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Marta Ramos

Um cheirinho a verão, por Inspirarte

Já apetece tanto o verão, não apetece? E hoje o apetite fica ainda mais aguçado com este casamento intimista na praia, decorado pela Inspirarte e fotografado por Menino conhece Menina.
Contou-nos a Susana Abreu que o processo de organização do casamento foi um pouco atípico, uma vez que foi tudo tratado com a noiva e com a sua mãe. Correu tudo muito bem, o entendimento foi perfeito e o resultado cumpriu todas as expectativas. O início era auspicioso, já que a noiva tinha ideias muito definidas em torno daquilo que pretendia, e que era «um ambiente simples e elegante». Quem conhece a Susana sabe que isto é “a cara” da Inspirarte!
O perfil do cenário pretendido apontava para um clássico leve, com uma “pitada” de campestre. Em termos de decoração floral, o pedido foi no sentido de se utilizarem flores brancas de pequena dimensão, assim como de se conjugarem flores mais elegantes com flores campestres. Traço a traço, cor a cor, pormenor a pormenor, a Susana Abreu construiu o dia de sonho do casal, criando o lugar perfeito para acolhê-los e aos seus familiares e amigos nesta celebração tão importante.

O espaço é fantástico, não fosse ele na praia. Tem muita madeira em tom claro, assim como todos os restantes elementos são em tons neutros, tons de areia. Escolhi combinar rosas, rosas de Sta. Teresinha, eustomas, margaridas, entre outras flores brancas, que contrastavam com elementos decorativos em ouro velho, tentando, sempre, ao encontro do estilo e do ambiente do próprio espaço.

Vamos, então, até à praia? Não deixem de espreitar outros “passeios” Inspirarte já aqui publicados: valem sempre a pena.

 

Créditos:

 

espaço: Praia da Luz – Porto
fotografia: Menino conhece Menina
decoração: Inspirarte
bouquet da noiva: Inspirarte

Susana Pinto

À conversa com: DJ Rui Almeida – DJ para casamentos

Hoje conversamos com o DJ Rui Almeida, DJ de casamentos, com base em Guimarães.

O Rui conta-nos como foi o seu percurso profissional, que começou na rádio, passou pelos espaços nocturnos e cresce, saudávelmente, pelos casamentos animados que vai criando.
Nesta conversa há espaço para percebermos em detalhe o que faz uma boa pista de dança, e a importância que um verdadeiro profissional tem, como condutor da noite e da animação: a percepção e capacidade de leitura de pista, o conhecimento profundo sobre o o cliente e os seus convidados, e o equilíbrio saudável e frutuoso entre o improviso e o trabalho de casa.

Juntem-se a nós!

A audiência é a minha prioridade e coloco a música que eles mais gostam. Existem mil e uma maneiras de o fazer e ao longo de uma festa com muitas horas, há sempre tempo para construir um alinhamento musical completo e distinto, que agrade até aqueles que têm um gosto musical mais eclético. Ao mesmo tempo, tento enriquecer o alinhamento musical, para que os meus clientes tenham um serviço com valor acrescentado.

Conte-nos um bocadinho do seu percurso, até às pistas de dança: como é que isso aconteceu?

O meu percurso começou na rádio, onde durante quatro anos tive um programa de música de dança em que semanalmente revelava algumas das novidades  da “House Music”, género musical que continua a ser um dos meus preferidos. Isto aconteceu entre 1994 e 1998, quando a internet não estava democratizada como está hoje e por isso o acesso à musica nova não acontecia à velocidade atual.

O programa era emitido em direto e todo misturado em suporte de vinil. Durante este período também coloquei música em algumas festa de “House Music” que se faziam com alguma frequência, e em alguns bares e discotecas.

Em 1998 surgiu o primeiro convite para assumir uma residência noturna, acabei por deixar a rádio e até 2004 fui DJ residente de alguns espaços nocturnos. Esta experiência noturna foi extremamente importante, porque cresci enquanto Disc-Jockey, a minha cultura musical aumentou consideravelmente, outros géneros musicais começaram a fazer parte dos meus repertórios e aprendi a interpretar uma pista de dança e a saber geri-la durante umas horas.

 

Animação noturna e casamentos –  sendo a música um assunto transversal, esta é uma ligação natural e inevitável?

É uma ligação natural, mas não inevitável. Nem todos os Disc-Jockeys “noturnos” acabam por fazer animação de casamentos, porque não têm perfil para fazer este trabalho ou porque simplesmente não gostam de o fazer.

Também não é uma ligação natural, porque existem muitos “animadores de casamentos”, cujo  percurso começou precisamente na animação de casamentos. Obviamente não estão tão bem preparados para fazer este trabalho. Por muitos anos de experiência que consigam acumular, terão muita mais dificuldade em enfrentar uma pista de dança difícil. Sim, porque este é um trabalho muito exigente. De uma forma geral, os clientes têm a expectativa de ter uma festa longa, até de manhã se possível. Ora, para conseguir fazer uma festa com muitas horas de dança, tendo em conta que temos habitualmente cerca de uma centena de convidados, é preciso conhecimento e larga experiência..

Nenhuma festa é igual à anterior, temos um número limitado de convidados para dançar, com diferentes idades e muitas vezes com diferentes gostos musicais e é preciso agradar a todos.

Por isso é importante que os noivos tenham plena noção de quem estão a contratar e se essa pessoa será capaz de assumir a responsabilidade de colocar música num dos dias mais importantes das suas vidas.

 

Rui Almeida - DJ para casamentos Rui Almeida - DJ para casamentos Rui Almeida - DJ para casamentos

O que ouve quando não está a trabalhar? Separa lazer e profissão?

Ouço um pouco de tudo, embora a música Soul, Jazz, Funky e alguma Música Electrónica sejam as que reúnem as minhas preferências.

Contudo trabalho é trabalho, e quando assim é, a audiência é a minha prioridade e coloco a música que eles mais gostam.

Existem mil e uma maneiras de o fazer e ao longo de uma festa com muitas horas, há sempre tempo para construir um alinhamento musical completo e distinto, que agrade até aqueles que têm um gosto musical mais eclético. Não gosto de ir pelo caminho vulgar de desbobinar somente música comercial. Coloco-a, é claro, nos momentos necessários, mas tento ao mesmo tempo enriquecer o alinhamento musical, para que os meus clientes tenham um serviço com valor acrescentado.

 

Gosta dançar ou prefere ouvir?

Estou mais habituado a ouvir do que a dançar, o que acaba por ser normal, uma vez que numa festa estou quase sempre do lado de dentro da cabine de DJ. Contudo, mesmo do lado de dentro não estou parado, acabo sempre por dançar, porque também me divirto com o que estou a fazer e no fundo faz parte da performance um DJ transmitir boa disposição para a pista de dança.

 

Como se mantém actualizado?

De muitas formas, através da rádio, da internet, com algumas saídas noturnas e através da partilha com outros amigos DJ.

 

Trabalha com clientes corporativos e com clientes particulares: no dance floor somos todos iguais ou o vibe da festa é muito diferente?

Normalmente uma festa de casamento tem uma vibe bem diferente da de um evento corporativo.

É uma festa de família e amigos em que se comemora um dia muito especial, por isso é normal que tenham uma atmosfera mais solta do que a de um evento corporativo.  Mas, é claro que tenho muitos eventos corporativos que são uma grande festa, super animada.

 

Rui Almeida - DJ para casamentos Rui Almeida - DJ para casamentos Rui Almeida - DJ para casamentos

O que faz uma grande noite (ou pista de dança)?

Um público divertido, noivos presentes na pista, uma boa sintonia entre o público e o DJ, e temos festa até de manhã.

 

Como cria uma playlist para os seus noivos? É tudo trabalho prévio ou há espaço de improviso? Um pesa mais do que outro?

Tento conhecer ao máximo o gosto musical dos noivos e o que eles pretendem para a festa do seu casamento, que muitas vezes é uma coisa bem diferente dos seus gostos musicais.

Gosto  também de perceber previamente como é composto o grupo de convidados e também o que estes apreciam.

O trabalho, obviamente só faz sentido em direto, a sentir constantemente a reacção da audiência, contudo, se for bem preparado é geralmente mais bem sucedido.

Sou também um pouco selectivo na gestão da minha agenda para assim ter tempo para preparar o trabalho.

Existe por isso trabalho prévio e espaço para improviso, porque o trabalho do DJ também é isso.

Gosto de agir por antecipação e não por reacção. Não espero que saiam pessoas da pista para mudar de género musical, mudo atenpadamente para as agradar constantemente, para as surpreender pela positiva e para lhes dar constantemente motivo para estarem presentes na pista de dança.

Como os noivos e os seus convidados não são todos iguais, não faria sentido ter uma playlist igual para todas as festas. Isso não resultaria. Existe, sim, uma identidade musical no meu trabalho e um fio condutor que tem como objectivo guiar a festa pela noite dentro, durante algumas horas, e onde deve haver  espaço para um repertório musical variado que agrade a todos os presentes.

Como tenho uma cultura musical abrangente, consigo fazê-lo com alguma facilidade. Este alinhamento musical tem também, obviamente, de ser um reflexo do gosto musical dos noivos ou do que estes pretendem que seja.

Um trabalho personalizado é a chave para o sucesso e é isso que gosto de proporcionar aos meus clientes.

 

Rui Almeida - DJ para casamentos Rui Almeida - DJ para casamentos Rui Almeida - DJ para casamentos

Se se casasse, com que música abria a pista?

Já me casei e como sou adepto de clássicos em momentos que queremos eternizar, foi com o Wonderful Tonight, num dueto do Ivan Lins com o Michael Bublé, que abrimos o baile.

 

Para fechar, qual é a música a que regressa sempre?

Confesso que não tenho uma música à qual regresso sempre, da mesma forma que não tenho uma música preferida. Ambas as coisas seriam muito redutoras e não fariam sentido entre tantas músicas que aprecio e que merecem lugar de destaque.

 

 

Contactem o Rui Almeida, através da sua ficha de fornecedor. Espreitem as galerias e entrem em contacto directamente através do formulário: é só preencher com os vossos dados e mensagem, e na volta do correio, terão uma resposta simpática do Rui Almeida.

 

 

Acompanhem estas nossas conversas longas com fornecedores seleccionados Simplesmente Branco, sempre à quarta-feira!

 

Marta Ramos

Um amor e o mar, por ADORO

A Cátia e o Tiago casaram no mês de Outubro de 2018, aquele mês que, nos últimos anos, se começou a juntar à categoria do verão. Este dia não foi excepção, felizmente, mesmo sendo já quase fim do mês: esteve um tempo fantástico e uma luz mágica, que as fotógrafas da ADORO bem souberam captar.
O espaço escolhido foi o NOAH Surf House, o “irmão mais novo” do Areias do Seixo, o que se traduz num ambiente requintado e pautado pelo bom gosto, com os pés descontraidamente assentes no areal.

O dia começou tranquilamente, em família, com mergulhos na piscina. O noivo aproveitou para apanhar umas ondas naquele sempre generoso mar de Santa Cruz, e tudo fluiu com calma e graciosidade.

Este casamento reuniu condições que raramente vemos no mesmo dia: descontracção dos noivos e convidados, espaço(s) fotogénico(s) e o clima estupendo. O espaço aberto e a ligação à praia fez com que os convidados descontraíssem e desfrutassem verdadeiramente do dia.

Aproveitemos então a boleia das imagens da ADORO para darmos uma escapadinha até à praia:

 

O espaço, a decoração e o catering têm assinatura NOAH Surf House (Praia da Física, Santa Cruz); a noiva vestia um vestido Pronovias e calçava sapatos Bobbies; o noivo trajava Hugo Boss e calçava Olsken.

Vejam mais trabalhos da ADORO e leiam atentamente a entrevista que a Carla e a Sofia deram à Susana. Para falarem directamente com as fotógrafas, usem e abusem do formulário de contacto que se encontra na respectiva ficha de fornecedor. Elas estão à vossa espera.

Marta Ramos

Bem-vindos ao novo site Foto de Sonho

O Hélio e o Marco conhecem a luz como fotógrafos de natureza (que já foram) e vêem a fotografia como arte, feita com bom gosto e visão de autor. As imagens que captam são um tesouro que fica para sempre, o legado visual da vossa nova família, e é por isso que fotografar casamentos é a paixão assumida da dupla Foto de Sonho. Aliás, acreditam mesmo que desenvolver esta actividade tem feito deles pessoas melhores – e esse é o verdadeiro privilégio.

Em ambos os casos, a fotografia não foi a sua primeira profissão. O Marco começou por ser músico, guitarrista e comercial de pianos; e o Hélio, topógrafo entre Lisboa e no Alentejo. No entanto, a fotografia era uma paixão que os definia e que foi tomando conta das suas vidas. Foi em 2007 que se conheceram, num workshop sobre fotografia de paisagem natural.
A fotografia de casamento surgiu mais tarde, a convite de alguns colegas, amigos, e em 2012 nasceu a marca Foto de Sonho. A meio de 2014, o Marco passou a dedicar-se a tempo inteiro ao projecto, que foi ganhando os contornos que tem hoje. Os anos de experiência, amadurecimento de ideias e procura de um estilo fazem com que acreditem profundamente neste projecto, que é, também, um projecto de vida para ambos.

Hoje, o projecto Foto de Sonho dá mais um passo, com a inauguração de um novo site, uma nova janela para o trabalho da dupla, cada vez mais comprometida com a sua missão de contar histórias de amor em imagens com emoção. Convido-vos a espreitar por esta janela e a conhecer um pouco melhor os dois fotógrafos e o seu portefólio: www.fotodesonho.com.

 

Novo site Foto de Sonho - Fotografia de Casamento

Não deixem de dar uma vista de olhos por todos os artigos que já publicámos acerca do trabalho da Foto de Sonho. Visitem também a respectiva a ficha de fornecedor, espreitem a galeria, feita de belas imagens, e falem com o Hélio directamente através do formulário: ele está à vossa espera para, com o Marco, contar a vossa história feliz em fotografias luminosas.

Marta Ramos

Wise words: preparar a pele para o dia do casamento

Já aqui dedicámos as nossas wise words à maquilhagem da noiva, com assessoria da Kabuki Makeup by Rita Amorim. Houve uma observação da Rita acerca da importância de preparar a pele com antecedência que nos ficou na memória desde então: «Acima de tudo, a minha primeira preocupação é perceber em que estado se encontra a pele da noiva e caso possamos melhorá-la até há data da cerimónia, iniciamos um tratamento aconselhado e dedicado caso a caso.»

Foi com esta preocupação em mente que decidimos pedir ajuda à Ana Alexandre, autora do blogue The Skin Game. Licenciada em Farmácia, a Ana é formadora e trabalha actualmente na área da dermocosmética. Coincidentemente, está também a muito pouco tempo de dar o nó, pelo que sabe exactamente de que estamos a falar quando lhe pedimos que nos ajude a elucidar as noivas quanto aos cuidados essenciais que devem ter para conseguirem uma pele fabulosa no dia do casamento. E para começar, convém saber ao certo o tipo de pele que se tem.

«A primeira coisa a ter em conta é que o tipo de pele está relacionado com a produção natural de gordura/sebo pela pele, portanto é esse o factor que usamos para distinguir. Uma pele equilibrada é uma pele normal; uma pele que na sua totalidade produz excesso de sebo é oleosa (gordurosa ao toque e brilhante); e uma pele que produz gordura a menos é uma pele seca (geralmente há uma sensação de desconforto permanente na pele e de repuxamento). Contudo, podem coexistir no rosto vários tipo de pele, tratando-se então uma pele mista (geralmente é oleosa na zona T, que é composta pela testa, nariz e queixo).

Há que citar, no entanto, outras duas situações, que são ambas estados e não tipos de pele. Uma pele desidratada é uma pele com falta de água e pode ocorrer em qualquer tipo de pele, sendo até muito frequente nas peles oleosas por causa da tendência a remover toda a oleosidade do rosto. Isto significa que se têm alguma descamação na pele, pele baça e excesso de produção de oleosidade, têm provavelmente uma pele oleosa desidratada (faço só uma adenda de que se a descamação na pele oleosa for localizada às sobrancelhas, nariz e linha do cabelo, então muito provavelmente será dermatite seborreica). Pele sensível também não é um tipo de pele, mas sim um estado geralmente transitório.»

 

Makeup de noiva: Kabuki Makeup by Rita Amorim Makeup de noiva: Kabuki Makeup by Rita Amorim Makeup de noiva: Kabuki Makeup by Rita Amorim

Para a Ana Alexandre, o único passo de uma rotina de cuidados que depende do tipo de pele é o hidratante que se usa. De uma forma geral, estes são os passos que aconselha:
1. Produto de limpeza não agressivo: «podem escolher a textura que mais vos agradar, mas devem remover sempre o produto do rosto, mesmo que o produto diga que não é necessário, como o caso das águas micelares, já que deixar resíduos de detergente na pele conduz a sensibilização. Não sou fã de produtos de limpeza de pele oleosa, pois são geralmente muito agressivos e acabam por promover a desidratação da pele.»<
2.
Tónico exfoliante: «usar duas a três vezes por semana, para uniformizar a textura da pele e remover as células mortas».
3. Sérum: «adequado àquilo que sintam que precisam de corrigir (sinais de envelhecimento, desidratação, manchas, falta de luminosidade, excesso de oleosidade, etc.), pois os séruns são mais concentrados e têm uma melhor penetração na pele, o que ajuda a que sejam mais eficazes.»
4. Creme de contorno de olhos: «também aqui, escolham o produto mais adequado àquilo que pretendam tratar – olheiras, papos, sensibilidade, rugas, rídulas, etc.»
5. Hidratante adequado ao tipo de pele: «as texturas gel ou gel-creme são ideais para quem tem pele mais oleosa; as texturas tipo creme rico ou bálsamo são perfeitas para pele seca. Peles oleosas podem dispensar o hidratante se o sérum já for nutritivo o suficiente e peles muito secas podem optar por um óleo rico em substituição do creme, especialmente à noite. Também há óleos para peles oleosas e podem usar sem problemas se for esse o caso, mas deverá ter essa indicação na embalagem.»
6. Protector solar: «usem diariamente, com um mínimo de protecção de FPS15, já que a radiação solar é responsável por cerca de 80% dos sinais de envelhecimento.»

Para preparar um dia especial como o casamento, em que todas as atenções – e todas as câmaras – estarão focadas em vocês, o ideal será manter uma rotina adequada com pelo menos dois meses de antecedência. Mas, atenção: todos os dias contam. Por isso, se falta menos de dois meses para o vosso casamento, não vale desistir. Comecem já hoje e terão certamente benefícios. «Os dois passos que são completamente imprescindíveis são a exfoliação e a hidratação, porque vão fazer toda a diferença no dia do casamento. Uma pele exfoliada não só tem uma textura mais regular, que se torna perfeita para a maquilhagem assentar de forma uniforme, mas também ajuda a prevenir problemas como a acne e ajuda a potenciar os efeitos de todos os produtos que colocamos na pele. Uma pele hidratada não vai ter tendência de absorver toda a hidratação que a maquilhagem tem e faz com que dure mais tempo impecável, sem um acabamento seco ou poeirento. Recomendo sempre um tónico exfoliante com ácido glicólico ou ácido mandélico se a pele for sensível, e um sérum com ácido hialurónico. E, claro, nunca dispensar uma boa limpeza.»

E as noivas que preferem não usar maquilhagem? «Mais uma vez, uma pele exfoliada e hidratada faz logo toda a diferença. Além disso, aquilo que geralmente a maioria das pessoas procura é uma pele radiante. Aqui recomendo sempre que se use um bom sérum com Vitamina C, que é o melhor ingrediente em dermocosmética para deixar a pele com um ar luminoso e saudável. Ajuda sempre se se fizer uma máscara no dia anterior de forma a potenciar o melhor que a pele tem para dar, sendo que sou particularmente fã das máscaras de tecido ou de material equivalente, por permitirem uma aplicação uniforme e um momento mais zen antes de um dia que se prevê muito cheio.»

Perguntámos também à Ana Alexandre o que recomenda aos noivos, para que também eles estejam no seu melhor no grande dia: «Os noivos devem seguir os mesmos cuidados básicos – limpeza, exfoliação e hidratação – ou, de preferência, a rotina completa. Se tiverem barba, faz toda a diferença usarem um bom champô para a barba e um óleo de hidratação adequado para prevenir as pontas espigadas e deixar o pêlo mais luminoso.»

 

Makeup de noiva: Kabuki Makeup by Rita Amorim Makeup de noiva: Kabuki Makeup by Rita Amorim Makeup de noiva: Kabuki Makeup by Rita Amorim

Já falámos sobre as principais coisas a fazer para preparar a pele para o dia do casamento. Mas também é importante sublinhar os erros mais comuns a evitar, segundo a Ana Alexandre:

– Achar que a maquilhagem resolve tudo: «por muito boa que seja a maquilhadora, se tiver de trabalhar com uma pele maltratada ao longo de anos, não vai sair dali um milagre. Uma maquilhagem precisa de uma pele com uma textura o mais lisa possível e o mais hidratada que se conseguir de forma a ter o efeito que se pretende e que se espera num dia tão importante»;

– Achar que bastam dois dias a usar um creme para a pele ir ao sítio: «dois dias ajudam sempre mais do que dia nenhum, mas o ciclo da pele dura 28 dias aos 20 anos e a partir daí só aumenta, por isso o melhor é começar com antecedência»;

– Usar produtos novos pouco tempo antes do casamento: «se houver uma reacção alérgica a um produto, a pele necessita de tempo para recuperar, por isso nunca aconselho a experimentarem produtos novos menos de duas semanas antes do casamento»;

– Fazer tratamentos estéticos pela primeira vez antes do casamento: «vejo sempre várias pessoas a investirem em limpezas de pele pela primeira vez antes do casamento. Isso pode ter maus resultados se nunca tiverem ido e não souberem o que podem esperar do tratamento – as extracções, por exemplo, podem deixar marca durante vários dias».

Então e depois de tantos cuidados pré-casamento, o que é que não deve faltar nos necessaires dela e dele para continuar a tratar bem da pele durante a lua de mel?

«Protector solar, sempre! Há imensas marcas que disponibilizam embalagens de protector com 100ml, por isso não há desculpas para não levar em viagem. Por hábito meu, sempre que viajo levo sempre um daqueles cremes que servem para tudo, a que na farmácia chamamos os “cica”, pelo facto de quase todos terem um nome começado por este conjunto de letras. Perdi a conta ao conjunto de situações em que já me ajudaram, desde picadas de insectos, queimaduras, pequenas feridas, pele “assada”, fricção de sapatos… É sem dúvida um indispensável em viagem no meu ponto de vista, porque resolve imensa coisa e poupa o trabalho e despesa de ter de comprar algo no local para resolver alguma destas situações.

Apesar de saber que é prática comum e que até se vendem embalagens com esse propósito, aconselho sempre a não colocarem os produtos em embalagens de viagem, pois a fórmula pode interagir com a embalagem e acabam com um produto alterado e uma embalagem esburacada (acreditem, já me aconteceu). Optem por levar os tamanhos habituais se conseguirem, ou por comprar produtos em embalagem de viagem. Se quiserem a abordagem minimalista, aqui vai: gel de banho, loção de corpo, gel de limpeza de rosto, hidratante, protector solar e creme “cica”.»

E pronto. Se vos restar alguma questão, consultem o blogue The Skin Game e falem com a Ana Alexandre, que está sempre disponível para esclarecer as vossas questões, seja através de comentários, e-mail ou redes sociais. Bons preparativos!

 

As fotos que ilustram este artigo mostram trabalhos do nosso fornecedor seleccionado Kabuki Makeup by Rita Amorim.
Sobram dúvidas? Falem connosco, têm a caixa dos comentários inteiramente à vossa disposição. E não deixem de acompanhar todos os artigos de wise words que vamos publicando, sempre à segunda-feira.

Susana Pinto

Parabéns: o legado Simplesmente Branco

Hoje completamos nove anos online. E neste universo digital, é uma vida!

Em 2010 não havia Pinterest, não havia smartphones, não havia Dropbox. O Facebook dava pequenos passos e o Instagram não respirava.
Havia revistas em papel e um site americano que me fazia suspirar.
Em 2010 o mercado de casamento estava numa fase sem graça: os mais velhos estavam acomodados, sem desafios de maior, e os mais novos não se interessavam por este assunto. Os noivos estavam sozinhos. Faltava entusiasmo, frescura, inspiração, sobrava desencanto.

Eu queria uma casa digital para mostrar os meus convites de casamento: uma casa à minha escala, alinhada com a minha visão. Uma casa para mim e para os meus pares. Uma casa para os meus noivos. Um sítio fresco, inspirado, gentil, generoso. Um sítio nosso, à nossa medida.

Como não existia, construí-o. O Simplesmente Branco foi a faísca e a gasolina de uma nova geração de profissionais, de uma nova tribo de noivos, de um novo mercado de casamento.

De “foleiro”, passou a “giro”, de estagnado passou a vibrante e, hoje, é com orgulho que alguém diz “sou fotógrafo de casamentos” e muitos querem fazer parte desta aventura.
Ligámos quem procurava, sem saber que existia, a quem oferecia, sem as mesmas certezas.

 

Em números, o Simplesmente Branco é, hoje,  um monstro feliz!

Temos mais de 10 mil visitas mensais, mais 6 mil posts publicados, mais de 30 mil seguidores no Facebook e mais de 640 mil visualizações mensais no Pinterest. Editámos 7 revistas digitais, bilingues, com uma média de 215 páginas cada uma. Pusemos de pé 11 showcases, organizámos uma conferência internacional e uma conferência nacional. Publicámos um livro e desenhámos 9 calendários anuais. Mantemos uma centena de fornecedores seleccionados, lançámos vários talentos e demos novo fôlego a negócios tradicionais e tímidos na sua comunicação. Fazemos reflexões frequentes sobre o que observamos e sobre o que queremos. Mudámos de casa 4 vezes. Publicámos mais de 500 casamentos bonitos.

Estabelecemos um standard de qualidade e um modo de fazer. Trabalhamos, todos os dias, para um mercado melhor, duradouro, estável, são, justo.

Este é o legado Simplesmente Branco.

 

Em 2019, o mundo é incrivelmente diferente. Tudo é mais imediato, menos profundo, mais artificial. Quem grita mais, é validado com mais audiência, é esse o nome do jogo, independentemente da veracidade ou qualidade intrínseca da mensagem.
Styled shoots ganham o nome de casamentos, manequins profissionais são promovidos a noivos, criam-se decorações impossíveis de concretizar na vida real, preço e experiência nem sempre andam ligados, brochuras de 20 páginas afinal são revistas, e que importância tem não distinguir destination wedding de wedding destination ou enxovalhar a gramática e vocabulário ingleses a toda a hora? O importante parece ser viver fast and furious, para o instante, sacando ao máximo com o mínimo de investimento, enquanto a onda rola.

 

Não somos isso, não acreditamos nisso, não queremos isso. Não validamos isso.

Preferimos a nossa visão gentil, generosa, discreta, constante.

Preferimos partilhar e trabalhar a realidade, de forma honesta, transparente e celebrar, convosco, o mais bonito dos dias.

Estes nove anos são feitos de resiliência e de produção de conteúdos de qualidade e vida longa. Não há prova melhor do que a primeira edição da S Magazine, que celebrou o primeiro aniversário do Simplesmente Branco, em 20111, e permanece intemporal, oito anos depois. Faz-me sorrir e deixa-me muito feliz.

 

É esta a nossa posição, consistentemente, mesmo que pareçamos andar às arrecuas do momento: tornarmo-nos relevantes no tempo, investir na aura e na intemporalidade,  o coração do Simplesmente Branco, aquilo que é a nossa missão:

Oferecer inspiração fresca e bonita, e informação fundamental e fidedigna aos leitores mais exigentes, que acreditam que o seu casamento pode e deve ser um dia único e inteiramente desenhado à sua medida; guiá-los no caminho até ao mais bonito dos dias; garantir que encontram os fornecedores que são a sua cara-metade.

Identificar o talento e promovê-lo; ajudar os profissionais mais criativos e consistentes a crescer com a projecção que merecem, e acompanhá-los nessa viagem; garantir que encontram os clientes que são a sua cara-metade.

Isto é o coração pulsante do Simplesmente Branco.

 

Ali em cima falei de legado. Fizémos um caminho imenso, mudámos o nosso mundo, mas há ainda coisas, imensas, desafiantes, que faltam fazer: construir uma comunidade e criar uma associação profissional. Conto celebrá-las no 10º aniversário!

Fecho com um imenso agradecimento a todos os que estão comigo, sempre.  Esta viagem não se faz sozinha e a vossa companhia é valiosa. Parabéns!

 

Esta imagem sou eu, fotografada pelo André Castanheira (que definiu de forma mais hilariante e certeira o Simplesmente Branco: “uma ostra com pérola num mar de berbigão com areia), para a primeira edição da S Magazine, no Centro Cultural de Vila do Conde.