Decoração floral, orgânica e natural: folhas que combinam
Folhagem em vez de flores, na vossa decoração floral, pode ganhar, logo à partida, uns quantos pontos a favor: a probabilidade do orçamento ser mais baixo é bastante grande, por razões simples.
É mais resistente, tem mais volume, com cada pé a brotar vários ramos e folhas, dura mais tempo, e para a mesma quantidade de molhos, o preço poderá ser substancialmente mais baixo.
“Oh, mas tudo verde não tem graça, não é elegante… nem é alegre ou festivo, é poucochinho…” Imagino que isto é o que vos poderá estar a passar pela cabeça, mas deixem-me contradizer-vos alegremente e com eficácia!
Ora atentem nas imagens que se seguem, que, curiosamente, encontrei em três sítios distintos, sem sequer estar a fazer algum tipo de busca pelo assunto “decoração floral com folhas verdes” (o que nos leva a pensar que temos uma tendência em mãos!):
É um facto que se juntaram flores, e de espécies grandiosas, mas poderia não ter sido assim, e era suficiente e bonito na mesma.
Será uma opção a considerar? Falem com a vossa florista, poderão ter uma resposta interessante, há toda uma variedade de espécies, com diferentes tons de verde (do cinza ao avermelhado, passando pelo escuro, com ou sem manchas) e tamanho de folha, o que permite trabalhar texturas e tons.
De cima para baixo, imagem 1 e 2, via Design *Sponge (gosto muito deste tipo de decoração floral suspensas, fica-se com um ambiente de floresta encantada que é muito especial); imagem 3 e 8, via Grey likes Weddings (espreitem esta maravilhosa aula de caligrafia, para se apaixonarem por esta arte perdida!): imagens 4, 5, 6 e 7, via 100 Layer Cake, numa gloriosa styled shoot cheia de pormenores bonitos, como este cremoso e opulento bouquet (atentem na mesa e no detalhe dos vasinhos em cimento: perfeitos e únicos!).
Wow factor, por R2Arte
Quando a pista é a cereja no topo do bolo!
Trio de imagens pela dupla R2Arte. Saibam mais sobre o trabalho da Rita Silva e Ricardo Alves, na sua ficha de fornecedor.
“Make it simple, but significant”
Hoje publicamos o post nº 5000, e como devem imaginar, it’s party time around here!.
Cinco mil…
Estreámos esta bonita casa a 16 de Maio de 2010 e desde esse primeiro dia, sem interrupção de publicações, fizemos um caminho valioso e inspirado: todos os dias mostramos o que de melhor se faz em Portugal; fomos impulsionadores de um mercado mais interessante, mais exigente, mais sabedor, mais criativo e aberto; partilhamos ideias frescas quotidianamente, fazemos sugestões inesperadas e deixamos por aqui bons conselhos para um final feliz.
Sempre com palavras sábias, doces e inteligentes, e um bom humor a toda a prova!.
Digo-o sem gabarolice: somam 2380 os dias em que me sentei na minha secretária para escrever para vocês, sob o auspicioso nome e lema: Simplesmente Branco: menos é mais.
Sempre falei e escrevi sobre o que gosto, foi sempre a minha voz que fiz ouvir. Mesmo sabendo que algumas das escolhas foram e são pouco convencionais neste assunto de casar, nunca deixei de apontar um caminho que vos levasse até lá, à origem da ideia e à hipótese de fazer sentido, ao “clic!”, para que, mesmo na discordância, vislumbrassem outros pontos de vista e se desse início a uma frutuosa conversa.
Todos os dias mergulho em centenas de imagens à procura de uma faísca, de um solavanco criativo, de um momento de espanto: já dizia sir Paul Smith, com o título do seu fantástico livro You can find inspiration in everything – (and if you can’t, look again), e a verdade é que encontro. Hoje em dia será mais difícil, é um facto, mas o talento nacional continua borbulhante e no universo digital existem pérolas. A busca destes tesouros é um prazer e o processo é uma viagem mais importante que o destino.
São 5 mil artigos escritos. Neste número, estão palavras da Marta Ramos, que se estreou em Março de 2013 e da Mónica Aragão, connosco desde Dezembro de 2015. Juntas, falamos todos os dias sobre o trabalho bonito feito pelos fornecedores que escolhemos a dedo para ocuparem esta casa que construímos diariamente, falamos do que nos inspira, falamos de coisas bonitas e de como vai o mundo.
Este é o nosso manifesto:
“www.simplesmentebranco.com é um portal sobre casamentos, com foco no mercado nacional.
Os melhores fornecedores, ideias frescas, informação seleccionada e conteúdos de qualidade é o que encontram aqui, diariamente.
Fugimos dos serviços massificados, das infindáveis listas de fornecedores, dos artigos vazios de significado: editamos apenas o melhor, o mais interessante, o mais criativo, o que em Portugal se faz bem, e o que é relevante e serve, de facto, o leitor e o fornecedor, sempre com foco na qualidade da escrita e na selecção cuidada de imagens.
O nosso farol é o conceito do arquitecto e designer Mies van der Rohe, “less is more”.
(…)
Temos uma postura optimista, aventureira e séria e muito profissional.
Somos a casa para quem sonha com um casamento doce, repleto de estilo, à sua medida, partilhado com a família e amigos próximos. E somos também a casa para quem sabe fazer e o faz com gosto, com talento e competência.
Temos uma visão contemporânea, romântica e inspirada para esse dia tão especial: o importante não é o formato, nem o tamanho, mas a sua celebração, com risos e sorrisos, lágrimas, abraços apertados e muita emoção e folia.
Trabalhamos, com entusiasmo, com e para quem se revê nestes valores, e para quem procura fornecedores com estas características e competências.
Ligamos as aspirações e sonhos dos nossos leitores aos profissionais capazes de os executar, e, do mesmo modo, juntamos fornecedores audazes, talentosos e apreciadores de bons desafios, a quem, procurando, nem imaginava que os pudesse encontrar.
Acreditamos neste rendez-vous feliz e a nossa casa é onde o fazemos acontecer.
Sejam bem-vindos, todos os dias.”
Tchim, tchim!
Imagem via Dust jacket attic.
Um belo bouquet…
Verdinho e refrescante, este bouquet de noiva alternativo.
Só folhagem… O que vos parece… Sim? Não? A pensar?
Eu acho-lhe uma certa graça.
Via Brides.
Sunday shoes
Sapatos de noiva dignos de uma Cinderela, inspirada em O grande Gatsby.
Bonitos, não?
Chamam-se Clara e são da marca americana Bella Belle.
Espreitem a colecção, que há aqui umas coisas bonitas.
Cake!
É aromatizado com Earl Grey, o que só por si me parece uma combinação maravilhosa de sabores, sobretudo para esta época invernosa.
Fiquem com esta sugestão de bolo de noivos bem bonito!
Via Monika Hibbs.
Bom domingo!
Maria + Helder, something old, something new, something borrowed, something blue
“Something old, something new, something borrowed, something blue”: este foi certamente o fio condutor da sofisticada festa da Maria + Helder, que a Lounge Fotografia nos trouxe esta semana.
A Maria conta em detalhe o plano posto em marcha – e a graça que tem este formato de festa que ambos congeminaram… conforto para todos, uma dinâmica agitada mas simpática e um resultado mais do que feliz. Ficámos fãs!
Deliciem-se com as imagens (sim, porque a Lounge Fotografia tem sempre um olho atento para os detalhes e as suas reportagens são sempre ricas, variadas e bem bonitas) e com esta dose gloriosa de azul, no sempre especial Mosteiro de Landim.
Bom fim-de-semana!
Como foi o teu pedido de casamento?
Totalmente inesperado, no casamento de uma das minhas melhores amigas. O Hélder tinha combinado com ela que, no momento em que era suposto atirar o ramo, ela mo entregava a mim! Portanto, de repente e com a nossa música de fundo, ele ajoelhou-se e fez de mim a mulher mais feliz!
Como te organizaste? Por onde começaste, com que antecedência?
Definimos uma altura do ano em que gostaríamos que acontecesse e, como já tínhamos alguns fornecedores em mente, caso um dia decidíssemos casar, começámos logo por contactá-los para tentarmos conciliar calendários. Depois de algumas sugestões, estavam todos disponíveis a 30 de Julho, por isso, marcámos nesse dia. A primeira opção foi Setembro mas o tempo é mais incerto, as noites mais frias, os dias mais curtos, então recuámos até Julho. Começámos logo a tratar de reservar alguns serviços como o espaço e os fotógrafos, por isso, as coisas começaram a avançar logo após o pedido de casamento, ainda em Setembro de 2015, ou seja, quase 11 meses antes.
Que ambiente quiseste criar? Como o fizeste?
Queríamos sobretudo que fosse clássico, simples e sóbrio. Que fosse a junção perfeita entre o “algum” moderno e o “mais” antigo. Fugimos às cores habituais e concentramo-nos nas flores que queríamos usar: hidrângeas azuis. A partir daí foi tudo surgindo naturalmente. O Mosteiro tem várias paredes forradas a azulejo tipicamente português. E isso foi o mote de saída para toda a decoração. Aproveitámos o azulejo desde os convites até às toalhas de mesa, passando pelo meu véu! O ambiente do Mosteiro já transpira história, foi necessário muito pouco para o tornar ainda mais bonito.
A opção “feito por ti” surgiu porquê?
Porque somos os dois assim: muito pró-activos na organização seja do que for! Nunca pagaríamos a ninguém para organizar o nosso dia de casamento. Queríamos ter esse gosto e esse gozo! Queríamos escolher tudo, queríamos participar em tudo e não deixar nada ao acaso. Além disso, é incomparavelmente mais barato sermos nós a fazermos determinadas coisas. Quando se sabe o que se quer, é só preciso “arregaçar as mangas”.
Tiveste ajuda?
Da minha mãe, que percebeu o que pretendíamos desde o início, e de todas as pessoas com quem trabalhámos e com quem íamos trocando opiniões.
O que era o mais importante para ti?
Que as pessoas sentissem o que nós estávamos a sentir naquele dia. Que preparámos tudo com o maior cuidado, não só para nós mas para elas também. Era tão importante nós vivermos um dia único como as pessoas sentirem-se bem, confortáveis e de certa forma, acarinhadas por nós. Porque aquele dia só faz sentido com cada uma das pessoas que lá esteve!
E secundário?
As ofertas aos convidados, optámos por “presenteá-las” de outras formas, menos evidentes.
Onde gastaste mais dinheiro?
No catering, parece-me que esta é sempre a maior fatia do bolo.
Onde gastaste menos?
Em toda a parte gráfica, quer na elaboração quer na impressão. Quem desenvolveu tudo foi a Anita, uma amiga designer, que entendeu desde o primeiro momento o que tínhamos imaginado. A impressão foi toda feita na Avegráfica, em Guimarães, porque já conhecíamos e sabíamos que ia correr bem. A minha aliança era do meu avô materno, a liga foi oferecida por uma das minhas melhores amigas, não comprei sapatos novos – usei uns que já tinha – os meus brincos e a “escrava” também eram das minhas avós, o véu foi oferecido pela minha costureira, foi ela que o fez. Todas as peças utilizadas na decoração eram da nossa família, entre pratas, passepartouts e almofadas! As minhas 2 roupas foram feitas pela minha costureira de sempre, Anabela, que executou na perfeição o que desenhei. Fez também os vestidos das minhas filhas. A Dielmar, que é a marca que veste o Hélder, ofereceu as duas roupas, os sapatos e os botões de punho.
O que foi mais fácil?
Na verdade, a esta distância, não me parece que tenha havido nada difícil de decidir.
O que foi mais difícil?
Não tivemos nenhuma dificuldade a decidir seja o que for. Como disse, sabíamos o queríamos. E quando assim é, é mais fácil atalhar caminho e irmos directos aquilo que queremos, sem perdermos tempo.
O que te deu mais prazer criar?
Tudo. Desde as duas roupas que usei às surpresas que preparei. É impossível escolher apenas uma coisa! Andámos meses a pensar no casamento e a prepará-lo, em segredo, ao pormenor. Até os sapatos que as minhas filhas usaram, tinham pequenas folhas de hidrângeas cosidas à mão pela minha mãe, por isso, a dedicação foi máxima!
O casamento que planeaste, é a vossa cara, ou foste fazendo cedências pelo caminho?
Foi exatamente o que planeámos. Havia coisas que eu queria e o Hélder não. Havia coisas que ele queria e eu não. Mas conversámos sempre muito e, hoje, sabemos que fizemos as melhores escolhas.
Um pormenor especial?
Há vários. Mas um, que é o que mais distingue o nosso casamento dos casamentos aos quais estamos habituados, é o facto de termos feito uma recepção aos convidados. Passo a explicar: os convidados tinham uma hora marcada no convite. E a essa hora, eu e o Hélder, estávamos juntos, nos jardins do Mosteiro, a recebê-los à medida que iam chegando. Isto permitiu-nos ir conversando tranquilamente com as pessoas, enquanto bebiam e petiscavam. Passado algum tempo e, já depois de todos os convidados estarem presentes, retiramo-nos e vestimo-nos para a cerimónia, enquanto todas as pessoas eram encaminhadas para a igreja. Ora, isto fez com que ninguém chegasse atrasado! Além disso, sabemos que muitas das senhoras nem almoçam porque se vão arranjar e muitos dos senhores estão com sede, por isso achámos que “tirar a barriga de misérias” a toda a gente antes da cerimónia ia fazer com que suportassem muito melhor o tempo que passam na igreja. Não tínhamos dúvidas nenhumas de que este conceito ia funcionar muito bem, mas o feedback das pessoas veio reforçar a nossa opinião. As surpresas que preparámos um ao outro: eu aprendi a tocar uma das nossas músicas preferidas ao piano, o Hélder leu-me um dos textos mais bonitos que já escreveu, ao som de um violino tocado pelo Tiago, primo dele. Fizemos uma emissão especial de um Jornal da Tarde, eu e as minhas amigas, que contava, de forma resumida, a nossa história desde que estamos juntos. Eu diria mesmo que estamos os dois convencidos de que todo o casamento é um pormenor especial na nossa vida!
Agora que já aconteceu, mudavas alguma coisa?
A única coisa que mudaríamos, se fosse possível, era estender o dia por 48 horas!
Algumas words of advice para as próximas noivas?
É preciso tempo e dedicação para preparar um casamento. Se o têm, então preparem-no com calma e com todo o empenho que o dia merece. Se não o têm, entreguem a organização a quem tem experiência para o fazer. O importante é que corra tudo bem e que seja um dia memorável para todos.
Os nossos fornecedores:
convites e materiais gráficos: Ana Geraz, Communication & Graphic Designer;
local e catering: Mosteiro de Landim, com o catering do restaurante “Cantina 32” cujo Chef é o Luís Américo;
bolo: Juras de Amor;
fato do noivo e acessórios: Dielmar;
vestido de noiva e sapatos: Anabela Vasconcelos e Louboutin;
maquilhagem: Sandra Coutinho, no The Spa;
cabelos: Fátima Beja, Seara Cabeleireiro;
flores: Contraste Decorações;
ofertas para os convidados: fizemos, eu e a minha mãe com alguma ajuda de amigas, uns leques que distribuímos pelas senhoras à sua chegada e umas mantinhas para porem pelas costas assim que anoitecesse e sentissem frio.;
fotografia: Lounge Fotografia;
vídeo: Groove Motion;
luzes, som e Dj: Happy N, com DJ Ima





























































