Dicas para casar: escolher os melhores fornecedores para o casamento
Como escolher os melhores fornecedores para para o casamento? Pois esta é a questão a que respondemos esta semana!
Depois do “Sim!”, depois de anunciada a grande novidade, depois de escolhida a data, depois de termos um valor redondinho no nosso orçamento, o que se segue?
A busca dessa equipa de sonho que são os vossos fornecedores seleccionados para o mais bonito dos dias, que se quer doce, feliz e sem solavancos.
O mercado nacional é vibrante, está repleto de novos talentos cheios de ideias frescas e também de profissionais maduros, experientes, que atravessaram todo o tipo de cenários. Uns comunicam melhor que outros, uns estão mais à vista do que outros, e nem toda esta informação visual – ou a sua ausência – é um reflexo literal das suas capacidades profissionais. Há que olhar para as redes sociais com uma certa leveza a corroborar com uma visita e reunião ao vivo, e nunca como garantia absoluta, única e suficiente.
O vosso plano é encontrar bons fornecedores e, do outro lado, saibam que também se apreciam e procuram bons clientes, por isso, a procura deste par perfeito deve ser cuidada, inteligente e simpática.
Os casamentos são uma área de negócio muito exigente, com desgaste físico e grande investimento financeiro, sempre com nervos e emoções à flor da pele. Estamos a tomar decisões que afetam um grupo alargado de pessoas que são importantes para nós, cujo custo pode representar meses largos de poupanças e cujo resultado está num horizonte ainda distante.
Proporcionar, com gosto e competência, uma bela festa (da parte do fornecedor) e respeitar o custo e profissionalismo de quem executa (da parte dos noivos) são as duas faces da mesma moeda; quanto melhor e mais saudável for esta relação, mais perfeito será o dia, para todos.

Vamos a isto?
Consultar sites especializados e amigos recentemente casados são os passos a dar e o caminho mais curto para perguntas e respostas consistentes.
No Simplesmente Branco, a lista de fornecedores é seleccionada em função da qualidade do portefólio e da prestação do serviço, mas também da presença online, organizada, profissional e clara. São factores que consideramos importantes e fundamentais para que a confiança exista: identificação do profissional e do serviço prestado, contactos detalhados e conteúdos actualizados. Quando alguém não investe no seu negócio e não o comunica com gosto, brio e profissionalismo, será que o vai fazer com a vossa festa? Temos dúvidas e não recomendamos.
Naveguem com calma, de forma organizada e alguma demora pelas listas de fornecedores seleccionados, procurem sinais do que mais se identifica com o vosso gosto e com o que estão à procura, e escolham até cinco candidatos (mais do que isso só vos trará confusão, angústias e perda de tempo). Feitas as listas de contactos, vamos iniciar a conversa.
E é mesmo disto que se trata, não de uma consulta anónima, curta e pouco simpática, mas do início de uma boa conversa, com a formalidade necessária e um belo sorriso… como quando apertamos a mão a alguém que acabámos de conhecer.
Peguem na vossa selecção de cinco fornecedores e contactem os três do topo. Preparem um email bem construído, com textos curtos e claros, algum detalhe e uma dose certa de simpatia – quem o receber terá gosto em responder e em conhecer-vos, garantidamente.
Apresentem-se de forma sucinta, indiquem a data e o local (geográfico), e listem, detalhadamente, o que procuram. Dêem o máximo de informações pertinentes (mas sem necessidade de se exporem em demasia), que ajudarão o outro lado a ter uma ideia mais clara do que pretendem, o que conduz a um orçamento mais rápido e menos abstracto. Poupar tempo a ambas as partes é um bónus valioso!
Escrevam um email-tipo, mas personalizem o envio. Se fizeram o vosso trabalho de casa, saberão os nomes dos profissionais que estão a contactar e o que gostaram no seu trabalho. Essa é uma óptima forma de entrar no assunto, sem esquecer uma despedida simpática e um agradecimento pelo tempo despendido (sem custos para vocês!). Inquéritos de grupo não são simpáticos. Quem passa dias a receber pedidos de cotação e a elaborar orçamentos com detalhe, aprecia saber que foi escolhido e que o seu trabalho está a ser valorizado.
Estas boas práticas não são devidas apenas aos noivos, do outro lado também há preceitos e factores relevantes a ter em conta e expectativas a cumprir. Que tipo de respostas vos deram? A informação foi pouco clara ou evasiva, ficaram com mais dúvidas? Demoraram demasiado tempo a responder? Precisaram de colocar a mesma questão várias vezes? Contactaram por telefone para o único número indicado e ninguém vos atendeu ou ligou de volta? Existe apenas uma página de Facebook e um email impessoal? Pedem-vos para responder a um inquérito com detalhes pessoais de preenchimento obrigatório antes do envio de uma proposta com números? Se a resposta é sim a qualquer uma destas questões, é mau sinal.
Não vale a pena andar atrás de informação cruzada quando os sinais estão à vista e a natureza do negócio não é clara, pode resultar de uma ocupação temporária ou de uma postura pouco séria. Considerem o dinheiro que estão a investir e ouçam o vosso instinto, se detectam alguns sinais de alerta, encerrem o contacto. Se, por outro lado, a experiência foi positiva em todos os aspectos e a conversa agradável, então terão encontrado um bom fornecedor.


Recebidos os orçamentos, organizem-nos no vosso arquivo de contas (acreditem, a organização é vossa aliada neste processo longo e cheio de informação!) e adicionem as vossas notas e dúvidas. Passada a primeira impressão e se os orçamentos são do vosso agrado e estão em linha com o budget, peguem nestas vossas questões e marquem uma reunião.
A probabilidade de terem uma boa dúzia de reuniões pela frente é grande, mas não marquem mais do que duas visitas de cada vez!
O que pode aparentar uma poupança de tempo, revela-se uma péssima ideia: o processo de selecção é cansativo, a informação é muita e a pressão é sempre má conselheira na negociação. Estejam disponíveis para ouvir, apresentem com simpatia e clareza as vossas questões, não fiquem com dúvidas, sejam objectivos. Não tenham receio de fazer perguntas, afinal de contas tudo isto é uma imensa novidade para vocês, enquanto que as respostas fazem parte da rotina do profissional que vos recebe. Prevejam um plano B para as escolhas que fizerem, sobretudo para as que dependerem das condições atmosféricas, aconselhando-se com os vossos profissionais.
Negociar faz parte do processo, assim como avaliar, perguntar, esmiuçar e afinar. Este é o momento de se ser firme, mas com mãos de veludo e uma educação à prova de bala. Um sorriso amável e um discurso assertivo são fundamentais para um bom negócio, mas lembrem-se de que as transacções terão que ser sérias, justas e trazer valor acrescentado para todas as partes. Peçam e sugiram alternativas, ofereçam e exijam flexibilidade; se alguma das partes se sentir a única ganhadora, não estão num bom caminho.
Com os detalhes devidamente afinados, é altura de assinar um contrato (sempre!), que servirá para definir as responsabilidades e certificar o que está a ser acordado. Esta assinatura nunca deve ser feita no momento. Peçam o envio da minuta por email, revejam com cuidado todos os itens incluídos e, caso esteja a faltar algo previamente conversado ou falte clareza, peçam por escrito que o texto seja revisto e acrescentado.
Quando se sentirem confortáveis com o que leram, assinem e devolvam uma cópia. Na ausência deste documento, comuniquem todas as vossas adjudicações por escrito, de modo detalhado: descriminem os fornecimentos item a item e descrevam o tipo de serviço que estão a escolher e a forma como o estão a pagar.
E, muito importante e igualmente simpático: comuniquem aos vossos fornecedores não seleccionados – os que apenas contactaram para solicitar um orçamento e aqueles com quem reuniram – que optaram por outro profissional, agradecendo o seu tempo e a atenção.
Este recadinho simples e atencioso serve para libertar a agenda de quem reservou previamente a data para trabalhar convosco.

Sejam cordiais e gentis, do princípio ao fim: não deixem um contacto sem resposta, mesmo que negativa; alguém se disponibilizou, consumindo tempo e esforço, sem custos para vocês, para pensar, calcular e dar uma resposta – agradeçam a disponibilidade e interesse, sempre. Se o orçamento proposto é acima das vossas contas, não deixem o fornecedor sem resposta. Comuniquem-lhe isso mesmo, e perguntem se vos pode apresentar uma proposta mais em conformidade com o valor de que dispõem. Não fechem portas: um contacto simpático será sempre uma mais valia, e ter um plano B é fundamental.
Evitem o contacto telefónico aos fins de semana. São dias de reuniões e de eventos, os profissionais estão no terreno de quinta a domingo (com uma habitual pausa à segunda-feira) e, quando não é o caso, os serviços estarão encerrados para um merecido descanso.
Sintam-se à vontade para encerrar contactos que não vos transmitam confiança, que sejam demorados na resposta (mais de 48h sem razão aparente), ou menos correctos de uma forma geral. Da mesma forma, não se atrasem nas vossas respostas e decisões.
O vosso casamento pode ser sofisticado e rico, como este que mostramos aqui, no Convento do Beato, singelo e caseiro como publicámos há dias, ou descontraído e ao ar livre como o da última sexta-feira – não importa o seu formato, espaço ou número de convidados. Importa que seja a vossa cara, à vossa imagem e como sempre sonharam. E o mercado está bem servido de profissionais capazes de acomodar desejos, sonhos e vontades, não tenham receio. O vosso par (profissional!) perfeito existe e vão encontrá-lo!
Com preparação, organização e cortesia, tudo correrá sobre rodas. Dizemos sempre aqui que conhecimento é poder: pois recolham toda a informação recebida, aconselhem-se junto de quem seja sabedor e durmam sobre o assunto, preparados para tomar decisões informadas.
Ainda sobram dúvidas? Falem connosco! E não deixem de acompanhar todas as dicas para casar que vamos publicando, sempre à segunda-feira.
Casamento na Quinta da Quintã: Bruna + Diogo, de mãos dadas
Regressamos a Mozelos, para mais um belíssimo casamento na Quinta da Quintã: é o mais bonito dos dias da Bruna + Diogo, sonhado e projectado à sua imagem.
Com uma escolha criteriosa de fornecedores, entre eles o nosso fornecedor seleccionado Quinta da Quintã, e com a ajuda da família e amigos próximos, pensaram no que era mais fundamental e importante, no que era secundário, naquilo que são como casal e reflectiram tudo isso nas suas escolhas.
O resultado é um dia mais que perfeito, genuinamente feliz e muito coeso, onde tudo flui, tudo tem o seu lugar e o seu momento. Esta é a soma das partes e o caminho para o mais bonito dos dias, sem dúvida!
Venham espreitar!

Quando a resposta foi “sim!”, como é que imaginaram o vosso dia?
Desde sempre imaginámos que seria um dia à nossa imagem, com muito amor e cumplicidade, mantendo as tradições que considerávamos relevantes, rodeados dos nossos amigos e familiares, felizes e apaixonados!
Sentiam-se preparados ou foi um caminho com muitos nervos?
Estávamos ansiosos, mas super preparados. É um dia com muita responsabilidade, mas tínhamos consciência de que este era o nosso maior desejo.

Em que momento da organização do casamento é que sentiram, «é mesmo isto»?
O primeiro momento em que sentimos que tudo era real aconteceu já quando reservámos o espaço. Depois seguiu-se a entrega dos convites, a troca de ideias com os familiares… aqui o entusiasmo e ansiedade de organizar a festa dos nossos sonhos foram aumentando.


O resultado é fiel às ideias iniciais ou muito diferente? Contaram com alguma ajuda?
O resultado foi fiel àquilo que sempre imaginámos! Claro que há sempre alguns ajustes e pormenores a afinar durante o processo, mas sempre fiéis às nossas raízes.
Contámos sempre com a ajuda dos nossos familiares e amigos mais próximos, e dos fornecedores, claro, mas essencialmente contámos com a ajuda um do outro, só assim conseguimos fazer um casamento à nossa imagem.

O que era fundamental para vocês? E sem importância?
Fundamentalíssimo era desfrutarmos do nosso dia, divertirmo-nos, dançarmos, namorarmos… e assim foi! Por exemplo, achávamos que as fotografias tradicionais com cada um dos convidados poderiam por em causa esta nossa expectativa, o usufruto do nosso casamento, por isso mesmo abdicámos de as fazer…
O que foi mais fácil? E o que foi mais difícil?
A escolha do espaço foi sem dúvida a decisão mais fácil. Quando falámos com o João Almeida percebemos de imediato que era ali que nos queríamos casar.
O mais demorado – não podemos dizer difícil – foi a escolha dos fotógrafos e da equipa de animação, pois para nós são dois pontos fundamentais de uma festa e queríamos mesmo que fossem de acordo com as nossas expectativas.

Qual foi o pico sentimental do vosso dia?
A igreja, sem dúvida. A entrada na igreja, a troca das alianças, o discurso dos nossos padrinhos…
E o pico de diversão?
A guerra dos sexos! Foi um jogo organizado pela animação que consistia na “competição” entre homens e mulheres. Foi a loucura!

Um pormenor especial…
Um pormenor e momento especial aconteceu na igreja, quando o Padre Filipe, ao rezar o “Pai Nosso” pediu que subíssemos ao altar e com a igreja cheia pediu para todos darem as mãos. Uma imagem de união que jamais sairá da nossa memória e que fez daquele momento o mais especial de todos.

Agora que já aconteceu, mudavam alguma coisa?
Não, o nosso dia superou as nossas expectativas. Foi um dia perfeito que deixa muita saudade e vontade de repetir.
Algumas words of advice para as próximas noivas…
Noivas e noivos, desfrutem do vosso dia, façam todas as escolhas de acordo com os vossos gostos e criem um dia à vossa imagem.
Sejam felizes neste dia tão especial! Ah, e escolham um bom fotógrafo: as fotografias são a extensão da memória, as recordações que ficam e que vos vão permitir revisitar vezes sem conta o dia mais feliz das vossas vidas.

Os fornecedores envolvidos:
convites e materiais gráficos: Rita Correia Designer;
espaço de casamento, decoração, catering e bolo dos noivos: Quinta da Quintã;
fato do noivo e acessórios: fato, camisa e botões de punho Hugo Boss na Karisma Store; sapatos Luis Onofre, relógio Longines;
vestido de noiva e sapatos: vestido Rosa Clará, sapatos Sunel, acessórios Alquimia;
maquilhagem: Vânia Freitas Makeup;
cabelos: João Gaspar;
ofertas aos convidados: foto personalizada em photobooth;
fotografia e video: Profoto – Hélio;
luzes, som e Dj: Music Beats.
Hugo Coelho Fotografia: nova galeria
O Hugo Coelho Fotografia tem novas imagens na sua galeria… e que imagens bonitas estas!
Deste lado, aguardamos sempre o fim da época de casamentos com imensa expectativa. Sabemos que passado o cansaço acumulado durante os duros meses de verão, a nossa caixa de correio se vai encher de dezenas de fotografias belíssimas.
E são belas, não apenas porque o trabalho dos profissionais que cuidadosamente seleccionamos e recomendamos aqui todos os dias é realmente bom, mas também porque são registos do mais bonito dos dias, cheios de amor palpável, de sorrisos contagiantes, de abraços apertados, de algumas lágrimas felizes e de uma imensa alegria que transparece em todas as imagens.
A soma destes dois factores é imbatível e o trabalho do Hugo Coelho demonstra isso mesmo.

Estão de casamento marcado? São de Lisboa – ou de qualquer parte do mundo, na verdade -? Procuram o vosso fotógrafo de casamento?
Então a minha sugestão é que vão espreitar a novíssima galeria do Hugo Coelho Fotografia e deixem-se emocionar. Passem os olhos pelas publicações do seu trabalho e, a seguir, contactem-no.
Garanto que vão gostar de o conhecer!
À conversa com: A Pajarita, convites de casamento
Hoje sentamo-nos a conversar com a Alexandra Barbosa, que assina como A Pajarita, convites de casamento.
E que bonito e incrivelmente delicado é o trabalho da Alexandra! Já o vi ao vivo várias vezes e já visitei a Alexandra no seu belíssimo estúdio na Póvoa do Varzim: conversamos sempre sobre o seu trabalho de gravura e o nosso fascínio pelos papéis artesanais.
É sempre um prazer perceber as técnicas, processos e acabamentos destas peças tão singulares e femininas, de uma beleza discreta e intrigante.
Venham conhecer A Pajarita!
Acredito que cada casal é uma fórmula. Se pensarmos nas pessoas, não há duas iguais. Quando conheço um casal, conheço duas pessoas diferentes e é a soma deles que eu tenho de calcular para lhes puder apresentar uma fórmula que respeite quem são juntos. É nessa comunhão que nasce a fórmula que retrata o casal. Se não há duas pessoas iguais, não há duas somas iguais, logo não há duas fórmulas iguais.
Conte-nos um pouco da sua viagem profissional, das artes plásticas para o universo dos casamentos. Foi um caminho natural ou uma situação específica que o apontou?
Sou artista plástica e especializei-me (mestrado) em obra gráfica (gravura) e produção artística.
Terminada a licenciatura, parti para Espanha onde estudei e trabalhei, e acabei por ficar por lá cinco anos. A minha vida profissional era partilhada pela docência e pelo desenvolvimento da minha investigação e trabalho artístico (e por consequência concursos, bienais e exposições).
Regresso a Portugal e começo a dar aulas e a criar peças personalizados num atelier: foi aí que conheci uma noiva, que acabei por ajudar, ao criar detalhes que ela idealizava e não tinha conseguido encontrar.
Esta experiência despertou algo em mim. A alegria dela foi contagiante, e desafio tinha sido estimulante. Como gosto de desafios e de fazer coisas sempre diferentes (a monotonia desconcerta-me!), a ideia foi amadurecendo e ganhando forma e, assim, “nasceu” A PAJARITA.
Há quanto tempo trabalha nesta área? E porquê este universo dos casamentos?
Desde Dezembro de 2014.
O universo dos casamentos, tal como eu o encaro, é estimulante, cheio de desafio e aventuras. Não é estático nem monótono. É algo contagiante e que me faz levantar de manhã cheia de energia e de vontade de trabalhar.

Como define o seu trabalho e como construiu essa assinatura?
É um trabalho feito de raiz, a medida de cada casal e tem como base a partilha. Tudo é pensado e desenhado com base no que os noivos partilham comigo: os seus gostos, expectativas, histórias, interesses, viagens…
Esse estilo faz parte do ADN da marca ou é um conceito que escolheu para explorar e trabalhar este ano? Porquê?
É, sem dúvida, o ADN. O fascinante é começar do zero. O caminho estimulante do processo ao produto final. Se deixar de existir, A PAJARITA não tem fundamento, não tem razão para existir.
As tendências da estação… são um assunto de trabalho ou apenas fait divers?
É sempre importante conhecer e debater as tendências, mas não serão um caminho a seguir se não se enquadram com a personalidade dos noivos dessa estação.

Ter o controle das decisões é importante? Tem uma perspectiva perfeccionista e específica sobre o resultado e a forma como quer que o seu trabalho seja consumido ou é o prazer de discutir ideias, de criar, que lhe interessa mais na relação com cada projecto, cada cliente?
Tenho de controlar a qualidade da execução, sou perfecionista, cada detalhe conta. Os materias são fundamentais e gosto de ter o controlo dos materiais usados e a sua qualidade. O processo criativo em si é muito orgânico, e parte sempre das conversas que tenho com cada casal. É delas que vou extrair os pormenores, as subtilezas em que me vou basear para criar os protótipos que lhes irei apresentar posteriormente.
Existem fórmulas vencedoras que aplica, ou cada convite, produto ou serviço é pensado totalmente de raiz?
Fórmulas vencedoras? Eu acredito que cada casal é uma fórmula. Se pensarmos nas pessoas, não há duas iguais. Quando conheço um casal, conheço duas pessoas diferentes e é a soma deles que eu tenho de calcular para lhes puder apresentar uma fórmula que respeite quem são juntos. É nessa comunhão que nasce a fórmula que retrata o casal. Se não há duas pessoas iguais, não há duas somas iguais, logo não há duas fórmulas iguais.
Onde busca inspiração para cada nova temporada de trabalho?
Para além de me inspirar na singularidade e personalidade de cada casal, busco-a nas exposições, nos filmes, na moda…

Quando precisa de fazer reset, para onde olha, o que faz?
Faço coisas simples, mergulhos nos livros, foco-me na minha família, perco-me nas risadas do Vasquinho e na tranquilidade do bebé Gustavo (os meus sobrinhos e afilhados), vou ouvir o mar, desenho casas (que é uma forma simplista de descrever o meu trabalho artístico).
Qual é a importância do convite de casamento (e respectivo conjunto de estacionário), na grande lista de itens e tarefas?
Normalmente é encarada como uma tarefa secundária, e, a meu ver, erradamente. É a primeira impressão do dia que estamos a preparar. O convite é a imagem do nosso dia, logo, a nossa. Daí trabalhamos para que o feedback do convidado seja sempre: “o convite é mesmo a tua/vossa cara”.
Qual é o seu processo de trabalho, como acontece a ligação ao cliente?
Primeiro é necessário perceber se sou o fornecedor ideal. Se for, preciso de conversar com eles, perceber quem são, o que perspetivam. Seja pessoalmente, por videoconferência ou por email, quanto mais informações me derem, mais matéria prima tenho. Mostro exemplos, acabamentos, papéis para ir percebendo as preferências. As conversas costumam ser amenas e muito interessantes. Posteriormente, apresento-lhes um protótipo. Ele sofre o processo necessário de forma a responder às expectativas, e só depois passa para a produção.

Qual é a melhor parte de criar convites de casamento, ser o primeiro capítulo visível da história que leva ao grande dia? E o mais desafiante e difícil?
O melhor é não termos limites nem condicionantes estabelecidos pelo trabalho já desenvolvido e conhecermos pessoas novas. O que se torna desafiante, é o facto de se começar do zero, encontrar a imagem do casal sem usar recursos evidentes. O difícil, que é diferente de desafiante, a meu ver, é não ficar empolgado com os projetos e dizer aos noivos que a A PAJARITA não é o seu fornecedor ideal (acontece quando procuram convites padronizados).
Escolha o convite de que mais gosta no vosso portefólio, e conte-nos porquê:
É difícil escolher, mas os que mais me empolgam são os convites com intervenção manual, sem dúvida! O facto de cada um ser inevitavelmente diferente do outro, esse cunho pessoal e irrepetível desperta aquele brilhinho no meu olhar.
Os contactos detalhados de A Pajarita, estão na sua ficha de fornecedor. Espreitem a galeria, feita de imagens bonitas, e contactem a Alexandra directamente através do formulário: é só preencher com os vossos dados e mensagem, e na volta do correio, terão uma resposta simpática.
O trabalho da Alexandra Barbosa não se fica pelos convites: das suas mãos sai tudo o que é papel e também belas flores: bouquet de noiva, flor de lapela, pulseira para as madrinhas e outras delicadas maravilhas. Sigam tudo aqui!
Acompanhem estas nossas conversas longas com fornecedores seleccionados Simplesmente Branco, sempre à quarta-feira!
Casamento no L’And Vineyards: Catherine + Mark
Hoje mostramos um casamento no L’And Vineyards, captado pela dupla D10Photo.
É o mais bonito dos dias de Catherine + Mark, vindos da Suiça para casar no coração do Alentejo, entre Montemor e Évora.
O contraste entre o branco predominante do L’And Vineyards e as cores quentes alentejanas foram os argumentos que levaram os noivos a apaixonar-se por este local. E como é fácil ficarmos de coração preso ao Alentejo!
As cores, a paisagem, a gastronomia, a natureza e as noites estreladas são imbatíveis e há todo um compasso que parece desacelerar o tempo, que é muito mágico e singular.
É certo que nós regressamos a casa para casar, às raízes de um ou de outro, ou de ambos – é impensável viajarmos para um destino longínquo, vestido de noiva na bagagem, e dizermos o sim num cenário que nada nos diz, verdade?
Mas é inegável que, ao olharmos para cada um destes casamentos estrangeiros, nos sintamos fascinados e atraídos pela energia contagiante que atravessa cada uma destas imagens.
Estes dias de festa – porque nunca são apenas umas horas -, são sempre cheios de amor, de paz, de alegria, de diversão, de emoções.
Porque estamos todos lá, durante dois ou três dias, para aquelas duas pessoas: para absorver o amor que generosamente partilham connosco, para festejá-lo, para vivê-lo, construíndo memórias doces e robustas.
E nestes dois ou três dias, há tempo, de facto, para tudo: para dormir a sesta, para dar mergulhos na piscina, para brincar com os mais pequenos, para rir, para chorar, para dar abraços, para conversar, para nos conhecermos melhor e fazermos novos amigos, para nos construirmos como família alargada.
E isso é muito especial, não acham?




Todos os pormenores foram feitos pelos noivos, e a decoração das mesas no dia do casamento ficou nas mãos de Mark, enquanto Catherine e as suas madrinhas acabavam de se arranjar.
Há por aqui umas gargalhadas bem sonoras e a alegria e boa disposição foram absolutamente constantes durante todo o dia, prolongando-se pela pista de dança noite fora.
O mais bonito dos dias é assim – e se forem dois ou três, ainda melhor!
O trabalho da Sara Gomes e David Pereira, que assinam como D10Photo é muito bonito. Se não o conhecem em detalhe, passem por aqui!
Dicas para casar: estamos noivos, e agora…?
A pergunta foi feita e a resposta, emocionada, foi dada: sim!
E agora…? Como é que isto se faz? Por onde é que se começa?
Ora, não há que temer, e o nosso melhor conselho é este: conhecimento é poder!
Falem connosco, falem com amigos que casaram recentemente, passem os olhos pelo nosso bonito livro e, sobretudo, procurem informação vinda de sítios e pessoas profissionais.
Por aqui, podem seguir a nossa rúbrica semanal dedicada a este assunto, sempre à segunda-feira. Arquivada com a etiqueta Dicas para Casar, reúne dicas, boas sugestões, conselhos úteis, palavras sábias e algumas ideias smart saving (as nossas favoritas) para vos ajudar de facto a pôr de pé, com equilíbrio e com prazer, o mais bonito dos dias.
Contamos, para isto, com a ajuda dos nossos fornecedores seleccionados – afinal, quem melhor para vos aconselhar do que os especialistas na matéria?
Respondemos às vossas questões mais comuns e a todas as outras que nos queiram colocar. No Simplesmente Branco reunimos cerca de uma centena de fornecedores de todas as áreas e a soma dos nossos conhecimentos profundos sobre este assunto é vasta e sustentada: aposto que, para qualquer pergunta que possam puxar da cartola, do lado de cá, entre todos, teremos uma bela e certeira resposta!
Estes são os ingredientes com os quais cozinharemos fornadas perfeitas de palavras sábias para vos servir aqui, sempre às segundas-feiras. Hoje, para começar pelo princípio, contamos com as wise words de Maria João Soares, da Design Events Weddings, e de Rita Soares-Alves, da Wedwings.



Casar é um projecto a dois.
Lembrem-se de que o vosso dia deve ser o reflexo de ambos e do que são enquanto casal. É este pressuposto que irá garantir a leveza e coerência do dia, o conforto e a a sensação de que está tudo certo, tudo flui e encaixa, sem esforço e sem atrito.
Depois do sim e desses primeiros dias mágicos em que o segredo é só vosso, chega o momento de partilhar a grande novidade.
Quando começarem a espalhar a palavra, o mais certo é que chovam as ideias, os conselhos, as sugestões. Apesar das boas intenções de todas as pessoas que vos querem bem, é provável que se sintam confusos e assoberbados com tanta informação e opinião.
A Rita Soares-Alves aconselha os noivos a ouvir e a agradecer gentilmente, mas, mais importante que tudo, a filtrar a informação que chega.
Sentem-se calmamente os dois e desenhem o vosso dia. Afinem a visão que têm para a cerimónia e para a festa, o que querem e o que, definitivamente, não querem, e listem aqueles aspectos fundamentais nos quais não vão querer ceder. Aqui, a nossa recomendação é que não sejam excessivamente intransigentes, tenham a capacidade de separar o que é fundamental e o que é acessório e pode ser negociado: há pequenas cedências que farão algumas pessoas muito felizes e que vendo bem, não são tão relevantes assim. Listem também estes assuntos, ficarão com uma noção mais clara e ponderada das vossas decisões, vistas no seu todo. Só pode ajudar!
A Maria João Soares reforça a importância das contas: existem dois números mágicos neste grande orçamento, que são o número de convidados e o tecto do valor disponível para gastar. Sem estas duas balizas, e alguma flexibilidade consciente para encolher ou esticar, não vale a pena começar a fazer escolhas, sob o risco de alguma coisa derrapar e se verem engolidos por contas por pagar, algumas discussões menos boas e muita tensão no ar – não é esta a forma de começar uma vida a dois, garantimos, e o preço a pagar por estas distracções e ingenuidade pode ser bem caro.



Meter as mãos na massa a solo pode parecer divertido e romântico ao início, mas não é de todo o melhor caminho, se querem desfrutar do processo – e do noivado! Se são pessoas muito ocupadas, com profissões exigentes e muito pouco tempo livre, procurem ajuda!
Mesmo com algumas ideias definidas, um bom profissional de organização de casamentos pode ajudar a rentabilizar ainda mais as vossas escolhas, e a Maria João Soares sugere que assumam as rédeas do projecto, que se dediquem a alguns pormenores nos quais poderão imprimir o vosso cunho pessoal, mas que deleguem as ‘dores de cabeça’ a um profissional de organização de casamentos. E, ao contrário do que poderão pensar, esta é uma alínea do vosso orçamento que vos poderá ajudar a encurtar a soma final.
É um custo que se transforma em valor acrescentado, porque é alguém que procura, selecciona, negoceia e, sobretudo, navega pela lista de necessidades que vocês nem sabem que existe (como saberiam, se nunca casaram…?) e gere tensões e solavancos com uma agilidade e conhecimento muito valiosos.
Rita Soares-Alves partilha desta opinião, e lembra que os amigos com jeito para algo específico também não são a melhor opção. Poderão ajudar-vos a tomar certas decisões, mas deixem-nos ser vossos convidados no grande dia e evitem tensões desnecessárias. E, já que têm que começar por algum lado, Rita aconselha-vos a contactar em primeiro lugar os potenciais espaços, fotógrafos, videógrafos e profissionais de animação. Se tiverem dúvidas relativamente às respostas que vão obtendo, esclareçam-nas com um telefonema.
Para Maria João, uma enchente de e-mails gera caos – e há sempre o factor humano, que também conta: falar um pouco de viva voz pode ajudar-vos a medir melhor o grau de empatia com quem está do outro lado. Porque, na hora da decisão final, não é só o valor a pagar que deverão ter em conta, mas também a fiabilidade, o interesse, a disponibilidade. Confiem na vossa intuição e, caso haja algo que vos deixe desconfortáveis, façam por esclarecê-lo. Se ainda assim não estão seguros da escolha, deixem cair e contactem outro fornecedor profissional que transmita a segurança que procuram e merecem.



Para rematar, estejam atentos aos sinais: se começarem a sentir-se assoberbados e sem capacidade para tomar decisões claras, parem para respirar fundo. Desliguem durante uns dias, vão namorar e relembrem-se do caminho que vos levou ao “sim!”.
De cabeça fria, voltem a debruçar-se sobre este assunto, vão ver que tudo se começa a encaixar.
Para a semana falamos sobre o processo de escolha dos melhores fornecedores: aqueles que cumprem a vossa visão e orçamento. Juntem-se a nós!
Acompanhem os nossos bons conselhos e dicas para casar, sempre à segunda-feira, nas Dicas para Casar.
As imagens bonitas são da dupla Um Dia de Sonho.
Casar em casa: Sara + Nuno, no mais bonito dos dias!
Hoje temos aquilo que para mim é a festa perfeita: um casamento em casa!
É o mais bonito dos dias da Sara + Nuno, aconchegados entre família e amigos no seu próprio jardim.
A cerimónia foi intimista, e aconteceu num ambiente caseiro que não descurou a atenção ao detalhe, com decoração a preceito para um dia tão especial. Lá porque estamos a jogar em casa, este dia é muito mais do que um churrasco de domingo.
Ao escolher a decoração certa, a Sara + Nuno elevaram todo o ambiente à altura do momento especial que é, sem lhe retirar o conforto e aconchego pensados desde o primeiro momento.
As fotografias bonitas são da equipa Feel Creations.
Eu casava-me assim… e vocês?
Ah, e reparem nuns certos sapatinhos de noiva fantásticos: estiveram na nossa lista de sunday shoes!

Quando a resposta foi “sim!”, como é que imaginaram o vosso dia?
Não houve propriamente um “Sim!”. Foi algo mais do género: “E se nos casássemos e fizéssemos um churrasco no quintal?”.
Foi assim que, inicialmente, imaginámos o dia. Depois a ideia foi crescendo.
Sentiam-se preparados ou foi um caminho com muitos nervos?
Não tivemos nervos nenhuns, decidimos manter tudo simples e caseiro.

Em que momento da organização do casamento é que sentiram, «é mesmo isto»?
Como decidimos casar no nosso quintal, o maior desafio era que toda a gente coubesse e tudo ficasse “arranjadinho,” mas sem ter um ambiente formal. Foi quando vimos as ideias das decoradoras a serem postas em prática, que achámos que ia ficar tudo como queríamos.
O resultado é fiel às ideias iniciais ou muito diferente? Contaram com alguma ajuda?
Não é propriamente fiel porque inicialmente estávamos a pensar num churrasco de fim de tarde para umas trinta pessoas e, com o tempo, acabámos por perceber que queríamos que mais algumas pessoas estivessem presentes e que o espaço também ficasse um bocadinho mais decorado. E acabou por ficar tudo como queríamos. Contámos com a ajuda das decoradoras e do catering.

O que era fundamental para vocês? E sem importância?
Para quem partiu da ideia de um churrasco, não tínhamos muitas exigências. Só queríamos que se mantivesse o ar caseiro e fosse uma festa de família e amigos no quintal. No geral, não demos importância à maioria das coisas que acabam por acontecer num casamento mais tradicional. Não houve guião ou planeamento para o próprio dia, ou horas para acontecerem determinadas coisas. Até a música fomos nós próprios, e os nossos amigos, a passar.
O que foi mais fácil? E o que foi mais difícil?
Foi tudo fácil. Como éramos poucas pessoas, sempre se conseguiu tudo o que queríamos e de forma rápida.

Qual foi o pico sentimental do vosso dia?
Foram os discursos dos nossos amigos e família!
E o pico de diversão?
Quando os nossos amigos apareceram com instrumentos musicais e tocaram para nós músicas personalizadas.

Um pormenor especial…
O mais especial foi termos conseguido manter tudo íntimo, por ter sido na nossa casa e no nosso quintal, que é o lugar onde vivemos. Para nós os dois, isso foi dos pormenores mais especiais. Como foi em casa e com as pessoas mais próximas, conseguimos estar com toda a gente e conviver a sério entre nós.
Agora que já aconteceu, mudavam alguma coisa?
Não mudávamos nada!

Algumas words of advice para as próximas noivas…
Como não tivemos uma festa tradicional, não conseguimos dar grandes conselhos a quem optar por esse estilo. Mas quem quiser optar por um casamento em casa e estiver na dúvida sobre se vale a pena, aconselhamos muito! É muito giro e vale muito a pena. Não é preciso ter uma casa e um jardim grande. A nossa casa é pequena, mas tudo organizado cabe e as pessoas vão ficar surpreendidas como pode ficar tudo caseiro e tão bonito. Além de que não ficam dependentes de datas disponíveis, pode ser quando quiserem e demoram menos tempo a planear tudo.

Os fornecedores envolvidos:
convites, materiais gráficos e ofertas aos convidados: Linhas Coloridas;
espaço de casamento: casa própria;
catering e bolo dos noivos: No Mundo de Luísa;
fato do noivo e acessórios: Pepe Jeans e Hugo Boss;
vestido de noiva e sapatos: Gio Rodrigues e Zara;
maquilhagem: Paula Motta;
cabelos: Pontas Soltas;
bouquet de noiva: Flor.d.ló;
decoração: Dilly Events Design;
fotografia: Feel Creations.
Tudo tão doce, não é? Não deixem de ver outros casamentos bonitos captados pelos Feel Creations!