Noivos sabedores e um casamento doce: Joana + Jorge
Hoje temos a festa bonita da Joana + Jorge, pensada e vivida com dedicação e amor, desde o primeiro momento.
Sabedores do que queriam para o mais bonito dos dias, fizeram as suas escolhas com calma e confiança, e o resultado é reflexo disso: um casamento cheio de amor e uma festa memorável – a melhor das combinações.
Entre as suas escolhas de fornecedores, estiveram a dupla Lounge Fotografia e a dupla Vanessa & Ivo – filmes feitos à mão.
No photobooth amoroso, vão encontrar as ardósias da Susana Almeida, da Feliz é quem diz.
Fechamos a semana desta forma doce: leiam devagarinho e saboreiem as imagens.
Bom fim-de-semana!
Quando a resposta foi “sim!”, como é que imaginaram o vosso dia?
Muita coisa nos passou pela cabeça, mas a verdade é que o essencial nunca mudou: sabíamos que queríamos um dia que fosse a nossa cara, alegre, cheio de boas vibrações, simples, reconfortante e genuíno, que desse para desfrutar descontraidamente de cada momento. Queríamos que todos sentissem que este momento também era deles e partilhassem do nosso amor e da nossa felicidade.
Sentiam-se preparados ou foi um caminho com muitos nervos?
Para o passo a dar estávamos há muito preparados, pelo que ao longo da caminhada nunca nos sentimos particularmente ansiosos ou preocupados (tirando os últimos dias, por querermos que tudo estivesse conforme imaginámos). De resto, toda a preparação acaba por deixar um sentimento agridoce, de saudade, pois tudo foi vivido de forma intensa e cada escolha foi muito ponderada. Sabíamos bem o que queríamos e quem queríamos – e confiámos muito no trabalho de todos. No fim, todos se revelaram escolhas mais do que acertadas.
Em que momento da organização do casamento é que sentiram, «é mesmo isto»?
A cada decisão tomada fomos sentindo que tudo se estava a alinhar como desejávamos, mas o dia em que tudo clicou para nós foi a véspera do casamento, em que pudemos ver todas as peças e pormenores decorativos que estivemos a preparar com muito amor no seu local, no Solar. Ver concretizado tudo o que planeámos é uma sensação difícil de traduzir em palavras. “É mesmo isto”.
O resultado é fiel às ideias iniciais ou muito diferente? Contaram com alguma ajuda?
O resultado final superou muito as nossas expetativas. Claro que algumas ideias foram sendo abandonadas ao longo do percurso, mas no geral, foi bastante fiel às ideias iniciais. Foi espetacular perceber que todos os nossos fornecedores estavam na nossa onda e todos deram um contributo imprescindível para que o dia tenha corrido como correu. Aqui temos de realçar o trabalho da Gi dos Make My Day, que além de criativa e prática, foi muito paciente com as nossas dúvidas e descomplicou sempre as ideias mirabolantes que tínhamos; e da Ema e da Joana, do Solar de Vilar que foram inexcedíveis a enquadrar e transformar as nossas ideias em realidade. Além dos fornecedores, a família foi parte fundamental, sem a qual nada teria conseguido ser feito. Literalmente, porque se fartaram de trabalhar para ajudar a construir e montar o que idealizámos.
O que era fundamental para vocês? E sem importância?
Tentámos colocar um pouco de nós em todos os pormenores do casamento, por isso acabámos por dar importância a todos os detalhes. Queríamos não só criar um dia especial para nós, mas também que todos os convidados se sentissem parte do nosso mundo e se divertissem. Outro ponto fundamental era eternizar o dia nas fotos e vídeo dos nossos magníficos fornecedores.
O que foi mais fácil? E o que foi mais difícil?
A partir do momento em que escolhemos os Lounge Fotografia e os Vanessa & Ivo – Filmes feitos à mão, o casamento começou a ganhar forma, pelo que se pode dizer que foram as decisões mais fáceis. O mais difícil – e resolvido pouco tempo antes do casamento – foi a escolha da banda. Sabíamos que queríamos algo para acompanhar as entradas, mas não conseguíamos arranjar nada que satisfizesse. Até surgirem os Samba Sem Fronteiras, por sugestão do Renato dos MusicBox. E, de repente, tudo encaixou.
Qual foi o pico sentimental do vosso dia?
Toda a cerimónia religiosa foi absolutamente única, pessoal e memorável. É difícil escolher um só momento, de tantos que nos vão ficar no coração. Outro momento que também nos é muito querido: o vídeo que fizemos para os convidados, para agradecer a sua presença nas nossas vidas.
E o pico de diversão?
O jogo do sapato, que foi tão divertido para os convidados como para os noivos! E, claro, vários momentos na pista de dança que serão para recordar por muitos anos…
Um pormenor especial…
É difícil escolher, porque tivemos apontamentos especiais um pouco por todo o casamento (da caixa do correio estilo Up!, aos corações de Azeméis que adornavam as mesas no Solar)… De todos, temos que realçar o cantinho para fotos ou photobooth. Foi idealizado e feito por nós, contando com muita ajuda dos nossos familiares e ficou perfeito, melhor do que alguma vez imaginávamos.
Agora que já aconteceu, mudavam alguma coisa?
Não mudávamos absolutamente nada. Se calhar, que o tempo tivesse andado mais devagar… passa tudo a correr quando estamos imersos no momento.
Algumas words of advice para as próximas noivas…
Organizar-se e planear com antecipação, porque diminui o nervosismo e os imprevistos são mais facilmente controlados. Procurar ideias um pouco por todo o lado – sítios como o Simplesmente Branco são sempre uma boa fonte de inspiração. Relaxar e aproveitar os preparativos e nunca esquecer o mais importante – no dia, somos um e nada mais importa.
Fechamos com o vídeo bonito da dupla Vanessa & Ivo – Filmes feitos à mão.
Os fornecedores envolvidos:
convites e materiais gráficos: Make My Day – Films & Styling;
local e catering: Solar de Vilar;
bolo: Capuchinha do Rossio;
fato do noivo e acessórios: fato do noivo Acorfato, sapatos Aldo, laço Monsieur Martinez;
vestido de noiva e sapatos: vestido de noiva St. Patrick (comprado na loja Teresa Macário Noivas, em Viseu) e sapatos de noiva Rainbow Club;
maquilhagem: Paula Pereira;
cabelos: Rosa Cabeleireiros (Rio de Loba);
barbeiro: Goodfellas Barbershop (Viseu);
bouquet: Jardim da Lena (Rio de Loba);
decoração: a meias entre a nossa família e o Solar de Vilar;
ofertas aos convidados: feitas com carinho pelas mães dos noivos (doces e almofadas de cheiro);
fotografia: Lounge Fotografia;
vídeo: Vanessa & Ivo- Filmes feitos à mão;
luzes, som e DJ: MusicBox Porto;
música do cocktail: Samba Sem Fronteiras;
animação infantil: Ânimus.
Vestidos de noiva a preços baixos
Quando falamos de vestidos de noiva, fico sempre desconcertada quando é usado o termo low cost (que para mim, vale para viagens de avião e pouco mais, com os resultados pouco simpáticos que bem conhecemos).
O termo smart saving é muito mais interessante porque se traduz, simplesmente, em boas escolhas e boas compras, não é fraca qualidade.
Ora a propósito deste assunto, a H&M lançou, como tantas outras marcas têm vindo a fazer ultimamente, e isto é uma enorme revolução no mercado, uma linha de vestidos de casamento. São três ou quatro vestidos apenas, disponíveis online, mas por estes dias este exemplar tem estado pendurado na loja do Chiado.
Deixem-me que vos diga: é muito bonito e tem um toque e cair (pelo menos no cabide), impecáveis. Os acabamentos são bons, o tecido tem peso e consistência, e o corte, com uns godés na parte de baixo, muito feminino.
Custa 179 euros, o que é um preço mais do que óptimo para quem quer cumprir o figurino – casar de vestido branco, comprido e de renda -, mas que prefere aplicar essa fatia do orçamento noutro item, como a festa ou a viagem de lua-de-me.
É isto que eu chamo de smart saving: não abdicamos de um certo nível de qualidade e estilo (e podem sempre fazer o upgrade deste vestido com uns sapatos incríveis, como os Purist, os Josephine ou os Sofia, da Aquazurra, por exemplo, ou com um cinto de brilhantes, como este, este ou este), e o resultado está à altura do significado da ocasião, da sua essência: nós, no nosso melhor, no mais bonito dos dias.
Passem pela loja e vejam-no de perto. Se gostarem e se esta é a vossa posição perante o assunto vestido de noiva no vosso orçamento (sim, quero um, mas não é o mais importante na minha lista), dêem-lhe uma oportunidade, porque merece.
12 anos depois, por Love Clips
A Cádia e o Tiago casaram em Setembro do ano passado no magnífico cenário da Tapada de Mafra. Se não conhecem, vale bem a pena o passeio. São 1187 hectares de natureza luxuriante. A Tapada de Mafra foi criada em 1747, no reinado de D. João V, na sequência da construção do contíguo Palácio de Mafra. E sobre esta construção e este período da história, ninguém escreveu melhor do que José Saramago, no Memorial do Convento. Um livro belíssiomo (e uma história de amor daquelas que nunca mais se esquecem).
Bem, mas voltando à nossa história de amor de hoje: uma das características deste casamento foi o facto de ter ocorrido ao fim de 12 anos de namoro (daí podermos ver alguns ‘finalmente!’ no vídeo!). A Cádia e o Tiago conheceram a Elsa e o Adelino, da Love Clips, no casamento de uns amigos, e escolheram-nos para filmar o seu grande dia, uma vez que criaram todos uma empatia imediata.
A Love Clips conta histórias sem poses nem guião. Capturam momentos autênticos e verdadeiros, repletos de emoções e sentimentos. Querem imagens que fiquem para sempre, e transformam-nas em histórias únicas. Porque cada casal é igualmente único, cada detalhe, cada sorriso, cada lágrima, cada olhar é captado com minúcia e dedicação. E é para eles um privilégio poder assistir de perto a esses momentos num dia tão especial.
A festa foi animada, com toda a gente, de todas as gerações, a participar entusiasticamente nas danças e nas comemorações. Porque o amor é sempre um bom motivo para celebrar!
Para conhecerem melhor o trabalho de Adelino Nogueira e Elsa Moita, consultem a ficha de fornecedor Love Clips. E falem com eles, eles adoram captar emoções reais e estão à espera de conhecer a vossa história.
Sabiam que podem apoiar os Parceiros SB com o vosso IRS?
Nesta altura do ano, ainda que a vossa prioridade esteja no casamento que começa a aproximar-se, há coisas que vão requerer obrigatoriamente a vossa atenção – e a entrega da declaração anual de IRS é uma delas. Queria só lembrar-vos que essa tarefa pode revestir-se de um significado especial se aproveitarem a oportunidade para apoiar um dos parceiros Simplesmente Branco, através da consignação de 0,5% do vosso IRS.
A consignação de IRS não tem custos para o contribuinte. O que acontece é que, se derem instruções nesse sentido ao preencherem a vossa declaração, 0,5% do imposto que entraria nos cofres do Estado (e não 0,5% do que vos seria devolvido) é encaminhado para a instituição da vossa escolha. Não custa mesmo nada! A única coisa que têm que fazer é inserir o número de identificação fiscal (NIF) da instituição que decidirem apoiar no quadro 11 do modelo 3 da declaração.
Um pequeno gesto que pode representar tanto para quem está do lado de lá! Quando decidimos criar estas parcerias, abrimos as portas do SB a instituições cujo trabalho admiramos. A ideia é ajudar-vos a escolher as lembranças que oferecerão aos convidados e, de uma só vez, ajudar também quem faz um trabalho meritório todos os dias em prol do bem-estar de outros. Sabemos que vocês valorizam muito cada um dos convidados do vosso casamento e que lhes querem agradecer a presença com uma oferta de coração. Quando os vossos convidados receberem um bonito cartão ou um objecto a dizer-lhes que, por intermédio vosso, ajudaram um boa causa, vão saber que o mundo está um bocadinho melhor graças a todos vocês. E isto, meus caros leitores, é amor.
Conheçam os Parceiros SB, escolham aquele que irão apoiar com o IRS deste ano e contactem-no para obterem o NIF que deverão inserir na vossa declaração. Se tiverem dificuldade em escolher, lembrem-se de que para o ano podem repetir a boa acção!

Aproveitem agora, que ficaram a conhecer melhor estas instituições que nós temos vindo a seleccionar, e ‘convidem-nas’ para fazerem parte do vosso dia, multiplicando a vossa felicidade por muitas mais pessoas. Uma bela maneira de começar um novo capítulo das vossas vidas, não acham?
À conversa com: Flor de Laranjeira, decoração floral para casamentos
Esta semana conversamos com a Teresa Gonçalves, da Flor de Laranjeira, decoração floral para casamentos, sobre um dos assuntos que mais gosto: flores.
Nesta conversa, a Teresa conta-nos como começou o seu percurso profissional com designer de flores, e o que mais gosta neste universo natural, cheio de contrastes, texturas, liberdade criativa e desafios imprevisíveis.
Fiquem connosco, que esta é uma bela conversa!
O meu primeiro ramo de noiva foi para a minha madrinha, teria uns 16 anos. Pedi-lhe que me deixasse florir-lhe o dia e o sorriso que recebi de volta deixou-me de coração cheio.
Como começou o projecto Flor de Laranjeira?
Não sei bem quando começou nem como começou… sei que foi um processo muito natural, livre e feliz. Cresci no meio de flores (negócio de família há mais de 25 anos), tenho memórias de sair da escola e esperar pela hora do regresso a casa com os meus pais e enquanto a hora chegava e não chegava, ia brincando! Foi assim que começou o meu contacto com as flores! A brincar com elas, a observá-las, a dar-lhes vida e estórias. Aos poucos fui ajudando aqui e ali e, sem saber como, já fazia arranjos. Foi uma aprendizagem sempre muito livre e descomprometida, sem grandes regras, limitações e obrigações, mas ciente da responsabilidade e do compromisso que ia assumindo. Acho que foi esta leveza na aprendizagem que me foi cativando. Com o passar do tempo, trabalhar com flores passou a ser também um meio de mimo, de carinho para com aqueles que de algum modo eu sentia alguma ligação. O meu primeiro ramo de noiva foi para a minha madrinha, teria uns 16 anos. Pedi-lhe que me deixasse florir-lhe o dia e o sorriso que recebi de volta deixou-me de coração cheio.
Com a entrada na faculdade de Arquitectura em Lisboa, a minha presença diária pelo mundo das flores em Évora passou a ser apenas ao fim de semana, ou seja, em dias de casamento. Tudo era tão natural e presente, que nem tinha noção da importância que as flores tinham para mim.
Quando terminei a faculdade e comecei a trabalhar com designer de produto, nos últimos tempos, mais até como designer de interiores, fiquei sem tempo para as flores. Durante alguns anos andei longe de flores e casamentos. Até que as amigas começaram a casar e a pedir-me ajuda na parte gráfica do casamento e eu, apesar de as ajudar como podia, perguntava sempre… e as flores? Posso florir um pouco o vosso dia? E assim fui fazendo em casa, na cozinha, os primeiros ramos de noiva. Primeiro das amigas directas, depois para as amigas das amigas, e aos poucos para pessoas que nem conhecia. Percebi assim que através de casamentos, com hora e data marcada, era possível conjugar com a minha profissão e escolher e preparar o ramo. Mais uma vez sem saber como, estava a trabalhar com flores, mas desta vez ciente que precisava delas.
Por incentivo de bons amigos nasce a marca, surge o site, fazem-se os primeiros contactos e a necessidade de um espaço só para flores obrigada a uma decisão… e eu escolhi flores.
Como define a sua assinatura?
Não sei se tenho uma assinatura… preciso testar mais, explorar mais, amadurecer mais! Sei que gosto de trabalhar com flores naturais, de preferencia de época. Gosto de misturar flores com verduras e de muita variedade. Gosto de desafios e liberdade. Gosto do grande e do detalhe. Gosto do delicado e do exuberante. Procuro conhecer bens as flores com as quais trabalho e respeitá-las. Sei que há formas com as quais mais me identifico actualmente, mas também sei que estou sempre à procura de mais.
Esse estilo faz parte do ADN da marca ou é um conceito que escolhe para explorar e trabalhar este ano? Porquê?
Umas das coisas que mais me fascina nas flores é a sua imprevisibilidade, nunca podemos garantir que a flor abre, que o tempo não nos inverte os planos, que o frio atrase a cor. Este imprevisto que eu gosto, é muito complicado para o cliente, tem de haver muita confiança. Este voto de confiança é sagrado para mim, por isso procuro sempre criar algo com as flores, que contribua para a felicidade e o tal sorriso que não esqueço. O respeito pelas flores é aliado ao respeito pelo pedido do cliente. Quem me procura geralmente já conhece o meu trabalho e já haverá alguma identificação com ele. Talvez no ADN haja liberdade, curiosidade e experimentação.
As tendências da estação… são um assunto de trabalho ou apenas fait divers?
Diria que permitem contextualizar o mercado, perceber o cliente. São guias de referência mas não me limitam a criatividade, alertam para novas flores, cores e formas.
E as estações do ano, o ritmo e produção de cada época, são influências, contingências ou indiferenças nestes tempos globais?
Nunca gostei de rotinas, preciso de alguma ordem e rigor, mas ritmos diferentes. Os casamentos são ainda muito sazonais e eu gosto disso. No inverno tenho mais tempo para refletir e organizar as ideias. Conhecer os clientes, preparar as propostas, preparar a “casa”, fazer editoriais, experimentação. No verão o ritmo acelera, a adrenalina aumenta e eu gosto dessa diversidade de ritmos. No que diz respeito às flores, as estações influenciam muito. Há flores nacionais que todos os dias nascem, mas há também muitas flores sazonais pelas quais temos de esperar uns meses para elas voltarem com todo o seu esplendor. Eu, pessoalmente, gosto disso, mas neste mundo global é cada vez mais fácil termos flores do outro lado do mundo onde será primavera e certas flores nascem. Com as redes sociais há cada vez mais uma procura de flores fora de época, porque viram tal flor e é mesmo aquela que adoram, sacrificando por vezes a qualidade em prol da referencia de sonho. São as dores do ofício e o preço desta abundância de referências e inspirações.
Tem espécies favoritas ou a beleza e potencial são características transversais a todas as flores e plantas?
Tenho as minhas preferências, que vão variando ao longo dos tempos, não tenho, no entanto, flores de que não gosto. Aprendi a trabalhar com todas e todas me provaram que no sítio certo, da forma certa, todas têm o seu encanto.
Trabalhar com flores e plantas é, para mim, muito relaxante, sedutor e de constante descoberta, não há duas flores iguais, nem dois arranjos iguais e isso é muito rico criativamente. O equilíbrio entre o lado criativo, estético, emocional e o lado racional, logístico e técnico é desafiante e muito sedutor.
Ter o controle das decisões é importante? Tem uma perspectiva perfeccionista e específica sobre o resultado e a forma como quer que o seu trabalho seja mostrado e vivido, ou é o prazer de discutir ideias, de criar e acompanhar o processo, que lhe interessa mais na relação com cada projecto, cada cliente?
O lado imprevisível da natureza pode trazer alterações de ultima hora. Por vezes brinda-nos com agradáveis supresas, outras troca-nos as voltas! Ter a capacidade de adaptação e decisão é fundamental. Estas decisões têm, no entanto, de seguir sempre o plano traçado inicialmente, sei qual é o resultado final que pretendo, sei o que quero transmitir com os arranjos e esse será sempre o foco. Procuro o equilíbrio entre o meu lado perfeccionista e meticuloso com o deixar fluir, e que as flores e cores se manifestem. Deixo que os ramos ganharem vida e forma através da rebeldia das flores.
Existem fórmulas vencedoras que aplica, ou cada projecto de decoração floral é pensado totalmente de raiz?
Há fórmulas vencedoras e muitas inspirações, referências e pedidos que acabam por levar a soluções já testadas e registadas. Há também o cliente que permite explorar novos caminhos e gosta de ser surpreendido, e aí é possível pensar a decoração floral de raiz .
Onde busca inspiração para cada nova temporada de trabalho?
Sempre fui muito observadora. Gosto de contemplar e procurar novas perspectivas. Isto aplica-se a tudo, ambientes urbanos e humanos, mas a mãe natureza é a fonte de inspiração mais fértil para mim. Depois há um lado de pesquisa no mercado muito importante. Também há grandes nomes cujo trabalho me inspira imenso.
E nos momentos de fadiga criativa, como refresca a mente e o olhar?
Parar, relaxar e saber esperar, acho fundamental. Há fases em que é necessário desligar mesmo e procurar novas conversas, passear, viajar, dançar… Tudo tem o seu tempo! Quando o pensamento descansa e os olhos olham livremente novas formas e ideias podem surgir.
Como é o seu processo de trabalho, como cria uma ligação com os seus clientes?
Geralmente o cliente, quando chega à Flor de Laranjeira, já viu o meu trabalho e já terá sentido alguma sintonia. Num primeiro contacto peço que partilhem comigo o pedido, o que desejam e os elementos que já foram escolhendo. Gosto de saber quem são os outros fornecedores, como é o vestido de noiva, o penteado, o convite… contextualizar ao máximo o pedido. Quanto mais elementos partilharem comigo, melhor, mas procuro não ser indiscreta e respeito a quantidade de informação que queiram partilhar. Uma conversa descomprometida, sem hora marcada para terminar, é para mim muito importante. Nela, tento analisar com o cliente flores, cores e formas. Este conhecimento do cliente é para mim fundamental para poder apresentar um projecto personalizado e nos momentos de escolhas saber a melhor opção para aquelas pessoas. Respeito muito o gosto de cada um e procuro não impor nunca o meu gosto pessoal. No entanto, tem de haver sintonia entre mim e o cliente, não faço trabalhos com os quais não me identifico, nem coisas contrariada. É fundamental para mim que o cliente se sinta confiante e feliz por escolher o meu trabalho.
Qual é a melhor parte de trabalhar com flores e plantas, em decoração? E o mais desafiante e difícil?
O lado imprevisível da natureza seduz-me e desafia-me. Assim como o lado estético e a matéria… tudo é tão perfeito, belo, rico e, em simultâneo, tão simples e delicado.
O mais difícil para mim será o lado físico deste trabalho, e o contra-relógio em que é preciso trabalhar. Não é possível começar com muita antecedência e é necessário um grande planeamento para evitar imprevistos e demoras desnecessárias, tudo tem de ser pensado ao pormenor. Por isso, o lado logístico é bastante trabalhoso, cansativo e pouco poético. O transporte dos arranjos é também desafiante e moroso, tem de ser bem planeado para não comprometer o resultado final. Esta corrida contra o tempo pode ser – e é – bastante stressante, mas também lhe dá um caracter muito prático e conclusivo. Não é possível prolongar eternamente estes trabalhos, há uma hora para começar e para terminar e isso faz com que não haja tempo para desgaste do projecto.
Trabalhar com flores e plantas é, para mim, muito relaxante, sedutor e de constante descoberta, não há duas flores iguais, nem dois arranjos iguais e isso é muito rico criativamente. O equilíbrio entre o lado criativo, estético, emocional e o lado racional, logístico e técnico é desafiante e muito sedutor.
Qual foi o casamento em que mais gostou de trabalhar? Porquê?
Não sei se consigo destacar um! Há casais com uma enorme cumplicidade e amor, há famílias muito envolvidas e felizes com aquele dia e é muito bom participar nessas histórias. É bom florir estes dias de celebração e amor. Depois existem também aqueles casamentos em que as flores, as cores e as formas são muito estimulantes criativamente. E ainda aqueles onde tenho uma ligação pessoal de amizade. Não consigo escolher um! Talvez o mais marcante de todos tenha sido o tal ramo de noiva para a minha madrinha, havia um laço emocional muito importante, a responsabilidade e alguma insegurança de quem está a começar, a liberdade criativa de quem é livre e o resultado final foi um momento feliz e isso é muito bom.
Escolha uma imagem favorita do seu portfolio e conte-nos porquê:
Mais uma vez! Não consigo escolher apenas uma! Estas duas fotografias são muito importantes e inspiradoras para mim!
Esta fotografia do Hugo Coelho remete-me para um dia muito feliz. Gosto muito da foto e traz-me memórias muito boas. É de uma sessão fotográfica, algo que adoro fazer porque tenho total liberdade criativa, posso arriscar sem medo e posso explorar novas técnicas. Foi muito desafiante este trabalho e foi muito bom trabalhar com esta equipa, admiro imenso o trabalho e talento de todos os envolvidos e foi um momento muito simples, bonito e autêntico. Marca uma fase muito importante no meu percurso profissional e continua a ser uma referência para mim.
O mesmo acontece com esta segunda fotografia, do Pedro Varela! Gosto muito da fotografia, e gosto muito do arranjo, das cores e da mistura das flores. Sinto harmonia entre o conceito e o lado estético do ramo que de dois se faz um. Há nele uma lado muito tradicional e português, mas também muito contemporâneo e provocador.
Os contactos detalhados de A Flor de Laranjeira, estão na sua ficha de fornecedor. Espreitem a galeria, feita de imagens bonitas, e contactem a Teresa Gonçalves directamente através do formulário: é só preencher com os vossos dados e mensagem, e na volta do correio, terão uma resposta simpática.
Acompanhem estas nossas conversas longas com fornecedores seleccionados Simplesmente Branco, sempre à quarta-feira!
Coríntios 13:4-8
“Love is patient, love is kind. It does not envy, it does not boast, it is not proud. It does not dishonor others, it is not self-seeking, it is not easily angered, it keeps no record of wrongs. Love does not delight in evil but rejoices with the truth. It always protects, always trusts, always hopes, always perseveres.”
Coríntios, 13:4-8
Sergio + Geraldo, fotografados por Nikki Neswick, via Magnolia Rouge. Tal como estrelas de cinema de outra era, fotografados na sua e-session, antes do casamento, depois de 15 anos juntos. Tanto cool e tanto amor.




















































































