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Susana Pinto

Convites fine art em xilogravura, com A Pajarita

Continuamos a partilhar o série “Preparar o caminho descomplicando-o“, criada pela Alexandra Barbosa, de A Pajarita, e publicada no seu site todas as semanas.

 

Hoje a Alexandra Barbosa fala-nos sobre convites fine art, que são obras de arte. Vamos descobrir a xilogravura!

 

 

Convites em Xilogravura: quando dois mundos se encontram

Convites em xilogravura são convites de autor, gravados de forma singular e exclusiva, para cada casal. É um trabalho manual, e, por isso, um processo mais longo e complexo, onde cada convite é feito individualmente, do entalhe até à impressão final.

 

Artista gravadora que sou, é com a técnica da xilogravura que mais me identifico, a que melhor me une o coração à mão. A forma como a emoção atravessa o nosso corpo e se condensa na mão, comandando a linha na sua batalha contra a resistente madeira, é algo fascinante, libertador e até frustrante, quando uma linha se liberta, dando-se por vencida.
É a pouca certeza e a constante adaptação que tornam a xilogravura uma técnica tão interessante, em constante desgaste e desafio.

 

Com os seus primeiros registros datados do século V, na China, a xilogravura é uma técnica de gravura que consiste na entalha da madeira, com ajuda de um instrumento cortante (goiva ou buri), da figura ou forma (matriz) que se pretende imprimir. Com um rolo de borracha embebido em tinta, cobre-se essa matriz, tocando só nas partes elevadas do entalhe. A sua impressão ficará invertida, com a tinta a impregnar o papel, revelando a figura entalhada.

Numa técnica que respira simplicidade e decisão, cada traço tem a intensidade desejada pela emoção, sem possibilidade de volta atrás, a gestualidade fica registada e uma bonita impressão deve deixar ver o veio da madeira, límpido.

 

Quando transportamos esta técnica para o estacionário de casamento, criamos peças que são uma verdadeira jóia para os sentidos: tácteis e com uma identidade muito própria.

 

Quando escolhem esta técnica artística, onde estamos a criar uma obra de arte altamente pessoal, os noivos podem optar por uma impressão a uma ou mais cores, ou a seco (sem cor, apenas o relevo). A madeira deve ser escolhida em função do desenho e da forma de expressão de cada autor, sendo que as madeiras mais aconselhadas são as de árvores de fruto, como a cerejeira, por exemplo, madeiras duras que permitem um corte limpo, uma impressão clara, onde o veio da madeira se fará sentir.

 

A matriz que é criada para o convite pode ser pensada para ser aplicada nas outras peças do estacionário, como os votos, ou para criar uma edição ou série: um conjunto de imagens idênticas, obtidas pela impressão de uma única matriz.

 

Cada exemplar é numerado, a lápis, no canto esquerdo inferior com a fração x sobre y (x/y, onde x é o número daquele exemplar e y é o número total de exemplares impressos nessa série). À direita, de forma alinhada, é colocada a assinatura do autor.

Esta edição pode ser a vossa lembrança de casamento, surpreenderá os vossos convidados pela originalidade e delicadeza.

 

Tudo neste processo é um tesouro: a própria matriz, que ocupa o lugar de uma pequena escultura colorida e gasta pelo uso; as impressões, desde as provas de autor que ilustram o caminho apurado para a matriz finalizada, a impressão original, tal como criada, a número 1, que representa o pico de qualidade e autoria, até às sucessivas provas que completam a série.

 

As variantes coloridas, que desvendam as várias personalidades da gravura, e a prova seca, sem tinta, apenas o relevo delicado e táctil que desponta na textura do papel, a pureza do desenho e a alma do autor.

E a assinatura do artista, e o número limitado de cópias, que validarão sempre o quão especial e valioso foi para os noivos o mais bonito dos dias e as pessoas que com eles o partilharam.

 

Uma xilogravura será sempre uma obra de arte – e se fôr também o vosso convite de casamento, tantas histórias e memórias viverão na sua companhia, no vosso tempo e futuro que há de vir!

 

 

Este post foi originalmente publicado em A Pajarita.

Susana Pinto

A entrega das flores mais bonitas, por A Pajarita

Continuamos a partilhar o série “Preparar o caminho descomplicando-o“, criada pela Alexandra Barbosa, de A Pajarita, e publicada no seu site todas as semanas.

 

Hoje a Alexandra Barbosa fala-nos sobre como faz a entrega das suas bonitas flores: bouquets de noiva, corsages, flores de lapela.

 

A entrega das flores mais bonitas

O serviço principal do estúdio criativo A Pajarita é estacionário de casamento.

No entanto, como qualquer artista, também me interesso por outros materiais e meios para expressar a minha criatividade: todos os anos aceito um punhado de  projectos florais.

E como os adoro! Estes projectos fazem todo o sentido quando são criados no seguimento do estacionário que já desenhei. Criar um prolongamento desta linguagem é empolgante, dando seguimento ao conceito, às cores, às texturas e à história que estamos a contar, agora com elementos mais esculturais e naturais.

Gosto de ter tempo para os pensar, para encetar um diálogo entre diferentes peças, combinando, por vezes, o mais improvável, sempre de uma forma simples e sustentável.

E no meu processo de trabalho, tenho uma regra básica, os projectos aceites nunca podem coincidir. Não tenho a ambição de fazer dois projectos florais no mesmo dia, nem em dias seguidos. O tempo não pode ser escasso nem corrido, afinal o vosso dia só acontece uma única vez e devo-vos a dedicação máxima.

Para mim, cada elemento deve ser feito de significados, seja a flor de lapela, que reflecte a personalidade do noivo, ou o bouquet, que é a expressão do sonho da noiva.

 

Muitos dos espaços têm decoração floral incluída. Neste contexto, o meu papel no fornecimento de serviços florais restringe-se à decoração da igreja e aos detalhes pessoais: os bouquets, os toucados ou coroas, os cestinhos,  os porta-alianças, as pulseiras e as flores de lapela.

Tenho o meu próprio processo de trabalho e, por isso, é imprescindível explicá-lo aos casais que me pedem para florir os seus dias mais bonitos.

Uma das minha preocupações é fazer todos os elementos florais o mais próximo possível do momento de entrega. Quanto mais frescas as flores estiverem, mais tempo vão durar. Nada deve ser apenas para aquele dia, gosto de pensar que terão uma segunda vida, alegrando um cantinho na vossa casa ou na casa dos vossos convidados. Como faço poucos projectos, tenho a possibilidade de optar por projectos que me aportem mais liberdade criativa, deixando de lado projecto com o qual não me identifico.

 

Como  e quando?

As flores chegam na véspera da data, frescas e radiantes, em pleno esplendor. De imediato, são colocadas em água e limpos os espinhos e as folhas que não serão necessárias.

Dependendo dos elementos a realizar e do volume de trabalho que tenho pela frente, calculo o momento ideal para começar a criar.

Marcamos antecipadamente uma hora para a entrega, sei que alguém me esperará abrindo-me a a porta e indicando os copos, jarras ou mesmo frascos com dois dedos de água fresca que pedi para estarem preparados para a minha chegada.

Mais do que manter as flores hidratadas, servem para evitar a quebra ou marca de pétalas, essas marcas, para mim, feias e acastanhadas. Cada flor foi escolhida por estar perfeita, cada pétala no seu esplendor, nada valeria a pena se pousássemos os ramo sobre o seu próprio peso.

 

Tenho um estilo generoso, o meu favorito nos ramos de noiva, cheio de flores e com pouca folhagem, só mesmo a indispensável, que faça – e quando faça – sentido.

Todos os detalhes florais com flores frescas são entregues em mão no dia do casamento, e eu estou sempre presente. Não prescindo de cumprir o meu papel até ao fim, gosto de rectificar se está tudo perfeito na acto da entrega. E, claro, não podia perder a primeira reacção, a primeira troca de olhares com a noiva ao receber o bouquet com que sonhou.

 

Tenho o mesmo cuidado com as flores de lapela, e disponibilizo-me sempre para as colocar, quando as entrego. Assim tenho a certeza que não rodaram ao sabor da festa e se manterão sobre o coração palpitante do noivo, do seu pai, padrinho ou amigo.

Se os casacos não estiverem disponíveis, demonstro sempre como devem ser colocadas as flores de lapela e certifico-me que ficam colocadas em água, à espera do seu momento.

Os restantes elementos que pela sua natureza estrutural não podem ser colocados em água como o porta-alianças, as pulseiras, as coroas de flores ou os tocados, devem permanecer à sombra, num local fresco e resguardado de mexidas e encontrões.

 

No caso da decoração floral da cerimónia, seja ela religiosa ou civil, os arranjos são todos preparados e iniciados no nosso atelier e transportados e finalizados no local, de forma a mantermos a limpeza e organização locais, mas não só – esta forma de trabalhar permite-nos afinar, da melhor forma, todas as peças que criámos em estúdio, quando colocadas no seu sítio final. Acrescentamos ou removemos volume, completamos o que possa faltar e retiramos o que possa estar a mais, para que no fim, quando olhamos, tudo esteja em perfeita harmonia!

E como o trabalho bonito não merece ser abandonado, todos os arranjos e flores que os noivos não ofereçam ao espaço, como as flores usadas para marcar as filas dos bancos, são distribuídas à saída da igreja pelos convidados enquanto todos se cumprimentam.

O mesmo faço quando decoramos a festa. Para evitar stress adicional para o espaço, naquelas horas contadas de montagem, com entradas e saídas de pessoas, cargas e descargas de material e um sem número de solicitações à equipa proprietária, levamos o máximo do trabalho feito no nosso atelier e finalizo apenas no local.

Há sempre uma flor que gostamos que esteja colocada de forma mais longa ou um ramo que descanse sobre a mesa, é imprescindível finalizarmos estes detalhes no próprio local. E tal como mencionámos acima, há sempre um ajuste entre o que idealizámos no estúdio e a posição de destaque que as flores têm na posição final que ocupam, já rodeadas dos outros elementos que as acompanham e no ambiente final do  espaço: estamos preparados para isso e a magia acontece mesmo no último toque.

No final da festa, gosto de recolher as flores usadas na decoração e oferecer a todas as convidadas um pequeno ramo, à despedida, para que a festa, com o seu perfume e beleza,  continue.

 

Quando trabalhamos com flores desidratadas em vez de flores frescas, para além da entrega em mão, podemos também enviá-las por transportadora – esta decisão irá depender da especificidade do projecto e da sua estabilidade. Se forem detalhes pequenos como um toucado ou flor de lapela, os riscos de um envio são mínimos e o nosso cuidado no embalamento é extremo, mas se forem arranjos mais delicados e irregulares na sua forma, continuo a preferir entregar em mão para garantir que chegam com a sua delicadeza e construção intactas, tal como foram imaginados e criados.

 

Preservar o que resiste ao grande dia

Depois da festa, as flores que se mantém em perfeito estado de conservação são muitas, demasiadas até para uma única casa! Só quem monta e desmonta decorações de casamento sabe o quanto nos parte o coração a ideia de as desperdiçar, por falta de quem as possa recolher.

A solução e conselho que damos com mais frequência é distribuí-las pelos convidados, dando-lhes uma segunda função e vida depois de embelezarem o vosso dia. Levem-nas para casa, troquem a água com frequência (e aparem os pés, sempre na diagonal), e terão flores bonitas durante uma ou duas semanas.

Algumas das espécies são facilmente desidratadas, como as rosas Santa Teresinha, o vivaz, o eucalipto (tudo o que não seja “carnudo”, como ranúnculos, túlipas, etc.).  Basta que coloquem as flores com o caule para cima numa zona seca, arejada e com pouca luz, como uma garagem, e deixem que sequem naturalmente. As cores irão alterar-se naturalmente, mas as memórias e a beleza natural da sua forma e selecção permanecerão.

 

Despeço-me deixando um conselho: não deixem nada ao acaso, mostrem as vossas escolhas ao fornecedor a quem confiaram a criação dos vossos elementos florais e estabeleçam um diálogo qualitativo. Conversem sobre o que gostam, espécies, formatos, estilos, tamanhos e alinhem os vossos desejos com o conhecimento técnico de um bom profissional.

As flores devem seguir a linha que traçaram para o vosso dia, e o conselho profissional guiará as escolhas certas. Quem trabalha com flores saberá as espécies e formatos certos, as dimensões e os estilos que fazem o par perfeito com o vestido, a escala certa das flores de lapela para determinado estilo de casaco, as espécies que resistirão melhor sem água para o toucado e a pulseira, e todos os pequenos grandes detalhes, que parecendo invisíveis ou menos importantes, somam para o resultado final mágico: o vosso dia mais bonito!

 

 

Este post foi originalmente publicado em A Pajarita.

Susana Pinto

Como entregar os convites de casamento, por A Pajarita

Continuamos a partilhar o série “Preparar o caminho descomplicando-o“, criada pela Alexandra Barbosa, de A Pajarita, e publicada no seu site todas as semanas.

 

Hoje a Alexandra Barbosa fala-nos sobre como entregar os convites de casamento, que tem mais especificidades e desafios do que possa parecer!

 

O sim foi dito, o dia está marcado e estão em pulgas porque os vossos convites bonitos acabaram de chegar.  Ansiosos por ver a reacção dos vossos convidados, vamos planear a sua entrega.

Peguem na vossa lista de convidados, a partir da qual fizeram as vossas contas e encomenda, e vamos lá.

 

A tradição manda entregar os convites de casamento em mão. Temos oportunidade de rever as pessoas, ver as suas caras ao abrir os envelopes e receber aquele primeiro abraço entusiasmado.

Mas com uma lista grande de convites para entregar (umas boas dezenas), convém ter um plano eficaz.

Se a entrega é manual, façam uma lista por ordem de distribuição, até para organizarem o vosso tempo livre com combinações que se calhar incluem almoços de família e deslocações. Se a vossa família é muito tradicional, os pais de ambos deverão ser os primeiros a receber os convites, seguindo-se os familiares mais próximos e assim, sucessivamente, até ao convidado mais formal.

Se a vossa família é mais descontraída e informal, dividir a lista de convidados por áreas geográficas ou de residência é a melhor opção.

 

como endereçar os convites de casamento como fechar os convites de casamento

A entrega não precisa de ser individualizada:  podem ir de casa em casa ou organizar um jantar de família e de amigos, entregando os convites aos diferentes convidados, em simultâneo, o que vos simplifica a logística. Dependendo do número de convidados, esta tarefa pode ser mais ou menos longa e a ideia de um almoço ou jantar é óptima para grupos muito grandes.

Ir de casa em casa irá ocupar-vos alguns fins-de-semana, por isso é importante gerir o tempo livre e planear um roteiro generoso. Avisem os vossos convidados que os irão visitar, para serem esperados e não fazerem uma deslocação em vão. Gentilmente, expliquem que estão a fazer a entrega dos convites de casamento e, por isso, a visita é mais curta do que desejariam. Eles vão compreender e adorar a consideração do gesto.

 

Muitos casais confidenciam-me, sobretudo os que planeiam uma festa com muitos convidados, que é uma tarefa menos prazerosa, com muitas deslocações e intermináveis fins-de-semana dedicados às entregas. Não se trata de não gostar de visitar a família e os amigos, mas esta é uma fase em que o tempo livre é escasso e há inúmeras tarefas, solicitações e decisões, muitos nervos, enquanto a vida pessoal e profissional continuam a acontecer.

Se não têm muita disponibilidade ou trabalham ao fim-de-semana, podem optar por enviar os vossos convites por correio.

Pode ser apenas para os familiares e amigos que estão longe ou para todos os convidados. Neste cenário, não se esqueçam de contemplar os custos de envio no vosso orçamento.
O valor dos portes irá variar pouco consoante as vossas escolhas: peso, dimensões do envelope do convite e serviço de envio.

 

A normalização

Se decidirem entregar os convites de casamento atraavés dos CTT, devem ter em conta algumas caractristicas para evitar escolhas que pesem demasiado no vosso orçamento. O ideal é que tenham tomado esta decisão antecipadamente e a tenham partilhado com o vosso designer de convites.

Há essencialmente dois factores que fazem diferença: a cor e o formato do envelope. E como em tudo, a normalização é sempre mais barata do que a singularidade.

 

O envio de um envelope em papel branco ou de cor pálida e sem brilho é mais barato do que um envelope escuro, translúcido ou com cores fortes.

Os  tamanhos normalizados mais recomendados são o DL (11x22cm), o DP (12×17,6cm) e o C5 (16,2×22,9cm). Se o vosso envelope bonito foge destas dimensões, considerem colocá-lo num segundo envelope, normalíssimo. Assim garantem também que chegará limpo, sem marcas,  impecável e protegido, além de que acabam por gastar menos (os envelopes normalizados são processados automaticamente, enquanto que os não normalizados são processados manualmente). No site dos CTT encontram as várias opções de normalização.

 

envelopes para convites de casamento

O fecho do envelope

Como dissemos acima, a opção de usar um segundo envelope é uma óptima solução para proteger o convite original. Isto faz sentido, sobretudo quando há papéis mais sensíveis, acabamentos delicados e com requinte, ou volume. Ao investirem num fecho de envelope bem bonito, como o lacre, flores secas ou um laço de fita, vão querer que o vosso convite chegue aos seus destinatários tal como saiu das vossas mãos. Neste caso, aconselho que enviem o convite com um segundo envelope ou numa caixinha para evitar que se danifique.

 

Endereçar o convite

Os envelopes podem ser endereçados manualmente, impressos com o mesmo tipo de letra do convite (tenham em atenção a sua legibilidade, não o queremos devolvido!) ou etiquetados.
se este trabalho é feito por vocês, peçam ao vosso fornecedor uma pequena reserva (mais ou menos uma dezena) de envelopes a mais, para os acidentes que possam acontecer.

Nunca se esqueçam de colocar a vossa morada no remetente (por causa das devoluções) e certifiquem-se de que todas as moradas dos destinatários estão actualizadas, correctamente escritas e com o código postal completo. É uma trabalheira, mas com tanto mimo depositado neste singelo objecto que conta o início da vossa história, queremos garantir o sucesso total!

 

Usar selos personalizados

Num envelope tão bonito, ou que contenha um convite tão delicado, não vamos querer usar aqueles selos brancos que saiem da máquina ao balcão, onde a única coisa que se vê é o valor, certo?

Podem explorar os catálogos de selos e escolher uma das coleções, que combine até com as cores que estão a usar, ou um tema que tenha a ver convosco (os Correios Portugueses têm selos absolutamente lindos, muitos deles de artistas, designers e fotógrafos).

Mas se forem fãs da personalização, saibam que podem optar por personalizar os vossos selos e, assim, combinar toda a vossa linha gráfica.

 

como entegar os convites de casamento

O prazo de entrega

Ao entregar os convites de casamento, tenham em atenção o modo como o vão fazer e o tempo que vão demorar neste processo (um mês tem quatro fins-de-semana, o que dá, por exemplo, para 100 convidados, um compromisso de entrega de 25 exemplares de cada vez… já estão a ver o cenário, certo?)

Os convites devem ser entregues com seis meses de antecedência, no entanto, se têm familiares que viajam de longe, alarguem este prazo para um ano. Lembrem-se que esses convidados vão precisar de tempo para procurar voos, alojamento e marcar férias para esta ocasião, a antecedência será uma grande ajuda, e a mesma lógica aplica-se aos noivos que queiram casar for a da sua região ou no estrangeiro.

Com a entrega feita, em mão ou à distância, vão absorver as reacções dos vossos convidados e acredito que ficarão de coração cheio a aguardar as confirmações.

 

As confirmações

As resposta são muito ansiadas, e muitos familiares até as tomam como garantidas.

Para evitar equívocos e facilitar o vosso planeamento (têm de confirmar os números com o espaço, o serviço de catering, a decoração e passar a lista final ao vosso designer de estacionário), um mês antes da data do vosso dia tão desejado, entrem em contacto com todos os convidados que não deram uma resposta clara.

 

Não se sintam constrangidos com esta acção, façam um telefonema simpático e confirmem se os vossos convidados receberam o convite (caso o tenham enviado por correio) e se vos darão o prazer de estarem presentes no grande dia. A falta de resposta não é sinónimo de falta de interesse, não fiquem desconcertados.

Há sempre quem se tenha distraído com o tempo da resposta, quem só se consiga organizar e tomar uma decisão mais próximo da data ou quem tenha algum constrangimento, não possa ir e não saiba como vos dar a notícia.

 

Este post foi originalmente publicado em A Pajarita.

Susana Pinto

O processo criativo de um convite de casamento, com A Pajarita

Continuamos a partilhar o série “Preparar o caminho descomplicando-o“, criada pela Alexandra Barbosa, de A Pajarita, e publicada no seu site todas as semanas.

 

Hoje a Alexandra Barbosa fala-nos sobre o processo criativo de A Pajarita.

 

O processo criativo é o caminho que o artista faz para gerar uma ideia que responde à questão que tem em mãos. Para quem não trabalha com ideias e criatividade, pode parecer algo mágico – “como é que se foram lembrar disto?”, mas para nós, artistas, exige disciplina, estudo e muito trabalho, ainda que uma grande parte deste processo aconteça internamente, dentro da nossa cabeça.

Hoje vou-vos falar do meu processo criativo, do primeiro ao último passo de um caminho sempre feito em conjunto com os noivos, de forma a criar o estacionário com que tanto sonharam.

 

Tudo começa com uma boa conversa: sentamo-nos em redor de uma mesa redonda, física ou virtual. E não é por acaso que esta mesa é mesmo redonda, é um lugar de partilha onde descubro os vossos gostos, as vossas cores preferidas, a vossa história, o que são como indivíduos e o que é a soma dos dois.

Esta partilha gera e reúne a matéria prima com que irei trabalhar, a essência na qual me debruçarei para melhor vos representar no desenvolvimento do vosso estacionário.

 

É muito importante que me falem de vós, mesmo que timidamente. E não se preocupem com o tempo que demoram, é indispensável conhecer-vos e este momento é dedicado, de forma muito presente e intencional, a isso. Se eu não vos conhecer, a cada um, e ao que são como casal, como poderei captar a vossa identidade e fazer com que se reflicta no vosso convite e em todo o estacionário?

 

Convites de casamento A Pajarita Convites de casamento A Pajarita Convites de casamento A Pajarita

Durante esta conversa, vou-vos mostrar uma selecção de trabalhos do meu portefólio.

São peças desenvolvidas para clientes anteriores, onde posso exemplificar as diferentes técnicas e acabamentos que apliquei. Não quero que os vejam como maquetas para o vosso convite, mas apenas uma demonstração técnica e visual daquilo que sei fazer e é a assinatura criativa A Pajarita.

O papel é a matéria prima de base. Há muitas variações, na gramagem, no toque, na suavidade, naquilo que os especialista chamam de “mão”: a nossa relação táctil com a matéria, o peso, a textura e as sensações que transmite.

 

Numa primeira impressão, e à vista, os papéis podem ser muito semelhantes mas, para os amantes de papel como eu, é o toque que desvenda a sua essência, de que é feito e como é feito.

Depois de escolhermos a base de trabalho com tanto carinho e cuidado, vou falar-vos sobre as diferentes técnicas de impressão que uso: da impressão fine art (a única que usamos) às técnicas, manuais e artísticas, como a pintura, o desenho ou a xilogravura.

Ao exemplificar esta opções, vou percebendo com que opções mais se identificam, o que vos deixa os olhos a brilhar e o que se enquadra no vosso orçamento.

 

Nesta altura já temos a base definida, o formato e dimensões, as técnicas a aplicar, a paleta de cores seleccionada e a vossa essência.

Está na hora de nos despedirmos, um caloroso “até breve” separa-nos até ao meu próximo contacto.

 

Convites de casamento A Pajarita Convites de casamento A Pajarita Convites de casamento A Pajarita

O próximo contacto acontece com o envio de um orçamento detalhado com as decisões que tomámos como opção ou opções ideais. Não inclui uma proposta criativa.

Agradeço-vos que ponderem, comparem e escolham o profissional com que mais de identificam, caso tenham feito vários contactos, e façam esta avaliação tendo em conta todos os factores e componentes do serviço, não apenas o valor final.

Com a vossa escolha feita, não deixem de enviar um email curto e simpático aos outros fornecedores contactados mas não escolhidos, a avisá-los disso mesmo. Estes fornecedores dedicaram tempo a receber-vos, a pensar numa proposta que fosse a vossa cara e a preparar um orçamento, sem custos. Merecem igual tempo e atenção do vosso lado, e esta tarefa não levará mais do que 5 minutos!

 

O tempo é um bem precioso e só o dedico aos noivos que confiarem no meu trabalho. Também as minhas ideias e criatividade são o meu trabalho e valor, por isso não desenvolvo propostas criativas sem um compromisso mútuo. Se me confiarem a responsabilidade de criar o estacionário do vosso casamento, após a adjudicação ou a activação da encomenda, porei mãos à obra, com entusiasmo.

Vou reflectir, esboçar e apresentar-vos a solução que encontrei, e que para mim, melhor vos representa.

A essa proposta vamos juntar o vosso parecer e sugestões, e fazer as alterações necessárias.

 

Quando chegamos à solução final, chegou a hora de sentir o que projectamos. Como apenas trabalho com os meios à disposição no meu atelier, faço sempre um primeiro exemplar da versão final para os noivos verem fisicamente o resultado final, uma espécie de prova que serve de referência, de prova-modelo. Poderão ver de perto, mexer, sentir a tal “mão” de que falámos.

Se tudo se encontrar como o perspectivado, com as devidas revisões feitas, passo à produção dos exemplares que me encomendaram.

 

Quando existem mais peças para o mesmo projecto ou evento, o processo criativo continua, sendo feitas imagens que estão alinhadas com a estética já iniciada. Retomamos o rumo, passo a passo, partindo do que foi definido no processo de aprovação, mas sem nos fecharmos num motivo ou desenho inicial. Deixamos que tudo flua e adaptamos o desenho gráfico às diferentes peças, com diferentes funções, dimensões e conteúdos. Não precisa de ser tudo igual, mas sim tudo da mesma família.

 

Convites de casamento A Pajarita Convites de casamento A Pajarita Convites de casamento A Pajarita

Para finalizar, deixo-vos um conselho fundamental: nunca tenham medo de conversar sobre o orçamento que têm disponível. Não faço juízos de valor sobre as vossas escolhas e bolso, e quero, acima de tudo, proporcionar-vos o melhor serviço e produto, estou do vosso lado! Muitas vezes este tema é evitado ou tratado como tabu, e isso só gera desconforto e soluções menos felizes.

Saber o vosso plafond não vos vai prejudicar, muito pelo contrário, vai facilitar a apresentação de propostas ou soluções mais concretas e tendo em conta os vossos objectivos, respeitando o meu trabalho e sem prejudicar a estética que escolheremos, juntos.

 

As imagens bonitas do processo criativo da Alexandra Barbosa são do Hugo Esteves Photography.

 

Este post foi originalmente publicado em A Pajarita.

Susana Pinto

Molde Design Weddings: novo portefólio

Eu e a Joana Duarte, da Molde Design Weddings, conhecemo-nos há seguramente uma década!

Começámos por ser, e fomos muito tempo, concorrentes directas, como designers de convites de casamento, sempre com uma imensa admiração mútua sobre o trabalho feito e forma de estar no mercado.

 

A Joana Duarte é uma designer at heart: isto significa que tem uma sensibilidade e talento para criar objectos bonitos, bem pensados, onde a forma acompanha a função. Escolhe fontes, ilustrações, espaçamentos, paginação, cores e alinhamentos como quem respira, com a mesma leveza e com a mesma elegância. E o trabalho que faz, sejam logotipos comerciais ou estacionário completo para casamento, tem crescido e ganho asas, num caminho apurado, sustentado e com resultados tão bonitos.

 

Convido-vos a espreitar a novíssima galeria de convites de casamento da Molde Design Weddings, que é magnífica. Há aqui tipografia linda, papéis bonitos e lacres lindos com florinhas secas e muitos detalhes para suspirar. E saibam que todos estes convites são originais e únicos, porque a Molde Design Weddings desenha tudo de raiz para os seus noivos!

 

Convites de casamento Molde Design Weddings Convites de casamento Molde Design Weddings

Tudo lindinho e delicado, mas não achem que os convites de casamento da Molde Design Weddings são todos assim etéreos e muito românticos. As capacidades criativas e o imaginário da Joana são enormes e se a vossa vontade é algo mais clean e sofisticado, ou mais artístico, ou com uma ilustração personalizada, ou até outro tipo de trabalho, façam uma marcação e sentem-se à conversa com a Joana Duarte.

No entretanto, vão espreitar a nova galeria, cheia de coisas bem bonitas! Estão prontos para escolher?

 

Não deixem de acompanhar os nossos posts sobre o trabalho da Molde Design Weddings e falem com a Joana Duarte, através do formulário de contacto.

Ela está à vossa espera para criar detalhes bonitos – a condizer com os seus noivos!

Susana Pinto

Estacionário de casamento: uma ode às flores em tons de lilás

Há pouco mostrámos o feliz casamento da Susie + João, para quem A Pajarita fez flores e flores: inúmeros bouquets, para a noiva e as suas meninas, flores de lapela para o noivo e sua entourage, cestinhos para as meninas das alianças e pulseiras floridas.

 

As cores que a Susie escolheu, são as suas favoritas: lilás e roxo, com uma pincelada de rosa, e foi com essa ideia que se sentou com a Alexandra Barbosa, para conversarem sobre o estacionário de casamento.

Papel artesanal, ilustração em aguarela e desenho a traço foram as escolhas criativas da Alexandra, que criou um bonito convite em forma de envelope com bolsa e peças soltas, que fecha com lacre e flores desidratadas – muito tendência do momento.

O resultado é delicado, elegante e muito bonito. Melhor que tudo isso, o resultado é a cara da Susie e João, e o espelho da festa que planearam – como puderam ver no post anterior. Reflecte o ambiente elegante, a alegria e a importância que as flores e esta paleta de cor iriam ter no dia. E é mesmo assim que tudo isto deve funcionar!

 

Estacionário de casamento com flores lilás - A Pajarita Estacionário de casamento com flores lilás - A Pajarita Estacionário de casamento com flores lilás - A Pajarita Estacionário de casamento com flores lilás - A Pajarita Estacionário de casamento com flores lilás - A Pajarita

Passem pela ficha de fornecedor de A Pajarita, e espreitem a galeria, recentemente actualizada. Entrem em contacto com a Alexandra Barbosa, através do formulário – ela vai gostar muito de vos conhecer e está pronta para vos desenhar um estacionário de casamento tão bonito como este!

Susana Pinto

A Pajarita: estacionário com vista para o mar e para a história

Quando temos dois engenheiros navais a casar no Algarve, na Pousada de Sagres, perto da Fortaleza, é inevitável que o tema seja ligado ao mar, certo?

 

A Alexandra Barbosa, que assina como A Pajarita, pegou na inspiração dos noivos – Os Descobrimentos -, e criou um estacionário elegante, sofisticado, sem ser literal ao tema. O resultado é perfeito e muito bonito.

 

Conta-nos a Alexandra:

“A Sara e o Carlos imaginaram um convite com o desenho da Fortaleza de Sagres, esse lugar mítico na História de Portugal e dos Descobrimentos. Procuraram com afinco, mas sem qualquer resultado que fosse minimamente próximo do que tinham em mente.

 

Eu sugeri-lhes fazer uma ilustração original, em desenho à mão livre, e foi essa imagem que usámos, impressa em papel fine art, com as arestas pintadas à mão com tinta dourada. O envelope, feito manualmente no mesmo papel, fechava com um selo de lacre com a cruz naval.

Desenvolvemos, de seguida, os menus, marcadores de lugar e seating plan, mantendo a linha gráfica e os materiais.

 

O resultado, para este casamento que aconteceu em Dezembro, num glorioso dia de sol que o Algarve insiste em oferecer-nos, foi perfeito: simples, elegante e um reflexo dos noivos!”

 

Casamento na Pousada de Sagres

Estacionário de casamento inspirado nos Descobrimentos, por A Pajarita Casamento na Pousada de Sagres Sapatos de noiva cor de marfim para casamento de Inverno na Pousada de Sagres Casamento na Pousada de Sagres Casamento na Pousada de Sagres Estacionário de casamento inspirado nos Descobrimentos, criado por A Pajarita Casamento na Pousada de Sagres, inspirado nos Descobrimentos. Casamento na Pousada de Sagres, inspirado nos Descobrimentos. Casamento na Pousada de Sagres, inspirado nos Descobrimentos. Estacionário de casamento inspirado nos Descobrimentos, criado por A Pajarita Estacionário de casamento inspirado nos Descobrimentos, criado por A Pajarita Estacionário de casamento inspirado nos Descobrimentos, criado por A Pajarita Casamento na Pousada de Sagres, inspirado nos Descobrimentos. Casamento na Pousada de Sagres, inspirado nos Descobrimentos. Casamento na Pousada de Sagres, inspirado nos Descobrimentos.

Que vestido bonito, este (e os sapatinhos…!): é muito sofisticado, mas ao mesmo tempo singelo – um clássico intemporal, portanto, e o estacionário desenhado por A Pajarita é o complemento perfeito, mantendo um diálogo discreto de elegância rica e escolhas intencionais.

 

Gosto muito!

 

As fotografias são de Luís Jorge Photography, um simpático (e talentoso) rapaz algarvio.

 

Acompanhem o trabalho bonito de A Pajarita, a marca da Alexandra Barbosa, e não deixem de visitar a sua galeria cheia de trabalho bonito que actualizámos recentemente.
Apesar de estarmos a atravessar momentos inimagináveis, pode também ser o momento para iniciar conversas mais longas e planear trabalho bonito, que ao ser feito à mão, peça à peça, exige outro compasso. Partilharmos mensagens de apreço, mesmo que seja só essa a razão do contacto, torna os nossos dias mais leves e luminosos.