À conversa com: Edgar Félix, filmes de casamento
Hoje converso com o Edgar Félix, que faz filmes de casamento muito bonitos e singulares.
O primeiro trabalho que vi seu – já nem está online -, era delicioso: a história de amor da Susana + Bruno, uns miúdos, ela tímida, ele taciturno, contavam uma cena de engate que metia t-shirts, comiam bolas de berlim, tinham uns cadernos bonitos e recitavam Álvaro de Campos. Uma mistura improvável, desengonçada e envergonhada, mas tão doce e especial. Lembro-me de o enviar para a querida Susana Almeida, do “Feliz é quem diz”, por achar que era mesmo a cara dela.
A resposta foi imediata: “Oh pá! Que delícia, fiquei com uma lagriminha no canto do olho!!! Iluminaste o meu dia com este vídeo, tão bom!”.
Continuei a acompanhar e sem hesitar fizémos o nosso contacto e cativámos o Edgar para estar em nossa casa. Como se não bastasse ter um trabalho tão bonito, quando fizémos as novas fichas de fornecedor que incluem 4 perguntas curtas (para que os fiquem a conhecer melhor), o Edgar escreveu que “não se ama como calha“.
Está tudo dito, não é?
Gargalhadas, choro, pulos, danças ou muitos abraços são dos principais motivos que despertam a atenção no momento de gravar e de editar. Mais do que tudo, procuro o que considero ser importante recordar daqui a uns anos: as pessoas, a festa e a emoção disso em conjunto.
Conte-nos um pouco da sua viagem profissional até aqui, ao vídeo de casamento.
Entusiasmo-me desde sempre no momento de conhecer pessoas novas. Posso passar horas a conversar e, se pudesse, no fim de muitas conversas começaria um vídeo. Assim que consegui ter uma câmara não foi possível evitar a crescente paixão de poder gravar histórias. Academicamente estudei, tanto na licenciatura como no mestrado, na área da Comunicação e isso fez que me aproximasse ainda mais de pessoas e, antes de terminar estes estudos, já filmava e editava vídeo. O vídeo de casamento trouxe-me o melhor de vários mundos: pessoas com uma história que as leva a um dia de festa para celebrar tudo o que já viveram juntas. Estavam ali reunidos todos os elementos ideais que me fazem adorar gravar casamentos.
Há quanto tempo filma? E porquê casamentos?
É um privilégio gravar casamentos. Quando percebi que podia ter acesso a um dia de muitas emoções com uma história para ser gravada, tinha a receita pronta com todos os ingredientes. Nos últimos quatros anos estou dedicado ao vídeo e, desde início, com casamentos. Existe um caminho que é feito com os noivos que torna esta área do vídeo um desafio incrivelmente prazeroso – desde o improviso que o dia de casamento exige à capacidade de anteceder qualquer momento para ser gravado.
Como construíu a sua assinatura, o seu ponto de vista? Como é que o define?
Em cada ano que passa sinto que defino melhor o que quero ver representado nos meus vídeos. Registo tudo num casamento, desde as flores, às mesas e a qualquer detalhe, mas são as pessoas que fazem os meus vídeos. Os momentos e a sua genuinidade, são a melhor definição para o meu trabalho.
Num casamento, para onde olha, o que lhe prende a atenção? O que procura?
Gargalhadas, choro, pulos, danças ou muitos abraços são dos principais motivos que despertam a atenção no momento de gravar e de editar. Mais do que tudo, procuro o que considero ser importante recordar daqui a uns anos: as pessoas, a festa e a emoção disso em conjunto.
Nestes tempos globais, em que as imagens circulam a uma velocidade vertiginosa e todos temos acesso a tudo, a qualquer hora, onde vai buscar inspiração?
Gosto de prestar atenção a tudo o que consigo assistir pela internet, quer seja de casamento, quer de outros quaisquer conteúdos. Sei que é importante percebermos o caminho e as tendências que o nosso ofício toma. Ainda assim, a inspiração tantas vezes aparece de onde menos esperamos: de uma música que há muitos anos não ouvimos, de uma série ou filme, de uma aventura entre amigos ou até durante um duche diário. Às vezes, não devemos esquecer o nosso quotidiano, nem de tentarmos conhecer quem somos.
Quando precisa de fazer reset, para onde olha, o que faz?
Tantas vezes fazer um reset é tão importante quanto aprender. É necessário parar e distanciarmo-nos do que fazemos todos os dias. É determinante quebrar a rotina e, para isso, viajar torna-se dos melhores remédios para nos pôr em pausa. Conhecemos pessoas novas com hábitos, culturas e tradições diferentes das nossas. Comemos, bebemos e sempre que abrimos os olhos vemos outra realidade diferente da nossa. Não haverá melhor forma de reiniciar o nosso sistema operativo.
Qual é o seu processo de trabalho, como acontece a ligação ao cliente?
É demasiado importante reconhecer valor à proximidade que tenho com os noivos. Há muito que se procura chegar ao dia do casamento com um à vontade que permite que não sejamos uns estranhos naquele dia importante. Acabou-se o tempo de conhecer os noivos no dia do seu casamento. Há um processo que faz com que já saibamos o que importa para aquelas pessoas, o que as faz rir e o que as descontrai.
Casamentos grandes ou pequeninos, nacionais ou estrangeiros, cerimónias emotivas, festas de arromba – qual é o tipo de festa que mais gosta de registar?
A quantidade de convidados não é determinante para ditar o sucesso de um casamento. Tanto num casamento grande ou pequeno se podem viver momentos prontos a serem gravados. Sinto sempre que o segredo está na união entre noivos e convidados – quando existe um simbiose perfeita entre todos, tudo é vivido com mais energia e isso fica óbvio no vídeo de casamento. Independentemente do formato da festa, importa que isso fique claro no registo que é feito. Grandes ou pequenos, nacionais ou internacionais, é a conexão entre as pessoas que mais gosto de registar.
Qual é a melhor parte de ser videógrafo de casamentos? E o mais desafiante e difícil?
Todos os casamentos têm uma percentagem de improviso que torna tudo mais desafiante, mas não necessariamente difícil. É essa aparente dificuldade que dá tanto frenesim sempre que começa um dia de casamento. A melhor parte e também um desafio é anteceder todos os comportamentos de todos os intervenientes de um casamento e conseguir uma melhor gravação de um dia que não é encenado, nem ensaiado.
Escolha um filme favorito do seu portfólio e conte-nos porquê:
Não é fácil escolher um vídeo favorito, mas algum que tenha como principais protagonistas os noivos e os convidados faz com que sinta que é um vídeo mais próximo do que gostaria de ter para mim. Este vídeo tornou-se muito especial por ter discursos das pessoas mais importantes para os noivos e aí surgirem reacções, lágrimas, gargalhadas que tornaram tudo mais humano e sentido. É também um vídeo que respeita e enaltece a principal vontade dos noivos: viver o casamento de acordo com tudo o que acreditam ser o principal propósito da vida na Terra – celebrar as coisas boas!
Os contactos detalhados do Edgar Félix estão na sua ficha de fornecedor. Espreitem a galeria, feita de imagens bonitas, e contactem o Edgar Félix directamente através do formulário: é só preencher com os vossos dados e mensagem, e na volta do correio, terão uma resposta simpática.
Acompanhem estas nossas conversas longas com fornecedores seleccionados Simplesmente Branco, sempre à quarta-feira!
Bolo dos noivos, sapatos de noiva e um belo bouquet: um trio perfeito!
O trio de sapatos de noiva, bolo dos noivos e bouquet de noiva de hoje começa com um par de sapatos de arraso!
Estes sapatos de noiva em cetim nude acabaram de chegar às lojas (são da Zara) e são impossíveis: não se aguenta tanto estilo nem tanta altura!
Têm tudo: um ar clássico, com este laço recto; uma cor gloriosa, este tom blush coral; um material perfeito, o cetim, que acrescenta brilho sem textura a um fantástico vestido de noiva de renda; e um salto fino, escultural, vertiginoso e übber sexy. Meninas, se saltos altos são “peanuts” para vocês, estes são os vossos sapatos de noiva!
Vamos deixá-los ser as estrelas do trio.
O bolo dos noivos que escolhi para os acompanhar é de linhas limpas, 2 andares, um bocadinho de textura, a mesma paleta de cores com um pouquinho de dourado para o brilho, e uma imponente flor de açúcar, porque tem de estar à altura da ocasião (e dos sapatos!). Bonito, não?
Fechamos com um bouquet de noiva vagamente desarrumado, que não nos podemos levar excessivamente a sério, nem neste dia nem na vida em geral! Um bouquet de noiva orgânico e clássico: peónias, astilbe, anémonas e rosinhas, tudo em tons neutros, nude e blush. Delicado, romântico, livre.
Este é capaz de ser o meu trio de sapatos de noiva, bolo dos noivos e bouquet de noiva preferido!
De cima para baixo, bolo dos noivos com dois andares decoração com textura e flor de açúcar, de De La Crème Studio; sapatos de noiva em cetim blush, com laço, da Zara, por 29,95 euros (falamos tantas vezes em smart saving, aqui está um exemplo perfeito); bouquet de noiva orgânico com peónias, astilbe, anémonas e rosas, via Style me Pretty.
Para acompanhar estes nossos trios perfeitos que publicamos todos os domingos, basta que sigam as nossas etiquetas (a partir da homepage) ou aqui no topo do artigo: sapatos e sunday shoes; cake! e bolo; bouquet e um belo bouquet.
Bom domingo!
Um casamento tradicional em Lisboa: Ana + Matthew
Chegamos a Maio, o mês das noivas, com um casamento tradicional em Lisboa, no Pestana Palace.
Hoje mostramos o dia bonito da Ana + Matthew, que casaram na Capela do Palácio Nacional da Ajuda, nos últimos dias de Setembro, quando a luz ainda é mais dourada e os dias ainda são longos e amenos.
Não costumamos ter por aqui casamentos assim clássicos. Mas são sempre festas bonitas, com um certo rigor e formalismo que respiram uma elegância muito própria, contida, e absolutamente intemporal. O casamento da Ana + Matthew é isto mesmo e nunca deixamos de ver os os sorrisos e as emoções a espreitar, nas imagens captadas pela dupla Foto de Sonho.
Vamos a isto?
Quando a resposta foi “sim”, como é que imaginaram o vosso dia?
Imaginámos um dia feliz e com significado, rodeados pela nossa família e amigos mais próximos.
Sentiam-se preparados ou foi um caminho com muitos nervos?
Sentimo-nos bastante preparados, porque casar já fazia parte dos nossos planos. O Matthew esperou para fazer o pedido de casamento numa altura propícia. Passámos por alguns momentos de ansiedade no que disse respeito às questões burocráticas, pois não vivemos em Portugal, mas no geral permanecemos calmos. Somos pessoas organizadas e focadas, contámos com a ajuda da família e amigos, e fizémo-nos rodear por pessoas competentes e experientes que nos ajudaram a concretizar as nossas ideias.
Em que momento da organização do casamento é que sentiram “é mesmo isto”?
Realmente experienciámos um momento assim no dia em que visitámos o Pestana Palace Lisboa com a intenção de reservar o local para o copo d’água, e percebemos que fazia mesmo sentido ser ali. It ticked all the boxes for us! Depois simpatizámos imenso com a Filipa, a nossa coordenadora do evento, que foi muito rápida a perceber o que tínhamos em mente.
O resultado é fiel às ideas originais ou muito diferente? Contaram com alguma ajuda?
O resultado foi fiel às ideias originais, pois procurávamos um local clássico e com uma história para contar, que representasse bem a tradição e herança cultural de Lisboa mas que ao mesmo tempo criasse espaço para a nossa expressão individual. Sim, contámos com a ajuda da coordenadora de eventos do Pestana Palace e com os conselhos de decoração da Green Leaf.
O que era fundamental para vocês? E sem importância?
Era fundamental encontrarmos um local que correspondesse às nossas expectativas, que fizesse sentido para contar a nossa história e onde nos sentíssemos confortáveis. Para mim era igualmente importante encontrar bons profissionais em quem confiar os diferentes aspectos do dia. Todos os pormenores eram importantes para nós. Eu sou bastante detalhista.
O que foi mais fácil? E o que foi mais difícil?
O mais difícil é coordenar todas as decisões para que todas as peças do puzzle se encaixem no dia do casamento. Nesse momento, é importante confiar nas pessoas que escolhemos para as diferentes funções.
Qual foi o pico sentimental do vosso dia?
Esta é uma pergunta interessante para a qual temos respostas diferentes:
Matthew: quando eu entrei na igreja.
Ana: troca dos votos de matrimónio na cerimónia religiosa.
E o pico de diversão?
A primeira dança, ao som da nossa música da Nina Simone.
Agora que já aconteceu, mudavam alguma coisa?
Absolutamente nada, tudo fez parte de um dia muito especial e cheio de memórias para a vida toda.
Algumas words of advice para as próximas noivas…
Eu diria que é importante ter em mente que o dia do casamento é vosso e tudo nesse dia deve fazer sentido, principalmente para os noivos, pois irá agregar às vossas memórias enquanto casal. Tentem aproveitar ao máximo cada etapa, organizar um grande evento pode ser muito divertido, eu adorei todas as fases! Por exemplo, criar uma ocasião especial para convidar as madrinhas e damas de honor é muito giro, ir escolher o vestido com a mãe e madrinhas é muito especial e escolher as alianças para a vida, com o noivo, também. Criem uma pasta no Pinterest com todas as vossas inspirações para o dia. Finalmente, aconselho as noivas a escolherem um vestido e sapatos com os quais se sintam bonitas, mas principalmente confortáveis!
Passem pelo site da Foto de Sonho para ver a reportagem completa.
Os fornecedores envolvidos:
convites e material gráfico: Papier, UK;
espaço, catering e bolo dos noivos: Pestana Palace Lisboa;
fato do Noivo e acessórios: fraque Dielmar El Corte Inglés, Savile Row London;
vestido de noiva e sapatos: vestido Pronovias, sapatos Charlotte Olympia Designer Shoes;
maquilhagem: Ana Silva, Inês Mocho Academy;
cabelos: Pedro Valverde, Pandora;
bouquet de noiva e decoração: Green Leaf;
lembranças para os convidados: Relate Charity Bracelets, Porto Cálem;
fotografia: Foto de Sonho;
luzes, som e DJ: Pedro Polónio, Pestana Palace.
À conversa com: InLove Unique Weddings, convites de casamento
Hoje conversamos com a Rita Pedro e a Inês Marujo, que assinam como InLove | Unique Weddings e fazem convites de casamento e todo o estacionário e detalhes que completam este interessante objecto.
A Rita e a Inês estudaram design na Faculdade de Belas-Artes (por onde eu também passei), uma casa artística onde se aprende a pensar e a olhar para as coisas de uma forma mais ampla, crítica e complexa. É uma grande escola de onde se traz uma óptima bagagem para a vida profissional, e isso é claríssimo na qualidade do trabalho que fazem.
Se gostam de detalhes, de pormenores surpreendentes e ricos e de trabalho artesanal, no verdadeiro sentido da palavra (pensem em caligrafia, em aguarela), então a InLove | Unique Weddings é, claramente, o vosso fornecedor de convites de casamento!
Acredito que um bonito convite de casamento é para guardar para sempre, é o início de uma história de amor que culmina no grande dia! Como designer, gosto de pensar que todas as peças que desenho cumprem uma determinada função (nem que seja só a de nos deslumbrar!) e o estacionário de casamento tem objectivos: orientar, informar ou divertir, e intergrar-se e reflectir o ambiente onde é colocado.
Contem-nos um pouco da vossa viagem profissional, do design gráfico para o universo dos casamentos. Foi um caminho natural ou uma situação específica que o apontou?
Ambas temos formação em design industrial e foi nessa área que trabalhámos, depois de terminarmos a faculdade. Uma em design de exposições e interiores, e a outra em design cerâmico. Passados uns anos juntámo-nos para trabalhar por conta própria em design corporativo. Na altura em que decidimos fundar a marca InLove, as empresas tinham desinvestido na comunicação e o mercado corporativo (sobretudo para as pequenas agências) estava muito complicado. Começámos a explorar outro tipo de trabalhos e quando a Rita se casou decidimos tornar a coisa mais séria e, depois de muita pesquisa, percebemos que havia espaço para desenvolver um trabalho de qualidade, diferenciado e criativo.
Há quanto tempo trabalham nesta área? E porquê este universo dos casamentos?
Já trabalhamos na área dos casamentos e eventos há 6 anos, é uma área muito satisfatória. Eu, Inês, enquanto noiva, tive um casamento muito atípico, porque sempre achei esta temática desinteressante e (na falta de melhor expressão), foleira. Quando me propus a ajudar a Rita no seu “projecto”, percebi que se calhar estava a ver as coisas pela perspectiva errada e como designer tinha espaço para contribuir para melhorar a oferta. Trabalhámos muito para conhecermos este universo, que é bem grande e diversificado e, felizmente, cada vez com melhores profissionais.
Como definem o vosso trabalho e como construíram essa assinatura?
A nossa distinção principal é a personalização. Nunca desenhamos dois convites iguais nem pensamos dois conceitos similares. Cada casal tem uma história, tem gostos e preferências diferentes, por isso propomo-nos sempre a fazer algo completamente ao seu gosto. Formámo-nos na Faculdade de Belas-Artes, uma escola que nos ensina a olhar de forma crítica, analítica e apaixonada para cada projecto, a criar um conceito e a desenhar uma história para cada desafio que nos colocam.
Esse estilo faz parte do ADN da marca ou é um conceito que escolheram para explorar e trabalhar este ano? Porquê?
Este estilo sempre fez parte, apesar de já termos tentado explorar outras abordagens (como termos algumas colecções de estacionário para consumo mais “imediato”), mas a verdade é que os clientes que nos procuram querem essa proximidade, esse poder escolher exactamente o querem e como querem. O que temos vindo a perceber é que de facto imprimimos muito do nosso estilo pessoal às técnicas que decidimos explorar, como a caligrafia, as aguarelas e outros trabalhos mais manuais.
As tendências da estação… são um assunto de trabalho ou apenas fait divers?
Por acaso não tem sido muito. Gostamos de ir acompanhando o que se escreve e o que se fala, mas nunca deixámos que isso determinasse a nossa linha de trabalho.
Ter o controle das decisões é importante? Têm uma perspectiva perfeccionista e específica sobre o resultado e a forma como querem que o vosso trabalho seja consumido ou é o prazer de discutir ideias, de criar, que vos interessa mais na relação com cada projecto, cada cliente?
No início da InLove perdíamos um pouco o “rasto” aos trabalhos que fazíamos e na verdade poucas vezes chegávamos a ver o resultado in loco. A nossa experiência no desenho e decoração de interiores impeliu-nos a alargar os nossos serviços a esta área e, como consequência, neste momento a maioria dos casamentos que fazemos envolve toda a parte de styling e decoração, o que faz com que o “controlo” sobre o resultado seja maior, o que para nós é muito mais gratificante. De qualquer forma, temos alguns trabalhos em que apenas desenhamos 2 ou 3 peças de estacionário, mas que nos dão um tremendo prazer pelo desafio criativo e técnico que apresentam.
Existem fórmulas vencedoras que aplicam, ou cada convite, produto ou serviço é pensado totalmente de raiz?
Não acredito em fórmulas, acredito na experiência e em aprendermos com ela. Há muitos erros que já não cometemos, muitos conselhos que podemos dar e muitas sugestões que fazemos, tudo isto de forma a que cada trabalho corra da melhor maneira, mas sim, privilegiamos fazer tudo de raíz e cada evento traz sempre algo novo.
Onde buscam inspiração para cada nova temporada de trabalho?
Obviamente acompanhamos sempre o trabalho dos nossos colegas e parceiros e das publicações de referência, mas também tentamos olhar para outras áreas como a cerâmica, a arquitectura ou a moda.
Quando precisam de fazer reset, para onde olham, o que fazem?
No fim de 2016 fizemos o nosso maior reset quando percebemos que estávamos a planear a época seguinte exactamente da mesma forma que a anterior. Concluímos que havia coisas que já não nos satisfaziam e que os nossos clientes se estavam a tornar cada vez mais exigentes e informados. Então decidimos mudar, evoluir. Procurámos soluções diferentes, sobretudo no que diz respeito aos acabamentos em papel, começámos a fazer mais trabalho manual, voltámos a desenhar à mão, foi um back to basics que nos trouxe coisas boas e um salto muito grande no nosso portefólio. Começámos também a desenhar e produzir muitas peças de decoração que agora temos ao dispor dos nossos clientes e parceiros. Na verdade o sítio para onde olhamos é para nós mesmas e não para os outros, em vez de tentarmos correr atrás do que achamos que os outros vão gostar, procuramos perceber aquilo em que somos boas e que nos levará a oferecer o melhor serviço/produto possível.
Qual é a importância do convite de casamento (e respectivo conjunto de estacionário), na grande lista de itens e tarefas?
Não vamos ser hipócritas e dizer que é o mais importante, acho que aquilo que os convidados realmente retêm na memória depois de um casamento, é se a comida era mesmo boa e a música animada, mas obviamente não podemos dar a resposta de forma tão simplista. Acredito que um bonito convite de casamento é para guardar para sempre, é o início de uma história de amor que culmina no grande dia! Como designer, gosto de pensar que todas as peças que desenho cumprem uma determinada função (nem que seja só a de nos deslumbrar!) e o estacionário de casamento tem objectivos: orientar, informar ou divertir, e intergrar-se e reflectir o ambiente onde é colocado. Podemos falar aqui de criar uma identidade visual para todo o casamento e queremos acreditar que o estacionário desempenha um papel de relevância e por isso deve ser pensado com cuidado e carinho.
Qual é o vosso processo de trabalho, como acontece a ligação ao cliente?
Actualmente temos muitos clientes estrangeiros que tratam de todo o processo (escolha de fornecedores, adjudicações e compra efectiva) à distância, e nesses casos falamos essencialamente via email ou skype. De qualquer forma privilegiamos sempre o contacto pessoal, gostamos que venham conhecer o nosso espaço, falar connosco, tocar nas peças que temos para mostrar, sentir as texturas dos papéis, ver todos os formatos. Os clientes noivos não são geralmente clientes de repetição, o que nos dá apenas uma hipótese de fazer as coisas bem, por isso gostamos da proximidade, sentimos que nos ajuda a criar melhor. Ouvimos as suas histórias, tentamos perceber o que esperam do grande dia, apresentamos sugestões e um orçamento. Trabalhamos sempre com um orçamento aprovado pelo cliente e depois começamos a desenhar, até estarem satisfeitos.
Qual é a melhor parte de criar convites de casamento, ser o primeiro capítulo visível da história que leva ao grande dia? E o mais desafiante e difícil?
O universo dos casamentos permite-nos explorar toda a nossa criatividade, desenhar coisas sempre diferentes, testar novos papéis e novos acabamentos, e para nós, enquanto designers, isso é maravilhoso. A outra grande vantagem é trabalharmos com o “cliente final” e quem já trabalhou em design corporativo percebe o que quero dizer. Aqui temos contacto directo com quem vai “consumir” o que desenhamos e o seu feedback é imediato, ainda mais porque estamos a acompanhar um período extremamente emotivo e significante para os nossos clientes. O mais difícil às vezes é perceber o que os noivos pretendem, as inspirações são tantas e tão variadas, que é fácil perderem-se e só quando vêm algo já concretizado é que percebem que afinal não era nada daquilo que queriam.
Escolham o convite de que mais gostam no vosso portefólio, e conte-nos porquê:
Curiosamente não é nenhum convite de casamento, foi o convite que fizémos para um evento no Tivoli Palácio de Seteais. Tivemos total liberdade criativa e de produção. Obviamente, pensámos em algo que sugerisse uma identificação imediata com aquele espaço e com o acontecimento em questão, mas o cliente permitiu-nos desenhar o que queríamos e escolher as técnicas que considerámos mais adequadas, e foi um sucesso! Um papel de algodão maravilhoso em impresso em letterpress e estampagem dourada, dentro de um envelope rosa pálido, com uma fotografia do palácio no interior da pala e selado com lacre dourado. Elegante e simples, mas inesquecível, como nós gostamos.
Os contactos detalhados de InLove | Unique Weddings, estão na sua ficha de fornecedor. Espreitem a galeria, feita de imagens bonitas, e contactem a Inês Marujo e a Rita Pedro directamente através do formulário: é só preencher com os vossos dados e mensagem, e na volta do correio, terão uma resposta simpática.
Acompanhem estas nossas conversas longas com fornecedores seleccionados Simplesmente Branco, sempre à quarta-feira!
Bolo dos noivos, sapatos de noiva e um belo bouquet: um trio perfeito!
O trio de sapatos de noiva, bolo dos noivos e bouquet de noiva de hoje é uma ode às rosas (flores) e ao rosa (tom).
Tudo começou, como de costume, com estes giríssimos sapatos de noiva da Office London (uma das minhas lojas londrinas favoritas, sempre com colecções exclusivas de Converse All Star, Puma, Adidas e Nike e sapatos giros em geral). São polidos, brancos, com um padrão floral na biqueira que desaparece em suave dégradé em direcção ao calcanhar. Super originais, não? Imaginem estas pontinhas a assomar por entre as rendas e tules… uma delícia inesperada!
Daqui, fui em busca do bolo dos noivos parceiro, e encontrei este clássico: três andares, cobertura cremosa em dégradé também e decoração com flores naturais, em tons de rosa. Delicado, despretensioso e elegante, sem deixar de ser apetitoso, um assunto essencial quando falamos de bolos!
Remato o trio de hoje com um bouquet de noiva feito de rosas, de várias espécies, cores e feitios. Só de imaginar o aroma, que delícia e que sofisticação. É festivo e vibrante, e esta abundância de rosas traz uma riqueza acrescida ao look da noiva.
Que vos parece? Uma loucura de rosas ou uma elegância clássica? Eu gosto muito!
De cima para baixo, bolo dos noivos com três andares e cobertura de creme em dégradé cor-de-rosa, decorado com flores naturais, de Taart je Taart, via Rock my Wedding; sapatos de noiva branco com padrão floral, da Office London, por 82 euros; bouquet de noiva orgânico com rosas de vários tons e espécies, de: Potter’s Bakery, via Burnett’s Boards.
Para acompanhar estes nossos trios perfeitos que publicamos todos os domingos, basta que sigam as nossas etiquetas (a partir da homepage) ou aqui no topo do artigo: sapatos e sunday shoes; cake! e bolo; bouquet e um belo bouquet.
Bom domingo!
Noivos sabedores e um casamento doce: Joana + Jorge
Hoje temos a festa bonita da Joana + Jorge, pensada e vivida com dedicação e amor, desde o primeiro momento.
Sabedores do que queriam para o mais bonito dos dias, fizeram as suas escolhas com calma e confiança, e o resultado é reflexo disso: um casamento cheio de amor e uma festa memorável – a melhor das combinações.
Entre as suas escolhas de fornecedores, estiveram a dupla Lounge Fotografia e a dupla Vanessa & Ivo – filmes feitos à mão.
No photobooth amoroso, vão encontrar as ardósias da Susana Almeida, da Feliz é quem diz.
Fechamos a semana desta forma doce: leiam devagarinho e saboreiem as imagens.
Bom fim-de-semana!
Quando a resposta foi “sim!”, como é que imaginaram o vosso dia?
Muita coisa nos passou pela cabeça, mas a verdade é que o essencial nunca mudou: sabíamos que queríamos um dia que fosse a nossa cara, alegre, cheio de boas vibrações, simples, reconfortante e genuíno, que desse para desfrutar descontraidamente de cada momento. Queríamos que todos sentissem que este momento também era deles e partilhassem do nosso amor e da nossa felicidade.
Sentiam-se preparados ou foi um caminho com muitos nervos?
Para o passo a dar estávamos há muito preparados, pelo que ao longo da caminhada nunca nos sentimos particularmente ansiosos ou preocupados (tirando os últimos dias, por querermos que tudo estivesse conforme imaginámos). De resto, toda a preparação acaba por deixar um sentimento agridoce, de saudade, pois tudo foi vivido de forma intensa e cada escolha foi muito ponderada. Sabíamos bem o que queríamos e quem queríamos – e confiámos muito no trabalho de todos. No fim, todos se revelaram escolhas mais do que acertadas.
Em que momento da organização do casamento é que sentiram, «é mesmo isto»?
A cada decisão tomada fomos sentindo que tudo se estava a alinhar como desejávamos, mas o dia em que tudo clicou para nós foi a véspera do casamento, em que pudemos ver todas as peças e pormenores decorativos que estivemos a preparar com muito amor no seu local, no Solar. Ver concretizado tudo o que planeámos é uma sensação difícil de traduzir em palavras. “É mesmo isto”.
O resultado é fiel às ideias iniciais ou muito diferente? Contaram com alguma ajuda?
O resultado final superou muito as nossas expetativas. Claro que algumas ideias foram sendo abandonadas ao longo do percurso, mas no geral, foi bastante fiel às ideias iniciais. Foi espetacular perceber que todos os nossos fornecedores estavam na nossa onda e todos deram um contributo imprescindível para que o dia tenha corrido como correu. Aqui temos de realçar o trabalho da Gi dos Make My Day, que além de criativa e prática, foi muito paciente com as nossas dúvidas e descomplicou sempre as ideias mirabolantes que tínhamos; e da Ema e da Joana, do Solar de Vilar que foram inexcedíveis a enquadrar e transformar as nossas ideias em realidade. Além dos fornecedores, a família foi parte fundamental, sem a qual nada teria conseguido ser feito. Literalmente, porque se fartaram de trabalhar para ajudar a construir e montar o que idealizámos.
O que era fundamental para vocês? E sem importância?
Tentámos colocar um pouco de nós em todos os pormenores do casamento, por isso acabámos por dar importância a todos os detalhes. Queríamos não só criar um dia especial para nós, mas também que todos os convidados se sentissem parte do nosso mundo e se divertissem. Outro ponto fundamental era eternizar o dia nas fotos e vídeo dos nossos magníficos fornecedores.
O que foi mais fácil? E o que foi mais difícil?
A partir do momento em que escolhemos os Lounge Fotografia e os Vanessa & Ivo – Filmes feitos à mão, o casamento começou a ganhar forma, pelo que se pode dizer que foram as decisões mais fáceis. O mais difícil – e resolvido pouco tempo antes do casamento – foi a escolha da banda. Sabíamos que queríamos algo para acompanhar as entradas, mas não conseguíamos arranjar nada que satisfizesse. Até surgirem os Samba Sem Fronteiras, por sugestão do Renato dos MusicBox. E, de repente, tudo encaixou.
Qual foi o pico sentimental do vosso dia?
Toda a cerimónia religiosa foi absolutamente única, pessoal e memorável. É difícil escolher um só momento, de tantos que nos vão ficar no coração. Outro momento que também nos é muito querido: o vídeo que fizemos para os convidados, para agradecer a sua presença nas nossas vidas.
E o pico de diversão?
O jogo do sapato, que foi tão divertido para os convidados como para os noivos! E, claro, vários momentos na pista de dança que serão para recordar por muitos anos…
Um pormenor especial…
É difícil escolher, porque tivemos apontamentos especiais um pouco por todo o casamento (da caixa do correio estilo Up!, aos corações de Azeméis que adornavam as mesas no Solar)… De todos, temos que realçar o cantinho para fotos ou photobooth. Foi idealizado e feito por nós, contando com muita ajuda dos nossos familiares e ficou perfeito, melhor do que alguma vez imaginávamos.
Agora que já aconteceu, mudavam alguma coisa?
Não mudávamos absolutamente nada. Se calhar, que o tempo tivesse andado mais devagar… passa tudo a correr quando estamos imersos no momento.
Algumas words of advice para as próximas noivas…
Organizar-se e planear com antecipação, porque diminui o nervosismo e os imprevistos são mais facilmente controlados. Procurar ideias um pouco por todo o lado – sítios como o Simplesmente Branco são sempre uma boa fonte de inspiração. Relaxar e aproveitar os preparativos e nunca esquecer o mais importante – no dia, somos um e nada mais importa.
Fechamos com o vídeo bonito da dupla Vanessa & Ivo – Filmes feitos à mão.
Os fornecedores envolvidos:
convites e materiais gráficos: Make My Day – Films & Styling;
local e catering: Solar de Vilar;
bolo: Capuchinha do Rossio;
fato do noivo e acessórios: fato do noivo Acorfato, sapatos Aldo, laço Monsieur Martinez;
vestido de noiva e sapatos: vestido de noiva St. Patrick (comprado na loja Teresa Macário Noivas, em Viseu) e sapatos de noiva Rainbow Club;
maquilhagem: Paula Pereira;
cabelos: Rosa Cabeleireiros (Rio de Loba);
barbeiro: Goodfellas Barbershop (Viseu);
bouquet: Jardim da Lena (Rio de Loba);
decoração: a meias entre a nossa família e o Solar de Vilar;
ofertas aos convidados: feitas com carinho pelas mães dos noivos (doces e almofadas de cheiro);
fotografia: Lounge Fotografia;
vídeo: Vanessa & Ivo- Filmes feitos à mão;
luzes, som e DJ: MusicBox Porto;
música do cocktail: Samba Sem Fronteiras;
animação infantil: Ânimus.
Vestidos de noiva a preços baixos
Quando falamos de vestidos de noiva, fico sempre desconcertada quando é usado o termo low cost (que para mim, vale para viagens de avião e pouco mais, com os resultados pouco simpáticos que bem conhecemos).
O termo smart saving é muito mais interessante porque se traduz, simplesmente, em boas escolhas e boas compras, não é fraca qualidade.
Ora a propósito deste assunto, a H&M lançou, como tantas outras marcas têm vindo a fazer ultimamente, e isto é uma enorme revolução no mercado, uma linha de vestidos de casamento. São três ou quatro vestidos apenas, disponíveis online, mas por estes dias este exemplar tem estado pendurado na loja do Chiado.
Deixem-me que vos diga: é muito bonito e tem um toque e cair (pelo menos no cabide), impecáveis. Os acabamentos são bons, o tecido tem peso e consistência, e o corte, com uns godés na parte de baixo, muito feminino.
Custa 179 euros, o que é um preço mais do que óptimo para quem quer cumprir o figurino – casar de vestido branco, comprido e de renda -, mas que prefere aplicar essa fatia do orçamento noutro item, como a festa ou a viagem de lua-de-me.
É isto que eu chamo de smart saving: não abdicamos de um certo nível de qualidade e estilo (e podem sempre fazer o upgrade deste vestido com uns sapatos incríveis, como os Purist, os Josephine ou os Sofia, da Aquazurra, por exemplo, ou com um cinto de brilhantes, como este, este ou este), e o resultado está à altura do significado da ocasião, da sua essência: nós, no nosso melhor, no mais bonito dos dias.
Passem pela loja e vejam-no de perto. Se gostarem e se esta é a vossa posição perante o assunto vestido de noiva no vosso orçamento (sim, quero um, mas não é o mais importante na minha lista), dêem-lhe uma oportunidade, porque merece.






















































































































