Decoração de casamento vintage: detalhes bonitos!
Decoração de casamento vintage é um tema muito querido e bem desenvolvido pelos nossos vizinhos anglo-saxónicos, sobretudo o contingente europeu, como o Reino Unido e a Irlanda. Se é um universo que apreciam, com os seus padrões florais, objectos que vêm da família, rendas e crochets, chaveninhas de chá em porcelana e tons pastel, vale mesmo a pena navegarem pelos blogues de casamento ingleses e irlandeses. Vão encontrar muitas imagens bonitas para se inspirarem!
Esta semana encontrei este casamento que está cheio de detalhes bonitos – reparem bem nos incríveis macarrons e nos cupcakes polvilhados com pétalas naturais, que delicadeza!
Um pormenor maravilhoso – em modo DIY e reciclável: o prato de sobremesa usado como marcador de mesa. É mesmo bonito, é original, e podem coleccionar pratos orfãos entre os vários membros da família, sem terem de os danificar (ou dar uma volta pelas feiras de velharias e lojas de tarecos em segunda-mão.) Basta colar os números em vinil recortado e, depois, remover com cuidado e lavar bem para remover todos os restos de cola.
Ah, e usar rosas cor-de rosa com fartura, é um must – será certamente a flor que mais sugere um ambiente vintage!
Tudo ultra-feminino, romântico e com ar caseiro, que são elementos essenciais numa decoração de casamento vintage. Os cupcakes são fofíssimos, com as pétalas e frutos frescos por cima e este bolo dos noivos – e o que lhe faz companhia – têm um aspecto absolutamente guloso!
Casamento vintage bonito, para ver com detalhe em duas partes (aqui e aqui), no One Fab Day.
À conversa com: Sílvia Pontes – encadernação personalizada
Hoje conversamos com a doce Sílvia Pontes, que cria, manualmente, os bonitos livros de honra e álbuns fotográficos que vos chegarão às mãos nos próximos meses.
Eu e a Sílvia conhecemo-nos há uns 10 anos (pelo menos!), através de uma cliente comum. Eu fiz-lhe os convites, a Sílvia, o livro de honra. Na altura, para que o trabalho ficasse perfeito e a pedido da nossa noiva, pusemo-nos em contacto. Eu enviei-lhe a ilustração do convite e mais algumas indicações sobre a fonte e as cores usadas, e a Sílvia criou de raiz um livro de honra lindo, incorporando esses elementos no seu trabalho. A cliente ficou deliciada.
Criámos uma ligação imediata: partilhamos uma ética de trabalho e forma de estar, temos cabeças parecidas e um imenso respeito pelo trabalho de cada uma. Ver o caminho feito e os passos certeiros, tanto em termos de gestão de negócio como no design de novos produtos e linhas, tem sido muito entusiasmante, e é um prazer imenso receber a Sílvia no nosso showcase anual: é garantido que trará peças novas incrivelmente bonitas e que fez o seu trabalho de casa de forma muito profissional, com muitos visitantes à espera para conversar, marcar reuniões e ver de perto o seu trabalho único.
O tempo é sempre pouco para pormos a conversa em dia – e nem de propósito, enquanto estão a ler esta entrevista eu estou de visita a Guimarães para beber um café com a Sílvia!
Experimentaste várias áreas antes de chegar ao que fazes hoje. De onde vem esta tua paixão pela manufactura e detalhe?
Experienciei muitas coisas, mas nenhuma em contacto directo com esta área. Surgiu do somatório de percurso, venho de uma linhagem de artesãos, do saber fazer e isso dá-nos vantagem.
Passei grande parte da infância com a minha avó, uma excelente costureira. Aprendi a paciência e a perícia. Marcar os tecidos, cortar pelas linhas de contorno, depois cosê-los à mão, leva tempo… Eu ficava com as “xitinhas”, as sobras da obra dos clientes que aproveitava para fazer os vestidos das minhas bonecas.
A primeira aventura séria aconteceu por volta dos 11 anos, quando entrei para o Conservatório de Piano. Trabalhei a sensibilidade, delicadeza e dureza dos dedos e mãos, como assim o próprio piano o exige.
Como gostava muito de desenho livre e era criativa, aos 17, os meus pais incentivaram a inscrever-me na Escola Profissional Academia de Moda – Artes e Técnicas, do Porto. Muita da bagagem que uso hoje é resultado dessa experiência. Ainda não existiam computadores nas escolas, todas as ilustrações, planificações, portefólios eram feitos manualmente, muitas vezes com recortes, colagens e letras de decalque. Não tinha acesso a grandes formatos de materiais para fazer as capas de dossiers, portanto o desafio colocava-me à prova.
Mais tarde fiz formação em desenho técnico e tive oportunidade de viver o dia-a-dia em gabinetes de arquitectura. Desenvolvi o rigor, a perfeição.
Depois de saltear várias experiências, senti que seria mais feliz se fosse dona do meu próprio tempo, juntei todos os ingredientes que tinha até então e segui em frente, sem medo. Tudo que sei e disponibilizo hoje como serviço, aprendi-o com o apoio de livros e muitas horas com as mãos na massa. O álbum de casamento dos meus pais serviu de cobaia e foi desfeito para analisar o processo. Há uns tempos, comprometi-me e ofereci-lhes um novo e a dívida foi saldada!
O teu trabalho é, essencialmente manual. Como é que esse compasso lento convive com a velocidade e imediatismo do mundo digital? Um serve o outro ou chocam de frente?
Assim como o próprio trabalho, educar o público nesse sentido levou tempo. Remei contra a maré muitas vezes e ainda não é tudo um mar de rosas, mas felizmente existem seres humanos que se identificam com esta forma de estar e de fazer. São clientes com gostos específicos que valorizam a qualidade, a essência e a forma tradicional como ainda se fazem estas coisas nos dias de hoje. Cada pormenor tem um traço pessoal e isso torna as peças únicas e especiais para quem idealizou cada detalhe por medida. O processo é lento e aprimorado e, para essas pessoas, são objectos como pedras preciosas. Para mim, é um prazer servir esses desejos.
Hoje, em geral sinto que existe respeito e um grande carinho para comigo. É um público simpático, compreensível e aguarda pacientemente. É bom sentir que temos esta liberdade para dar mais e melhor.
Cada pormenor tem um traço pessoal e isso torna as peças únicas e especiais para quem idealizou cada detalhe por medida. O processo é lento e aprimorado e, para essas pessoas, são objectos como pedras preciosas. Para mim, é um prazer servir esses desejos.
As tendências – como a cor Pantone do ano, por exemplo – têm influência no teu trabalho ou a sua existência é intemporal e exclusiva da tua cabeça?
Às vezes influencia, mas damos a volta da melhor forma que nos é possível. Como se utilizam bastante fitas de cetim, tentamos encontrar a tonalidade mais aproximada para que se inclua um pormenor e é o suficiente. Às vezes imprimimos as guardas dos livros e dos álbuns, e aí utilizamos o pantone desejado. Noutras situações, as cores dos tecidos são intemporais e então é fácil ultrapassar as tendências.
Conta-me como é o teu dia de trabalho…
Os bastidores são um autêntico jogo de cintura. Atender os pedidos que vão chegando e conciliar atendimento ao cliente, criação, produção, timings de entrega, etc., exige uma logística complexa, mas não transparece para fora quanto realmente o é. Dedicação extrema e disciplina a todos os níveis para ter sucesso é o ponto chave, e isso é contínuo. Existem dias previsíveis e outros que nos pregam algumas surpresas e podem ser boas ou menos boas, mas fazem sempre parte do ofício e da evolução. Diariamente tenta-se ao máximo seguir todos os requisitos e garantir que cada encomenda vai ter o tempo dedicado que merece.
De tudo o que fazes, de que é que gostas mais? E o que é mais desafiante e difícil?
Adoro quando tenho tempo extra (o que não tem sido fácil!) para pôr ideias em prática e fazer experiências com novos materiais. Adoro um bom desafio e quando há oportunidade de sair do padrão. Claro que nem todos os dias é possível ter bons desafios, porque sigo formatos de modo a simplificar ambas as partes (a maior fatia de encomendas surge à distância) e ter um bom fluxo de funcionamento, mas quando há essa possibilidade, abraço-a com grande prazer. Dá-nos orientação e combustível para continuar.
O mais difícil é conciliar tudo que já aprendemos, com toda a evolução e mudança constante a nível global. Acompanhar a informação, digerir e tentar melhorar a cada dia, se queremos manter-nos dentro da carruagem. Estar em equilíbrio com todas as adversidades que se cruzam connosco e ter a capacidade de nos ajustarmos constantemente.
Onde vais buscar inspiração?
A Internet é um universo ilimitado onde nos podemos mover livremente entre ideias, mas acima disso, sigo sempre a minha essência e tento ser fiel ao traço pessoal. Às vezes sai de forma espontânea. À parte da área profissional, sempre que possível, gosto de procurar e de me pôr a par de outras áreas para alargar horizontes e trazer outros ingredientes. Relaxar na natureza é também um fluir de ideias luminosas.
E nos momentos de fadiga criativa, como refrescas a mente e o olhar?
Quando acontece, a melhor forma de refrescar é fazer a mala, fechar a porta por uns dias e dar uma volta por lugares desconhecidos. Quanto mais longe melhor!
Em casos extremos, só me curo em contacto profundo com a natureza. Adoro pequenos refúgios onde me permito desligar de todo o ruído mental. É o melhor revigorante e energizante. Quando regresso, venho com ideias a fervilhar e volto a arregaçar mangas e a bulir.
Estás instalada num hub criativo e o teu atelier é um espaço maravilhoso, à tua imagem. Essa mudança teve impacto no teu quotidiano de trabalho, nos teus produtos e serviços?
É um espaço magnífico! A luz natural e a paz que se sente é incrível e são factores cruciais para o workflow de qualquer criativo. Há liberdade de movimentos e espaço para crescer. Deu-me impulso, mais visibilidade e transmite uma imagem profissional e mais credibilidade.
Os teus álbuns guardam de modo físico as memorias do mais bonito dos dias, atravessarão gerações. Pensas nisso alguma vez?
Muitas vezes.
Há alegria e amor nessas memórias. Tudo passa pelas minhas mãos e é algo que se sente ser especial para aquelas pessoas, mesmo à distância. É o meu contributo para tornar o momento ainda mais feliz e isso dá um grande alento.
Como guardas as tuas fotografias? Confirma-se o ditado, “em casa de ferreiro, espeto de pau”?
Bela pergunta! Acho que conseguem adivinhar a resposta. Não sou diferente do que diz o ditado, e a agravá-lo, aqui em casa há um fotógrafo! Mas estou a tentar fazer progressos. No mês passado assinalei um momento pessoal especial e tenho o projeto em agenda, por isso este não escapa. Vai ficar giro e digno de exibi-lo aqui numa prateleira!
O trabalho impecável da Sílvia Pontes – encadernação personalizada pode ser visto com detalhe na galeria da sua ficha de fornecedor. Para além das imagens bonitas, podem contactá-la directamente, através do nosso formulário: é só preencher com os vossos dados e mensagem, e na volta do correio, terão resposta atenciosa da Sílvia Pontes.
Summer fun, ou a manicure para as férias!
Segue o verão a todo o vapor, as férias estão mesmo quase a chegar e isso é sinónimo de liberdade absoluta: de espírito, de obrigações e até de códigos de indumentária.
No que toca a verniz das unhas e manicures, eu fujo dos extremos de cores esquisitas (verdes, amarelos, azuis) e das cores sem cor (nude, francesa, branco leitoso), e gosto mesmo é de todos os tons de vermelho, rosas, ocres, escuros e claros. Também tenho um fraquinho generoso por glitter e metálicos, é um facto, e por isso, estas são as minhas sugestões de manicure de verão ou de lua-de-mel: divertidas, bem cuidadas e sem qualquer seriedade, apenas design e uma certa sintonia com a silly season!
Ah, e combinam tão bem com cocktails gelados cheios de lima e hortelã! Espreitem aqui a nossa colecção e confirmem, são pares perfeitos!
Girls just wanna have fun! De cima para baixo, versão moderna e colorida de manicure francesa, via Unistella; versão arte moderna, via Pinterest; versão pincelada a pastel, via Olive and June; versão meia lua e glitter, via Unistella; versão a cheio e glitter, via Pinterest; versão pintas coloridas, via Ink 361 (a minha favorita!); versão nude e ananás, super divertida, via Pinterest e versão Pollock, via Hillery Sproatt.
Inspiradas, meninas?
Bolo dos noivos, sapatos do noivo e um belo bouquet: um trio perfeito!
Sapatos do noivo? Imagino que o entusiasmo sobre este assunto, do lado deles, seja relativamente curto. A busca de sapatos formais e sérios, com esta descrição, tem pouquíssima graça, sobretudo para quem, no seu quotidiano, se fica pelas sapatilhas (e umas botas de inverno), e já está!
Pois por estes dias encontrámos estes gloriosos sapatos clássicos – um bom par de sapatos castanhos é um básico essencial, tal como uma camisa branca e um fato escuro de corte impecável. O que gosto mesmo neles, é o twist moderno num modelo tão clássico, que lhes dá uma graça adicional e os torna completamente actuais e interessantes. Uma vez adquirido um par de sapatos assim (não esquecer de adicionar um cinto castanho igualmente clássico e intemporal), os nossos rapazes ficarão totalmente libertos de pensar no assunto nos próximos 5 anos, pelo menos… Não é mal pensado, pois não?
Continuemos a navegar pelas escolhas que compõem o nosso trio bonito de sapatos do noivo, bolo dos noivos e bouquet de noiva.
Este domingo escolhi um glorioso bolo de cenoura, que se intitula mais precisamente carrot cake deluxe!
É engraçado que esta combinação clássica de sabores – cenoura, frutos secos e cream cheese, tão comum no universo anglosaxónico, não faça parte da nossa lista de opções… É verdadeiramente deliciosa – devidamente testada e aprovada cá em casa, a partir da receita maravilhosa da Teresa Rebelo, do bonito Lume Brando -, suculenta e sofisticada no sabor, que inclui ainda algumas especiarias. Garantidamente, é um bolo de festa! Esta versão da Linda Lomelino, com a cobertura de lascas de coco gigantes dá-lhe um ar ainda mais glorioso e muito elegante, totalmente à altura de uma ocasião tão importante como o vosso casamento.
Será uma excelente forma de deslumbrarem, de forma inesperada, os vossos convidados, e no que toca a sabores, perfeito para Setembro e Outubro – aconselhem-se com o vosso serviço de catering ou com o vosso fornecedor de bolo dos noivos.
Fechamos o trio desta semana com este bouquet de noiva tão lindo que mais apetece colocá-lo numa jarra em casa…Ranúnculos, heleborus e ramagens a despontar com florinhas delicadas é uma combinação tão infalível e crescida e sofisticada, que nem vou dizer mais nada sobre este assunto. Perfection, e pronto!
De cima para baixo, bolo dos noivos em versão carrot cake deluxe (bolo de cenoura, com frutos secos, recheio e cobertura de cream cheese e lascas de coco), via Call me cupcake; sapatos do noivo clássicos em pele castanha, via Massimo Dutti; bouquet de noiva quase selvagem, feito por Honey of a Thousand Flowers.
Para acompanhar estes nossos trios perfeitos, basta que sigam as nossas etiquetas (a partir da homepage) ou aqui no topo do artigo: sapatos e sunday shoes; cake! e bolo; bouquet e um belo bouquet.
Bom domingo!
Casamento rústico na Quinta do Hespanhol: Telma + Rui
A semana fecha-se com um bonito casamento rústico na Quinta do Hespanhol, com fotografia atenta da Adriana Morais Fotografia, e decoração campestre das meninas Amor e Lima.
Os noivos Telma + Rui decidiram juntar à festa o baptizado da fofíssima Carolina, a filhota de dois anos, e o resultado foi um dia repleto de emoções bonitas e momentos muito especiais e memoráveis.
O noivado foi longo (e o namoro, longuíssimo!), o que permitiu preparar tudo com calma e escolher a dedo exactamente aquilo que queriam: celebrar o amor, com todas as emoções incluídas, com as pessoas mais importantes das suas vidas.
Que bonito que isso é…!
Quando a resposta foi “sim!”, como é que imaginaram o vosso dia?
Namorávamos há 13 anos (sim, já não existe!!!), por isso há muito acreditávamos que este dia chegaria, sempre achámos que ter um filho para fazermos batizado em simultâneo fazia todo o sentido. Assim quando a nossa filhota Carolina tinha dois anos, achámos que chegara o momento certo. O objetivo principal era ter um momento para comemorar o nosso amor e a nossa família junto daqueles que mais gostamos, amigos e família, em que todos se divertissem de forma descontraída.
Sentiam-se preparados ou foi um caminho com muitos nervos?
Sentimo-nos preparados, tivemos mais de um ano e meio envolvidos neste processo e fizemos tudo com alguma antecedência, nervos só mesmo os “normais”, talvez na última semana!
Em que momento da organização do casamento é que sentiram, «é mesmo isto»?
No dia em que escolhemos o espaço, a Quinta do Hespanhol, penso que foi esse momento. Fomos visitar e ao chegarmos, num sábado de manhã, a sala estava preparada para um casamento e estava tudo tão bonito e tão perfeito que nos apaixonámos imediatamente e saímos a dizer que teria de ser assim. Tinha tudo a ver com o que, aos poucos, fomos idealizando.
O resultado é fiel às ideias iniciais ou muito diferente? Contaram com alguma ajuda?
A visita à quinta facilitou muito, porque era exatamente (ou ainda melhor) aquilo que queríamos.
É claro que quisemos personalizar o mais possível, e também nesse aspeto os responsáveis da Quinta do Hespanhol foram fantásticos, colaborando em todas as nossas ideias. Contámos ainda com a ajuda fantástica da Amor e Lima, que complementou tudo na perfeição com elementos os gráficos e de decoração.
O que era fundamental para vocês? E sem importância?
Eram assuntos fundamentais o espaço, a decoração e ambiente da festa, e a fotografia.
Considerámos não tão importantes as lembranças para os convidados e o registo em vídeo, que optámos por não ter, porque achamos que a fotografia é mais importante e aí a Adriana Morais conseguiu captar na perfeição o nosso dia.
O que foi mais fácil? E o que foi mais difícil?
Foi fácil escolher o conceito, vintage e romântico, para os detalhes do nosso dia, e tivemos a sorte de ter fornecedores fantásticos que tornaram as nossas ideias realidade. Não foi fácil focarmo-nos no essencial, há uma altura em que as ideias vão surgindo e queremos fazer mais e aí é importante decidir o que é essencial e cumprir o budget.
Qual foi o pico sentimental do vosso dia?
A entrada na igreja, sem dúvida, a nossa filha levava as alianças e quando chegou estava a ficar um pouco envergonhada com tanta atenção pelo que lhe disse que o “papá” estava lá ao fundo. Quando o viu, disse muito alto “papá”, e foi a correr até ele.
Foi um momento muito bonito e cheio de moções que, sem dúvida, marcou o dia.
Outro momento bastante emocionante foi quando projectámos um filme com imagens nossas e dos convidados, em que recordámos momentos especiais com eles, antes de partirmos o bolo dos noivos e de baptizado .
E o pico de diversão?
Depois de partir o bolo, na pista de dança, é sempre o momento mais descontraído e divertido. O Rui fazia anos no dia seguinte, por isso, à meia-noite, tivemos mais um momento de celebração!
Um pormenor especial…
Os marcadores de lugares nas mesas eram macarons com o nome de cada um dos convidados, acho que funcionou como um pormenor bonito. Achamos importante personalizar alguns elementos para que os convidados saibam que queríamos que a festa fosse também de cada um deles.
Agora que já aconteceu, mudavam alguma coisa?
O casamento começou às 15h, para todos terem tempo para se preparar e fazer tudo com calma, mas olhando para trás, sentimos que tudo passou tão rapidamente, que nos apetecia ter começado mais cedo, ter aproveitado mais, ter mais tempo para partilhar com cada convidado.
Algumas words of advice para as próximas noivas…
Divirtam-se na organização sem grande stress, definam o que é essencial, concentrem a vossa atenção também nos convidados, é um dia de partilha, o dia é vosso mas será muito mais especial se virem a cara de felicidade das vossas famílias e amigos.
Os fornecedores envolvidos:
convites, materiais gráficos bouquet, topo de bolo e detalhes de decoração: Amor e Lima;
local, decoração, catering e bolo: Quinta do Hespanhol;
fato do noivo e acessórios: Hugo Boss;
vestido de noiva e sapatos: vestido Pureza Mello Breyner Atelier, sapatos Fátima Alves;
maquilhagem e cabelos: Sónia Camacho – Maquilhadora;
lembranças para os convidados: fotografias polaroids tiradas durante o dia com os noivos e Santinhos Wishªcolor, do batizado da Carolina;
fotografia: Adriana Morais Fotografia;
luzes, som e Dj: Gonçalo Portela.
Meninas das alianças: vamos às compras!
As meninas das alianças (e as todas as outras meninas que são convidadas para o mais bonito dos dias) também precisam de roupa de festa. Esta semana aproveitámos que os saldos estão em pleno, para uma dose de compras para estas pequeninas princesas. Escolhemos peças fresquinhas, de corte simples, que o que se quer é liberade de movimentos, e pequenos adereços fofinhos a condizer.
Começámos com uma versão colorida, mas também juntámos uma versão mais douradinha e elegante.
Querem espreitar?
Na versão mais colorida, encontrei estes três vestidinhos delicados na Zara Kids, assim como as sabrinas vermelhas do lacinho. O colar é da Mango Kids, tão fresquinho!
Na versão mais sofisticada e douradinha, os dosi primeiros vestidos (o meu favorito de todos é este segundo!) são da Mango Kids, as sabrinas cor-de-rosa com bolinhas douradas são da Mango Kids também. As sabrinas seguintes, de cetim rosa blush com pedras, são da Zara Kids e as últimas, em ouro rosa, são da Massimo Dutti.
De cima para baixo, 1. vestidinho em tule bordado amarelo, por 9,99 euros, na Zara; 2. vestidinho em tule bordado rosa claro, por 9,99 euros, na Zara; 3. vestido de bordado inglês em amarelo, por 9,99 euros, na Zara; 4. sabrinas vermelhas em tecido com laço, por 9,99 euros, na Zara; 5. colar de berloques frutados, por 3,99 euros, na Mango.
No segundo grupo, 1. vestidinho em tule nude, por 15,99 euros, na Mango; 2. vestidinho com riscas metalizadas, por 15,99 euros, na Mango; sabrinas cor-de-rosa com bolinhas douradas, por 12,99 euros, na Mango; sabrinas de cetim com pedras preciosas, por 15,99 euros, na Zara; sabrinas em pele rosa metalizada, por 24,95 euros, na Massimo Dutti Crianças.
Tudo bonito e muito mimoso, e a soma de valores vestido + sapatinhos, varia entre 20 euros, no mínimo e 41 euros, no máximo. Bastante em conta, para tanto glamour, não vos parece?
À conversa com: Lapela Photography – fotografia de casamento
Hoje sentamo-nos à conversa com a dupla algarvia de fotógrafos de casamento, Lapela Photography.
Conheci o trabalho do André Martins e Miguel Gonçalves através de uma das nossas queridas noivas de sexta-feira, a Rita Dias. Conversámos na altura sobre a minhas raízes algarvias, sobre o mercado de casamento no Algarve, do qual sei pouco porque não se mostra, não se encontra, e mantivemos um contacto ligeiro. Mais tarde, quando a irmã da Rita se casou, calhou novamente aos Lapela a tarefa de fotografar a bonita festa, e pelo meio, outra doce noiva, a Andreia, também os escolheu para registar seu dia.
Fiquei atenta, fomos trocando uns emails, até que passaram a fazer parte da nossa lista, oficialmente. Nos últimos dois anos, o trabalho que fazem ganhou asas, ganhou ponto de vista e tornou-se genuinamente bonito.
É sempre mágico ver o talento florescer e ganhar músculo em nome próprio. É, mesmo, o que eu mais gosto no meu trabalho!
Contem-nos um pouco da vossa viagem profissional até aqui, à fotografia de casamento.
A Lapela nasce da amizade entre dois colegas, amantes da fotografia, que se conheceram no trabalho que nada tinha a ver com esta área. No início nunca pensámos vir a fotografar a este nível sequer, era somente um hobbie do qual gostávamos e nos divertia imenso.
Um dia, através de um convite de amigos em comum, foi-nos feito o desafio de fotografar o seu casamento. Foi uma proposta que quisemos logo recusar, pois a responsabilidade era imensa e o medo de falhar aterrorizava-nos! Mas na verdade, tudo funcionou. Adorámos cada minuto. Sentimos que era uma oportunidade única para obtermos imagens cheias de emoção e dinâmica, mostrar muito mais do que os objectos estáticos a que estávamos habituados. O feedback que se seguiu motivou-nos, e, a partir desse momento, sentimos que algo maior estava para vir e que era necessário agarrar. Desde então temos vindo a fotografar cada vez mais, fomos encontrando o nosso estilo, a nossa marca, o nosso lugar.
Temos conhecido meio mundo de máquina na mão, satisfeitos, a fazer aquilo que mais gostamos. Dedicamo-nos a captar a essência das pessoas e dos lugares, procuramos encontrar as suas histórias.
Há quanto tempo fotografam? E porquê casamentos?
Casamentos, organizados enquanto Lapela Photography oficialmente, há 4 anos.
Fotografamos casamentos por várias razões. Primeiro, porque adoramos conhecer novas pessoas, temos alguma facilidade em nos relacionarmos, interessamo-nos verdadeiramente pelas suas histórias de vida. Por outro lado, o casamento é um momento em que tudo e todos transmitem felicidade, reina a boa disposição e isso contagia-nos também. Finalmente, porque durante aquele dia temos uma panóplia de emoções pelas quais as pessoas passam, desde tensão, choro, riso, momentos mais introspectivos e outros mais desconcertantes… Tudo isto acontece em sítios normalmente lindíssimos e originais, muito interessantes para fotografar e compor bonitos quadros.
Nestes tempos globais, em que as imagens circulam a uma velocidade vertiginosa e todos temos acesso a tudo, a qualquer hora, onde vão buscar inspiração?
A nossa inspiração oscila muito. Tem fases boas e outras más. Por vezes sentimos que nos estamos sempre a repetir, sobretudo se fotografamos muitos casamentos seguidos ou em ambientes que se repetem. Quando saímos para cenários novos ou estamos mais tempo sem fotografar, tudo surge naturalmente. Parece que pensamos melhor e experimentamos novas técnicas e composições que provavelmente encontrámos no nosso dia-a-dia, nas interações sociais, ou que recordamos dos média, dos filmes, de videoclips e de outros fotógrafos de referência.
Quando saímos para cenários novos ou estamos mais tempo sem fotografar, tudo surge naturalmente. Parece que pensamos melhor e experimentamos novas técnicas e composições.
Quando precisam de refrescar e descansar o olhar (e a criatividade!), para onde olham?
Temos de sair, ir conhecer lugares diferentes. Parar por completo as nossas máquinas. Temos também um grupo de críticos mais chegados, que nos conhecem bem: a família e alguns amigos, a quem questionamos o que estão a achar e o que devemos mudar. Tertuliamos horas e horas. Vemos muito fotojornalismo, fotografia de arquitectura, publicidade… e passamos horas a encontrar “aquele que faz diferente” em fotografia de casamento.
Estão instalados no Algarve: o vosso trabalho é local ou claramente nacional?
Até ao momento o nosso trabalho tem sido mais local do que nacional. Há um mercado enorme na nossa região, sobretudo porque imensos estrangeiros procuram casar cá e nós temos a sorte de aqui viver.
Contudo já conhecemos bastante bem a nossa terra e sentimos que os sítios escolhidos para casar repetem-se muito e ninguém quer arriscar nada de novo. Por isso, queremos futuramente poder ter mais oportunidades para fotografar em todo o país.
Qual é o vosso processo de trabalho, como acontece a ligação com os vossos clientes?
O cliente que vem até nós normalmente contacta-nos via email ou Facebook depois de já ter visto o nosso portfólio. Outros também já nos conhecem de casamentos em que estivemos presentes. Posteriormente, não dispensamos um reunião com casal, aí sentimos o “click” ou não. Hoje em dia, como já temos um largo portfólio exposto, as pessoas que nos escolhem percebem a nossa visão e estão em concordância, gostam do nosso estilo, e por isso dão-nos liberdade para criarmos o que entendermos. Começamos como simpáticos estranhos no início, e acabamos como bons amigos no fim da festa.
Casamentos grandes ou pequeninos, nacionais ou estrangeiros, cerimónias emotivas, festas de arromba – qual é o tipo de festa que mais gostam de fotografar?
Preferimos casamentos nacionais e emotivos, de preferência mais pequenos e intimistas… sem dúvida!
Preferimos casamentos nacionais e emotivos, de preferência mais pequenos e intimistas… sem dúvida!
Como definem a vossa assinatura, o vosso olhar?
A Lapela Photography é simples, natural, e descontraída.
O nosso olhar emotivo e geométrico.
Qual é a melhor parte de ser um fotógrafo de casamento? E o mais desafiante e difícil?
O melhor é, sem dúvida, conhecer as histórias de cada casal, poder privar junto destes e suas famílias, viver momentos únicos e felizes. No fundo, vermos e disfrutarmos o lado bom da vida!
O mais difícil e desafiante é, no caos e no stress, conseguir pensar rápidamente e captar e captar a melhor imagem possível, que ao mesmo tempo consiga contar qualquer coisa ou transmitir uma emoção.
Escolham uma imagem favorita do vosso portfolio e contem-nos porquê:
Esta imagem é irrepetível. Parece bastante simples, se não conhecermos a história desta noiva.
Este abraço entre pai e filha aconteceu no momento em que a noiva ficou pronta, no quarto do hotel. Imediatamente antes, soube que o pai estava a chegar, e pressenti que iria ser um momento super emotivo. Pedi que ela ficasse sozinha para receber o pai. E assim foi: o pai entra no quarto e comovem-se os dois com uma troca de olhares fixos. Depois surge este abraço, demorado e profundo.
Sim… neste momento ambos pensaram no mesmo: isto podia nunca ter acontecido! A verdade é que, poucos meses antes, a noiva recuperou de uma doença grave que lhe ameaçou a vida, pondo em causa o casamento, tal como o tinha idealizado: num destino diferente, num país lindo, perto do mar, junto dos mais chegados.
Porque é que é uma das nossas favoritas? Porque tem tudo o que queremos mostrar: emoção, empatia, simplicidade, genuinidade, cumplicidade e espontaneidade.
No fundo, sabemos que sempre que o cliente olhar para esta fotografia, a reacção vai directa ao coração. E isso faz-nos felizes por fazermos o que fazemos.
Sempre bonito. Conheçam melhor o portfolio dos Lapela Photography, passeado pela sua ficha de fornecedor. Eles estão à vossa espera para conhecer outros recantos bonitos do país!












































































