a conhecer o seu trabalho um pouco mais e não deixem de visitar a galeria – é uma overdose de emoção!
Conte-nos um pouco da sua viagem profissional até aqui, à fotografia de casamento.
Parque Nacional da Peneda-Gerês, com familiares nos anos 90, entre os meus dez e quinze anos, foi onde fiz as minhas primeiras viagens a bordo de um Fiat Panda branco e por lá aprendi a observar a natureza e a luz.
Numa destas viagens tive uma noite memorável, dentro de um saco-cama, deitado no caminho a olhar para estrelas (uma chuva meteoritos), descobrindo uma nova luz que me deu vontade de começar a fotografar.
Há quanto tempo fotografa? E porquê casamentos?
Iniciei a viagem em 2003 e nesse mesmo ano comprei o meu primeiro equipamento digital, a minha “querida” Canon EOS 300D, e passei a fotografar intensamente a natureza e retrato, passando depois para os casamentos, naturalmente.
Nestes tempos globais, em que as imagens circulam a uma velocidade vertiginosa e todos temos acesso a tudo, a qualquer hora, onde vai buscar inspiração?
Ao global, ao contacto com as pessoas, ao ambiente e a tudo o que me rodeia, livros, culturas, tradições e tudo mais.
Como construiu a sua assinatura, como a define?
A Wedding Photojournalist Association (WPJA), fez-me acreditar que é possível sermos autênticos, capturar e guardar o momento real de cada história. Assim se define a minha identidade como fotógrafo.
Quando precisa de fazer reset, para onde olha, o que faz?
Desligo-me da tecnologia, rodeio-me de pessoas com boas energias e aproveito para refrescar o olhar, sempre com a máquina fotográfica, em viagens e caminhadas na companhia dos meus familiares e amigos.
Do Norte para o mundo, ou Portugal de lés-a-lés: fotografar casamentos estrangeiros é diferente de fotografar casamentos nacionais?
Em todo o lado as culturas e tradições são diferentes, o mais importante é saber respeitar e deixar que a máquina fotográfica conte a história.
Qual é o seu processo de trabalho, como acontece a ligação com os seus clientes?
Através da internet, recomendações de amigos e casais para quem efectuei trabalhos, casamento e outras coisas.
A ligação pessoal é o mais importante porque isso aparece registado na fotografia, tento conhecer o mais possível e dar-me a conhecer, ouvir os seus anseios e saber o que pretendem e digo-lhes o que podem esperar de mim.
Casamentos grandes ou pequeninos, nacionais ou estrangeiros, cerimónias emotivas, festas de arromba – qual é o tipo de festa que mais gosta de fotografar?
Tudo, grandes e pequenos, desde que sejam emotivos, nacionais ou estrangeiros, casais rodeados de amigos e familiares que confiem e desfrutem desse dia especial comigo.
Qual é a melhor parte de ser um fotógrafo de casamento? E o mais desafiante e difícil?
Fazer o que mais gosto, que é fotografar. Conhecer novas pessoas, outras realidades e famílias, sendo o desafio o de registar momentos únicos que ficam para sempre, recordar.
Escolha uma imagem favorita do seu portefólio e conte-nos porquê.
É difícil de escolher uma só, assim são duas.
Uma igreja hermética, sem luz natural. No decorrer da cerimónia a luz que entrava pela porta principal foi descendo e aproximando-se do rosto das crianças, sentei-me no chão e esperei, ali estava a foto.
Na segunda, o momento, a luz envolvente, o casal, a pomba e a magia do Largo da Oliveira em Guimarães, a minha cidade. Fotografia é luz!
Contactem Paulo Castro através da sua ficha de fornecedor. Espreitem a galeria, feita de belas imagens, e entrem em contacto directamente através do formulário: é só preencher com os vossos dados e mensagem, e na volta do correio, terão uma resposta simpática.
Acompanhem estas nossas conversas longas com fornecedores seleccionados Simplesmente Branco, sempre à quarta-feira!
Bolo dos noivos, sapatos de noiva e um belo bouquet: um trio perfeito!
Hoje, o nosso trio de bolo dos noivos, sapatos de noiva e bouquet de noiva volta aos tons nude que temos estado a explorar com convicção este ano!
É um facto, há poucas paletas que sejam tão suaves, clássicas e intemporais como esta e, também, tão eficazes a transmitir um certo tom ao dia, à festa, ao momento.
Comecemos pelo bolo dos noivos, delicado, assimétricamente inesperado, com as suas duas camadas descentradas, coberto de creme fofo (sempre uma excelente opção) e decorado com flores naturais, pequeninas, como se a primavera estivesse também a despontar por aqui… Não é simplesmente perfeito?
Passemos aos sapatos de noiva, em rosa blush ou nude, numa versão mais festiva por serem de verniz… O tacão largo (também assunto da estação) garante estabilidade e conforto, e a abertura do calcanhar dá-lhe uma elegância muito especial. São perfeitos para espreitar por baixo de um mikado de seda ou de camadas sobrepostas de renda francesa.
Fechamos com um bouquet de noiva fantástico, vagamente esquisito e desorganizado, mas tão bonito na sua forma, textura e cores: inclui rosas, lunaria, heleborus e outras plantas secas e frescas, muito particulares. É bastante fantástico!
Esta paleta é sempre tão doce e suave… É uma das vossas favoritas também?
De cima para baixo, bolo dos noivos com dois andares, com cobertura creosa e decorado com flores naturais, de Kake by Darci, via Style me Pretty; sapatos de noiva de tacão, sem calcanhar em verniz nude, na Zara, por 25,95 euros; bouquet de noiva orgânico com rosas, lunarias e heleborus, por Laura’s Floras, via Wedding Sparrow.
Para acompanhar estes nossos trios perfeitos que publicamos todos os domingos, basta que sigam as nossas etiquetas (a partir da homepage) ou aqui no topo do artigo: sapatos e sunday shoes; cake! e bolo; bouquet e um belo bouquet.
Bom domingo!
Casamento na Torre Bella: Débora + Rúben
Fechamos esta semana com um casamento na Torre Bella – é o mais bonito dos dias da Débora + Rúben, fotografado pela Little Joy e filmado por The Breeders.
Os sorrisos e toda a energia que paira são contagiantes, e a entourage de madrinhas coloridas e risonhas é deliciosa – quem não quer uma grupeta assim, cheia de graça e pinta?
O primeiro casamento aconteceu só a dois, em Paris, e repetiram a dose, em formato alargado, junto da família e amigos, já por cá. Parece-me uma ideia genial!
Vamos a isto? Tenham um óptimo fim-de-semana!
Quando a resposta foi “sim!”, como é que imaginaram o vosso dia?
O “Sim” tão esperado foi em Paris, em 2016. Uma aventura, pois no mesmo dia casámos pelo civil no Consulado Português, na sala Eça de Queirós. Foi um dia cheio de mimos, com uma cidade super romântica só para nós os dois. Depois caberia escolher o grande dia para celebrar com as pessoas que mais amamos. Por surpresa, mas com um intuito muito simbólico, escolhemos o dia em que completava trinta anos. Nada melhor do que entrar nos trinta com as pessoas que mais amamos, no dia mais feliz das nossas vidas!
Sentiam-se preparados ou foi um caminho com muitos nervos?
Estávamos super preparados, ansiávamos que chegasse rapidamente o nosso dia e preparámos tudo com muito amor e carinho.
Quem nos conhece sabe que foi um ano muito agitado e, como moramos fora do país, foram imensas as viagens a Portugal para que tudo estivesse perfeito! Quanto aos nervos, só no dia anterior ao casamento, mas quem não os sente?
Em que momento da organização do casamento é que sentiram, «é mesmo isto»?
Desde o início que começámos a pensar em todos os pormenores. Desde a escolha da quinta, a Torre Bella, que foi um amor à primeira vista, gira e com uma vista deslumbrante sobre o rio Douro, à igreja, a Torre dos Clérigos, representando o nossa cidade, da nossa querida fotógrafa e especialmente o dia em que escolhi o meu vestido de noiva… acho que esse dia fica na memória de qualquer noiva, é mágico e verdadeiramente especial.
O resultado é fiel às ideias iniciais ou muito diferente? Contaram com alguma ajuda?
Suplantou as nossas expectativas, foi tudo lindo e mágico! Como já referimos, foi um ano complicado com imensas escolhas e decisões, sendo que a única ajuda que tivemos foi dos nossos familiares em pequenos pormenores e dos padrinhos, madrinhas e damas de honor, que foram realmente incansáveis!
O que era fundamental para vocês? E sem importância?
Fundamental era ter toda família reunida, ter todos os nossos amigos do coração reunidos… seria um dia tão especial que tudo tinha a sua importância.
O que foi mais fácil? E o que foi mais difícil?
O mais fácil (que até parece mentira), e sem dúvida a escolha mais rápida de sempre, foi o fato do noivo! Fácil foi também a escolha da igreja Torre dos Clérigos, que sendo um ícone de grande importância da nossa cidade do Porto, é algo que nos simboliza e tem um sabor especial para nós, visto que estamos a viver fora do país.
Difícil, verdadeiramente o mais difícil, foi quando nos demos conta que a festa estava acabar, parecia um sonho do qual não queríamos acordar.
Qual foi o pico sentimental do vosso dia?
A resposta foi super rápida pelo Rúben: “a tua entrada na igreja!”. Também tivemos uma pequena surpresa da nossa querida Raquel Couto-Soprano, que cantou para nós à saída da Igreja, Hymn to the Sea (James Horner), uma das mais conhecidas músicas do filme Titanic. Ficámos parados até que acabasse, enquanto toda gente nos esperava no exterior da igreja… foi um momento que nunca mais esqueceremos.
E o pico de diversão?
Sem dúvida que todos os momentos da festa foram de pura diversão e todos bastante sentimentais, sendo por isso difícil escolher apenas um. Houve certamente um momento especial, em que ambos ficamos em êxtase… o corte do bolo! Tínhamos pedido à nossa banda que tocasse ao vivo a música November Rain dos Guns N’Roses, umas das nossas músicas preferidas. Superaram largamente todas as expectativas. Foram incríveis. O momento foi espectacularmente fantástico!
Um pormenor especial…
As minhas queridas madrinhas, juntamente com as damas de honor, elaboraram uma super coreografia com todas as músicas que costumamos dançar… foi uma surpresa incrível! Delirámos também com o vídeo elaborado com tanto carinho pelos nossos amigos. E, claro, não podia esquecer o meu aniversário de trinta anos, com uma festa incrível e com toda gente que adoro a cantar-me os parabéns !
Foi memorável!
Agora que já aconteceu, mudavam alguma coisa?
Nada, tudo foi simplesmente mágico. Pedíamos apenas que o dia fosse mais longo!
Algumas words of advice para as próximas noivas…
Simplesmente saboreiem, deixem-se envolver pelo momento, desfrutem cada segundo, será um dia cheio de emoções, será magico!
Os fornecedores envolvidos:
convites e materiais gráficos: feitos pelos noivos;
local e decoração: Torre Bella;
catering e bolo dos noivos: Duplos Gemini RC Eventos;
fato do noivo e acessórios: Prassa Porto;
vestido de noiva e sapatos: vestido e acessórios Pronovias; sapatos My Shoes;
maquilhagem: Maria Luis Makeup;
cabelos: Zé Carlos Taipa Hairstylist;
bouquet: Isabel Castro Freitas;
decoração: Torre Bella;
ofertas aos convidados: Mia Luzia;
fotografia: Little Joy;
vídeo: The Breeders;
luzes, som e Dj: The Ideal Gang, Raquel Couto (igreja).
À conversa com: AVVA Eventos: wedding planning, decoração, catering e espaço para casamentos
Hoje damos um pulinho até aos Açores, para conversar com a equipa da AVVA Eventos.
Espaço para casamentos, serviço de catering, decoração e wedding planning são as valências desta bela casa na ilha de São Miguel. Se estão a namorar este destino e a considerá-lo para casar, esta pode ser a vossa equipa perfeita para o mais bonito dos dias!
Fiquem a conhecer a Avva Eventos com mais detalhe.
Depois de algumas reuniões, os nossos casais já são mais que clientes, são amigos e já sabemos exactamente quais são as suas expectativas para o grande dia – a nossa missão é superar estas expectativas!
Contem-nos um bocadinho do vosso percurso, como vieram parar ao universo dos casamentos?
AVVA-Eventos começou por ser Atlântico Vila e entrou no universo dos casamentos a pedido dos seus colaboradores. O espaço tinha já um health club, um parque de diversões aquáticas e um restaurante. A nossa equipa, muito jovem, começou a desafiar-nos para acolhermos as festas dos seus casamentos – gostámos tanto do desafio que nos especializámos nisso mesmo!
Como definem o estilo AVVA Eventos?
A AVVA-Eventos define-se como uma romântica, minimalista, mas que adora detalhes.
Esta assinatura faz parte do ADN do espaço, ou é algo que escolheram como tendência e tema para este ano? Porquê?
Faz parte do ADN da equipa.
As tendências da estação… são um assunto de trabalho ou apenas fait-divers?
Gostamos de conhecer as tendências, interpretá-las e adaptá-las, sempre que para nós façam sentido.
Ter o controle das decisões é importante? Têm uma perspectiva perfeccionista e específica sobre o resultado e a forma como querem que o vosso espaço e trabalho sejam mostrados e vividos, ou é o prazer discutir ideias, de criar e acompanhar o processo, que vos interessa mais na relação com cada projecto, cada cliente?
Cada projeto é um projeto, cada casal é um desafio novo. Gostamos de ouvir as suas histórias e perceber como idealizaram para o seu dia. Com esta matéria-prima criamos moodboards que contêm o nosso toque pessoal e onde nos reconhecemos. Não alinhamos em projetos em que não acreditamos, temos de nos apaixonar por cada novo conceito, mesmo que numa primeira reunião achemos que nada tem a ver connosco, trabalhamos até que tudo comece a convergir na direcção pretendida.
Onde buscam inspiração para cada nova temporada de trabalho?
Nas tendências que encontramos na internet, nas viagens, no que nos trazem os novos casais.
E nos momentos de fadiga criativa, como refrescam a mente e o olhar?
Vendo o que se anda a fazer por este mundo fora.
Como é o vosso processo de trabalho, como criam uma ligação aos vossos clientes?
Em Janeiro de cada ano, os nossos wedding planners reúnem com os casais e começam a construir o moodboard do seu dia e a definir todos os pormenores importantes, catering incluído. Depois de algumas reuniões, os nossos casais já são mais que clientes, são amigos e já sabemos exactamente quais são as suas expectativas para o grande dia – a nossa missão é superar estas expectativas!
Qual é a melhor parte de organizar e decorar um casamento? E o mais desafiante e difícil?
A melhor parte é mesmo decorar, montar o projeto, ver o resultado final e a satisfação dos nossos clientes. O mais desafiante e difícil só acontece algumas vezes, quando o cliente não tem a mesma visão estética que nós e temos de desistir do projecto que idealizámos.
Qual foi o casamento em que mais gostaram de trabalhar? Porquê?
Não temos um preferido, mas os nossos favoritos são aqueles que nos desafiam, que fazemos fora das nossas salas, em lugares novos. São os mais trabalhosos, mas gostamos sempre muito do resultado final. Recordo-me de um casamento muito especial na Lagoa das Furnas, Ilha de São Miguel, onde a paisagem era tão avassaladora que não havia como não ser perfeito.
Contactem a AVVA Eventos através da sua ficha de fornecedor. Espreitem a galeria, feita de belas imagens, e contactem Sílvia Vasconcelos directamente através do formulário: é só preencher com os vossos dados e mensagem, e na volta do correio, terão uma resposta simpática.
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Bolo dos noivos, sapatos de noiva e um belo bouquet: um trio perfeito!
Hoje, o nosso trio de bolo dos noivos, sapatos de noiva e bouquet de noiva é feito de um amarelo radioso, que até faz parte das tendências, de acordo com o Wedding Trend Report para 2019.
Amarelo não é para todos, sabemos bem disso, mas há poucas cores tão festivas e que nos façam sorrir como esta!
Vamos a isto: começamos com um bolo dos noivos fantástico de quatro andares, coberto de buttercream e decorado com uns belos limões, amarelinhos e de tamanho singelo, ao qual se juntaram umas ramagens bem verdejantes, para contraste e verdura.
O resultado é guloso, refrescante e muito apetitoso, sobretudo para um casamento em pleno verão, com margaritas a passar nas bandejas, spots de sombra e sofás confortáveis…
Passamos aos sapatos de noiva: uns clássicos sapatos brancos (também tendência para a estação). Confesso que não sou nada fã de sapatos brancos, mas estes são bem giros e têm um ar bastante simpático, no que toca a potencial conforto.
Kitten heel com cinco centímetros de altura, todas somos capazes, certo? E dançar a noite toda, também parece bastante possível. Cumprem o requisito, as pontinhas a espreitar por baixo das rendas e sobretudo, parecem-me ser um par perfeito para quem não liga nada a esta coisa dos sapatos, mas no dia quer que todo o look esteja a preceito, num compromisso q. b..
Fechamos com um belo bouquet de noiva, radioso nos seus tons de sol, com rosas, cravos, margaridas e ramagens no tom. Assim despenteado, cheiroso, honra a paleta amarela que escolhemos, mas de forma delicada e cheia de sofisticação. Não é tão bonito?
Amarelo é uma daquelas cores que se adora ou da qual se foge, mas aqui está provado que, quando usado com perícia e delicadeza, o resultado é vibrante e tão feliz… Yey or ney?
De cima para baixo, bolo dos noivos de inspiração mediterrânica, com quatro camadas e decorado com limões, de Kake by Darci, via Style me Pretty; sapatos de noiva brancos, em pele, com salto baixinho, na Zara, por 45,95 euros; bouquet de noiva orgânico com cravos, rosas, margaridas e ramagens de outono, em tons de amarelo, por Ashley Fox Designs.
Para acompanhar estes nossos trios perfeitos que publicamos todos os domingos, basta que sigam as nossas etiquetas (a partir da homepage) ou aqui no topo do artigo: sapatos e sunday shoes; cake! e bolo; bouquet e um belo bouquet.
Bom domingo!
Casamento na Pousada de Palmela: Wai Ming + Scott
Fechamos esta semana de primavera com um casamento na Pousada de Palmela.
É o mais bonito dos dias de Wai Ming + Scott, que escolheram o imponente Castelo de Palmela e toda a gloriosa vista circundante para celebrar. Este casal americano que vive na Suiça preparou uma festa intimista para receber a família e amigos que vinham de tão longe: acomodar tempo para falar com cada um, para estar de facto com todas as suas pessoas era para eles fundamental.
As words of advice de Wai Ming são certeiras: guardem tempo para relaxar e estar, absorver tudo o que aconteceu, e só depois, embarquem num avião para uma fantástica e apaixonada lua-de-mel.
O registo fotográfico é da dupla Menino conhece Menina.
Bom fim-de semana!
When the answer was “yes!”, how did you imagine your wedding day?
There was no doubt in my mind that we would have a destination wedding. My husband and I absolutely love traveling so nobody was surprised by this. We are Americans living in Switzerland that got registered in Denmark but had our wedding in Portugal! We initially had a few ideas for places (i.e. Napa Valley, Greece, Madeira, Hawaii, etc.). I envisioned a venue that was naturally stunning yet private and intimate. We didn’t want anything flashy, stereotypical or cookie-cutter.
Did you feel ready or this was a nerve-racking journey?
I felt very prepared overall but the slightly nerve-racking thing was I had never personally visited the venue. I saw the venue for the first time literally two days before the wedding.
At what point of the wedding planning did you feel, “this is for real”?
It started sinking in for us when our wedding guests started responding ‘yes’ to the wedding and booking their flights!
Does the end result match the original plan or is it very different? Did you have any help?
Fortunately, we had hired a local wedding planner who was familiar with the venue –- this was one of the wisest decisions we made in the wedding planning process. And yes, the result was true to the initial ideas. I was very very clear with what I wanted (and also what I did not want). My wedding planner went above and beyond though!
What was fundamental to you? And unimportant?
Apart from things like food, photography and music, we wanted to make sure that we actually had time to spend with our guests. We’ve been to countless weddings, where we barely got to speak to the bride and groom. 100% of our guests had to get on an airplane to attend our wedding so we really tried to make sure we got to speak and spend time with each of them. We arranged our wedding day schedule a bit differently from a typical American wedding so we could do so. We also wanted to help create experiences for our guests through personal touches and adding a twist to some typical wedding activities (i.e. medieval costumes for the photo booth area, putting their first names on Portuguese tile cookies, a Polaroid seating chart, tile painting, etc.).
Things that were not that important to us: table menus and linens, guestbook, wedding cake, type of flowers, etc.
What was easier? And more difficult?
Because I wanted simple décor, it was very easy to communicate what I wanted: lots of greenery with either white or deep red flowers. The venue (a castle!) was beautiful by itself and we did not feel a need to go crazy with décor.
Figuring out the table seating arrangements was definitely one of the more difficult tasks. We had assigned seating so trying to determine who would get along well with each other was an interesting process. And also, trying to figure out how to transport many things from the U.S.A. all the way to Portugal was challenging.
What was the sentimental peak of your day?
When we did “first looks” – apparently this is very unusual in Portugal but it’s when the bride and groom see each other privately before the ceremony. It was very special to have this intimate moment with my now-husband (and it helped calm our nerves for the ceremony). Some people think it takes away from the moment when the groom sees the bride for the first time at the actual ceremony but my husband still got choked up when I walked down the aisle. We also chose to do “first looks” because we knew we would not have very much time just by ourselves for the remainder of the day.
And the peak of fun?
The fireworks! We actually had no idea what to expect but they were incredible (our guests still talk about it even now!). It set the tone for the rest of the evening and everyone was ready to dance afterwards.
A special detail…
I lost my father to cancer back in 2013 so it was very important that his memory was still alive at our wedding. I had a bouquet photo charm specially made for my flowers. One side had a picture of my father; the other side was a photo from my parents’ wedding. In this way, he was still ‘walking’ me down the aisle. We made sure to mention him in our wedding programs as well. Lastly, I did the father-daughter dance with my dad’s best friend (i.e. my godfather) and that was very special.
Now that it has happened, would you change anything?
We had a little miscommunication about music but nobody seemed to notice. But overall, we wouldn’t change a thing! Scott and I have such fond memories from that day that we love re-watching our wedding video.
Some words of advice for upcoming brides…
Stay true to yourself and try not to get swept up by every wedding trend out there. Pinterest can be a great source of inspiration but it can also overwhelm you with choices. Stay within your budget because there really is no sense going into debt for a wedding.
But one of the best piece of advice we received was to NOT go on our honeymoon immediately after the wedding. You will be so utterly exhausted, both physically and emotionally, and the last thing you’ll want to do is get on an airplane to some far-flung destination. Instead, spend the day after the wedding with your guests doing something low-key and relaxing.
Os fornecedores envolvidos:
convites e materiais gráficos: convites Wedding Sundae Studio; welcome poster Indigo Bear Design, marcadores de mesa No Ordinary Emporium; programas SALTED Design Studio e plano de mesa com polaroids feito pela noiva;
espaço e catering: Pousada do Castelo de Palmela;
fato do noivo e acessórios: tuxedo My Suit, laço The Tie Bar e relógio Rolex;
vestido de noiva e acessórios: vestido de noiva Kenneth Wilson, vestido de festa Eddy K e sapatos Badgley Mishka;
maquilhagem: Vânia Oliveira;
cabelo: Carla Kuchembuch;
organização, bolo dos noivos, bouquet de noiva e decoração: Ivan Sarychev, Portugal Wedding;
ofertas aos convidados: biscoitos em forma de azulejo da T Bakes;
fotografia: Menino Conhece Menina;
video: Eliabe Campos, Overall Studio.
Se gostaram destas imagens da dupla Menino conhece Menina, vejam também estes casamentos.
À conversa com: Jukebox – DJ e música para casamentos
Esta semana conversamos com o João Marques, da Jukebox, um serviço de DJ’s e música para casamentos e eventos corporativos.
Conheço o João há quase uma década e sempre tivemos grandes (e muito boas) conversas profissionais, sobre o mercado, sobre ética, sobre negócio. Está na nossa lista seleccionada de fornecedores desde o primeiro momento e as pistas de dança da Jukebox são lendárias no mercado de casamentos.
Vamos a isto?
A Música para mim é um conceito superior que vai para além do conjunto de interpretes, temas e dos títulos que mais aprecio isoladamente. É uma paixão que mantém o mesmo encanto de sempre e está longe de ser uma obrigação profissional.
Das leis – estudaste Direito, na Católica – para as pistas de dança: como é que isso aconteceu?
Costumo dizer que não fui eu que escolhi a minha profissão, foi Ela que me escolheu. E assim passei a ser um profissional da Música. Agora que olho para trás parece tudo muito simples. Embora a Música tenha sido uma constante na minha vida desde cedo, sempre me foi incutida a ideia de que não teria uma vida economicamente sustentável se não enveredasse por uma carreira de cariz mais tradicional. O interesse pelo Direito foi por mim sempre assumido como meramente instrumental, inicialmente ditado por influência da família e alimentado pelo entusiasmo com que assistia à defesa fervorosa de direitos humanos por algumas das personagens emblemáticas da ficção americana no cinema e na tv.
Como todos os DJs da minha geração, fui um autodidacta, e por isso essa aventura começou muito cedo na minha adolescência, como um hobby que derivou da evolução natural da consolidação do meu interesse pela Música. Os meus amigos aprendiam a tocar instrumentos e nos métodos de criação musical, eu focava-me na Música enquanto resultado final. Quando iniciei o meu percurso académico na faculdade de Direito da Universidade Católica, o meu desenvolvimento como DJ já estava numa fase avançada, e como tal, a par dos estudos, mantinha-me semi-profissionalmente ocupado com a Música através de residências insignificantes em estabelecimentos nocturnos locais.
As festas académicas enervavam-me particularmente pela (falta de) qualidade musical que se traduzia num desinteresse geral pela música, o que por sua vez só acentuava o fraco investimento que se fazia no entretenimento musical das festas. A muito custo lá consegui um dia negociar uma breve participação inusitada, a ter lugar num intervalo da actuação de uma banda de uns amigos numa festa de recepção ao caloiro. A minha presença não estava sequer prevista pela organização e tinha sido justificada como sendo necessária como exercício de suporte de som como técnico de som de uma das bandas do lineup. Correu tão bem que a actuação da banda já não deu continuidade para uma segunda parte e foi uma questão de tempo até as primeiras oportunidades no âmbito das festas académicas começarem a aparecer, evoluindo para participações em galas académicas.
As galas tinham um estatuto diferente porque ao contrário de uma festa típica realizada no pólo universitário, tinham lugar em discotecas mediáticas da noite de Lisboa (Kapital, Buddha Bar, Plateau, Docks, BBC, Bugix, entre outras) que acabavam por dar uma maior projecção e permitiam um contacto com um contexto profissional a um “universitário” que também era DJ mas que na realidade era um desconhecido para o circuito da noite e do clubbing. Tive a felicidade de, por causa dos compromissos académicos, me ver forçado a escolher muito bem os desafios profissionais no âmbito da Música que me eram colocados pelos contactos que fui fazendo nestas casas, e por isso consegui conciliar os dois universos de forma equilibrada. Esta realidade forçou-me a ser exigente comigo próprio e com quem me propunha determinados projectos, e naturalmente a profissionalização foi-se desenvolvendo sem que me apercebesse. No fim do percurso académico, ao fazer as primeiras entrevistas e ao avaliar as primeiras propostas de emprego, fui confrontado com a exigência das obrigações que o Mundo Jurídico me impunha. Para mim tornou-se claro que para fazer parte dele, teria de afastar por completo a possibilidade de continuar a ter um papel activo na Música, que à data se manifestava com todo um Universo de oportunidades tão mais promissoras e mais gratificantes.
Nunca cheguei a exercer o Direito, não porque não me relacionasse com essa realidade, mas porque tive de assumir que ao fazê-lo teria de sacrificar tudo o que a Música me tinha permitido obter. No momento em que percebi este facto, decidi, sem qualquer hesitação, que passaria a fazer da minha actividade musical a minha única actividade profissional, potenciando as oportunidades que se acumulavam.
A evolução natural foi no sentido de colaborar com comissões de finalistas e a ser escolhido como o DJ responsável pelos bailes de finalistas da faculdade. Primeiro nos dos meus colegas , depois – por referência – nos colegas de outros cursos dentro da mesma faculdade, e posteriormente mesmo noutras instituições. Este facto foi determinante na minha capacidade criativa, mas principalmente na alavancagem de uma carreira profissional num segmento de eventos diferente, porque o público presente nestas festas é composto tanto pelos alunos finalistas, como também pelos seus professores (que representam faixas etárias muito diversas), alguns dos quais em idades de casar, o que fez com que passassem a delegar em mim a confiança para participar como DJ nas suas festas de casamento.
És um dos nossos clientes mais antigos – és fornecedor seleccionado do Simplesmente Branco desde 2011 –, fazemos parte da mesma geração que olhou para o mercado de casamento nessa época e quis oferecer um serviço diferente e modernizado, ter uma voz activa e provocar a mudança. O que achas do panorama actual?
O panorama actual nunca foi tão positivo. Assistimos todos os anos ao aparecimento de gerações de profissionais com formação, talento, empenho e iniciativa que me fazem crer que nunca o sector teve tanta qualidade distribuída por tantos profissionais como agora. A nossa geração teve o mérito de se profissionalizar e de o saber fazer de uma forma estruturada, algo que as gerações anteriores não o faziam, porque se podiam dar ao luxo de não o fazer. Para as gerações de profissionais que compõem actualmente o sector, e para aquelas que estão agora a dar os primeiros passos, ou mesmo aquelas que estão a poucos passos de o integrar, é um requisito incontornável. A feroz competitividade entre os profissionais e a rigorosa exigência do mercado (que se considera já numa escala global), obriga necessariamente os players a uma consistência na qualidade dos seus serviços, e a um esforço contínuo para se superarem a si próprios e aos seus pares. Desse trabalho constante resulta uma criação de valor, da qual todos beneficiamos, directa e indirectamente, mas principalmente o mercado e o público desse mercado, fazendo do panorama profissional actual um universo de qualidade sem precedentes.
O que ouves quando não estás a trabalhar? Separas lazer e profissão?
É extremamente difícil para mim encarar a Música fazendo uma separação nesses termos. Foi desde sempre o meu hobby e divertimento principal, que eu simplesmente converti na minha actividade profissional. O que fez com que se acentuasse como uma constante da minha vida, como a actividade que mais me ocupa diariamente. É preciso entender que está sempre impregnada na realidade do meu quotidiano, seja no âmbito profissional ou pessoal. Chego à conclusão que da mesma forma que a maioria das pessoas escolhem activamente ouvir Música para se distraírem, eu escolho ouvir silêncio (e só mesmo quando tem de ser), porque na maior parte do tempo a Música está (e sempre esteve) presente nas diferentes dimensões da minha vida. Respeito-A como principal matéria prima da minha actividade criativa, e respeito a criação musical num sentido lato. Naturalmente tenho as minhas preferências mas a forma como absorvo e vivo a Música ou a dimensão em que a experiencio, seja em trabalho ou lazer, acaba por ser indissociável da minha natureza, porque tanto a valorizo ao ponto de me divertir quando estou a misturá-la como DJ ou na prospecção de música nova, como quando estou a reorganizar a minha colecção analógica ou digital, a criar uma lista no Spotify, na preparação da próxima festa, ou quando revisito um disco, mesmo não havendo uma relação peculiar com os conteúdos musicais desses momentos.
Em última análise, a Música para mim é um conceito superior que vai para além do conjunto de interpretes, temas e dos títulos que mais aprecio isoladamente. É uma paixão que mantém o mesmo encanto de sempre e está longe de ser uma obrigação profissional. Não posso dizer o mesmo dos assuntos inerentes à minha participação na gestão de um projecto empresarial, que é actualmente uma outra realidade da minha actividade profissional relacionada com a Música e que me ocupa muito mais tempo do que eu gostaria: competências como a representação institucional, a negociação de contratos, o planeamento estratégico, a gestão de recursos humanos ou a gestão financeira, correspondem ao que eu considero obrigações profissionais chatas e desgastantes, e que por isso tento equilibrar com o impacto da Música no seu exercício, para que possam ser mais suportáveis.
Gostas dançar ou preferes ouvir? Como te manténs actualizado?
Procuro um equilíbrio entre as duas acções. Depende do mood, do contexto, do local e principalmente da companhia. Ouvir quando estou sozinho. Dançar quando estou acompanhado.
Para me manter actualizado procuro manter o meu espírito aberto e receptivo a todas as influências. Tento absorver estas influências através de pesquisas no meio digital, visto que a internet é uma fonte inesgotável, e quando a pesquisa tem um propósito mais imediato, acaba por ser o recurso mais prático e mais acessível. Mas para resultados de pesquisa mais sólidos, o processo de actualização vai para além de uma mera pesquisa digital, ou a audição diária dos hits semanais no itunes, Spotify ou youtube. A descoberta de “discos” em colecções analógicas ou digitais de colegas, outros DJs, e consumidores (ou distribuidores) de Música revela uma partilha que torna mais natural e consolidadado o processo de actualização de um profissional, cuja actividade está intrinsecamente relacionada com a cultura musical. A forma mais natural de me manter permanente actualizado, é fazer o possível (e o impossível) para estar sempre em contacto com a música, seja num processo activo de consumo, seja de alguma forma atento a aspectos que possam estar directa ou indirectamente relacionados.
Trabalhas com clientes corporativos e com clientes particulares: no dance floor somos todos iguais ou o vibe da festa é muito diferente?
A Música ao serviço do entretenimento pode adoptar diferentes papéis, servindo diferentes propósitos. Pode ser um meio para atingir um fim, ou um fim em si mesmo, pode enaltecer ou escamotear aspectos de um espectáculo, ou o pode ser o espectáculo em si mesmo. Pode ser um bem principal, ou acessório, substancial ou formal.
Ao servir um propósito de diversão, é possível constatar vezes sem conta, que Ela desperta no público um espírito e uma energia que se autonomiza e extravasa o conceito individual de cada destinatário. É em Si mesma uma causa e consequência que serve de condutor a emoções e memórias que são partilhadas conjuntamente por quem a vive, independentemente da nacionalidade, raça, credo, estatuto social, ou poder económico. E seguindo essa linha de pensamento acredito que a Música tem a capacidade de humanizar as pessoas, na medida em que as faz perderem-se, na sua essência mais orgânica e primária: o objectivo pleno do ser humano é a conquista felicidade, e o entretenimento é uma das formas superficiais que encontramos de satisfazer essa procura, mesmo que efemeramente.
O alcance da Música é tão abrangente, que oferece possibilidades infinitas de abordagens criativas ou conceptuais que fazem deste um Universo sofisticado e complexo, contudo, no que diz respeito à experiência de pista, o ser humano é mais básico e primário: o que as pessoas procuram verdadeiramente é dançar, divertir-se e alhear-se dos problemas mundanos por uns instantes.
O que faz uma grande noite (ou pista de dança)?
Um público divertido. Quando se junta o Divertimento à Música, o resultado é garantido. Não é preciso muito para chegar a uma fórmula de sucesso: do lado do curador Musical (seja DJ, Banda ou outro tipo) existir uma sequência musical adequada, e uma boa energia na abordagem ao público; do lado do público, uma pré-disposição para o entretenimento, alinhada com um mínimo de respeito criativo por quem dita as regras do jogo (o entertainer).
Qual é o processo de trabalho da Jukebox, como acontece a ligação com os vossos clientes?
A Jukebox é composta por um colectivo criativo, do qual fazem parte DJs, Músicos e Técnicos de Audiovisual, com o objectivo comum de estabelecer relações, processos e metodologias que nos permitam superar as expectativas do cliente, tendo em conta a especificidade, personalidade e orientações para cada projecto.
Uma vez que a Jukebox tem um núcleo diversificado de profissionais, e por acreditarmos que, para garantirmos os parâmetros de qualidade a que nos propomos, não só é importante realçar os elementos diferenciadores do perfil criativo de cada um, como também assegurar bases comuns a todos os membros desse colectivo, investimos muito no processo de preparação e acompanhamento da nossa participação no evento. Assim, no sentido de garantir que as expectativas de todas as partes envolvidas estão alinhadas e que há uma compatibilidade evidente entre o perfil criativo do DJ Jukebox e as linhas estabelecidas pelos anfitriões para cada projecto, há todo um processo de preparação que passa necessariamente por estabelecer um canal de comunicação directo, transparente e personalizado com todos os nossos clientes.
Com base nesse princípio, desenvolvemos um processo próprio de distribuição da nossa equipa, com especial enfoque nas características de cada um dos nossos DJs. Por ser extremamente personalizado, este processo atravessa várias fases de contacto directo (reuniões de apresentação, sessões de esclarecimento, visitas técnicas e reuniões criativas), iniciativas de showcase, e até testes psicotécnico-criativos, o que pressupõe naturalmente uma relação de colaboração muito próxima com os nossos clientes, e muito trabalho, que não se circunscreve apenas ao dia do evento .
Isto não significa que a nossa mensagem chegue a todos da mesma forma, no entanto, apesar de trabalhoso, o processo é claro e relativamente simples. Acima de tudo tem o mérito de ser extremamente eficaz porque nos ajuda logo a ter noção se o cliente tem potencial para corresponder às nossas expectativas ou vice-versa.
Como crias a playlist para o teu cliente? É tudo trabalho prévio ou há espaço de improviso, um factor pesa mais do que outro?
É um processo criativo que se traduz num compromisso equilibrado entre a espontaneidade da leitura de pista, o improviso técnico-criativo do manuseamento da música em tempo-real, e um trabalho prévio que se inicia no primeiro contacto com o cliente.
De facto, há aspectos que pertencem por completo ao âmbito do improviso e da espontaneidade, e é por isso que a sua gestão pode ditar a eficácia da forma como a festa é conduzida. Ter sentido de oportunidade, compreender o enquadramento, sentir o espírito da festa, ler o flow musical, decifrar a linguagem corporal das pessoas, saber controlar os ímpetos de energia e o esfriamento dos ânimos, segurar a dinâmica da pista com consistência, são talentos objectivos, que resultam de um livre-arbítrio criativo que um DJ reconhece a si próprio, muitas vezes pautado apenas por mera intuição, ou claro, pela sua própria experiência.
No domínio do trabalho prévio, há uma dimensão constante desse trabalho prévio, que se prende com a aproximação que é comum a todos os projectos: a formação contínua, os métodos usados para desenvolver o know-how de DJ, seja na cultura-musical, no treino de técnicas novas, na procura incessante por elementos inspiradores, no afinamento da sensibilidade às reacções do público, na busca pelos futuros êxitos, na redescoberta de tesouros musicais perdidos, ou na reciclagem de potenciais inalcançados… Há toda uma série de rotinas que estão impregnadas em pequenos actos quotididanos da vida de um DJ, e servem este propósito de preparação permanente.
Por outro lado, há uma dimensão variável, desse trabalho de preparação que tem mais que ver com a informação que os anfitriões nos providenciam. Essa informação não se esgota na indicação de linhas orientativas, listas de músicas de inspiração, na proibição de temas, e depende muito mais do quanto o cliente se quer dar a conhecer a si próprio e ao seu público-convidado. Há todo um exercício de introspecção musical que pretendemos desencadear no cliente, e o nosso trabalho de preparação reflecte isso mesmo. Cada acção, omissão ou restrição servem de fundamento à construção personalizada desse trabalho prévio que só é possível se houver uma comunicação transparente e um acompanhamento eficaz ao longo de um período de tempo que decorre ao longo de meses.
Se te casasses, com que música abrias a pista?
Presumindo que a minha cara-metade estivesse de acordo, provavelmente seria uma Música calma, algo romântica. Decididamente, um tema com estatuto de clássico, que considerasse bonito mas dissociado de algum significado paralelo, para que assim se tornasse especial a partir desse momento, ganhando um novo simbolismo.
Qual é a música a que regressas sempre?
Esta é uma pergunta para a qual dificilmente teria uma resposta simples. Sendo a Música o meu santuário, está repleta de títulos e intérpretes aos quais regressaria sempre sem hesitação, dependendo obviamente do estado de espírito, alguns dos quais faço questão de ter com quem partilhar, outros nem tanto.
Contactem a Jukebox através da sua ficha de fornecedor. Espreitem a galeria, feita de belas imagens, e contactem o João Marques directamente através do formulário: é só preencher com os vossos dados e mensagem, e na volta do correio, terão uma resposta simpática.
Acompanhem estas nossas conversas longas com fornecedores seleccionados Simplesmente Branco, sempre à quarta-feira!






















































































































