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Susana Pinto

Dicas para casar: como escolher os profissionais de fotografia e vídeo?

Hoje continuamos a nossa série de dicas para casar, e vamos falar sobre as imagens que ficam, essa memória para as gerações futuras.

 

A fotografia e o vídeo registam o mais bonito dos dias e a escolha dos seus guardiões deve ser feita com ponderação. Percebe-se porquê: as imagens que daí resultarem serão as memórias palpáveis que ficarão para reviver o dia, ano após ano, para partilhar com gerações futuras, para construir a história da vossa família e poder contá-la a quem não tenha assistido a todos os episódios.

Quando decidem o vosso orçamento e contemplam todos os detalhes com que sonharam para um dia tão bonito e especial, é natural que os queiram guardar e relembrar também nas imagens que ficarão. Recomendamos, então, que escolham com o coração e a razão.

 

E como escolher os profissionais de fotografia e vídeo para o vosso casamento?

Temos um mercado bem recheado de óptimos profissionais e com uma certa amplitude de preços: há estilos e serviços para todos os bolsos e personalidades. As nossas listas de fornecedores seleccionados de fotografia e video contam com mais de quarenta profissionais com trabalho bonito, e convido-vos desde já a percorrer estas galerias feitas de sorrisos, lágrimas, abraços e gente bonita, porque quando estamos felizes, irradiamos amor.

 

Fotografia de casamento no Porto: Lounge Fotografia Fotografia de casamento no Porto: Lounge Fotografia Fotografia de casamento no Porto: Lounge Fotografia

Pedimos ajuda ao Luís Mateus e à Marta Barata, da Lounge Fotografia,  para este diálogo de bons conselhos.

 

Começamos com a antecedência: os melhores profissionais são, naturalmente, os mais concorridos, e no caso dos fornecedores cujo serviço implica a sua presença no dia do casamento, isso significa que quem confirma a data primeiro, fica servido.

O ideal é iniciar esta busca com bastante antecedência, na sequência que já falámos antes – depois do sim, fazem-se as contas, esclarecem-se as legalidades da cerimónia, se religiosa ou civil, procura-se o espaço e a sua decoração e segue-se a fotografia e o vídeo.

Seis meses é um bom timming, mas se a vossa data é um dos fins-de-semana mais cobiçados do ano, como o primeiro de Setembro, um ano dá-vos mais folga para escolher. Comecem por analisar os vossos sites de referência com descontracção. Vão listando os nomes que vos agradam e tomem notas para cada um deles. Lembrem-se de que a palavra-chave aqui é afunilar, por isso qualquer coisa que vos desagrade deve empurrar o nome correspondente para o fim da lista.

 

A Lounge diz-nos que «muitas vezes as pessoas acham que os fotógrafos são todos iguais, e não são! Há estilos muito próprios, posturas diferentes, níveis de experiência diferentes e ofertas diferentes.»

Consultem os trabalhos dos vossos favoritos online e façam uma lista de preferências, peguem nos cinco primeiros nomes de fotografia e de vídeo e ponham de lado os restantes. Contactem o top 3 – com um email personalizado, simpático e já com informação relevante, para agilizar o processo. As respostas que receberem vão ajudar a fazer escolhas, e, a seguir, é o momento de agendar reuniões presenciais.

 

Fotografia de casamento no Porto: Lounge Fotografia Fotografia de casamento no Porto: Lounge Fotografia Fotografia de casamento no Porto: Lounge Fotografia

Estes encontros presenciais servem para afinar a empatia – ou existe ou nem por isso, eventualmente pode ser conquistada. Levem uma lista de assuntos essenciais convosco, e atentem nestas recomendações da Lounge Fotografia:

 

1. consultem dois ou três álbuns ou galerias completas: há uma grande diferença entre uma dúzia de fotografias editadas para brilhar num site ou numa publicação, e o registo completo do vosso dia;

2. clarifiquem em que consiste exactamente o serviço (o que inclui, em termos de produtos, e quem o executa) e o respectivo preço;

3. definam de forma clara os prazos de entrega dos vários produtos (preview, galerias, fotografias em papel, álbuns, etc.);

4. consultem o contrato de prestação de serviços e certifiquem-se de que é equilibrado para ambas as partes;

5. acertem preferências e necessidades: listem as fotografias ou pessoas que não podem faltar e nomeiem um mestre de cerimónias da vossa confiança (um irmão, uma madrinha) que, no dia, ajudará os fotógrafos e videógrafos a encontrá-las para as fotografias solicitadas, sem que tenham que ser vocês a preocupar-se com isso;

6. definam os graus de interferência no dia que são confortáveis para ambas as partes (pausas para sessões a dois, fotografias de grupo, etc.);

 

Se acham que se identificam com o trabalho apresentado mas resta ainda alguma dúvida, ou o vosso desconforto perante a fotografia está muito presente, agendem uma sessão de noivado. É a melhor ocasião para quebrar o gelo e verem a forma de estar dos fotógrafos/videógrafos: se são descontraídos, afáveis, divertidos, se vos fazem rir, se vos dirigem muito ou pouco.

Estas sessões prévias são um factor muito importante neste processo. Mesmo que já tenham decidido, não saltem essa parte. Para além de serem memórias acrescidas, é uma oportunidade de ouro para interagirem com os fotógrafos e videógrafos que estarão encarregues de registar o dia do vosso casamento. Ganha-se à vontade e descontracção, que serão essenciais no grande dia; afinam-se vontades e expectativas; e, de repente, já vocês tratam as câmaras por tu e já elas vos conhecem de cor, de modo que tudo flui com muito mais naturalidade.

 

Fotografia de casamento no Porto: Lounge Fotografia Fotografia de casamento no Porto: Lounge Fotografia Fotografia de casamento no Porto: Lounge Fotografia

Este é o vosso dia. Gravem-no nos sentidos, da forma mais doce; e em imagens, da forma mais profissional.

 

Analisem a oferta com antecedência e, na hora do aperto de mão, não descurem o contrato – leiam e confirmem cada detalhe. Desistam de quem não vos responde em tempo útil, ou o faz de modo pouco profissional, evasivo ou invasivo – e confiem no vosso instinto, dêem relevância à empatia, já que no dia do casamento vocês vão precisar de sentir que estão todos na mesma equipa. Certifiquem-se de que o profissional que estará presente no vosso casamento é mesmo aquele que vocês preferem, quando se trata de empresas com equipas grandes. Confiem nas dicas dos profissionais mas não se esqueçam de que a última palavra tem que ser a vossa. Se sentirem que de lado de lá vos estão a puxar para uma direcção que vai contra a vossa natureza, acreditem, não vai correr bem e será visível no resultado. A qualidade do trabalho dos fotógrafos e videógrafos que vocês escolherem deve ser, claro, um argumento de topo; mas valorizem igualmente a qualidade humana do atendimento. Se se sentirem acarinhados, certamente que o vosso casamento será filmado e fotografado na mesma medida.

Posto isto, a palavra final é… descontraiam! Sim, é possível. Vivam o vosso dia plenamente, sintam cada instante, saboreiem cada emoção, cada gargalhada. E depois deleitem-se com as imagens.

 

Equipados com toda esta informação, comecem já a pôr em prática as nossas dicas para casar, passando a pente fino a nossa selecção de fornecedores de fotografia e de vídeo. Têm algum trabalho pela frente, é verdade: mas o resultado final será garantidamente espectacular.

 

Estas imagens bonitas são da dupla Lounge Fotografia: relatam o mais bonito dos dias da Ariana + Bruno, que publicámos aqui. Espreitem esta festa tão bonita (e este vestidaço, que é uma blusa e uma saia, da Ariana!).

Se gostarem tanto quanto nós, não deixem de passar pela ficha de fornecedor da Lounge Fotografia, visitar a galeria e entrar em contacto com o Luís Mateus através do formulário. Vão gostar de os conhecer, temos a certeza!

 

Sobram dúvidas? Falem connosco, têm a caixa dos comentários inteiramente à vossa disposição. E não deixem de acompanhar todas as dicas para casar que vamos publicando, sempre à segunda-feira.

Susana Pinto

Dicas para casar: como escolher a decoração do casamento

Nas nossas dicas para casar, todas as segundas-feiras, temos falado, de forma vagamente cronológica, dos vários assuntos relevantes para quem vai casar.

Depois de uma mão cheia de boas sugestões para encontrar o espaço ideal, hoje falamos do seu complemento: a decoração do casamento.

 

Ora a decoração de casamento é sempre um assunto pouco compreendido como tendo direito a existência e autonomia próprias. Vamos lá esclarecer alguns mitos!

Um decorador não é um wedding planner, um wedding planner não é um decorador. Uma quinta pode ter decoração incluída, mas raramente isso é um serviço de decoração. Um conjunto de centros de mesa e umas florinhas ali no canto não substituem o serviço de um decorador.

 

Então o que é, afinal, a decoração de um casamento?

A decoração de um casamento é a criação de um ambiente.

Quando se contrata um decorador, contrata-se mais do que apenas o serviço de execução e a logística; são ideias, conceitos e criatividade, é experiência, é conhecimento e capacidade de execução para vos levar do ponto A (um espaço “qualquer”) ao ponto B (um dia mágico), de modo feliz e eficaz.

 

Seja qual for o ambiente e o tipo de espaço escolhido, contratar um profissional é fundamental: a decoração está presente em todos os detalhes e cenários, cria um ambiente, define dinâmicas e deixa toda a gente feliz.

Um bom profissional olha para o espaço que escolheram como uma tela em branco e tem a capacidade de o transformar no cenário com que sonham. Vai pensar nos vários momentos do dia, vai criar espaços de lounge, vai estar atento ao sol e às sombras, aos detalhes de construção menos bonitos e a forma de os fazer desaparecer do olhar, vai descobrir recantos com graça e vesti-los para que fiquem ainda mais especiais, vai definir dinâmicas de circulação dos convidados, vai acentuar o que é bestial e tirar o foco ao que está menos bem.

Vai criar um ambiente e com isso uma história: a vossa história!

 

Decoração para clássica para um casamento ao ar livre no Porto com assinatura de Susana Abreu, da Inspirarte. Decoração para clássica para um casamento ao ar livre no Porto com assinatura de Susana Abreu, da Inspirarte. Decoração para clássica para um casamento ao ar livre no Porto com assinatura de Susana Abreu, da Inspirarte.

Agora que as diferenças ficaram mais claras, podem ter chegado a várias conclusões diferentes, todas elas correctas: a oferta disponibilizada pelo espaço agrada-vos (na sua forma e preço) e não precisam de um decorador; o espaço é muito espectacular e não pede nada extra, vale por si; o espaço é perfeito, mas não inclui nada para além disso mesmo; o espaço é óptimo (e até tem alguma oferta decorativa), mas têm em mente algo específico e precisam de ajuda profissional.

 

Se chegaram a uma das duas últimas conclusões, então está na altura de encontrar o decorador do vosso casamento!

Avaliar o portefólio e experiência do fornecedor são fundamentais, assim como o feedback de outros clientes. Seleccionem três fornecedores para contactar, cujo portefólio vos tenha agradado, e preparem um simpático email. Se possível, mencionem já o espaço escolhido, incluindo o endereço do site, para que o fornecedor se possa situar, e, claro, a data. Não esperem receber orçamentos na volta do correio – este é um assunto que requer e merece uma conversa prévia – mas sim um pedido de marcação de reunião.

Façam o vosso trabalho de casa – os boards do Pinterest, as anotações da visita ao espaço e a folha de orçamento – e reúnam, com tempo e disponibilidade. Conversem sobre a festa que querem ter, o tipo de convidados que esperam (e as suas necessidades), o que é fundamental, o que é acessório, ideias que gostariam de pôr em prática, e deixem que o fornecedor inicie o seu processo criativo.

 

Decoração para clássica para um casamento ao ar livre no Porto com assinatura de Susana Abreu, da Inspirarte. Decoração para clássica para um casamento ao ar livre no Porto com assinatura de Susana Abreu, da Inspirarte. Decoração para clássica para um casamento ao ar livre no Porto com assinatura de Susana Abreu, da Inspirarte.

Quer tenham uma visão bem definida ou uma ideia vaga, confiem no profissional, não o considerem um mero executante, mas um criativo capaz, que toma decisões e cujo objectivo é prestar-vos o melhor serviço possível. Se sentirem que há imposição de gostos ou modelos (a importância da empatia, de que falamos tantas vezes), desistam e passem ao próximo contacto.

É provável que não obtenham uma proposta completa e detalhada no fim deste primeiro encontro. Criar um projecto de decoração de raiz e orçamentá-lo é um processo criativo e aritmético, é necessário tempo para pensar, pesquisar e orçamentar, e esse investimento por parte do fornecedor espera um compromisso da parte do cliente, por isso, o mais natural é uma proposta simplificada e uma baliza de valores.

 

Se estiver dentro do que têm em mente (ideias e custos), é sinal para avançar. Contactem os outros fornecedores não seleccionados e informem-nos da vossa decisão, libertando-lhes a data, previamente acautelada com o primeiro contacto.

Façam uma visita conjunta ao espaço (as deslocações do fornecedor deverão estar por vossa conta), aproveitem a oportunidade para apresentar ambas as partes envolvidas, avaliem as várias intervenções necessárias e estejam disponíveis para algumas sugestões.

Daqui sairão os dados que faltavam para um projecto e orçamento detalhados e é altura de assinar o contrato. Contem com uma adjudicação ou sinal (pelo menos 20%), que dá início ao processo de trabalho, e com possíveis alterações de última hora, desde que aconteçam com o vosso acordo.

 

Decoração para clássica para um casamento ao ar livre no Porto com assinatura de Susana Abreu, da Inspirarte. Decoração para clássica para um casamento ao ar livre no Porto com assinatura de Susana Abreu, da Inspirarte. Decoração para clássica para um casamento ao ar livre no Porto com assinatura de Susana Abreu, da Inspirarte. Decoração para clássica para um casamento ao ar livre no Porto com assinatura de Susana Abreu, da Inspirarte.

No processo logístico, estará incluída uma lista de todo o material fornecido (do qual passam vocês a ser os responsáveis), que deverão partilhar com os profissionais do catering e do espaço, para que tudo retorne a quem de direito, e um valor de caução, para as peças que se extraviarem, que forem levadas por convidados mais entusiasmados ou simplesmente que se estraguem.

Atempadamente, peçam uma prova da mesa completa, se possível já no local – é uma boa oportunidade de analisar a qualidade dos têxteis, o estado das cadeiras, a categoria da loiça.

Para o restante ambiente, confiem no portefólio que viram, nas conversas que tiveram e na empatia criada, são garantia suficiente de um bom trabalho!

 

A fechar, reforçamos o ponto inicial: um decorador não é um wedding planner. Não esperem dele competências organizacionais, de gestão de equipas, de resolução de problemas maiores ou fora do restrito âmbito da decoração. Se concluírem que vos faz falta esse apoio profissional, muito além das funções de um chefe de sala, contratem-no. Há quem disponha de ambos os serviços e essa especificação deverá estar devidamente mencionada e contratualizada, e terá o seu custo adicional.

No próprio dia, desfrutem. Haverá sempre alguma coisa que não ficou exactamente como se pensou, mas também algumas surpresas boas, cortesia de um bom profissional com brio no que faz, atento ao detalhe e especialista em criar cenários especiais para o mais bonito dos dias!

 

Sobram dúvidas? Falem connosco, têm a caixa dos comentários inteiramente à vossa disposição. E não deixem de acompanhar todas as dicas para casar que vamos publicando, sempre à segunda-feira.

 

Estas imagens bonitas são da Inspirarte, sempre com a assinatura da talentosa Susana Abreu, especialista na criação de ambientes especiais e que respiram qualidade (na selecção floral, no mobiliário, nos têxteis e nos acessórios). Espreitem a sua ficha de fornecedor e marquem uma visita!

Susana Pinto

Dicas para casar: lembranças solidárias para os convidados

Já falámos aqui sobre como desenhar o orçamento, partilhámos informação legal para casar, demos sugestões para encontrar, contactar e seleccionar fornecedores, e falámos (e falaremos!) sobre tantas outras coisas úteis para quem vai casar.

Estamos a fazê-lo por ordem cronológica de tarefas, naquele que é um caminho claro e organizado até ao mais bonito dos dias. Hoje resolvemos dar um pulinho atrás, para partilharmos uma ideia fantástica convosco. E quando digo andar para trás, é apenas para a contabilizarem no vosso orçamento, logo no início, nada mais complicado do que isso.

 

Hoje falamos sobre lembranças solidárias para os convidados.

O mais bonito dos dias é, na sua essência, a união e partilha do amor.

O formato que toma, seja uma festaça para duzentos convivas ou espumante e bolo para as dez pessoas mais próximas do vosso coração, acaba por ser um detalhe na grande ordem das coisas. Como dizemos sempre por aqui, o fundamental é que seja à vossa medida, a vossa cara, o vosso reflexo.

Depois do “sim!” emocionado e muito feliz, depois das borboletas na barriga só a dois, depois de contada a novidade e depois de marcada a data, começa esta viagem longa, tensa, divertida também, e muito desafiante. Toda a gente à vossa volta terá uma opinião, uma ideia genial, um direito devido, uma sugestão irrecusável.  Saber gerir estas forças que puxam para direcções que são diferentes entre si e que são diferentes da vossa, de forma delicada mas também assertiva, é um processo e uma aprendizagem, feita de ponderações várias, cedências com importâncias relativas (menos para um dos lados, muito mais para o outro) e firmeza no essencial e inquestionável.

Diria mesmo que, juntamente com a gestão totalmente cerebral do orçamento (a única forma de o fazer!), são os faróis para navegar durante meses, entre decisões complexas e valores elevados, em direcção a um dia muito feliz e leve: o melhor dia da vossa vida.

 

Porque sentimos que também nós fazemos parte do vosso círculo de amigos próximos, é claro que também temos uma opinião, e também temos uma ideia, e também temos um conselho que achamos ser o melhor de todos!

 

Permitam-me a audácia de saber o que é melhor para vocês, porque juntamos razão e coração neste gesto e mensagem.

A ideia que quero partilhar convosco é simples, valiosa e com impacto, e resume-se a um número singular: 1%.

Tomem nota deste valor, que explico a seguir: 1% do vosso orçamento.

1% do vosso orçamento.

Gentileza é um dos nossos valores essenciais. É algo que pratico de forma discreta, em público e em privado, à minha maneira, pela minha cabeça, em sintonia com o meu coração. Estender a mão, de forma real ou em sentido figurado, quando alguém precisa (seja de uma informação ou de uma ajuda mais real e concreta), é um pouco como respirar, é um bem essencial e natural. Se o podemos fazer, parece-me sempre tonto não o fazermos, de facto.

 

ofertas aos convidados

No Simplesmente Branco pomos à vista, todos os dias, esta nossa vontade: sermos gentis e generosos para com a nossa comunidade.

E fazemo-lo de forma estruturada e intencional, escolhendo um conjunto singelo de parceiros fazedores de imensa diferença no quotidiano de quem está menos bem. Se passamos os dias a celebrar a felicidade alheia, vamos alocar uma pequena parte dessa festa a um objectivo igualmente especial, não?

A nossa resposta é: claro que sim! E assim chegamos ao número mágico lá de cima…

Considerem doar 1% do vosso orçamento a uma instituição à vossa escolha (é isso mesmo, unzinho!), como substituto das lembranças para os convidados.

É uma ideia óptima, acreditem! Acabam com a pegada ecológica, facilitam alguma logística, ajudam quem precisa, gastando à medida do vosso orçamento e generosidade, sensibilizam os vossos convidados e amigos e podem, com isso, gerar  toda uma cadeia de partilha de conhecimento e valor para com a instituição que escolheram, de forma pública, informada e, com uma dose de optimismo viral (que bonito que isso pode ser…!).

Os parceiros solidários que sugerimos na nossa lista partem de escolhas pessoais: porque conhecemos pessoas envolvidas de ambos os lados (quem lá trabalha e quem foi ajudado), e por contactos profissionais que vamos tendo – todos estes projectos são valiosos e muito importantes nas comunidades que servem, e revemo-nos neles. Já o dissemos – é a nossa parte favorita deste Simplesmente Branco.

 

Nenhum é a vossa cara ou causa? Não há problema, façam a vossa ligação directa e mantenham a nossa ideia em prática: 1% do vosso orçamento. Têm amigos que vão casar? Pois opinem sobre as lembranças, com um tom sábio e bem humorado: vão convencê-los de certeza, porque as boas ideias  são luminosas e as ideias bonitas são irresistíveis!

 

1% do vosso orçamento, singelo ou generoso. É só isto!

Na imagem acima, têm um coração em origami com uma mensagem por dentro, feito especialmente para nós pela Ana Maio, da Indígo Paper Lab, fotografado de forma magnífica pelo Luis Mateus, da Lounge Fotografia. Foi com estes bonitos corações que agradecemos a todos os que nos visitaram no showcase das Caves Ferreirinha, cuja bilheteira reverteu a favor do nosso parceiro ENCONTRAR+SE.

O valor do trabalho foi gentilmente doado pela Indígo Paper Lab à ENCONTRAR+SE. As fotografias bonitas foram gentilmente feitas pela Lounge Fotografia, para nós. É uma cadeia gentil de acções consequentes, e um objecto, simples, delicado, discreto, que contém em si todo este amor, toda esta soma: obrigado!

 

Acompanhem as nossas dicas para casar, sempre à segunda-feira. Queremos ajudar-vos a navegar a viagem até ao mais bonito dos dias, reunindo e partilhando bons conselhos, ideias frescas e muito sentido prático, real e experiente.

Aproveitem para explorar a galeria da Lounge Fotografia, a dupla Luís Mateus e Marta Barata!

 

 

 

 

 

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Susana Pinto

Dicas para casar: procedimentos legais para casar

Hoje, nas nossas habituais dicas para casar (sempre à segunda-feira), falamos de um assunto aborrecido, mas fundamental: os procedimentos legais para casar.

A parte da burocracia é, seguramente, a menos romântica e entusiasmante em toda a viagem para o grande dia, mas por ser a parte mais séria, não deve, nunca, ser deixada para segundo plano ou ser tratada de ânimo leve, como tudo o que diz respeito aos assuntos legais.

Perante o estado, o casamento é “um contrato celebrado entre duas pessoas que querem constituir família e partilhar a vida. Este contrato define direitos e deveres para ambas as pessoas e altera o seu estado civil, tornando-as casadas. O casamento só acaba por divórcio ou por morte de uma das pessoas.”

Em Portugal, os dois tipos de união mais frequentes são o casamento civil e o casamento católico – mas desde 2007 que está prevista na lei a modalidade de casamento civil sob a forma religiosa, que reconhece, no âmbito da lei de liberdade religiosa, as uniões celebradas em (para já) sete grupos religiosos radicados em Portugal: Comunidade Judaica de Lisboa, Comunidade Islâmica de Lisboa, Aliança Evangélica Portuguesa, Comunidade Bahá”í, União Adventista, Centro Cristão Vida Abundante e Assembleia de Deus de Viseu.

Vamos, então, debruçar-nos sobre estes três processos e os passos necessários a cada um. Convido-vos, desde já, a passarem os olhos pelo bem organizado Portal do Cidadão, onde podem consultar informação detalhada sobre este assunto.

Perante o estado, o casamento é “um contrato celebrado entre duas pessoas que querem constituir família e partilhar a vida. Este contrato define direitos e deveres para ambas as pessoas e altera o seu estado civil, tornando-as casadas. O casamento só acaba por divórcio ou por morte de uma das pessoas.”

 

Casamento na Pousada de Amares Casamento na Pousada de Amares Casamento na Pousada de Amares

E em relação a custos, quanto custa casar em Portugal?

O registo de casamento custa 120 euros, feito na Conservatória, no seu horário de expediente. Se for num dia de semana, num fim-de-semana ou feriado, fora da Conservatória, ou na Conservatória, mas fora do horário habitual de funcionamento, o custo do registo de casamento passa para 200 euros.

 

Falemos agora do regime de bens e convenções antenupciais, cuja alteração à norma também implica alguns custos.

Quando duas pessoas se casam, podem escolher se passam a ter património em comum ou se cada membro do casal mantém o seu património separado. O regime de bens é o conjunto de regras que determina o que passa a pertencer ao casal e o que pertence a cada uma das pessoas durante o casamento e quando este chegar ao fim.

A norma em Portugal, aplicada automaticamente, é a comunhão de adquiridos. Existem, também, outras escolhas: separação de bens e comunhão geral de bens. Para estas duas opções, é necessário fazer uma convenção antenupcial que regula de forma legal a propriedade dos bens existentes e futuros, e o seu custo é 100 euros.

Existe também uma terceira opção, que deriva das anteriores, que é a criação de um regime específico definido pelo casal, e, nesse caso, o custo é de 160 euros.

 

Resumindo, casar, da forma mais simples e menos romântica, custa 120 euros. Com opções legais adicionais, custará até 310 euros e a deslocação do Conservador.
O resto do custo é a vossa festa de sonho e, no caso de disporem de um orçamento curtíssimo, tudo isto pode ser vivido e experienciado em dois momentos diferentes da vossa vida, por isso não deixem de cumprir a parte legal do vosso sonho pelo custo financeiro da festa!

 

Casamento na Pousada de Amares Casamento na Pousada de Amares Casamento na Pousada de Amares

Falámos dos números, vamos agora aos timings e procedimentos: os papéis devem ser tratados com três meses de antecedência, no mínimo, e seis meses, no máximo. Se casam em Junho, por exemplo, dediquem-se a este assunto entre Janeiro e Março.

 

Se escolheram o casamento civil, tudo o que há a tratar é entre vocês e o Registo Civil. Terão que se deslocar (ambos!) a uma Conservatória à vossa escolha, e declarar a vossa intenção de casar na data que escolherem. Há alternativas à deslocação física, caso estejam fora do país ou não tenham disponibilidade compatível com o horário de funcionamento: podem fazer-se representar por alguém com uma procuração legal para o efeito, ou recorrer ao serviço online (deverão ter convosco os cartões de cidadão e o respectivo leitor de cartões).

No caso de um dos noivos ser de nacionalidade estrangeira, deverá ser portador do certificado de capacidade matrimonial, emitido pelas autoridades competentes do seu país há menos de seis meses. Caso residam em Portugal, poderão obtê-lo contactando a Embaixada ou o Consulado do país de origem.

Neste passo, é fundamental terem já definida a data, o local e o regime de casamento que irão escolher. O casamento civil poderá ser celebrado nas Conservatórias do Registo Civil ou em qualquer outro local à vossa escolha, desde que seja um espaço acessível ao público. O dia e a hora não deverão ter impedimentos de maior, mas é fundamental estarem alinhados com a própria agenda da Conservatória – haverá certamente dias e horas mais concorridos, tenham esse detalhe em conta!

 

Assumindo que a vossa documentação está em ordem e não existem impedimentos legais ao vosso casamento, a Conservatória emite o despacho de autorização e têm, a partir dessa data, seis meses para casar. Se houver algum atraso, o despacho perde validade e terão que começar tudo do início, por isso mantenham a vossa agenda e lista de tarefas actualizada e não de distraiam.

No mais bonito dos dias, caso se trate de um elopement, podem estar apenas os dois – já não é obrigatória a presença de testemunhas. Mas podem ter as vossas pessoas convosco (entre duas e quatro), na mesma: serão os vossos “padrinhos” e”madrinhas” e assinarão os documentos convosco. Se for este o vosso plano, não se esqueçam de o referir atempadamente na Conservatória. Os vossos acompanhantes não se podem esquecer de ter consigo o Cartão de Cidadão!

Seja um casamento a dois ou festejado com 200 convivas, terão de dar o nó num espaço acessível, de portas abertas, para que qualquer pessoa possa assistir ao acto. Feitas as assinaturas, muitos parabéns: são oficialmente marido e mulher!

 

Casamento na Pousada de Amares Casamento na Pousada de Amares Casamento na Pousada de Amares

Se optarem pelo casamento católico ou civil sob a forma religiosa, os procedimentos legais são ligeiramente diferentes, mas não muito.

A parte burocrática da Conservatória mantém-se, mas a entidade religiosa passa a ser um parceiro na equação. Sugerimos que falem primeiro com o pároco ou ministro do culto da vossa igreja, congregação ou comunidade religiosa, porque é comum (mas não obrigatório) serem as igrejas ou as comunidades religiosas a interceder junto das Conservatórias, mediante um requerimento próprio, para dar início ao processo. Se for este o caso, a Conservatória remete posteriormente à igreja ou comunidade religiosa o despacho de autorização. Em paralelo desenrolar-se-ão os procedimentos próprios de cada fé, sobre os quais deverão igualmente informar-se com tempo.

 

Se forem vocês a iniciar o processo na Conservatória, aguardem pela emissão do despacho de autorização, que deverão entregar na igreja ou comunidade religiosa. Não deixem de perguntar ao pároco ou ministro responsáveis qual a antecedência com que terão que apresentar este documento relativamente à data do casamento, é importante.

A união civil só será efectivada no dia do casamento religioso propriamente dito, mediante as assinaturas no final da cerimónia. Esse documento deverá ser posteriormente remetido pela igreja ou comunidade religiosa à Conservatória competente, mas não deixem de esclarecer e confirmar este detalhe, não vá dar-se o caso de ser da vossa responsabilidade.

 

Os respectivos cartões de cidadão têm de ser actualizados: se mudam apenas o estado civil, a actualização é automática e não têm que fazer mais nada, mas se há alterações de nome ou morada, deverão fazê-lo num prazo de 15 dias. E não se esqueçam dos restantes documentos: carta de condução, documento único automóvel, cartão de eleitor, passaporte e todos os vossos documentos oficiais.

 

É, de facto, uma nova vida que começa, vamos celebrá-la!

 

Acompanhem as nossas dicas para casar, sempre à segunda-feira. Queremos ajudar-vos a navegar a viagem até ao mais bonito dos dias, reunindo e partilhando bons conselhos, ideias frescas e muito sentido prático, real e experiente. Ainda assim, deixamos esta sugestão muito importante: não nos tomem como verdade absoluta e consultem sempre os vossos especialistas para cada categoria, sobretudo nestes assuntos legais.

Saber é poder, dizemo-lo sempre, e queremos os nossos noivos sempre bem informados e com conselhos fundamentados. A última decisão, sobre qualquer assunto, é só vossa!

 

O casamento bonito da Ana + Pedro, na Pousada de Amares, tem dedo da Romã Eventos e já o publicámos aqui: vamos revê-lo?

 

Susana Pinto

Dicas para casar: como encontrar o espaço certo para o casamento?

Hoje vamos dar sugestões para encontrar o espaço de casamento.

Depois de termos falado de orçamentos e de fornecedores, o passo que se segue é reservar o espaço que cumpre a visão que têm para o mais bonito dos dias. Nesta altura, já terão uma data preferida e um número de convidados alinhavado, o que ajuda a afinar as escolhas possíveis.

 

O espaço e o catering representam a fatia maior do orçamento, e isso pode ser um bocadinho assustador. Neste caso, a antecedência joga a vosso favor, não só porque há mais oferta disponível, como também vos permite ir reunindo um pé-de-meia com maior tranquilidade.

É muito comum planear este passo com um ano de antecedência. Se estão de olho num espaço particularmente concorrido e nas datas mais procuradas (como os dois primeiros fins-de-semana de Setembro), convém alargar esse timming, para garantir que conseguem o cenário que querem, como o querem.

Por outro lado, se a vossa agenda é mais apertada, uma das soluções passará por flexibilizar a data do grande dia: as sextas-feiras, os domingos, alguns feriados a meio da semana e os meses menos concorridos podem significar diferenças interessantes no orçamento final e assegurar a disponibilidade do espaço dos vossos sonhos – e tudo isto é, claro, válido igualmente para os restantes fornecedores.

 

Espaços para casar: Quinta do Hespanhol Espaços para casar: Quinta do Hespanhol Espaços para casar: Quinta do Hespanhol

Dominado este trio de agenda, data e número de convidados, passamos ao ambiente e decoração. O que procuram, qual é a vossa visão para este belo dia?

As possibilidades são quase ilimitadas: interior, exterior ou ambos? Um hotel urbano e moderno, um restaurante na praia, uma quinta rústica e com vinha, uma galeria  de arte ou sala bonita, um palácio, um jardim, uma casa de família, um monte no Alentejo?

Podemos dizer que qualquer sítio, desde que reúna as condições apropriadas, pode ser transformado no vosso local ideal para casar.

Mantemos a nossa recomendação de sempre, para qualquer tomada de decisão: saber é poder, por isso, façam as vossas pesquisas de fornecedores,  escolham cinco, contactem três. Se não encontram o que procuram à primeira, repitam o esquema.

 

O ponto de partida para sustentar a vossa decisão devem ser os números. A dimensão e tipologia da vossa lista de convidados irá, logo de início, excluir algumas opções, ou porque são muitos, ou porque são poucos. A seguir, o caminho divide-se, grosso modo, em dois: uma oferta do pacote completo ou um desafiante cenário em branco, onde a vossa visão e investimento (de tempo, dinheiro e energia) fará a magia. Ambos têm potencial e resultarão num dia espantoso, cabe-vos apenas perceber o que vos serve melhor, com mais conforto e menos dificuldades e angústias no processo.

 

Na hora de começar as visitas, não saiam de casa sem uma lista de perguntas e questões a esclarecer. Estas são algumas, que achamos fundamentais:

 

  • capacidade da sala;
  • o que está e não está incluído no valor;
  • hora de início e de fim de festa;
  • têm catering próprio ou permitem outros fornecedores da vossa escolha;
  • confirmem o que o espaço permite e o que proíbe (como decoração feita por terceiros ou aluguer de mobiliário extra, por exemplo). Se não gostam, não aceitem a “decoração da casa” com o argumento de que é tendência ou única opção, o diálogo e flexibilidade são sempre o melhor caminho;
  • se pretendem que a cerimónia decorra no mesmo espaço da festa, verifiquem a capacidade dos espaços exteriores, nomeadamente a oferta de sombra (façam contas à posição solar na hora da cerimónia);
  • inspeccionem casas de banho, acessos (estacionamento incluído) e espaços exteriores (sem esquecer, novamente, os pontos de sombra!) Tomem nota também do mobiliário de apoio, aquecimentos para as noites mais frescas, dimensões dos espaços e alguns detalhes de segurança, por causa dos mais pequenos e dos mais velhos;
  • peçam para ver as opções de atoalhados e loiça; caso tenham um ar desgastado, perguntem se é possível alugar outros (o custo deverá estar sempre do lado do fornecedor); e vejam também uma mesa montada, completa.
  • avaliem devidamente o espaço: se é escuro e está em mau estado, a decoração não resolverá tudo, há situações estruturais que não têm solução.

 

Esta visita deverá ser feita com tempo e calma, façam algumas fotografias e tomem notas. É fundamental que inquiram sobre todos os itens e anotem de tudo aquilo de que gostaram mais e menos. E, claro, estejam atentos à forma como vos recebem e como acolhem as vossas dúvidas e sugestões.

Uma boa equipa apresenta diferentes fórmulas e soluções: cada casal tem expectativas diferentes, vivências diferentes e culturas diferentes, e um bom profissional saberá ouvir, interpretar e ler o seu cliente.

E por falar em equipa, assegurem-se de que existe uma articulação bem oleada entre o espaço e todos os outros fornecedores envolvidos.

 

Espaços para casamento: Quinta do Hespanhol Espaços para casamento: Quinta do Hespanhol Espaços para casamento: Quinta do Hespanhol

Se a decoração é por vossa conta (particular ou de um profissional contratado), sejam exigentes e claros, façam as devidas apresentações antecipadamente e afinem e promovam a sintonia entre todas as partes. Detalhar é importante, e por isso acertar responsabilidades, tarefas, timmings e contactos é fundamental para que tudo flua de modo sereno, profissional e ágil. Não se esqueçam de confirmar horários e disponibilidades para as montagens e desmontagens dos fornecedores externos.

E, claro, para que não haja surpresas desagradáveis, deverão sempre conversar sobre um plano B. Certamente estão a pensar em dias soalheiros e temperaturas amenas, mas se o plano principal é ao ar livre, certifiquem-se de que há uma opção alternativa no interior, à vossa disposição e em perfeitas condições de utilização. Confiram a meteorologia na semana anterior, não confiem demasiado na sorte, e se for caso disso, ponham em marcha as alternativas planeadas.

 

Depois de visitarem os espaços que elegeram durante as pesquisas, listem prós e contras de cada um deles. Retomem o contacto com quem vos recebeu, para esclarecer dúvidas e considerar outras opções que não vos tenham ocorrido durante a visita. Façam-no por telefone, que é mais produtivo e poderão trocar ideias na hora, em vez de perder tempo a trocar e-mails.

Com a vossa decisão tomada, vamos às formalidades: confirmem que tudo o que negociaram está no papel, incluíndo informação detalhada sobre cancelamentos, imprevistos, responsabilidades de parte a parte e as condições e formato de pagamento. Se se sentem confortáveis com tudo o que está listado, assinem o vosso contrato.

 

Quinta do Hespanhol - espaco para casamentos

Espaço para casamentos - Quinta do Hespanhol

Na nossa romântica opinião, existe um espaço à medida de cada casamento, grande, pequeno, intimista, festivo, exuberante, singelo. E vocês vão encontrá-lo, não duvidem!
Estejam atentos a todos os detalhes de que falámos – é um investimento demasiado volumoso para ser decidido sem ponderação. Mas escutem, também, o bater dos vossos corações: se acelerar ao entrarem num espaço em particular, se conseguirem ver-vos, e aos vossos convidados, naquelas salas e naqueles jardins, se sentirem um aperto emocionado no peito ao imaginar a primeira dança daquele cenário, se é o sítio onde o “sim” vos põe uma lágrima no canto do olho… então, muito provavelmente, está encontrado o espaço dos vossos sonhos!

 

Sobram dúvidas? Falem connosco, têm a caixa dos comentários inteiramente à vossa disposição. E não deixem de acompanhar todas as dicas para casar que vamos publicando, sempre à segunda-feira.

 

Estas imagens bonitas são da Quinta do Hespanhol, um magnífico espaço nos arredores de Lisboa. Espreitem a sua ficha de fornecedor e marquem uma visita com a Ana Thomaz.

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Susana Pinto

Dicas para casar: escolher os melhores fornecedores para o casamento

Como escolher os melhores fornecedores para para o casamento? Pois esta é a questão a que respondemos esta semana!

Depois do “Sim!”, depois de anunciada a grande novidade, depois de escolhida a data, depois de termos um valor redondinho no nosso orçamento, o que se segue?

A busca dessa equipa de sonho que são os vossos fornecedores seleccionados para o mais bonito dos dias, que se quer doce, feliz e sem solavancos.

 

O mercado nacional é vibrante, está repleto de novos talentos cheios de ideias frescas e também de profissionais maduros, experientes, que atravessaram todo o tipo de cenários. Uns comunicam melhor que outros, uns estão mais à vista do que outros, e nem toda esta informação visual – ou a sua ausência –  é um reflexo literal das suas capacidades profissionais. Há que olhar para as redes sociais com uma certa leveza a corroborar com uma visita e reunião ao vivo, e nunca como garantia absoluta, única e suficiente.

 

O vosso plano é encontrar bons fornecedores e, do outro lado, saibam que também se apreciam e procuram bons clientes, por isso, a procura deste par perfeito deve ser cuidada, inteligente e simpática.

Os casamentos são uma área de negócio muito exigente, com desgaste físico e grande investimento financeiro, sempre com nervos e emoções à flor da pele. Estamos a tomar decisões que afetam um grupo alargado de pessoas que são importantes para nós, cujo custo pode representar meses largos de poupanças e cujo resultado está num horizonte ainda distante.

Proporcionar, com gosto e competência, uma bela festa (da parte do fornecedor) e respeitar o custo e profissionalismo de quem executa (da parte dos noivos) são as duas faces da mesma moeda; quanto melhor e mais saudável for esta relação, mais perfeito será o dia, para todos.

 

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Vamos a isto?

 

Consultar sites especializados e amigos recentemente casados são os passos a dar e o caminho mais curto para perguntas e respostas consistentes.

No Simplesmente Branco, a lista de fornecedores é seleccionada em função da qualidade do portefólio e da prestação do serviço, mas também da presença online, organizada, profissional e clara. São factores que consideramos importantes e fundamentais para que a confiança exista: identificação do profissional e do serviço prestado, contactos detalhados e conteúdos actualizados. Quando alguém não investe no seu negócio e não o comunica com gosto, brio e profissionalismo, será que o vai fazer com a vossa festa? Temos dúvidas e não recomendamos.

 

Naveguem com calma, de forma organizada e alguma demora pelas listas de fornecedores seleccionados, procurem sinais do que mais se identifica com o vosso gosto e com o que estão à procura, e escolham até cinco candidatos (mais do que isso só vos trará confusão, angústias e perda de tempo). Feitas as listas de contactos, vamos iniciar a conversa.

E é mesmo disto que se trata, não de uma consulta anónima, curta e pouco simpática, mas do início de uma boa conversa, com a formalidade necessária e um belo sorriso… como quando apertamos a mão a alguém que acabámos de conhecer.

 

Peguem na vossa selecção de cinco fornecedores e contactem os três do topo. Preparem um email bem construído, com textos curtos e claros, algum detalhe e uma dose certa de simpatia – quem o receber terá gosto em responder e em conhecer-vos, garantidamente.

Apresentem-se de forma sucinta, indiquem a data e o local (geográfico), e listem, detalhadamente, o que procuram. Dêem o máximo de informações pertinentes (mas sem necessidade de se exporem em demasia), que ajudarão o outro lado a ter uma ideia mais clara do que pretendem, o que conduz a um orçamento mais rápido e menos abstracto. Poupar tempo a ambas as partes é um bónus valioso!

Escrevam um email-tipo, mas personalizem o envio. Se fizeram o vosso trabalho de casa, saberão os nomes dos profissionais que estão a contactar e o que gostaram no seu trabalho. Essa é uma óptima forma de entrar no assunto, sem esquecer uma despedida simpática e um agradecimento pelo tempo despendido (sem custos para vocês!). Inquéritos de grupo não são simpáticos. Quem passa dias a receber pedidos de cotação e a elaborar orçamentos com detalhe, aprecia saber que foi escolhido e que o seu trabalho está a ser valorizado.

 

Estas boas práticas não são devidas apenas aos noivos, do outro lado também há preceitos e factores relevantes a ter em conta e expectativas a cumprir. Que tipo de respostas vos deram? A informação foi pouco clara ou evasiva, ficaram com mais dúvidas? Demoraram demasiado tempo a responder? Precisaram de colocar a mesma questão várias vezes? Contactaram por telefone para o único número indicado e ninguém vos atendeu ou ligou de volta? Existe apenas uma página de Facebook e um email impessoal? Pedem-vos para responder a um inquérito com detalhes pessoais de preenchimento obrigatório antes do envio de uma proposta com números? Se a resposta é sim a qualquer uma destas questões, é mau sinal.

Não vale a pena andar atrás de informação cruzada quando os sinais estão à vista e a natureza do negócio não é clara, pode resultar de uma ocupação temporária ou de uma postura pouco séria. Considerem o dinheiro que estão a investir e ouçam o vosso instinto, se detectam alguns sinais de alerta, encerrem o contacto. Se, por outro lado, a experiência foi positiva em todos os aspectos e a conversa agradável, então terão encontrado um bom fornecedor.

 

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Organização de casamentos em Lisboa: Boutique Weddings by Very Cool

Recebidos os orçamentos, organizem-nos no vosso arquivo de contas (acreditem, a organização é vossa aliada neste processo longo e cheio de informação!) e adicionem as vossas notas e dúvidas. Passada a primeira impressão e se os orçamentos são do vosso agrado e estão em linha com o budget, peguem nestas vossas questões e marquem uma reunião.

 

A probabilidade de terem uma boa dúzia de reuniões pela frente é grande, mas não marquem mais do que duas visitas de cada vez!

O que pode aparentar uma poupança de tempo, revela-se uma péssima ideia: o processo de selecção é cansativo, a informação é muita e a pressão é sempre má conselheira na negociação. Estejam disponíveis para ouvir, apresentem com simpatia e clareza as vossas questões, não fiquem com dúvidas, sejam objectivos. Não tenham receio de fazer perguntas, afinal de contas tudo isto é uma imensa novidade para vocês, enquanto que as respostas fazem parte da rotina do profissional que vos recebe. Prevejam um plano B para as escolhas que fizerem, sobretudo para as que dependerem das condições atmosféricas, aconselhando-se com os vossos profissionais.

Negociar faz parte do processo, assim como avaliar, perguntar, esmiuçar e afinar. Este é o momento de se ser firme, mas com mãos de veludo e uma educação à prova de bala. Um sorriso amável e um discurso assertivo são fundamentais para um bom negócio, mas lembrem-se de que as transacções terão que ser sérias, justas e trazer valor acrescentado para todas as partes. Peçam e sugiram alternativas, ofereçam e exijam flexibilidade; se alguma das partes se sentir a única ganhadora, não estão num bom caminho.

 

Com os detalhes devidamente afinados, é altura de assinar um contrato (sempre!), que servirá para definir as responsabilidades e certificar o que está a ser acordado. Esta assinatura nunca deve ser feita no momento. Peçam o envio da minuta por email, revejam com cuidado todos os itens incluídos e, caso esteja a faltar algo previamente conversado ou falte clareza, peçam por escrito que o texto seja revisto e acrescentado.

Quando se sentirem confortáveis com o que leram, assinem e devolvam uma cópia. Na ausência deste documento, comuniquem todas as vossas adjudicações por escrito, de modo detalhado: descriminem os fornecimentos item a item e descrevam o tipo de serviço que estão a escolher e a forma como o estão a pagar.

E, muito importante e igualmente simpático: comuniquem aos vossos fornecedores não seleccionados – os que apenas contactaram para solicitar um orçamento e aqueles com quem reuniram – que optaram por outro profissional, agradecendo o seu tempo e a atenção.

Este recadinho simples e atencioso serve para libertar a agenda de quem reservou previamente a data para trabalhar convosco.

 

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Sejam cordiais e gentis, do princípio ao fim: não deixem um contacto sem resposta, mesmo que negativa; alguém se disponibilizou, consumindo tempo e esforço, sem custos para vocês, para pensar, calcular e dar uma resposta – agradeçam a disponibilidade e interesse, sempre. Se o orçamento proposto é acima das vossas contas, não deixem o fornecedor sem resposta. Comuniquem-lhe isso mesmo, e perguntem se vos pode apresentar uma proposta mais em conformidade com o valor de que dispõem. Não fechem portas: um contacto simpático será sempre uma mais valia, e ter um plano B é fundamental.

Evitem o contacto telefónico aos fins de semana. São dias de reuniões e de eventos, os profissionais estão no terreno de quinta a domingo (com uma habitual pausa à segunda-feira) e, quando não é o caso, os serviços estarão encerrados para um merecido descanso.

Sintam-se à vontade para encerrar contactos que não vos transmitam confiança, que sejam demorados na resposta (mais de 48h sem razão aparente), ou menos correctos de uma forma geral. Da mesma forma, não se atrasem nas vossas respostas e decisões. 

 

O vosso casamento pode ser sofisticado e rico, como este que mostramos aqui, no Convento do Beato, singelo e caseiro como publicámos há dias, ou descontraído e ao ar livre como o da última sexta-feira – não importa o seu formato, espaço ou número de convidados. Importa que seja a vossa cara, à vossa imagem e como sempre sonharam. E o mercado está bem servido de profissionais capazes de acomodar desejos, sonhos e vontades, não tenham receio. O vosso par (profissional!) perfeito existe e vão encontrá-lo!

Com preparação, organização e cortesia, tudo correrá sobre rodas. Dizemos sempre aqui que conhecimento é poder: pois recolham toda a informação recebida, aconselhem-se junto de quem seja sabedor e durmam sobre o assunto, preparados para tomar decisões informadas.

 

Ainda sobram dúvidas? Falem connosco! E não deixem de acompanhar todas dicas para casar que vamos publicando, sempre à segunda-feira.

 

As imagens bonitas são da Boutique Weddings by Very Cool. Espreitem o seu portefólio e conversem com a Vanda Chibeles.

Susana Pinto

Dicas para casar: estamos noivos, e agora…?

A pergunta foi feita e a resposta, emocionada, foi dada: sim!

E agora…? Como é que isto se faz? Por onde é que se começa?

 

Ora, não há que temer, e o nosso melhor conselho é este: conhecimento é poder!

Falem connosco, falem com amigos que casaram recentemente, passem os olhos pelo nosso bonito livro e, sobretudo, procurem informação vinda de sítios e pessoas profissionais.

Por aqui, podem seguir a nossa rúbrica semanal dedicada a este assunto, sempre à segunda-feira. Arquivada com a etiqueta Wise Words, reúne dicas para casar, boas sugestões, conselhos úteis, palavras sábias e algumas ideias smart saving (as nossas favoritas) para vos ajudar de facto a pôr de pé, com equilíbrio e com prazer, o mais bonito dos dias.

 

Contamos, para isto, com a ajuda dos nossos fornecedores seleccionados – afinal, quem melhor para vos aconselhar do que os especialistas na matéria?

Respondemos às vossas questões mais comuns e a todas as outras que nos queiram colocar. No Simplesmente Branco reunimos cerca de uma centena de fornecedores de todas as áreas e a soma dos nossos conhecimentos profundos sobre este assunto é vasta e sustentada: aposto que, para qualquer pergunta que possam puxar da cartola, do lado de cá, entre todos, teremos uma bela e certeira resposta!

 

Estes são os ingredientes com os quais cozinharemos fornadas perfeitas de palavras sábias para vos servir aqui, sempre às segundas-feiras. Hoje, para começar pelo princípio, contamos com as wise words de Maria João Soares, da Design Events Weddings, e de Rita Soares-Alves, da Wedwings.

 

Dicas para casar: ficámos noivos, e agora?

 

Convite de casamento cortado a laser.

 

Sapatos de noiva compensados.

 

Casar é um projecto a dois.

Lembrem-se de que o vosso dia deve ser o reflexo de ambos e do que são enquanto casal. É este pressuposto que irá garantir a leveza e coerência do dia, o conforto e a a sensação de que está tudo certo, tudo flui e encaixa, sem esforço e sem atrito.

Depois do sim e desses primeiros dias mágicos em que o segredo é só vosso, chega o momento de partilhar a grande novidade.

Quando começarem a espalhar a palavra, o mais certo é que chovam as ideias, os conselhos, as sugestões. Apesar das boas intenções de todas as pessoas que vos querem bem, é provável que se sintam confusos e assoberbados com tanta informação e opinião.

 

A Rita Soares-Alves aconselha os noivos a ouvir e a agradecer gentilmente, mas, mais importante que tudo, a filtrar a informação que chega.

Sentem-se calmamente os dois e desenhem o vosso dia. Afinem a visão que têm para a cerimónia e para a festa, o que querem e o que, definitivamente, não querem, e listem aqueles aspectos fundamentais nos quais não vão querer ceder. Aqui, a nossa recomendação é que não sejam excessivamente intransigentes, tenham a capacidade de separar o que é fundamental e o que é acessório e pode ser negociado: há pequenas cedências que farão algumas pessoas muito felizes e que vendo bem, não são tão relevantes assim. Listem também estes assuntos, ficarão com uma noção mais clara e ponderada das vossas decisões, vistas no seu todo. Só pode ajudar!

 

A Maria João Soares reforça a importância das contas: existem dois números mágicos neste grande orçamento, que são o número de convidados e o tecto do valor disponível para gastar. Sem estas duas balizas, e alguma flexibilidade consciente para encolher ou esticar, não vale a pena começar a fazer escolhas, sob o risco de alguma coisa derrapar e se verem engolidos por contas por pagar, algumas discussões menos boas e muita tensão no ar – não é esta a forma de começar uma vida a dois, garantimos, e o preço a pagar por estas distracções e ingenuidade pode ser bem caro.

 

Dicas para casar: ficámos noivos, e agora?

 

Dicas para casar: ficámos noivos, e agora?

Dicas para casar: ficámos noivos, e agora?

 

Meter as mãos na massa a solo pode parecer divertido e romântico ao início, mas não é de todo o melhor caminho, se querem desfrutar do processo – e do noivado! Se são pessoas muito ocupadas, com profissões exigentes e muito pouco tempo livre, procurem ajuda!

Mesmo com algumas ideias definidas, um bom profissional de organização de casamentos pode ajudar a rentabilizar ainda mais as vossas escolhas, e a Maria João Soares sugere que assumam as rédeas do projecto, que se dediquem a alguns pormenores nos quais poderão imprimir o vosso cunho pessoal, mas que deleguem as ‘dores de cabeça’ a um profissional de organização de casamentos. E, ao contrário do que poderão pensar, esta é uma alínea do vosso orçamento que vos poderá ajudar a encurtar a soma final.

É um custo que se transforma em valor acrescentado, porque é alguém que procura, selecciona, negoceia e, sobretudo, navega pela lista de necessidades que vocês nem sabem que existe (como saberiam, se nunca casaram…?) e gere tensões e solavancos com uma agilidade e conhecimento muito valiosos.

 

Rita Soares-Alves partilha desta opinião, e lembra que os amigos com jeito para algo específico também não são a melhor opção. Poderão ajudar-vos a tomar certas decisões, mas deixem-nos ser vossos convidados no grande dia e evitem tensões desnecessárias. E, já que têm que começar por algum lado, Rita aconselha-vos a contactar em primeiro lugar os potenciais espaços, fotógrafos, videógrafos e profissionais de animação. Se tiverem dúvidas relativamente às respostas que vão obtendo, esclareçam-nas com um telefonema.

 

Para Maria João, uma enchente de e-mails gera caos – e há sempre o factor humano, que também conta: falar um pouco de viva voz pode ajudar-vos a medir melhor o grau de empatia com quem está do outro lado. Porque, na hora da decisão final, não é só o valor a pagar que deverão ter em conta, mas também a fiabilidade, o interesse, a disponibilidade. Confiem na vossa intuição e, caso haja algo que vos deixe desconfortáveis, façam por esclarecê-lo. Se ainda assim não estão seguros da escolha, deixem cair e contactem outro fornecedor profissional que transmita a segurança que procuram e merecem.

 

Dicas para casar: ficámos noivos, e agora?

 

Dicas para casar: ficámos noivos, e agora?

 

Dicas para casar: ficámos noivos, e agora?

 

Para rematar, estejam atentos aos sinais: se começarem a sentir-se assoberbados e sem capacidade para tomar decisões claras, parem para respirar fundo. Desliguem durante uns dias, vão namorar e relembrem-se do caminho que vos levou ao “sim!”.

De cabeça fria, voltem a debruçar-se sobre este assunto, vão ver que tudo se começa a encaixar.

 

Para a semana falamos sobre o processo de escolha dos melhores fornecedores: aqueles que cumprem a vossa visão e orçamento. Juntem-se a nós!

 

Acompanhem os nossos bons conselhos e dicas para casar, sempre à segunda-feira, nas Wise Words.
As imagens bonitas são da dupla Um Dia de Sonho.