Bolo dos noivos, sapatos de noiva e um belo bouquet: um trio perfeito!
Hoje piscamos o olho ao outono que se aproxima, escolhendo um bolo dos noivos, sapatos de noiva e bouquet de noiva em tons mais secos e campestres, com alguma riqueza.
Setembro tem sido o mais doce dos meses, com um calor tranquilo e uma luz mais suave. Já não apetecem as cores vivas e luminosas do verão e, apesar das temperaturas quentes, é um facto que o mood é diferente.
Ora nem de propósito, e porque as colecções de outono já chegaram às lojas há semanas largas, encontrei uns sapatos de noiva no mais bonito tom de verde: seco para nós, sage para os nossos amigos ingleses. Que cor bonita esta! É versátil (combina com brancos e ouro, com toda a paleta outonal evai tão bem com um rosa vistoso…), neutra e clássica (imaginem uma bainha de rendas delicadas que termina onde eles espreitam…), poderão calçá-los muitas vezes.
À procura do bolo dos noivos perfeito, com o mesmo espírito de outono delicado, encontrei esta maravilha, que combina um andar de bolo tradicional com uma torre de macarrons coloridos e ainda um sortido lindo de flores de açúcar. Que lindo que é…! E repararem na combinação de cores, estes tons secos que incluem terracota, baunilha, verde salva, alfazema, abóbora, mostarda…
É absolutamente maravilhoso e um dos meus favoritos, até porque macarrons são o caminho directo para o meu coração!
Para fechar este trio, um bouquet de noiva campestre, nos mesmos tons, cheio de texturas, com goivos, dálias e muita folhagem. É mesmo, mesmo bonito e muito romântico!

Estou encantada com esta paleta de cores, suave e outonal, tão versátil até se quisermos considerar o cenário total (pensem em sofás rosados e atoalhados mostarda ou dourado). O que vos parece?
De cima para baixo, bolo dos noivos com um andar combinado com uma torre de macarrons e decorado com flores de açúcar, de Winifred Kriste Cake; sapatos de noiva em camurça verde seco, da H&M, por 49,99 euros; bouquet de noiva campestre com dálias, goivos e folhagem, de Green & Gorgeous Flowers.
Para acompanhar estes nossos trios perfeitos que publicamos todos os domingos, basta que sigam as nossas etiquetas (a partir da homepage) ou aqui no topo do artigo: sapatos e sunday shoes; cake! e bolo; bouquet e um belo bouquet.
Bom domingo!
Casamento na Quinta da Pacheca: Sara + Alun
Hoje temos um casamento na Quinta da Pacheca, no coração da região demarcada do Douro.
É o mais bonito dos dias de Sara + Alun, fotografados pelo Pedro Filipe Fotografia.
Nestas imagens, para além do sorriso contagiante da Sara, há um bouquet de noiva com peónias vermelho tinto (as minhas favoritas!), um altar civil decorado com um glorioso arco de flores e uns sapatos de noiva da marca portuguesa nascida na Madeira, DOL Portugal – que giros que são!
Vão espreitar!
Bom fim-de-semana.

Quando a resposta foi “sim!”, como é que imaginaram o vosso dia?
Ambos queríamos um casamento descontraído e informal. Desejámos muito verde e ar livre. Queríamos a família toda connosco e queríamos ter festa o dia todo.
Foi assim que imaginámos e foi assim que tivemos!
Sentiam-se preparados ou foi um caminho com muitos nervos?
Estávamos muito desejosos desta celebração. Nunca os nervos, os poucos que houve, foram razão para deixar de aproveitar este momento único de estarmos noivos e de prepararmos esta festa em família.

Em que momento da organização do casamento é que sentiram, «é mesmo isto»?
Quando fomos visitar os espaços.
O resultado é fiel às ideias iniciais ou muito diferente? Contaram com alguma ajuda?
O resultado superou tudo que imaginámos e planeámos… Talvez porque tenhamos planeado com detalhe. Mas também porque tivemos um grupo de fornecedores/amigos que fizeram um excelente trabalho e superaram quaisquer expectativas criadas.

O que era fundamental para vocês? E sem importância?
Fundamental era ter a família e amigos mais próximos connosco – ainda que a temperatura pudesse subir aos 39 graus… (que subiu!).
Era também fundamental ter uma celebração em ambas as línguas e costumes culturais, dentro do possível.
O que foi mais fácil? E o que foi mais difícil?
De um modo geral tudo fluiu de forma muito natural e própria.
Difícil… foi preparar o seating plan!

Qual foi o pico sentimental do vosso dia?
A troca dos votos pessoais!
E o pico de diversão?
Durante a refeição, com os jogos que preparámos.

Um pormenor especial…
Todos… O arco de flores na cerimónia. A mensagem privada na gravata do pai. A pulseira no pé da noiva. As fairy berries lights na relva à noite…
Agora que já aconteceu, mudavam alguma coisa?
Nada!

Algumas words of advice para as próximas noivas…
Para as bridezillas : não se foquem demasiado nos pormenores pensados e desejados. É tudo uma questão de perspectiva. E, acima de tudo, de aproveitar.
Para a preparação: vivam cada momento da preparação do casamento sem deixar que a pressão e o stress vos afecte. É uma viagem especial que dá um gozo único e que nunca se irá repetir novamente. A preparação de um casamento é motivo de alegria, caso contrário, perde o sentido.
Para o dia: o melhor conselho que tive foi este, “on your wedding day, when everyone is chatting around and enjoying themselves, step back , look and freeze that moment. Because once you realize, it will have finished”.
Os fornecedores envolvidos:
convites e materiais gráficos e ofertas aos convidados: Quinta da Pacheca e noivos;
espaço, catering, bolo dos noivos, bouquet de noiva e decoração: Quinta da Pacheca;
fato do noivo e acessórios: Hugo Boss;
vestido de noiva e sapatos: vestido de noiva Rosa Clará e sapatos de noiva DOL Portugal;
maquilhagem: Mónica Figueiredo Makeup Artist;
cabelos: Pedro Netto Studio;
ofertas aos convidados: Quinta da Pacheca e noivos
fotografia e vídeo: Pedro Filipe Fotografia;
luzes e Dj: Tomás Barradas;
banda de Jazz: Filipe Valentim;
pirotecnia: Balão a Gás.
À conversa com: Design Events Wedding – wedding planning
Hoje conversamos com a sábia e bem-humorada Maria João Soares, wedding planner de mão-cheia, que assina como Design Events Wedding.
Conheço a Maria João há mais de uma década, ainda muito antes de mergulhar nestes assuntos de casar. Sempre afinámos na conversa, no humor e nas ideias, mais ou menos amalucadas ou ambiciosas – depende apenas do ponto de vista -, com que nos desafiamos mutuamente e, juntas, escrevemos o bonito “Queres casar comigo? – guia prático para um dia muito feliz”, um livro cheio de bons conselhos e boas práticas, como se fôssemos as fadas madrinhas do vosso casamento.
Achámos que fazia falta informação arrumada, desmistificada e doce, que vos ajudasse a chegar ao mais bonito dos dias sem solavancos de maior, sabedores e, genuínamente, prontos para casar, na posse de todas as ferramentas e boas práticas que possamos partilhar convosco. Foi uma aventura emocionante editá-lo, e ainda hoje é um livro útil, gentil, honesto e valioso.
Hoje vamos perceber em detalhe qual é o papel de uma wedding planner no vosso casamento.
O sucesso de uma boa festa é gente que nos ama, boa comida, boa bebida e óptima música. É isso que nos deixa boas memórias para sempre e é nisto que penso para refrescar a mente. Visualizo sempre esta festa, em função das pessoas que tenho à minha frente… O modelo estético? Esse aparece naturalmente depois.
Como começou esta aventura de ser wedding planner?
O nosso começo foi muito lá atrás. A nossa formação em gestão de recursos humanos levou-nos à organização de eventos na área corporativa e, mais tarde, saltar para a organização de casamentos foi quase natural: trata-se, de igual forma, de gerir pessoas, vontades e criar consensos.
Organizar um casamento é coordenar tarefas mas também também gerir emoções e expectativas. Um destes lados pesa mais, ou no meio está a virtude?
No meio está sempre a virtude! Um casamento vive de uma boa organização de tarefas, meios e de uma apertada disciplina. Mas como não há casamentos iguais, muitas vezes gerir emoções é a tarefa mais dura de um wedding planner. Bom senso, análise e cabeça fria são essenciais!

Tem uma perspectiva perfeccionista sobre o resultado ou é o prazer de acompanhar o processo que é o factor dominante?
Infelizmente somos ainda dependentes da ideia da perfeição, do resultado espectacular, mas a verdade é que fazer “nascer” um casamento é bastante desafiante. É uma combinação de muitas emoções, criatividade e análise fria sobre o que há para trabalhar. Por vezes é também gerir cenários de crise.
O factor dominante para os noivos é a incógnita sobre tudo o que vai acontecer. O que é claro para nós, fruto da experiência, não é facilmente lido por eles. Para nós, profissionais, a chave reside na clareza da transformação das suas ideias em algo tangível. Apaziguar o stress, adequar as ideias e desenhar um dia com que se identifiquem verdadeiramente, criar confiança no outro lado, são factores dominantes, sendo este último o mais difícil de conseguir.
É por isso que aconselhamos sempre os noivos a disfrutarem verdadeiramente deste processo: de cabeça aberta e sem preconceitos. Idealizar um dia tão especial para eles pode e deve ser um motivo de partilha e de grande motivação.
Ainda há alguma resistência à figura do wedding planner, que é vista mais como um custo adicional do que um genuíno valor acrescentado. Quais são as claras vantagens em contratá-la?
Não sou super optimista quanto a isto, ainda há muito caminho para andar. O pensamento do “podemos fazer tudo sozinhos” ainda é muito forte. Se é certo que alguns noivos conseguem, sem esforço, organizar-se, para a maior parte não é bem assim, e acabam por fazer este caminho com dificuldades desnecessárias. Não saber valorizar e reconhecer o papel de um profissional ou expert do meio, não é uma atitude que favoreça a chegada a um bom resultado. Por outro lado, sendo uma actividade ainda muito incipiente e pouco transparente, os noivos não a vêem como uma mais-valia a considerar. Creio, no entanto, que o cenário vai mudando, acabando o factor económico por perder importância.
Existem vantagens enormes, mas sublinho as mais importantes : uma óptima gestão de tempos, o quanto e onde gastar de forma inteligente, a certeza de contratar óptimos fornecedores e ideias. Chegado o dia D, o acompanhamento no terreno e o encontrar a melhor solução para problemas inesperados é o que podem esperar de nós.

Tem uma assinatura visível no seu trabalho, um estilo próprio e favorito, ou o é a voz do cliente que define a totalidade do resultado?
Para mim é a voz do cliente que define o modelo base, entendo que a nossa assinatura vem depois, nos detalhes, na interpretação geral da imagem do casamento. Claro que todos temos um estilo onde nos sentimos mais à vontade e que é a nossa cara, mas o foco é seguir e executar a vontade do cliente. É o ADN do cliente que deve ditar o caminho, mas é também verdade que o nosso know how pode e deve ajudar a criar o tal conjunto harmonioso.
As tendências da estação… são um assunto de trabalho ou apenas fait divers?
Francamente achamos que são fait divers mas podemos usá-los a nosso favor. Se o mundo (ou a Pantone) nos diz que a cor do futuro vai ser o vermelho tomate, podemos sempre pensar nele… mas se os noivos gostam mesmo é de amarelo, pois é o amarelo a tendência do nosso trabalho.
Onde busca inspiração para cada nova temporada de trabalho?
Ao fim de tantos anos de trabalho e de avalanches de imagens, cada vez mais olho para o lado. Tento não me influenciar por outros trabalhos e manter uma imagem limpa, fresca e sem obedecer à “moda do momento”. Gosto de interpretar as primeiras palavras dos noivos – o que gostam, o que não gostam, as suas cores e em que ambiente se sentem bem. Para mim essa é a mãe de todas as inspirações!

E nos momentos de fadiga criativa, como refresca a mente e o olhar?
Pensar fora da caixa! Acho que cada vez mais a festa do casamento vive de muitas outras situações. O ambiente em geral a prevalecer sobre aquela flor que tem de se ter ou uma pista de dança a piscar. O respeito pelo enquadramento da natureza, não querer um palácio de Versalhes no meio do campo, ou querer recrear o campo no meio da cidade. Menos é mais! Não consigo compreender o “circo”, a festa na pista de karting, os noivos a descerem de paraquedas… Este dia é uma experiência emocional muito forte, é um dia irrepetível… O sucesso de uma boa festa é gente que nos ama, boa comida, boa bebida e óptima música. É isso que nos deixa boas memórias para sempre e é nisto que penso para refrescar a mente. Visualizo sempre esta festa, em função das pessoas que tenho à minha frente… O modelo estético? Esse aparece, naturalmente, depois.
Qual é a melhor parte de organizar um casamento? E o mais desafiante e difícil?
“Ler” os noivos, criar o elo de confiança, fazê-los descobrir as possibilidades. No fundo, “pensar” no seu casamento como um guião escrito a três e viver aquele tempo em que ainda tudo é uma novidade.
O mais desafiante é manter as ideias, torná-las realidade e ajudá-los a vencer os medos.

Qual foi o casamento em que mais gostou de trabalhar? Porquê?
Não conto troféus, sei que já fiz muitos casamentos, alguns foram fantásticos e outros mais difíceis, mas não consigo eleger um em especial. Mas gosto, especialmente e em particular, dos casamentos em que vi os noivos relaxados, felizes e cheios de vontade de se divertirem, a esses reservo-me o direito de pensar que contribui, fazendo um trabalho bem feito.
Escolha uma imagem favorita do seu portfolio e conte-nos porquê:
Esta noiva foi levada ao altar pela mão da mãe e vieram de muito longe (da longínqua América Latina), para elas o importante foi a cerimónia, e sentirem-se cómodas e seguras num dia tão emotivo. Foi um casamento muito íntimo e pessoal, tal como gostamos.
Os contactos detalhados da Design Events Wedding estão na sua ficha de fornecedor. Espreitem a galeria, com o seu trabalho mais recente e contactem directamente a Maria João Soares através do formulário: é só preencher com os vossos dados e mensagem, e na volta do correio, terão uma resposta simpática.
Acompanhem estas nossas conversas longas com fornecedores seleccionados Simplesmente Branco, sempre à quarta-feira!
Bolo dos noivos, sapatos de noiva e um belo bouquet: um trio perfeito!
Os nossos trios de domingo estão de volta com muita inspiração!
Para hoje, escolhi um bolo dos noivos, sapatos de noiva e bouquet de noiva em tons de terracota, possivelmente uma das tendências da estação – e que cor bonita esta!
Setembro chega com a sua luz dourada, dias mais curtos e frescos. Pede tons mais quentes e uma lenta aproximação ao Outono.
Por isso mesmo, quando encontrei estes sapatos de noiva em camurça, achei-os mais do que perfeitos… e que elegantes que são, não acham?
Cumprindo o espírito de smart saver que sempre defendemos aqui, estes belos sapatinhos são uma óptima escolha, já que terão uma vida longa após o dia do casamento. Sendo neutros, podem usá-los muitas vezes em ocasiões importantes ou festivas.
A acompanhá-los, escolhi um bolo dos noivos minimalista e singelo, com três andares, coberto de fondant e decorado apenas com uma fita de organza de seda no mesmo tom e flores naturais. Simples, bonito e um show stopper!
Fechamos o trio de domingo com um bouquet de noiva orgânico também nestes tons secos e quentes, com rosas, túlipas e flor de cera. É abolutamente lindo e muito romântico, e também, tal como o bolo dos noivos e os sapatos de noiva, ligeiramente diferente do habitual.

Estes tons de secos e quentes, terracota, tijolo, rosa, nude, blush, são tendência e sempre bonitos. O que vos parece?
De cima para baixo, bolo dos noivos com três andares, com cobertura de fondant, decorado com fita se organza de seda e flores naturais; via Style me Pretty; sapatos de noiva em camurça nude, abertos no calcanhar, da Mango, por 49,99 euros; bouquet de noiva orgânico com rosas, túlipas, flor de cera e folhagem, de Winsome Floral.
Para acompanhar estes nossos trios perfeitos que publicamos todos os domingos, basta que sigam as nossas etiquetas (a partir da homepage) ou aqui no topo do artigo: sapatos e sunday shoes; cake! e bolo; bouquet e um belo bouquet.
Bom domingo!
Casamento na Quinta de Sant’Ana: Maria + David, um amor palpável
E regressamos aos casamentos nacionais bonitos e doces que nos preenchem as sextas-feiras, depois de uma dose generosa e diária de real weddings estrangeiros por esse mundo fora que vos mostrámos em Agosto!
Abrimos o doce Setembro com um casamento na Quinta de Sant’Ana, no Gradil, captado de forma intimista e luminosa pelo sempre genial Hugo Coelho: é o mais bonito dos dias da Maria + David.
O amor entre os dois é tão visível que se torna palpável: da energia nervosa e irrequieta no início, ao toque seguro e tranquilo das últimas imagens, está tudo aqui guardado para as gerações e memória futuras.
E que bonito e mágico que tudo isto é, venham comigo ver!
Bom fim-de-semana!



Quando a resposta foi “sim!”, como é que imaginaram o vosso dia?
Cheio de momentos íntimos, apenas com as pessoas mais próximas de nós, rodeados de natureza e num sítio antigo e cheio de boas energias.
Sentiam-se preparados ou foi um caminho com muitos nervos?
Super preparados, mas cientes da responsabilidade deste novo passo e da organização deste evento tão especial.

Em que momento da organização do casamento é que sentiram, «é mesmo isto»?
Foram vários, aos poucos: quando fechámos o mood gráfico, quando enviámos os convites, quando falávamos com as pessoas mais próximas de nós e víamos que a motivação para este momento era mútua, e quando ultimámos os detalhes dos momentos (religioso e da festa).
O resultado é fiel às ideias iniciais ou muito diferente? Contaram com alguma ajuda?
Super fiel às ideias iniciais, com uma concretização maravilhosa. Os nossos pais e padrinhos (e os colaboradores, claro!) deram uma mãozinha nalguns pormenores que lhes pedimos, mas de resto fomos apenas nós: era esse o objectivo.

O que era fundamental para vocês? E sem importância?
Fundamental: muito amor, felicidade e partilha nesta festa e celebração.
Sem importância: tradições só por serem tradições. As que fizemos foi porque faziam sentido na nossa forma de ver a vida, na dinâmica de casal e neste dia. As que não cumprimos, explicámos às pessoas mais reticentes o porquê de não as fazermos.
Por exemplo, para o David era importante relaxarmos juntos na manhã do nosso dia, na nossa casinha sem mais pessoas, prepararmo-nos um ao outro e irmos juntos para a cerimónia. E assim foi…!

O que foi mais fácil? E o que foi mais difícil?
O mais fácil foi escolher o local e o fotógrafo. Sabíamos bem o que queríamos. O mais difícil foi garantir que tudo o que queríamos estava disponível para a nossa data. Quando se criam expectativas, temos sempre medo da desilusão.
Qual foi o pico sentimental do vosso dia?
Provavelmente foi a saída da igreja, poder partilhar aquele momento com todos, poder trocar palavras de carinho com todas as pessoas que nos são próximas, e perceber a felicidade que todos sentíamos.


E o pico de diversão?
Quando a Maria foi vendada e fez uma “dança” para atribuir o bouquet a uma solteira. Foi muito divertido ver a reação das pessoas de cada vez que alguém era “eliminado” e, claro, a expectativa de quem ficava no jogo!
Um pormenor especial…
As ofertas aos convidados ser uma coisa feita por nós, feita de uma combinação das nossas valências mais criativas: a fotografia e a caligrafia. Combinaram de maneira muito personalizada.

Agora que já aconteceu, mudavam alguma coisa?
Não. Temos é vontade de repetir e voltar a passar aqueles momentos com aquelas pessoas.
Algumas words of advice para as próximas noivas…
Divirtam-se muito, tentem que seja mais pessoal e não apenas a expectativa dos vossos amigos ou familiares. Façam mesmo o vosso casamento, e não o de outra pessoa só porque têm medo do que os outros possam pensar.

Os fornecedores envolvidos:
convites de casamento, materiais gráficos e ofertas aos convidados: Maria e David, os noivos!
espaço de casamento, decoração, bouquet de noiva, catering e bolo dos noivos: Quinta de Sant’Ana;
fato do noivo e acessórios: Sacoor Brothers;
vestido de noiva e sapatos: UHMA e Pull & Bear;
maquilhagem e cabelos: Cati Beauty;
fotografia: Hugo Coelho Fotografia;
vídeo: Vanessa e Ivo;
luzes, som e Dj: Jukebox.
Bonito, não? Se precisam de inspiração real, bons conselhos e palavras sábias, espreitem os casamentos que publicamos por aqui.
À conversa com: ADORO – fotografia de casamento
Hoje sentamo-nos a conversar sobre fotografia de casamento, com a dupla da ADORO: Carla Guedes Pinto e Sofia Dias.
Para além de fotografar, desenham convites de casamento (e todo o restante estacionário) maravilhosos, ou não fossem designers de formação.
Fiquem a conhecê-las melhor e ao trabalho muito bonito que fazem!
As emoções das pessoas e dos momentos são a nossa energia. Não interferimos, apenas observamos, sentimos e reagimos, fotografando. E a relação de entendimento e confiança entre todos, é meio caminho para tudo fluir e o resultado transparecer a naturalidade que procuramos.
Do design gráfico para a fotografia não é um salto demasiado grande, mas para o universo dos casamentos já é bastante específico. Como é que foram lá parar?
Sim, de facto o salto é grande, não tanto pela passagem para a fotografia, onde se continua a trabalhar num universo visual, mas mais pela passagem para o universo dos eventos e dos casamentos.
A fotografia sempre nos acompanhou, em caminhos paralelos, mas esteve sempre presente. Uma das minhas grandes amigas de infância era filha de um grande fotojornalista, o Rui Ochôa. Adorava quando ia lá a casa e via os negativos todos espalhados, grandes formatos impressos pelo chão, uma gaveta cheia de objectivas ou as tardes passadas na redacção do Jornal Expresso. Com ele, comprei a minha primeira máquina fotográfica, uma Nikon 801, quando tinha 15 anos, e pouco a pouco comecei a fotografar.
A Sofia começou com o pai, que lhe punha a sua Canon nas mãos e lhe ensinava que o diafragma era mais do que aquele músculo na cavidade torácica. O seu primeiro ordenado, foi para comprar uma máquina fotográfica (analógica). Desde cedo fomos as fotógrafas de serviço entre os nossos amigos e família. Muitos rolos se consumiram…
O salto para os eventos de casamentos, foi apenas o ajuste necessário para tornar esta nossa actividade em algo comercial. Isto quando o suporte digital finalmente atingia uma qualidade profissional.
O design, área em que trabalhámos durante muitos anos (a Sofia em design gráfico e a Carla em design de equipamento) de certa forma preparou-nos a abordar qualquer desafio de uma forma metodológica, e isso aplica-se na perfeição quando temos um casal que quer concretizar o que sonhou para o seu dia de casamento. É um desafio criativo e projectual.
A passagem do nosso trabalho de designers para este universo “casamenteiro” deu-se num momento de crises várias. A crise do próprio negócio de design, das agências e dos orçamentos pagos a 120 dias, e também da crise criativa, um bocado cansadas de clientes cinzentos e institucionais.
Pensámos que, por nossa conta, se calhar faríamos qualquer coisa mais interessante e mais próxima das pessoas reais.
Quando começámos em 2011, o universo estético dos casamentos era ainda pouco fresco, muito clássico e percebemos que podia ser esse o caminho. Oferecer uma alternativa ao existente. Acabou por ser uma época de transição, em que surgiram fornecedores, como nós, que contribuíram para desenhar e consolidar o universo que hoje existe.

Começaram com um leque de serviços mais alargado, que agora concentraram em fotografia e organização, a solo ou com tudo incluído. É uma evolução natural ou sentiram, de facto, necessidade de estreitar o foco?
Foi um misto. Uma evolução, após sentirmos o mercado, e uma forma de convergir esforços e investimento, sobretudo de tempo.
Quando decidimos fotografar (casamentos e outras celebrações), sentimos necessidade de garantir a harmonia e fotogenia dos ambientes, incluindo o grafismo e a decoração. Para além de termos esta possibilidade de prestar um serviço completo a quem nos procurava, sabíamos também de antemão, que todo o conceito daquela celebração seria coerente.
Isso para nós era perfeito, era fotogenia garantida!
Mas ao longo dos anos sentimos necessidade de ajustar o negócio à realidade e percebemos que o investimento que justifique a contratação de alguém que pense e concretize o conceito de um evento acontece maioritariamente em casamentos, e quase nada em outras celebrações mais pequenas (festas de aniversários, baptizados etc).
Desta forma passámos a prestar serviço de decoração e grafismo apenas para casamentos.
A organização de um casamento requer dedicação e uma total disponibilidade para aquelas duas pessoas que anseiam pelo seu dia, perfeito, sem falhas. Por isso, actualmente aceitamos apenas algumas organizações e desenvolvimento criativo num reduzido número de casamentos, garantindo a nossa total disponibilidade para o sucesso do projecto.
A fotografia continua a ser a nossa actividade principal, e também a nossa paixão. Na fotografia continuamos a fazê-lo em todas as outras situações de festas e celebrações (festas de aniversário, baptizados, celebrações entre amigos e família), bem como sessões a dois ou de família.
Como definem a vossa assinatura, o vosso ponto de vista?
Achamos que se quisermos dizer numa palavra, será “verdadeiro”.
Na fotografia como na organização e desenvolvimento criativo, procuramos um olhar e abordagem reais, sempre em função do par. A estética e fotos do casamento têm que reflectir aquelas duas pessoas, e elas reverem-se nela.
As emoções das pessoas e dos momentos são a nossa energia. Não interferimos, apenas observamos, sentimos e reagimos, fotografando. E a relação de entendimento e confiança entre todos, é meio caminho para tudo fluir e o resultado transparecer a naturalidade que procuramos. Sentimos que nos ajuda o facto de virmos de outra área profissional, sem vícios nem preconceitos. E com o tempo percebemos que não é indiferente o facto de sermos um olhar feminino. Não sendo vantajoso nem desvantajoso, é apenas uma particularidade que transparece no nosso trabalho, sem nunca o termos previsto.
Onde buscam inspiração para o vosso trabalho?
Viemos as duas de uma área muito visual e esteticamente ecléctica, por isso qualquer fonte de informação é válida, e não necessariamente a ver com casamentos. A isto juntamos o que o par nos sugere das suas personalidades, vivências e preferências. Damos por nós a pesquisar universos tão díspares como Botânica ou a Culinária.
O cinema e a fotografia de rua e de moda serão as nossas maiores inspirações e agentes provocadores. O universo visual de cineastas como Wong Kar-Wai, Sophia Coppola, Wes Anderson, Jane Campion, Yasujirô Ozu, Stanley Kubrick ou pérolas como “Eu sou o Amor” (Luca Guadagnino) e “Carol” (Todd Haynes), são exemplos disso.
Na fotografia, o enorme trabalho de nomes como Saul Leiter, Tim Walker e as recentes descobertas dos espólios de Albert Khan e Vivian Maier. E por cá o Pedro Cláudio, fundamental pelo trabalho gráfico na fotografia, ou o olhar fresco e sem gavetas da Vera Marmelo.
Na secção mais “casamenteira” adoramos o trabalho do Pablo Beglez, Kristen Marie Parker, ou do Rodrigo Cardoso, dos Piteira ou do Rui Gaiola.

E nos momentos de fadiga criativa, como refrescam a mente e o olhar?
Como o dia-a-dia é tão assoberbado de informação, às vezes apetece apenas desligar para criar espaço mental. Mas quando ainda sobra algum espaço, há todo um mundo para descobrir. Viajar é um óptimo escape, seja cá dentro ou lá fora, e uma forma de nos inspirarmos e refrescar ideias. Por exemplo, nos últimos anos o trabalho levou-nos algumas vezes aos Açores e à Madeira, e foram óptimas descobertas para nós. Claro que aproveitamos sempre que o trabalho nos leva para fora de Lisboa, para sentir um bocadinho do local onde estamos. Isso é uma coisa que adoramos fazer, fotografar para além das pessoas, porque o território envolvente também faz parte das histórias.
É isso que adoramos… contar histórias.
Mas depois há coisas bem mais prosaicas que nos dão imenso prazer e que nos compensam, como meter um disco a tocar e dançar como se ninguém estivesse a ver, ir a um concerto mesmo bom, ou a um espectáculo de dança, ir dar uma volta de bicicleta com amigos. Ai… os amigos… com esta vida tão ao contrário das rotinas tradicionais, às vezes é difícil acertar com os programas dos amigos e família. Quando conseguimos fazer isso, é um luxo, um tempo impagável que se vive com prazer.
Como é o vosso processo de trabalho, como criam uma ligação com os vossos clientes?
A partir da primeira reunião, em que se dão caras aos nomes, percebemos o perfil do par e as suas espectativas. Isso é essencial para gerirmos um processo de organização de casamento e respectivo desenvolvimento criativo. A partir dessa leitura que fazemos e do próprio pedido dos noivos, iniciamos a nossa pesquisa e vamos trocando ideias com eles, sempre suportado visualmente para que ambos tenhamos a certeza do que estamos a falar. Depois do plano aprovado, começamos a produzir e a gerir cada passo até ao dia do casamento.
Na fotografia, depois da reunião (muitas vezes por Skype) fazemos sempre uma sessão fotográfica antes do casamento. Serve para nos conhecermos melhor, quebrar gelo e testarmos a relação fotógrafo/fotografado, para que no dia do casamento não seja demasiado brusco e invasivo.
Em ambos os casos tentamos sempre ler o mais possível de quem está do outro lado, dizemos que somos quase psicólogas tentado ler as entrelinhas para perceber o que é de facto importante para eles. Absorvemos o máximo e impomos o mínimo possível. E valorizamos a transparência, que é meio caminho para a confiança mútua.
Somos “parceiros no crime” do dia dos nossos noivos, e eles são o mais importante. O dia é deles e não nosso.
Ter o controle das decisões é importante? Têm uma perspectiva perfeccionista sobre o resultado ou é o prazer de acompanhar o processo?
Há o prazer em ver as ideias tomarem forma, mas evitamos o perfeccionismo nestes processos assentes num casal de noivos (geralmente estreante) e que envolvem várias valências e fornecedores. Focamo-nos em conseguir o melhor equilíbrio entre todos.
E depois sabemos que estamos a lidar com emoções, e não dá para aplicar fórmulas de Excel nelas. As decisões têm de ser tomadas com tempo, sem pressões, e sabemos que estamos a lidar com duas pessoas, muitas vezes com ideias e até algumas expectativas diferentes entre eles. É preciso saber mediar isso.
Somos o elemento de ponderação, e a voz da experiência, mas mesmo assim, no final, o casal tem de estar confortável com todas as decisões tomadas. Esta gestão requer alguma sensibilidade.

Qual é a melhor parte de organizar um casamento? E o mais desafiante e difícil?
A melhor parte é no dia ver tudo materializado, e a felicidade estampada no rosto dos noivos, por verem expectativas superadas.
O desafiante é transpor, para soluções criativas, a vontade dos noivos e tudo o que lemos nas entrelinhas. Adoramos quando os noivos sonham com uma coisa e nós conseguimos concretizá-la. Ver essa felicidade do momento concretizado estampado na cara dos noivos é o melhor dos momentos… e claro, de preferência registá-lo numa fotografia nossa.
Qual foi o casamento em que mais gostaram de trabalhar? Porquê?
Difícil responder, porque o envolvimento chega a ser emocional. Não conseguimos dizer apenas um.
Profissionalmente falando, houve um casamento que organizámos à distância, os noivos viviam nos Estados Unidos, e que correu irrepreensivelmente bem do princípio ao fim. Deste a sintonia criativa, ao respeito mútuo e confiança no nosso trabalho e às imagens cheias de luz e amor que nos deram para registar.
Mas claro, não há amor como o primeiro… o primeiríssimo casamento, da Inês e do Ricardo. Esses loucos que confiaram numas miúdas que nunca tinha organizado ou sequer fotografado um casamento (profissionalmente), e nos depositaram toda a confiança. Mostrarmos-lhes uma breve apresentação das nossas intenções, que terminava com “Querem casar connosco?” e eles responderam “Sim!”
Como experiência de tipo de registo e exotismo, tivemos um casamento na Madeira que foi um fim-de-semana em festa, com registos magníficos de paisagem e uma festa cheia de amigos que souberam disfrutar verdadeiramente do momento.
Pela intensidade emocional, e beleza há também um outro pequeno casamento, num Fevereiro soalheiro, em Monserrate (Sintra), que contrariou todos os estereótipos. Simplesmente mágico!
Todas a histórias são únicas e irrepetíveis, e isso é muito especial para nós, dá-nos fôlego.
Se fosse o vosso casamento, fariam tudo, uma parte ou mesmo nada? Quem fotografava?
Carla: para mim o mais interessante é a partilha emocional, a cumplicidade com quem mais gostas de estar, a tua cara-metade e os teus amigos e família. Mas nunca me imaginei noiva, e ser o centro de um casamento, que acontece assim num estalar de dedos. Acho que prefiro estar deste lado, com a máquina na mão, contagiada pelas emoções de quem celebra esse dia.
Sofia: adoro o formato de um fim-de-semana com amigos e família, os dias de casamento são assustadoramente rápidos. Teria que conhecer pessoalmente os fotógrafos da minha eleição, a empatia é essencial.
Escolham uma imagem favorita do vosso portfolio e contem-nos porquê:
Que maldade… Entre muitas, e por diferentes motivos, esta foto passa bem o que nos continua a surpreender. Adoramos os entretantos, que nos brindam com imagens bonitas e irrepetíveis.
Que bela conversa, esta! Tenho a certeza que gostaram de conhecer melhor esta dupla e que o bonito trabalho que fazem ganhou uma nova amplitude.
Contactem a ADORO, através da sua ficha de fornecedor. Visitem as galerias e entrem em contacto com a Carla Guedes Pinto ou a Sofia Dias, directamente através do formulário: é só preencher com os vossos dados e mensagem e, na volta do correio, terão uma resposta simpática.
E se querem ver casamentos bonitos fotografados por esta dupla, espreitem aqui!
Acompanhem estas nossas conversas longas com fornecedores seleccionados Simplesmente Branco, sempre à quarta-feira!
De regresso!
Terminámos ontem a nossa série 31 days of summer, recheada de casamentos únicos e especiais – como são todos!
Quis mostrar-vos como o mais bonito dos dias pode ser celebrado de todas as formas, tamanhos e feitios. O que liga estes trinta e um casamentos, onde incluímos casamentos gay e lésbicos, casamentos minúsculos e casamentos generosos, casamentos na praia, na cidade, num terraço, num celeiro, na floresta, dentro de portas ou ao ar livre, em galerias e museus, noivas gordinhas, noivas modernas, noivas clássicas, noivos novinhos, pais de família e tudo e tudo, é, tão só, o amor.
O amor celebrado com as nossas pessoas, da nossa forma, partilhado com muitos ou festejado de forma absolutamente intimista.
O resumo que faço é que nada disto é sobre a forma que toma, mas sobre a essência do gesto: tu és o meu par e é contigo que quero ficar até ao fim dos dias.
Que bonito que tudo isto é, verdade?
Espero que tenham gostado. Deste lado, aproveitámos o sol e o mar, pusemos a leitura em dia, refrescamos a cabeça e o corpo.

Estamos prontas para mais uma temporada de Simplesmente Branco, ao vosso serviço.
Vamos a isto?
Anel de noivado Melanie Casey (vão espreitar, garanto que vão ficar tão apaixonadas por esta marca quanto eu!).

