Um casamento exquisite e tão feliz: Nita + Pedro
Fechamos Janeiro e abrimos as portas ao mês do amor, com o delicado e tão bonito casamento da Nita + Pedro, no Aqueduto Eventos, com belíssimas fotografias – como sempre – captadas pela lente da dupla Um dia de sonho.
A decoração da Cristina Macedo, da Aqueduto Eventos, é exquisite, de uma elegância absoluta, muito romântica. E a alegria feliz destes noivos, é, no mínimo, contagiante (e tão doce…). Estão reunidas as condições para um belíssimo post de sexta-feira, a melhor maneira de fechar a semana e de inaugurar um mês novinho em folha, com a primavera já ao virar da esquina.
Vão gostar! Bom fim-de-semana!
Quando a resposta foi “sim!”, como é que imaginaram o vosso dia?
Imaginámos um dia tão emocionante como o dia do “sim”. Era algo que desejávamos e planeávamos em segredo há muitos anos, por isso, só fazia sentido ser um dia de partilha com aqueles que dão mais sentido à nossa história. E como o pedido foi feito no mesmo local onde nos íamos casar, tinha tudo para ser um dia especial. Só fazia sentido se fosse assim: simples e emocionante!
Sentiam-se preparados ou foi um caminho com muitos nervos?
Se estar preparado significa estarmos focados em tudo o que desejávamos que acontecesse, então sim… estávamos bastante preparados. Como nos dedicámos por inteiro e sabíamos perfeitamente o queríamos (e o que não queríamos), vivemos esta fase com muito entusiasmo e tranquilidade.
Em que momento da organização do casamento é que sentiram, «é mesmo isto»?
No momento em que tivemos a primeira reunião no Aqueduto Eventos, sentimos que tínhamos diante de nós, alguém com capacidades excepcionais para tornar real aquilo que imaginámos.
O resultado é fiel às ideias iniciais ou muito diferente? Contaram com alguma ajuda?
O resultado final superou todas as nossas expectativas!
Rodeámo-nos das pessoas certas, o que fez com que todas as escolhas e decisões fizessem sentido. Todas elas contribuíram para que o nosso dia tivesse sido tão especial e inesquecível. Para além da ajuda dos familiares e dos fornecedores, fomos uma grande ajuda, um para o outro. Estávamos em sintonia no entusiasmo e na enorme vontade de que o “dia” chegasse!
O que era fundamental para vocês? E sem importância?
Era fundamental que a alegria que estávamos a sentir fosse igualmente sentida por todos. Que fosse uma reunião da família, dos amigos e dos afectos, principalmente! Conseguimos tornar importante cada momento e cada decisão!
O que foi mais fácil? E o que foi mais difícil?
O mais fácil foi confiar nas nossas escolhas! A segurança que sentíamos na fase de planeamento, tornou tudo menos difícil.
Qual foi o pico sentimental do vosso dia?
Escolher só um momento é difícil! Decidimos entrar juntos na igreja, e esse momento foi muito marcante para nós e para os convidados. Fazer o caminho até ao altar, lado a lado, poder contemplar a expressão daqueles que aguardavam por nós, foi muito emocionante!
E o pico de diversão?
A diversão começou na saída da Igreja! Saímos ao som de um gaita de foles e fomos surpreendidos por um grupo de amigos a tocar bombos! O ritmo e a alegria daquele momento, contagiou toda a gente.
Um pormenor especial…
No momento da ação de graças oferecemos a cada mulher presente na cerimónia, uma flor. Foi especial e muito emocionante!
Agora que já aconteceu, mudavam alguma coisa?
Nada, absolutamente nada! Voltávamos a reviver este dia, como a mesma felicidade e entusiamo.
Algumas words of advice para as próximas noivas…
Idealizem cada pormenor juntos e façam com que o vosso dia seja um reflexo da forma como vivem a vossa história de amor.
Vivam cada momento com intensidade, desfrutem da presença dos vossos convidados, façam-nos sentirem-se envolvidos no vosso dia! Criem momentos especiais, surpreendam-se e surpreendam os vossos convidados. E lembrem-se, tudo o que é simples, é mais marcante!
Os fornecedores envolvidos:
convites e materiais gráficos: Diana Martins;
espaço, decoração, catering e bolo: Aqueduto Eventos;
fato do noivo e acessórios: ID Bespoke – Alfaiataria Personalizada, Crownhill Shoes, CK, TOUS;
vestido de noiva e sapatos: vestido Rosa Clara, Badgley Mischka, Jaybee Jewelry, Tocados Le Touquet;
maquilhagem: Ângela Pereira;
cabelos: Orlanda Rodrigues;
bouquet: Cristina Macedo – Aqueduto Eventos;
ofertas aos convidados: feitas pelos noivos;
fotografia e vídeo: Um dia de Sonho;
luzes, som e Dj: DJ Motinha.
ASB e DSB
Antes do Simplesmente Branco e Depois do Simplesmente Branco.
“Como assim?”, poderão estar a pensar desta entrada dramática e afirmativa para o meu post de hoje, mas é uma afirmação tranquila e muito segura.
Há todo um momento, cenário, estética, posicionamento, modo de fazer e visão anteriores à existência do Simplesmente Branco, que mudou com a sua criação. Não quero com isto dizer que mudámos o mundo, inventámos a roda ou desprezamos tudo o que existia antes – longe disso!
O nosso valor – e a mudança que semeámos – foi validar a diferença.
Foi dizer (e justificar, demonstrando) que as coisas podiam ser feitas de outra forma, sem com isso matar o negócio, sem com isso deixarmos de ser profissionais, sem com isso deixar de servir, da melhor forma, os noivos, esse cliente tão precioso e único, conquistado a cada contacto e perdido após o grande dia, numa renovação de esforço contínua.
Validar a diferença foi (e é) tranquilizar os noivos que querem algo à sua medida – mesmo sem saber exactamente o que isso significa ou como se concretiza. É passar a mensagem de que o mercado está preparado para construir o mais bonito dos dias com eles, não apesar deles. É mostrar formas de fazer – das ideias mais simples às cedências mais complicadas -, que podem ser distintas do habitual, mas que não há problema nenhum com isso, que resultam, que são exequíveis, porque todos somos profissionais empenhados (e se não são, é isso que explicaremos e porquê).
É ajudar os noivos a sentirem-se bem na sua própria pele, confortáveis com as decisões tomadas, é ajudá-los a passar a mensagem, conceito e visão às suas famílias, é ajudá-los a argumentar e a encontrar o seu caminho num mar de opiniões, bem intencionadas, é certo, mas nem sempre certeiras.
É dar-lhes conhecimento, torná-los sabedores dos seus direitos e deveres (sim, ambos), dar-lhes ferramentas para gerirem, com sucesso, esta empresa temporária que se chama casar, onde investimento financeiro e emocional são imensos e estão interligados. Saber é poder, dizemos todos os dias. E vai correr tudo bem.
Do outro lado, o mercado.
Esse lago imenso e tão interessante, onde navegamos todos os dias e que queremos (falo por mim e pelos meus fornecedores) que seja cristalino e azul…
O que fizémos por ele, que mudanças touxemos para cena?
Iniciámos o diálogo.
Como o fazemos dentro de casa, passámos a fazê-lo fora também. Ligámos os intervenientes, apresentámo-los entre si, fomentámos a conversa, criámos ligações. De forma descontraída, informal, saudável.
Hoje temos uma comunidade criativa, fervilhante, renovada, de fornecedores profissionais do mercado de casamentos. Deixou de haver o domínio de um grupo sobre os restantes, subalternos e menores, e passou a haver uma comunidade de fornecedores, com voz própria, que se associa livremente aos seus pares: outros fornecedores que partilham a mesma visão de negócio, objectivos e perfil de cliente.
De peças soltas, sem grande assertividade ou rumo, passámos a ter uma rede profissional, arrumada por tribos de estilo. Eu diria que isso é muito interessante, democrático e até facilitador para o cliente.
E tal como validámos a diferença para os noivos, também o fizemos para os profissionais.
Mostrámos que havia procura para a oferta que estes fornecedores imaginavam prestar, inspirados pelo que viam lá fora nos blogs de referência (muito antes do Pinterest, muito antes do Instagram, muito antes de tudo e do mundos er tão global) e que também eles, cabeças criativas e talentosas, queriam pôr em prática.
Abrimos a porta para a casa onde estes dois lados do negócio se encontram: quem procura e quem oferece, quem compra e quem vende, quem imagina e quem executa.
Demonstrámos que a necessidade era real, que estes dois lados existiam e que precisavam, muito, de se encontrar. E criámos as condições para que isso acontecesse, para que essa conversa começasse.
O resultado é claro: há um antes e há um depois. O mercado de casamento nacional é hoje vibrante, criativo, não está atrás de ninguém, tem voz própria e uma amplitude de variedade que serve, literalmente, todos os gostos.
Tem as suas flutuações, os seus defeitos, o seu lodo (ainda muito longe do meu utópico lago cristalino), mas é variado, robusto, livre. É dinâmico e é interessante.
E isso, queridos noivos e caríssimos fornecedores, é muito, muito bom!
Imagens via Pinterest e Paper n’ Stich.
Duas vezes por mês, sempre às quartas-feiras, escrevo sobre assuntos que me fazem pensar, num artigo de opinião a que chamo O fio da meada.
Querem discuti-los comigo? Seria um prazer! Acompanhem-me aqui.
Bolo dos noivos, sapatos de noiva e um belo bouquet: um trio perfeito!
Já deverão saber que nude ou rosa blush combinado com vermelho cereja é o nosso perfect match. O que eu gosto destas cores!
Ora o meu trio de sapatos de noiva, bolo dos noivos e bouquet de noiva de hoje começa com um par de sapatinhos com estas duas gloriosas cores.
São de verniz rosa blush, com um enorme laço, e um kitten heel em acrílico vermelho, a mesma cor do forro no interior… Parecem saídos directamente dos pés de Audrey Hepburn, no Breakfast at Tiffany’s. São modernos, vintage e bastante curiosos em simultâneo… Claro que tinha de reparar neles!
São óptimos para os dias ainda frescos, baixinhos para dançar muito, e pedem um verniz vermelho nas mãos, tal como o baton: dois pequenos detalhes que completam o look na perfeição. O que me dizem?
Seguimos para o guloso bolo dos noivos que abre o artigo de hoje: chocolate e framboesa, sabores infalíveis, democráticos e que combinam tão bem. Este junta cacau puro, framboesas frescas e um delicioso buttercream de chocolate, que ainda acrescenta decadência à combinação fatal. Que delícia!
A rematar, um boquet de noiva orgânico e desarrumado, cheio de dálias, procteas aranha, rosas, astilbe, hipericão, eucalipto, um pouco de tudo. Muita textura e cor, que é o que o faz tão vibrar, de tão interessante e peculiar que é. Gosto de coisas assim, que nos fazem olhar duas vezes, com atenção, e reparar de que são feitas, em todos os seus pormenores.
Cremosa e inesperada, esta combinação de hoje! E eu, que adoro cores fortes e combinações improváveis, sinto-me muito inspirada!
De cima para baixo, bolo dos noivos de chocolate com framboesas frescas e cobertura cremosa, via Sugar et al (com receita incluída!); sapatos de noiva em verniz nude com laço e kitten heel em acrílico vermelho, da Zara, por 29,95 euros; bouquet de noiva orgânico com dálias vermelhas, procteas aranha, rosas, astilbe, hipericão e eucalipto, feito por Veranda Studio, via Fab Mood.
Para acompanhar estes nossos trios perfeitos que publicamos todos os domingos, basta que sigam as nossas etiquetas (a partir da homepage) ou aqui no topo do artigo: sapatos e sunday shoes; cake! e bolo; bouquet e um belo bouquet.
Bom domingo!
Um casamento clássico e muito romântico: Vânia + Miguel
Sereno, delicado e muito romântico: é com o casamento clássico da Vânia + Miguel, em Guimarães, que fechamos esta semana. O vídeo bonito, bonito, foi captado pela We love Film e com eles esteve tambem a fotografar a dupla Um dia de sonho.
Há muitas maneiras de terminar a semana, mas esta é, temos a certeza, mais do que perfeita!
Quando a resposta foi “sim!”, como é que imaginaram o vosso dia?
Desde o início que imaginámos um casamento religioso, e um local com muita natureza e muito verde. O resto da imagem começou a formar-se ao consultar vários sites de casamento.
Sentiam-se preparados ou foi um caminho com muitos nervos?
Estávamos preparados para dar este passo, já namorávamos há 11 anos e o casamento era algo que ansiávamos há algum tempo. Mesmo assim, foi um caminho com alguns nervos. Somos mais introvertidos, e pensar que no dia do casamento iríamos ser o centro das atenções, assustava-nos um pouco.
Em que momento da organização do casamento é que sentiram, «é mesmo isto»?
Quando fomos ao showroom do Parque da Penha e começámos a escolher todos os pormenores do dia. O Parque da Penha organiza um showroom maravilhoso, faz-nos sentir que já estamos no dia do casamento. Escolher todos os detalhes, desde os candeeiros, às cadeiras, tipo de mesas, flores, foi um momento muito especial, começámos a sentir aquele dia como nosso.
O resultado é fiel às ideias iniciais ou muito diferente? Contaram com alguma ajuda?
O resultado era exatamente o que esperávamos, sinceramente acho que superou as nossas expetativas. O Parque da Penha ajudou-nos em tudo, todas as dúvidas, incertezas, estiveram sempre presentes.
Acertámos em todas as escolhas de fornecedores, foram sempre muito presentes, e o resultado final não poderia ser melhor.
O que era fundamental para vocês? E sem importância?
Fundamental: escolher um bom fotógrafo e videógrafo.
Sem importância: diversões para os convidados durante o casamento e lembranças.
O que foi mais fácil? E o que foi mais difícil?
O mais fácil, a escolha do local para o casamento.
O mais difícil, organizar o casamento com o noivo à distância. O Miguel está a trabalhar em Lisboa, o que dificultou a organização e a tomada de algumas decisões.
Qual foi o pico sentimental do vosso dia?
É difícil escolher apenas um momento, para nós os pontos altos do dia foram a cerimónia religiosa, os discursos dos pais e padrinhos, e o corte do bolo.
E o pico de diversão?
O baile, o Dj Motinha foi fabuloso. Os convidados estavam felizes, divertidos, e nós estávamos radiantes.
Um pormenor especial…
A Joana, irmã da noiva, tocou a música de entrada na igreja. Ela é estudante de música, toca violino. Foi um momento muito emocionante e especial.
Agora que já aconteceu, mudavam alguma coisa?
Sinceramente não. Foi um dia perfeito, tal como sonhávamos
Algumas words of advice para as próximas noivas…
O dia do casamento passa tão rápido e deixa tantas saudades, por isso aconselho a aproveitarem bem todos os preparativos do casamento, a escolha dos detalhes, a escolha das músicas, todos os pormenores.
Os fornecedores envolvidos:
convites, catering, bolo dos noivos, bouquet, decoração e espaço: Parque da Penha;
fato do noivo e acessórios: Massimo Dutti – Personal Tailoring;
vestido de noiva e sapatos: Vítor Dias, Atelier De Castro;
maquilhagem: Bernardo Diehl Lima;
cabelos: Unique Beauty Lounge;
fotografia: Um dia de sonho;
vídeo: We love film;
luzes, som e Dj: Dj Motinha.
À conversa com: Golden Days Wedding Photography, fotografia de casamento
Esta semana conversamos com o Rui Gaiola, que assina como Golden Days Wedding Photography, sobre fotografia de casamento.
O trabalho do Rui Gaiola tem sempre uma luz em tons de caramelo que dá um calor adicional às imagens bonitas que capta. Para mim, têm a nostalgia das fotografias de verão dos anos 70, a década em que eu fui criança, captada nos rolos Kodak, e este registo que se afasta largamente da estética fine art, tem uma naturalidade e intimidade que são fascinantes.
O Rui conta-nos o que andou a fazer até lançar a Golden Days Wedding Photography e como construíu esta assinatura tão especial. É só ler o que se segue!
Conta-nos um pouco da tua viagem profissional até aqui, à fotografia de casamento.
Desde cedo que estive ligado às artes e foi por esse caminho que segui na minha formação académica. Fiz a minha formação toda em design gráfico e seis meses depois de começar a trabalhar num atelier de design, percebi que não era aquilo que queria fazer para o resto da vida. Passar o dia em frente a um computador, sem horários e com uma pressão constante para criar, não era de todo o que ambicionava profissionalmente. Ainda passei pela parte das artes gráficas e impressão, que é uma área que eu adoro, mas também durou pouco tempo. À procura de uma área que me preenchesse, cheguei à fotografia. Comecei na fotografia muito generalista, mas em pouco tempo já estava com o bichinho de fotografar casamentos e aqui estou eu.
Há quanto tempo fotografas? E porquê casamentos?
Esta resposta vem na continuação do meu percurso até chegar aos casamentos. Foi na fotografia de casamento que encontrei o maior equilíbrio entre o que gosto de fazer, o que sei fazer e o que me reliza pessoal e profissionalmente. Foi um percurso longo, com muitas tentativas e erros, até chegar aqui. Depois, tão ou mais importante, é o que conseguimos construir com os nossos clientes, desde a ligação pessoal que criamos, o trabalho que conseguimos fazer e entregar, até ao feedback incrível que por vezes recebemos. Tudo isto é muito raro e difícil de reunir numa só profissão. Comecei o meu percurso na fotografia “generalista” em 2010 e comecei a fotografar casamentos mais a sério com a Golden Days Wedding Photography em 2014.
Nestes tempos globais, em que as imagens circulam a uma velocidade vertiginosa e todos temos acesso a tudo, a qualquer hora, onde vais buscar inspiração?
É verdade que a velocidade e a quantidade de informação a que temos acesso em qualquer lado é assustadora, por isso é tão importante, pelo menos para mim, conseguir afastar-me dela para ser selectivo no que consumo. Não é fácil, mas funciona. A inspiração vem das viagens que faço, dos fotógrafos (de casamentos e não só) que sigo, dos amigos que me rodeiam e com quem partilho ideias e conhecimentos, e, claro, de toda a cultura visual que consumo, revistas, livros e cinema.
Como construíste a tua assinatura, como a defines?
Somos todos “reféns” da nossa educação, das nossas vivências e da nossa cultura geral e visual. A minha forma de fotografar e o meu estilo resultam da mistura de tudo isso. Não sou estratega nem calculista ao ponto de me posicionar ou conduzir o que faço para uma linguagem ou um estilo especifico. Basicamente, ela acontece naturalmente e só a consigo identificar quando páro, me afasto e olho para trás, e é aí que consigo perceber que há ali uma linguagem e um fio condutor no meu trabalho, mas é um processo natural. Definir o que fazemos é sempre difícil e delicado, mas em poucas palavras, apontaria para um estilo fotográfico descontraído, natural e focado em emoções e momentos.
Quando precisas de fazer reset, para onde olhas, o que fazes?
Viajo. É sem dúvida o melhor reset que posso fazer. Natureza, florestas e montanhas, com neve de preferência, companhia, uma máquina fotográfica e um carro – é esta a minha receita. Consigo desligar de tudo, emails, edição, reuniões e até da rotina quotidiana que tenho.
De Lisboa para o mundo, ou Portugal de lés a lés: fotografar estrangeiros é diferente de fotografar casamentos nacionais?
É sem dúvida diferente, não quer isto dizer que seja melhor ou pior.
Portugal é um pais com muita história, com muitas tradições e protocolos e nem toda a gente tem coragem de romper, e isto não deixa de ser uma limitação para casamentos mais simples e alternativos. Quem decide sair do seu país para vir casar a Portugal, vem com o espírito aberto para criar um casamento à sua imagem, com muita liberdade e sem limitações, e eu acho que esta é a grande diferença. Eu acredito que o mesmo acontecerá com um casal Português que decida casar noutro país, vai ter de certeza um casamento totalmente diferente do que se casasse em Portugal. Da parte criativa é sempre desafiante fotografar casamentos diferentes do nosso “clássico“ tradicional português, mas isto tanto se aplica a casamentos de estrangeiros como de portugueses.
Qual é o teu processo de trabalho, como acontece a ligação com os teus clientes?
Eu acredito que a ligação com os meus clientes acontece quando eles se cruzam com o meu trabalho, quer seja no site, ou nas redes sociais. Apesar de não ter um estilo de fotografia fracturante, acredito que é diferente o suficiente para que os clientes se identifiquem e tenham interesse em me contactar ou percebam que não é nada daquilo que procuram.
O processo de trabalho é o normal nesta área, primeiro contacto, emails, reuniões, sessão, casamento e entrega. O que eu tento, é que, tanto para mim como para os noivos, este processo seja o mais prático e simples possível. Ao mesmo tempo, gosto de ser muito transparente logo na fase de contacto inicial, para que eles percebam o meu método de trabalho. Gosto também que eles me conheçam e de os conhecer melhor, pois faz toda a diferença no dia do casamento.
Casamentos grandes ou pequeninos, nacionais ou estrangeiros, cerimónias emotivas, festas de arromba – qual é o tipo de festa que mais gostas de fotografar?
Casamentos pequenos sem dúvida, nacionais ou estrangeiros é-me indiferente, desde que eu me identifique com o casamento e o casal se identifique com a minha fotografia, perfeito.
Quanto às cerimónias, eu adoro fotografar e presenciar cerimónias em que sinta que era mesmo aquilo que os noivos queriam, que sinta que eles estão a viver o momento de coração cheio, e isso geralmente sente-se, isto não implica que seja obrigatoriamente uma cerimónia emotiva. A festa é um momento de descompressão para toda a gente mesmo para quem trabalha, e uma festa animada e divertida é contagiante mesmo para quem capta o momento e é garantido que dá boas imagens com bons momentos. No entanto, há uma coisa curiosa, durante o dia sinto que consigo sempre dar mais de mim e da minha visão, e captar o dia de uma forma especial, enquanto que na festa apenas consigo dar o que a festa me der a mim, não consigo inventar muito, por isso quanto melhor for a festa a nível de DJ, música, luzes e participação dos convidados, (muitos ou poucos), melhor será o resultado.
Qual é a melhor parte de ser um fotógrafo de casamento? E o mais desafiante e difícil?
Para mim há duas coisas no que se refere “a melhor parte de ser fotógrafo de casamentos”: o estilo de vida que conseguimos ter – somos gestores do nosso trabalho e do nosso tempo, e isso para mim tem muito, muito valor; o facto de conseguirmos construir algo único, inicialmente com duas pessoas (o casal), mas também com a família e amigos num dia tão especial e irrepetível. Ter a oportunidade de registar momentos e sentimentos que além de não se repetirem, ficam para o resto da vida, é incrível.
O mais desafiante e difícil é aquilo que não se vê, mas que é igualmente importante – o trabalho de backoffice. Temos de responder a emails, reunir, acompanhar e aconselhar os casais, comunicar nas redes sociais, gerir o site (actualizar, publicar ou até programar), ser contabilistas e tesoureiros, e, por fim a parte mais visível, fotografar e editar o nosso trabalho. Temos que saber um pouco de tudo e, como é óbvio, é difícil ser minimamente bom ou competente em todas estas áreas. Esta parte invisível é, sem duvida, desafiante e exigente.
Escolhe uma imagem favorita do teu portfolio e conta-nos porquê:
Tenho sempre dificuldade em escolher imagens favoritas, porque acho sempre que é difícil conseguir ter o que é importante para mim na fotografia de casamento, numa imagem só. Mas acabei por escolher esta que por acaso é bastante recente e que reúne muitos dos elementos com que me identifico e me enche a alma.
Os contactos detalhados do Rui Gaiola – Golden Days Wedding Photography, estão na sua ficha de fornecedor. Espreitem a galeria e contactem-no directamente através do formulário: é só preencher com os vossos dados e mensagem, e na volta do correio, terão uma resposta simpática.
Acompanhem estas nossas conversas longas com fornecedores seleccionados Simplesmente Branco, sempre à quarta-feira!
A beleza das coisas simples: convites de casamento
A minha atracção por este universo começou pelos convites de casamento. Tudo o que mais aprecio na disciplina do design gráfico encontra aqui uma maior expressão: papel, cor, tipografia.
Encontrei estes belíssimos convites de casamento do estúdio Yonder, via Snippet & Ink.
São tão delicados e verdadeiramente a soma de várias partes, sem perder a graciosidade: são minimalistas, com o seu envelope neutro e impressão em letterpress (provavelmente numa velhinha Heidelberg), a uma cor; são orgânicos e interessantes, com os raminhos de oliveira, que lançam o mote do que poderá ser o ambiente da festa, e impressos, certamente, em papel 100% algodão; têm uma componente humana, manual, e por isso calorosa e sugestiva de algo DIY, com o acabamento com a fita e o lacre, com o monograma do casal. E são incrivelmente elegantes e sofisticados.
Já viram a quantidade de detalhes incluídos nesta peça tão discreta? Tudo isto são pequenos indícios da história que aí vem, que terá o seu pico no dia do casamento. Sem excesso, sem querer “meter o Rossio na Betesga”.
Menos é mais, de forma gloriosa!
Este conjunto de convites de casamento e ofertas aos convidados vai direito ao coração e entra no top 10 dos nossos convites favoritos!
São tão fãs como nós?
Bolo dos noivos, sapatos de noiva e um belo bouquet: um trio perfeito!
“Com um tom neutro, nunca me comprometo”.
Este podia ser o fio condutor para o meu trio de sapatos de noiva, bolo dos noivos e bouquet de noiva de hoje.
Começamos por estes maravilhosos sapatos de noiva Dune, em verniz nude e com tacão de cristal. Perfeitos para um momento Cinderela, e com tudo alinhado: biqueira redonda (que traz sempre mais conforto), cor neutra e acabamento sofisticado – casam tão bem com vestidos clássicos e mais tradicionais, e este tacão (novamente, mais um ponto a favor do conforto), que lhes dá um extra de graça e brilho inesperado.
Em sintonia, escolhi um bolo dos noivos igualmente clássico, com cobertura lisa de fondant e apenas uma sigela fita, igualmente nude, a marcar a “cintura”: feminino, delicado, minimalista, discreto. E ainda assim, tão elegante, não é?
Para extravasar um bocado, o bouquet de noiva será orgânico e ligeiramente desarrumado, para dar um ar de sua graça. Este é magnífico, sem deixar de lado o espírito singelo, dando espaçoe destaque às gloriosas anémonas.
Quem disse que neutro é aborrecido? Pois que não é, pois não?
Cremosa e delicada, esta combinação de hoje! E eu, que adoro cores fortes e combinações improváveis, sinto-me bastante tentada por esta paleta discreta e tão elegante!
De cima para baixo, bolo dos noivos clássico com cobertura de fondat e decorado com fita via Style me Pretty; sapatos de noiva em verniz nude com tacão brilhante, Dune London via Asos; bouquet de noiva orgânico com anémonas, rosas e ranúnculos, via Tinge Floral.
Para acompanhar estes nossos trios perfeitos que publicamos todos os domingos, basta que sigam as nossas etiquetas (a partir da homepage) ou aqui no topo do artigo: sapatos e sunday shoes; cake! e bolo; bouquet e um belo bouquet.
Bom domingo!









































































