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Susana Pinto

A vossa história ponto por ponto, contada por Bertha Enxoval

Nestes dias em que repensamos o consumo e a forma como olhamos para o mundo, estamos cada vez mais focados no apoio aos pequenos negócios, ao comércio tradicional e aos serviços de proximidade, mesmo que distanciados pelo ecrã – o cuidado que é posto nos gestos, nos produtos, na forma como tudo tem um significado novo e intencional. E também, arrisco dizer, na responsabilidade que temos em estender a mão ao que podemos, para que a economia role, se mexa e tenha espaço para crescer.

 

Olhamos para a história de cada objecto que consumimos, queremos que ela exista, queremos guardá-la e transmiti-la e queremos também ver o seu valor – este desacelerar na forma como vivemos, naquilo que escolhemos valorizar é reflectido, de forma clara e perfeita, no trabalho da Bertha Enxoval.

 

“Depois de tardes passadas em casa da avó, a vasculhar arcas e gavetas, surgiu a ideia de recuperar a tradição do enxoval bordado. As peças bordadas têm mais significado, contam uma história, acho isso muito valioso.” Foi assim que nasceu a Bertha Enxoval: do desejo de Joana Figueirôa de que todos possam usufruir do luxo de um enxoval bordado como no tempo dos nossos avós. Daí a recuperação desta tradição, com a oferta de enxovais personalizados, produzidos com têxteis de qualidade superior, feitos para durar uma vida. Com peças de roupa de casa de design exclusivo e um toque especial, a Bertha Enxoval quer ajudar-vos a contar a vossa história.

 

E para contar a vossa história, tal como em todas as histórias, há que começar pelo início. A equipa criativa da Bertha Enxoval dedica-se ao desenvolvimento conceptual de uma identidade gráfica que se aplique a vocês e àquilo que pretendem transmitir: pode ser um monograma com as iniciais dos vossos nomes próprios ou apelidos, pode ser a recuperação de um motivo antigo de família ou pode ser uma marca nova, que simboliza a vossa casa e nova família. Ou qualquer outro motivo, tema ou assunto, que vos seja caro.

A partir do momento em que está afinado o monograma, passa-se para as suas aplicações várias – no enxoval, claro, com todas as variações de que já aqui vos falámos.

 

 

Uma vez criado o vosso monograma, ele fará para sempre parte da vossa história. É uma ideia tão bonita, não acham?

Não deixem de consultar a ficha de fornecedor seleccionado Bertha Enxoval para ficarem a conhecer melhor o seu trabalho. E falem com a Joana, que vos ajudará a dar forma aos projectos que tenham em mente.

Susana Pinto

Bolo dos noivos, sapatos de noiva e um belo bouquet: um trio perfeito!

Para o nosso trio de bolo dos noivos, bouquet de noiva e sapatos de noiva de hoje escolhemos uma paleta com tons de azul, tão ligada ao assunto casamento, e tão pouco usada por nós. Vamos à descoberta desta bela cor?

 

Encontrei estes belos sapatos de noiva azuis: de camurça, sem calcanhar, um modelo que é sempre muito elegante. A forma quase geométrica do modelo dá-lhes modernidade e um interesse adicional, e estas linhas direitas vão lindamente com a mais delicada das rendas e o mais leve chiffon de seda.

 

Destes sapatos de noiva azuis, passamos para mini-bolos dos noivos, uma ideia que de vez em quando exploramos por aqui e que eu acho um mimo!

Ao serem porções individuais, podemos ter o mesmo nível de decoração e amor para cada convidado, seja usando flores naturais comestíveis, como estes bonitos amores perfeitos, assentes numa nuvem de creme, seja um pedacinho de folha de ouro, sprinkles ou qualquer outra decoração bonita. E no seu conjunto, também são bastante vistosos com direito a protagonismo em nome próprio. Eu acho-os adoráveis!

 

Fechamos com um fantástico bouquet de noiva onde as protagonistas são, claramente estas belas túlipas azuis, com as pétalas viradas para fora, como temos visto ultimamente – é somo se tivesse mudado de penteado e ganhassem toda outra personalidade! A paleta de cores em tons pastel, azuis, rosas, cremes, torna-o muito suave, acrescentando delicadeza ao ar orgânico.

 

Mini bolo dos noivos decorado com amores perfeitos Mini bolo dos noivos com amores perfeitos  Sapatos de noiva azuis

Bouquet de noiva com flores azuis

Porque será que usamos tão poucas flores azuis nos nossos bouquets? Eu adoro, acho que transmitem um vibe calmo e delicado, tão perfeito para este dia!

 

De cima para baixo, mini bolo dos noivos, decorado com amores perfeitos comestíveis, via The Polkadotter; sapatos de noiva azuis se calcanhar e fivela em camurça, na Zara, por 39,95 euros; bouquet de noiva com túlipas azuis, anémonas e ranúnculos, de Alpen Rose Flowers.

 

Para acompanhar estes nossos trios perfeitos que publicamos todos os domingos, basta que sigam as nossas etiquetas (a partir da homepage) ou aqui no topo do artigo: sapatos e sunday shoes; cake! e bolo; bouquet e um belo bouquet.

Bom domingo!

Susana Pinto

Um casamento tradicional, uma festa modernaça: Liana + James.

A mistura de culturas é sempre interessante e quando falamos de casamentos, garantimos as festas mais incríveis e as cerimónias mais especiais, sem sombra de dúvida. 

O mais bonito dos dias de Liana + James, ela, de origem grega e libanesa, ele, de origem sul-africana, foi muito fantástico – seria sempre, aos nossos olhos, mas esta mistura cultural e de tradições amplia tudo para novos níveis de interesse e resultado.

 

Fiéis às suas culturas, cumpriram os rituais tradicionais, honrando as respectivas famílias, com a cerimónia tradicional ortodoxa, os discursos longos e celebratórios e um animadíssimo conjunto de percurssionistas libaneses que deixou toda a gente aos pulos, e relegaram para o jantar todo o lado festivo, divertido e muito trendy, sob o tema “HyperParadise” ou, como descreveu Liana à sua equipa de decoração, “Tropical Gay Bar with a dash of Dolce and Gabbana”.

 

Que festaça esta, absolutamente fantástica – até já fui averiguar o que são estes lebanese wedding drummers: um grupo de rapazes bem apessoados, todos janotas, que tocam tambores e dançam, de forma contagiante. Estou fã! Se repararem nas imagens da festa, upa, upa, todos juntos e ao molho, velhos, novos e músicos na pista de dança, como se não houvesse amanhã!

 

Sapatos de noiva anos 70 Bouquet d enoiva tropical Flor de lapela tropical Vestido de noiva sexy Vestido de noiva sexy Vestido de noiva sexy Vestido de noiva sexy Vestido de noiva sexy Vestido de noiva sexy

Casamento ortodoxo Casamento ortodoxo Casamento ortodoxo Casamento ortodoxo Casamento ortodoxo Casamento ortodoxo Casamento ortodoxo Casamento ortodoxo Casamento ortodoxo Vestido de noiva sexy

We had our bridal table in the middle of the room with lots of guests besides our bridal party. We had a pink champagne tower instead of a cake, and our first dance, which was to Drake’s ‘One Dance’, wasn’t just the two of us, it was everybody on the dance floor together. The greatest thing we did was to hand over the styling and most of the finer details to specialists. We hired an incredible mix of people based on their aesthetic and had no input on the finer details and honestly, everything went to plan! And anyway, if something did go wrong, we didn’t know about it, so we were truly relaxed on the day.

 

My dress was by Lover but I had sleeves added to it from a second dress and we used the excess fabric for the flower girls’ outfits. It ended up being exactly what I had envisioned for my wedding gown, despite having to buy two dresses, and my little flower girls looked pretty much perfect. Jamie and I dated for eight months and then were engaged for eight months before we married. We met at university and were part of a larger group of friends but it wasn’t until we really connected one night at a friend’s birthday that we started dating.

 

Jamie is calm and I am a bulldozer but we have amazing communication and are friends first over anything else so it just works. Although we are both creatives and appreciate the same things, it’s our opposing traits of calmness versus strong will that make us a great partnership.

 

Vestido de noiva sexy Vestido de noiva sexy

Vestido de noiva sexy Vestido de noiva sexy Vestido de noiva sexy Decoração de casamento tropical

Being married is more than just being together, it’s sharing everything and communicating everything. We are basically one entity now and that is a wonderful feeling.

Decoração de casamento tropical Decoração de casamento tropical Decoração de casamento tropical

Decoração de casamento tropical Decoração de casamento tropical Decoração de casamento tropical Vestido de noiva sexy Vestido de noiva sexy Vestido de noiva sexy

Não sabemos quando poderemos festejar assim, mas parece-me que vale bem a espera, para que seja assim memorável e especial.

Não deixem de ver a reportagem fotográfica completa (e os lebanese drummers a animar a pista), aqui.

 

Fotografia de Damien Millan.

 

Susana Pinto

Estacionário de casamento, o que é? A Pajarita explica-nos tudo!

Hoje vamos falar de estacionário de casamento com a Alexandra Barbosa, de A Pajarita.

 

A Alexandra iniciou, há cerca de um mês, a série “Preparar o caminho, descomplicando-o”, um conjunto de artigos semanais onde se fala de estacionário de casamento e outros detalhes bonitos e relevantes. Eu juntei-me à conversa e vamos pegando em temas, assuntos e serviços que esmiuçamos com mais detalhe, seja a diferença entre vários tipos de convite, a definição de estacionário, o processo criativo, a construção de um missal, etc, etc..

 

Partilho agora convosco, na íntegra, esta série útil, esclarecedora e muito bem ilustrada, que começa por explicar em detalhe o que é o estacionário de casamento.

 

Convites de casamento em papel artesanal e aguarela, desenhados por A Pajarita Livro de votos em papel artesanal e aguarela, desenhado por A Pajarita

Para quem não é designer gráfico, a palavra estacionário é pouco habitual e nada romântica. No entanto, significa apenas o conjunto de peças que compõem a vossa comunicação no casamento, estando presente desde o primeiro momento da organização até ao fim da celebração.

 

O estacionário de casamento é o conjunto de elementos em papel que contém a vossa identidade gráfica, pode começar num “reserve esta data”, passa pelo convite que anuncia o tão desejado dia e termina nos cartões de agradecimento que gentilmente enviamos a cada convidado.

Pelo meio, pode incluir ainda todo um conjunto de elementos (o mapa, o missal, o programa, o plano de sala, a ementa, os marcadores de mesa, os marcadores de lugar, etiquetas para as ofertas aos convidados, etc., etc.). Pode ser composto por um maior ou menor número de elementos, dependendo do vosso orçamento disponível e do estilo de festa que estão a planear.

 

Vamos fazer um pequeno resumo, para cada etapa: anúncio do casamento, cerimónia, festa e pós-festa.

 

// o anúncio do casamento:

 

  • reserve esta data ou Save the date, antecede o convite, e é uma forma de informar os convidados que algo especial vai acontecer, para que possam reservar, desde logo, a vossa data na agenda. Pode ser particularmente importante quando escolhem uma data muito concorrida, como um feriado relevante, muito festivo ou que calhe num fim-de-semana prolongado. Embora o uso do Save the date não esteja enraizado na nossa cultura, cada vez há mais noivos a considerarem esta peça;
  • o convite é a primeira impressão do dia que estão a planear e marcará a vossa imagem gráfica. Informa todos os convidados que irão formalizar o vosso amor e que querem com eles partilhar esse momento. O convite deve ser desenhado à vossa imagem, reflectindo a vossa identidade enquanto casal. O primeiro passo é decidir que tipo de convite  melhor vos representa e se enquadra no orçamento disponível.

 

Já falámos sobre os diferentes tipos de convites disponíveis. Recomendamos que confiem no profissional que contratam e conversem sobre o que têm em mente. O vosso objectivo é o mesmo do profissional em quem confiaram: ouvir um sorridente “que bonito, é mesmo a vossa cara!”.

 

Este convite pode vir acompanhado do cartão de detalhes e/ou de um mapa:

  • cartão de detalhes é um cartão que contém informações adicionais como moradas e contactos, ou outras que possam ser relevantes;
  • o mapa ilustra o percurso entre o local da cerimónia e o local da recepção, ou, caso tudo ocorra no mesmo espaço, as direcções de vários pontos-chave até ao local do evento.

 

Estas peças obedecem à mesma linguagem, mas não serão duplicados do grafismo do convite. A harmonia da identidade é o fio condutor que ligará todos os elementos, criando o conjunto.

 

// a cerimónia:

 

  • mensagem de boas-vindas ou sinalética que indica onde se vai realizar a cerimónia;
  • missal ou guia da cerimónia, é um livrinho com as leituras, músicas e programa da cerimónia, para que os convidados possam acompanhar tudo com mais detalhe;
  • cones, saquinhos ou cestos para o arroz ou para as pétalas ou folhas, opções mais amigas do ambiente.

 

// a festa:

 

Todas as festas são diferentes, tal como os noivos, e todas elas pedem, igualmente, soluções diferentes.
Imaginemos, por exemplo, um almoço tardio numa bonita e acolhedora sala. Estas são as peças de estacionário que sugerimos:

 

  • mensagem de boas-vindas, que pode ser a mesma que usaram à porta da igreja, ou feita de propósito para o novo espaço;
  • seating plan, plano de sala ou placard de distribuição das mesas, é o plano da sala, onde estão listadas as mesas (identificadas com um número, nome ou imagem), e todos convidados (identificados pelo seu nome próprio ou nome e apelido). Esta peça, que pode ter muitos formatos, indica quem se senta em que mesa;
  • marcador de mesa é a peça que identifica a mesa, ajudando o convidado a localizer o seu lugar;
  • marcador de lugar identifica o lugar específico reservado para cada convidado, podendo incluir uma mensagem de agradecimento pela sua presença e/ou uma pequena oferta;
  • ementa apresenta a refeição que o casal escolheu para partilhar com os seus convidados. Pode ser colocada de forma individual ou um ou dois exemplares por mesa;
  • sinalética, é toda a informação que ajuda a identificar uma zona, percurso ou plano do dia;
  • livro de honra, livro de mensagens ou de fotografias, são álbuns destinados à criação e registo de memórias escritas e visuais;
  • mensagens incentivadoras, são pequenas mensagens que servem para estimular os convidados a realizar uma determinada acção, como tirar uma Polaroid para o livro de fotografias ou escrever uma mensagem no livro de honra;
  • etiquetas para lembranças, que podem conter só o vosso nome e a data do casamento, ou incluir uma mensagem de agradecimento aos convidados, no caso de não ser possível enviar um cartão de agradecimento no regresso da lua-de-mel.

 

Numa época onde temos tudo à nossa disposição, esta oferta pode ser solidária, um pequeno e gentil gesto em nome de cada convidado. Será certamente muito apreciado pelos convidados!

 

// no pós-festa:

 

  • cartão de agradecimento, um bonito gesto de reconhecimento do contributo indispensável dos vossos convidados para que o vosso dia fosse tão bonito e memorável;
  • álbum fotográfico, a primeira página deste livro de memórias pode ser fiel a toda a vossa linha gráfica,  planeada com tanto cuidado. Esta imagem é criada digitalmente e enviada para os profissionais que produzirem o album fotográfico.

 

Estacionário em papel artesanal e aguarela, desenhado por A Pajarita Estacionário em papel artesanal e aguarela, desenhado por A Pajarita

Aposto que a palavra estacionário acabou de ficar muito mais bonita! Para criarem algumas destas peças aqui descritas ou até outras distintas, falem com o vosso profissional escolhido. O seu design gráfico pode ser diferenciador, original e ir além das formalidades mais comuns. Cada peça pode ser significativa e admirada por cada convidado e, no seu conjunto, contam a vossa bonita história!

 

Fechamos com as palavras sábias da Maria João Soares, da Design Events, que organiza e decora casamentos bonitos e tem uma larga experiência nestes assuntos de casar:

“A papelaria…

Podem dizer que agora é tudo digital, mas não me queiram convencer! Nada mesmo, porque um bonito convite é como receber uma pequena jóia em papel. Feita especialmente para vocês, um reflexo da vossa personalidade e como vão querer viver o vosso dia. Não comprem cópias manhosas, gastem bem o vosso dinheiro e dêem-se o direito de ter o melhor. Escolham um profissional, não um amador. O resultado estará à vista, na palma das mãos e no sorriso dos vossos convidados!”

 

Este post foi originalmente publicado em A Pajarita.

Susana Pinto

Conselhos para casar, no podcast I Love Brides.

Esta semana estou de visita ao novíssimo podcast da I Love Brides, pelo simpático convite da Sura Mota.

 

Converso sobre algumas ideias e boas práticas para quem está de casamento marcado: como gerir esta mistura de emoções, dúvidas, decisões e opiniões, no caminho até ao mais bonito dos dias: o vosso casamento.

 

São conselhos para casar, transversais e intemporais, o que significa que valem para todos os cenários: festas grandes ou pequenas, orçamentos generosos ou frugais. Esta informação que partilho convosco será a base organizativa na qual assenta o vosso sonho, é a matéria prima fundamental à qual deverão vocês adicionar tudo o que é vosso: valores, personalidade, sonhos, história de vida e desejos.

 

 

Obrigado por me ouvirem! Foi uma experiência nova, mas que gostei muitíssimo.

Obrigado I Love Brides, pelo convite e pela simpática e genuína apresentação: atravessamos tempos novos e desafiantes. Validarmos o bom trabalho e colaborarmos com quem está alinhado nesta visão que partilha profissionalismo, competência e esforço, dá-nos alento e constrói laços para o futuro, para um mercado que queremos sempre melhor e mais qualitativo.

Susana Pinto

À conversa com: Hello Twiggs – fotografia de casamento

Hoje conversamos com a sempre simpática e bem-humorada Cláudia Casal, fotógrafa de casamento, que assina como Hello Twiggs.

Conhecemo-nos há vários anos e temos sempre assunto para longas conversas, que incluem sonoras gargalhadas e sítios giros. Gosto muito da luz que a Cláudia tão bem capta, e, sem supresas, é dela a fotografia da capa do nosso livro “Queres casar comigo? – guia prático para um dia muito feliz”.

Querem conhecê-la?

As pessoas que tenho à frente para fotografar são na sua maior parte a fonte de inspiração, porque o que me dão de si influenciará, sem dúvida, o que lhes irei entregar. É uma troca que fazemos… eles deixam-me entrar no seu mundo e eu tento entregar-lhes em imagens um bocadinho do mundo deles.

Conta-nos um pouco da tua viagem profissional até aqui, à fotografia de casamento.

Ora bem, é uma viagem um pouco longa, porque só perto dos trinta é que percebi o que queria fazer da vida… e na altura apenas percebi que tinha a ver com a fotografia no geral. Era um mundo onde me perdia durante horas e me fazia sonhar, abrir os olhos para tudo à minha volta que sempre lá tinha estado. Até lá chegar, passei por um curso superior em Psicologia Social e das Organizações, por estar ligada à área da Psicologia Educacional e finalmente trabalhei quatro anos em Consultoria numa das maiores multinacionais. E aqui foi quando quis mesmo dar o salto. Percebi que queria mais da minha vida e que queria algo mais criativo.

 

Hello Twiggs - fotografia de casamento

Hello Twiggs - fotografia de casamento

Hello Twiggs - fotografia de casamento

Há quanto tempo fotografas? E porquê casamentos?

Este é o nono ano… e tem sido uma viagem absolutamente maravilhosa. Sinto que consigo atrair os clientes com os quais me identifico mais, com os dias de casamento bonitos que me dão mais prazer fotografar e que consigo fazer o trabalho que me dá imenso prazer. A fotografia de casamento surge pelo meu amor às memórias em família e porque o amor é o que mais importa nas nossas vidas. Por isso, estar lá para registar um dia tão especial para aquelas pessoas, que estão rodeadas pelas melhores pessoas das suas vidas… é para lá de especial. Poder entregar-lhes um legado que vai passar de geração em geração, é uma honra e um prazer.

 

Nestes tempos globais, em que as imagens circulam a uma velocidade vertiginosa e todos temos acesso a tudo, a qualquer hora, onde vais buscar inspiração?

Onde sempre fui… à natureza, às mudanças na natureza a cada estação que chega, e à luz bonita do nosso país. E, claro, as pessoas que tenho à frente para fotografar são na sua maior parte a fonte de inspiração, porque o que me dão de si influenciará, sem dúvida, o que lhes irei entregar. É uma troca que fazemos… eles deixam-me entrar no seu mundo e eu tento entregar-lhes em imagens um bocadinho do mundo deles.

 

Como construíste essa tua assinatura, como te defines?

Identifico-me mais com as emoções das pessoas que tenho à frente e o local que nos rodeia, do que propriamente com o criar imagens que me pareçam diferentes apenas pela diferença. A diferença está nas pessoas e na forma como as pessoas irão rever-se naquelas imagens e o sítio que escolheram. Converso sempre com os clientes antes de começar a fotografar, para que percebam o que pretendo deles, que é tão simplesmente que sejam eles próprios. Deixem-se ir e eu faço o meu trabalho. Vamos passear e eu vou conversando com eles. A partir daí desenvolver-se-á sempre uma história, vamos encontrar certamente detalhes bonitos no nosso passeio para serem incorporados naquela história, cores bonitas que pedem para entrar, ou uma luz bonita que tem de ser registada naquela história.

 

Hello Twiggs - fotografia de casamento

Hello Twiggs - fotografia de casamento

Hello Twiggs - fotografia de casamento

Achas que o ponto de vista feminino, os detalhes que escolhes fotografar e como o fazes, a narrativa que constróis, é diferente das escolhas que vês num trabalho de um profissional masculino?

Não linearmente… Mas acima de tudo, acho que cada um de nós põe um bocadinho de si naquela história, independentemente de termos um ponto de vista feminino ou masculino. Haverão detalhes que para mim serão sempre incorporados, porque são importantes para mim, porque eu gostaria de os ver registados se fosse eu a parte central daquela história. Haverão emoções que procuro sempre registar porque conheço a importância das mesmas, e que eventualmente me comovem também.

 

Quando precisas de fazer reset, para onde olhas, o que fazes?

Saio de casa todos os dias para passeios longos com o meu cão… isto ajuda-me imenso no meu dia-a-dia. Faça chuva ou faça sol, vou à rua, vejo tudo ao meu redor, estou próxima da água, reparo nos detalhes do meu bairro, na natureza… não deixo de fotografar coisas que já fotografei mil vezes, porque gosto de registar a minha própria história. E claro, longe ou perto, durante dois dias ou duas semanas, tento fazer férias frequentemente ao longo do ano. Sinto necessidade de ver outras paisagens, de fotografar sem ser pela profissão que tenho. E sinto que isto me ajuda muito!

 

O mundo em Lisboa ou Portugal de lés-a-lés: fotografar estrangeiros é diferente de fotografar casamentos nacionais?

É muito diferente. São culturas que nos trazem tradições diferentes, são detalhes diferentes, pessoas com uma perspectiva diferente do que deverá ser o dia de casamento. E acaba por ser sempre uma lufada de ar fresco. Mesmo quando apenas um deles é estrangeiro, é um acolher estas pessoas e falar-lhes do nosso país com um enorme orgulho, de como são as nossas tradições… Adoro fotografar em Portugal, seja onde for. E prefiro ir para fora para viajar por lazer, do que profissionalmente. Prefiro fotografar estrangeiros por cá e guardar outras paragens para as minhas viagens pessoais.

 

Hello Twiggs - fotografia de casamento

Hello Twiggs - fotografia de casamento

Hello Twiggs - fotografia de casamento

Qual é o teu processo de trabalho, como acontece a ligação com os teus clientes?

A primeira reunião, presencial ou por Skype é quase sempre o ponto de partida e como tenho uma vertente social bastante marcada é fácil estabelecer uma ligação com as pessoas que tenho à minha frente. Mas começo sempre por lhes pedir que sejam eles a começar, a contar a história deles e o caminho que os trouxe até aqui, a planear um casamento. E depois vou eu partilhando um bocadinho do que sei, dos anos de experiência que tenho para que o dia deles possa ainda ser melhor, mais bonito e acima de tudo descontraído e à imagem deles. Adoro histórias de amor e é importante para mim saber a história daquelas pessoas.

 

Casamentos grandes ou pequeninos, nacionais ou estrangeiros, cerimónias emotivas, festas de arromba – qual é o tipo de festa que mais gostas de fotografar?

Casamentos mais intimistas, com nacionais ou estrangeiros, cerimónias emotivas e festas de arromba no sentido da diversão, e não da pompa e circunstância. É absolutamente delicioso quando os convidados estão a divertir-se tanto como os noivos e genuinamente felizes por estarem ali, e porque aquelas duas pessoas se estão a casar. Isto envolto numa festa bonita, num espaço bonito com carácter e personalidade, só pode resultar num dia muito especial. Os casamentos mais bonitos que fotografei foram os que foram pensados e planeados exactamente à imagem das pessoas que casaram, independentemente de terem sido numa tenda de circo numa aldeia, num bonito solar de família ou no pomar dos pais da noiva.

 

Qual é a melhor parte de ser um fotógrafo de casamento? E o mais desafiante e difícil?

A melhor parte é fazer parte daquele dia tão importante para aquelas pessoas, e não falo apenas dos noivos. As famílias e amigos mais chegados estão radiantes e orgulhosos e isso é bonito de sentir e de registar. Estar lá para isso é um enorme prazer. É o dia em que estas pessoas têm à sua volta as pessoas mais importantes das suas vidas, família e amigos. E habitualmente só temos uma destas partes à vez… O mais desafiante é sem dúvida ser capaz de tecnicamente acompanhar as alterações que existem nestes dias, de luz, de local, de pessoas… e ainda estar sempre atento a tudo o que se passa à nossa volta durante horas e horas consecutivas, e claro conseguir antecipar momentos.

 

Escolhe uma imagem favorita do teu portfolio e conta-nos porquê:

Adoro esta fotografia… E à partida poderia parecer uma imagem construída de propósito, mas não. A história deles começou numa adega no Alentejo… fomos até Grândola para a sessão de namoro precisamente por esse motivo. O casamento aconteceu numa quinta vinícola, e estávamos no início de Setembro, com as vinhas a ganhar as mais bonitas cores. A cumplicidade e o amor deles era palpável e estiveram sempre descontraídos durante toda a sessão… passeámos por todos os recantos da quinta, de tão bonita que era e com o pôr-do-sol a brindar-nos da melhor forma. Terminámos aqui na vinha… e num instante ele decidiu tirar um cacho de uvas e brincaram, porque tinha tudo a ver com a história deles.

 

Fotografia de casamento em Grandola

Os contactos detalhados da Hello Twiggs estão na sua ficha de fornecedor. Espreitem a galeria, feita de belas imagens, e contactem a Cláudia Casal directamente através do formulário: é só preencher com os vossos dados e mensagem, e na volta do correio, terão uma resposta simpática.

 

Acompanhem estas nossas conversas longas com fornecedores seleccionados Simplesmente Branco, sempre à quarta-feira!