Segunda volta de um casamento intimista: Viviana + Emanuele
No verão de 2018 publiquei aqui um dos meus casamentos favoritos: Viviana + Emanuele, italianos, casaram no registo e celebraram em casa com pizza e champagne. Um casamento intimista perfeito!
Desenganem-se se acham que foi uma festa assim sem graça – o vestido era fantástico, o noivo estava elegantíssimo, as flores eram um espanto e à volta, só amor.
Pois este casamento intimista aconteceu desta forma, por circunstâncias pessoais, e para mais tarde ficou prometida uma segunda volta, com tudo o que faz parte e um lote de convidados mais alargado.
Aconteceu na primavera passada. Viviana repetiu os sapatos, mas não o vestido – um maravilhoso Needle & Thread, inspirado n’A Primavera, de Botticelli, e a decoração desta festa intimista é de cortar a respiração, ou não fosse a noiva designer floral com um gosto irrepreensível. O bouquet é muito bonito e delicado, e tem aqueles lírios raros aos quadradinhos que eu adoro. O resultado é muito romântico e ficamos a olhar para todos os detalhes e texturas, tal a sua riqueza inesperada.


Acho que vamos passar o resto do ano a falar da beleza e magia dos casamentos intimistas. Porque são de facto muito especiais, mais emotivos, mais presentes e visualmente muito espantosos.
Esta mistura de decoração de inspiração japonesa, absolutamente minimalista, com a primavera campestre que desponta em todo o seu esplendor, combinando os ramos das ameixeiras com bolbos singulares é surpreendente e muito especial, parece que tudo à nossa volta está a florescer e acompanha a energia do amor partilhado.
O que me dizem deste dia, que termina com uma mesa de sobremesas feita pela mãe da noiva, com doces de fruta do jardim dos noivos? É tudo muito, muito especial, pessoal e requintado. Não é assim que o mais bonito dos dias deve ser…?
Imagens de Il Baccello di Vaniglia, via Green Wedding Shoes.
Agora que ficaram a suspirar, desejo-vos um belíssimo fim-de-semana!
Conselhos para viajar em tempo de pandemia, com a I Go Travel
Hoje, com a ajuda da I Go Travel, falamos sobre boas práticas para viajar em tempo de pandemia.
Atravessamos tempos muito diferentes daquilo a que nos tínhamos habituado e a ligeireza com que saíamos de casa com uma mala de cabine a caminho de uma escapadinha low cost em qualquer destino europeu terminou.
A própria logística está mais elaborada, o leque de oferta mais reduzido e a nossa perspectiva e vontade também estão diferentes. Ainda assim, viajar é maravilhoso, expande os horizontes, põe-nos em confronto com a diferença e inspira-nos, alimenta-nos.

Continuemos então a viajar, com os cuidados que o momento pede, e seguindo estes bons conselhos da I Go Travel.
O assunto mais fundamental é estarem informados – sobre os destinos, o que cada país exige, procedimentos e protocolos de segurança da viagem, seguros.
A Andreia Augusto fala-nos sobre isto:
“A informação que cada passageiro deve ter em sua posse no momento da viagem, pode ser consultada no Portal das Comunidades Portuguesas ou no site da IATA, a associação que agrega as companhias de aviação, mas atenção que não está actualizada ao minuto. O nosso conselho é que nos contactem para que vos possamos dar informação mais recente, visto que os voos, horários e regras para embarque têm estado a sofrer alterações constantes.
O checkin online ganha mais vantagem do que nunca, mas neste momento pode ser necessário apresentar informação e documentação complementar, como vistos, teste PCR CoVid , declaração de Saúde , etc., para entrar em certos destinos. Essa documentação tem de ser confirmada e apresentada no check in presencial, tal como o cartão de embarque que às vezes não é possível imprimir na versão digital.
Neste momento é muito importante que contabilizem mais tempo para o processo de embarque, porque entre novos protocolos, que incluem uso obrigatório de máscara e circuitos de deslocação, medidas de segurança adicionais, distanciamento e higienização individual, todos teremos que ser mais pacientes, cumpridores e disponíveis.
Alinhadas com o momento, algumas companhias aéreas passaram a disponibilizar packs de embarque que contém máscaras, luvas, gel e toalhitas desinfectantes.”

Ora se este é o processo que podemos esperar a partir do momento em que chegamos ao aeroporto, prontos para o embarque, como nos podemos precaver perante a incerteza e os imprevistos? A evolução do número de casos tem implicado uma gestão, mudança e implementação de novas regras de forma quase semanal e é possível (ainda que esperemos que não), que uma determinada premissa com a qual iniciámos a nossa viagem se altere a meio – podemos ficar doentes, as fronteiras podem fechar, os voos podem ser cancelados, há de facto um cenário de probabilidades menos remotas.
Pedimos conselho à Andreia sobre esta questão e a resposta é clara: fazer um seguro é muito importante!
“Para que os passageiros estejam protegidos na eventualidade de terem um problema antes ou durante a viagem, o nosso conselho é que contratem um seguro de viagem que tenha a Cobertura Co-Vid. Desta forma salvaguardam o montante investido na viagem.
Esta cobertura prevê o reembolso caso o teste PCR Co-Vid dê positivo antes do embarque e o pagamento em destino de “eventual” quarentena dos custos de alojamento por teste PCR Co-Vid positivo.
Na I Gotravel, o nosso seguro contempla também um serviço de assistência telefónica 24h para todos os clientes em viagem, para que possamos ajudar em qualquer eventualidade ou dúvida que possa surgir.”

Últimas considerações para quem está de viagem marcada, dentro ou fora de Portugal:
- todos os passageiros portugueses que viajem para Portugal precisam de apresentar um teste Co-Vid com resultado negativo;
- se estão a viajar a partir de países que integram a União Europeia, associados ao Espaço Schengen e Reino Unido ou países cuja situação epidemiológica esteja de acordo com as recomendações respeitantes a ligações aéreas com Portugal, como o Canadá, não precisam de teste negativo;
- estão autorizadas as ligações aéreas entre Portugal e a União Europeia, países associados ao Espaço Schengen (Liechtenstein, Noruega, Islândia e Suíça), Reino Unido e, desde Agosto, com o Canadá, Coreia do Sul, Tunísia, China, Austrália, Nova Zelândia, Ruanda, Uruguai, Geórgia, Japão, Tailândia e Marrocos. Nestes voos não é necessária a apresentação de Teste COVID-19, exceto se os destinos forem os arquipélagos da Madeira ou dos Açores.
- todos os passageiros, quer sejam cidadãos nacionais ou estrangeiros e que viajem a partir de países não incluídos na UE ou Espaço Schengen deverão apresentar, ao momento da partida, teste Co-Vid negativo, realizado nas últimas 72 horas antes do embarque.
Antes de viajar, informem-se sobre possíveis restrições fronteiriças do país de origem, do país em trânsito e do país de destino, como já mencionámos, a informação está em constante mutação, tomar nota dos contactos do Gabinete de Emergência Consular no vosso destino e registar a vossa viagem Portal das Comunidades, através do formulário ou aplicação móvel.
Peçam ajuda profissional para a organização da vossa viagem. Há muita informação que é actualizada a todo o momento, regras e constrangimentos que mudam, e a segurança e qualidade dos serviços que compram deve estar garantida. Não é de todo um momento para aproveitar pechinchas e mais do que nunca, o barato sai caro.
Apostem na qualidade: da viagem, do destino, do alojamento, da ocupação dos tempos livres. Informem-se em detalhe sobre seguros e reembolsos, regras e boas práticas para viajar em segurança e quarentenas.
O vosso agente de viagens – e neste caso, a I Go Travel -, será o vosso braço direito para garantir uma viagem sem sobressaltos. Falem com a Andreia Augusto e ela vai guiar-vos por este novo mundo!
Imagens de Marrakech, via Entouriste.
Casava-me assim: sugestões smart saver para noivas modernas
Trago-vos mais uma sugestão “Casava-me assim”, singela e bem colorida, para contrariarmos esta semana chuvosa!
Encontrei este vestido de noiva low cost fofíssimo, em mesh (que é aquela espécie de tule macio), e quando olhei com mais atenção, reparei que as manchinhas douradas são bandos de pequenas andorinhas… Como não adorar? Ficou, automaticamente, na pasta dos favoritos! É despretensioso, mágico e especial, perfeito para um salto ao registo, seguido de um cocktail e jantar a dois num hotel catitíssimo.
A única coisa que lhe faria, seria uma modificação no forro, a terminar um pouco antes da bainha, porque não gosto destas combinações de forro a meio da coxa com o exterior a terminar abaixo do joelho, acho que as duas partes devem andar de mãos dadas!
E juntava-lhe um cinto dourado, como este, por exemplo, para elevar o conjunto para outro nível de sofisticação descomprometida!
vestido de noiva em mesh estampado com pequenos pássaros dourados: 34.99€ + brincos com cristais coloridos: 39€ + sandálias de tacão dourado com tiras coloridas: 48.93€ = 122.92€ total

Este vestido de noiva low cost em mesh cor de marfim, com andorinhas estampadas em dourado é da H&M, apenas disponível online. tem um bocadinho de folhos nas mangas e na linha do peito, decote redondo e botão atrás. É precisamente aquele tipo de peça que, na sua simplicidade, é facilmente complementado com acessórios que o tornam verdadeiramente especial e acrescentam à personalidade que já assume. As andorinhas estampadas a dourado, para mim, são fatais!
Para o acompanhar, escolhi este par de brincos muito coloridos com cristais. São da & Other Stories, a loja de que vos tenho falado ultimamnete (e já vendem online para Portugal, o que é bastante entusiasmante), e são lindos e muito versáteis. Não sendo baratos, tenho a certeza de que os usarão muitas, muitas vezes!
Fecho o conjunto com estas sandálias douradas de tacão, com tirinhas coloridas, do outlet da Zilian. Têm um modelo inspirado nos anos 40, um tacão que presume algum conforto e toda a graça dada pelas tirinhas coloridas na parte da frente – praticamente combinam com todos os tons de verniz!
O total da combinação desta semana soma 122.92 euros, uma pechincha. Só não casa quem não quer!
Acompanhem as nossas sugestões smart saver “Casava-me assim!”, sempre às quintas-feiras!
À conversa com: A Pajarita, convites de casamento
Hoje sentamo-nos a conversar com a Alexandra Barbosa, que assina como A Pajarita, convites de casamento.
E que bonito e incrivelmente delicado é o trabalho da Alexandra! Já o vi ao vivo várias vezes e já visitei a Alexandra no seu belíssimo estúdio na Póvoa do Varzim: conversamos sempre sobre o seu trabalho de gravura e o nosso fascínio pelos papéis artesanais.
É sempre um prazer perceber as técnicas, processos e acabamentos destas peças tão singulares e femininas, de uma beleza discreta e intrigante.
Venham conhecer A Pajarita!
Acredito que cada casal é uma fórmula. Se pensarmos nas pessoas, não há duas iguais. Quando conheço um casal, conheço duas pessoas diferentes e é a soma deles que eu tenho de calcular para lhes puder apresentar uma fórmula que respeite quem são juntos. É nessa comunhão que nasce a fórmula que retrata o casal. Se não há duas pessoas iguais, não há duas somas iguais, logo não há duas fórmulas iguais.
Conte-nos um pouco da sua viagem profissional, das artes plásticas para o universo dos casamentos. Foi um caminho natural ou uma situação específica que o apontou?
Sou artista plástica e especializei-me em gravura e produção artística.
Terminada a licenciatura, parti para Espanha onde estudei e trabalhei, e acabei por ficar por lá cinco anos. A minha vida profissional era partilhada pela docência e pelo desenvolvimento da minha investigação e trabalho artístico (e por consequência concursos, bienais e exposições).
Regresso a Portugal e começo a dar aulas e a criar peças personalizados num atelier: foi aí que conheci uma noiva, que acabei por ajudar, ao criar detalhes que ela idealizava e não tinha conseguido encontrar.
Esta experiência despertou algo em mim. A alegria dela foi contagiante, e desafio tinha sido estimulante. Como gosto de desafios e de fazer coisas sempre diferentes (a monotonia desconcerta-me!), a ideia foi amadurecendo e ganhando forma e, assim, “nasceu” A PAJARITA.
Há quanto tempo trabalha nesta área? E porquê este universo dos casamentos?
Desde Dezembro de 2014.
O universo dos casamentos, tal como eu o encaro, é estimulante, cheio de desafio e aventuras. Não é estático nem monótono. É algo contagiante e que me faz levantar de manhã cheia de energia e de vontade de trabalhar.

Como define o seu trabalho e como construiu essa assinatura?
É um trabalho feito de raiz, a medida de cada casal e tem como base a partilha. Tudo é pensado e desenhado com base no que os noivos partilham comigo: os seus gostos, expectativas, histórias, interesses, viagens…
Esse estilo faz parte do ADN da marca ou é um conceito que escolheu para explorar e trabalhar este ano? Porquê?
É, sem dúvida, o ADN. O fascinante é começar do zero. O caminho estimulante do processo ao produto final. Se deixar de existir, A PAJARITA não tem fundamento, não tem razão para existir.
As tendências da estação… são um assunto de trabalho ou apenas fait divers?
É sempre importante conhecer e debater as tendências, mas não serão um caminho a seguir se não se enquadram com a personalidade dos noivos dessa estação.

Ter o controle das decisões é importante? Tem uma perspectiva perfeccionista e específica sobre o resultado e a forma como quer que o seu trabalho seja consumido ou é o prazer de discutir ideias, de criar, que lhe interessa mais na relação com cada projecto, cada cliente?
Tenho de controlar a qualidade da execução, sou perfecionista, cada detalhe conta. Os materias são fundamentais e gosto de ter o controlo dos materiais usados e a sua qualidade. O processo criativo em si é muito orgânico, e parte sempre das conversas que tenho com cada casal. É delas que vou extrair os pormenores, as subtilezas em que me vou basear para criar os protótipos que lhes irei apresentar posteriormente.
Existem fórmulas vencedoras que aplica, ou cada convite, produto ou serviço é pensado totalmente de raiz?
Fórmulas vencedoras? Eu acredito que cada casal é uma fórmula. Se pensarmos nas pessoas, não há duas iguais. Quando conheço um casal, conheço duas pessoas diferentes e é a soma deles que eu tenho de calcular para lhes puder apresentar uma fórmula que respeite quem são juntos. É nessa comunhão que nasce a fórmula que retrata o casal. Se não há duas pessoas iguais, não há duas somas iguais, logo não há duas fórmulas iguais.
Onde busca inspiração para cada nova temporada de trabalho?
Para além de me inspirar na singularidade e personalidade de cada casal, busco-a nas exposições, nos filmes, na moda…

Quando precisa de fazer reset, para onde olha, o que faz?
Faço coisas simples, mergulhos nos livros, foco-me na minha família, perco-me nas risadas do Vasquinho e na tranquilidade do bebé Gustavo (os meus sobrinhos e afilhados), vou ouvir o mar, desenho casas (que é uma forma simplista de descrever o meu trabalho artístico).
Qual é a importância do convite de casamento (e respectivo conjunto de estacionário), na grande lista de itens e tarefas?
Normalmente é encarada como uma tarefa secundária, e, a meu ver, erradamente. É a primeira impressão do dia que estamos a preparar. O convite é a imagem do nosso dia, logo, a nossa. Daí trabalhamos para que o feedback do convidado seja sempre: “o convite é mesmo a tua/vossa cara”.
Qual é o seu processo de trabalho, como acontece a ligação ao cliente?
Primeiro é necessário perceber se sou o fornecedor ideal. Se for, preciso de conversar com eles, perceber quem são, o que perspetivam. Seja pessoalmente, por videoconferência ou por email, quanto mais informações me derem, mais matéria prima tenho. Mostro exemplos, acabamentos, papéis para ir percebendo as preferências. As conversas costumam ser amenas e muito interessantes. Posteriormente, apresento-lhes um protótipo. Ele sofre o processo necessário de forma a responder às expectativas, e só depois passa para a produção.



Qual é a melhor parte de criar convites de casamento, ser o primeiro capítulo visível da história que leva ao grande dia? E o mais desafiante e difícil?
O melhor é não termos limites nem condicionantes estabelecidos pelo trabalho já desenvolvido e conhecermos pessoas novas. O que se torna desafiante, é o facto de se começar do zero, encontrar a imagem do casal sem usar recursos evidentes. O difícil, que é diferente de desafiante, a meu ver, é não ficar empolgado com os projetos e dizer aos noivos que a A PAJARITA não é o seu fornecedor ideal (acontece quando procuram convites padronizados).
Escolha o convite de que mais gosta no vosso portefólio, e conte-nos porquê:
É difícil escolher, mas os que mais me empolgam são os convites com intervenção manual, sem dúvida! O facto de cada um ser inevitavelmente diferente do outro, esse cunho pessoal e irrepetível desperta aquele brilhinho no meu olhar.

Os contactos detalhados de A Pajarita, estão na sua ficha de fornecedor. Espreitem a galeria, feita de imagens bonitas, e contactem a Alexandra directamente através do formulário: é só preencher com os vossos dados e mensagem, e na volta do correio, terão uma resposta simpática.
O trabalho da Alexandra Barbosa não se fica pelos convites: das suas mãos sai tudo o que é papel e também belas flores: bouquet de noiva, flor de lapela, pulseira para as madrinhas e outras delicadas maravilhas. Sigam tudo aqui!
Acompanhem estas nossas conversas longas com fornecedores seleccionados Simplesmente Branco, sempre à quarta-feira!
Casamento intimista inspirado numa styled shoot
Quando um copo está a meio da sua capacidade, vocês acham que está meio cheio ou meio vazio?
Por outras palavras, somos optimistas e fazemos parte da solução, ou seremos mais pessimistas e achamos que tudo é muito difícil?
Eu faço assumidamente parte da primeira equipa!
Se neste cenário difícil e incerto que continuamos a viver, com a interacção reduzida a um grupo mínimo de pessoas, tudo será mais desafiante e pouco divertido, experimentem olhar para o vosso casamento deste novo ponto de vista: como se fosse uma styled shoot!

Ora, por aqui estamos sempre a afirmar que uma styled shoot não é um casamento e o que vemos não pode ser transportado para a escala e realidade de um casamento. Continua a ser verdade e não nos desviamos um milímetro desta afirmação, mas o facto é que o contexto e características de um casamento em 2020 e 2021 mudou muito e, se algo se perdeu no caminho, outros elementos interessantes também foram encontrados.
A principal diferença – e a que permite voos mais ambiciosos, é, sem dúvida, a escala: com menos, podemos fazer muito mais.
Podemos escolher outro tipo de espaços, outro tipo de ementa e o seu serviço, outro tipo de decoração e outros tipos de quase tudo! Agora, com um grupo muito reservado de duas mãos cheias de pessoas, é fazível todo o requinte que encontramos numa styled shoot, com um orçamento muito aceitável, desafios quase inexistentes e um resultado absolutamente fantástico.

Muito do trabalho manual que entra nesta história que estamos a contar é possível em números pequenos, mas impossível em grandes, a personalização ganha músculo e reflecte o amor que lhe atribuímos e a qualidade de tudo é multiplicada. Bacalhau e vitela podem sair das ementas e no seu lugar entram pratos mais elegantes, sabores requintados e outro apuramento (e empratamento) digno do melhor restaurante, porque servir uma refeição impecável para dez convidados exige menos simplificação de processos que a mesma refeição deliciosamente confeccionada e servida em simultâneo, à mesma temperatura e da mesma forma, para cento e vinte convivas!
As melhores dálias café ao lait (ou peónias, se estivermos no verão) ocupam destaque glorioso na mesa porque é necessário apenas um centro de mesa de cortar a respiração, e assim falamos também dos talheres que podes ser um serviço de prata antigo, a melhor louça Vista Alegre e copos de cristal, uma toalha bordada com guardanapos de linho a condizer.
E se as quintas eram espaços um pouco anónimos preparados para a elasticidade de acomodar dentro e fora, oitenta ou cento e oitenta pessoas, estacionamento incluído, apostadas numa logística eficaz e sempre a rolar, um número pequeno de convidados abre as portas a uma nova categoria de espaços – a sala -, que pode ser em casa (a vossa ou a de alguém), uma galeria, um hotel, um restaurante, um jardim, uma biblioteca, um museu.

Tudo aquilo que vemos de espantoso numa styled shoot pode agora, factualmente, ser o vosso espaço para casar. Claro que, de forma equivalente, o preço desta qualidade se vai reflectir no serviço e produtos que estão a adquirir, mas uma mesa cuja soma sejam uns 300 euros, por exemplo, entre flores, objectos e detalhes, é só isso mesmo e não um sonho impossível que se irá multiplicar por 10, 12 ou vinte outras mesas.
O nosso melhor conselho? Não façam um downgrade do vosso orçamento literal, em função do número de convidados. Vistam a vossa camisola de anfitriões fantásticos e planeiem um dia inesquecível e rico – em todos os sentidos -, desde o sim até ao fechar da porta!
Conceito: Sublime Luxury Weddings; fotografia: Portugal Wedding Photographer; decoração floral: Liz Garden; bolo dos noivos: Sucre & Cacao; estacionário: A Pajarita.
Feel Creations: novas galerias de fotografia e video de casamento
O trio Feel Creations passou a dupla e a Marta e o Bruno acabam de actualizar as suas fichas de fornecedor de fotografia e de vídeo.
Bom, e que bonitas estão estas galerias, façam o favor de ir espreitar o seu trabalho mais recente. Se estão ainda a tentar navegar e perceber como vai ser o próximo ano, saibam que a Feel Creations tem todo um historial de casamentos em casa, com as imagens mais doces. Se essa é uma opção que estão a contemplar, esta equipa é uma escolha segura e muito talentosa!
A dinâmica e exigência do dia são muito desafiantes e o casamento é um autêntico laboratório de emoções, onde aplicam a sua destreza e sagacidade do olhar. Nos casamentos celebramos as pessoas, os noivos e todo o entrecruzar de laços e raízes que ligam as famílias e as amizades. O elemento humano é a peça fundamental do trabalho da Feel Creations, é com as pessoas que trabalham e com elas que querem crescer como profissionais.

A Feel Creations é o projeto de fotografia e vídeo de casamento e eventos da Marta e do Bruno! Estão juntos desde o secundário, fizeram juntos a faculdade e desde 2015 que registam lindas histórias, partindo da observação das pessoas e elementos à sua volta. Têm uma especial atenção aos pequenos detalhes, colocando sempre as pessoas no centro da história, na procura de gestos e emoções.
Falem com eles e contem-lhes um pouco da vossa história. A Marta e o Bruno vão querer conhecer-vos melhor e fazer parte do dia mais feliz das vossas vidas. Têm estúdio no Porto, mas estão disponíveis para percorrer o país e o mundo!
O casamento da Sara + Nuno, em casa no coração do Porto, será sempre um dos meus favoritos, mas não deixem de ver outros casamentos bonitos captados pelos Feel Creations!
Convido-vos então a espreitar a nova galeria de fotografia e a nova galeria de vídeos de casamento da Feel Creations, e entrem em contacto com a Marta Vieira, directamente através do formulário. Contem a vossa história e espera-vos uma resposta bem simpática!
Dicas para casar: decoração do casamento DIY
Hoje quero deixar-vos algumas sugestões para um casamento DIY, no que toca à decoração.
Agora que temos em mãos um conceito de casamento muito mais intimista no que toca à sua dimensão, é natural que vejamos alguns serviços a ganharem um caractér mais qualitativo, o que é óptimo: com um orçamento que encolhe na sua escala total, as parcelas nominais, que dizem respeito às flores, ao catering e aos detalhes de estacionário, por exemplo, podem aumentar e oferecer aos convidados uma experiência mais rica e sofisticada.
Este é um caminho possível, mas se tivermos em mente manter aquela festaça com que sonhámos, adiando-a para quando fôr recomendável, neste momento organizamos uma celebração pequenina e muito personalizada. Uma opção para manter este carácter “muito lá de casa” é arregaçar as mangas e dar asas ao talento DIY.
Com tanta informação disponível hoje em dia, com tanta inspiração fantástica e tanta gente competente a partilhar o seu conhecimento, é natural que já tenham ideias muito precisas acerca do ambiente que pretendem para o vosso casamento e se sintam com vontade de criar o cenário desejado pelas vossas próprias mãos.
Para um projecto DIY com sucesso, comecemos pelos custos: calculem detalhadamente o dinheiro e o tempo (vosso e dos vossos ajudantes) que irão dispender (atenção às parcelas invisíveis, como gasolina, deslocações, compras avulso, etc.), pois a decisão de assumir a decoração do vosso casamento pode não resultar na poupança que aparenta. Se, à parte disso, querem mesmo fazê-lo por questões de personalidade e gosto, estas são algumas das sugestões que achamos importante partilhar.

Considerem bem os timmings e as tarefas necessárias. Para além do vosso tempo livre, a maior parte delas terá de acontecer na véspera e no próprio dia (montagem e desmontagem), que são os dias mais intensos e ocupados. Certifiquem-se de que os vossos ajudantes estão disponíveis e devidamente informados, e deleguem e confiem. A falta de experiência será um factor, mas os imprevistos e solavancos resultareão em histórias para contar nos dias de sol.
Se estão a pensar em comprar jarras, jarrinhas, copos, velas, molduras, têxteis e outros acessórios e miudezas, pensem antecipadamente no que irão fazer a todo o material a seguir. Podem oferecê-lo aos vossos convidados (jarras e jarrinhas com flores, molduras com uma foto vossa, por exemplo), mas podem considerar outra solução mais interessante e sustentável – o aluguer de material para decoração de casamento! A norte podem contar com os serviços da Inspirarte e mais cá para baixo, com a Design Events Rentals. Se vos faltam sofás, cadeiras ou mesas, na logística mais pesada, ou apenas pequenos detalhes como umas almofadas coloridas, tealights, jarras ou candelabros para compor uma mesa mais especial,alugar pode ser a melhor das ideias!
Escolhido o material de decoração, vamos aos complementos: as flores e o estacionário. Como sempre, recomendamos flores da época e nacionais, mais acessíveis e resistentes, e a entrega da tarefa a quem tiver mais jeito de mãos, contabilizando ensaios feitos com tempo. Se colocar flores numa jarra parece ser uma coisa simples, desenganem-se, que é preciso talento! Posso vos garantir que compro flores frescas quase todas as semanas e jeito para as compor na jarra é coisa que me continua a faltar, mesmo vindo de uma área criativa e muito visual Não tenho dificuldades na escolha das cores e texturas, mas a composição estrutural de um arranjo é todo um outro assunto!
Fazer um arranjo bonito requer mais talento e paciência do que parece, multiplicá-lo, transportá-lo e montá-lo (se fôr o caso) no dia seguinte é só para quem tem nervos de aço, capacidade de organização e gestão de tempo!

Podem comprar as vossas flores nos grandes distribuidores e produtores, por grosso, reservando um dia para as limpar e preparar, acomodando-as sempre em local fresco e escuro: se casam num sábado, encomendem-nas numa terça-feira e vão buscá-las na quinta-feira. A probabilidade de haver surpresas é grande quando são encomendas de espécies que vêm de fora; por isso, joguem pelo seguro, sem grandes invenções, e apostem no que é nacional e robusto.
Depois de feitos os arranjos, não se esqueçam de acomodar devidamente o seu transporte: pouca água – preenchem com mais já no local -, tudo colocado em caixas, bem travado, e uma condução delicada. Em alternativa, podem levar a matéria-prima para o local e contar com o tempo para os fazer. Atenção, será sempre o dobro do que imaginam!
Quando temos menos convidados, podemos dedicar uma atenção mais personalizada a cada um. Isto é algo simples de transmitir através do estacionário adicional: cartões nominais para marcação de lugar, mensagens doces aqui e ali, cartões de agradecimento personalizados, ementas detalhadas e tudo o mais que vos possa ocorrer para tornar a celebração mais acolhedora e especial.
É provável que por estes dias estejamos a falar de uma escala mais pequena para tudo e a opção DIY tenha mais a ver com gosto e talento do que factores financeiros. Neste caso, a vossa florista local pode ser uma opção e a logística um pouco mais simplificada – mas o tempo será sempre necessário e nestes dias parece ser mais curto!
Agora que já estão a par deste lado mais operacional, vamos abraçar o processo criativo. Ferramentas: Pinterest, caderno de notas (ou ferramenta digital equivalente) e folha de orçamento (sempre!).
A inspiração é muita, há milhares de imagens disponíveis com cenários lindos de morrer, mesas fantásticas, bouquets de perder a cabeça, e é natural que passem por uma fase de indecisão, mesmo que já tenham alinhavado generosamente as vossas pastas do Pinterest. Não se preocupem: haverá um fio condutor a emergir naturalmente. Um conjunto de cores que é constante nas imagens seleccionadas, ideias e elementos decorativos que se repetem, flores e formas que estão sempre presentes. Escolher uma paleta de cores como base é um óptimo ponto de partida; definir um estilo que funcione com o espaço é outra parcela importante da equação.

A decoração tem o dom mágico de transformar um espaço sem interesse em particular num local acolhedor e bonito, preparando-o para ser o cenário perfeito do vosso casamento, presente em todas as imagens registadas ao longo do dia. Às vezes é preciso um grande investimento, mas muitas vezes nem por isso, apenas olho clínico para definir os pontos que farão a diferença.
Peguem nas vossas notas e revejam os pontos fortes e fracos do espaço escolhido. Com isto em mente, acertem um estilo e definam o ambiente que querem ter, a tal paleta de cores, o tipo de iluminação e os detalhes, incluindo o design floral. Se há uma regra a respeitar, é esta: espaço e ambiente devem estar em sintonia. Se escolheram um sítio com cariz histórico, dificilmente funcionará com uma decoração contemporânea ou demasiado descontraída: façam escolhas simples e elegantes, tirem partido da grandiosidade do local. Para amaciar o ambiente austero, a solução é uma decoração floral à séria, elegante, sofisticada: brancos e pastéis, ou apenas uma cor, e, para um toque romântico, muitas e muitas velas (nada de luzes frias e gerais).
Se optaram por um espaço sem características que saltem à vista, direccionem a atenção para as mesas. Cor e um ambiente caloroso são as palavras de ordem, com flores de cores fortes e detalhes bonitos. Para tornar a sala mais interessante, trabalhem a entrada com arranjos florais, escolham um ou dois recantos, adicionem uns sofás, flores de dimensões generosas e velas de tamanho XL. A transformação será enorme!
Se houver espaço no orçamento, peçam copos coloridos (para dar um ar da sua graça à loiça básica que compõe o serviço). Aqui a regra é tornar o ambiente caloroso através da cor e limar as arestas com cantinhos simpáticos.

Vão casar ao ar livre? Que bom e que desafio! Terão certamente espaço com fartura e muitas dúvidas acerca de por onde começar. Uma regra básica é orientar as mesas para uma zona pouco ventosa e com sombra. Para o catering, é importante que estejam perto do edifício principal; e, com isto em mente, é só desenhar o resto do plano. Se possível e se têm arvoredo em quantidade razoável, dispensem a tenda e apostem em toldos ou velas penduradas entre as árvores, é suficiente para criar zonas de sombra. Se optaram por jantar, troquem as mesas redondas por quadradas ou rectangulares, corridas (ou ambas), e toalhas simples de algodão – se os tampos estiverem em condições e forem bonitinhos, um runner de linho ou papel será suficiente. Juntem loiça branca ou desemparelhada, idem para os copos, somem arranjos florais com uma bonita mistura, descomplicada e harmoniosa, e terão um resultado boémio e chique.
Preparem uma sala de estar ao ar livre, para que os vossos convidados desfrutem verdadeiramente do campo e do ambiente romântico que se instala ao pôr-do-sol: sofás confortáveis, movéis de rattan ou colchões com pés (ou sobre paletes), com tecidos bonitos; não se esqueçam de mesinhas de apoio, uns leques para o calor, chapéus para quem veio desprevenido (e protector solar disponível na casa de banho), cinzeiros e mantinhas leves para a noite, assim como alguns repelentes de mosquitos, orgânicos e de cheiro aceitável. Para rematar, luzinhas de feira ou de natal e uma pista de dança feita com mosaico de madeira, comprado, em peças de 1m2, nas lojas de bricolage: evita a poeira, o desgaste do relvado e o desalinho do terreno.
Não cobrimos aqui todas as variantes possíveis de uma decoração DIY – mas partam deste esquema e acrescentem-lhe a vossa personalidade. E acima de tudo, tenham em conta o tempo que as coisas demoram a concretizar e a imensa quantidade de solicitaçãoes no dia.
Mesmo com uma celebração intimista com apenas duas mãos cheias de convidados, não queremos mesmo nada que se sintam assoberbados com as tarefas que decidiram abraçar. A única fórmula de sucesso é planear com clareza e contabilizar o dobro do tempo estimado!
Espreitem algumas das ideias de decoração DIY para casamentos que fomos partilhando por aqui.
Imagens do dia bonito de Megan + Aaron, via Junebug Weddings.
Sobram dúvidas? Falem connosco! E não deixem de acompanhar todas as dicas para casar que vamos publicando, sempre à segunda-feira, que vos ajudarão a trilhar este caminho até ao mais bonito dos dias, de forma sabedora e tranquila!