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Susana Pinto

Casamento rústico e emotivo em Braga: Tânia + Nuno

O casamento rústico e muito romântico da Tânia + Nuno chegou-me à caixa de correio no fim do ano. Vinha envolto nestas palavras tão bonitas:

 

“Boa noite,

Resolvi enviar este email no dia em que faz 6 meses que estou casada. Tudo para vos agradecer…

Começo por explicar que namorei mais de 10 anos com o meu marido e nunca tive o sonho de casar porque nunca me imaginei a entrar numa igreja e a ter um casamento tradicional… 

As coisas começaram a mudar quando 2 amigas minhas tiveram casamentos lindos e completamente diferentes do habitual. Nessa fase, falaram-me do vosso site que comecei a espreitar de vez em quando…

Até que um dia o meu marido, decide pedir-me em casamento em frente à nossa família de 40 pessoas. A partir desse dia, tudo mudou… Tornei-me leitora assídua do vosso site e tirava inspirações dos real weddings que publicavam. Sabia que queria um casamento fora do tradicional, algo simples e bonito, mas não sabia o que fazer. Foi aí que o Simplesmente Branco teve um papel fundamental…

Percebi com os vossos posts que era possível aquilo que eu sonhava ter e que era possível fazer um casamento lindo, muito handmade e personalizado… Perdi a conta ao número de vezes que reli os vossos posts… As inspirações que retirei dos vossos conteúdos eram tantas que tive que fazer selecções das selecções e, no final de tudo, consegui fazer o casamento mais bonito, simples e sentimental que já vi (não sou a única a dizer isso, claro que sou suspeita)…

Por esse motivo quero-vos agradecer do fundo do coração… Obrigada por me terem ajudado a ter o dia mais bonito e perfeito da minha vida! Tenho perfeita noção que não teria conseguido sem vocês, porque me mostraram que era possível… 

Obrigada também pelos fornecedores selecionados que têm. Contratei o serviço de dj dos LSS que, apesar de não conhecer o trabalho, confiava a 100% porque eram vossos fornecedores e só podiam ser muito bons. E tinha razão!

Por tudo isto obrigada!”

 

Tânia e Nuno, um brinde ao mais bonito dos dias! Tchim, tchim!

 

Casamento rústico em Braga

 

Casamento rústico em Braga

 

Casamento rústico em Braga

 

Quando a resposta foi “sim!”, como é que imaginaram o vosso dia?

A verdade é que sempre dissemos que nunca iríamos casar porque não nos identificávamos com o tipo de casamento tradicional, mas já tínhamos falado que um dia poderíamos fazer algo simples e descontraído. Assim, depois do pedido (que foi uma verdadeira surpresa), decidimos logo que seria por aí o caminho. Não tínhamos uma ideia clara do que queríamos nem onde poderíamos fazer o casamento, mas começámos a enviar emails para vários locais menos “tradicionais” para ver o que surgia. Sabíamos que queríamos uma festa bastante descontraída e natural, uma espécie de cocktail com boa música, boa comida e as pessoas importantes da nossa vida. Isso era o fundamental. Não queríamos cerimónia pela igreja nem os protocolos que a maior parte dos casamentos tem. Não queríamos um local muito moderno nem muito grande. Queríamos apenas uma festa onde que as pessoas se sentissem parte da nossa história.

 

Casamento rústico em Braga

 

Casamento rústico em Braga

 

Casamento rústico em Braga

 

Sentiam-se preparados ou foi um caminho com muitos nervos?

Não nos sentíamos muito preparados porque nunca ligámos à questão do casamento e não sabíamos como começar a organizar um. No entanto, tivemos apoio de amigos que já tinham casado e que nos ajudaram com check-lists para percebermos o que tínhamos de tratar. O casamento foi organizado em 9 meses e tivemos tempo suficiente de tratar de tudo, até porque houve muita decoração feita por nós, à mão. Mais perto da data, sentimos um pouco mais de nervos, porque há sempre aquele receio de alguma coisa falhar e de nos esquecermos de algo importante…

 

Casamento rústico em Braga

 

Casamento rústico em Braga

 

Casamento rústico em Braga

 

Em que momento da organização do casamento é que sentiram, «é mesmo isto»?

Na escolha da quinta. A quinta era perfeita para o dia que estávamos a idealizar. Uma quinta muito rústica e bonita, com um espaço exterior perfeito para a festa que queríamos ter. A partir daí as ideias não pararam de surgir.

 

Casamento rústico em Braga

 

Casamento rústico em Braga

 

Casamento rústico em Braga

 

Casamento rústico em Braga

 

Casamento rústico em Braga

 

Casamento rústico em Braga

 

O resultado é fiel às ideias iniciais ou muito diferente? Contaram com alguma ajuda?

Acho que o resultado ainda foi melhor do que ideias iniciais. Mocho Eventos prontificou-se desde logo a seguir todas as nossas ideias e sugestões, e o resultado foi mais que perfeito. Em todo o processo acreditávamos que iam conseguir, mas nunca pensámos que ficasse um espaço e uma decoração tão bonita… Além da Mocho Eventos tivemos uma grande ajuda da nossa família: na decoração, lembranças, almofada das alianças, etc. Tudo foi pensado ao pormenor e feito à mão com muito carinho.

 

Casamento rústico em Braga

 

Casamento rústico em Braga

 

Casamento rústico em Braga

 

O que era fundamental para vocês? E sem importância?

O fundamental era termos um dia bonito e com muito amor em todos os pormenores. O nosso objectivo era fazermos uma festa bonita com as pessoas de quem mais gostamos. Foi um casamento diferente do habitual e, por isso, tão sentimental e relaxado. Queríamos que tudo fluísse de forma natural, sem pressas e sem horários.

O que não tinha importância era seguir o protocolo típico dos casamentos.

 

Casamento rústico em Braga

 

Casamento rústico em Braga

 

Casamento rústico em Braga

 

Casamento rústico em Braga

 

O que foi mais fácil? E o que foi mais difícil?

O mais fácil foi decidir o tipo de festa e decoração. Queríamos um casamento “handmade”, ou seja, uma decoração muito simples, rústica, com pormenores pensados por nós e feitos à mão por nós e pela nossa família.

O mais difícil: para o noivo foi a gestão do stress nos dias que antecederam o casamento. Para a noiva foi a gestão de tantas ideias e o querer fazer tanta coisa “handmade”. Algumas ideias mais secundárias tiveram que ficar pelo caminho porque não dava mesmo para fazer tudo.

 

Casamento rústico em Braga

 

Casamento rústico em Braga

 

Casamento rústico em Braga

 

Qual foi o pico sentimental do vosso dia?

Tivemos vários picos sentimentais durante a cerimónia civil: os textos que os irmãos dos noivos leram e que faziam uma bonita homenagem a amigos e família que tinham falecido recentemente, as músicas que a tuna da noiva tocou e que deixaram as lágrimas no canto do olho, os votos dos noivos que tanto fizeram rir como chorar e que deixaram toda a gente emocionada…

 

Casamento rústico em Braga

 

Casamento rústico em Braga

 

Casamento rústico em Braga

 

E o pico de diversão?

Durante a tarde, o cocktail com música ao vivo da banda do irmão da noiva, os “Maria Ninguém”, que pôs toda a gente a cantar e a dançar, e a festa no final da noite com o dj LSS, que conseguiu que todas as gerações fossem para a pista. Também foi muito divertido um vídeo feito pela família, que pôs toda a gente às gargalhadas.

 

Casamento rústico em Braga

 

Casamento rústico em Braga

 

Casamento rústico em Braga

 

Um pormenor especial…

Tivemos vários pormenores especiais porque queríamos que o casamento fosse muito personalizado e especial: para a cerimónia fizemos tsurus em origami para decoração do espaço, cones de papel kraft e um leque com as músicas para oferecer aos convidados; fizemos à mão vários textos e desenhos que colocámos nas ardósias e espalhámos por toda a quinta; fizemos bandeirolas de serapilheira com várias frases para decoração dos vários espaços; tínhamos um local no jardim para tirar fotos polaroid onde os convidados colavam as fotos num álbum feito por nós e deixavam dedicatórias; na sala de jantar tínhamos uma moldura de madeira com fotos de todos os convidados e com aqueles que, infelizmente, nos tinham deixado recentemente; nas mesas da família e amigos colocamos uma moldura com um texto muito bonito a relembrar essas pessoas; fizemos um livro com várias actividades para os mais pequenos se divertirem; os marcadores das mesas eram fotos nossas dos vários locais do mundo que tínhamos visitado; no ramo da noiva, foi colocado um pormenor de feltro feito à mão para relembrar uma grande amiga; as lembranças foram frascos de doce de framboesa caseiro feito pela família; os bonecos no topo do bolo eram o “Manel e a Maria” vianenses, uma vez que parte da família da noiva é de lá. A família e a tuna também fizeram algumas surpresas durante o jantar, que nos deixaram bastante emocionados.

 

Casamento rústico em Braga

 

 

Casamento rústico em Braga

 

Casamento rústico em Braga

 

Agora que já aconteceu, mudavam alguma coisa?

No geral não mudávamos nada porque o dia foi perfeito, mas, apesar de termos dito desde logo que não queríamos fotos formais com os convidados, se fosse hoje, teríamos aproveitado a entrega das lembranças pelas mesas, para termos fotos com todos, sem excepção. Também alterávamos a dança para o exterior, caso o tempo pemitisse.

 

Casamento rústico em Braga

 

Algumas words of advice para as próximas noivas…

O maior conselho é que aproveitem tudo, desde a preparação, ao dia… São meses a sonhar e a idealizar toda a festa e é uma emoção tão grande que o dia passa mesmo a correr! Façam o casamento dos vossos sonhos, não ligando ao que as pessoas estão à espera. É o vosso dia e tem que ser à vossa imagem. A melhor coisa que vos podem dizer é que o casamento foi a vossa cara. No nosso caso, toda a gente o disse e é motivo de muito orgulho. Casávamos já outra vez!

 

 

Os fornecedores envolvidos:

 

convites e materiais gráficos: os convites e algum material gráfico foram desenhados por duas amigas designers, Filipa Fortunato e Raquel Carvalho, e o restante foi desenhado pela noiva;

local e catering: Quinta de Vilaça com o catering Mocho Eventos;

bolo: Pastelaria Glicínia;

fato do noivo e acessórios: fato Miguel Vieira e sapatos Arcar;

vestido de noiva e sapatos: vestido Rembo Styling e sapatos H&M;

maquilhagem: Francisca Roboredo Professional Makeup;

cabelos: Luzia de Sá Cabeleireiro;

bouquet: Fábia Fernandes;

decoração: Mocho Eventos, noivos e família;

ofertas aos convidados: família dos noivos;

fotografia: José Crispim Photography;

vídeo: Os Tais do Video;

luzes, som e Dj: LSS como dj, Gatuna e Maria Ninguém com actuações durante o cocktail e jantar.

 

Susana Pinto

Um casamento de inverno: Leisa + Jesse

Jesse + Leisa escolheram um casamento de inverno. E ao contrário do que possam estar a pensar, todos os ingredientes somaram para um dia glorioso e muito acolhedor. A arte está em escolher os detalhes certos que proporcionam uma experiência incrível: quando tudo converge na mesma direcção, o resultado é perfeito, mesmo quando é um casamento de inverno.

O espaço escolhido foi um dos pontos fortes:

“With multiple fireplaces and rustic country charm, it ticked all boxes for a snug winter wedding. The food also lent itself to that ‘Sunday roast with the family’ type vibe which we thought really brought the whole experience together. Contrasting with the wild and windy weather outside, the warm and softly lit setting was ideal for celebrating with friends and family.”

Junta-se a isto uma decoração floral incrível, opulenta, rica, intensa, com tons quentes e profundos (vermelhos e verdes escuros e aveludados, dourado para os detalhes), um catering cheio de sabores aconchegantes, fotografias muito bonitas e um vestidaço (e coroa dourada…!) que rematam a história. Bom gosto absoluto, cenário perfeito e acolhedor, um dia maravilhoso, independentemente das condições atmosféricas, partilhado à volta da mesa com as pessoas do coração.

É isto – podemos mudar o cenário, o dress code, a experiência gastronómica. Seja um casamento de verão ou um casamento de inverno. O core da festa mais bonita será sempre este, sem excepção: a celebração do amor, partilhada com as pessoas do coração.

O resto? Meros detalhes!

 

Casamento de inverno.

 

Casamento de inverno.

 

Casamento de inverno.

 

Casamento de inverno.

 

Casamento de inverno.

 

Casamento de inverno.

 

Casamento de inverno.

 

Casamento de inverno.

 

Casamento de inverno.

 

Casamento de inverno.

 

Casamento de inverno.

 

Casamento de inverno.

 

Casamento de inverno.

 

Casamento de inverno.

 

Casamento de inverno.

 

Casamento de inverno.

 

Casamento de inverno.

 

Casamento de inverno.

 

Casamento de inverno.

 

Casamento de inverno.

 

Casamento de inverno.

 

Casamento de inverno.

 

Casamento de inverno.

 

Casamento de inverno.

 

 

Casamento de inverno.

 

Casamento de inverno.

 

Casamento de inverno.

 

Casamento de inverno.

 

Casamento de inverno.

 

Casamento de inverno.

 

Casamento de inverno.

 

Casamento de inverno.

 

Casamento de inverno.

 

Casamento de inverno.

 

Casamento de inverno.

 

Casamento de inverno.

 

Casamento de inverno.

 

Casamento de inverno.

 

Casamento de inverno.

 

Casamento de inverno.

 

Casamento de inverno.

 

Casamento de inverno.

 

Casamento de inverno.

 

Casamento de inverno.

 

Via Nouba, com fotografia de Lauren Campbell, vestido James Coviello, coroa Viktoria Novak e flores de Fleur and Threads.

 

Susana Pinto

À conversa com: Atmosfia, fotografia de casamento

Hoje sentámo-nos com a Raquel Castro, da Atmosfia –  fotografia de casamento, para conversar sobre o que é isto de fotografar, como se chega aqui, e o significado incrível que uma imagem pode ter.

O trabalho da Raquel é sempre muito feminino e luminoso, atento as muitos detalhes quem compõem a história do mais bonito dos dias. Vão gostar de a “ouvir”!

 

Os fotógrafos têm um privilégio muito grande de poder de ter parte do tempo nas suas mãos… A máquina do tempo existe e é a máquina fotográfica. Com ela conseguimos reter momentos no tempo que existiram verdadeiramente e que de outra forma não seria possível reviver ao detalhe.

 

Conta-nos um pouco da tua viagem profissional até aqui, à fotografia de casamento.

A descoberta da fotografia profissional aconteceu numa altura de vida completamente inesperada. Com uma atividade profissional “fechada” ligada a números, cálculos, análises, gestão de informação, a necessidade de um escape mental surgiu com a oferta de uma máquina fotográfica no Natal de 2011. Nessa altura, com dois filhos pequenos, uma vida profissional que exigia uma disponibilidade que sobrepunha a uma vida pessoal, comecei a repensar muito no que tinha alcançado e como gostaria no futuro. Os workshops em fotografia, que fazia em horário pós-laboral, mantinham a minha mente sã e a visão optimista de que a vida não se perde se a agarrarmos, mesmo que a algo tão inesperado e tão incerto.

 

Há quanto tempo fotografas? E porquê casamentos?

Sempre andei com uma máquina fotográfica atrás, assim como a maioria das pessoas, mas profissionalmente foi no início de 2014 que registo a minha atividade profissional. Tal como referi, sempre que possível tinha uma máquina fotográfica comigo e sempre que ia a casamentos como convidada, fazia a minha foto-reportagem que depois oferecia como cortesia aos noivos. Acontecia que os noivos mostravam a minha foto-reportagem em conjunto com a do fotógrafo contratado e e os comentários eram muito positivos. Sempre achei que nos casamentos há imensos assuntos interessantes para registar e sempre me foi muito natural e me senti à vontade em fazê-lo.

 

Nestes tempos globais, em que as imagens circulam a uma velocidade vertiginosa e todos temos acesso a tudo, a qualquer hora, onde vais buscar inspiração?

A minha inspiração surge nas pessoas e nos lugares. Mas a luz, para mim é uma grande fonte de inspiração. A luz tem a capacidade de criar o cenário, iluminar rostos e expressões. Inspiram-me ambientes bonitos, cuidados, pessoas alegres e de bem com elas próprias e com os outros, descomplicadas. Também me inspiram situações mais cómicas ou invulgares.

 

Atmosfia - fotografia de casamento

 

Atmosfia - fotografia de casamento

 

Atmosfia - fotografia de casamento

 

Como construíste essa tua assinatura, como te defines?

A minha assinatura está definida por imagens luminosas. O nome Atmosfia, inventado por mim, pois é uma palavra que não existe no vocabulário, é a conjugação de atmos (energia, luz) e fotografia.

 

Achas que o ponto de vista feminino, os detalhes que escolhes fotografar e como o fazes, a narrativa que constróis, é diferente das escolhas que vês num trabalho de um profissional masculino?

Pessoalmente acho que sim e ainda bem. Há áreas da fotografia onde a visão homem e a visão mulher são muito próprias e se distinguem. Para mim, claramente, a nível profissional, sessões boudoir, despedida de solteira, sessões com bebés recém-nascidos são onde noto que as mulheres têm uma visão que se distingue do homem. Outros trabalhos, como o caso de fotografia de casamentos, a diferença pode não ser tão evidente.

 

Quando precisas de fazer reset, para onde olhas, o que fazes?

Quando estou em modo fotógrafa profissional, entro numa esfera diferente da minha personalidade. É interessante perceber isso porque, acima de tudo, tenho muito respeito pelo meu trabalho, pelo meu tempo e naturalmente faço sentir isso nos outros. Não me deixo afetar por situações inesperadas ou desagradáveis, tenho a capacidade olhar a situação e rapidamente dar o passo à frente para fazer o que tem de ser feito. Quando preciso fazer um reset e se for conveniente assumo o reset e levo todos no meu reset… Assumo que não está a funcionar, repenso e assumo. Esta forma de estar funciona sempre bem porque é uma questão de autenticidade e energia, e, apenas vale a pena alimentar se for boa e isso sente-se.

 

Atmosfia - fotografia de casamento

 

Atmosfia - fotografia de casamento

 

Atmosfia - fotografia de casamento

 

Qual é o teu processo de trabalho, como acontece a ligação com os teus clientes?

O meu trabalho tem sido construído a um ritmo com alguma exigência mas que ainda assim torna possível o equilíbrio entre a vida profissional e a vida pessoal. Assim fui conquistando consistência e coerência que o cliente valoriza. Esta valorização por parte do cliente tem retorno na fidelização e em novos clientes, pela passagem de testemunho positivo.

 

O teu trabalho é local ou nacional?

O meu trabalho é local e nacional.

 

Casamentos grandes ou pequeninos, nacionais ou estrangeiros, cerimónias emotivas, festas de arromba – qual é o tipo de festa que mais gostas de fotografar?

As festas que mais gosto de fotografar são as festas em que as pessoas estão verdadeiramente envolvidas a nível emocional. E esse tipo de envolvimento, por norma, acontece em casamentos mais pequenos, em celebrações mais intimistas. Os casamentos mais intimistas permitem às pessoas desfrutar com mais calma do dia e partilhar esse momento com mais proximidade de todos os presentes. A festa acaba por ser de todos.

 

Qual é a melhor parte de ser um fotógrafo de casamento? E o mais desafiante e difícil?

A melhor parte é saber que fui a pessoa a quem confiaram a sua história de amor. E contar uma história através de imagens é uma grande responsabilidade que tem de ser aceite com todo o amor também. Eu dou o máximo sempre a pensar no que faz sentido para o casal. Também isso é desafiante porque envolve toda a parte social e psicológica que é saber lidar com pessoas e querer agradar. Existe um pré-conhecimento antes do dia do casamento, mas no dia em si há imprevistos até em relação ao próprio comportamento das pessoas que estão sob pressão e nervosas, e esta considero a parte mais difícil. A mais desafiante, e que mais me preenche, é exigência de estar constantemente a pensar rápido, é preciso ter o “olho treinado” para acompanhar as mudanças de luz bem como antecipar momentos que sabemos que estão prestes a acontecer e serão importantes registar.

Os fotógrafos têm um privilégio muito grande de poder de ter parte do tempo nas suas mãos… A máquina do tempo existe e é a máquina fotográfica. Com ela conseguimos reter momentos no tempo que existiram verdadeiramente e que de outra forma não seria possível reviver ao detalhe.

 

Escolhe uma imagem favorita do teu portfolio e conta-nos porquê:

Com tantos trabalhos e tantas memórias, é muito difícil escolher apenas uma imagem favorita. Escolhi um conjunto de duas imagens como gosto de fazer nas minhas publicações onde há sempre um detalhe a acrescentar… este conjunto é da sessão que fiz hoje e traduz muito do que me representa enquanto fotógrafa. É uma imagem onde se vê luz, alegria, romance e uma relação de confiança. Em resumo, quando ambas as partes se envolvem e estão em sintonia, o resultado é sempre feliz para todos.

 

Atmosfia - fotografia de casamento

 

Os contactos detalhados da Raquel Castro estão na sua ficha de fornecedor. Espreitem a galeria e contactem-na directamente através do formulário: é só preencher com os vossos dados e mensagem, e na volta do correio, terão uma resposta simpática.

 

Acompanhem estas nossas conversas longas com fornecedores seleccionados Simplesmente Branco, sempre à quarta-feira!

Susana Pinto

Bolo dos noivos, sapatos de noiva e um belo bouquet: um trio perfeito!

E estamos de regresso com os nossos trios perfeitos, compostos por bolo dos noivos, sapatos de noiva (ou noivo) e bouquet de noiva.
Inaguramos 2018 com uns sapatos de noiva rasos em cetim azul e decorados com brilhantes e pérolas: haverá combinação mais perfeita, “something blue” para a tradição (e um apontamento entusiasmante de cor!), baixinhos para o conforto e muitas horas de baile, e bilho e pérolas para sofisticação extra? Diria que este par junta tudo, e muito bem!

Vamos ao bolo dos noivos: por aqui, toda a gente sabe da minha predilecção por macarrons – e agora que abriu uma sucursal da Ladurée em Lisboa, já não é preciso apanhar um avião para os comer!. Mesmo que saiam de moda (vão e vêm), é sempre uma bela e deliciosa opção ao bolo dos noivos ou às lembranças para os convidados. São cenográficos, versáteis na combinação de cores e de sabores, e donos de uma delicadeza absoluta. Um total requinte gastronómico e um prazer para os sentidos. Que vos parece esta sugestão?

Fechamos em total animação, com um bouquet campestre e colorido. Uma explosão de cores e texturas, este bouquet despretensioso e muito singelo: é precisamente daí que vem a sua beleza delicada, parece que foi apanhado num passeio primaveril pelo campo.

 

Basta juntar um vestido romântico: rendas e tules é o que estas sugestões estão mesmo a pedir, e caso agrade ao noivo, muito à inglesa e norte da Europa, um fato azul royal. Esta é uma combinação infalível para um casamento de primavera!

 

Bolo dos noivos alternativo

 

Sapatos de noiva rasos de cetim azul

 

Sapatos de noiva rasos de cetim azul

 

Bouquet de noiva campestre e colorido

 

Romance primaveril: adorável!

De cima para baixo, macarrons Nectar & Stone, via The Neon Blog; sapatos de noiva rasos em cetim azul decorados com brilhantes e pérolas,  Zara, por 12,99 euros; bouquet de noiva campestre e colorido, de Bramble & Berry, via My lovely dress.

 

Para acompanhar estes nossos trios perfeitos que publicamos todos os domingos, basta que sigam as nossas etiquetas (a partir da homepage) ou aqui no topo do artigo: sapatos e sunday shoes; cake! e bolo; bouquet e um belo bouquet.

Bom domingo!

 

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Susana Pinto

Casamento rústico em Alenquer: Alexandra + Francisco

A Alexandra + Francisco casaram em Alenquer em Setembro, esse mês da luz mágica e dourada.  Parceiros deste casamento bonito, foram uma boa meia dúzia de fornecedores seleccionados Simplesmente Branco: a fotografia e vídeo são do Miguel Ribeiro Fernandes, os convites e materiais gráficos são das meninas Amor e Lima  (assim como o bouquet de noiva) e da Molde Design Weddings, a maquilhagem ficou por conta da Kabuki Makeup by Rita Amorim, a decoração e catering são do Páteo Velho e a pista animada é da Jukebox.

O resultado é, claro, muito bonito. Da energia sorridente e muito contagiante da Alexandra, aos inúmeros abraços apertados, passado pelo segundo vestido (o da mãe!) e os belos pastéis à saída da igreja, com o topo de bolo da Senhor de si, há aqui muitos detalhes para vos deliciar e inspirar.

Bom fim-de-semana!

 

Casamento rústico em Alenquer

 

Casamento rústico em Alenquer

 

Quando a resposta foi “sim!”, como é que imaginaram o vosso dia?

Imaginámos um dia simples, descontraído em que conseguíssemos desfrutar tranquilamente de todos os momentos. Queríamos que tudo corresse da melhor forma possível, sem grandes preocupações e ter por perto as pessoas que nos são mais queridas, nunca faltando a boa disposição.

 

Sentiam-se preparados ou foi um caminho com muitos nervos?

Preparadíssimos! Foi um caminho feito com calma, porque já tínhamos algumas ideias em mente, o que tornou tudo um pouco mais fácil. Contudo, há sempre momentos de maior ansiedade mas que conseguimos lidar e superar muito bem.

 

Casamento rústico em Alenquer

 

Casamento rústico em Alenquer

 

Casamento rústico em Alenquer

 

Casamento rústico em Alenquer

 

Em que momento da organização do casamento é que sentiram, «é mesmo isto»?

Fomos sentindo muitas vezes ao longo de todos os meses de preparação (9 meses), sempre que alguma coisa era escolhida definitivamente, ficávamos muito felizes, tendo a certeza que a escolha seria a perfeita. Mas foi no próprio dia do casamento, que ao longo do dia sentimos que tudo estava a acontecer como tínhamos idealizado,  superando até, todas as nossas expectativas.

 

Casamento rústico em Alenquer

 

Casamento rústico em Alenquer

 

Casamento rústico em Alenquer

 

O resultado é fiel às ideias iniciais ou muito diferente? Contaram com alguma ajuda?

Tínhamos uma ideia muito vincada sobre o estilo de casamento, queríamos um casamento simples, elegante e muito descontraído. Ao longo dos meses de preparação foram sempre surgindo novas ideias, algumas fomos nós próprios a concretizar e para outras pedimos ajuda. Todos os pormenores pensados fizeram a diferença, tornado o dia ainda mais nosso. Fizemos uns Santo Antónios para todas as solteiras que não ficaram com o bouquet, as letras da pista, o nosso próprio photobooth. Deu-nos imenso gozo fazer e adoramos a reacção de todos os convidados. Contámos também com a ajuda da Amor e Lima, que tratou de todos os materiais gráficos e da Molde Design Weddings, que fez o livro de honra, o quadro para todos os convidados pintarem a sua impressão digital e a medalhinha que levei no meu bouquet.

 

Casamento rústico em Alenquer

 

Casamento rústico em Alenquer

 

Casamento rústico em Alenquer

 

Casamento rústico em Alenquer

 

O que era fundamental para vocês? E sem importância?

Tudo foi fundamental e importante, queríamos que todos vivessem o dia com a mesma intensidade que nós, que houvesse alegria e boa disposição.

 

O que foi mais fácil? E o que foi mais difícil?

O mais fácil foi aproveitar e desfrutar ao máximo aquele dia maravilhoso, depois de tanta preparação, foi, sem dúvida, o mais fácil e delicioso. O mais difícil foi a escolha da quinta, uma vez que queríamos mesmo casar em Setembro, tornou-se complicado conciliar uma data, mas não podíamos ter escolhido melhor, um lugar lindo e muito acolhedor.

 

Casamento rústico em Alenquer

 

Casamento rústico em Alenquer

 

Casamento rústico em Alenquer

 

Casamento rústico em Alenquer

 

Casamento rústico em Alenquer

 

Casamento rústico em Alenquer

 

Qual foi o pico sentimental do vosso dia?

Foram vários os picos sentimentais sentidos ao longo do dia, mas a cerimónia é, sem dúvida, o momento mais marcante. A escolhermos um, foi o discurso feito pelo noivo no final da missa, que sensibilizou muito os convidados, deixando uma lágrima nos olhos da noiva.

 

Casamento rústico em Alenquer

 

 

Casamento rústico em Alenquer

 

Casamento rústico em Alenquer

 

Casamento rústico em Alenquer

 

Casamento rústico em Alenquer

 

E o pico de diversão?

O dia foi todo vivido em grande diversão, mas a nossa entrada na sala foi muito animada, sem ensaios, saiu na perfeição. Entrámos ao som da música dos Earth, Wind & Fire, September, passando por todas as mesas com um selfie stick conseguimos fazer um vídeo que ainda hoje não nos cansámos de ver. Não esquecendo também que fizemos o corte do bolo à porta da igreja, sempre acompanhados por uma banda de gaiteiros, contagiando todos os convidados pela música e animação.

 

Casamento rústico em Alenquer

 

Casamento rústico em Alenquer

 

Casamento rústico em Alenquer

 

Casamento rústico em Alenquer

 

Um pormenor especial…

Contratámos um empregado falso, que com o seu ar cómico, desajeitado e descontraído se mistura com os convidados e faz-se passar por um verdadeiro empregado, servindo para além de refeições e cocktails, muito humor. Com ele a festa foi garantida.

Outro pormenor especial, após a nossa primeira dança, troquei o meu vestido pelo vestido de noiva da minha mãe numa versão curta, fez todo o sentido e adorei poder vestir o mesmo vestido dela no dia do nosso casamento.

 

Casamento rústico em Alenquer

 

Casamento rústico em Alenquer

 

Casamento rústico em Alenquer

 

Agora que já aconteceu, mudavam alguma coisa?

Não mudava nada, correu tudo como tínhamos planeado e na perfeição. Passou ftudo tão rapidamente…

 

Casamento rústico em Alenquer

 

Casamento rústico em Alenquer

 

Casamento rústico em Alenquer

 

Casamento rústico em Alenquer

 

Casamento rústico em Alenquer

 

Casamento rústico em Alenquer

 

Casamento rústico em Alenquer

 

Algumas words of advice para as próximas noivas…

Desfrutem todos os momentos, porque passa a voar. Não tenham medo de arriscar em fugir das regras e em ter um dia que seja à vossa imagem. Deleguem tarefas no dia, preocupem-se apenas em aproveitar a companhia daqueles de que mais gostam. É uma fase que deixa muitas saudades, por isso aproveitem tudo ao máximo.

 

E repetimos, agora em movimento, com o vídeo do Miguel Ribeiro Fernandes:

 


Os fornecedores envolvidos:

 

convites e materiais gráficos: Amor e Lima e Molde Design Weddings;

local: Quinta das Rosas;

catering e decoração: Páteo Velho;

bolo dos noivos: pastéis de feijão regionais, da Pastelaria Serra da Vila em Torres Vedras;

fato do noivo e acessórios: Mister Man;

vestido de noiva e sapatos: vestido Pureza de Mello Breyner e sapatos Andiwonder;

maquilhagem: Kabuki make up by Rita Amorim;

cabelos: Lilia Costa;

bouquet: Amor e Lima;

ofertas aos convidados: saquinhos de linho com as inicias AF, feitos por uma costureira local de Torres Vedras com os típicos bolos de casamento da nossa região (bolo ferradura);

fotografia e vídeo: Miguel Ribeiro Fernandes;

luzes, som e Dj: Jukebox.

 

Susana Pinto

À conversa com: Vanessa & Ivo, filmes de casamento

Regressamos às entrevistas pessoais com os fornecedores seleccionados Simplesmente Branco, com uma bela conversa com a dupla Vanessa & Ivo, que fazem filmes de casamento muito bonitos.

Juntem-se a nós, porque a forma como esta dupla construíu a sua assinatura e fez o seu caminho é muito interessante e consciente. Como dizemos sempre, a viagem é mais interessante que o destino, e o sítio onde a Vanessa & Ivo se encontram agora é muito, muito bom.

 

A melhor parte de ser videógrafo de casamentos é poder fazer aquilo que mais gostamos (…). É ter liberdade e confiança absoluta para fazermos a nossa “arte” e gerir o nosso negócio. É ser contactado por pessoas que seguem o nosso trabalho há imenso tempo e dizem que somos a primeira e única escolha, que nos recebem nos seus corações e nos levam consigo naquele que é um dos dias mais importantes das suas vidas. Ter clientes-amigos. Estar fechado num dia de chuva no escritório, mas com a certeza que estamos a criar uma coisa que vai fazer parte daquela família para sempre. Editar um momento no filme em que “eles vão chorar tanto”.

 

Contem-nos um pouco da vossa viagem profissional até aqui, ao video de casamento.

Estudamos na Universidade da Beira Interior na Covilhã e ficámos por lá a trabalhar algum tempo, o Ivo trabalhava numa produtora de cinema e dava aulas ao curso de cinema na UBI e eu, Vanessa, trabalhava numa companhia de teatro.

 

Há quanto tempo filmam? E porquê casamentos?

O Ivo , em conjunto com três sócios, criou uma produtora de cinema. Com esta produtora ganharam alguns trabalhos importantes nas áreas da publicidade institucional e ao mesmo tempo começaram a receber pedidos de fotógrafos locais para fazerem alguns vídeos de casamento. O que começou como um cash flow para uma pequena produtora em início de vida, de repente ganha uma marca, a Something Blue, e os filmes começam a ganhar os contornos dos filmes americanos de casamento que víamos no blogue Green Wedding Shoes – filmes curtos e cheios de emoção.

Numa tarde de férias passada em Guimarães, eu e o Ivo começámos a sonhar trazer a produtora para esta cidade natal do Ivo. Meses depois, com alguns casamentos marcados, decido deixar o meu emprego e embarcar nesta aventura, numa nova cidade!

O Ivo filma desde sempre e eu comecei a filmar em 2013.

 

Como construíram a vossa assinatura? Como é que a definem?

Quando se começa bebe-se inspiração de qualquer lado. Tentámos seguir o caminho que víamos outros seguir com sucesso, e achávamos que por fazer igual teríamos também o mesmo sucesso. Quando se começa é natural passar por essa fase, e seguimos tendências que nem sempre são as melhores para nós. Os primeiros anos foram um pouco assim – muita tentativa e erro. Aos poucos fomos percebendo que gravitávamos numa direcção, numa confluência entre a nossas personalidades (enquanto indivíduos e enquanto casal) e o nosso trabalho. O melhor de tudo é que começamos a atrair casais que procuravam exactamente isso. Talvez o passo mais importante tenha sido o de “abandonar” a marca Something Blue e abraçarmos a nossa individualidade, dando o primeiro passo nesta proximidade que queremos criar com os casais. Hoje é fácil para nós definirmos o nosso estilo em duas palavras – íntimo e romântico. Não só nos filmes, mas em todo o processo de relação com cada casal.

 

 

O vosso trabalho junta os pontos de vista de cada um de vocês. Achas que o ponto de vista feminino, os detalhes que escolhes captar e como o fazes, a narrativa que constróis, é diferente das escolhas que o Ivo faz, do seu ponto de vista masculino? Como convergem?

Depois deste tempo juntos a trabalhar, nós sabemos o que gostamos de filmar e o que outro vai filmar. Estamos já a filmar quando percebemos que vai haver risos ou que a lágrima vai cair. Por esta altura, a maneira de filmar de cada um complementa-se na perfeição – se um filma o geral, o outro está no pormenor, se um filma a noiva a vestir-se, o outro filma a mãe emocionada.

As diferenças existem na escolha das lentes, se um faz lens whacking e o outro usa uma tilt shift, há determinados movimentos de câmara que o Ivo faz e outros que faço eu, mas sermos uma equipa e um casal já há tanto tempo faz com que nos complementemos num resultado final incrível!

 

É chegarmos a casa cansados depois um fim-de-semana cheio de trabalho, mas saber que temos imagens tão boas! Aterrar num país diferente e pensar que alguém nos levou lá só porque gosta do que fazemos. É chorarmos ao editar o momento em que o pai com esclerose múltipla faz questão de percorrer os últimos metros até ao altar com a filha para a entregar ao noivo (e ficarmos embargados só de o mencionar agora). É receber um email ou telefonema com a reacção casal ao seu filme. É comer bolo de noiva. É dançarmos os dois num casamento ao som da música do momento com as câmaras na mão. É tudo tão bom.

 

Nestes tempos globais, em que as imagens circulam a uma velocidade vertiginosa e todos temos acesso a tudo, a qualquer hora, onde vão buscar inspiração?

Os editoriais são agora a nossa forma de experimentar coisas novas sem pressão – coisas que vimos em peças de teatro, filmes, em séries, em videoclips ou em fotografias. E os casamentos são todos diferentes, todos exigem de nós de forma diferente, e felizmente essa diversidade de casais, cerimónias, convidados levam-nos àquele momento de inspiração que de repente transforma o filme de casamento.

 

Quando precisam de fazer reset, para onde olham, o que fazem?

Para tudo e para nada! Apesar de passarmos o ano em movimento, viajar em passeio é sempre bom. Sempre que o trabalho nos leva a um destino novo, gostamos também de passar uns dias a mais para o conhecermos melhor, se o calendário o permitir. Quando estamos em casa há sempre aquele escape típico dos filmes, séries e espetáculos de teatro. Um dia passado a jogar computador é um dia bem passado para o Ivo. A Vanessa vai ao ioga, o Ivo meteu-se no triatlo e gostamos muito de nadar juntos. A Kira (a nossa cadela) obriga-nos sempre a sair de casa, faça chuva ou faça sol, e às vezes também é bom descomprimir e dar um passeio mais longo. Quando vivíamos em Aveiro ainda experimentámos o surf mas em Guimarães não há ondas!

 

De Aveiro para o mundo, ou o mundo em Aveiro: filmar um casamento estrangeiro é diferente de filmar um casamento nacional?

Quando saímos da Covilhã em 2013 fomos para Guimarães. Aqui, vivemos dois anos e decidimos seguir depois para Aveiro, onde está a família da Vanessa. Ano e meio depois, voltámos a Guimarães, a cidade que, para já, nos enche as medidas e porque percebemos que podemos estar em qualquer sítio desde que estejamos felizes, o trabalho chegará até nós!

Filmamos casamentos em Portugal de norte a sul e até às ilhas, e felizmente já filmámos casamentos nos mais variados sítios, desde casas particulares na Costa Brava, Menorca ou Ibiza, até castelos na França rural, ou grandes centros urbanos como Londres ou até o Ritz em Paris, com noivos oriundos de todos os continentes. A isto acrescenta-se ainda o facto de Portugal ser um país de emigrantes que gostam de regressar ao seu país para casar mas não abdicam de algumas imagens feitas nos países onde estão a viver.

Em Portugal, o nosso país de mar e sol, filmamos tantas outras nacionalidades e religiões. Depois de aprendermos sobre os rituais de cada cultura, a essência é a mesma – nervos ao início do dia enquanto se preparam para o momento de dizer sim, emoção na troca de alianças e muitos romance na hora em que levamos os noivos para fazer umas imagens bonitas e para finalmente estarem juntos e (quase) sozinhos no seu dia de casamento.

 

 

Qual é o vosso processo de trabalho, como acontece a ligação ao cliente?

Tal como já mencionámos, a mudança para “Vanessa & Ivo” foi um passo natural para estreitar a relação com os casais. No nosso site temos uma área dedicada a nós, e fazemos regularmente posts pessoais nas redes sociais da “Vanessa & Ivo”. Se queremos que os casais nos recebam nas suas vidas, temos também de partilhar um pouco de nós – as relações saudáveis constroem-se assim.

Tentamos ser transparentes – temos disponível no formulário de contacto o valor base dos nossos serviços, e nas perguntas frequentes (FAQs) cobrimos também a maior parte das questões que nos colocam e que estão abrangidas no contrato que mais tarde os casais assinam. Esta prática não é muito comum neste mercado. Queremos que quem nos contacta esteja munido do máximo de informação possível para tomar sua decisão, mesmo que seja para decidir que não nos quer contactar. Logo numa primeira resposta gostamos também de colocar algumas questões sobre o casamento, e enviamos a nossa apresentação com todos os serviços, uma breve descrição e respectivos valores. Encorajamos uma reunião skype e temos sempre prazer em receber casais em nossa casa (se não se importarem de conhecer os nossos gatos e a cadela). Depois vamos mantendo o contacto com os casais que nos contratam e gostamos de ser envolvidos no planeamento do casamento. Em alguns casos uma sessão prévia ao casamento ajuda a quebrar o gelo com as câmaras!

Felizmente podemos dizer que muitos dos casais que nos contratam, acabam por ficar nossos amigos.

 

Casamentos grandes ou pequeninos, nacionais ou estrangeiros, cerimónias emotivas, festas de arromba – qual é o tipo de festa que mais gostam de registar?

O casamento ideal é aquele em que os noivos se divertem! Já fizemos elopements com apenas o casal, casamentos com 9 convidados (e dois cães!) , casamentos com mais de 300 convidados, e até já fizemos dois casamentos na mesma festa. No final são todos especiais, e têm todos qualquer coisa única.

Posto isto, e apenas por questões de logística e porque pela nossa experiência o dia corre com menos stress, preferimos casamentos pequenos que acontecem na totalidade num só local. Permite-nos dedicar mais tempo a cada pormenor, estar mais atentos ao que acontece à nossa volta, e podemos concentrar-nos no que é realmente importante.

 

Qual é a melhor parte de ser videógrafo de casamentos? E o mais desafiante e difícil?

A melhor parte de ser videógrafo de casamentos é poder fazer aquilo que mais gostamos – contar histórias – sem ter de lidar com a burocracia associada ao cliente empresarial, e sem depender de grandes orçamentos e equipas como na publicidade e no cinema. É ter liberdade e confiança absoluta para fazermos a nossa “arte” e gerir o nosso negócio. É trabalhar em casa e fazer os próprios horários. É ser contactado por pessoas que seguem o nosso trabalho há imenso tempo e dizem que somos a primeira e única escolha, que nos recebem nos seus corações e nos levam consigo naquele que é um dos dias mais importantes das suas vidas. Ter clientes-amigos. Estar fechado num dia de chuva no escritório, mas com a certeza que estamos a criar uma coisa que vai fazer parte daquela família para sempre. Editar um momento no filme em que “eles vão chorar tanto”. Fazer o upload de um filme terminado e enviar o email ao casal com a novidade. Ver o pai da noiva a chorar no discurso. Ver o noivo envergonhado pelo discurso do amigo. A reacção das amigas ao verem a noiva vestida… e a reacção do pai! Chegar a casa cansado depois um fim-de-semana cheio de trabalho, mas saber que temos imagens tão boas! Aterrar num país diferente e pensar que alguém nos levou lá só porque gosta do que fazemos. É chorarmos ao editar o momento em que o pai com esclerose múltipla faz questão de percorrer os últimos metros até ao altar com a filha para a entregar ao noivo (e ficarmos embargados só de o mencionar agora). É receber um email ou telefonema com a reacção casal ao seu filme. É comer bolo de noiva. É dançarmos os dois num casamento ao som da música do momento com as câmaras na mão. É tudo tão bom.

O mais desafiante e difícil? Por favor ler a resposta outra vez!

 

Escolham um filme favorito do vosso portfolio e contem-nos porquê:

Isto é como escolher um filho preferido, não é justo! Por isso, mostramos o que nos caracteriza melhor, muito romance, confiança em nós e na nossa visão.

O primeiro, o favorito do Ivo, é o da Lynn e do Matt. Eles são americanos e vieram casar a Portugal, a um dos nossos sítios favoritos, o Bussaco Palace Hotel. Foi um elopement, eles fugiram (literalmente) da organização de um grande casamento e vieram até cá para se casarem um com o outro e este ser verdadeiramente um momento só deles os dois.

 

O segundo, favorito da Vanessa, é da Jessie e do Jonathan que casaram no Algarve, na praia da Luz. Este traz, não só as raízes portuguesas do Jonathan, mas também uma história de família. São do Canadá, mas há três anos vieram passar férias ao Algarve. Nestas férias, foram jantar ao restaurante Fortaleza da Luz e o pai da Jessie brincou dizendo que eles podiam casar-se ali, um dia. O ano passado, o pai da Jessie morreu e em sua honra casaram no restaurante da praia da Luz que tão boas memórias trazia a todos. Foi lindo e foi um dia de felicidade e não de tristeza, como se poderia pensar.

 

Os contactos detalhados da dupla Vanessa & Ivo estão na sua ficha de fornecedor. Espreitem a galeria, demorem-se pelos filmes e contactem-nos directamente através do formulário: é só preencher com os vossos dados e mensagem, e na volta do correio, terão uma resposta simpática.

 

Acompanhem estas nossas conversas longas com fornecedores seleccionados Simplesmente Branco, sempre à quarta-feira!

 

 

 

Susana Pinto

Casamento elegante e descontraído na Quinta da Quintã: Filipa + André

Abrimos o novo ano em versão curta e mexida: com o casamento da Filipa + André, no fim do Verão (ou tecnicamente, nos primeiros dias do Outono, já que foi a 30 de Setembro), filmado pelo Edgar Félix, na Quinta da Quintã.

Simples, elegante, emocionante, divertido, caloroso. Ou numa palavra apenas, feliz!

As regras para chegar aqui? Como nos explicam aqui a Filipa e o André, de forma tão descomplicada e natural: organizar um dia “rodeado de família e amigos, fazendo uma grande festa em que todos estivessem felizes por participar na mesma e se divertissem.”

Simples, queridos noivos, tão simples!

 

 

Quando a resposta foi “sim!”, como é que imaginaram o vosso dia?

Rodeado de família e amigos, fazendo uma grande festa em que todos estivessem felizes por participar na mesma e se divertissem.

 

Sentiam-se preparados ou foi um caminho com muitos nervos?

Estávamos preparados. Nunca foi surpresa para ambos o pedido de casamento, tudo surgiu com naturalidade.

 

Em que momento da organização do casamento é que sentiram, «é mesmo isto»?

Quando finalizámos a ementa e decoração da quinta e contratámos a animação. Também quando escolhemos o vestido e o fato para o dia.

 

O resultado é fiel às ideias iniciais ou muito diferente? Contaram com alguma ajuda?

O resultado final conseguiu ser foi igual ou superior às espectativas iniciais. Casávamos outra vez! Organizámos todo o casamento a dois.

 

O que era fundamental para vocês? E sem importância?

Para nós era fundamental que a comida estivesse boa e que todos os convidados se divertissem.

 

O que foi mais fácil? E o que foi mais difícil?

O mais fácil foi contratar o fotógrafo e o videógrafo. O mais difícil foi garantir a presença do Marcus para a animação.

 

Qual foi o pico sentimental do vosso dia?

A entrada na igreja, o same day edit e a chegada dos amigos familiares a nossas casas.

 

E o pico de diversão?

O pico de diversão foi o inicio da atuação ao vivo do Marcus.

 

Um pormenor especial…

Durante a festa houve uma distribuição de máscaras com as nossas cara pelos convidados, organizada pelas madrinhas de casamento. As músicas de entrada dos noivos na igreja foram cantadas por um familiar.

 

Agora que já aconteceu, mudavam alguma coisa?

Nada!

 

Algumas words of advice para as próximas noivas…

Encararem o dia do casamento como uma festa com os amigos e família. Não devem ficar demasiado preocupadas com aquilo que possa correr menos bem, pois não vão conseguir absorver todas as emoções do dia, que são fantásticas.

 

 

 

Os fornecedores envolvidos:

 

convites e materiais gráficos: Episódio – Convites de casamento;

espaço, decoração, catering e bolo: Quinta da Quintã;

fato do noivo e acessórios: Miguel Vieira;

vestido de noiva e sapatos: Pureza de Mello Breyner, Sapataria Pedro Martins;

maquilhagem: Vânia Reis Make Up Artist;

cabelos: Hairstories;

bouquet: Orquídea;

ofertas aos convidados: Cerveja Sovina para os meninos, suporte para mala feito pela Nobrinde para as meninas;

fotografia: Pedro Lopes Photography;

vídeo: Edgar Félix Videography;

luzes, som e Dj: Choose the Best Eventos e Dj Side.